Festival de Poesia Palm Beach


O Festival de Poesia Palm Beach, em parceria com a Escola Antiga do Centro Cultural de Artes do coração da praia Delray, Florida, apresentam o quinto festival anual de 19 a 24 de Janeiro de 2009. Seis dias de leituras, sessões e workshops com leituras e sessões abertas ao público. Os workshops requerem inscrição. São aceites inscrições nos workshops on-line ou por e-mail entre 30 de Junho e 31 de Outubro de 2008.


Serão realizados workshops e leituras com Martin Espada, Kimiko Hahn, Laura Kasischke, Thomas Lux, Gregory Orr, Anne Marie Macari, Gerald Stern, Denise Duhamel e Victoria Redel. Também haverá a participação dos poetas Kelle Groom and Michael Hettich, para uma leitura especial. Taylor Mali e Lynne Procope, participam no evento noite-longa da Casa-café.

Diante da cama

Diante da cama,
brilha o luar,
que mais parece
gelo no chão.

Se levanto a cabeça,
contemplo a lua.
Ao baixá-la -
sonho com a terra natal.

Li Bai

Português como «língua global»

A VII cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) adoptou a 25 de Julho, em Lisboa, uma declaração em que enuncia um conjunto de intenções e políticas com vista à projecção do Português como «língua global».

Esse objectivo passa nomeadamente, segundo a declaração, pelo apoio dos oito Estados-membros da organização à «introdução da Língua Portuguesa em Organizações internacionais, regionais ou agências especializadas, bem como à sua utilização efectiva em todas aquelas Organizações onde o Português já constitui língua oficial ou de trabalho».


Visando a «efectiva mundialização da Língua Portuguesa», a CPLP propõe também a «coordenação de esforços» entre os seus membros para a «formação de tradutores e intérpretes e a implementação de tecnologias da informação e comunicação ao serviço da tradução e interpretação».


A «concertação de programas comuns para o Ensino do Português como Língua Estrangeira, com a criação de uma rede de professores certificados dos Estados-Membros da CPLP e a difusão dos sistemas de certificação do Português como Língua Estrangeira», é outra medida avançada.


Os «oito» comprometem-se também na declaração aprovada na cimeira a concertar programas no cenário internacional para promover «o valor cultural e económico do Português, designadamente através de projectos comuns suportados pelas tecnologias de informação e comunicação».


Os membros da CPLP propõem-se igualmente partilhar «experiências» e «esforços no sentido de serem definidas políticas de ensino que visem especificamente a aprendizagem da Língua Portuguesa, nomeadamente através da formação especializada dos professores para o ensino do Português como Língua Não Materna (Língua Segunda)».


Na declaração, em que os países membros da CPLP manifestam o seu «regozijo pela futura entrada em vigor do Acordo Ortográfico» e se comprometem a «partilhar metodologias para a sua aplicação prática», é indicada a «necessidade de medidas concretas» com vista à «unificação do vocabulário científico e técnico em Língua Portuguesa».


O documento aprovado na cimeira de Lisboa indica que o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), organismo com sede em Cabo Verde criado por decisão da CPLP de 1999, acompanhará a «aplicação prática do Acordo Ortográfico, coordenando a apresentação de relatórios periódicos».


Ao serviço das políticas contidas na declaração, o IILP deverá adoptar «um Plano Estratégico para a Gestão da Língua Portuguesa», a ser apresentado na XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, em 2009.


«Neste contexto, os Estados membros da CPLP reiteram a necessidade de serem criadas as respectivas Comissões Nacionais adstritas ao IILP e de que seja assegurada a operacionalidade daquelas já criadas.»


No documento, os governantes da CPLP comprometem-se ainda a desenvolver programas «que permitam a permanente ligação das diásporas às culturas dos seus países de origem e a simultânea integração nos países de acolhimento», dado que «a Língua Portuguesa é um factor de união das diásporas» dos Estados-membros da organização.


A CPLP foi criada a 17 de Julho de 1996 numa cimeira constitutiva, realizada em, Lisboa. Dela fazem parte Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e, desde 2002, Timor-Leste. As Ilhas Maurícias, a Guiné Equatorial e o Senegal (na VII Cimeira) são países observadores associados.


A CPLP assume-se como um projecto político cujo fundamento é a Língua Portuguesa, vínculo histórico e património comum dos «oito», tendo como objectivos gerais a concertação política e a cooperação nos domínios social, cultural e económico.

Cortesia de IC

IX Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas

O IX Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas realiza-se na Universidade da Madeira, Funchal, de 4 a 9 de Agosto de 2008 com o tema geral: Lusofonia: tempo de reciprocidades. Os subtemas são os seguintes:
1. Uma língua, várias culturas: transposições e localizações
2. Património cultural e (re)edificação nacional
3. Discurso artístico e modernidades
4. Língua portuguesa: migrações e trânsito
5. Ilhas e continentes: reciprocidades
6. Cartografias das diferenças


ORGANIZAÇÃO
Direcção
Helena Rebelo (coord.) Fernando Figueiredo e Thierry Proença dos Santos
Comissão Científica
Ana Isabel Moniz, Ana Margarida Falcão, Helena Rebelo, Maria Teresa Nascimento e Paulo Miguel Rodrigues
Comissão Executiva
Helena Rebelo, Diana Pimentel, Leonor Coelho e Fernando Figueiredo
Comissão Financeira
Paulo Miguel Rodrigues, Thierry Proença dos Santos e Carla Cró


CONTACTOS PESSOAIS
Helena Rebelo
helenreb@uma.pt
Ana Margarida Falcão anam@uma.pt
Fernando Figueiredo
fernfig1@hotmail.com
Thierry Proença dos Santos
thierry@uma.pt
Ana Isabel Moniz
anamoniz@uma.pt
Leonor Coelho
leomc@uma.pt
Maria Teresa Nascimento
marjesus@uma.pt
Diana Pimentel
dp@uma.pt
Paulo Miguel Rodrigues
pmffr@uma.pt

LINKS

http://www.uma.pt/Unidades/DER/ail_ix_congress/info.html
http://www.lusitanistasail.net/

O cisne, quando sente ser chegada

O cisne, quando sente ser chegada
A hora que põe termo a sua vida,
Música com voz alta e mui subida
Levanta pela praia inabitada.

Deseja ter a vida prolongada
Chorando do viver a despedida;
Com grande saudade da partida,
Celebra o triste fim desta jornada.

Assim, Senhora minha, quando via
O triste fim que davam meus amores,
Estando posto já no extremo fio,

Com mais suave canto e harmonia
Descantei pelos vossos desfavores
La vuestra falsa fé y el amor mio

Luiz de Camões

Amadeu Baptista vence Prémio de Poesia Espiral Mayor

O poeta Amadeu Baptista venceu a XVI edição do Prémio de Poesia Espiral Mayor, com o original Açougue. O júri, que decidiu por unanimidade, era constituído por Xosé María Álvarez Cáccamo, Xavier Rodríguez Baixeras e Miguel Anxo Fernán Vello. Concorreram ao prémio, no valor de 15.000 euros, 206 obras, da Galiza, Portugal e Brasil. Além do prémio pecuniário, Amadeu Baptista terá o original publicado na Colecção de Poesia das edições Espiral Mayor, com uma tiragem 2.000 exemplares.

Cortesia de Diário Digital

Poetícia com 2000 Visitas!

A editar na blogosfera desde 20 de Fevereiro de 2008, o blogue Poetícia regista apenas em 5 meses de existência 2000 visitas, perfazendo uma média diária de cerca de 13 visitas. Obrigado a todos os visitantes e leitores.

Poetícia, Onde a Poesia é Notícia!

Notícias de Poesia por excelência.

Amesterdão, cidade Capital do Livro 2008


A cidade holandesa de Amesterdão foi designada Capital Mundial do Livro para 2008, anunciou a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, UNESCO.

Amesterdão é a oitava cidade designada Capital Mundial do Livro, depois de Madrid (2002), Alexandria (2002), Nova Deli (2003), Antuérpia (2004), Montreal (2005), Turim (2006) e Bogotá (2007).

Do comité de selecção fizeram parte, este ano, Ana Maria Cabanellas, representante da União Internacional de Editores, Françoise Dubruille, da Federação Internacional de Livreiros, Peter Lor, da Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas, e, em representação da UNESCO, Georges Poussin.


Na opinião do comité, a candidatura de Amesterdão distinguiu-se, «não apenas pela qualidade e diversidade do seu programa de promoção do livro, como também pelo seu carácter internacional e pela activa participação prevista de protagonistas locais, nacionais e internacionais do sector público e privado do livro».


Estão previstas 30 iniciativas, «muitas delas de envergadura internacional», desde conferências sobre o direito de autor, a edição de livros científicos, a interculturalidade na criação literária e os livros para a infância, até à inauguração de novas bibliotecas e centros culturais.


Em paralelo serão organizados seminários e actos criativos e festivos, como um desfile de máscaras dedicado aos protagonistas da literatura juvenil.


Todos os anos, a UNESCO e as três organizações profissionais internacionais do sector do livro e da edição representadas no comité escolhem uma cidade Capital Mundial do Livro.


Esta é uma das iniciativas da agência da ONU para promover o livro e a literatura à escala mundial.

8ª. Edição do Prémio Iberoamericano de Letras «José Donoso» - Universidade de Talca, Chile

Poderão participar escritores portugueses com trajectória literária nos géneros de poesia, narrativa, teatro ou ensaio e as candidaturas deverão ser apresentadas até 25 de Julho.

Informações atrvés do endereço premio-jdonoso@utalca.cl.

LIVRO RARO - O amante japonês

CARVALHO, Armando Silva. O amante japonês. Lisboa: Assírio & Alvim, 2008. Colecção Poesia Inédita Portuguesa, 112. 8°, orig. illus. wrps. 111, (1) pp. ISBN: 978-972-37-1308-4. $25.00.


Armando Silva Carvalho, autor de ficção e poesia, nascido perto de Óbidos, em 1938, tem vencido vários prémios literários. Ele trabalhou como advogado por um período breve, optando depois pelo jornalismo. A sua obra tem sido traduzida para Espanhol, Italiano, Francês, Inglês, Alemão, Holandês, Sueco, Russo e Letão. Ele tem traduzido para Português, entre outros, Stéphane Mallarmé, Marguerite Duras, Samuel Beckett, Aimé Césaire e Andrei Voznessenski.

BIO - Cesário Verde



Poeta português, nascido em Lisboa a 25 de Fevereiro de 1855, natural de Caneças, Loures, oriundo de uma família burguesa abastada. O pai era lavrador (tinha uma quinta em Linda-a-Pastora) e comerciante (estabelecido com uma loja de ferragens na baixa lisboeta). Foi por essas duas actividades práticas, úteis, de acordo com a visão do mundo do próprio Cesário Verde, que se repartiu a vida do poeta. Paralelamente, ia alimentando o seu gosto pela leitura e pela criação literária, embora longe dos meios literários oficiais com que nunca se deu bem, o que o levou, por exemplo, a abandonar o Curso Superior de Letras da Faculdade de Letras de Lisboa, que frequentou entre 1873 e 1874. Cesário Verde estreou-se, nessa altura, colaborando nos jornais Diário de Notícias, Diário da Tarde, A Tribuna e Renascença. A partir de 1875 produziu alguns dos seus melhores poemas: «Num Bairro Moderno» (1877), «Em Petiz» (1878) e «O Sentimento dum Ocidental» (1880). Este último foi escrito por ocasião do terceiro centenário da morte de Camões e é, ainda hoje, um dos textos mais conhecidos do poeta, embora mal recebido pela crítica de então, numa incompreensão geral mesmo por parte de escritores da Geração de 70, de quem Cesário Verde esperaria aceitação para a sua poesia.



A falta de estímulo da crítica e um certo mal-estar relativamente ao meio literário, expressos, por exemplo, no poema «Contrariedades» (Março de 1876), fazem com que Cesário Verde deixe de publicar em jornais, surgindo apenas, em 1884, o poema «Nós». O binómio cidade-campo surge como tema principal neste longo poema narrativo autobiográfico, onde o poeta evoca a morte de uma irmã ( 1872) e de um irmão (1882), ambos de tuberculose, doença que viria a vitimar igualmente o poeta, apesar das várias tentativas de convalescença numa quinta no Lumiar. Só em 1887 foi organizada, postumamente, por iniciativa do seu amigo Silva Pinto, uma compilação dos seus poemas, a que deu o nome de O Livro de Cesário Verde (à disposição do público em geral apenas em 1901). Dividida em duas secções, Crise Romanesca e Naturais, o livro não seguiu qualquer critério cronológico de elaboração ou de publicação. Entretanto, novas edições vieram acrescentar alguns textos à obra conhecida do poeta e organizá-la segundo critérios mais rigorosos.



Formado dentro dos moldes do realismo e do parnasianismo literários, Cesário Verde afirmou-se sobretudo pela sua oposição ao lirismo tradicional. Em poemas por vezes cínicos ou humorísticos (na linha de A Folha, de João Penha, ou de Baudelaire, de que se reconhece a influência sobretudo no tratamento da temática da cidade, do amor e da mulher) conseguiu manter-se alheio ao peso da «literatura», procurando um tom natural que valorizasse a linguagem do concreto e do coloquial, por vezes até com cariz técnico, marcando um desejo de autenticidade e um amor pelo real, que fez com que a sua poesia enfrentasse, por vezes, a acusação de prosaísmo. Com uma visão extremamente plástica do mundo, deteve-se em deambulações pela cidade ou pelo campo (seus cenários de eleição) transmitindo o que aí era oferecido aos sentidos, em cores, formas e sons, de acordo com a fórmula do próprio poeta, expressa em carta ao seu amigo Silva Pinto: «A mim o que me rodeia é o que me preocupa». Se, por um lado, exaltava os valores viris e vigorosos, saudáveis, da vida do campo e dos seus trabalhadores, sem visões bucólicas, detinha-se, por outro, na cidade, na sedução dos movimentos humanos, da sua vibração, solidarizando-se com as vítimas de injustiças sociais e integrando na sua poesia, por vezes, um desejo de evasão. Conhecido como o poeta da cidade de Lisboa, foi igualmente o poeta da Natureza anti-literária, numa antecipação de Fernando Pessoa/Alberto Caeiro, que considerava Cesário um dos vultos fundamentais da nossa história literária. Através de processos impressionistas, de grande sugestividade (condensando e combinando, por exemplo, sensações físicas e morais num só elemento), levou a cabo uma renovação ímpar, no século XIX, da estilística poética portuguesa, abrindo caminho ao modernismo e influenciando decisivamente poetas posteriores.

A 19 de Julho de 1886, após várias tentativas de cura da doença, falece vítima de tuberculose no Lumiar em Lisboa.

Não posso adiar o amor

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração.

António Ramos Rosa

A Hora do Diabo na Grécia

A Grécia recebe pela primeira vez uma peça de teatro baseada no livro de Fernando Pessoa. A Hora do Diabo, com tradução de Maria Papadima e representação do grupo de teatro Conxobanx, ficará em cena em Atenas até 19 de Dezembro.

Cortesia de IC

Antologia de Mário de Sá-Carneiro publicada no Uruguai

Uma antologia bilingue de 23 poemas de Mário de Sá-Carneiro, organizada e «transcriada» pelo poeta e músico uruguaio Washington Benavides, na própria expressão deste, foi publicada em Montevideu, numa edição patrocinada pela Embaixada de Portugal e o Instituto Camões.


«Passar em revista a obra de Sá-Carneiro em verso é depararmo-nos a cada passo com um mundo alucinatório em que se cruzam Salomé e um castelo de Espanha, os cafés parisienses e as suas mesas cativantes e traiçoeiras, mulheres reais e femmes fatales, e sempre a auto-sátira, implacável, dentro de uma poesia que descola do simbolismo para internar-se na modernidade e na vanguarda», escreve na introdução Washington Benavides.


O poeta uruguaio nascido em 1930, responsável pela tradução, é apresentado nas badanas do livro, que tem a chancela das Ediciones de la Banda Oriental, por Pedro Tamem, que o conheceu em 1998 num encontro de poetas em Lima, no Peru, e com quem desde então se manteve em contacto e com quem ao longo destes anos foi trocando as obras que um e outro foram publicando.


Para além da «cordialidade pessoal» e da «qualidade dos seus textos», Tamem foi surpreendido pelo «inesperado conhecimento» de Benavides da «actualidade cultural portuguesa e um acentuado interesse por ela».


Na introdução à antologia, Benavides descreve as similitudes e diferenças que encontrou nas biografias de Mário Sá-Carneiro e de Fernando Pessoa e aborda as temáticas da obra do primeiro (a morte e o suicídio), cujo período de «maior valor e alcance» situa entre 1912 e 1916, ano em que o poeta português se suicida.


«Esperemos que esta primeira abordagem do poeta português desperte o interesse na procura dos seus livros e a mergulhar neles. Como acontece sempre com o leitor principiante dos Cantos de Maldoror acreditamos que não saímos indemnes destas experiências terminais».


A antologia apresenta ainda uma «síntese cronológica», que faz a listagem das «coordenadas literárias» em que se desenrolou a obra de Mário de Sá-Carneiro, isto é, das obras de escritores e poetas europeus publicadas na mesma altura em que o poeta português fazia sair a sua obra.

Cortesia de IC

CITAÇÃO - Rumi

O silêncio é um oceano, o discurso é um rio.

"First Folio" de Shakespeare recuperado

Um homem foi detido por suspeita de relação com o roubo de uma valiosa edição de obras de William Shakespeare (1564-1616) há dez anos na Inglaterra, que é considerada por especialistas como o livro mais importante em língua inglesa, informou ontem a Polícia britânica.

Trata-se de um exemplar do "First Folio" ("Primeiro Fólio"), um volume de compilação publicado em 1623, depois da morte do escritor, que foi a base de todas as edições posteriores de sua obra, já que em vida ele só publicou 16 trabalhos.

O livro foi roubado da Universidade de Durham (noroeste inglês) em dezembro de 1998. A Polícia desse condado disse que o detido, de 51 anos e cuja identidade não foi revelada, tinha pedido ao pessoal de uma biblioteca em Washington (EUA) que avaliasse o livro. O homem foi detido na passada quinta-feira num domicílio de Washington depois da embaixada britânica nos EUA ter alertado a Polícia de Durham há duas semanas. O preso foi então levado ao condado inglês, onde está a ser interrogado.

Um porta-voz da polícia disse que o detido, que disse ser um empresário internacional e ter adquirido o volume em Cuba, mostrou o livro ao pessoal da prestigiada Folger Shakespeare Library, em Washington, e pediu-lhes que verificassem se era autêntico. O homem concordou em deixar o volume com os bibliotecários, que descobriram que a obra tinha sido roubada.

Trata-se de uma das primeiras edições das obras de Shakespeare editadas, das quais se acredita que apenas 200 ou 300 tenham sobrevivido.

Um porta-voz da Universidade de Durham, citado pela agência britânica de notícias "PA", disse que os trabalhadores do centro sentiam grande alegria pela recuperação do livro, descrito pelos especialistas como o "mais importante" em língua inglesa, quando foi roubado.

Os objectos roubados faziam parte de uma exposição sobre a literatura inglesa desde a Idade Média até o século XX, da qual também foi furtado um manuscrito traduzido para o inglês do Novo Testamento, do século XIV.

Um porta-voz da Polícia de Durham disse que seus agentes estavam trabalhando com agentes do FBI.

"Trata-se de uma maravilhosa notícia não só para a Universidade de Durham, mas também para todos os eruditos e os admiradores de Shakespeare no mundo todo", disse o reitor da Universidade, Bill Bryson, autor de um aclamado livro sobre o escritor, citado pela "PA". O "First Folio" roubado foi adquirido por John Cosin, antigo bispo de Durham, e fez parte da biblioteca que estabeleceu nessa cidade em 1669.

Segundo os especialistas, o volume, que se mantém bem guardado na biblioteca de Washington, poderia alcançar um valor no mercado de 15 milhões de libras (mais de 18 milhões de euros).

Saramago quer mais poesia nas escolas

O escritor José Saramago defendeu ontem à noite em Lisboa, que a poesia portuguesa seja mais estudada nas escolas, dando como exemplo o poeta Jorge de Sena como um dos autores que deveria figurar entre os de leitura obrigatória.


"Têm-me dito que são sobretudo os romances a surgir nas leituras obrigatórias nas escolas. É tempo de dar passo à poesia", apelou o Nobel da Literatura durante uma sessão de homenagem a Jorge de Sena realizada quinta-feira à noite no Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), promovida pela Fundação José Saramago, e que contou com a presença do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, e ainda diversos especialistas da obra de Jorge de Sena como Eduardo Lourenço, Vítor Aguiar e Silva e Jorge Fazenda Lourenço.


Perante uma audiência que encheu totalmente o Salão Nobre do TNSC, Saramago justificou a escolha de Jorge de Sena para a sessão/debate intitulada "Um Regresso": "É um grande poeta, um grande escritor, uma grande cabeça e um grande coração", sublinhou, sobre o autor nascido em Lisboa, em 1919, e falecido nos Estados Unidos em 1978.


Considerado um dos grandes poetas de língua portuguesa e uma das figuras centrais da cultura portuguesa do século XX, exilou-se no Brasil em 1959 e foi viver para os Estados Unidos em 1965, onde leccionou literatura. São da sua autoria, entre uma vasta obra de poesia, ficção, teatro e ensaio, "Metamorfoses", "Arte de Música" e "Peregrinatio ad Loca Infecta".


Estava prevista a leitura de uma mensagem da viúva, Mécia de Sena, mas Saramago explicou que tal não foi possível porque os incêndios que têm devastada Santa Bárbara (Califórnia), onde reside, obrigaram-na a abandonar a residência habitual, que esteve ameaçada pelo fogo.

Cortesia de JN

Hinos para a noite

III.

Certa vez, quando derramava lágrimas amargas, que minha esperança, dissolvida na dor, se esvaía, e eu permanecia só sobre uma colina estéril que em seu contorno escuro, baixo, ocultava a desvanecida forma da minha Vida; só como ninguém jamais havia sido, tocado por uma angústia indescritível, privado de forças, e nada mais restava excepto a consciência da miséria; - enquanto olhava ao meu redor em busca de socorro; não podia avançar nem retroceder, e enfraquecido com a perda, extinguí a minha vida com uma saudade sem fim; então surgiu das distâncias azuis, das profundezas de meu júbilo passado, uma chuva brilhante, crepuscular; e num só momento romperam-se as amarras do nascimento, os grilhões da Luz. Ao longe fugiu a glória da Terra, e com ela meus lamentos. A tristeza fluiu num mundo novo e inescrutável. Tu, ó inspiração da Noite, Sono celestial, viestes sobre mim. O local elevou-se suavemente, e acima pairou meu espírito recém-nascido, ilimitado. A colina tornou-se uma nuvem de poeira e envolveu-me, e na nuvem vislumbrei a glorificada face de minha Amada. Em seus olhos jazia a eternidade. Apertei suas mãos e minhas lágrimas tornaram-se um laço ardente e indestrutível. Milhares de anos fluíram ao longe nas distâncias do relâmpago e da tempestade. Em seu dorso eu saudei a nova vida com lágrimas e êxtase. Jamais tive tal sonho novamente; desde então e para sempre eu mantenho uma fé eterna e inabalável no Céu da Noite; e em seu sol, a Amada.

Novalis

Descoberto manuscrito de Pablo Neruda

Foi descoberto um livro manuscrito do poeta chileno Pablo Neruda. O manuscrito escrito em 1969, foi dedicado a Alicia Urrutia, sobrinha da mulher de Neruda.

Quem descobriu o livro com o título "Álbum de Isla Negra" foi Nurieldín Hermosilla, advogado e coleccionador de Neruda.

Hermosilla contou ao diário "El Mercurio", que adquiriu o objecto “por uma soma muito elevada” a uma pessoa que não identificou.

Segundo o diário matutino chileno, Neruda apaixonou-se por Alicia no final da sua vida e escreveu uma série de poemas dedicados à sobrinha da mulher.

O advogado afirma que os poemas não são uma falsificação. "Concentro-me sempre no 'P' de Pablo: é muito difícil fazê-lo. E tudo corresponde: caligrafia, estilo, sistema", sublinhou o coleccionador. Para além disso, os poemas estão escritos numa tinta verde com desenhos, característico do Nobel da Literatura de 1971."

O álbum é uma prova directa e definitiva, a partir da pluma do poeta, dos seus amores com Alicia", observou. Alicia Urrutia foi acolhida com a sua filha Rosário na casa de Neruda de Isla Negra, no início da década de 1960.

No manuscrito de 14 páginas, pode ler-se a dedicatória que Neruda dedica a Alicia com tinta verde e várias flores. Pablo Neruda morreu em 1973.

Cortesia de O Público

Poeta Robert Graves acusado de plagiar amante

Robert Graves (1895-1985), considerado um dos maiores poetas britânicos do século passado e autor de livros sobre a mitologia grega, foi acusado por um acadêmico de roubar ideias e versos de sua amante americana, Laura (Riding) Jackson.

Segundo Mark Jacobs, pesquisador da Universidade de Nottingham Trent (Reino Unido) - que dedicou 20 anos ao estudo de 700 cartas de Jackson para Graves -, esta teria percebido semelhanças entre coisas que havia escrito e alguns textos de Graves, e acusou o poeta de plágio.


Jacobs, que atualmente escreve um livro sobre a relação entre Graves e Jackson, afirma que esta última teve uma enorme influência sobre a obra do britânico e acredita que é preciso revisar os escritos do autor de "Eu, Claudius" depois de tal revelação.

Graves e Jackson se tornaram amantes em 1920, quando o poeta ainda vivia com sua primeira esposa, Nancy Nicolson, e a nova parceira do autor foi morar na casa do casal pouco depois de uma tentativa de suicídio, à qual ela mesma se refere em uma de suas cartas.


Segundo Jacobs, Jackson acusou Graves de ter "roubado" suas idéias, das quais se apropriou como se fossem suas, para utilizá-las em um estudo final sobre a inspiração poética "A Deusa Branca", publicado em 1948.


Ainda segundo Jacobs, a obra de Graves foi inspirada em um ensaio que Jackson escrevera nos anos 30 e que tem o título de "A ideia de Deus".


Graves e Jackson foram morar em Mallorca, onde ela deixou seu manuscrito quando o casal teve de fugir da Espanha, no início da Guerra Civil, em 1936.


Segundo Jacobs, o manuscrito - que Jackson pediu a Graves para atirar à fogueira -, foi usado pelo poeta como base de "A Deusa Branca".

Entre 1926 e 1929, Graves roubou muitas idéias e pesquisas de sua amante para utilizá-las em seus livros, acusa o especialista.


Graves utilizou também quatro versos de um poema que Jackson publicara pelo menos 20 anos antes sobre Hércules em seu próprio poema "Ogmian Hercules".


Em suas cartas a Jacobs, a escritora acusa, entre outras coisas, seu ex-amante de ter "chupado, sangrado, espremido, saqueado e despedaçado" sua obra depois que ambos terminaram a relação, em 1939, e considera que foi uma vingança.


No entanto, o professor Dunstan Ward, presidente da Robert Graves Society, afirma que há provas suficientes de que Graves havia começado a desenvolver a teoria de "A Deusa Branca" antes de conhecer Jackson.


Além disso, seu poema "A History", escrito também por Graves antes do início do relacionamento, e os versos de "Ogmian Hercules", supostamente plagiados, são uma homenagem a Laura Jackson. EFE

Eduardo Pitta no Festival Internacional de Poesia de Medellín

O poeta Eduardo Pitta é o único representante português no XVIII Festival Internacional de Poesia de Medellín, que decorre de hoje até 12 de Julho, com a participação de autores de 60 países. Pitta participará em quatro sessões, nas quais lerá poemas seus, e também na sessão de encerramento em que é entregue o I Prémio Nacional de Poesia do Festival ao poeta colombiano Omar García Ramírez pelo livro La balsa de la Medusa y otros poemas. Escritor e ensaísta, Eduardo Pitta, está a preparar um novo volume de ensaio e crítica, que se intitulará Língua e Efeitos, a sair em Janeiro. Natural de Lourenço Marques (actual Maputo), Pitta publica desde 1967, tendo editado já oito livros de poesia, uma trilogia de contos, quatro volumes de ensaio e um diário.

Cortesia de Público

Organização do Prémio Anual de Literatura da União Europeia

União Europeia pretende seleccionar um organismo capaz de organizar, no ano de 2009, a atribuição de um prémio no domínio da literatura. Esse mesmo organismo poderá ser responsável pelas edições seguintes (2010-2013), a um ritmo anual, mediante assentimento explícito da Comissão Europeia. A data limite para apresentação das candidaturas é 31/07/2008. O convite e outras informações úteis poderão ser encontradas no site da Comissão: http://ec.europa.eu/culture/calls-for-proposals/call832_en.htm

Cortesia de IPLB

15ª Feira Internacional do Livro de Tokyo

No país do segundo maior mercado de publicações do mundo, o Japão, realiza-se de 10 a 13 de Julho de 2008 na Tokyo Big Sight a décima quinta feira internacional do livro. Como feira asiática líder de editores, a Feira Internacional do Livro de Tokyo continua a ter uma brilhante exposição de livros. Este ano, um recorde de 770 expositores de 30 países e regiões participarão incluindo Editores Líderes Japoneses, assim como editores de todos os géneros incluindo aqueles especializados em ciência e livros infantis. Também, editores internacionais de todo o mundo estarão na TIBF, tais como expositores asiáticos da Coreia do Sul, China, Taiwan, Hong Kong, Vietname e India, bem como de toda a europa incluindo Grã-Bretanha, Espanha, Bélgica, França, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Noruega. Não faltarão também nesta conceituada feira do livro expositores do EUA, Canada e Brasil.

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