LIVRO RARO - Prefloração

ALMEIDA, Catarina Nunes de. Prefloração. Vila Nova da Famalicão: Quasi, 2006. Biblioteca “Uma Existência de Papel”. Sm. 4°, orig. illus. wrps. 62 pp., (5 ll.). One of 1,000 copies. ISBN: 989–552-204-5. $20.00

Vencedora do Prémio Daniel Faria 2006, a autora nasceu em Lisboa em 1982. Em Março de 2006 recebeu em Trieste o Prémio Internacional de Poesia Castello di Duino. A sua poesia tem sido editada em várias publicações literárias. Este parece ser o seu primeiro livro.

Barco Poético


Durante a viagem no veleiro Príncipe Perfeito (em Lisboa) e no tradicional Barco Rabelo (no Porto) conversa-se sobre poetas e assiste-se a um recital poético por Nuno Miguel Henriques que interpreta textos de mais de duas dezenas de poetas portugueses. O Barco Poético navega todas as terças-feiras no Rio Douro e todas as quintas-feiras no Rio Tejo sempre às 11h e às 14h.


Internet: www.museudapoesia.com
Telefone: 808 201 613
E-mail: geral@museudapoesia.com

CITAÇÃO - Píndaro

As palavras vivem mais do que os feitos.

É em momentos depois de ter sonhado

É em momentos depois de ter sonhado
com o raro entretenimento dos teus olhos,
quando (ficando aquém da ilusão) tenho pensado

na tua singular boca que o meu coração tornou sábio;
em momentos quando a cristalina escuridão sustenta

a verdadeira aparição do teu sorrir
(foi por entre lágrimas sempre) e o silêncio molda
essa estranheza que ainda há pouco como minha pude sentir;

momentos quando os meus outrora mais ilustres braços
estão cheios de encantamento, quando o meu peito
usa a intolerante luminosidade do teu regaço:

um agudo momento mais branco do que os outros

- voltando da terrível mentira do sono
vejo as rosas do dia crescerem recônditas.

e. e. Cummings

Pámpano falece antes de receber Prémio Eduardo Lourenço 2008

O poeta espanhol Ángel Campos Pámpano, 51 anos, galardoado com a edição 2008 do Prémio Eduardo Lourenço, atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI), faleceu hoje, disse fonte deste organismo.

Segundo Alexandra Isidro, coordenadora do CEI, Ángel Campos Pámpano morreu "vítima de complicações pós-cirúrgicas", no Hospital Universitário Infanta Cristina, em Badajoz.

"Apesar desta infeliz ocorrência, a cerimónia de entrega do Prémio Eduardo Lourenço mantém-se, conforme previsto, para o dia 27 de Novembro, pelas 12h00, na Guarda", numa cerimónia com a presença do Presidente da República, adiantou, precisando que o galardão será entregue, a título póstumo, "à Conselheira da Cultura e Turismo da Junta da Extremadura", assinala o CEI.

A Ángel Campos devem-se traduções de destacados poetas portugueses como Fernando Pessoa, António Ramos Rosa, Carlos de Oliveira, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, Ruy Belo e Al Berto, entre outros.

O poeta espanhol "interpretou singularmente a Fronteira, entendendo-a como forma de comunicação e não de separação", refere a fonte.

Em 2006 foi-lhe concedido o Prémio de Tradução Giovanni Pontiero pela edição de "Nocturno Mediodía. Antologia Poética (1944-2001)", de Sophia de Mello Breyner.

Em 2005 recebeu o Prémio “Extremadura a la Creación” pelo livro "La semilla en la nieve" e em 2008 o Prémio Eduardo Lourenço, que tem o nome do mentor e presidente honorário do CEI, no valor pecuniário de dez mil euros.

O galardão, que vai na quarta edição, destina-se a distinguir "personalidades ou instituições de língua portuguesa ou língua espanhola que tenham demonstrado intervenção relevante e inovadora na cooperação transfronteiriça e na promoção da identidade e da cultura das comunidades ibéricas".

Este ano, o júri, presidido pelo reitor da Universidade de Salamanca (Espanha), deliberou atribuir o prémio a Ángel Campos Pámpano, cuja candidatura foi apresentada pela Junta da Extremadura.

"O júri valorizou o destacado papel do candidato nas relações e conhecimento cultural luso-espanhol através da tradução, edição e criação poéticas, a par da docência e da dinamização de iniciativas culturais transfronteiriças", segundo o CEI.

Cortesia de O Público

Wook.pt disponibiliza um milhão de livros grátis

A Wook.pt, a maior livraria virtual portuguesa, coloca a partir de amanhã um milhão de livros grátis na Internet, numa iniciativa inédita de promoção da leitura, anunciou hoje a Porto Editora, proprietária desta livraria on-line.

"Nos próximos dias, livros como A Viagem do Elefante, A Vida num Sopro ou O Priorado do Cifrão estarão disponíveis a preço zero", refere a Porto Editora, em comunicado, aludindo aos mais recentes livros de José Saramago, José Rodrigues dos Santos e João Aguiar.

A campanha, que começa amanhã, vai permitir "durante três dias, em determinadas horas, disponibilizar um milhão de livros com 100 por cento de desconto". Para ter acesso a esta campanha é necessário estar registado na Wook.pt e, depois, ficar atento aos anúncios que assinalam o início dos denominados 'Momentos Wook'. "Os primeiros mil clientes que tiverem a sorte de encontrar um dos seus livros preferidos com 100 por cento de desconto, e rapidamente confirmarem a encomenda, serão os felizardos", salienta a Porto Editora.

Cortesia de O Público

Regresso de Passeio

Assassinado pelo céu,
entre as formas que vão até à serpente
e as formas que procuram o cristal,
deixarei crescer os meus cabelos.

Com a árvore de mãos cortadas que não canta
e o menino com o brando rosto de ovo.

Com os animaizinhos de cabeça partida
e a água andrajosa dos pés secos.

Com tudo o que tem cansaço surdo-mudo
E borboleta afogada no tinteiro.

A tropeçar no meu rosto diferente de cada dia.
Assassinado pelo céu!

Federico García Lorca

Europeana inaugurada com dois milhões de obras

A biblioteca multimédia online da Europa, "Europeana", está acessível desde hoje ao público, que através da Internet poderá aceder a mais de dois milhões de obras dos 27 Estados-membros da União Europeia.

Esta biblioteca virtual conta com livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membros da UE, tendo por exemplo de Portugal a Carta plana de parte da Costa do Brasil, um mapa de 1784.

Acessível, em todas as línguas da UE, através do endereço (www.europeana.eu), a biblioteca multimédia europeia conta com material fornecido por mais de 1000 organizações culturais de toda a Europa, incluindo Museus, como o Louvre de Paris, que forneceram digitalizações de quadros e objectos das suas colecções.

Segundo a Comissão Europeia, que lançou esta iniciativa em 2005, este é "apenas o começo", pois a ideia é expandir a biblioteca, envolvendo também o sector privado, e o objectivo é que em 2010 a Europeana dê acesso a pelo menos dez milhões de obras "representativas da riqueza da diversidade cultural da Europa e terá zonas interactivas, nomeadamente para comunidades com interesses especiais".

"Com a Europeana, conciliamos a vantagem competitiva da Europa em matéria de tecnologias da comunicação e de redes com a riqueza do nosso património cultural. Os europeus poderão agora aceder com rapidez e facilidade, num único espaço, aos formidáveis recursos das nossas grandes colecções", comentou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

Por seu turno, a comissária europeia para a Sociedade da Informação e os Meios de Comunicação, Viviane Reding, apelou "às instituições culturais, editoras e empresas de tecnologia europeias para que alimentem a Europeana com mais conteúdos em formato digital".

Segundo dados da Comissão, desde a "abertura" da biblioteca, hoje de manhã, houve dez milhões de visitas por hora, tendo esta "tempestade de interesse" forçado mesmo a "deitar o sistema abaixo" por algum tempo para duplicar a capacidade do "site".

Cortesia de O Público

A Águia

No tempo em que era a grande Deusa viva,
Os deuses, os heróis, e as Musas belas,
Dizia uma águia velha e pensativa,
Que fizera a viagem das estrelas:

- Vão-se indo as tradições... e hão-de ir com elas
Apolo, Jove, Vishnu, e Siva!
Um astro é grão de luz, o mar saliva
De ti ó grande Pã!... Só Pã tu velas!...

Mas quando assim falava a águia, eis quando
Se ouviu aquela voz triste bradando
Na Sicília: Morreu o grande Pã!

Éfeso estremeceu, carpiu Êleusis.
Mas a águia velha gargalhou: - Ó deuses!
Qual será o deus novo de amanhã?

Gomes Leal

BIO - Sophia Breyner Andresen


Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto a 6 de Novembro de 1919 e faleceu em Lisboa a 2 de Julho de 2004. Da infância aristocrática e feliz passada no Porto ficaram imagens e reminiscências que povoam, de forma explícita ou alusiva, a sua obra poética e ficcional, particularmente os contos para crianças: a casa do Campo Alegre, o jardim, a praia da Granja (sobre a qual escreveria, em 1944, em carta a Miguel Torga: “A Granja é o sítio do mundo de que eu mais gosto. Há aqui qualquer alimento secreto”), os Natais celebrados segundo a tradição nórdica (também evocados por Ruben A. na sua autobiografia O Mundo à Minha Procura) foram lugares e vivências que marcaram de forma determinante o imaginário da autora.



Entre 1936 e 1939 frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Familiarizou-se assim com a civilização grega, que profundamente admirou e que aparece também espelhada na sua obra, seja em poemas que glosam motivos helénicos (figuras históricas, figuras mitológicas, lugares carregados de significado histórico ou mítico), seja naqueles que, dum modo mais geral, recuperam as noções clássicas de harmonia, inteireza e justiça (veja-se, por exemplo, o primeiro verso do poema “Catarina Eufémia”, no volume Dual: “O primeiro tema da reflexão grega é a justiça”). O retorno a um tempo arquetípico e primordial, anterior ao “tempo dividido” em que vivemos, é um dos veios fundamentais da obra poética de Sophia, que nele busca uma forma de religação do ser, uma aliança entre o homem e a natureza. Sucessivas viagens à Grécia, ao longo da vida, reforçaram esse veio, presente desde o livro Poesia (poemas “Dionysos”, “Apolo Musageta”) e recorrente nos volumes poéticos seguintes. O ensaio O Nu na Antiguidade Clássica (1975), ajuda-nos a compreender melhor a identificação de Sophia com o mundo clássico: embora tenha como objecto a arte grega, e em particular a representação do corpo entre os gregos, pode ser lido como mais uma das “artes poéticas” em que a autora explicita algumas noções fundadoras da sua própria poesia.



Sophia colaborou na revista Cadernos de Poesia e aí fez sólidas amizades, nomeadamente com Ruy Cinatti e Jorge de Sena (foi recentemente editada a correspondência trocada com este último entre 1959 e 1978). A primeira série dos Cadernos saiu em Lisboa entre 1940 e 1942, tendo por organizadores Tomaz Kim, José Blanc de Portugal e Ruy Cinatti. Sob o lema “A Poesia é só uma”, repetido no limiar de cada número ao longo das três séries, a revista defendeu a vocação ecuménica da Poesia (com p maiúsculo), sublinhou a independência do ideal estético relativamente a escolas ou partidos e admitiu eclecticamente a colaboração de artistas provenientes dos mais diversos quadrantes.



Data de 1944 o primeiro volume poético de Sophia, intitulado Poesia. Editado no ano em que autora completou vinte e cinco anos, mas incluindo alguns poemas escritos ainda no final da adolescência, Poesia é um livro inaugural a vários títulos. Antes de mais, pelas marcas de intenso e juvenil entusiasmo vital que nele encontramos (coexistindo, todavia, com um lado nocturno e deceptivo). Logo o poema de abertura nos fala desse entusiasmo, situando-o no plano dos sonhos e da sua força performativa: “Apesar das ruínas e da morte,/ Onde sempre acabou cada ilusão,/ A força dos meus sonhos é tão forte,/Que de tudo renasce a exaltação/ E nunca as minhas mãos ficam vazias”. Algumas páginas adiante, o poema “Pudesse eu” é igualmente a expressão duma apetência pela vida e dum desejo de disponibilidade total para a viver, expressão tanto mais intensa quanto se resume numa síntese de quatro versos: “Pudesse eu não ter laços nem limites/ Ó vida de mil faces transbordantes/ Pra poder responder aos teus convites/ Suspensos na surpresa dos instantes”.



Poesia é também um livro de estreia pela forma auto-reflexiva como regista a procura dum caminho poético. Se nos primeiros versos do poema “Tudo” esse caminho é ainda um tanto indefinido, nos últimos de “O jardim e a casa” ele é vislumbrado com mais nitidez: “Trago o terror e trago a claridade,/ E através de todas as presenças/ Caminho para a única unidade”. Mas no poema “As fontes”, sem dúvida um dos mais inteiros e exactos deste volume, encontramos já um rumo poético bem vincado. Há nele uma promessa de claridade e de plenitude, e, de forma projectiva, esboça-se uma concepção essencialista da poesia como desocultação ou desvelamento, como regresso a uma verdade antiga do ser, que se tornará um dos grandes eixos da obra poética de Sophia.



A noite é uma presença muito forte neste primeiro livro de versos e será um motivo constante em toda a obra, inclusivamente nos contos para crianças. São reveladores títulos como “Noite”, “Luar”, “O jardim e a noite”, “Noite das coisas”, “Noites sem nome”, “Noite de Abril” e “Ó noite”, sinalizando uma poesia que recupera, ainda que com modulações próprias, o tópos da vivência nocturna do poeta, de larga tradição literária; em Sophia, essa vivência ora exalta a fantasmagoria e o mistério, ora se maravilha com a beleza que a noite traz consigo (sendo o adjectivo “brilhante” um dos preferidos para a qualificar), ora está ligada a um desejo de fuga ou evasão em que ecoa a ânsia mallarmeana de “fuir, là-bas fuir”, ora permite o reencontro do eu consigo mesmo no silêncio e na solidão, como no poema “O jardim e a noite”.



O volume Poesia é, por último, um livro inaugural por conter, neste mesmo poema, três versos que modelarmente definem uma questão central na obra de Sophia, a saber, a relação entre poesia e magia. Esses três versos são os seguintes: “Palavras que eu despi da sua literatura,/ Para lhes dar a sua forma primitiva e pura,/ De fórmulas de magia”. Pode dizer-se que constituem a primeira arte poética de Sophia e a mais importante deixa para os livros subsequentes. De facto, a imagem do poeta possesso, com a sua componente órfica, será largamente textualizada nos catorze volumes de poesia publicados entre 1944 e 1997 (cf., em especial, as “Artes poéticas” em que a autora descreve a emergência do poema), bem como nos Contos Exemplares (veja-se o conto “Homero”, que representa de forma alegórica, através do encontro entre a criança e o vagabundo, a descoberta da poesia na sua forma mais pura e primitiva). Desenha-se, também, na obra de Sophia um retorno às concepções essencialistas da linguagem que postulam o princípio de concreção entre o verbum e a res. É na identificação do verbum com a res que reside a força mágica da linguagem, sendo a nomeação (recorde-se o título O Nome das Coisas) uma forma encantatória de restituir às coisas a sua realidade, o seu ser. A poesia regressa, assim, à sua vocação original de injunção do espírito, e projecta-se como uma religação, uma “participação no real”, uma união sagrada entre o homem e a natureza.



Depois do casamento, em 1946, com Francisco Sousa Tavares – advogado, jornalista e politico - , a poesia de Sophia tornou-se mais interveniente e atenta às questões sociais do seu tempo. Em Livro Sexto e Dual, nomeadamente, surge carregada de revolta perante a tirania, a injustiça e a corrupção, com momentos de grande força apelativa, como “Pranto pelo dia de hoje”, “Exílio” e “O velho abutre”, entre outros. Idênticas preocupações estão presentes no volume Contos Exemplares (1962), em cuja dedicatória se lê: “Para o Francisco, que me ensinou a coragem e a alegria do combate desigual”, e onde a autora alia um sentido de intervenção politica à sua mundividência humanista cristã. Paralelamente, Sophia teve uma actuação cívica relevante antes e depois do 25 de Abril, na oposição ao regime de Salazar e na defesa das liberdades: foi co-fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores e, após a Revolução, deputada à Assembleia Constituinte.



Foi distinguida com o Prémio Camões em 1999, o Prémio Max Jacob de Poesia em 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana em 2003.



A extensa obra que nos legou reparte-se pelos domínios da poesia, da ficção, do conto para crianças, do ensaio, do teatro e, last but not least, da tradução (com magníficas versões de textos de Eurípides, Shakespeare, Claudel e Dante).


Cortesia de CVC

Colóquio Internacional Camilo Pessanha

Nos dias 20 e 21 de Novembro 2008 realiza-se o Colóquio Internacional Camilo Pessanha, Orientalismo, Exílio e Estética Finissecular na Universidade Paris X Nanterre - Centro Cultural Calouste Gulbenkian. O evento é organizado pelo Consulado de Portugal em Paris, pela
Associação Wenceslau de Moraes e pelo Departamento de Estudos Lusófonos e Cátedra Lindley Cintra/Instituto Camões - Universidade de Paris X -Nanterre.

CITAÇÃO - Mário de Sá-Carneiro

A minha alma não se angustia apenas, a minha alma sangra. As dores morais transformam-se-me em verdadeiras dores físicas, em dores horríveis, que eu sinto materialmente - não no meu corpo, mas no meu espírito.

Poesia Zimbabuense pós-independência II

PARTE II

A década da guerra de Libertação, 1970–79, fornece um ponto crítico de referência contra a qual a experiência pós-colonial, é medida em muito da poesia do Zimbabué, particularmente no trabalho de poetas como Musaemura Zimunya, Chenjerai Hove, Freedom Nyamubaya, Chris Magadza e Chirikure Chirikure. A memória de guerra continua a influenciar o discurso político e criatividade literária do pós-independência. Também lidera em que assuntos pós-coloniais modernos rejeitando a doçura que é exigida deles pelas culturas de terror.

Os 1980 são caracterizados pela euforia e a inserção da imaginação de amnésia na consciência nacional. É a década da reconciliação, exuberância, falsas promessas e a guerra civil que poetas escolheram ignorar. É associado com o influxo de capital internacional e das populações do continente. É também um período de boa vontade estendida em que o presidente recebe graus honorários. É um período de recordação do oesta para um movimento político socialista que contou com tanto no leste. Fica a triste promulgação oficial da cultura de PF de Zanu, de intolerância política e violência que levou à contenção, e finalmente, à destruição de Zapu no Acordo de Unidade de 1987. É também um período que prometeu debate vibrante dos meios de comunicação. A voz de Marechera supõe uma importância profética.

Os 1990 desmascaram as armadilhas socialistas de Zanu PF. A década é marcada pela apresentação do Programa Estrutural de Adaptação (ESAP, 1991–95), a seca de 1991–92, o Acto de Compensação de Veteranos de Guerra (1996–97) e o DRC - aventura militar. Os últimos dois tem efeitos desastrosos na economia. A sua descida em espiral dá à luz um movimento vibrante de sindicato, sociedade civil, e movimentos políticos de oposição com que o partido governante tem que contender usando tácticas de infiltração, crueldade, desinformação, assédio e decimação.

Para prevenir articulações do levantar descontente do processo de reforma constitucional iniciado pela oposição, o governo desenha o que foi visto como um esboço defeituoso de constituição. A rejeição da constituição é o começo da recuperação de poder do eleitorado. O milénio é marcado por fracturas do nacional imaginário apesar dos sons agudos de soberania. O que foi reprimido nos retornos de 1980 assombra a nação. Declarações de violência contra os seus cidadãos agora excedem fronteiras geográficas e étnicas englobando a nação inteira. Esta violência é marcada por apreensão arbitrária, desaparecimentos misteriosos e mortes inexplicáveis de dissidentes políticos. Isto é seguido por uma militarização do aparelho de estado e a violência brutal visa os cidadãos comuns durante a repetição em Junho do ano das eleições presidenciais.

Espólio de Pessoa a leilão hoje

Parte do espólio de Fernando Pessoa vai hoje ser leiloado em Lisboa, podendo o governo exercer direito de preferência sobre qualquer dos documentos ou objectos se assim o entender.

"Ao classificar o espólio, o Estado já garantiu que nada sairá do país. Se algum documento ou objecto considerado de grande importância ficar nas mãos de privados, poderá ser exercido o direito de preferência, dependendo, é claro, da importância dos documentos e dos valores envolvidos", disse uma fonte ligada ao processo.

O anúncio da classificação do espólio de Fernando Pessoa como Património Nacional foi publicado no Diário da República no dia 23 de Outubro, tendo os herdeiros do poeta disposto de 20 dias para contestar esta acção.

Contudo, apesar de na altura terem dito que o caso fora entregue a um advogado, até hoje nenhuma contestação foi interposta, o que implica a permanência definitiva em território nacional do espólio, ainda que este fique nas mãos de privados.

Além disso, a classificação implica que quem tenha qualquer documento de Fernando Pessoa seja obrigado por lei a participar o facto à Biblioteca Nacional de Portugal, que lhe seguirá o rasto.

A decisão do Estado português foi aplaudida mas algumas personalidades consideram que o governo deveria adquirir o espólio. "Já que o Estado tem gasto tanto em obras de arte, poderia também comprar a restante documentação do poeta", disse Richard Zenith, um dos principais investigadores da obra de Fernando Pessoa.

Mais longe vai José Taborda Barreto, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, que considera existirem "motivos para pensar que estamos à beira de um acontecimento funesto para o espólio de Fernando Pessoa e para a cultura portuguesa", em carta ao ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro.

A notícia do leilão do espólio de Fernando Pessoa tem atraído a atenção da comunicação social internacional, esperando-se que hoje estejam a seguir o caso vários dos seus representantes.

O dossier Pessoa-Crowley, com mais de 800 páginas, tem despertado grande curiosidade em toda a Europa culta. Este ano, por exemplo, o Centro Georges Pompidou, em Paris, dedicou uma exposição a Aleister Crowley, um personagem controverso, considerado pai do satanismo, escritor, poeta, pintor e pioneiro do alpinismo.

A relação de Pessoa com Crowley, conhecido também pela sexualidade estranha, tem fascinado os investigadores, nomeadamente o caso do falso suicídio do pretenso mago na Boca do Inferno, perto de Cascais, existindo alguma expectativa quanto ao conteúdo do dossier que hoje vai a leilão.

Ainda segundo Luiz Miguel Roza, sobrinho do poeta, foram efectuadas cópias digitais de todos os documentos que constam desta parte do espólio, que deveram ser entregues na Casa Fernando Pessoa, para consulta dos interessados.

A famosa arca de madeira, onde o poeta guardava os seus papéis, edições raras, fotografias e vários documentos poderão alcançar no leilão de hoje um valor aproximado de 400 mil euros.

Cortesia de O Público

Mars & Venus Sunt Connexa

Quem diz que o poeta inventa
É juiz de pouca conta;
Sabe-se hoje por toda a parte
Que acasalam Vénus e Marte:
Quem guerra faz, todo o tempo
Dorme co'as moças do campo.

Friedrich von Logau

2ª Edição do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura

O Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI), do Ministério da Cultura promove a 2ª Edição do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura sendo o prazo limite para apresentação de candidaturas até ao próximo dia 21 de Novembro de 2008. Este Prémio visa distinguir um autor, pensador, criador ou intérprete vivo, ou ainda uma pessoa colectiva sem fins lucrativos, que, por intermédio da sua acção na área das artes e da cultura, tenha contribuído significativamente para o reforço dos laços entre os dois Estados e para um maior conhecimento recíproco da criação ou do pensamento.

Consulte o regulamento.

Viemos sonhar

Assim deixou dito Tochihuitzin,
assim deixou dito Coyolchuihqui:
De repente saímos do sonho,
só viemos sonhar,
não é verdade, não é verdade
que viemos viver sobre a terra.
Como erva na Primavera
é o nosso ser.
O nosso coração faz nascer, germinam
flores da nossa carne.
Algumas abrem as suas corolas,
e depois secam.
Assim deixou dito Tochihuitzin.

Tochihuitzin Coyolchiuhqui (séculos XIV-XV)

Poesia Zimbabuense pós-independência I

PARTE I

É uma cartografia do território onde faróis são colocados e contornos traçados. No caso da poesia Zimbabuense, a estilística e as características temáticas tão são variadas que é difícil analisar simplisticamente.

Na variedade há conexões, desconexões e reconexões que deve definir-se como aquelas formadas pelo contexto histórico. Isto flúi de processos criativos e propósitos, grupos temáticos, padrões formais e estilísticos, e a relação do poeta na tradição literária.

A poesia de Marechera Dambudzo, por exemplo, coerentemente prova a instabilidade de categorias históricas. Chirikure Chirikure, Albert Nyathi, Freedom Nyamubaya e Ignatius Mabasa usam um olhar de retrospectiva para construir um idioma poético moderno. Apesar desta instabilidade, deseja-se, como um ponto de começo, oferecer um fundo histórico que explique o contexto e o propósito da escrita. Este fundo inclui um período que não tem sido colocado na consciência cultural Zimbabuense, 1970-79; a década de promessa e esqueletos escondidos, a década de ESAP e do acordar descontente; e depois a era pós-2000. Cada década está repleta de acontecimentos sociais, económicos e políticos que têm influência na cultura.

Seminário de Literatura Italiana

O Instituto Italiano de Cultura de Lisboa promove, de 4 de Novembro a 9 de Dezembro, um Seminário de Literatura Italiana. Textos de autores clássicos serão lidos e analisados, desde a poesia de Giacomo Leopardi, as narrativas breves de Giovanni Verga aos contos e ao teatro de Pirandello. Mais informações em http://www.iiclisbona.esteri.it/IIC_Lisbona.

Duas orações aos espíritos da terra

Minha montanha de aço que o Sol não circunscreve,
minha montanha de ouro que a lua não circunscreve,
que acordas ao som do rebanho apertado dentro dos meus currais,
não ficará nenhuma impureza nos nossos umbigos?
Nem uma lágrima colada às nossas pestanas?

Minha montanha Sumar-Ulan,
meu mar Sut, minha montanha Sumar!
Ai se eu pudesse tomar decisões que valessem ouro,
ou conceder a paz à minha cabeça que embranqueceu!
E as montanhas, os rios, os mares respondem:
Não te esqueças de nós, não nos abandones!
E que o teu povo branco habite a terra!

Teleutas - Montes-Altai (Sibéria)

Textos de Shakespeare doados ao Globe Theatre

Um coleccionador norte-americano vai doar edições raras das primeiras peças de Shakespeare ao Globe Theatre, de Londres, especializado na apresentação da obra do escritor. John Wolfson prometeu doar a sua biblioteca de 450 textos de Shakespeare ao teatro, uma reconstrução do teatro em que Shakespeare apresentou as suas peças e que fica situado no mesmo local do teatro original, na margem do rio Tâmisa.

Uma porta-voz do teatro disse que a colectânea de textos dos século 16, 17 e 18 tem "valor inestimável". Inclui um Primeiro Fólio completo de Shakespeare -- um volume de 900 páginas de suas obras publicado em 1623, que, na época, teria sido vendido por apenas 1 libra. Hoje sobrevivem apenas 200 cópias do volume, e exemplares em boas condições de conservação já foram vendidos por até 2,8 milhões de libras (3,45 milhões de euros).


Também fazem parte da colecção de Wolfson exemplares raros do Segundo, Terceiro e Quarto Fólios de Shakespeare. Existem poucas cópias do Terceiro Fólio, segundo o teatro, porque a maioria foi destruída no grande incêndio que devastou Londres em 1666. Agora o Globe vai procurar levantar fundos para construir uma nova biblioteca e centro de estudos para abrigar a doação, que vai receber após a morte de Wolfson.


O coleccionador, que está na casa dos 60 anos, começou a colecionar os textos na década de 1970. Ele também vai doar ao teatro edições primeiras de obras de contemporâneos de Shakespeare, como Ben Jonson, Christopher Marlowe e John Lyly.


Wolfson disse que decidiu fazer a doação para que sua colecção não seja fragmentada. "Eu considero-me com sorte por ter encontrado para os meus livros um lugar tão apropriado quanto o Globe", disse ele. "Aqui a colecção que eu constituí poderá permanecer reunida e será usada com grande proveito por estudantes, académicos e educadores das gerações vindouras."

LIVRO RARO - Viriato trágico em poema heróico

MASCARENHAS, Brás Garcia de (1596-1656). Viriato tragico em poema heróico. Reedição fac-similada com apresentação de José V. de Pina Martins. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1996. Sm. folio (28.2 x 18.5 cm.), orig. prtd. wrps. with d.j. xlviii pp., (8 ll.), 780 pp., (2 ll.). $90.00

O autor, um nobre, teve uma vida aventureira, escapando da prisão de Coimbra, passando por Espanha, França, Flandres e Itália. Perdoado por D. João IV, Mascarenhas lutou heroicamente no Brasil contra os holandeses. Um poema sobre essas explorações brasileiras perdeu-se. Viriato trágico, a sua única obra publicada, apareceu postumamente em 1699. Outras obras são conhecidas em manuscrito.

I Feira do Livro do Museu do Oriente

O Museu do Oriente organiza, de 14 a 30 de Novembro, a I Feira do Livro que decorre no espaço lounge do museu. Na feira é possível encontrar, a preços convidativos, livros que constam do catálogo de edições da Fundação Oriente e que representam décadas de trabalho na área da edição. O público tem assim acesso a um conjunto de obras que reflectem a presença da língua, cultura e história dos portugueses na Ásia. É possível encontrar edições críticas de fontes históricas e traduções de textos relevantes da literatura e história portuguesas.

Ficou tudo negro

Ficou tudo negro.
Vemos uma rede venosa de fogo vermelho-escuro desenhar a árvore genealógica da Terra. Tão enramada como um sistema nervoso.

Blaise Cendrars

Feira do Livro Bibliotéka 2008

Pela primeira vez a língua portuguesa faz-se representar, com o apoio da Embaixada de Portugal em Bratislava e do Instituto Camões, na Feira do Livro Bibliotéka, da qual consta uma secção dedicada à Pedagogia, em que se promove o ensino e a aprendizagem de línguas estrangeiras, como forma de viabilizar a tradução e promoção de obras literárias.

Aos visitantes apresentar-se uma mostra das obras até hoje traduzidas para eslovaco, sendo de salientar que, nos últimos anos, além dos nomes mais conhecidos das literaturas portuguesa e brasileira, se têm também começado a divulgar escritores de países africanos de língua oficial portuguesa.

Na secção pedagógica tem-se para consulta diversos materiais didácticos destinados ao ensino do Português, procurando-se corresponder à crescente procura de frequência de cursos de língua portuguesa, neste momento ministrados não só na Universidade Comenius de Bratislava, como também nas instalações da Embaixada de Portugal.

A Bibliotéka decorre de 6 a 9 de Novembro de 2008 na Expo Arena em Bratislava, Eslováquia.

A Morte Te pôs sob a terra

A Morte Te pôs sob a terra.
Venha ela, que me tenha.
Desce mais fundo na terra
Desce, raiz do cravo.

Turco - Mani

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