Festival Literário da Mantiqueira

A relação da literatura com outras artes é o estimulante ponto de partida do Festival da Mantiqueira, evento cuja primeira edição começa hoje, no pequeno distrito de São Francisco Xavier, próximo de São José dos Campos, em São Paulo. Promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, o festival vai reunir, até domingo, um grupo de escritores de primeira classe, como Milton Hatoum, Fernando Morais, Moacyr Scliar, Nelson Motta e Marçal Aquino, que participarão em encontros na praça central da charmosa cidade, sempre com entrada livre.

Além dos encontros com os autores, o Festival da Mantiqueira terá oficinas para crianças, lançamento de livros e shows de Fernanda Takai cantando bossa nova, Kátia B, Orquestra Sinfónica de São José dos Campos, e a poeta Alice Ruiz acompanhada da cantora Alzira Espíndola. Também o movimento BookCrossing.com vai espalhar mais de 200 livros pela cidade, um presente para os leitores.

No festival, será ainda anunciada a criação do Prémio São Paulo de Literatura, que pretende premiar com R$ 200 mil o melhor romance de 2007 e com outros R$ 200 o melhor romance de estreia do ano passado. A escolha será de um conselho a ser formado por um crítico literário, um jornalista, um autor e um livreiro. A entrega ocorre em novembro.

O Festival da Mantiqueira começa hoje, às 20h30, com o espetáculo Poesia em Cena, da Cia. Teatral As Graças, seguido de show de Kátia B. Amanhã, a programação começa às 11 horas, com Suzana Amaral, Moacyr Scliar e Marçal Aquino discutindo os diálogos entre literatura e cinema. Depois de duas atividades infantis, a programação adulta recomeça às 15 horas, quando ocorre a conversa com Milton Hatoum. Duas horas depois, começa o debate Diálogos Literatura e Bossa Nova, reunindo Fernanda Takai, Nelson Motta e Zuenir Ventura. O dia termina com shows de Alice Ruiz e Alzira Espíndola, e de Fernanda Takai. Fernando Morais e Jorge Caldeira abrem o domingo às 11 horas falando sobre a relação entre Literatura e História. Depois, ainda ocorre um encontro com Marcelo Rubens Paiva até que Mario Prata, Bruna Lombardi e Lauro César Muniz iniciem o debate sobre Literatura e Televisão.

Poemas pessoais II - Parte 2, de Volume IV.

Pela baía encantada
De quem ondas azuis mantêm com as fontes de prata de Capri Feriado perpétuo,
Um rei mente morto, a bolacha dele propriamente comida,
As massas ouro-compradas dele dadas;
E o grande altar de Roma fuma com gomas para adocicar
O presente mais sujo dela para Céu.
E enquanto toda a Nápoles vibra com ação de graças de mudo,
O tribunal da rainha de Inglaterra
Para o monstro morto assim detestou enquanto vivendo
Lamentando traje é visto.
Com uma verdadeira tristeza
Deus repreensões que fingimento;
Pelo lado de solitário Edgbaston
Postos uma grande cidade no céu é chovendo triste,
Sem chapéu e molhado-de olhos!
Silencioso por uma vez a colméia inquieta de trabalho,
Economize o baixo passo funerário,
Ou voz de artesão que sussurra ao vizinho dele
As ações boas do morto.
Para ele o canto de nenhum minster do immortals
Rosa dos lábios de pecado;
Nenhum padre de mitred balançou os portais divinos atrás
Deixar a alma branca dentro.
Mas Idade e Doença moldaram as faces chorosas deles
Na porta da baixa choupana,
E orações subiram de todos os por-lugares escuros
E Guetos do pobre.
O toiler pálido e o bem móvel de negro,
O vagabundo da rua,
O wherewith de dados humano em jogos de batalha
Os senhores de terra competem,
Tocado com uma aflição que não precisa nenhum drapejar externo,
Tudo incharam o lamento longo,
De corações gratos, em vez de mármore, amoldando
O monumento de viewless dele!
Para nunca contudo, com pompa ritual e esplendor,
No longo antes,
Um coração mais leal, esquente, e retifique, e oferta,
Tem a relva de Inglaterra fechado o'er.
E se lá caiu de fora os campanários velhos principais dela
Nenhum estrondo de lamúria de bronze,
A aflição de murmurous de famílias, línguas, e peoples
Varrido dentro em todo vento forte.
Veio dos prados birchen-cingidos de Holstein,
E das calmas tropicais
De ilhas índias nas sombras iluminado pelo sol
De palmas Ocidentais;
Dos ancoradouros fechados dos camponeses de Bothniaii

John Greenleaf Whittier

Filipe de Fiuza lança Beliula

O novo autor Filipe de Fiuza lança o primeiro livro de poesia intitulado Beliula. Filipe de Fiuza é um jovem poeta nascido em Sintra em 1983. Foi nesta romântica e histórica localidade que viveu muito da sua vida e muitas das suas aventuras solitárias de poeta sendo também fonte da sua inspiração literária. Com residência em Mem Martins e engenheiro de formação, Filipe de Fiuza confessou ao blogue Poetícia que é um eterno amante do simples, da verdade e da Luz que considera ser a essência do Universo. O livro está à venda na livraria Dharma, na Praceta dos Lírios em Mem Martins.

Varsóvia: Poems On The Underground

Poems On The Underground é uma iniciativa dedicada à poesia urbana, que reunirá poetas de várias nacionalidades da Europa que participarão em vários eventos em Varsóvia 28 e 29 de Maio e 4 de Junho de 2008 no Café Kulturalna, Teatr Dramatyczny PKin Plac Defilad 1 Varsóvia.

BIO - Jean-Arthur Rimbaud



"Não vos posso dar uma morada, porque ignoro onde estarei pessoalmente nos próximos tempos, por que caminhos andarei, e por onde, e por quê, e como!"


(Rimbaud aos seus, Aden, 5 de Maio de 1884)


Jean Nicholas Arthur Rimbaud, poeta francês nasceu em Charleville, nas Ardennes, em 20 de outubro de 1854. Aluno brilhante, que se distinguia na composição de versos latinos, foi encorajado nas suas primeiras experiências poéticas pelo seu professor de retórica. A sua personalidade rebelde não o deixaria suportar bem as condicionantes da vida familiar e provinciana: depois de várias fugas, este menino – prodígio, reconhecido pelo seu "Bateau ivre", "desembarca" em 1871 em Paris a convite de Verlaine. Esta ligação tumultuosa entre os dois poetas acabaria em drama: ferido pelo seu amante, que Rimbaud queria abandonar, ele experimenta a dor de um sonho perdido do qual "Une saison en enfer" (1873) é um sofrido testemunho.


Rimbaud tornar-se-ia um vagabundo solitário, escrevendo diversos poemas em prosa ("Illuminations, 1874-1876), e acabando por partir em 1880 para Aden.


Rimbaud descreveria Aden na carta enviada para sua irmã Isabelle, quando ela demonstrou sua intenção de vistá-lo: "Nem pense nisso: vocês nem podem imaginar que lugar é esse. Não existe nem uma árvore, nem mesmo seca, nenhum ramo de planta, nenhuma água doce. Bebemos apenas água destilada do mar. Aden é uma cratera de vulcão, cercada por muralhas que impedem a circulação do ar. Ardemos no fundo deste buraco como num forno de cal!"


Durante dez anos, o poeta erra pelo deserto, da Etiópia ao Egipto, tendo cessado completamente de escrever e abandonando-se a todo o tipo de comércios.


Repatriado para França para tratar o tumor no joelho de que padecia, amputar-lhe-iam uma perna em Marselha, onde morreria pouco depois, em 10 de novembro de 1891.


Um mau-aspecto "absolutamente moderno", o de Arthur. Casaco e calças de ganga coçada, um saco descuidadamente pendurado ao ombro, a pose um pouco para o desleixado, com a marca de uma fadiga que impôs a estrada e da eterna insolência da juventude. O Rimbaud das serigrafias de Ernest Pignon-Ernest coladas nas paredes das cidades, ou esse Rimbaud, meio-mendigo, meio-beatnik, cujo rosto é o do retrato de Carjat. O Rimbaud com esse ar ausente dos solitários e dos místicos, o Rimbaud inesquecível porque parte da nossa forma de olhar o mundo. Ícone enganador, talvez, mas seguramente "ilusão que nos fala sempre da verdade" (Cocteau). O poeta mais fulgurante dos tempos modernos, aquele cuja obra, para sempre jovem, decidiu tantas vocações, não foi um homem de letras e passou pela poesia como por outras experiências só para cumprir um secreto desejo que nunca explicou. "Notável passante", tal como lhe chamou Mallarmé, Rimbaud abriu o caminho à poesia nos actos, à vida concebida como uma obra de arte. Não à maneira do dandy, mas como engajamento pessoal na dura realidade, procura da vertigem, exploração de um alhures que não se pode encontrar e que por isso mesmo se torna magnético, eterno, subversivo. Tzara, saudou uma vez essa forma de fazer sair a poesia do livro – arte, conforme ao projecto dadaísta, de uma deslocação dos valores e dos sistemas culturais – e que Artaud resumiu desta maneira: "Rimbaud liberta a poesia do texto, da escrita, e devolve-nos uma ideia mágica da vida." A partir de Rimbaud, essa "ideia" passa a unir-se à errância, à viagem através do mundo que induz uma nova tipologia do viajante, e que, segundo as épocas, definiu novos espaços de trajecto e imaginação, de uma África idealizada à Califórnia, do México aos caminhos de Katmandu. Todos os andarilhos do mundo seguem as pisadas de Rimbaud. Rambling boys americanos tais como Woody Guthrie ou Bob Dylan, escritores-viajeiros como Segalen, Cendrars, Eberhardt, hippies a caminho de Frisco ou de Ladakh, sem falar, claro, dessa beat generation que reivindicava, claramente, o lado ambulatório da herança rimbaudiana. Para além, evidentemente, da da multidão anónima de globetrotters e viajantes à boleia que tem vindo a redesenhar o mapa da viagem moderna. Na mochila do baba-cool perfeito, entre a harmónica e a erva, encontram-se as Illuminations. Rimbaud, é a reabilitação do caminheiro, a invenção do vagabundo celeste, o primeiro dos desertores porque é aquele que está sempre de partida.


Uma tal viagem procede porém de uma busca que resulta mais de uma moral do que de uma estética (diferente por isso da viagem aristocrático-romântica em vagões-cama e transatlânticos). Porém, a viagem rimbaudiana (fugas, explorações, tráfegos) é sobretudo portadora de uma contestação radical dos valores estabelecidos: pulveriza o sedentarismo ocidental, o enraizamento na terra, a família, o trabalho, a pátria. Partir é em primeiro lugar recusar.


Esta maneira aventureira e individualista de apreender o mundo assemelha-se a uma maldição, na linha da velha crença que associa os errantes aos pecadores. A vida de Arthur Rimbaud aparece desde logo como uma punição divina, um estágio no inferno. Ela precisa a figura do poeta maldito, essa invenção do século XIX que fez sair a literatura do seu estatuto de prática elegante. Com Rimbaud afirma-se uma espécie de nobreza do negativo, identificando o génio, na sua autenticidade, com a marginalidade, a decadência e o mal: porta sublime para a beleza, o amor, uma verdade superior mas também Redenção. Este lado maldito, que faz "da infâmia uma glória, da crueldade um encanto", lança um novo sistema de valores, fundado na subversão (cultural, social, política), numa vivência boémia que é a antítese da "boa sociedade". A coisa não é nova, mas Rimbaud acelera a desregulamentação. Conhece-se a receita: álcool, drogas, sexo sem freios, proximidade do perigo, tudo pontos cardeais do herói moderno.


Marx pretendeu mudar o mundo. Rimbaud preferiu "mudar a vida". Uma parte da história do Maio de 68 é incompreensível sem considerar esta oposição. O militante contra o libertário, o estratega contra o sonhador. Os filhos de Rimbaud no Quartier Latin eram, pois, "Marx tendência Groucho" ("La vie est Ia farce à mener par tous"). E o rock and roll também. Pela energia que invoca, pela sua rapidez e espírito rebelde, o rock é eminentemente rimbaudiano: juventude, beleza, errância, revolta, menosprezo do perigo, comportamentos suicidários. Viver depressa e morrer jovem. Nico, Otis Redding, Brian Jones, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, John Lennon, Sid Vicious, Janis Joplin, Keith Moon, Kurt Cobain, Buddy Holly, Syd Barrett, Jeff Buckley, mas também James Dean, Pasolini, Che Guevara, Fassbinder, todos filhos de Rimbaud. Todos cultivaram a imagem das "duas únicas coisas que não podem ser ridículas: um selvagem e uma criança" (Gauguin). Rimbaud será então isso: a ideia de uma pureza fundada na insolência da juventude e da revolta do primitivo. O seu aspecto desalinhado inventa muito antes do nosso tempo o culto actual do adolescente: rebelde, "mau rapaz", eternamente instável."

A esposa do mercador do rio: uma carta

Quando era ainda curto meu cabelo sobre a fronte
Brincava junto ao portão da frente arrancando flores.
Você veio em andas de bambu, brincando aos cavalos,
Caminhando até onde eu estava, brincando com ameixas azuis.
E assim fomos vivendo na aldeia de Chokan:
Duas pequenas pessoas, sem antipatia ou suspeita.
Aos catorze, Meu Senhor, casei consigo.
Jamais me ria, de tão tímida.
Baixando a cabeça, olhava a parede.
Por mil vezes chamada nunca olhei para trás.
Aos quinze deixei de fazer carranca,
Desejei que meu pó se misturasse com o seu
Para sempre, oh, para sempre, oh, para sempre.
Porque haveria eu de subir à vigia?Aos dezasseis você partiu,
Até à longínqua Ku-to-yen, pelo rio de redemoinhos espirais,
E já está fora há cinco meses.
Os macacos fazem um ruído dorido lá em cima.
Arrastou seus pés quando saiu.
Agora, junto ao portão, o musgo cresceu, os diferentes musgos,
Demasiado fundo para os arrancar!
As folhas caem cedo com o vento, este Outono.
As borboletas, aos pares, já estão amarelas com Agosto
Sobre a relva no jardim de oeste;
Elas ferem-me. Envelheço.
Se planeia descer pelos estreitos do rio Kiang,
Por favor deixe-me saber de antemão,
E eu sairei a encontrá-lo
Tão longe quanto Cho-fu-Sa.

Ezra Pound

Prémio Europeu do Livro

O Prémio Europeu do Livro será entregue este ano, pela 2ª vez, e contará com o apoio do antigo presidente da Comissão Europeia, Jacques Dellors.

O grande propósito deste prémio será promover os factos culturais da Europa, através do livro. Poderá ser um romance, um ensaio… mas deverá sempre promover valores europeus, contribuir para um melhor entendimento da União Europeia, como entidade cultural, por parte do cidadão Europeu.

A primeira edição do Prémio decorreu, em Bruxelas, no Parlamento Europeu, a 5 de Dezembro de 2007, tendo sido um sucesso. Para apoiar este acontecimento estiveram presentes, José Manuel Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, Hans-Gert Pöttering, Presidente do Parlamento Europeu e Jacques Dellors.

A segunda edição promete ser semelhante à primeira; tal como no ano transacto, o júri será presidido pelo escritor sueco Henning Mankell e será entregue no dia 10 de Dezembro de 2008, no Parlamento Europeu durante uma cerimónia, em Bruxelas.

Para concorrer a este galardão, o autor deverá ser cidadão europeu e o seu livro deverá ter sido publicado num dos 27 países da União Europeia, entre Setembro de 2007 e Outubro de 2008. O vencedor do Prémio receberá a quantia de 20.000 Euros.

A data limite para entrega dos livros, provas ou sinopses é no final do mês de Maio.

Mais informações: www.livre-europeen.eu

CITAÇÃO - Barbosa du Bocage

Triste quem ama, cego quem se fia.

Manifesto do Surrealismo em leilão

O manuscrito de Manifesto do Surrealismo (1924), escrito por André Breton, será leiloado a partir das 14h30 na Sotheby´s, em Paris (menos uma hora em Portugal). Esperam-se ofertas superiores a 300 mil euros.

lote 201

Feira do Livro de Lisboa abre sábado às 15h00

A Feira do Livro de Lisboa abre ao público sábado às 15h00 no Parque Eduardo VII e encerra no dia 15 de Junho, informou hoje a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

Segundo a APEL, a cerimónia oficial de inauguração realiza-se no sábado às 17h00.

A feira abre de segunda a sexta-feira às 16h00, aos sábados, domingos e feriados às 15h00 e no dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, às 10h00.

De domingo a quinta-feira a Feira do Livro de Lisboa encerra às 23h00. Sextas-feiras, sábados, véspera de feriado e no último dia a feira fechará as suas portas às 24h00.

Cortesia de Público

Dia do Autor Português comemorado na SPA

No dia 22 de Maio festeja-se o 83º aniversário da Sociedade Portuguesa de Autores e o Dia do Autor Português. Este ano, as comemorações decorrem um dia antes da data devido ao facto de dia 22 ser feriado. Nesse sentido, a Sociedade Portuguesa de Autores promove, dia 21 de Maio, o Dia do Autor Português, cujas comemorações decorrem na SPA, a partir das 18h30. Do programa constam a mensagem do Dia do Autor, da autoria de Júlio Isidro e lida pelo próprio, a entrega do Prémio Consagração de Carreira à escritora Isabel da Nóbrega, das Medalhas de Honra da SPA a cooperadores e da Medalha de Honra da Cidade de Lisboa à SPA, pela mão do presidente da Câmara Municipal de Lisboa Dr. António Costa, para além da revelação do vencedor do Grande Prémio do Teatro Português SPA/Novo Grupo.

As comemorações incluem a inauguração da exposição «Todos os dias são Dias do Autor» - exposição-retrospectiva sobre os Dias do Autor ao longo de 25 anos de existência deste evento, constituída por 25 painéis com imagens e textos alusivos a cada um dos Dias do Autor anteriores - e a leitura da mensagem do Dia do Autor de autoria de Júlio Isidro; uma mensagem que é sempre de grande significado para todos os autores e marca um momento de partilha de anseios, dúvidas e alegrias entre os autores portugueses.

Seguir-se-á a leitura das mensagens do ministro da Cultura Dr. José António Pinto Ribeiro e do director-geral da CISAC Eric Baptiste; a entrega do Prémio Consagração de Carreira à escritora Isabel da Nóbrega; a entrega das Medalhas de Honra da SPA a cooperadores; a revelação do vencedor do Grande Prémio do Teatro Português SPA/Novo Grupo (Grande Prémio instituído em 1997 e que, até agora, contemplou João Carlos dos Santos Lopes, Fernando Augusto, Pedro Pinheiro, António Ferreira e Jaime Rocha); o lançamento do livro «Ódio», de Jorge Humberto (vencedor do Prémio Bernardo Santareno/Novos Dramaturgos 2005); uma homenagem aos trabalhadores da SPA; a entrega da Medalha de Honra da Cidade de Lisboa à SPA, cerimónia que conta com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa Dr. António Costa; um concerto do guitarrista Pedro Jóia e um jantar.

Momento de especial relevância das cerimónias do Dia do Autor Português é a entrega das Medalhas de Honra da SPA aos membros desta Sociedade, galardão que foi até agora atribuído uma única vez, em 2005, durante as comemorações do 8Oº aniversário da SPA. Os cooperadores distinguidos este ano com a Medalha de Honra são o maestro Álvaro Cassuto, o compositor Arlindo de Carvalho, os escritores António de Andrade Albuquerque (Dick Haskins), António Rebordão Navarro, António Valdemar, Baptista-Bastos, Maria Isabel Barreno, Manuel Alegre, Mário Zambujal, Mata da Nazaré e Teresa Rita Lopes, a artista plástica Maria Keil, os realizadores António-Pedro Vasconcelos e Ruy Ferrão, vultos incontornáveis do teatro como Augusto Sobral, Armando Caldas, Carlos Porto, Jorge Listopad, Leandro Vale, Miguel Barbosa e Norberto Ávila e o divulgador de jazz Raul Calado.

Num escuro quarto fechado sento-me sozinho

[...]
Num escuro quarto fechado sento-me sozinho
E leio o Meghadura. O meu pensamento abandona o quarto,
Viaja numa nuvem solta, voa para muito longe.
Háa montanha Amrakuta,
Há o claro e esbelto rio Reva,
Saltando sobre as pedras no sopé das colinas Vindhya;
Aí, ao longo das margens do Vetravati,
Ocultas na sombra verde das árvores jambu cheias de fruta madura,
Estão as aldeias de Dasarna, as suas sebes com
As flores ketaki, as suas sendas delineadas pelas grandas árvores da floresta,
Cujos ramos suspensos estão vivos com os trinados dos pássaros-aldeões
Construindo os seus ninhos à chuva.
Há aquele desconhecido rio cujas margens de jasmim
As raparigas da floresta ociosamente percorrem:
O lódão das suas orelhas murcha com o calor das faces
E desespera com a sombra da nuvem.
Vede como as esposas da aldeia olham para o céu:
Mulheres simples - sem reserva no olhar
Quando a sombra densa e azul da nuvem bate nos seus olhos azuis-escuros!
Vede como as mulheres de Siddha languidamente deitadas numa sombria rocha azul
Se deliciam com a vaga frescura da nuvem; mas de repente com medo da tempestade,
Fogem para as suas grutas
[...]

Rabindranath Tagore

Festival Hay

Hay-on-Wye, a cidade dos livros e dos alfarrabistas, no País de Gales, está preparada para receber milhares de visitantes durante o célebre festival, que começa a 22 de Maio e termina a 1 de Junho.

Mais informações em www.hayfestival.com

LIVRO RARO - Horas do Tempo

PULQUÉRIO, Isabel. Horas do tempo. Prefácio por Urbano Tavares Rodrigues. Chamusca: Cosmos , 2004. Lge. 8°, orig. illus. wrps. 126 pp., (1 l.). ISBN: 972-762-258-7. $25.00

A autora tem escrito desde 1950 e tem sido galardoada com vários prémios literários, incluindo, em 1991 o XII Prémio de Poesia da Cidade de Ourense, Galiza, por Poemas de Alma e Sol, o Prémio Conde Monsaraz, Évora, 1967, por Tudo e Eu, o Prémio Revelação de Poesia (SNI), Lisboa, 1969 por Degraus de Terra. O seu Salto na Luz, foi publicado em Ponta Delgada, 1993 numa edição patrocinada pela Câmara Munipal da Ilha do Corvo. João Gaspar Simões, Urbano Tavares Rodrigues, e David Mourão-Ferreira têm presado os seus poemas. A revista Vertice (n.º 99 Janeiro/Fevereiro 2001) tem um artigo escrito por Adelaide Batista analisando a sua poesia.

Diversidade Cultural: Plataforma portuguesa vai transformar-se em Coligação

A Plataforma Portuguesa da Diversidade Cultural vai constituir-se em Coligação, à semelhança de várias congéneres europeias, para poder, enquanto associação de interesse público com personalidade jurídica, adoptar medidas práticas de defesa da diversidade cultural em Portugal.

Esta medida marcará este ano o Dia Mundial da Diversidade Cultural, que se assinala a 21 de Maio, a par de várias outras iniciativas da Plataforma destinadas a promover a identidade cultural de Portugal e o "valor intrínseco do bem cultural por si mesmo".

"Não existe uma mudança por aí além quando passamos de plataforma para coligação: essencialmente, o que ganhamos é organização, estrutura formal que nos permite ser apoiados e permite-nos também, nos diálogos que mantemos com os poderes instituídos, termos uma forma de organização da vontade que não é avulsa, sem estatutos", explicou hoje à Lusa Luís Sampaio, director de comunicação e imagem da GDA - Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas, Intérpretes e Executantes.

A Plataforma Portuguesa para a Diversidade Cultural (PPDC) reúne informalmente desde 2005, na sequência da aprovação pela UNESCO da Convenção sobre a Protecção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, a Associação de Imagem Cinema-Televisão Portuguesa, Associação Nacional do Teatro de Amadores, Associação Portuguesa de Críticos Literários, Associação Portuguesa de Realizadores, Centro em Movimento, Centro Profissional do Sector Audiovisual, GDA, Pen Clube Português, Sindicato dos Músicos, Sindicato dos Trabalhadores do Espectáculo, Sociedade Nacional de Belas Artes e Sociedade Portuguesa de Autores.

"Apesar de nós sermos, neste momento, representativos de todos, através das nossas associações, no futuro, quando muitas organizações fizerem parte, há-de querer saber-se como é que a nossa vontade se forma, como é que se vota, como é que se apresentam propostas... e, por isso, é preciso organizarmo-nos", sustentou.

"Passado o impulso inicial, que foi de congregação e de reflexão conjunta sobre a melhor maneira de agir sobre esta questão, agora estamos a formalizar-nos", resumiu.

Sobre o nome da nova coligação, Luís Sampaio indicou que ainda não está definido, porque ainda não tem estatutos, mas o seu processo de constituição deverá estar concluído até ao final deste ano e, tal como todas as congéneres europeias, deverá adoptar a designação de "Coligação", "até por uma questão de identificação e de identidade".

"Há-de ser a Coligação Portuguesa para a Diversidade Cultural ou para a Defesa da Diversidade Cultural, o nome não deve mudar muito", observou.

Os principais objectivos da PPDC - que se afirma como entidade aberta à participação de todas as associações e agentes culturais nacionais - consistem em promover a adopção de políticas culturais que estejam em conformidade com a defesa da diversidade cultural e promover a democratização da cultura, através da descentralização e da desburocratização da informação relacionada com iniciativas culturais.

Cortesia de Lusa

Uma flor dada à minha filha

Frágil a rosa branca e frágil são
As suas mãos que deram
A cuja alma é seca e mais pálida
Que a onda pálida do tempo.

Frágil rosa e bonita -- mas mais frágil
Uma maravilha selvagem
Em olhos suaves demais velados,
Minha criança tom de azul.

James Joyce

(tradução do inglês por Poetícia)

Pessoa entre as 50 maiores personalidades europeias

O poeta português Fernando Pessoa foi eleito uma das 50 personalidades que mais influência teve na cultura europeia, revelou o Bureau Internacional das Capitais da Cultura. Este foi o resultado de uma votação de âmbito universitário promovida pela organização da Capital da Cultura Catalã em vários países europeus. Um total de 137.622 pessoas do continente europeu participaram neste inquérito que decorreu durante nove meses. Entre os eleitos, que se destacaram nas áreas das Humanidades, Artes e Ciências encontram-se para além de Fernando Pessoa, Leonardo da Vinci, Shakespeare, Mozart, Einstein, Sócrates, Goethe, Galileu Galilei, e Dostoievski.


Cortesia de Portugal Diário

Lyon: conferência sobre a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen

No próximo dia 16 de Maio pelas 10h, realiza-se a conferência «Poésie, exemplarité et intervention dans Contosexemplares de Sophia de Mello Breyner Andresen», pela professora Clara Rocha da Universidade Nova de Lisboa.

A conferência proferida no quadro da preparação para aagrégation (concurso para professores do ensino secundário), numa colaboração entre o Departamento de Português da Universidade de Paris III, da Universidade Lumière Lyon 2 e a ENS (Escola Normal Superior) de Lyon, conta com o apoio do Instituto Camões.


ENS-LSH (Escola Normal Superior)
sala F 108
15, Parvis Descartes

Feira do Livro da FCSH promove troca de livros e de conhecimento

A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL) convida a população a dar nova vida a livros já esquecidos nas prateleiras. Nos dias 13 e 14 de Maio, entre as 10h e as 20h, poderá entregar aquelas obras que, por falta de uso começam a ganhar pó, para simplesmente trocar por outras ou contribuir para enriquecer o espólio de bibliotecas públicas nacionais ou de países de expressão portuguesa.

Cortesia de CFP

Canto do Imediato Satori

São estúpidos e pueris
aqueles que criam uma falsa realidade
no seu punho vazio
ou na ponta do seu dedo.
Eles não obtêm nada ao tomar por lua
o dedo que mostra.
Misturam e confundem voluntariamente
o mundo objectivo e subjectivo.
O homem que abraça todos os aspectos
é Buda.
Então, pode verdadeiramente ser chamado
pelo nome kanizai. (Avalokitesvara)
(...)
Temos fome
mas mesmo em frente de uma mesa real
não comeríamos.
Estamos doentes
mas mesmo que encontrássemos o rei dos medicamentos
e seguíssemos os seus remédios
como nos poderíamos curar?
No mundo dos desejos
podemos praticar o zen
pelo poder da sabedoria.
Logo que o lótus nasce do fogo
jamais poderá ser destruído.


Yoka

Cada insensível rotação do mundo tem destes deserdados

[...]
Cada insensível rotação do mundo tem destes deserdados
a quem não pertence nem o que foi, nem o que há-de seguir-se.
Pois o que há-de seguir-se é longínquo para os homens. A nós isto
não nos deve perturbar; antes nos dê a força de guardar
a forma ainda reconhecível. Isto que outrora estava entre os homens,
no seio do destino, desse destruidor, estava
no não-saber-para-onde ir, como ser sendo, e vergava para si
as estrelas de céus firmes. Ó Anjo,
a ti o mostro ainda, ali! no teu olhar,
fique por fim a salvo, finalmente erguido, agora.
Colunas, pilones, a Esfinge, esse erguer-se em anelo,
na soturna cor de cidades em estertor ou de estranhas cidades, da catedral.
[...]

Rainer Maria Rilke

BIO - Luís de Camões


Luís Vaz de Camões é considerado o maior poeta português; nunca existiu, nem em Portugal nem em qualquer outra parte do mundo, poeta algum que igualasse nem muito menos superasse a dedicação que Camões deu à sua pátria por meio de uma tão próspera obra épica como são “Os Lusíadas”.


“Os Lusíadas” são a culminação de toda uma cultura e de uma civilização. Camões é considerado um poeta fora do seu tempo, pois a sua modernidade e a sua portuguesidade são visíveis no modo como esta obra, tanto no estilo épico como no estilo lírico, se estrutura.


É através de indícios textuais que se encontram na sua poesia e a que podemos chamar a modernidade de Camões ou estilo Camoniano, que se verificam transgressões, tanto em relação aos modelos clássicos greco-latinos da época como em relação à ordem religiosa e política do poder no tempo de Camões e como também em relação à imagem posteriormente construída do poema como símbolo épico da raça lusíada e dos seus feitos materiais.


Mas são estas transgressões que caracterizam Camões como sendo um novo homem da Renascença.


Nasceu a 1524 ou 1525, segundo documentos publicados por Faria e Sousa, em Lisboa ou em Coimbra (a data e o local do seu nascimento não são certos). Segundo registo da lista de embarque para o Oriente do ano de 1550, declara-se que Luís de Camões se inscrevera e, nesse registo, é-lhe atribuída a idade de 25 anos.


O Padre Manuel Correia que o conheceu pessoalmente, dá-o nascido em 1517. Filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá Macedo, família nobre estabelecida em Portugal na época de D. Fernando, foi educado sob o império do Humanismo, estudou em Coimbra de 1531 a 1541, onde D. Bento de Camões seu tio, era chanceler.


Era esse mesmo seu tio sacerdote e sábio que o auxiliava nos estudos, mas ainda antes de Luís de Camões acabar o seu curso, partiu para Lisboa, talvez para conhecer melhor a principal cidade do seu país visto gostar imenso da História de Portugal.


Reinava D. João II e, como Camões era fidalgo, podia frequentar as festas e saraus da corte no palácio real; e foi lá que conheceu aquela que ele queria que viesse a ser a sua esposa, D. Catarina de Ataíde.


Devido à rigorosa tradição da corte, Camões teve que se afastar desta linda menina a quem ele tratava por um nome inventado de Natércia nos seus muitos poemas consagrados, e foi exilado por ordem do rei para o Ribatejo (Constância), onde permaneceu durante dois anos até que se alistou como soldado e partiu para Ceuta.


Foi nesta viagem que Camões primeiro avaliou o esforço formidável de um povo audacioso e persistente, que foi capaz de vencer os difíceis obstáculos desta travessia, de forma pioneira.
Apesar de ter sido um grande poeta, foi também um grande patriota e um grande soldado. Defendeu Portugal tanto nas guerras em África como na Ásia. Em 1547, partiu para Ceuta depois de ter estado na corte de 1542 a 1545. Em Ceuta perdeu um olho quando lutava a favor de D. João III.


Três anos mais tarde voltou a Portugal e teve vários duelos, num dos quais feriu Gonçalo Borges, moço de arreios de D. João III, o que lhe custou um ano de prisão no Tronco. Diz-se que foi nesse ano de prisão que Camões compôs o primeiro canto da sua obra “Os Lusíadas”.


Obteve a liberdade como promessa de embarcar para a Índia como simples homem de guerra e embarcou para Goa em 1553, onde conviveu com o vice-rei D. Francisco de Sousa Coutinho e com o Dr. Garcia de Orta e manteve também relações amistosas com Diogo do Couto, o continuador das Décadas.


Foi aí que escreveu o “Auto de Filodeno”, o qual representou para o governador Francisco Barreto. Ainda na Índia compôs uma ode a D. Constantino de Bragança, em que o defendia de acusações supostamente falsas que lhe eram feitas. Da Índia passou a Macau, onde os portugueses tinham fundado uma colónia mesmo em frente ao mar. Aqui conheceu Jau António, companheiro que esteve sempre com ele até à morte e lhe fez companhia enquanto cantava em seis cantos os feitos dos portugueses numa gruta em frente ao mar.


Foi chamado a Goa mas, no caminho para a Índia o barco onde navegava naufragou junto à foz do rio Mekong, e diz-se que ele tenha ido até à costa a nado só com um dos braços, visto no outro levar consigo a sua tão próspera obra.


Foi a descida do Oceano Atlântico, a passagem do Cabo da Boa Esperança e todas aquelas paragens que levaram Camões a glorificar na sua obra os lugares por onde a armada de Vasco da Gama tinha já passado, lugares esses que muito custaram a "descobrir", razão ainda para dignificar o povo lusitano.


Regressou a Lisboa em 1569 e, em 1572, publicou “Os Lusíadas”. Foi-lhe concedida por D. Sebastião uma tença anual de 15 mil reis que só recebeu durante três anos, pois faleceu no dia 10 de Junho de 1580 em Lisboa, na miséria, vivendo de esmolas que se dizia terem sido angariadas pelo seu fiel criado Jau. O seu enterro teve de ser feito a expensas de uma instituição de beneficência, a Companhia dos Cortesãos.


Após a sua morte, foi D. Gonçalo Coutinho que mandou esculpir na sua pedra o seguinte letreiro: “Aqui Jaz Luís de Camões Príncipe dos Poetas de seu Tempo. Viveu Pobre e Miseravelmente e Assim Morreu. - Esta campa lhe mandou pôr D. Gonçalo Coutinho, na qual se não enterrará pessoa alguma.”


A comemoração do dia da sua morte, é actualmente relembrado como o “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”, sendo feriado nacional.

Violência Institucional e Poética

Poética é a violência dos artistas que chamam a si e activam, com o objectivo de os subverter, os signos e as situações em que o desejo da sociedade de institucionalizar as relações de poder se manifesta e desse modo se torna acessível ao artista. Anne-Lise Coste reescreve, num processo literalmente infindável, palavras e frases pré-fabricadas para a expressão das preocupações mais íntimas; Tatjana Doll pinta peças de sinalética pública que são utilizadas no exercício do controlo sob a forma de empresas públicas; Erik van Lieshout produz vídeos que o mostram inserindo-se em diversas situações de conflito que assim acabam por revelar-se.


19 Abr - 13 Jul 2008 - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA
FUNDAÇÃO SERRALVES

CITAÇÃO - Antero de Quental

Lembremo-nos que a literatura, porque se dirige ao coração, à inteligência, à imaginação e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca por isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influi no indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos; determina certas correntes de opinião; combate ou abre caminho a certas tendências; e não é muito dizer que é ela quem prepara o berço aonde se há-de receber esse misterioso filho do tempo - o futuro.

Garcia Baena recebe Prémio Rainha Sofia

O escritor Pablo Garcia Baena foi o vencedor ontem da 17ª edição do Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana, dotado com 42.100 euros e convocado conjuntamente pelo Património Nacional e pela Universidade de Salamanca. O prestigioso galardão, considerado um dos mais importantes do género, tem como objectivo reconhecer «o conjunto da obra de um autor vivo que pelo seu valor literário constitui uma contribuição importante para o património cultural comum iberoamericano e de Espanha». José Saramago foi um dos membros do júri da edição deste ano.

Cortesia de Diário Digital

Sobre um Cavalo Branco

Um cavalo branco de cor de ouro,
galopa rapidamente em direcção ao noroeste.
Perguntai de qual família é procedente o cavaleiro?
É um nobre cavaleiro originário de You e Bing.
Tinha deixado o seu lar a partir dos seus jovens dias,
e o seu nome agora é conhecido através dos desertos.
Manhã e noite ele empunha o seu bom arco,
quantas flechas penduram-se aos seus lados?
Atirando do arco transposto sem falhar o alvo de esquerda,
perfura de lado a lado o alvo de direita.
Ascendentes, as suas flechas procuram os macacos volantes legendários,
descendentes, pulverizem os cavaleiros.
A sua astúcia ultrapassa a dos macacos,
a sua coragem é igual à dos leopardos e dos dragões.
O alarme repentino das fronteiras,
as tribos do norte invadem o país com milhares.
Cartas são enviadas desde o norte,
aplicando-se no seu cavalo escala a colina.
Encarrega o Xiongnu desde a direita,
e virando-se à esquerda sitia o Xianbei.
Põe a sua vida em jogo na ponta da sua espada,
qual valor dá-lhe por conseguinte?
Mesmo seu pai e a sua mãe não ocupam mais os seus pensamentos,
e que dizer da sua mulher e as suas crianças!
Se o seu nome deve um dia ser inscrito na lista dos Heróis,
não pode pensar sobre os seus problemas pessoais.
Dá a sua vida ao seu país,
a morte é para ele apenas um regresso ao país natal.

Cao Zhi (tradução do francês por Poetícia)

Porque é que a televisão não gosta de livros?

A primeira sessão dos encontros LER no Chiado vai acontecer na quinta-feira, 8 de Maio, pelas 18.30, na Bertrand do Chiado. A moderação ficará a cargo de Carlos Vaz Marques. O tema andará à volta da relação dos licros com a televisão. Na mesa vão estar Marcelo Rebelo de Sousa, Nuno Santos, director de programas da SIC, e Inês Pedrosa.

100 Clássicos Esquecidos Faber

A Faber inglesa está a criar uma nova colecção de clássicos esquecidos. A edição de 100 clássicos começa no próximo dia 2 de Junho com um volume de edição mensal de 20 livros. Para saber tudo clique aqui.

LIVRO RARO - O ar da manhã

GANCHO, António. O ar da manhã: O ar da manhã; Gaio do espírito; Poemas digitais; Poesia prometida. Lisbon: Assirio & Alvim, 1995. Peninsulares / Literatura, 47. 8°, orig. prtd. wrps. 175 pp. ISBN: 972–37–0380–7. $25.00

Curso em Literatura e Psicanálise: A Trama das Palavras

O Centro Cultural Maria Antonia, da USP, está com inscrições abertas para o Curso Literatura e Psicanálise: A Trama das Palavras, que acontecerá entre os dias 5 e 26 de maio.

Durante as aulas os alunos analisarão autores como Manuel Bandeira, Clarice Lispector, Mário de Andrade, Freud e Melanie Klein. As aulas serão leccionadas por Yudith Rosenbaum, psicóloga e professora de literatura brasileira na USP. As aulas acontecerão às segundas-feiras, das 16 às 18 horas. As inscrições custam R$ 150,00 e podem ser feitas até o início do curso. São oferecidas 80 vagas.

Informações: (0XX11) 3255-7182, extensões 32 e 33; e-mail cursosma@usp.br; site www.usp.br/Mariantonia. LOCAL: Centro Cultural Maria Antonia (R. Maria Antonia, 294 - Vila Buarque - região central de São Paulo)

Ó Senhor do paraíso tem piedade de mim.

Ó Senhor do paraíso tem piedade de mim.
Se em Teu paraíso não se pode penetrar
torna-me ao menos digno
do prado que é se recinto.

Dentro está a mesa dos Santos.
Mas fora, caem como migalhas
os frutos do Teu jardim
Esses sejam para os pecadores
que vivem só porque Tu és bom.

Efrém (séc. IV)

II Conferência Internacional Cultura Ibero-Eslava “Contacto e Comparação: Intra Muros – Ante Portas”

A sessão de abertura da II Conferência Internacional Cultura Ibero-Eslava "Contacto e Comparação: Intra Muros - Ante Portas" realiza-se no auditório do Instituto Camões no dia 8 de Maio, pelas 9.30.

Esta conferência é organizada pela CompaRes – Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos, CLEPUL – Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa das Universidades de Lisboa, FLUL – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e IECC-PMA – Instituto Europeu de Ciências da Cultura P.e Manuel Antunes, em cooperação com o Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, o Centro de História da Universidade de Lisboa, a Cátedra de “Cultural and Social Change”, Universidade Técnica da Universidade de Chemnitz, Alemanha e a Associação Espanhola de Eslavistas.

Cortesia de IC

Cult Books

O que é isso de cult books? Os críticos do jornal The Telegraph escolheram uma lista dos 50 títulos que melhor respondem a esta pergunta.

Brumas e Chuvas

Primaveras de lama, Invernos, fins de Outono,
Dormentes estações! Amo-vos e celebro-vos
Por assim me envolverem coração e cérebro
Num diáfano sudário e num vago túmulo

nesta grande planície onde o levante gela,
Onde noite após noite as aves enrouquecem,
A minha alma, melhor que nas épocas mornas,
Amplamente abrirá suas asas de corvo.

Pra qualquer coração cheio de coisas fúnebres
E onde há já muito tempo se abate a invernia,
Ó baças estações, rainhas deste clima,

Nada melhor que o ar das vossas trevas pálidas,
- A não ser, dois a dois, numa noite sem lua,
Adormecer a dor numa cama ao acaso.

Charles Baudelaire

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