6ª edição do Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa
O concurso chama-se Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa e é desenvolvido pelo Instituto Piaget. Já vai na 6.ª edição, ou seja, já se fizeram cinco concursos e este é o sexto. Acontece de três em três anos.
O objectivo é recolher os poemas de toda a gente que goste de escrever e editar um livro com as poesias escolhidas por um júri. Quem vencer este concurso ganha um destes livros, onde estará o seu texto.
Pode-se enviar vários trabalhos (como explicamos mais abaixo) e de diferentes géneros como poesia, lenga-lengas e trava-línguas.
Podem apresentar-se a concurso cinco grupos de concorrentes.
GRUPO 1 – Crianças até aos 6 anos inclusive
GRUPO 2 – Crianças dos 7 aos 11 anos inclusive
GRUPO 3 – Adolescentes dos 12 aos 15 anos inclusive
GRUPO 4 – Jovens dos 16 aos 20 anos inclusive
GRUPO 5 – Maiores de 21 anos
Para os grupos 1, 2, 3 e 4 é tema livre. Para o grupo 5 têm de ser temáticas relacionadas com a infância ou a juventude.
Os trabalhos apresentados devem ser inéditos, ou seja, textos originais que nunca foram publicados. O número de poemas enviados por cada concorrente não deve ultrapassar (em princípio) o que a seguir se indica:
Grupo 1 e 2 – 25 poemas
Grupos 3 e 4 – 20 poemas
Grupo 5 – 5 poemas
Aceitam-se poemas colectivos para os grupos 1 e 2.
Prazo de entrega: 29 de Janeiro de 2010. Os resultados serão anunciados até 20 de Abril de 2010
Cortesia de Visão Online
O objectivo é recolher os poemas de toda a gente que goste de escrever e editar um livro com as poesias escolhidas por um júri. Quem vencer este concurso ganha um destes livros, onde estará o seu texto.
Pode-se enviar vários trabalhos (como explicamos mais abaixo) e de diferentes géneros como poesia, lenga-lengas e trava-línguas.
Podem apresentar-se a concurso cinco grupos de concorrentes.
GRUPO 1 – Crianças até aos 6 anos inclusive
GRUPO 2 – Crianças dos 7 aos 11 anos inclusive
GRUPO 3 – Adolescentes dos 12 aos 15 anos inclusive
GRUPO 4 – Jovens dos 16 aos 20 anos inclusive
GRUPO 5 – Maiores de 21 anos
Para os grupos 1, 2, 3 e 4 é tema livre. Para o grupo 5 têm de ser temáticas relacionadas com a infância ou a juventude.
Os trabalhos apresentados devem ser inéditos, ou seja, textos originais que nunca foram publicados. O número de poemas enviados por cada concorrente não deve ultrapassar (em princípio) o que a seguir se indica:
Grupo 1 e 2 – 25 poemas
Grupos 3 e 4 – 20 poemas
Grupo 5 – 5 poemas
Aceitam-se poemas colectivos para os grupos 1 e 2.
Prazo de entrega: 29 de Janeiro de 2010. Os resultados serão anunciados até 20 de Abril de 2010
Cortesia de Visão Online
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Poeta Jornalista
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21.11.09
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Al-MaSRAH levam à cena «Álvaro e outras pessoas»
A poesia de Álvaro de Campos vai estar em destaque no espectáculo que o Al-MaSRAH Teatro vai estrear amanhã, dia 21 de Novembro, pelas 21h30, no Café-Teatro do Espaço da Corredoura, em Tavira.
As palavras do heterónimo pessoano, na sua lucidez amarga por onde ressoa uma solidão reflexiva, vão ser interpretadas, lidas e ditas, num encontro que o grupo pretende que seja de grande intimidade com o público e por onde poderão passar ainda outros ‘rostos’ de Fernando Pessoa.
É nessa perspectiva que o AL-MaSRAH espera que, no espectáculo, apareçam "pessoas interessantes" para escutar os poemas que o grupo quer partilhar mas também que tragam poemas, histórias ou divagações sobre o poeta e o seu ‘engenheiro’ Álvaro de Campos.
‘Álvaro e outras pessoas’ é a 15ª produção do AL-MaSRAH. Com direcção de Pedro Ramos, conta com as interpretações de Bruno Martins, Cátia Agria, Patrícia Amaral, Pedro Carvalho e Pedro Ramos.
O espectáculo terá outras sessões a 30 de Novembro e a 4, 5 e 7 de Dezembro, sempre no mesmo espaço e à mesma hora. O grupo informa ter ainda "música e vinho em ambiente de café--teatro" e desafia o público a participar.
Cortesia de Correio da Manhã
As palavras do heterónimo pessoano, na sua lucidez amarga por onde ressoa uma solidão reflexiva, vão ser interpretadas, lidas e ditas, num encontro que o grupo pretende que seja de grande intimidade com o público e por onde poderão passar ainda outros ‘rostos’ de Fernando Pessoa.
É nessa perspectiva que o AL-MaSRAH espera que, no espectáculo, apareçam "pessoas interessantes" para escutar os poemas que o grupo quer partilhar mas também que tragam poemas, histórias ou divagações sobre o poeta e o seu ‘engenheiro’ Álvaro de Campos.
‘Álvaro e outras pessoas’ é a 15ª produção do AL-MaSRAH. Com direcção de Pedro Ramos, conta com as interpretações de Bruno Martins, Cátia Agria, Patrícia Amaral, Pedro Carvalho e Pedro Ramos.
O espectáculo terá outras sessões a 30 de Novembro e a 4, 5 e 7 de Dezembro, sempre no mesmo espaço e à mesma hora. O grupo informa ter ainda "música e vinho em ambiente de café--teatro" e desafia o público a participar.
Cortesia de Correio da Manhã
Florbela Espanca: Chá & Poesia
A Biblioteca Municipal Dr. Laureano Santos apresenta dia 21 de Novembro, pelas 15h30, a 4.ª sessão de Chá & Poesia, numa iniciativa da Câmara Municipal de Rio Maior.
Esta sessão será dedicada à vida e obra de Florbela Espanca, a poetisa portuguesa nascida em Vila Viçosa a 8 de Dezembro de 1894.
Neste evento participarão vários poetas de Rio Maior, que irão declamar poemas da sua própria autoria.
Cortesia de O Ribatejo
Esta sessão será dedicada à vida e obra de Florbela Espanca, a poetisa portuguesa nascida em Vila Viçosa a 8 de Dezembro de 1894.
Neste evento participarão vários poetas de Rio Maior, que irão declamar poemas da sua própria autoria.
Cortesia de O Ribatejo
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20.11.09
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Natal do Livro
Mais uma vez o Instituto dos Museus e da Conservação promove o Natal do Livro em todas as lojas dos Museus e Palácios Nacionais. Com bibliografia de referência nacional ao nível das artes plásticas, artes decorativas, arqueologia e etnologia, o público pode adquirir publicações com descontos que podem chegar até aos 90%. O público também tem à sua disposição um conjunto diversificado de produtos inspirados em peças do acervo dos Museus e Palácios Nacionais do IMC.
Cortesia de Agenda Cultural Lisboa
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20.11.09
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Montecinos conquista Prémio Neruda 2009
O escritor Héctor Hernández Montecinos conquistou o Prémio Pablo Neruda 2009, instituído em 1987 para premiar os poetas chilenos com menos de 40 anos que se tenham destacado pelo contributo dado à poesia do país. O júri foi presidido pelo director da Fundação Pablo Neruda, Manuel Jofré, e composto ainda por Waldo Rojas, designado pela mesma instituição, Matías Rafide, em representação da Academia Chilena da Língua, e Raúl Zurita pela Sociedade de Escritores do Chile. O prémio ascende a 6.000 dólares, cerca de 4.000 euros, e consiste ainda numa medalha e um diploma que serão entregues ao vencedor em Dezembro deste ano, numa sessão ainda a marcar pela Fundação Neruda. Hernández, que actualmente reside no México, é licenciado em Literatura e doutorado em Filosofia, publicou 18 livros entre 2001 e 2009.
Cortesia de Público
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19.11.09
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Nejar apresenta a conferência «Cecília Meireles e o Mar das Descobertas»
O poeta brasileiro Carlos Nejar virá apresentar na Casa Fernando Pessoa, dia 26 de Novembro pelas 18h30, a conferência Cecília Meireles e o Mar das Descobertas. Nejar tratará do vínculo de Cecília às raízes portuguesas, relacionando o mar de Cecília e o de Pessoa (Álvaro de Campos), e o mar de Sophia de Mello Breyner Andresen. Haverá ainda lugar à leitura de poemas da autoria desta voz singular e universal.
Cortesia de CFP
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19.11.09
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Há fogo sob a terra
Há fogo sob a terra,
e a chama é pura.
Há fogo sob a terra,
e é líquida a pedra dura.
Há uma corrente sob a terra,
que entra em nós às golfadas.
Há uma corrente sob a terra,
que nos chamusca as ossadas.
Virá um grande fogo,
virá uma corrente sob a terra.
Nós seremos as testemunhas.
Ingeborg Bachmann
e a chama é pura.
Há fogo sob a terra,
e é líquida a pedra dura.
Há uma corrente sob a terra,
que entra em nós às golfadas.
Há uma corrente sob a terra,
que nos chamusca as ossadas.
Virá um grande fogo,
virá uma corrente sob a terra.
Nós seremos as testemunhas.
Ingeborg Bachmann
2010 Cardiff International Poetry Competition
A poeta multi-galardoada e contista Jackie Kay e a editora de poesia do País de Gales Zoë Skoulding foram anunciadas como parte do júri para a 2010 Cardiff International Competition.
A competição é uma das mais reconhecidas na Grã-Bretanha e a que oferece o maior prémio monetário entre as competições deste género. O primeiro prémio vale £5,000; o segundo £500; o terceiro £250 e os restantes cinco primeiros recebem cada £50.
São aceites poemas inéditos escritos em língua inglesa por autores vivos de qualquer nacionalidade. Entrega de trabalhos até 29 de Janeiro de 2010.
A competição é uma das mais reconhecidas na Grã-Bretanha e a que oferece o maior prémio monetário entre as competições deste género. O primeiro prémio vale £5,000; o segundo £500; o terceiro £250 e os restantes cinco primeiros recebem cada £50.
São aceites poemas inéditos escritos em língua inglesa por autores vivos de qualquer nacionalidade. Entrega de trabalhos até 29 de Janeiro de 2010.
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18.11.09
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Três portugueses entre as «Personalidades da Neolatinidade de 2009»
Três portugueses encontram-se entre 14 personalidades às quais foi atribuído o ‘Diploma de Personalidade da Neolatinidade de 2009’ pelo III Festlatino, um evento que terá lugar no Recife, Brasil, de 24 a 27 de Novembro próximos.
São eles Simonetta Luz Afonso, ex-presidente do Instituto Camões, convidada a intervir no fórum, Francisco Seixas da Costa, embaixador de Portugal em França, e Patrícia Salvação Barreto, directora do gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério da Cultura de Portugal.
Juntamente com estas personalidades foram também distinguidos os ministros da Cultura do Brasil e da Venezuela, respectivamente Juca Ferreira e Héctor Sotto, o presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, e o secretário-geral da União Latina, José Luis Dicenta Bellester, entre outras personalidades brasileiras e espanholas, segundo uma listagem da organização do festival.
Além destas figuras da neolatinidade, o Festlatino, que foi idealizado e é coordenado por Humberto França, da Fundação Joaquim Nabuco, do Recife, e que goza de vários apoios federais e estatais brasileiros, atribuiu à brasileira Nélida Piñon o diploma de escritora ‘Símbolo da Neolatinidade de 2009’.
III Festival Internacional de Culturas, Línguas e Literaturas Neolatinas – que decorre sob o tema Os desafios da Neolatinidade: o diálogo cultural e as línguas neolatinas na Europa – África – CPLP – América Latina – MERCOSUL – apresenta uma longa lista de convidados e vai reunir representantes de 27 países das chamadas línguas neolatinas.
O presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, fará a intervenção inaugural na sessão solene de abertura, que terá lugar no Gabinete Português de Leitura do Recife, a 24 de Novembro.
O projecto Festlatino, que teve edições em 2005 e 2008, foi concebido por Humberto França partindo da consideração de que «o Brasil é o país que concentra a maior população de neolatinos falantes no mundo, quase duzentos milhões de habitantes» e que «necessita fortalecer e ampliar os seus laços culturais» na América Latina, Europa e África.
Entre as línguas neolatinas referenciadas pelo Festlatino estão o português, o francês, o italiano, o espanhol, o galego, o catalão, o romeno, o romanche, o ladino, o sardo e o provençal.
O evento consiste na realização de debates, seminários, espectáculos, cinema e exposições, destinados a divulgar os valores do património latino e a fomentar o diálogo entre os povos das línguas neolatinas e aprendizagem dessas mesmas línguas.
A participar são convidados «escritores, filólogos, professores, artistas, estudantes, jornalistas, líderes e promotores culturais dos países e das regiões de línguas neolatinas dos três continentes».
Os organizadores esperam que um total de 1.200 pessoas participe nas palestras, debates, exibições de filmes e espectáculos musicais.
O Festlatino pretende também estabelecer-se como entidade promotora de concursos literários para jovens de regiões e países de línguas neolatinas, bem como conceder bolsas de estudos tecnológicos e humanísticos e de estágio para jovens estudantes.
Contando com um amplo leque de entidades patrocinadoras e apoiantes, entre as quais os ministérios da Cultura do Brasil e de Portugal, a União Latina e o Instituto Camões, o Festlatino apresenta como instituições «realizadoras» do evento a Aliança Francesa do Recife, a Fundação Gilberto Freyre, a CIVITATE –Brasil e a Mares Navegados – Portugal.
Cortesia de IC
São eles Simonetta Luz Afonso, ex-presidente do Instituto Camões, convidada a intervir no fórum, Francisco Seixas da Costa, embaixador de Portugal em França, e Patrícia Salvação Barreto, directora do gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério da Cultura de Portugal.
Juntamente com estas personalidades foram também distinguidos os ministros da Cultura do Brasil e da Venezuela, respectivamente Juca Ferreira e Héctor Sotto, o presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, e o secretário-geral da União Latina, José Luis Dicenta Bellester, entre outras personalidades brasileiras e espanholas, segundo uma listagem da organização do festival.
Além destas figuras da neolatinidade, o Festlatino, que foi idealizado e é coordenado por Humberto França, da Fundação Joaquim Nabuco, do Recife, e que goza de vários apoios federais e estatais brasileiros, atribuiu à brasileira Nélida Piñon o diploma de escritora ‘Símbolo da Neolatinidade de 2009’.
III Festival Internacional de Culturas, Línguas e Literaturas Neolatinas – que decorre sob o tema Os desafios da Neolatinidade: o diálogo cultural e as línguas neolatinas na Europa – África – CPLP – América Latina – MERCOSUL – apresenta uma longa lista de convidados e vai reunir representantes de 27 países das chamadas línguas neolatinas.
O presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, fará a intervenção inaugural na sessão solene de abertura, que terá lugar no Gabinete Português de Leitura do Recife, a 24 de Novembro.
O projecto Festlatino, que teve edições em 2005 e 2008, foi concebido por Humberto França partindo da consideração de que «o Brasil é o país que concentra a maior população de neolatinos falantes no mundo, quase duzentos milhões de habitantes» e que «necessita fortalecer e ampliar os seus laços culturais» na América Latina, Europa e África.
Entre as línguas neolatinas referenciadas pelo Festlatino estão o português, o francês, o italiano, o espanhol, o galego, o catalão, o romeno, o romanche, o ladino, o sardo e o provençal.
O evento consiste na realização de debates, seminários, espectáculos, cinema e exposições, destinados a divulgar os valores do património latino e a fomentar o diálogo entre os povos das línguas neolatinas e aprendizagem dessas mesmas línguas.
A participar são convidados «escritores, filólogos, professores, artistas, estudantes, jornalistas, líderes e promotores culturais dos países e das regiões de línguas neolatinas dos três continentes».
Os organizadores esperam que um total de 1.200 pessoas participe nas palestras, debates, exibições de filmes e espectáculos musicais.
O Festlatino pretende também estabelecer-se como entidade promotora de concursos literários para jovens de regiões e países de línguas neolatinas, bem como conceder bolsas de estudos tecnológicos e humanísticos e de estágio para jovens estudantes.
Contando com um amplo leque de entidades patrocinadoras e apoiantes, entre as quais os ministérios da Cultura do Brasil e de Portugal, a União Latina e o Instituto Camões, o Festlatino apresenta como instituições «realizadoras» do evento a Aliança Francesa do Recife, a Fundação Gilberto Freyre, a CIVITATE –Brasil e a Mares Navegados – Portugal.
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18.11.09
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À noite o teu ventre...
À noite o teu ventre é castanho da febre de Deus.
A minha boca agita tochas sobre a tua face.
Nada pesa a quem nunca ouviu uma canção de embalar.
Com a mão cheia de neve e incerto
como os teus olhos azuis, à hora redonda,
dirigi-me a ti. (A lua de outrora era mais redonda.)
O milagre soluça nas tendas vazias,
o jarrinho do sonho enregelou - que fazer?
Lembra-te: uma folha enegrecida pendia no sabugueiro
belo sinal para a taça do sangue
Paul Celan
A minha boca agita tochas sobre a tua face.
Nada pesa a quem nunca ouviu uma canção de embalar.
Com a mão cheia de neve e incerto
como os teus olhos azuis, à hora redonda,
dirigi-me a ti. (A lua de outrora era mais redonda.)
O milagre soluça nas tendas vazias,
o jarrinho do sonho enregelou - que fazer?
Lembra-te: uma folha enegrecida pendia no sabugueiro
belo sinal para a taça do sangue
Paul Celan
Nova Convenção-Quadro sobre o valor do Património Cultural para a Sociedade – actualização e perspectivas
No próximo dia 20 de Novembro, o Centro Nacional de Cultura organiza, em colaboração com o Conselho da Europa e com o IGESPAR, na Fundação Calouste Gulbenkian, o colóquio “Património Cultural – Ir mais além...”
O Centro Nacional de Cultura esteve associado à elaboração da recém-ratificada Convenção-Quadro do Conselho da Europa relativa ao valor do Património Cultural para a Sociedade, cujo grupo de trabalho o seu Presidente dirigiu. Trata-se de um instrumento inovador no qual, pela primeira vez, se reconhece que o património cultural é uma realidade dinâmica, envolvendo monumentos, tradições e criação contemporânea.
A nova Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre o Valor do Património Cultural para a Sociedade Contemporânea constitui um instrumento com inesgotáveis potencialidades, uma vez que pressupõe um conceito aberto de património cultural, não apenas centrado numa lógica conservadora, mas sim ligado ao património material e imaterial (e à sua protecção) e à criação contemporânea (e ao seu incentivo). Longe de uma oposição, temos uma complementaridade. No fundo, o desenvolvimento humano exige uma maior valorização da cultura e da educação como factores de criação, de eficiência e de equidade, uma vez que aquilo que distingue o desenvolvimento e o atraso está na cultura e na capacidade de aprender.
Nesta Conferência intervirão os maiores especialistas intervenientes na redacção do texto da nova Convenção.
Programa
O Centro Nacional de Cultura esteve associado à elaboração da recém-ratificada Convenção-Quadro do Conselho da Europa relativa ao valor do Património Cultural para a Sociedade, cujo grupo de trabalho o seu Presidente dirigiu. Trata-se de um instrumento inovador no qual, pela primeira vez, se reconhece que o património cultural é uma realidade dinâmica, envolvendo monumentos, tradições e criação contemporânea.
A nova Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre o Valor do Património Cultural para a Sociedade Contemporânea constitui um instrumento com inesgotáveis potencialidades, uma vez que pressupõe um conceito aberto de património cultural, não apenas centrado numa lógica conservadora, mas sim ligado ao património material e imaterial (e à sua protecção) e à criação contemporânea (e ao seu incentivo). Longe de uma oposição, temos uma complementaridade. No fundo, o desenvolvimento humano exige uma maior valorização da cultura e da educação como factores de criação, de eficiência e de equidade, uma vez que aquilo que distingue o desenvolvimento e o atraso está na cultura e na capacidade de aprender.
Nesta Conferência intervirão os maiores especialistas intervenientes na redacção do texto da nova Convenção.
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Cortesia de CNC
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16.11.09
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N.º 4 da Nova Águia apresentado em Lisboa

A revista, segundo Renato Epifânio, um dos seus directores, "é a única que assume o legado do movimento cultural da Renascença Portuguesa".
O quarto número da revista evoca os 20 anos da queda do Muro de Berlim e "procura reflectir sobre três vértices: Pascoaes; Portugal e a Europa".
Adriano Moreira, Miguel Real, Pinharanda Gomes e Manuel Ferreira Patrício são alguns dos colaboradores deste número que inclui um CD com uma palestra de Teixeira Pascoaes gravada em 1952, no Porto.
"A gravação estava na posse da família e permite-nos hoje ouvir a voz mítica e lendária de Pascoaes. O filósofo José Marinho, quando a ouviu, afirmou que teve medo. É de facto uma voz cava, forte e profunda", disse Renato Epifânio.
Na palestra, o autor de "A arte de ser português" disserta sobre a "alma ibérica".
"Trata-se de um texto que seria o prólogo de uma obra a publicar intitulada 'Epistolário ibérico - Cartas de Pascoaes a Unamuno', e que foi já publicado na revista Colóquio de Letras", explicou o responsável.
O CD é inédito e, segundo Renato Epifânico, a revista não conta em próximos números voltar a editar qualquer CD.
A Nova Águia, com uma tiragem de 2 000 exemplares.
Teixeira de Pascoaes é o pseudónimo literário de Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos nascido em Amarante (Porto) em 1877, escritor que se distinguiu como uma das principais vozes do movimento literário-filosófico "Saudosismo", que faleceu em Gatão (Amarante), em 1952.
Entre as suas obras em poesia destacam-se os títulos "Marânus", "O Doido e a Morte" ou "Versos Pobres", enquanto em prosa escreveu as biografias romanceadas de S. Paulo, S. Jerónimo, Santo Antão e Camilo Castelo Branco, e para teatro publicou "Jesus Cristo em Lisboa", em colaboração com Raul Brandão. Colaborou também com Afonso Lopes Vieira no livro de poesia "Profecia".
Cortesia de Jornal Hardmusica
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Poeta Jornalista
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14.11.09
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BIO - Vladimir Maiakovski

Filho de um guarda-florestal, nasceu e passou a infância na aldeia de Bagdádi, nos arredores de Kutaíssi (hoje Maiakovski), na Geórgia. Frequentou o ginásio de Kutaíssi. Após a morte súbita do pai, a família ficou na miséria e transferiu-se para Moscovo, onde Vladimir continuou os seus estudos.
Fortemente impressionado pelo movimento revolucionário russo e impregnado desde cedo de obras socialistas, ingressou aos quinze anos na facção bolchevique do Partido Social-Democrático Operário Russo. Detido em duas ocasiões, foi solto por falta de provas, mas em 1909-1910 passou onze meses na prisão. Entrou na Escola de Belas Artes, onde se encontrou com David Burliuk, que foi o grande incentivador da sua iniciação poética. Os dois amigos fizeram parte do grupo fundador do assim chamado cubo-futurismo russo, ao lado de Khlébnikov, Kamiênski e outros. Foram expulsos da Escola de Belas Artes. Procurando difundir as suas concepções artísticas, realizaram viagens pela Rússia. Após a Revolução de Outubro, todo o grupo manifestou a sua adesão ao novo regime.
Durante a Guerra Civil, Maiakovski dedicou-se a desenhos e legendas para cartazes de propaganda e, no início da consolidação do novo Estado, exaltou campanhas sanitárias, fez publicidade de produtos diversos, etc. Fundou em 1923 a revista LEF (de Liévi Front, Frente de Esquerda), que reuniu a “esquerda das artes”, isto é, os escritores e artistas que pretendiam aliar a forma revolucionária a um conteúdo de renovação social. Fez inúmeras viagens pelo país, aparecendo diante de vastos auditórios para os quais lia os seus versos.
Viajou também pela Europa Ocidental, México e Estados Unidos. Entrou frequentemente em choque com os “burocratas’’ e com os que pretendiam reduzir a poesia a fórmulas simplistas. Foi homem de grandes paixões, arrebatado e lírico, épico e satírico ao mesmo tempo. Suicidou-se com um tiro em 1930. A sua obra, profundamente revolucionária na forma e nas ideias que defendeu, apresenta-se coerente, original, veemente, una.
A linguagem que emprega é a do dia a dia, sem nenhuma consideração pela divisão em temas e vocábulos “poéticos” e “não-poéticos”, a par de uma constante elaboração, que vai desde a invenção vocabular até o inusitado arrojo das rimas. Ao mesmo tempo, o gosto pelo desmesurado, o hiperbólico, alia-se em sua poesia à dimensão crítico-satírica. Criou longos poemas e quadras e dísticos que se gravam na memória; ensaios sobre a arte poética e artigos curtos de jornal; peças de forte sentido social e rápidas cenas sobre assuntos do dia; roteiros de cinema arrojados e fantasiosos e breves filmes de propaganda. Tem exercido influência profunda em todo o desenvolvimento da poesia russa moderna.
Fortemente impressionado pelo movimento revolucionário russo e impregnado desde cedo de obras socialistas, ingressou aos quinze anos na facção bolchevique do Partido Social-Democrático Operário Russo. Detido em duas ocasiões, foi solto por falta de provas, mas em 1909-1910 passou onze meses na prisão. Entrou na Escola de Belas Artes, onde se encontrou com David Burliuk, que foi o grande incentivador da sua iniciação poética. Os dois amigos fizeram parte do grupo fundador do assim chamado cubo-futurismo russo, ao lado de Khlébnikov, Kamiênski e outros. Foram expulsos da Escola de Belas Artes. Procurando difundir as suas concepções artísticas, realizaram viagens pela Rússia. Após a Revolução de Outubro, todo o grupo manifestou a sua adesão ao novo regime.
Durante a Guerra Civil, Maiakovski dedicou-se a desenhos e legendas para cartazes de propaganda e, no início da consolidação do novo Estado, exaltou campanhas sanitárias, fez publicidade de produtos diversos, etc. Fundou em 1923 a revista LEF (de Liévi Front, Frente de Esquerda), que reuniu a “esquerda das artes”, isto é, os escritores e artistas que pretendiam aliar a forma revolucionária a um conteúdo de renovação social. Fez inúmeras viagens pelo país, aparecendo diante de vastos auditórios para os quais lia os seus versos.
Viajou também pela Europa Ocidental, México e Estados Unidos. Entrou frequentemente em choque com os “burocratas’’ e com os que pretendiam reduzir a poesia a fórmulas simplistas. Foi homem de grandes paixões, arrebatado e lírico, épico e satírico ao mesmo tempo. Suicidou-se com um tiro em 1930. A sua obra, profundamente revolucionária na forma e nas ideias que defendeu, apresenta-se coerente, original, veemente, una.
A linguagem que emprega é a do dia a dia, sem nenhuma consideração pela divisão em temas e vocábulos “poéticos” e “não-poéticos”, a par de uma constante elaboração, que vai desde a invenção vocabular até o inusitado arrojo das rimas. Ao mesmo tempo, o gosto pelo desmesurado, o hiperbólico, alia-se em sua poesia à dimensão crítico-satírica. Criou longos poemas e quadras e dísticos que se gravam na memória; ensaios sobre a arte poética e artigos curtos de jornal; peças de forte sentido social e rápidas cenas sobre assuntos do dia; roteiros de cinema arrojados e fantasiosos e breves filmes de propaganda. Tem exercido influência profunda em todo o desenvolvimento da poesia russa moderna.
Cortesia de Boris Schnaiderman do livro Poesia Russa Moderna
Tu és mortal
Tu és mortal meu filho
isto que um dia a morte te virá buscar
e tu não mais serás que um grão de milho
para a morte debicar
Tu és mortal anjo
tu és mortal meu amor
isto que um dia a morte virá de banjo
insinuar-se-te senhor
É-se mortal meu Deus
tu és mortal meu Deus
isto que um dia a morte há-de descer
ao comprimento dos céus
António Gancho
isto que um dia a morte te virá buscar
e tu não mais serás que um grão de milho
para a morte debicar
Tu és mortal anjo
tu és mortal meu amor
isto que um dia a morte virá de banjo
insinuar-se-te senhor
É-se mortal meu Deus
tu és mortal meu Deus
isto que um dia a morte há-de descer
ao comprimento dos céus
António Gancho
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