Clepsydra

[...]

Cristalizações salinas,
Mirrai na areia o plasma vivaz.
Não se desenvolvam as ptomaínas...
Que adocicado! Que obsessão de cheiro!
Putrescina: - Flor de lilás.
Cadaverina: - Branca flor do espinheiro!

Só o meu crânio, fique,
Rolando, insepulto, no areal,
Ao abandono e ao acoso do simum...
Que o Sol e o sal o purifique...

[...]

Camilo Pessanha

LIVRO RARO - A Poesia das Beiras

SARAIVA, Arnaldo, ed. A poesia das Beiras, antologia. Prefácio de Arnaldo Saraiva. Porto: Caixotim, 2007. Colecção Antologias do Caixotim. 8°, orig. illus. wrps. 125 pp., (1 l.), illus. ISBN: 978-989-8100-11-5. $35.00

Inclui poemas de D. Afonso X, Airas Peres Vuituron, João Rodrigues de Castelo Branco, Gil Vicente, Luís de Camões, Diogo Bernardes, Francisco Rodrigues Lobo, Brás Garcia de Mascarenhas, Fr. António das Chagas, Francisco Joaquim Bingre, Domingos Gonçalves Perdigoto, Soares de Passos, Tomás Ribeiro, Manuel Alves, Adolfo Portela, António Nobre, Alberto Osório de Castro, Augusto Gil, Afonso Lopes Vieira, António Correia de Oliveira, Branca de Gonta Colaço, Cardoso Marta, Afonso Duarte, José Monteiro, Mário Beirão, António Alves Martins, Vitorino Nemésio, Pedro Homem de Melo, Miguel Torga, Carlos de Oliveira, Eugénio de Andrade, António Salvado, Fernando Assis Pacheco, Luís Miguel Nava, e poetas populares anónimos.

25ª Conferência Internacional de Literatura e Psicologia



BIO - Ovídio


A mudança radical vivida pelos homens entre a maravilhosa Idade do Ouro e a desgraçada Idade do Ferro abre o celebrado poema épico de Públio Ovídio Nasão que retrata a saga mitológica da criação do mundo, desde os tempos primeiros até a época de Júlio César. O autor considerado um dos maiores poetas de todos os tempos, registrou em versos a estranha sensação que quase sempre acompanha a humanidade desde então: a eminência de vir a perder tudo, afogada num grande dilúvio.

Publius Ovidius Naso, poeta latino, é mais conhecido nos países de língua portuguesa por Ovídio. Nasceu em 20 de Março de 42 a.C. em Sulmo, actual Sulmona, em Abruzos, Itália. Vivia uma vida boémia, sendo admirado como um grande poeta. No ano 8, foi banido de Roma pelo imperador Augusto por causa de seu livro A Arte de Amar (Ars Amatoria), considerada imoral por Otávio Augusto, o que lhe causou um profundo desgosto até o final de sua vida. Foi nessa época que Ovídio escreveu a sua obra mais famosa: Metamorfoses (Metamorphoses), escrita em hexâmetro dactílico, métrica comum aos poemas épicos de Homero e Virgílio.

Apreciado como um dos maiores poetas da latinidade, Ovídio permanece ao lado de Virgílio até os dias actuais. Se outros escritores latinos continuam citados, como Cícero, estes dois têm edições de suas obras principais sempre publicadas e com novas traduções em diferentes países do Planeta. O poeta de Eneida, mais com suas Bucólicas; o poeta de Tristia, mais com seu Ars Amatória. São dos fundadores da civilização que herdamos, mas mesmo com o sucesso de suas obras, vão cada vez mais reduzidos aos Cursos de Letras Neolatinas, com acentuada e crescente perda de nossa personalidade linguístico-cultural.


Os seus mais recentes tradutores, em Língua Portuguesa, Natália Correia e David Mourão-Ferreira: “Ovídio foi um poeta de grandes qualidades. Contemporâneo de figuras importantíssimas da Literatura Latina, tais como Vergílio e Horácio, não se deixou ofuscar por eles e soube conquistar seu espaço próprio no mundo literário romano. Para isso contribuíram a sua enorme cultura, o seu virtuosismo no manejo do verso, a facilidade que tinha para escrever sobre diferentes assuntos, a facilidade de agradar ao público e, sobretudo, seu talento incomparável, capaz de dirigir-lhe o espírito brilhante, perspicaz e irreverente.” Vale registrar nesta breve anotação, crítica de A. J. da Silva Azevedo, em Humanitas, 2ª. edição, Ed. Saraiva, 1948:”Espírito brilhante e frívolo – podemos chamá-lo um poeta cem por cento. Cultura completa (não foi em vão que estudou Retórica) tornou-se o poeta da moda. Os estudos de Filosofia em Atenas outorgaram-lhe uma vastíssima visão dos problemas do Mundo. Os eruditos amavam-no. A sua frivolidade popularizou-o mais ainda. Sonhava realizar trabalho de fôlego, tendo deixado inacabadas duas obras (Metamorfoses e Fastos) devido à desgraça do exílio.” Este crítico o chama de poeta da elegia trágica.Existe, entre outras, a tradução de Ars Amatoria/Ars Amandi por António Feliciano de Castilho, que, segundo os tradutores do excerto de poema aqui reproduzido, “se valeu de versos alexandrinos e de rima paralela...” Existem traduções em várias outras línguas e algumas em prosa.


O livro, escrito nos primeiros anos desta era, compõe-se de três partes. Os poemas tratam de técnicas de conquista por parte das mulheres, e nisso o Poeta trata da apresentação social, pintura, postura no andar, no falar e até em escrever cartas. Vale a pena, portanto, ser lido e apreciado em vários de seus aspectos literários e mesmo históricos. O segundo livro é dirigido ao sexo masculino, que assim termina:”A todos aqueles que felizes venceram, / com a ajuda do gládio que de mim receberam, / uma bela amazona, nos seus troféus inscrevam: Ovídio foi meu mestre.”


No mesmo Arte de Amar, entre tantas “tiradas” sobre o amor e o amar, esta: “Abomino a mulher que se entregou / apenas porque tem de se entregar e que nenhum prazer experimentando / frigidamente faz amor pensando / no novelo de lá.” (op. cit.)Escreveu, em Remédios do Amor, sobre ser criticado: “Nuper enim nostros quidam carpsere libellos / quorum censura Musa proterva meat: / dummodo sic placeam, dum toto canter in orbe, / quod volet, impugnent unus et alter opus!” (Há pouco, alguns criticaram meus livrinhos espalhando que minha Musa é libertina. Contanto que eu agrade, contanto que eu seja elogiado em todo o mundo, um ou outro, se quiser que ataque meu poema...”).


Os seus poemas podem ser líricos, libertinos, irónicos. Por motivos ainda não bem definidos, o Poeta de Tristia e de Metamorfose foi exilado de seu país. Frequentava o palácio do Imperador Augusto onde, como até hoje, imperam fofocas, intrigas, amores. E as censuras e comentários sobre suas criações tidas como licenciosas acabaram por levar o Imperador a decidir pelo banimento de Ovídio para o Ponto Euxino, costa do Mar Negro, região distante de Roma. De lá de onde ele jamais voltou, escrevendo sempre a sua esposa, amigos e ao mesmo Imperador.


Ovídio, o grande vate romano, teve, até aos cinquenta anos de idade, tudo o que um poeta pode almejar: fama, fortuna e um grande sucesso entre as mulheres. Foi então que um raio imperial o alcançou. Um decreto com o lacre de Augusto jogou-o, desterrado, para bem longe de Roma. O imperador, sempre cioso em manter uma fachada de respeitabilidade, encontrou entre os pertences da sua ex-mulher, Júlia, vocacionada à libertinagem, a Ars amatoria (A arte de amar) de Ovídio. Tratava-se de um manual de intriga e sedução escrito em versos, provavelmente no princípio do ano I, a quem o novo César atribuiu os desatinos da ex-imperatriz. Além disso, a dissolução dos costumes era combatida oficialmente pelos censores e demais magistrados. Na tentativa de manter elevada a fidelidade aos valores do Estado romano. Do dia para noite, a atrevida vida mundana de Ovídio, que trafegava nas serestas romanas como o desembaraço de um verdadeiro soberano da letras latinas (a maioria dos grande poetas, como Virgílio, Propércio e Horácio, havia morrido), fora-se para sempre. O poeta, já no caminho do exílio para Tomos, um distante lugarejo na costa do Mar Negro, onde ele veio a falecer nove anos depois, no ano 17, não poupou lágrimas e choramingas mil - registradas no seu Tristia, uma interminável lamuria - na tentativa de demover o senhor de Roma a rever a punição. Nem quando Augusto morreu, no ano 14 , ele pode manter as expectativas de um retorno. O sucessor dele, o sisudo Tibério, também casara com uma doidivanas, cultora de Vénus, a quem os intrigantes diziam ter também aspirado as estrofes envenenadas de erotismo do pobre exilado. Assim, o poder esqueceu-se de Ovídio. Mas, felizmente, não o mundo das letras.


Ovídio influenciou com seus versos, cheios de suavidade e harmonia, autores tão diversos como Dante, Milton e Shakespeare. Ovídio é um clássico que exerceu grande influência na revitalização da poesia bucólica e mitológica do Renascimento.

13 Poetas Eslovenos

Uma antologia com obras de 13 poetas eslovenos traduzidas para português publicada em Portugal pela editora Roma com o apoio do Ministério da Cultura da Eslovénia e pelo Centro de Literatura da Eslovénia. O lançamento e a promoção da antologia serão organizados pela Embaixada da Eslovénia, pelo Pen Club Português e pelo leitorado da Língua e Cultura Eslovena da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O objectivo deste projecto é o aprofundamento do diálogo entre poetas portugueses e eslovenos.Por outro lado, será lançada brevemente na Eslovénia a antologia.

No lançamento da antologia TREZE POETAS ESLOVENOS, previsto para o próximo dia 26 de Junho no Instituto Camões (ao Marquês de Pombal) às 18:30, estarão presentes quatro poetas eslovenos (Boris A. Novak, Milan Jesih, Barbara Korun e Maja Vidmar) e vários poetas portugueses, que lerão algumas traduções dos poemas. Juntamos em separado capa da antologia eslovena. A sessão será orientada por Casimiro de Brito e Mateja Rozman. Haverá um cocktail.

Cortesia de IC

Super Bock Super Blog Awards

Os Super Bock Super Blog Awards são uma homenagem a ti e a todos quantos, diariamente, celebram a língua portuguesa em total liberdade de expressão e ajudam a criar uma nova Internet, a Web 2.0. Vamos fazer a festa dos Blogs em Portugal, premiando a importância desta forma de livre expressão colectiva e partilha de opinião.


Todos os anos, os prémios Super Bock Super Blog Awards irão reconhecer a autenticidade, a actualidade, a relevância, a interactividade e também a criatividade dos melhores Blogs portugueses.


Com esta iniciativa, a Super Bock pretende contribuir para a difusão dos melhores Blogs, estimulando os portugueses a participarem na consolidação da Identidade Portuguesa online.


Para fazeres parte deste desafio, só tens que inscrever o teu Blog e votar nos teus preferidos. Vais ficar de fora?Atenção! Só podes votar 1 vez no mesmo Blog, mas podes votar em mais do que 1 Blog. Os Blogs mais votados pelo público em cada categoria serão filtrados por um Júri qualificado e independente, durante a fase final dos Super Bock Super Blog Awards.


Vote em Poetícia!

CITAÇÃO - Geoffrey Chaucer

O que vem fácil, vai fácil.

Jeito de Escrever

Não sei que diga.
E a quem o dizer?
Não sei que pense.
Nada jamais soube.

Nem de mim, nem dos outros.
Nem do tempo, do céu e da terra, das coisas...
Seja do que for ou do que fosse.
Não sei que diga, não sei que pense.

Oiço os ralos queixosos, arrastados.
Ralos serão?
Horas da noite.
Noite começada ou adiantada, noite.
Como é bonito escrever!

Com este longo aparo, bonitas as letras e o gesto - o jeito.
Ao acaso, sem âncora, vago no tempo.
No tempo vago...
Ele vago e eu sem amparo.
Piam pássaros, trespassam o luto do espaço, este sereno luto das
horas. Mortas!

E por mais não ter que relatar me cerro.
Expressão antiga, epistolar: me cerro.
Tão grato é o velho, inopinado e novo.
Me cerro!

Assim: uma das mãos no papel, dedos fincados,
solta a outra, de pena expectante.
Uma que agarra, a outra que espera...
Ó ilusão!
E tudo acabou, acaba.
Para quê a busca das coisas novas, à toa e à roda?

Silêncio.
Nem pássaros já, noite morta.
Me cerro.
Ó minha derradeira composição! Do não, do nem, do nada, da ausência e
solidão.

Da indiferença.
Quero eu que o seja! da indiferença ilimitada.
Noite vasta e contínua, caminha, caminha.
Alonga-te.
A ribeira acordou.

Irene Lisboa

4º Café Camões de 2008

Na ocasião será feita a leitura de Mulheres de Expressão Portuguesa: Florbela Espanca, Sophia de Melo Breyner Andresen, Ana Hatherly, Lídia Jorge, Agustina Bessa Luís, Luísa Neto Jorge, Maria Judite de Carvalho, Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa e Inês Pedrosa. A realizar-se em 25 de Junho, Quarta-feira, às 19h30, no auditório do Centro Cultural do Instituto Camões, na Avenida das Nações, SES, Quadra 801, Lote 02.

Apresentação da Revista Limite

A Revista Limite, editada pela Universidad de Extremadura, será apresentada no Instituto Camões no dia 25 de Junho às 18h00.

Esta revista conta com a artigos de vários especialistas em Literatura Portuguesa e procura apoiar o aprofundamento e difusão deste tema nos meios universitários.

A apresentação da revista será feita pelo Prof. Juan Carrasco e pela Prof. Iolanda.

Cortesia de IC

poesie-festival berlin 5.-13. july 2008

O poesiefestival berlim é um dos acontecimentos de destaque cultural da capital. Este ano outra vez, os organizadores do festival abrirão uma caixa de prazeres retirando a riqueza das aventuras artísticas, ou talvez "contrabando fora"estará mais correcto dizer, como centro das atenções deste festival está a literatura do mundo de Língua Portuguesa – um acontecimento verdadeiramente global para que os "contrabandistas poéticos" partem agora no barco.

A poesia já cruza muitas fronteiras e sente-se em casa em quase cada mar artístico. O poesiefestival 2008 portanto oferece muito mais que somente leituras de poesia e conversas públicas, antes uma festa artística para todos os sentidos envolvendo música, dança, performances e media-arte. O poeta Joseph von Eichendorff uma vez pediu se havia uma canção adormecida em todas coisas. Mas não haverá nenhuma sonolência no poesiefestival berlim. A cidade eleva-se para cantar, incitada pelas palavras mágicas de muitos autores e actores. Mais de 100 poetas e artistas de mais de 20 países já passaram pelo poesiefestival berlim.

Apoio de Poetícia

www.literaturwerkstatt.org

Poetícia: 13ª posição no Top Blog Area!!

O blogue Poetícia tem o prazer de informar que atingiu a 13ª posição no Top Blog Area onde a liderança é do blogue PublicLiterature.org . Poetícia é o primeiro blogue em Língua Portuguesa a arrebatar tal lugar num universo tão denso e tão diverso quanto o da blogosfera. Obrigado a todos os leitores e participantes do Poetícia,

porque vale a pena publicar, promover e informar Poesia em Português.

Revista Veredas: 1º número de 2008 aborda diversidade da Língua Portuguesa

A «grande diversidade das manifestações da língua portuguesa» constitui o tema do mais recente número da revista Veredas, da Associação Internacional de Lusitanistas, uma organização de índole académica, com sede na Universidade de Coimbra e actualmente presidida pela brasileira Regina Zilberman, da Universidade do Rio Grande do Sul.

O número 9 de Veredas, com data de 2008 e cuja coordenação coube à professora Perpétua Gonçalves, da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), de Maputo, apresenta um conjunto de estudos que «descrevem e analisam variações linguísticas e estratégias de aquisição do português em situações de diglossia e enquanto língua segunda», escreve-se no editorial da revista, em que se sublinha a actualidade do tema nos países africanos de língua oficial portuguesa e em resultado «das novas dinâmicas sociais resultantes da globalização».

«Devido à conjugação de um leque de factores de natureza diversa, o último quartel do século XX teve uma importância crucial na consolidação do universo da língua portuguesa», refere Perpétua Gonçalves na apresentação da revista, sublinhando que nesse período se assistiu à «massificação do uso do Português nos países africanos recém-independentes».

Foi também o período em que, segundo a professora catedrática da UEM, se pôs de lado o reconhecimento único das variedades europeia, brasileira e do Galego como partes do conjunto «Língua Portuguesa» ou do chamado «Português Africano», «uma entidade linguística abstracta, falada em cinco países independentes, numa zona geograficamente descontínua, por populações com línguas maternas tipologicamente distintas».

O número da revista foi pois concebido no sentido de «reunir trabalhos que aproximem e contrastem entre si não só diferentes variedades do Português, mas também crioulos de base lexical portuguesa, proporcionando assim uma percepção mais global do continuum de variedades e línguas incluídas no universo da língua portuguesa».

Foram também incluídos, segundo Perpétua Gonçalves, «estudos sobre dinâmicas recentes do Português nos novos países africanos, que revelam aspectos ainda pouco conhecidos do seu uso em comunidades urbanos multilingues».

A Associação Internacional de Lusitanistas realiza de 4 a 9 de Agosto próximo o seu IX Congresso no Funchal, na Universidade da Madeira, tendo como tema geral Lusofonia: tempo de reciprocidades.

Cortesia de IC

Solstício de Verão, Tobago

Largas praias pedregulhos de sol

Calor branco.
Um rio verde.

Uma ponte,
palmeiras amarelas crestadas

da casa de verão que dorme
pelo sonolento Agosto.

Dias que mantive,
dias que perdi,

dias que crescem depressa, como filhas,
os meus braços de abrigo.

Derek Walcott
(tradução do inglês por Poetícia)

Prémio de Poesia Manuel Alegre - 1ª Edição

Até dia 30 de Junho de 2008 são admitidos trabalhos a concurso na modalidade de Poesia sendo que os textos terão de ser obrigatoriamente inéditos, de produção individual. O valor pecuniário do Prémio é de cinco mil euros. A primeira edição do "Prémio Manuel Alegre" pretende incentivar e promover a escrita, criando oportunidades para o aparecimento de novos autores. O concurso destina-se a pessoas que não tenham ainda nenhum livro publicado. Uma iniciativa apoiada pela Câmara Municipal de Águeda.

Colóquio "Meio século em Pessoa"

A Cátedra Jorge de Sena convida para o Colóquio Meio Século em Pessoa, em homenagem aos 50 anos da Tese de Doutorado da Professora Cleonice Berardinelli, cujo nome está entre os pioneiros internacionais nos estudos da poesia de Fernando Pessoa, a realizar-se nos dias 17 e 18 de Junho de 2008, a partir das 9:30h, no Auditório G1. As inscrições, com direito a certificado de presença, devem ser feitas na Cátedra Jorge de Sena.

Cátedra Jorge de Sena para Esudos Literários Luso-Afro-Brasileiros
Universidade Federal do Rio de Janeiro - Faculdade de Letras
Av. Brigaderio Trompovsky, s/n - CEP: 21941-590
E-mail: cat-sena@letras.ufrj.br ::
Telefones: 2598-9770 e 2270-1676

Cortesia de IC

LIVRO RARO - Estevas

GAMA, Sebastião da. Estevas. Introdução por António Manuel Couto Viana, António Osório, e Luís Amaro. Nota breve por Armando Alves. Breve agradecimento por Joana Luísa da Gama. Mem Martins: Edições Arrábida, 2004. Obras de Sebastião da Gama, 10. 8°, orig. illus. wrps. 100 pp. Uma de 1,000 cópias. ISBN: 972-799-041-X. $25.00

O poeta e professor Sebastião [Artur Cardoso] da Gama nasceu em Vila Nogueira de Azeitão, 1924, e morreu em Lisboa, 1952. Três volumes da sua poesia apareceram durante a sua vida; sete volumes de poemas extras, cartas, um diário, etc., foram publicados postumamente. Ver José Augusto Seabra em Machado, ed., Dicionário de literatura portuguesa, pp. 210-1; Maria de Lourdes Belchior em Biblos, II, 763-5; e Dicionário cronológico de autores portugueses, V, 340-1.

Borges vs Saramago

No próximo dia 20 de Junho, sexta-feira, às 18h30, na Biblioteca Nacional, em Lisboa, um frente-a-frente com José Saramago e María Kodama, a viúva de Jorge Luis Borges. O tema será Jorge Luis Borges. A organização é da Editorial Teorema.

Pessoa com biblioteca e espólio na Internet

Dois ambiciosos projectos de divulgação na Internet de materiais pessoanos, ambos envolvendo o investigador Jerónimo Pizarro, irão permitir que especialistas nacionais e estrangeiros tenham acesso online ao espólio de Pessoa, que neste momento ainda se encontra nas mãos dos seus herdeiros, bem como a todas as páginas de todos os volumes da biblioteca que pertenceu ao poeta.

Cortesia de Público

Aconteceu-me do Alto do Infinito

Aconteceu-me do alto do infinito
Esta vida. Através de nevoeiros,
Do meu próprio ermo ser fumos primeiros,
Vim ganhando, e través estranhos ritos

De sombra e luz ocasional, e gritos
Vagos ao longe, e assomos passageiros
De saudade incógnita, luzeiros
De divino, este ser fosco e proscrito...

Caiu chuva em passados que fui eu.
Houve planícies de céu baixo e neve
Nalguma cousa de alma do que é meu.

Narrei-me à sombra e não me achei sentido.
Hoje sei-me o deserto onde
Deus teve Outrora a sua capital de olvido...

Fernando Pessoa

Hip hip!... PESSOA!

Vem festejar connosco os 120 anos do maior português de sempre!

Para celebrar a data, a Casa Fernando Pessoa e a Câmara Municipal de Lisboa decidiram lançar um desafio à editora Loop:Recordings e marcar um encontro entre os escritos do poeta e algumas das mais aplaudidas vozes do movimento Hip Hop nacional. Melo D, Maze e Fuse dos Dealema, Raptor, Rocky Marsiano, Rodrigo Amado, Sagas, Dj Ride, T-One, D_Fine e Viriato Ventura (pai de Sam The Kid) serão os artistas que marcarão presença no palco montado no Terreiro do Paço. As actividades começarão às 18 horas, com DJs da Loop (Rui Miguel Abreu, José Belo, D-Mars, DJ Ride) a darem música à cidade enquanto painéis alusivos à iconografia pessoana serão pintados por Nomen, um dos mais reputados writers de graff nacionais. Às 22 horas começará o concerto propriamente dito. Entretanto, estão a ser dados os retoques finais num álbum de homenagem a Fernando Pessoa que a Loop:Recordings deverá editar em Setembro.

Cortesia de CFP

BIO - H.D.


H.D., Hilda Doolittle, nasceu a 10 de Setembro de 1886, em Bethlehem, Pennsylvania. A sua mãe era da Moravia, e o seu pai um astronauta. Hilda cresceu para ser o que alguns têm chamado a melhor de todos os poetas Imagísticos. As suas realizações, embora, estendem-se muito além dos seus primeiros poemas imagísticos. A sua poesia, ficção, e não-ficção foram publicadas em ambos os lados do atlântico, e as suas representações em poucos filmes ganharam o seu louvor. A maior parte dos prémios, inclusivé a Medalha de Ouro da Academia Americana de Artes e Cartas, e o Brandeis e Prémios Longview vieram tarde na sua vida, quando a sua poesia tinha começado a separar-se do puro Imagismo.

Os seus dias na Pensilvânia foram passados entre a sua família. Como uma mulher jovem, começou amizades ao longo da vida com Marianne Moore e Ezra Pound. Ela encontrou ambos antes e durante os seus dias em Bryn Mawr, mas retirou-se e rumou a Inglaterra em 1911. O seu romance com Ezra Pound tinha terminado, mas ele encontrou o seu caminho na Europa antes dela apresentando-a a círculos literários de Londres. Em Londres ela também encontrou o romancista Richard Aldington, com que ela se viria a casar no dia 18 de Outubro de 1913 na vila com foral régio de Kensington.

Os Imagistas mantiveram três princípios: o tratamento directo do sujeito, proibir todas as palavras não essenciais à apresentação, e seguir a frase musical e não a regularidade estrita nos seus ritmos. Eles começaram a publicar cerca de 1908, e os primeiros poemas publicados de . H.D apareceram no jornal Poesia em Janeiro de 1913. ("Hermes dos Caminhos," "Pomar," e "Epigrama.") Em todas as partes da sua vida ela tinha adorado todas as coisas gregas, e durante este tempo ela começou a viajar pela Europa, visitando a Grécia pela primeira vez. Os seus amigos e os sócios incluíram Ford Madox Ford e Amy Lowell, e a sua poesia apareceu na Revista Inglesa, a Revista Transatlântica, e o Egoísta. E, agradecimentos basicamente para Amy Lowell, ela foi apresentada a públicos nos Estados Unidos. Ela também começou tempos turbulentos durante os quais a sua relação intensa, mas não-sexual com D.H. Lawrence começou, e o seu matrimóinio ficou incomodado. (A sua "Oferta nova Mim para Viver" é basicamente aproximadamente nesta época.)

Ela viveu por baixo da amante de seu marido, e foi apresentada a um amigo dos Lawrences, Cecil Gray, que ficou o pai da sua filha, Frances Perdita. Conhecido como Perdita, ela foi denominada como o primeiro grande amor de H.D e amigo ao longo da vida, Frances Gregg, e para a filha perdida de Hermione em Shakespeare o Conto do Inverno. Ela nasceu no dia 31 de Março de 1919; H.D. tinha estado muito doente, mas Bryher veio cuidá-la.

O Bryher, nascida Annie Winifred Ellerman, encontrou H.D. no dia 17 de Julho de 1918 em Cornwall. Ela tomou o nome Bryher de uma das Ilhas Scilly, que ela adorou. Como escritora, ela foi uma grande fã da poesia de H.D, e a sua amizade tornou-se um amor. Elas foram companheiras ao longo da vida, muitas vezes mantendo residências separadas e a sua independência. Elas viajaram como primas, e estiveram juntas durante os romancess de cada uma nas suas vidas, e nos matrimónios de Bryher com Robert McAlmon e Kenneth Macpherson. Foram juntas a Paris, misturando-se com a comunidade literária deportada, onde Bryher ajudou a estabelecem a Publicação McAlmon, que publicou Ernest Hemingway, Gertrudes Stein, Pound, Nathanael West, e Djuna Barnes, entre outros. Depois do fim do casamento de Bryher com McAlmon, e o com Macpherson começado, eles foram envolvidos no mundo cinema. Bryher e Macpherson começaram as Produções POOL, e a revista de cinema Close-Up, lida internacionalmente. H.D. aparece no filme POOL Foothills (1927) e Borderline (1930), os quais tiveram uma recepção muito entusiástica na Alemanha. Embora eles se movessem em círculos que incluíram G.W. Pabst e Sergei Eisenstein, H.D. viajou cedo novamente.

Ela e Bryher viveram neste período em Kenwin, na casa Bauhaus que Bryher tinha construído perto do Castelo Risonho na Suíça. A vida de H.D. foi desajeitada lá; ela não foi nem ama da casa nem hóspede. Hilda também procurou a análise, e Bryher, a primeira apoiante da psicanálise, organizou que o doctor Hanns Sachs e Havelock Ellis recomendasse H.D. a Sigmund Freud. H.D. tratou-se como aluna de Freud, e ele tratou-a como sua paciente, durante o 1933 e 1934. O H.D. escreveu depois "Tributo a Freud" como uma memória ficcional deste período. Os seus interesses neste tempo também incluíram misticismo, estudos helénicos, Egiptologia, e astrologia, e os seus dias em Viena foram muito felizes. Felizmente, ela e Bryher foram capazes de voltar a Londres aquando da Segunda Guerra Mundial; Bryher abertamente evitou a Suíça antes de ajudar mais de cem refugiados para casas em outros países.

Os anos durante a Segunda Guerra Mundial foram muito produtivos para H.D., em contraste com a sua experiência de Primeira Guerra Mundial. Ela e Bryher viveram juntas durante este tempo, e Bryher publicou "Vida e Cartas Hoje," tendo comprado bastante papel para durar pela guerra. Eles visitaram os seus amigos Sitwells, T.S. Eliot, e outros, e mantido a sua correspondência com os seus amigos na América, inclusive Norman Holmes Pearson. Ele esteve em Yale, e ficou seu amigo, promotor, e testamenteiro literário. Ela ficou muito interessada no espiritualismo, e a sua poesia começou a esforçar-se pelos limites de Imagism. "As Paredes não Caem," a primeira parte da "Trilogia", foi o seu intervalo com Imagismo.

Depois da guerra, entretanto, H.D sofreu um esgotamento mental, e voltou à Suíça. Viveu em Kusnacht, numa clínica, e em vários hotéis. Ela tinha agora 60 anos, experimentava ainda os anos de escrita mais prolíficos da sua vida. Agora divorciada de Aldington, eles começaram uma nova amizade, e ela permaneceu legalmente Hilda Doolittle Aldington. Os prémios maiores da sua carreira vieram nos anos 50 e anos 60, durante o tempo que Bryher, agora divorciada, e Pearson cuidaram dos detalhes legais e literários da sua vida, deixando-a livre para escrever.

Contudo, em Julho de 1961, quando falava ao telefone com o seu querido amigo e físico, doctor Heydt, sofreu um ataque. Ela permaneceu talvez semiconsciente enquanto as suas escritas continuaram a ser publicadas. Hilda morreu no dia 21 de Setembro de 1961, e foi enterrada na Colina Nisky, atrás do Belém, a Pensilvânia, entre a sua família. Ela foi celebrada por Bryher, a sua filha e o genro, os seus netos, e muitos, muitos outros membros de família e amigos. Ela tinha escrito a Pearson, "penso que realmente adquiri o que eu procurava da vida e da arte."

A sua pedra lapidar está no cemitério de Nisky Hill, em Belém.

Faleceu poeta venezuelano Eugenio Montejo

O poeta e ensaísta venezuelano Eugenio Montejo morreu numa clínica da cidade de Valência em decorrência de um câncro de estomago, informaram hoje diferentes veículos de comunicação locais.

Montejo, nascido em Caracas em 1938 e um dos poetas mais representativos do país, estava desde semana passada internado no Centro Policlínico Valência, cerca de 120 quilómetros ao oeste de Caracas, e morreu à meia-noite da passada quinta-feira.

Escritor e diplomata, venceu em 1998 o Prémio Nacional de Literatura e foi embaixador da Venezuela em Portugal durante vários anos.

O poeta publicou livros como "Elegos" (1967), "Muerte y memoria" (1972), "Algunas palabras" (1977), "Terredad" (1978), "Trópico absoluto" (1982) e "Alfabeto del mundo" (1986).

Também escreveu vários ensaios, entre eles "La ventana oblicua" (1974), "El taller blanco" (1983) e "El cuaderno de Blas Coll" (1981), e desenvolveu uma importante obra no campo da poesia infantil.

Montejo fundou várias revistas sobre cultura e poesia em Valência, e também foi investigador no Centro de Estudos Latino-americanos Rómulo Gallegos (Celarg) de Caracas.

As palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade

Lisboa: festa de verão de EUNIC Portugal

A Festa de Verão da Associação de Institutos Culturais Europeus presentes em Lisboa (EUNIC Portugal) - Bristish Council, Goethe-Institut, Instituto Franco-Português, Aliance Français, Instituto Italiano de Cultura de Lisboa,Instituto Camões, Instituto Ibero-Americano da Finlândia, Instituto Cultural Romeno de Lisboa - será organizada no dia 7 de Junho, no dia do jogo inaugural do Europeu de Futebol.

Em colaboração com as embaixadas da Áustria e da Suíça - os países anfitriões do Europeu de Futebol - a EUNIC Portugal convida para um dia de encontros interculturais num ambiente de convívio ao ar livre.


Os países organizadores e os países convidados disponibilizam informações sobre a sua cultura, sobre cursos de língua e oferecem ainda especialidades culinárias para lhe dar um sabor especial dos seus países.

Os jogos entre a Suíça e a República Checa e entre Portugal e a Turquia serão transmitidos num ecrã gigante.

Numa lotaria, haverá a possibilidade de ganhar voos gratuitos para a Alemanha e para a França, além de vários cursos gratuitos de línguas europeias.

Programa da Festa de Verão
7 de Junho de 2008, Jardim do Goethe-Institut, Lisboa
15h00 Entrada
16h00 Saudações dos Organizadores
17h00 Suíça-República Checa, 1ª parte
17h50 Debate com peritos de futebol
18h00 Suíça-República Checa, 2ª parte
19h00 Lotaria
19h45 Portugal-Turquia
22h30 Fim

Veja todos os jogos do Europeu de Futebol no jardim do Goethe-Institut!

Jardim do Goethe-Institut em Lisboa
Campo dos Mártires da Pátria, 37 - Lisboa
www.eunic-portugal.eu

Goethe-Institut Portugal
Campo dos Mártires da Pátria, 37
Lisboa
21 882 45 10
info@lissabon.goethe.org
Metro: Intendente, Restauradores I Autocarros: 30, 723, 767, 790 I
www.goethe.de/portugal

I Concurso Internacional Poesias, Contos, Crónicas e Trovas em Língua Portuguesa

O concurso tem por objetivo descobrir e seleccionar autores com vista à publicação de novos trabalhos literários de Língua Portuguesa: "Caminhos Literários da Língua Portuguesa". Inscrições abertas à participação de escritores de todos os países, desde que os textos enviados estejam em língua portuguesa.

INFO: goinmac.sites.uol.com.br/concursointernacionalliterario.html

Vieira e Arpad no labirinto poético de Cesariny

A atribuir-lhe uma forma, seria espiralada, não do ponto de vista decorativo, mas do labirinto, caminho que o visitante transporta em si como se penetrasse numa realidade mitológica. "Correspondências", que hoje se inaugura, às 18.30, na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, a partir de O Castelo Surrealista (1984), de Mário Cesariny, é um estar dentro da amizade de inteligência e invenção entre os três artistas, um estar perto da admiração e do afecto que cultivaram em momentos singulares como a prisão do poeta em Fresnes ou a morte de Arpad.

"O Castelo Surrealista, de Mário Cesariny, é um misto de devaneio com historiografia, passando-se intermitentemente de um estado a outro" - diz Marina Bairrão Ruivo, directora da Fundação Arpad/Vieira da Silva, cujos 100 anos do nascimento se comemoram sexta-feira, 13. A partir do trabalho do Centro de Documentação, em parceria com Sandra Brás Santos, construiu-se este belo labirinto poético que pretende ser uma visão sobre a dupla Vieira-Arpad a partir de correspondências que marcaram a "relação firmada pela amizade e pelas afinidades electivas". Para além da vertente documental (cadernos são notáveis), a que Cesariny se dedicou durante 20 anos, são apresentadas obras referidas em O Castelo Surrealista, exemplificativas dos laços comunicantes, sobretudo do período 1930-1940.

Ao projecto juntou-se a Fundação EDP, que patrocinou as mais importantes retrospectivas de Cesariny, organizadas por João Pinharanda que, com Marina Bairrão Ruivo, assume o comissariado de Correspondências: no catálogo escrevem textos ao lado de José Manuel dos Santos. Nesta Fundação inaugura-se, entretanto, dia 11, Couples, uma mostra de desenhos de Arpad, que se prolonga até 28 de Setembro.

Forte participação na iniciativa tem ainda a Fundação Cupertino de Miranda - Centro de Estudos do Surrealismo, de Vila Nova de Famalicão (Perfecto Cuadrado e António Gonçalves), onde está depositado o espólio documental do poeta, parte significativa da sua obra artística e toda a correspondência.

É a Arpad, no uso das tonalidades pastel e da organização em camadas horizontais, que Cesariny deve muito sobretudo do ponto de vista formal, em particular nos períodos inicial e final. As Linhas de Água (anos 80) relembram, porém, o Lapa de Lagos.

Há, no entanto, com Vieira um diálogo alquímico, "do princípio do mundo e até ao fim do mundo", evidente nas palavras e na interpretação, bem como nas cartas. É na tradição da escrita em imagens, nessa espécie de mudez e palavras tão poucas de Vieira que a relação com Cesariny se desenvolve como uma espécie de representação do invisível. Quando falam dos gatos, da cidade mágica - Cidade Queimada de Cesariny -, do valor orgânico ou simbólico das formas, disto ou daquilo, os artistas caminham sempre sobre a terra do amor, o perigo e as penas.

'Correspondências' inaugura-se hoje. A exposição na Fundação Vieira da Silva fica patente até 4 de Outubro

Cortesia de DN

VIII Colóquio Internacional - Discurso e Práticas Alquímicas

TEMA: ALQUIMIAS DO MASCULINO
A via solar e outras imagens


Aquele que quer explorar a natureza há-de folhear as suas páginas com os pés. A Escritura lê-se a letra a letra, a natureza terra a terra; cada terra é uma página. Tal é o Codex da natureza e é assim que é preciso compulsá-lo” (Paracelso)

A oposição binária entre masculino e feminino é um constructo puramente cultural, construído de formas muito diversas em diferentes culturas, períodos históricos e contextos. A gramática binária tem de alguma forma silenciado a multiplicidade subversiva do feminino, impondo uma prática heterossexual baseada no falocentrismo. O discurso unívoco e hegemónico do masculino, o falocentrismo, suprime a multiplicidade subversiva de uma sexualidade que rompe comas hegemonias heterossexuais compulsórias, reprodutivas e médico-jurídicas (Butler, 2003: 40).

Será Platão o pai da alquimia grega? O mestre alquimista é visto como analogon do Demiurgo, de facto apresentado por Platão como um metalurgista. Mas se Platão achava desejável a imitação do deus no plano da justiça, da santidade, até da dialéctica, já qualificava a imitação de física de impossível e ímpia. Porém, os alquimistas gregos visam menos a reproductibilidade das suas experiências do que uma compreensão mística, simbólica e analógica do real. Haveria uma química mítica e uma química mística (Maria Papathassiou).

Onde está o Novo Homem com que sonhava Louis-Claude de Saint-Martin, com que sonharam todas a utopias, religiões e literaturas, e com que sonha hoje a biotecnologia?

Palácio Nacional de Mafra
Escola Prática de Infantaria
20-21 de Junho de 2008
Mafra


Programa

Botto Reeditado

As Quasi Edições estão a publicar uma nova colecção, intitulada Amor e Ódio. São as obras completas de António Botto, divididas em 8 livros, com direcção de Eduardo Pitta: Canções e Outros Poemas; Fátima; Cartas Que Me Foram Devolvidas; O Livro das Crianças; Contos; Cantares; Teatro e Ele Que Diga Se Eu Minto.

António Botto nasceu no Casal da Concavada a 17 de Agosto de 1897. Em consequência de atropelamento, morreu no Rio de Janeiro a 17 de Março de 1959. Contemporâneo de Fernando Pessoa e José Régio, é um dos mais importantes poetas portugueses do século XX. Escreveu poemas, contos e peças de teatro. Em 1942, acusado de falta de “idoneidade moral”, eufemismo para a sua declarada homossexualidade, foi expulso da função pública. Tendo vivido no Brasil a partir de 1947, nunca cortou as raízes com Portugal.

Ciclo de conferências - Aniversário de Pessoa

Por ocasião do 120º aniversário do nascimento de Fernando Pessoa, que se assinala a 13 de Junho, a Casa Fernando Pessoa promove um ciclo de conferências, sempre às quartas-feiras, pelas 18h30, seguidas de debate, que se estenderá até à primeira semana do mês seguinte. O programa intitula-se:

Fernando Pessoa, O Guardador de Papéis
(org. Jerónimo Pizarro)

1.ª Quarta (4/VI/2008)
Vida-Obra
(Moderadora: Inês Pedrosa)
Manuela Nogueira
A influência de Henrique Rosa em Fernando Pessoa (o diabo azul?)
Steffen Dix
Pessoa e Crowley na Boca do Inferno

2.ª Quarta (11/VI/2008)
Obra-Vida
(Moderador: Patricio Ferrari)
Rita Patrício
Pessoa e Shakespeare
Manuel Gusmão
O modernismo de Pessoa

3.ª Quarta (18/VI/2008)
Tradução
(Moderador Steffen Dix)
Sara Afonso Ferreira
De Almada...
Jerónimo Pizarro
...a Pessoa

4.ª Quarta (25/VI/2008)
Biblioteca
(Moderador: António Cardiello)
Carla Gago
De Nietzsche...
Patricio Ferrari
...a Pessoa

5.ª Quarta (2/VII/2008)
Edição
(Moderador: Jerónimo Pizarro)
Ana Freitas
Pessoa, escritor de policiais
José Barreto
Pessoa e Fátima. A prosa política e religiosa.

Jerónimo Pizarro (doutor em Linguística Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa); Inês Pedrosa (directora da Casa Fernando Pessoa); Manuela Nogueira (escritora, sobrinha de Fernando Pessoa); Steffen Dix (tradutor de textos de Pessoa ligados à religião e filosofia); Patricio Ferrari (investigador, Universidade de Lisboa), Rita Patrício (mestre em Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa); Manuel Gusmão (poeta, ensaísta); Sara Afonso Ferreira (editora de Almada, Universidade Nova); Carla Gago (investigadora, Universidade de Zurique); Ana Freitas (Universidade Nova de Lisboa), José Barreto (historiador, membro do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa).

Cortesia de CFP

Zaratustra (citações)

" Que importa a minha razão? Anseia ela pelo saber como o leão pela sua comida?
Ela é indigência, imundíce e mesquinha satisfação!

O homem é uma corda em tensão, por cima de um abismo. Um perigoso passar para a outra margem, um perigoso ir a caminho, um perigoso olhar para trás, um perigoso estremecer e ficar parado.

O que é grande no homem é que ele é uma ponte e não um fim; aquilo que se pode gostar no homem é que ele é uma travessia e um afundamento.

Amo aqueles que não sabem viver, a não ser como quem sucumbe, pois são eles que atravessam para o outro lado.

Amo os grandes desprezadores, porque são eles os grandes veneradores e as flechas de ânsia e saudade para a outra margem.

Amo aquele que não retém em si nem uma gota de espírito, mas que quer ser inteiramente o espírito da sua virtude: é assim que ele passa como espírito por cima da ponte."

Assim falava Zaratustra, Nietzche

Ditirambos de Diónisos II

No ar purificado,
quando já o refrigério do orvalho
goteja sobre a terra,
invisível, inaudível também
- pois o consolador orvalho usa
sapato delicado, como todos os apazigadores -
recordas-te então, recordas-te, coração ardente,
como outrora tinhas sede
de lágrimas celestiais e gotas de orvalho,
queimado e fatigado tinhas sede,
enquanto nas veredas amarelecidas
olhares perversos do sol poente
te perseguiam através de árvores negras,
olhares ofuscantes de fogo solar, olhares maliciosos.

Pretendente da verdade - tu? escarneciam eles
um bicho astuto, predador, rastejante,
que tem que mentir,
que tem que mentir deliberadamente, voluntariamente,
ávido de presa,
disfarçado de variegadas cores,
máscara para si próprio,
de si próprio presa
isto - o pretendente da verdade?
Só Doido! Só Poeta!
Só falando à toa,
sob máscaras de doido falando à toa,
subindo por mentirosas pontes de palavras,
por arco íris de mentiras
entre falsos céus
vagueando, rastejando.

Não quieto, rígido, liso, frio,
tornado estátua,
não como coluna de deus
colocada diante templos,
guardião de um deus:
não! hostil a essas estátuas de virtude,
mais intímo dos desertos que dos templos,
cheio de felina malícia
saltando por qualquer janela
para todo o acaso,
pelo faro procurando qualquer floresta virgem
para que nas florestas virgens,
entre feras de pêlo malhado,
corresses pecaminhosamente são e belo e colorido
com beiços lúbricos,
ditosamente escarninho, infernal, sanguinário,
corresses roubando, rastejanto, mentindo...

Ou semelhante à águia que longa,
longamente fixa os abismos,
os teus abismos...
- Oh! como estes se enroscam lá para baixo,
para o fundo, para dentro,
em profundezas cada vez mais fundas! -
Então,
de súbito,
em voo picado,
num rasgo palpitante
cair sobre os cordeiros,
hostil a todas as almas de cordeiros,
raivosamente hostil a tudo o que tem olhos
virtuosos, de carneiro, de lã encaracolada,
a toda a estupidez, à leitosa benevolência de cordeiro...

Assim,
de águia, de pantera,
são os anseios do poeta,
são os teus anseios sob mil máscaras.

Tu que viste o homem
como deus tanto como carneiro -,
despedaçar o deus no homem
tal como carneiro no homem
e rir despedaçado,

isto, isto é a tua ventura,
ventura de pantera e águia,
ventura de poeta e doido!...

No ar purificado,
quando já a foice da lua
verde por entre vermelhos purpúreos
e ciumenta desliza,
- hostil ao dia,
a cada passo secretamente
ceifando as roseiras balouçantes
até caírem,
afundarem-se pálidas em direcção à noite:
assim eu mesmo caí outrora
da minha loucura da verdade
dos meus anseios de dia,
cansado do dia, doente da luz,
- caí, para o fundo, para a noite, para a sombra,
abrasado e sedento
de uma verdade
- recordas-te ainda, recordas-te coração ardente,
da sede que então sentias? -
ah, que eu seja banido
de todo a verdade!

Ditirambos de Diónisos I

Uma ave de rapina, talvez:
bem pode pendurar-se
maliciosamente nos cabelos
do firme sofredor,
com risos desvairados,
risos de ave de rapinha...

Para quê?
- escarnece ela cruelmente:
são precisas asas quando se ama o abismo...

Não se pode ficar suspenso!
Como tu, enforcado..

(...)

Agora
solitário contigo,
dividido no teu próprio saber,
entre centenas de espelhos
falso perante ti mesmo,
entre centenas de memórias
inseguro,
cansado de todas as feridas,
transido por todas as geadas,
estrangulado nos teus próprios laços,
conhecedor de ti mesmo!
carrasco de ti mesmo!

Porque te enrolaste
no laço da tua sabedoria?
Porque te deixaste atrair
para o paraíso da antiga serpente?

(...)

Um doente agora
doente do veneno da serpente;
um prisioneiro agora,
aquem coube a mais dura sorte:
trabalhar curvado
no teu próprio poço,
escavando-te a ti mesmo,
enterrando-te a ti mesmo,
desastrado,
rígido,
um cadáver - ,
sucumbido ao peso de centenas de cargas,
sobrecarrado por ti mesmo,
um sábio!
um conhecedor de si mesmo!
o sapiente Zaratustra!...

Nietzsche, Entre aves de rapina (Ditirambos de Diónisos)

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