BIO - Aleksandr Pushkin



Aleksandr Sergeyevich Pushkin (6 de Junho - 26 de Maio no calendário russo - 1799 a 10 de Fevereiro - 29 de Janeiro - 1837) foi um autor romântico considerado o maior poeta do país e o fundador da literatura russa moderna. Pushkin ampliou até os limites o uso do vernáculo nos seus poemas e peças, criando um estilo narrativo - que mistura drama, romance e sátira - associado com a própria literatura russa desde então e influenciando decisivamente todos os escritores que lhe sucederam.



O pai de Pushkin vinha de uma família eminente da nobreza russa cuja linhagem remontava ao século doze, enquanto o avô de sua mãe foi Abram Petrovich Gannibal, um eritreu raptado e vendido escravo quando criança durante o domínio turco de seu país. Uma tese menos popular, contudo, aponta que Gannibal poderia ser procedente de um sultanato antigo nos arredores do actual Chad. O facto é que o jovem Gannibal foi trazido à Rússia e tornou-se um grande líder militar, engenheiro e nobre sob os auspícios do seu pai adoptivo e protector, Pedro, o Grande.



Nascido em Moscovo, Pushkin publicou seu primeiro poema com quinze anos de idade. Quando se graduou na primeira turma do conceituado Liceu Imperial em Tsarskoe Selo, nos arredores de São Petersburgo, já era conhecido e admirado na cena literária russa. Depois de concluir os estudos, Pushkin partiu para a efervescência de São Petersburgo. Em 1820, publicou o seu primeiro poema longo, Ruslan e Ludmila, gerando grande controvérsia sobre o assunto e estilo de sua literatura.



Pushkin gradualmente foi aderindo à causa das reformas sociais e, por fim, emergiu como um orador dos literatos mais radicais. Isto irritou o governo e redundou em seu banimento da capital. Pushkin refugiou-se em Kichinev em 1820, onde se tornou maçon. Também ingressou na Filiki Eteria, uma organização secreta cujo objetivo era liberar a Grécia do jugo otomano e estabelecer um estado grego independente. Foi inspirado pela Revolução Grega e quando a guerra contra os turcos otomanos estourou, ele manteve um diário detalhando os eventos da grande revolta nacional. Ficou em Kichinev até 1823 e - depois de uma viagem de Verão ao Cáucaso e a Criméia - escreveu dois poemas românticos que lhe granjearam largo reconhecimento: o Prisoneiro do Cáucaso e a Fonte de Bakhchisaray. Em 1823 Puchkin mudou-se para Odessa, onde novamente entrou em conflito com o governo e foi condenado à prisão domiciliar na propriedade rural de sua mãe, no norte da Rússia, de 1824 a 1826. Mesmo assim, as autoridades permitiram que ele visitasse o Czar Nicolau I para pedir por seu indulto ou o libertação da prisão, o que obteve. Mas a sua sorte não duraria por muito tempo: Apanhados com poemas de Pushkin, alguns rebeldes da Revolta de Dezembro, acabaram complicando a vida do poeta. A sua obra foi proibida e seus movimentos passaram a ser estritamente controlados pelo estado, numa espécie de prisão domiciliar ampliada. Proibido de viajar livremente ou de publicar o seu trabalho, Pushkin só ganharia permissão para a execução de sua peça mais famosa, o drama Boris Godunov, escrito na temporada na fazenda de sua mãe, cinco anos depois.



Em 1831 conheceu Nicolau Gogol, que se tornaria seu bom amigo e parceiro. Pushkin sofreria bastante influência da prosa bem-humorada de Gogol. Depois de ler o livro de contos Tardes em uma Fazenda perto de Dikanka, Pushkin o aclamaria e, em 1836, ao lançar a revista O Contemporâneo, publicaria nesta alguns dos contos mais famosos de Gogol. Tempos depois, Pushkin e a mulher Natália Goncharova, com quem se casara em 1831, tornaram-se habitués da vida na Corte. Quando o Czar concedeu ao poeta um título honorífico - o mais simples dos títulos na época - o poeta ficou enfurecido: Pressentira que isto ocorrera apenas para que sua Natália, que vivia cercada de admiradores - inclusive o próprio Czar - pudesse frequentar livremente os bailes da corte. E era também um modo subtil e elegante de humilhá-lo publicamente. Em 1837, em meio a rumores cada vez maiores de que sua mulher tinha um caso com outro homem, Pushkin desafiou o suposto amante, Georges d'Anthès, a um duelo que resultou em ambos os homens feridos, sendo que Pushkin, mortalmente. Morreu dois dias depois.



O governo imperial temendo uma manifestação política no seu funeral, não permitiu que este fosse realizado em São Petersburgo ou que pessoas sem laços próximos à família fossem render-lhe homenagens. O seu corpo foi velado secretamente por apenas meia noite e enterrado na propriedade de sua mãe.



Pushkin e Natália tiveram quatro filhos: Alexander, Grigori, Maria e Natália (que contrairia matrimónio a um ocupante da casa real de Nassau e se tornaria a futura Condessa de Merenberg).

Situação Contemporânea da Poesia Portuguesa

Ciclo de Conferências: Situação Contemporânea da Poesia Portuguesa: Alguns Mapas


18h30 · Pequeno Auditório da Culturgest · Entrada Gratuita*

5 de Maio > O momento modernista da modernidade estética
12 de Maio > A resistência a Pessoa e a sua absorção
19 de Maio > Diálogo e conflito entre as tradições do novo
26 de Maio > Onde estamos? Uma praia longa – o delta das tradições


Partiremos de algumas suposições: quanto à heterogeneidade do contemporâneo, quanto à pluralidade das tradições poéticas, quanto à possibilidade de uma cartografia histórica da poesia, contingente e lacunar. Tomando a heteronímia como poética do fingimento, procuraremos situar Pessoa num mapa histórico do modernismo. Podemos então tentar cartografar as diferentes modalidades de resistência a Pessoa e da sua absorção por um conjunto de poetas que aprendem decisivamente com ele e ao mesmo tempo se afastam e libertam da angústia da influência em relação a ele. A segunda metade do século xx parece tornar-se o palco de um conflito entre duas gerações sucessivas (a dos anos 60 e a de 70) e separadas por uma fronteira que ainda hoje estaria activa. Trata-se da certidão de nascimento do pós-modernismo ou de uma rede de posições e de movimentos de disputa em torno da própria modulação do novo? Procurando responder a essa questão, estaremos já a praticar exercícios de reconhecimento sobre a situação actual da poesia portuguesa.

Manuel Gusmão é poeta, ensaísta, professor catedrático (aposentado) da Faculdde de Letras da Universidade de Lisboa. Tem trabalhado sobre as Literaturas portuguesa e francesa e sobre Teoria literária.

* Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início da sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo: 2 senhas por pessoa.

Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt


Cortesia de Culturgest

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa

CITAÇÃO - Bei Dao

Liberdade não é nada senão a distância entre a caça e o caçador.

Saudação de Pessoa a Whitman

A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento apresenta esta quinta-feira, 24 de Abril, às 18h30, no Auditório da Fundação (situado na Rua do Sacramento à Lapa, 21), a palestra Fernando Pessoa e Walt Whitman pelo escritor, tradutor e investigador Richard Zenith precedida pela leitura de Saudação a Walt Whitman, de Álvaro de Campos, pelo actor João Grosso. Sessão integrada no ciclo Asas Sobre a América/Wings Over America.

Cortesia de CFP

Ela foi encontrada!

Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.

Minha alma imortal,
Cumpre a tua jura
Seja o sol estival
Ou a noite pura.

Pois tu me liberas
Das humanas quimeras,
Dos anseios vãos!
Tu voas então...

— Jamais a esperança.
Sem movimento.
Ciência e paciência,
O suplício é lento.

Que venha a manhã,
Com brasas de satã,
O dever
É vosso ardor.

Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.

Jean-Arthur Rimbaud

Dia Mundial do Livro 2008

"Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge. Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril. Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.

75 obras digitalizadas de Shakespeare

Uma biblioteca americana e outra britânica querem reproduzir online todas as 75 edições das peças de William Shakespeare impressas no pequeno formato conhecido como "in quarto" até ao ano de 1641.

As bibliotecas Bodleian, de Oxford, e Folger Shakespeare, de Washington, uniram-se para colocar suas colecções online, ampliando o trabalho iniciado pela British Library, que digitalizou a sua colecção de edições in quarto, em que uma folha é dobrada em quatro, em 2004.


"Não existem manuscritos sobreviventes das peças de Shakespeare escritas de punho próprio pelo autor, de modo que as edições in quarto são o mais próximo que podemos chegar do que Shakespeare realmente queria", disse uma porta-voz da Bodleian, Oana Romocea.


"Mas algumas das edições in quarto apresentam anotações feitas por Shakespeare em volta do texto impresso."


O projecto tem o objectivo de disponibilizar para o público mais amplo todas as primeiras versões impressas das peças de Shakespeare, muitas das quais só são acessíveis a académicos.


O processo de digitalização das edições in quarto começou durante Abril e levará um ano para ser concluído. Os internautas poderão comparar imagens lado a lado, realizar buscas nas peças e marcar os textos.


"Nós (da Bodleian Library) temos cerca de 55 cópias, embora algumas sejam reproduções", disse Romocea. "Cada in quarto é diferente, então, desde o ponto de vista da pesquisa, é muito interessante poder compará-los."


"Por exemplo, alguns dos versos famosos de 'Hamlet' existem num in quarto e não noutro, ou, então, são muito diferentes em cada edição."


Shakespeare escreveu pelo menos 37 peças e colaborou na redação de várias outras entre aproximadamente 1590 e 1613. Ele morreu em 1616.

Feira do Livro de Díli

Acontece em Díli, Timor-Leste, a Feira do Livro em Português de 19 a 23 de Abril de 2008.

Consulte o Programa.

Passeio Sentimental

O Sol dardejava os supremos raios
E o vento embalava os nenúfares baços;
Grandes nenúfares entre os roseirais
Brilhavam tristemente em águas calmas.
Vagueava só, passeando a minha chaga
Ao longo do charco, entre o salgueiral
Onde a bruma vaga evocava um grande
Fantasma leitoso, que ia chorando
Com a voz das cercetas, desesperado;
Elas gritavam, agitando as asas
Entre os salgueirais por onde eu errava
Com a minha chaga; e a espessa mortalha
Das trevas afogou os supremos raios
Do poente nas suas baças vagas
E os nenúfares, entre os roseirais,
Grandes nenúfares sobre as águas calmas.

Paul Verlaine

Aimé Césaire falece aos 94 anos

O poeta e político Aimé Césaire, da ilha da Martinica, no Caribe, faleceu ontem aos 94 anos de idade em um hospital de Fort-de-France onde estava internado fazia uma semana, informaram meios de imprensa locais.

Considerado o apóstolo da "negritude" junto ao senegalês Léopold Sédar Senghor e o guianense Léon-Gontran Damas, Césaire foi durante anos deputado da ilha de Martinica e prefeito da capital, permanecendo como prefeito de honra até sua morte.

Césaire, nascido na ilha caribenha no dia 26 de junho de 1913, utilizou pela primeira vez o conceito de "negritude" em seu livro de poemas "Cahier d'un retour au pays natal" (Caderno do retorno ao país natal), de 1947.

Além do emblemático livro, a publicação, em 1950, de seu "Discurso sobre o colonialismo" amplificou o eco de suas posições no Caribe e na África e contribuiu para dar a sua obra um caráter universal.

O poeta foi internado no dia 9 de abril por problemas cardíacos no hospital universitário de Fort-de-France e em seguida foi transferido para a unidade de tratamento intensivo dado seu grave estado de saúde.

Seres de Luz

A luz na forma como a conhecemos
é uma gama de comprimentos de onda
a que o olho humano é sensível.

Trata-se de uma
radiação electromagnética pulsante
ou num sentido mais geral,
qualquer radiação electromagnética
que se situa entre as radiações
infravermelhas
e as radiações ultravioletas.

As três grandezas físicas básicas da luz
(e de toda a radiação electromagnética)
são: brilho (ou amplitude), cor (ou frequência),
e polarização (ou ângulo de vibração).

Devido à dualidade onda-partícula,
a luz exibe simultaneamente
propriedades de ondas e partículas.

Definição científica de Luz

A luz constitui um dos maiores mistérios do universo. Somente entendendo-a ao mesmo tempo como partícula material e como onda energética podemos ter uma compreensão mais ou menos adequada dela. Hoje sabemos que todos os seres vivos emitem luz, biofotons, a partir das células da DNA. Por isso todos irradiam certa aura.

Não é sem razão que a luz e o sol se tornaram símbolos poderosos de tudo o que é positivo e vital. Especialmente o sol irradiante é visto como o grande arquétipo do herói e do lutador que vence as trevas com os monstros que nelas eventualmente se escondem. Sua aparição a cada manhã não é uma repetição, mas toda vez uma novidade, pois é sempre diferente. É um teatro cósmico que começa da cappo, como se Deus dissesse ao sol a cada manhã:“Vamos, tente mais uma vez! Renove teu nascimento! Irradie tua luz em todas as direções e sobre todos”.

Na maioria dos povos havia o temor de que o sol talvez pudesse ser tragado pelas trevas e não voltasse mais a nascer e a iluminar a Terra e a cada um de nós. Criaram-se rituais e festas que celebravam a vitória do Sol sobre as trevas. Assim, havia a festa romana do Sol Invictus, do “Sol Invencível”. Posteriormente, deu origem ao Natal cristão, a festa do nascimento do Deus encarnado , chamado de “o Sol da Justiça”. As festas juninas com suas fogueiras têm por detrás a experiência do sol, pois se inaugura o solstício de inverno.

Fazia-se e faz-se ainda hoje a impressionante experiência de que o Sol com seus raios de luz, nasce como uma criança. Na medida em que sobe no firmamento, vai crescendo como um adolescente até chegar à idade adulta ao meio-dia. Pela tarde vai definhando até ficar velho e morrer atrás da linha do horizonte. Mas, passada a noite, ele volta a nascer, limpo, brilhante, sorridente como uma criança. Como não celebrá-lo festivamente? Como não entendê-lo como sinal da Realidade originadora de todas as coisas?

De facto, ele é uma imagem poderosa de Deus como o cantou São Francisco em seu “Cântico ao Irmão Sol”. Nenhuma metáfora da divindade é mais poderosa que a da luz e a do Sol. A própria experiência da luz fez surgir a palavra Deus. Ela deriva de di em sânscrito que signfica brilhar e iluminar. De di veio “dia” e “Deus”, como expressão de uma experiência de luz e de iluminação. Como diz São João: ”Deus é luz” (1Jo 1,5). “Ele habita”, no dizer de São Paulo “numa luz inacessível”(1Tim 6,16). Jesus se auto-apresenta como luz: “Eu, a luz, vim ao mundo para que todo aquele que crê não ande nas trevas”(Jo 12,46) O Verbo encarnado é “vida e luz dos homens”, “luz verdadeira que ilumina todo o ser humano que vem a este mundo”(Jo 1.4.9). Por isso é com razão apresentado como “a luz do mundo”(Jo 9,5). Os que aderem a Cristo como luz devem viver “como filhos da luz”(Ef 5,8). E “os frutos da luz é tudo o que é bom, justo e verdadeiro”(Ef 5,9). Mais ainda. Cada seguidor deve ser também “luz do mundo”(Mt 5,14).

Como reza tão bem a liturgia dos funerais:”Que as almas do fiéis defuntos não tombem nas trevas, mas que o arcanjo São Miguel, as introduza na luz santa. Faça brilhar sobre eles a luz perpétua”.

Nós todos somos seres de luz. Fomos formados originalmente no coração das grandes estrelas vermelhas, há bilhões de anos. Carregamos luz dentro de nós, no corpo, no coração e na mente. Especialmente a luz da mente nos permite compreender os processos da natureza e penetrar no íntimo das pessoas até no mistério luminoso de Deus.

Leonardo Boff, teólogo

O Anjo

Sonhei um Sonho! Que quer dizer?
Eu era uma Rainha virgem,
Guardada por um Anjo doce:
Estúpido infortúnio nunca foi enganado!
E chorei noite e dia,
E ele enxugou minhas lágrimas,
E chorei noite e dia,
E escondi-lhe o gozo de meu coração.
Então ele abriu suas asas e voou;
Então a manhã se envolveu de um vermelho rosado;
Sequei minhas lágrimas, e armei meus temores
Com dez mil escudos e lanças.
Logo meu Anjo voltou:
Eu estava armada, voltou em vão;
Porque o tempo da juventude havia voado,
E cabelos cinzas estavam sobre minha cabeça.

William Blake

BIO - Rainer Maria Rilke


Nascido em Praga, que então fazia parte do império austro-húngaro, Rilke teve uma infância difícil e traumática, marcada pela separação dos pais e pelo suicídio de um irmão. Estudou Literatura e História da Arte nas Universidades de Praga, Munique e Berlim. Em 1894, aos 19 anos, publicou poemas de amor intitulados "Vida e Canções". Em 1897, Rilke conheceu Lou Andreas-Salomé, escritora russa que depois se tornaria psicanalista. Com Lou Salomé, conhecida como uma mulher sedutora e bem relacionada, em 1899, viajou pela Rússia, impressionando-se com suas paisagens. No ano seguinte, escreveu "Histórias do Bom Deus". No começo do século 20, Rilke afastou-se do simbolismo francês e passou a escrever em um estilo mais realista. Publicou "O livro das Imagens" (1902) e a série de versos "O livro das Horas" (1905).Em Paris, em 1901, Rilke casou-se com Clara Westhaff, uma discípula do famoso escultor francês Rodin, com quem teve uma filha. O casamento durou apenas um ano. Entre 1905 e 1906 o escritor trabalhou como secretário de Rodin, que exerceu grande influência sobre os seus poemas. "Os Cadernos de Malte Laurids Brigge" foram escritos em 1910 e são considerados pela crítica como sua obra em prosa mais importante. De 1910 a 1912, Rilke viveu no castelo de Duíno, na região de Trieste, como convidado da princesa Maria Von Thurn und Taxis. Lá escreveu os poemas que formam "A Vida de Maria" (1913). Neste castelo também começou a escrever "Elegias de Duíno", que foram publicadas em 1923. Durante a Primeira Guerra Mundial, Rilke permaneceu em Munique. Depois de realizar uma viagem pelos países mediterrâneos, estabeleceu-na Suíça, onde faleceu em 1926.

Al Berto e Deleuze

Na próxima quinta-feira, dia 17 de Abril, pelas 21h30 realiza-se na Fábrica Braço de Prata a conferência Al Berto e Deleuze com Golgona Anghel na sala Visconti. Entrada livre.

Antologia de poesia «cívica» lusófona lançada em Lisboa

Uma antologia de poesia «em torno da cidadania» foi lançada esta semana em Lisboa, na sede do Instituto Camões, numa sessão que contou com dois dos autores, Alexandre Dias Pinto e Pedro Valente, e o prefaciador, o professor universitário Manuel Gusmão, também antologiado.


Intitulada O Nosso Dever Falar, a obra, que inclui poemas de autores da lusofonia, é o resultado de um projecto com a colaboração do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo sido publicada em 2007 pela editora Santillana-Constância, com o apoio do Programa Lusitânia, gerido pelo Instituto Camões, FCT e Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior.


Dois objectivos presidiram à elaboração da obra da autoria de Alexandre Dias Pinto, Carlota Miranda, Orlanda de Azevedo e Pedro Valente: o primeiro deles foi a organização de uma «antologia de poemas de língua portuguesa que abordam questões relativas à cidadania», «uma temática produtiva na literatura lusófona, sobretudo no século XX», segundo uma nota dos autores.


Esta poesia problematiza «assuntos como as formas de poder, a pobreza, a in(justiça) social, a consciência cívica, mas também o respeito pelo outro, o consumismo, o poder dos media ou a condição da mulher».


A obra foi também «concebida para ser usada tanto nas disciplinas de Língua Portuguesa, Português e Literatura Portuguesa como em Formação Cívica», quer a nível do ensino básico (3º ciclo), quer no secundário e no superior, pelo que 30 poemas são acompanhados por fichas que permitem «percursos de exploração literária e de reflexão sobre os problemas nela equacionados».


De acordo com os autores, a antologia começou a ser desenvolvida no ano lectivo de 2002/03 como um dos «produtos de um projecto didáctico em três escolas do ensino básico e secundário que «entrelaçava» o ensino das línguas com a literatura, as artes plásticas e a música.
O projecto recebeu o Selo Europeu para as Inicitivas Inovadoras na Área do Ensino-Aprendizagem das Línguas, uma distinção da Comissão Europeia.
A versão inicial da antologia não era exclusivamente lusófona e incluía textos poéticos em inglês e alemão.


No seu prefácio, Manuel Gusmão interroga-se sobre a «plausibilidade do uso da poesia na formação dos jovens para a cidadania». «Por um lado, supõe-se que há, pelo menos, alguns poemas que podem ser lidos como tematizações da cidadania; por outro lado, supõe-se que a leitura de poemas pode produzir consequências no plano dessa formação».


Alertando para que «a dificuldade maior reside no risco de a Educação para a Cidadania se transformar numa actividade de endoutrinação», Gusmão, depois de traçar um quadro dos sinais actuais de regressão política e social no mundo, acaba por concluir que essa Educação para a Cidadania é «necessária».


«Ao longo do último século, ela [a poesia] travou todos os combates, serviu e resistiu a todos os poderes, acorreu a todas as crenças e delas regressou, e contudo resistiu e resiste», escreve.


Os autores portugueses antologiados são Manuel Alegre, Almeida Garrett, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Botto, José Gomes Ferreira, António Gedeão, Pedro Mexia, Alexandre O'Neill, Fernando Pessoa, José Régio, António Ramos Rosa, José Saramago, Jorge de Sena, Alberto de Serpa, José Mário Silva, Miguel Torga, Mário Cesariny, José Afonso, Jorge d'Aguiar, António Franco Alexandre, Eugénio de Andrade, Ruy Belo, Bocage, Alberto Caeiro, Camões, E.M. de Melo e Castro, Ruy Cinatti (também considerado poeta timorense), Natália Correia, Manuel Gusmão, Herberto Hélder, Maria Teresa Horta, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, Maria Alberta Menéres, Adolfo Casais Monteiro, David Mourão-Ferreira, Vitorino Nemésio, Carlos de Oliveira, Antero de Quental, Luís Quintais, Ary dos Santos, Pedro Tamen e Cesário Verde.


Do Brasil estão incluídos Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecilia Meireles, Vinicius de Moraes, Haroldo de Campos, Terezinha Éroli, João Cabral de Melo Neto e de Angola João Melo, Bessa Victor, Costa Andrade, M. António e Conceição Ramos-Lopes.


Significativas são também as presenças de poetas de Cabo Verde (Jorge Barbosa, Onésimo Silveira, Vera Duarte, Tacalhe e Arménio Vieira), Guiné-Bissau (Pascoal d' Artagnan e Agnelo Regalla) São Tomé e Príncipe (Maria Olinda Beja, Maria Manuela Margarido, Francisco José Tenreiro e Marcelo da Veiga), Moçambique (Mia Couto, José Craveirinha e Rui Knopfli) e Timor-Leste (Fernando Sylvan, Jorge Barros Duarte e Xanana Gusmão).

Cortesia de IC

Para Mnesídice

Com as meigas mãos, ó Dice,
trança ramos de aneto,
e põe essa coroa
em teus cabelos:

fogem as Graças
de quem não tem grinalda,
mas felizes acolhem
quem se enfeita de flores.

Safo

Maldoror por Mão Morta

A partir de excertos de Os Cantos de Maldoror, obra-prima literária que Isidore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde Lautréamont, publicou em 1870, os Mão Morta, com a ajuda de alguns cúmplices, estruturaram um espectáculo singular em que a música brinca com o teatro, o vídeo e a declamação.Um espectáculo em que se sucedem as vozes do herói Maldoror ou do narrador Lautréamont, algumas imagens das muitas que povoam o livro, e em que se sucedem canções, sem necessidade de um epílogo ou de uma linearidade narrativa, que também não existem na obra. A coerência do conjunto e a progressão do espectáculo são obtidas pela sua transposição para um universo infantil, de quarto de brinquedos – o palco é o espaço em que a criança brinca, onde cria e encarna personagens e histórias dando livre curso à sua imaginação.À semelhança da técnica narrativa presente nos Cantos, a criança mistura em si as vozes de autor, narrador e personagem, criando, interpretando e fazendo interpretar aos brinquedos/artefactos que manipula as visões e as histórias retiradas das páginas de Isadore Ducasse, dando-lhes tridimensionalidade e visibilidade plástica. São esses quadros/excertos que se sucedem como canções, encadeados uns nos outros, com recurso à manipulação vídeo e à representação, que fazem o espectáculo.Como um mergulho no mundo terrível de Maldoror, com as caudas de peixes voadores, os polvos alados, o homem com cabeça de pelicano, o cisne carregando uma bigorna, os acoplamentos horrorosos, os naufrágios, as violações, os combates sem tréguas… Sai-se deste mundo por uma intervenção exterior, como quem acorda no meio de um pesadelo, como a criança que é chamada para o jantar a meio da brincadeira – sem epílogo, sem conclusão, sem continuação!

Os Mão Morta foram fundados em Braga, em Novembro de 1984, por Joaquim Pinto, Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal. Ao longo de mais de 23 anos de carreira tiveram diversas formações, mantendo-se apenas, do grupo fundador, Miguel Pedro e Luxúria Canibal. Banda de culto, gravou 11 álbuns, deu centenas de concertos, alguns dos quais ficaram na história do rock nacional, e é desde o início marcada pela personalidade carismática do seu líder Luxúria Canibal. Em 1997 o Centro Cultural de Belém encomendou-lhes um espectáculo a partir de poemas de Heiner Müller que foi um grande sucesso e deu origem ao CD Müller no Hotel Hessischer Hof. Dez anos depois, o Theatro Circo de Braga desafiou-os a construir o espectáculo baseado no livro de Lautréamont, um clássico absoluto que os surrealistas tiraram do esquecimento. Estreado em Braga em Maio de 2007, este espectáculo fascinante é apresentado esta noite em Lisboa pela Culturgest.

QUARTA 23 de Abril de 2008
21h30 · Grande Auditório Culturgest· Duração 1h30 ·
18 Euros (Jovens até aos 30 anos: 5 Euros. Preço único)

Informações e reservas
21 790 51 55

CITAÇÃO - Ovídio

A poesia nasce simples de uma mente serena.

O Abismo

Com a sua pele de poço,
pele comprometida com o medo que no fundo fede e a que,
digamos, toda ela adere de uma forma resoluta,
dir-se-ia que se engancha, se pendura,
o branco da memória a alastrar pelo corpo,
um branco tão branco como o das noites em branco
e sobre o qual a idade, exorbitada, hiante, se insinua,
pensos, ligaduras, impregnados de memória,
uma memória onde fulgura a lava dos sentidos que entram
em actividade e lhe disputam os dias idos,
assim ergue a balança, onde sustém o abismo.


Luis Miguel Nava

Trovadores multimédia do Séc. XXI

Protagonista de uma atitude nova e ousada na poesia portuguesa contemporânea, o colectivo VOLTE-FACE apresenta-se agora no Cabaret Maxime, em Lisboa: dia 17 de Abril, quinta-feira, pelas 23h. Esta será mais uma oportunidade para descobrir, ao vivo e em directo, a emissão dos conteúdos poéticos e visuais desta segunda edição da publicação VOLTE-FACE. No papel, VOLTE-FACE é uma publicação temática que alia a poesia ao design. Os conteúdos editoriais de cada número servem de base para a subsequente concepção e apresentação de espectáculos ao vivo, que – alargando o conceito editorial desta proposta – unem no palco várias outras formas de expressão (declamação, música ao vivo, projecção vídeo/multimédia e dança contemporânea).

Cortesia de CFP

Feira do Livro de Londres

A Feira do Livro de Londres decorrerá entre 14 e 16 de Abril.

A Bookseller já colocou online um dossier especial com toda a informação sobre o evento.

6º Encontro Eterna Biblioteca

A Câmara Municipal de Sintra vai realizar, nos dias 11 e 12 de Abril, no Centro Cultural Olga Cadaval, o 6º Encontro de Professores e Educadores do Concelho de Sintra sobre Bibliotecas Escolares - Eterna Biblioteca. As inscrições decorrem até 8 de Abril.

O 6º Encontro Eterna Biblioteca irá estimular e encorajar todos aqueles que se interessam pela dinamização das Bibliotecas Escolares/Centros de Recursos Educativos.

Comunicações pertinentes, debates, ateliês e dramatizações vão marcar presença neste evento, no qual o Livro e a Leitura surgem como motor neste Ano Europeu do Diálogo Intercultural.

Tudo pode tentar-me

Tudo pode tentar-me a que me afaste deste ofício do verso:
Outrora foi o rosto de uma mulher, ou pior –
As aparentes exigências do meu país regido por tolos;
Agora nada melhor vem à minha mão
Do que este trabalho habitual. Quando jovem,
Não daria um centavo por uma canção
Que o poeta não cantasse de tal maneira
Que aparecesse ter uma espada nos seus aposentos;
Mas hoje seria, cumprido fosso o meu desejo,
Mais frio e mudo e surdo que um peixe.

W. B. Yeats

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