Nuvens
Longo colar de pérolas pela estepe azul,
exiladas como eu, correndo rumo ao Sul,
longe do caro norte que, como eu, deixais!
Que vos impele assim? Uma ordem do Destino?
Oculto mal secreto? ou mal que se conhece?
Acaso carregais o crime que envilece?
Ou só de amigos vis o torpe desatino?
Ali não: fugis cansadas da maninha terra,
e estranhas a paixões e ao sofrimento estranhas
eternas pervagais as frígidas entranhas.
E não sabeis, sem pátria, a dor que exílio encerra.
Mikhail Lermontov
Herberto Hélder em Palestra
LIVRO RARO - Coágulos
VIEIRA, Vergílio Alberto. Coágulos. Ilustração única de Ângelo de Sousa. Prefácio de Rosa Maria Martelo. Almada: Íman Edições, n.d. [2002?]. Sm. 8°, orig. illus. wrps. 51 pp., (3 ll.), illus. Uma de 1,100 cópias. ISBN: 972-8665-18-0.
O autor, nascido em Amares, Braga, 1950, tem publicado pelo menos vinte volumes de poesia, cinco de ficção, e vários de prosa, incluindo uma peça, diários (2), criticismo, e viagem, assim como dezesseis livros para crianças. O seu trabalho está representado em diversas antologias, e tem editadas duas antologias de poemas com autores contemporâneos.
Mãos dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Carlos Drummond de Andrade
Poesia e Guerra colonial em debate no CES
A poesia da Guerra Colonial (1961-1974) vai ser o tema de uma conferência internacional que decorrerá a 30 de Março no Centro de Estudos Sociais (CES) da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
A realização da conferência decorre do projecto de investigação "Poesia da Guerra Colonial: uma ontologia do 'eu' estilhaçado", em curso no CES e coordenado pela professora universitária Margarida Calafate Ribeiro, responsável pela cátedra Eduardo Lourenço da Universidade de Bolonha.
O evento contará com a participação de Hélder Macedo, Manuel Simões, Roberto Vecchi (Univ. Bolonha), Vincenzo Russo (Univ. Bolonha) e Cristina Néry Monteiro (CES).
Numa nota de apresentação, Margarida Calafate Ribeiro escreve que «a experiência de Portugal na guerra colonial (1961-74) teve o seu registo estético», tanto na narrativa (mais de uma centena de romances) como na poesia, esta última «com uma vasta e ainda não delimitada produção», que «carece de atenção, reflexão e divulgação».
Esta poesia pertence a «autores directa e indirectamente envolvidos na guerra, e elaborada, ou no momento da vivência do evento bélico, ou em seguida, enquanto espaço de memória e de elaboração pós-traumática».
O projecto "Poesia da Guerra Colonial..." visa, segundo a investigadora do CES, «a recolha crítica do material poético acessível, não só enquanto poesia de guerra no panorama literário ocidental e português em particular, mas também enquanto valioso testemunho subjectivo de um episódio marcante do século XX português, que modificou a própria identidade histórica de Portugal».
Através de diversas abordagens, a conferência internacional, segundo Margarida Calafate Ribeiro, «procurará promover uma discussão crítica e/ou uma reflexão sobre o tema».
Além dos investigadores do projecto e de conferencistas convidados, o seminário contará com a actuação do Teatro Mosca que apresentará as conclusões do seu projecto IGNARA#Guerra Colonial.
Cortesia de IC
Filho de Sylvia Plath comete suicídio
O filho dos poetas Ted Hughes e Sylvia Plath, Nicholas Hughes, cometeu suicídio na semana passada, 46 anos depois da mãe ter se suicidado, noticía o jornal londrino The Times.
Nicholas Hughes, que sofria de depressão, suicidou-se dentro de casa no estado americano do Alasca, informou a irmã ao periódico inglês.
Nicholas Hughes era professor de ictiologia e ciências oceânicas na Universidade do Alasca-Fairbanks, mas recentemente havia renunciado ao cargo para instalar uma oficina de cerâmica em casa.
"Com profundo pesar devo anunciar a morte de meu irmão, Nicholas Hughes, que tirou a própria vida em 16 de março de 2009 na sua casa no Alasca", afirma Frieda Hughes num anúncio publicado pelo Times.
Nicholas Hughes era solteiro e não tinha filhos.
A sua mãe, Sylvia Plath, americana, cometeu suicídio em fevereiro de 1963 ao deixar aberto o gás da cozinha de casa, depois de ter vedado com toalhas o quarto dos filhos.
Ted Hughes, britânico, morreu em 1998, depois de ter vivenciado outra tragédia, quando a sua companheira Assia Wevill também cometeu suicídio com gás, matando ao mesmo tempo a filha do casal, em 23 de março de 1969.
Vários críticos acusaram durante muito tempo Hughes, por suas infidelidades conjugais, de ter sido a causa da morte da esposa.
O escritor inglês evitou durante anos comentar publicamente a morte de Plath, até publicar, pouco antes da morte, Cartas de Aniversário, uma obra na qual recorda os sentimentos da época.
Alguns críticos literários lamentam ainda que boa parte da notoriedade de Sylvia Plath se dever às circunstâncias de sua morte, e não a suas obras.
Feliz Dia Mundial da Poesia 2009
CITAÇÃO - Gabriela Mistral
Onde houver uma árvore para plantar, planta-a tu. Onde houver um erro para emendar, emenda-o tu. Onde houver um esforço de que todos fogem, fá-lo tu. Sê tu aquele que afasta as pedras do caminho.
Dá-me
Algo que tenhas e não saibas
Não quero dádivas raras
Dá-me uma pedra.
Não fiques imóvel fitando-me
como se quisesses dizer
que há coisas mudas
ocultas no que se diz
Dá-me algo lento e fino
como uma faca nas costas
E se nada tens para dar-me
dá-me tudo o que te falta!
Herberto Hélder
Dia Mundial da Poesia 2009 no CCB
A poesia vai ter o Centro Cultural de Belém como "casa" a 21 de Março. Das 11 às 19 horas o Dia Mundial da Poesia vai ser comemorado em Belém com leituras dos Lusíadas por personalidades, conferências, apresentação de obras e declamações de poemas por conhecidos e desconhecidos. João Vieira é o artista convidado deste ano com instalações, pinturas e vídeos com performances.
O CCB ficou surpreendido com o sucesso da comemoração do Dia Mundial da Poesia em 2008, quando se lançou nesta iniciativa com o Plano Nacional de Leitura. As duas entidades decidiram repetir a experiência, este ano o artista convidado de 2009 é João Vieira, a sua obra foi muito influenciada pela poesia como objecto de estudo e trabalho. Quem for a Belém no próximo sábado poderá ver várias instalações de Vieira, pinturas (uma exposição patente até dia 20 de Abril) e performances. No ano passado a artista convidada foi Ana Hatherly.
Durante a tarde Luís Vaz de Camões vai ser ouvido ao longo de mais de quatro horas pela voz de convidados como a escritora Inês Pedrosa, o ministro da Cultura José António Pinto Ribeiro, Isabel Alçada ou António Mega Ferreira que arranca com “As armas e os barões assinalados”. Os dez cantos dos “Lusíadas” vão ser passados a pente fino, mas os sonetos do poeta também serão lidos na Sala Fernando Pessoa.
A partir das 14 horas o público também pode declamar, como já tinha acontecido no ano passado. “Diga lá um poema” oferece palco, microfone e câmara. “As gravações são passadas em diferido, em televisores” avisa o comunicado.
A Sala de Leitura está reservada para uma conversa com Richard Zenith, escritor, tradutor e especialista em Fernando Pessoa que vai dar uma conferência sobre o poeta. Abel Barro Baptista, doutorado em literatura do Brasil, vai falar no mesmo espaço sobre a experiência histórica da poesia brasileira.
Os actores dos Artistas Unidos e Jorge Silva Melo, fundador da companhia, vão partir de autores e cantores nacionais e estrangeiros para conversar “sobre a poesia e voz”, na Sala Almada Negreiros. Na Sandwish Bar vai haver lançamentos de livros de poesia de Bénedicte Houart e Pedro Braga falcão, com a presença de autores.
A entrada para a comemoração é livre.
Cortesia de O Público
Teatro no Dia Mundial da Poesia
Dia 21 de Março, sábado, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa. ENTRADA LIVRE.
Cortesia de CFP
Ciclo de conferências "Viajantes, Escritores e Poetas: Retratos do Algarve"
A partir de 13 de Março e prolongando-se até 17 de Julho, realiza-se em Vila Real de Santo António, no Arquivo Histórico Municipal, e em Faro, na Livraria Pátio das Letras, um ciclo de conferências sobre o Algarve na literatura, organizado pelo Centro de Estudos Linguísticos e Literários da Universidade do Algarve e pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António/ Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela. Este evento trará às duas cidades algarvias vários especialistas das Universidades do Algarve, Nova de Lisboa e Faculdade de Letras de Lisboa, assim como poetas e escritores algarvios ou residentes no Algarve.
Brahma, Visnu, Xiva
O Brahma de quatro rostos medita.
De repente um mar de alegria surge no coração -
O deus abre os olhos.
Palavras de quatro bocas
Correm por cada face.
Através da infinita escuridão,
Através do infinito céu,
Como uma tempestade que cresce no mar,
Como a esperança jamais saciada,
A sua Palavra começa a mover-se.
Agitada pela alegria a sua respiração é ofegante,
Os oito olhos acendem as suas chamas.
O seu cabelo de fogo varre o horizonte
Brilhante como mil sóis.
[...]
Rabindranath Tagore
BIO - John Donne

John Donne nasceu na Rua Bread, Londres, em 1572 numa família católica próspera - uma coisa precária num tempo quando o sentimento anti-católico era desenfreado em Inglaterra.
O pai de John Donne morre repentinamente em 1576 deixando os três filhos serem criados pela sua mãe, Elizabeth, filha do epigramatista e dramaturgo John Heywood e parente do Senhor Thomas More.
Os primeiros professores de Donne eram jesuítas. Aos 11 anos de idade, John e o seu irmão mais novo Henry entraram no Hart Hall, Universidade de Oxford, onde Donne estudou durante três anos. Passa os três anos seguintes na Universidade de Cambridge, mas não adquiriu nenhum grau em ambas as universidades porque não prestou juramento de Supremacia necessária na formatura. Foi admitido para estudar Direito como membro da Thavies Inn (1591) e da Lincoln Inn (1592), pareceu natural que Donne devesse lançar-se na carreira legislativa ou diplomática. Em 1593, o seu irmão Henry morre de febre na prisão depois de ter sido detido por professar a fé católica. Este episódo faz John Donne interrogar a sua fé.
O seu primento livro de poemas, Sátiras, escrito durante o período de residência em Londres, é considerado um dos mais importantes feitos literários de Donne. Embora não imediatamente publicado, o volume teve uma razoavelmente apreciável leitura através da circulação privada do manuscrito. O mesmo caso foi com os seus poemas de amor, Canções e Sonetos, assumidos serem escritos ao mesmo tempo que as Sátiras.
Herdando uma considerável fortuna, o jovem "Jack Donne" gastou o seu dinheiro em mulheres, livros, idas ao teatro e em viagens. Também travou amizade com Christopher Brooke, um poeta e colega de quarto em Lincoln's Inn, e Ben Jonson que fez parte do Círculo Brooke. Em 1596, Donne juntou-se à expedição naval que Robert Devereux guiou contra Cádiz, Espanha. Em 1597, justou-se à expedição para os Açores, onde escreveu "A Calma". Assim que regressou a Inglaterra em 1598, John Donne foi nomeado secretário privado de Sir Thomas Egert. Donne começava a sua promissora carreira.
Em 1601, Donne torna-se MP para Brackley, e senta-se no último Parlamento da Rainha Elisabete. Mas no mesm ano, casa-se secretamente com a sobrinha da Senhora Egerton, Anne More de dezassete anos de idade, filha do Senhor George More, tenente da Torre, e efectivamente comete o suicídio de carreira.
Entretanto, John Donne tinha ainda alguns amigos.Aqueles tinham sido anos amargos para um homem que se conhecia bem demais para ser um homem intelectualmente superior, sabia que podia ter ascendido aos mais altos cargos mas que afinal encontrou nenhuma posição. Isto aconteceu até 1609 em que a reconciliação entre Donne e o seu sogro, Senhor George More, fez com que este finalmente aceitasse o casamento e pedisse o valor da pertença da sua filha a John.
Nos anos de intervenção, Donne praticou advocacia. Donne empregou-se por intermédio do último bispo de Durham, Thomas Morton. É possível que Donne tenha co-escrito ou escrito ocultamente alguns dos panfletos de Morton (1604-1607). Neste período, antes da reconciliação com os seus sogros, surgem os Poemas Divinos (1607) e Biathanatos (publicado 1644), uma obra radical para o seu tempo, na qual Donne argumenta que o suicídio não é propriamente um pecado.
Assim que o poeta se aproxima dos quarenta, publica as obras anti-católicas pseudo-Martyr (1610) e Ignatius o seu Conclave (1611). Estas obras foram a prova pública da renúncio da fé católica de Donne, as quais asseguraram que os católicos ingleses pudessem pedir a dádiva de aliança com James I, Rei de Inglaterra, semo compromisso da lealdade religiosa do papa, ganhando Donne o favor ao Rei. De volta à vida priveligiada através do Senhor Robert Drury de Hawwstead, escreve Uma Elegia Funebre (1610), aquando da morte da filha do Senhor Robert de 15 anos de idade, Elisabete. Nesta altura, a família Donne decide residir em Drury Lane. Nos dois aniversário seguinte escreve Uma Anatomia do Mundo (1611) e Do Progresso da Alma (1612). O Senhor Robert encoraja-o a publicar os poemas: O Primeiro Aniversário foi publicado com a elegia original em 1611, e ambos foram reorganizados no Segundo Aniversário em 1612.
Donne continuou a escrever poesia, notavelmente os seus Sonetos Sagrados (1618). Em 1618, Donne foi enquanto capelão com o Visconde Doncaster em missão displomática aos Princepes Alemães. O seu Hino para Cristo na última viagem do autor à Alemanha, escrito antes daquela viagem, tem a visão da morte.
Absecado com a ideia da morte, Donne pousa vestido numa túnica mortuária - acabada de pintar poucas semanas antes da sua morte. John Donnw falece a 31 de Março de 1631 em Londres. A última obra que escreveu foi Hino a Deus, Meu Deus, Na minha doença.
(tradução da Língua Inglesa por Poetícia)
Bicentenário de Poe com mostra bibliográfica
Edgar Allan Poe (1809-1849), mercê do seu acolhimento em França por escritores de grande relevo em que se destacam Baudelaire, Mallarmé, Paul Valéry, Paul Verlaine ou Antonin Artaud, é um autor norte-americano marcante na modernidade literária ocidental. Contemporâneo do extraordinário incremento da circulação da imprensa no século XIX, E. A. Poe serviu-se dos meios ao seu dispor para criar uma obra cujos níveis de leitura pretendiam impressionar tanto os círculos de erudição artística como novos e alargados círculos de leitores, impulsionando decisivamente modos e géneros como o fantástico, a ficção científica, o policial, o conto, o poema simbolista ou a crítica literária jornalística.
A presente mostra – associada ao Colóquio Internacional “Poe e Criatividade Gótica”, organizado pela Linha de Investigação de Estudos Americanos do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (18-20 Março) – ilustra sequencialmente a recepção do autor em Portugal.
Desde a primeira tradução conhecida de Poe (1857), passando pelo seu contributo para a poesia de Antero de Quental ou para contos fantásticos desenvolvidos por vários agentes da Geração de 70 (expositor 1), a produtividade do escritor revela-se através de uma série de testemunhos da influência do seu poema The Raven (O Corvo) no nosso século XIX, sobretudo na estética decadentista-simbolista (expositor 2). O mesmo poema seria magistralmente traduzido por Fernando Pessoa em 1924 para Athena, órgão do primeiro modernismo português; a dívida para com Poe foi partilhada por Mário de Sá-Carneiro e estendeu-se, controversamente, à geração da Presença (expositor 3). A influência do autor perdura na cultura portuguesa até aos nossos dias, não só entre poetas e prosadores, como também nas artes plásticas (expositor 4 e painéis). A contínua publicação de traduções de Poe desde o século XIX até hoje surge também representada (expositor 5), mostrando o sucesso editorial do escritor que Stéphane Mallarmé apelidou de “caso literário absoluto”.
MOSTRA BIBLIOGRÁFICA Biblioteca Nacional 4 a 31 de Março Entrada livre
Cortesia de BN
O idiota
Com olhos verdes estagnados,
braços e pernas
perdem fins de correntes ao vento,
Mantém o sorriso ao teu pai.
Charles Reznikoff
(tradução da Língua Inglesa por Poetícia)
Túmulo do poeta Rahman Baba destruído por talibãs
Um grupo de terroristas explodiu hoje o mausoléu de um reconhecido poeta paquistanês do século XVII nos arredores de Peshawar, no noroeste do país, informou a Polícia local.
Os agressores, apontados como talibãs, destruíram o túmulo e causaram graves danos no santuário do poeta de tradição sufi Rahman Baba (1650-1715), segundo policiais citados pelos canais de televisão paquistaneses.
Rahman Baba é considerado o autor da língua pashtun mais lido e citado tanto no Paquistão quanto no Afeganistão onde vive este grupo etno-linguístico.
Segundo a imprensa local, os terroristas já haviam ameaçado atacar o mausoléu, caso ele continuasse sendo visitado por mulheres.
O sufismo é uma corrente mística e moderada do Islã, que teve um papel importante quando esta religião se expandiu pela Índia e arredores, e é antagônico ao totalitarismo dos talibãs.
Em comunicado, a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Paquistão, Asma Jahangir, denunciou o ataque e tachou de "irónico" que os insurgentes tenham atentado contra o santuário de um poeta "reverenciado por se opor à opressão, e defender a paz e a tolerância".
"O ataque demonstra em que tipo de país os fanáticos talibãs querem transformar o Paquistão", ressaltou, acrescentando que "a deterioração da segurança no país é alarmante", e que resolver a situação requer "maior atenção" e "urgência".
"Hoje é o mausoléu de Rahman, amanhã será uma instituição educativa de mulheres. As escolas femininas já são alvos habituais", alertou.
Cortesia de EFE
Ler para impressionar
Uma sondagem levada a cabo pelo site britânico World Book Day revelou que dois terços dos inquiridos já mentiram sobre livros que leram, sendo o 1984 de George Orwell (42 por cento) e o Guerra e Paz de Leo Tolstoi (31 por cento), seguido do Ulisses de James Joyce (25 por cento), aqueles que mais pessoas tinham dito que leram sem ser verdade.
A razão da mentira, na maior parte dos casos, era simples: impressionar o interlocutor. A Bíblia (em quarto lugar, com 24 por cento) e a autobiografia de Obama A Minha Herança (Dreams From My Father, no original) (nono lugar, com 6 por cento) também estão na lista dos livros sobre os quais as pessoas mais mentiram.
Antes de Obama estão Madame Bovary, de Gustav Flaubert (16 por cento), Uma Breve História do Tempo de Stephen Hawking (15 por cento), Os Filhos da Meia-Noite, de Salman Rushdie (14 por cento), Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust (9 por cento).
A lista termina com O Gene Egoísta, de Richard Dawkins. Outras conclusões do inquérito: 41 por cento dos que responderam às questões confessaram ter ido espreitar à última página para saber o que acontece antes de terem terminado o livro. E ainda 96 por cento admitiram ter ficado acordadas até tarde para acabar um livro.
A Lista:
1. 1984, George Orwell (42 por cento)
2. Guerra e Paz, Leo Tolstoi (31 por cento)
3. Ulisses, James Joyce (25 por cento)
4. A Bíblia (24 por cento)
5. Madame Bovary, Gustave Flaubert (16 por cento)
6. Uma Breve História do Tempo, Stephen Hawking (15 por cento)
7. Os Filhos da Meia-Noite, Salman Rushdie (14 por cento)
8. Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust (9 por cento)
9. A Minha Herança ( Dreams From My Father, Barack Obama (6 por cento)
10. O Gene Egoísta, Richard Dawkins (6 por cento)
Cortesia de O Público
Dia Mundial da Poesia na CFP
Feira do Livro de Poesia
Todos os dias 10h00 - 19h00
Inauguração: 16 de Março 10h00
Organização: Casa Fernando Pessoa
SESSãO de Autógrafos
Com diversos poetas
Mostra de Artesanato Urbano
21 de Março 10h00 - 19h00
Actuação do Coro Paradoxal
21 de Março 15H30
Actuação do coro da CURPI
22 de Março 15h30
CENAS COM PESSOA
Com Ângela Pinto, Hélder Gamboa, Bruno Cochat e Manuel Brás da Costa
Mural de Poesia
Convite à veia poética da população de Campo de Ourique
SERVIÇO EDUCATIVO
2ª a 6ª feira 10h00-17h00 - Actividades com escolas
Peddy jardim, Vamos fazer um poema, ilustração de Quadras ao Gosto Popular
de Fernando Pessoa, caricaturas de Fernando Pessoa
Sábado - Público em geral
Actividades diversas
Casa Fernando Pessoa
Exposição de manuscritos
TEATRO “A PALAVRA DOS POETAS”
Encenação de João Mota
Com Carlos Paulo e Jorge Andrade
Músico: Hugo Franco
21 de Março 18h30
Cortesia de CFP
António Botto em conferência
A conferência realiza-se no dia 17 de Março pelas 18h30 na Casa Fernando Pessoa.