Letras em Lisboa II: Literatura, Jornalismo e História

Depois de uma primeira edição, em 2008, no Ciclo Outras Lisboas, o Teatro Municipal São Luiz e a Casa Fernando Pessoa recebem o debate Letras em Lisboa II – Literatura, Jornalismo e História, que decorre entre 7 e 10 de Maio. A ideia é construir uma ponte entre as culturas lusófonas, promovendo o encontro entre criadores, editores, divulgadores, críticos e interessados na literatura dos diferentes países e comunidades dessas mesmas culturas. Outro dos objectivos é criar propostas em comum para promover o acesso dos autores lusófonos aos espaços de divulgação e difusão das suas obras no mundo, acesso por vezes dificultado por questões exteriores ao universo literário.

Casa Fernando Pessoa - 7 Maio
18h – Sessão inaugural – Uma política cultural eficaz para a divulgação da literatura lusófona: Embaixador Lauro Moreira, Inês Pedrosa, Guiomar de Grammont, Jorge Salavisa e reitor da Universidade Federal de Ouro Preto 18h30 – Ficção e crónica: José Eduardo Agualusa, Luís Fernando Veríssimo, Miguel Sousa Tavares (moderação Inês Pedrosa) 22h – Espectáculo: AS FERIDAS DO AMOR – Textos de Ovídio e Fernando Pessoa, dramaturgia de Inês Pedrosa, encenação e interpretação de Diogo Dória

Teatro São Luiz - 8 Maio
15h – Literatura, História e biografia: Fernando Morais, Germano Almeida, Leonor Xavier (moderação de Lúcia Araújo) 16h30 – Jornalismo e literatura: irmãos e inimigos? Com Beth Ritto, Francisco José Viegas, Patrícia Reis, Zuenir Ventura (moderação de Inês Pedrosa) 18h30 – Estímulos à criação: as fontes do escritor: Amílcar Bettega, Fuad Yazbeck, Teolinda Gersão (moderação de José Carlos de Vasconcelos)

Teatro São Luiz e Casa Fernando Pessoa - 9 Maio
15h - História, Ficção e Poesia: Ana Paula Tavares, Irene Pimentel, Iza Salles, Laurentino Gomes (moderação de Suzana Vargas) 16h30 – Escritores que escrevem sobre a escrita dos outros: João Gabriel de Lima, José Mário Silva, Paulo Nogueira e Pedro Mexia (moderação de Beth Ritto) 18h – Literatura e música: Arthur Nestrovski, Carlos Nejar, Hélia Correia, José Miguel Wisnik (moderação de Inês Pedrosa) 22h – Espectáculo: CARTA COM RESPOSTA – Textos de Fernando Pessoa e Inês Pedrosa, encenação de Hélder Gamboa, com Ângela Pinto e H. Gamboa (Casa Fernando Pessoa)

Teatro São Luiz - 10 Maio
15h – O Barroco e seus personagens na literatura: do passado à contemporaneidade: Clóvis Bulcão, Guiomar de Grammont, Leandro Müller e Miguel Real (moderação de Maria Dolores) 17h – Literatura e história: a memória e o esquecimento: Cristóvão Tezza, Helena Matos, Luís Cardoso e Rui Tavares (moderação de Guiomar de Grammont) 19h – Homenagem a Eduardo Prado Coelho: Inês Pedrosa e Nuno Júdice 21h30 – Espectáculo: VINICIUS, PALAVRA E MÚSICA – com Arthur Nestrovski, José Miguel Wisnik e Paula Morelenbaum

Informações Úteis: Casa Fernando Pessoa: 213 913 270 Teatro Municipal São Luiz: 213 257 640
Todos os eventos têm entrada livre, limitada aos lugares disponíveis

A grande série de séculos recomeça

A grande série de séculos recomeça.
Já também retorna a Virgem, voltam os reinos de Saturno;
do alto céu já é enviada uma nova geração.
Tu somente, casta Lucina, favorece ao menino que nasce,
sob o qual primeiramente desaparecerá a raça de ferro
e surgirá no mundo inteiro a raça de ouro, já reina o teu Apolo.
E esta honra do tempo começará e os grandes meses começarão
a suceder-se primeiramente sob o teu consulado, ó Polião,
sob o teu comando.

Buc. IV, 5-12

Virgílio

Poetícia no Top Blog - Prémio Cultura

O blogue Poetícia foi indicado para estar presente no Top Blog - Prémio Cultura. Parabéns a todos os leitores.

LIVRO RARO - Pérolas de Vidro

CAMPINO, Flor. Pérolas de vidro. / Perles de verre. Edição bilingue. Porto: Afrontamento, 2008. Poesia, 61. Tall 8°, orig. illus. wrps. 128 pp. Testo em Português e Francês. ISBN: 978-972-36-0915-8.

A autora nasceu em Tomar, 1934. Artista e poeta, vive em paris deste 1961. Publicou pelo menos duas obras de poesia: A aresta das folhas. / L'ourlet des feuilles. Edição bilingue (2000), e O crivo dos dedos (2006), ambos na presente colecção. Dois outros livros foram publicados pela Afrontamento: O arco-íris (2001), e A cabra cabrita (2004).

CITAÇÃO - Wislawa Szymborska

Os poetas anseiam, naturalmente, ser publicados, lidos e entendidos, mas fazem pouco, se nada, para se colocarem acima do rebanho comum e da moedura diária.

Faleceu o poeta angolano Tomaz Jorge

O poeta angolano Tomaz Jorge morreu ontem aos 81 anos em Lisboa, onde residia há vários anos, vítima de doença prolongada, disse hoje à Agência Lusa fonte da família.

Nascido em Luanda, em 1928, integrou em 1950 o movimento literário nacionalista "Vamos Descobrir Angola", ao lado de outros intelectuais como Agostinho Neto, António Jacinto e Viriato da Cruz, motivo que o levou á cadeia várias vezes.

Era membro fundador da União de Escritores Angolanos - UEA e publicou o seu primeiro livro de poesia em 1963 "Canção da Esperança", estreia literária, que arrematou em 1995 com uma antologia da sua obra completa, "Talamungongo - 50 Anos de Poesia", a sua herança poética.

Era filho do poeta português Tomaz Vieira da Cruz, que viveu a maior parte da sua vida em Angola e foi autor de várias obras em que se destacam "Quissange, Saudade Negra" (1932) e "Cazumbi (1950).

Dividindo a sua vida nos últimos tempos entre Angola e Portugal, por razões familiares, Tomaz Jorge foi sempre um defensor da cultura e do nacionalismo angolano.

O corpo vai a sepultar hoje pela 15h00 no Cemitério de Benfica, após uma missa em sua intenção na igreja de S. Domingos de Benfica.

Cortesia de O Público

Nova Feira do Livro de Lisboa

Num contexto de renovação visual e estrutural, os visitantes da 79ª Feira do Livro de Lisboa, poderão encontrar, no Parque Eduardo VII, um certame com uma imagem completamente renovada. A organização do espaço terá em linha de conta as diferentes faixas etárias dos visitantes e os eventos decorrerão em locais reservados para o efeito. Haverá uma Esplanada Central, uma Esplanada Jovem, cujo público alvo serão os jovens dos 16 aos 25 anos, e um Espaço Infantil destinado a crianças dos 4 aos 12 anos. Nestes locais, decorrerão inúmeras actividades que se espera, façam desta Feira, um espaço a visitar com muita expectativa e agrado. Os visitantes vão igualmente usufruir de um novo horário, com abertura antecipada para as 12:30 horas e encerramento às 20:30 horas durante os dias úteis, assim como de apoios de restauração e uma orientação sinalética optimizada.

Nova Feira do Livro de Lisboa - 30 de Abril a 17 de Maio

Quando o meu sonho estava perto da lua

Quando o meu sonho estava perto da lua,
As pregas brancas da sua túnica
Encheram-se de luz amarela.
As plantas dos seus pés
Ficaram vermelhas.
O seu cabelo encheu-se
De certas cristalizações azuis
De estrelas,
Não distantes.

Wallace Stevens

Inaugurada «A Casa das Tias» de Nemésio

A Casa das Tias, na Praia da Vitória, ilha Terceira, onde Vitorino Nemésio passou parte da infância e juventude, vai ser inaugurada depois de concluídas as obras de reabilitação do imóvel, orçadas em 600 mil euros. A casa, uma construção do século XVIII reconstruída depois do terramoto de 1841, sofreu agora obras que lhe permitem continuar a perpetuar a memória do escritor, natural da ilha Terceira e "pai" do termo "açorianidade". A casa era propriedade de duas tias de Nemésio, que lhe pagaram os estudos universitários, uma vez que os pais, de origem humilde, não teriam possibilidades financeiras. Vitorino Nemésio, autor de Mau Tempo no Canal, passou grande parte da sua infância e juventude nesta casa, regressando sempre na altura das férias. Em 1994 foi ali inaugurado um busto do escritor, e em 2007 abriu, na casa onde nasceu Nemésio, um Centro de Estudos e Museológico sobre a sua vida e obra.

Cortesia de O Público

José Carlos Barros vence 12.º Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama

José Carlos Barros venceu a 12.ª edição do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama. Organizado pela Câmara Municipal de Setúbal, o prémio tem o valor de 2500 euros, e teve desta vez 144 obras a concurso. O júri, composto por Joaquim Cardoso Dias, João Candeias e Ruy Ventura escolheu o original Os Sete Epígonos de Tebas. Nascido em 1963 e licenciado em Arquitectura Paisagística, José Carlos Barros é neste momento vereador na Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. Tem publicados já alguns livros de poesia. No seu blogue, Casa de Cacela, José Carlos Barros publica regularmente a sua poesia. O júri do prémio atribuiu ainda menções honrosas a Firmino Mendes e Rui Costa.

Cortesia de DN

Biblioteca Digital Mundial da UNESCO disponível grátis

Se o leitor for à Internet ao sítio www.wdl.org, tem, desde hoje, acesso gratuito à Biblioteca Digital Mundial (BDM), um novo programa de informação e divulgação cultural que acaba de ser posto em linha numa iniciativa conjunta da UNESCO, da Biblioteca do Congresso Americano e da Biblioteca de Alexandria.

Nesse novo endereço, entre mais de mil documentos, vai poder encontrar, por exemplo, aquele que é apresentado como “o primeiro mapa de Portugal de que se tem conhecimento”: trata-se da Descrição atual [sim, já com a grafia do novo acordo ortográfico, ainda que com várias imprecisões no português utilizado] e precisa de Portugal, antiga Lusitânia, datado de 1561 e de autoria do matemático e cartógrafo Fernando Álvares Seco. Mas terá também outro mapa, relativo ao Reino do Algarve (século XVIII); uma fotografia (1906) de um guineense junto com uma descrição desta província portuguesa; ou ainda um Diário da Viagem de Magalhães (1525), atribuído ao veneziano António Pigafetta.

Relativa à história do mundo em geral – que, na nova BDM, está dividido em nove zonas geográficas e culturais –, podem encontrar-se outros mapas e cartografias, livros e manuscritos, gravuras e fotografias, filmes e gravações sonoras. E entre eles estão tesouros como a jóia da literatura japonesa O Diário de Genji, de Murasaki Shikibu, uma autora do século X/XI; o primeiro mapa com referência ao continente americano, datado de 1507 e feito pelo monge alemão Martin Waldseemueller e ainda, segundo os responsáveis, aquele que é a peça mais antiga, uma pintura descoberta na África do Sul, que terá oito mil anos e representa antílopes ensanguentados.

Os destinatários desta BDM, disponível em sete línguas, são os estudantes, professores e o público em geral. Dantes, “a escola preparava os jovens para ir à biblioteca, mas, hoje, as bibliotecas tornaram-se digitais”, constata, citado pela AFP, o tunisino Abdelaziz Abid, coordenador deste projecto que, para já, reúne trinta bibliotecas de outros tantos países em todo o mundo (incluindo o Iraque, a Rússia, a China, o Uganda, o Egipto e o Brasil), mas que, até final do ano, quer duplicar os participantes.

O principal responsável por este projecto é James H. Billington, director da Biblioteca do Congresso Americano e ex-professor de História em Harvard. Foi ele que, em 2005, o propôs à UNESCO, assegurando que o espírito da nova biblioteca digital universal não seria “competir” mas complementar dois outros programas congéneres já existentes: o Google Book Search, também lançado em 2005 e que actualmente tem sete milhões de obras acessíveis ao publico; e a Europeana, uma biblioteca criada em Novembro do ano passado, que conheceu também um êxito inesperado e já disponibiliza 4,6 milhões de documentos – esperando chegar aos 10 milhões até 2010.

Cortesia de O Público

Portugal representa ciência com poesia na 53ª Bienal de Arte de Veneza

"Experiências e Observações em Diferentes Tipos de Ar" é o título da exposição criada por João Maria Gusmão e Pedro Paiva para o Pavilhão de Portugal na 53ª Bienal de Arte de Veneza. A exposição é composta por trabalhos de fotografia, escultura e cinema experimental e cruza metodologia científica com poesia.

A exposição é organizada e produzida pela Direcção-Geral das Artes (DGA) do Ministério da Cultura e ficara instalada no edifício Fondaco dell'Arte. A inauguração está marcada para dois dias antes do arranque oficial da Bienal.

Numa nota divulgada pela DGA, o comissário da exposição, Natxo Checa, explica o conceito como uma "construção de uma série de guiões ficcionais, de perfil literário, enraizados na observação de fenómenos particulares e no desenho de uma arquitectura filosófica própria".

Desde há uma década que Pedro Paiva e João Maria Gusmão têm apresentado um conjunto de ensaios de investigação artística sobre os sentidos para a experiência humana no mundo, em plataformas como o cinema experimental e a instalação.

Internacionalmente, a dupla de artistas têm-se apresentado no circuito das bienais, nomeadamente em São Paulo (2006), Mercosul (2007) e, mais recentemente, na Manifesta 7, assim como em apresentações individuais no Wattis Institute em São Francisco, Photoespaña, em Madrid, e Adams Gallery em Wellington.

A partir de 1997, o Instituto de Arte Contemporânea, posteriormente Instituto das Artes, e actualmente a Direcção-Geral das Artes têm designado e organizado a representação portuguesa nesta Bienal, onde já representaram Portugal artistas como Helena Almeida, Jorge Molder e Ângela Ferreira.

A edição de 2009 da Bienal de Arte de Veneza vai ter como título "Making Worlds" (Fazer Mundos) e decorre de 7 de Junho até 22 de Novembro.

Cortesia de O Público

Ary dos Santos - A força da poesia

«Mais do que mostrar o autor de canções inesquecíveis às quais o seu nome ficará para sempre ligado - e sem menosprezar este lado muito importante da poesia de Ary -, a exposição tem uma forte componente biográfica e uma dimensão mais abrangente, já que se pretende dar a conhecer o poeta, a forma como esteve na vida, na publicidade, na política, no seio da família e dos amigos», disse à agência Lusa o administrador-delegado da SPA, José Jorge Letria.

Cerca de 30 painéis com diversos materiais, incluindo fotografias, documentos, objectos pessoais de Ary dos Santos ou relacionados com a sua vida, poemas, letras de canções ou textos que escreveu para revista integram a exposição, baseada na fotobiografia de Ary dos Santos de Alberto Bemfeita - colega do poeta na agência de publicidade Espiral e seu amigo pessoal - dada à estampa em 2003 pela Caminho e que é coordenada pelo artista plástico e cenógrafo Fernando Filipe.

O espólio do poeta - que foi cooperador da SPA - patente na exposição foi cedido pelo Partido Comunista Português (PCP), do qual Ary dos Santos foi militante e ao qual o deixou em testamento.

A mostra assinala o 25.º aniversário da morte de Ary dos Santos, em Lisboa, a 18 de Janeiro de 1984, com 47 anos.

'Ary dos Santos foi um homem do excesso e da transgressão', observou José Jorge Letria, para quem Ary foi «um poeta que esteve presente nas canções, na publicidade, na política, que escrevia para revista, mas acima de tudo um grande poeta que usou as palavras de modo único e inimitável».

Foi - qualificou - «um homem que teve sempre uma atitude desmedida, de coragem, força, generosidade e solidariedade cuja obra poética é muitas vezes abafada pelas letras de canções que escreveu».

São também objectivos da exposição dar a conhecer um Ary dos Santos que «nem sequer precisava da canção para ser lido e escutado, contribuindo para que seja mais estudado nas faculdades» e libertando-o de dois preconceitos que recaíram sobre a sua obra - o primeiro por ter sido militante comunista e por a sua obra se ter colado sempre a isso e o segundo por ter escrito para canções e para política, o que era considerado menor para a poesia.

Paralelamente à exposição, que nas palavras de José Jorge Letria «é a maior feita até hoje sobre o autor de 'As portas que Abril abriu'», a SPA conta ainda realizar um recital de poesia , para o qual vai convidar José Fanha e Joaquim Pessoa, e um colóquio sobre a vida e obra de Ary.

A mostra está patente ao público até 18 de Maio, mas será reposta nos meses de Julho e Agosto.

Cortesia de Sol

A primeira lição

As folhas da bananeira são suficientemente amplas para ocultarem uma paixão. Quando expostas às intempéries recordam-se ora a cauda ferida de uma fénix ora um leque verde rasgado pelo vento. A bananeira floresce. Todavia as suas flores nada têm de atraente. O mesmo acontece com o tronco enorme. Talvez por isso a bananeira acabou por conquistar o meu coração. Sento-me debaixo dela enquanto o vento e a chuva a fustigam.

Matsuo Bashô

Espólio de Antero de Quental disponível a partir de hoje online

O espólio do poeta açoriano Antero de Quental existente no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional passará a partir de hoje a estar online em http://purl.pt/14355.

O espólio do autor de "Odes Modernas" passa a integrar a Biblioteca Nacional Digital, onde se encontram já disponíveis os de outros escritores, como Eça de Queirós, Vitorino Nemésio, Florbela Espanca, Fernando Pessoa e Rómulo de Carvalho.

O espólio de Antero de Quental, disponível hoje a partir das 18h00, fez parte do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, tendo sido transferido para a Biblioteca Nacional em 1997.

Segundo nota da Biblioteca, ao público em geral passam a estar disponibilizados "todos os manuscritos que integram a colecção, com destaque para as versões autógrafas de sonetos e poemas e para as cartas de Antero a Oliveira Martins e a João Lobo de Moura".

Em 1865, com a publicação do folheto "Bom Senso e Bom Gosto - Carta ao Exmo. Sr. António F. de Castilho", Antero de Quental deu "início à grande polémica literária do século XIX em Portugal - a Questão Coimbrã -, que rompe com o Ultra-Romantismo e prepara o advento da poesia moderna", refere a mesma nota.

Antero de Quental, a quem Eça de Queirós chamava "Santo Antero", foi, em 1871, o principal promotor e primeiro orador do ciclo de Conferências do Casino de Lisboa, "organizadas com o objectivo de se estudarem reformas conducentes a uma mudança política, literária e social". A primeira conferência intitulou-se "Causas da decadência dos povos peninsulares".

Além de "Odes Modernas", Antero de Quental publicou ainda, em 1886, "Sonetos Completos" e o ensaio filosófico "Tendências gerais da filosofia na segunda metade do século XIX", na Revista de Portugal, dirigida por Eça de Queirós, no primeiro trimestre de 1890.

Antero de Quental nasceu em Ponta Delgada em 1842, onde se suicidou num banco de jardim público em 1891.

Cortesia de O Público

Faleceu o poeta João Maria dos Reis Pereira

João Maria dos Reis Pereira, irmão do poeta e desenhista vilacondense José Régio, faleceu ontem, com 86 anos.

Autor de um livro de poemas, "Diário", editado em 1953, João Maria dedicou-se também, ao longo da sua vida, ao estudo da história de Vila do Conde.Colaborou em várias publicações e também jornais como "Jornal de Letras", "Jornal de Vila do Conde", "Estudos Anterianos", "Boletim do Centro de Estudos Regianos" e na revista "Colóquio/Letras".

João Maria dos Reis Pereira também foi correspondente do jornal "O Primeiro de Janeiro", durante 40 anos.

Como desenhista, expôs os seus trabalhos, juntamente com os irmãos, em Vila do Conde e também em Angola e Moçambique.

O presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Mário Almeida, lamentou hoje, em declarações à Lusa, a morte do irmão mais novo de José Régio, sublinhando que se perdeu "uma pessoa encantadora, sempre muito preocupado com os outros".

Mário Almeida realçou ainda que João Maria "ficará para sempre na memória de Vila do Conde", até porque "fazia parte de uma família que marcou o município".

O funeral de João Maria dos Reis Pereira realiza-se sexta-feira, às 17h00, a partir da igreja de S. Francisco, em Vila do Conde.

Cortesia de O Público

Da poesia concreta ao poema-processo

Na revista Palimpsesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro* leio a apresentação de uma tese muito interessante. O autor é Angelo Mazzuchelli Garcia e o título é: “A literatura como design gráfico: da poesia concreta ao poema-processo de Wlademir Dias Pino”. Sou um fã deste tipo de aproximações (e de muitos outros). Cruzamentos perigosos, reflexões destemidas, viagens destemperadas. E encontrar essa mobilidade no seio da academia é, diga-se a verdade, um óptimo sinal.

A entrada, sobre o tema da “coreografia literária, é suavemente esmagador: “O africano esculpia as máscaras e estatuetas que tanto inspiraram os artistas plásticos modernistas acompanhando a direção dos veios da madeira (ou formas sugeridas pela pedra); livre de qualquer tipo de referência iconográfica (não havia textos que servissem de suporte), seguia somente a estrutura orgânica da matéria”.

Este tipo ilusório de mimetismo é, logo a seguir, confrontado com a modelação da poesia dita concreta: “A poesia concreta, de modo geral, vinculou-se ao design gráfico de forma mais mecânica, operacional. O design gráfico atuou como um dispositivo que fez a poesia concreta funcionar, pois os processos de consolidação da poética concretista são ligados à especificidade da língua – o que pode ser exemplificado através da aplicação do princípio do isomorfismo. O conceito de isomorfismo (do grego isòs, igual e morphè, forma) é oriundo da Gestaltpsycologie, com a qual a poesia concreta se vinculava”.

Quer isto dizer que a ilusão do escultor africano (imaginário) é aqui desmontada. Angelo M. Garcia exemplifica com um poema de Augusto de Campos (“Fluvial/pluvial”) em que a palavra fluvial se encontra escrita na horizontal, ou seja, “isomórfica à direção dos cursos dos rios”, enquanto a palavra pluvial se encontra inscrita na vertical, ou seja, “isomórfica à direção das chuvas”.

Não me parece que este esquematismo esteja – ou tenha estado – na base da reinvenção concreta da poesia. A iconografia é um processo de referência em que o referenciado e aquele que referencia têm algo de idêntico. Mas o ‘ser idêntico’ não significa decalcar a face. ‘Ser idêntico’ pode apenas ser o sorriso que equivale ao sol de Março, algures na minha imaginação. E, nesta medida, mais elástica e prudente, o escultor africano (ou islandês) talha a sua matéria com o mesmo imponderável leme com que o poeta desbrava o cata-vento inquieto da sua língua.

Cortesia de PNET Literatura

Cidade Velha

Muitas vezes, ao voltar a casa,
sigo por uma rua escura da cidade velha.
Amarelo em algum charco espelha-se
algum candeeiro, e o caminho é animado.

Aqui, entre gente que vem e vai
da taberna para casa ou ao lupanar,
onde mercadorias e homens são detrito
de um grande porto de mar,
de um novo encontro, passando, o infinito
da humildade.
Aqui a prostituta e o marinheiro, o velho
que pragueja, a fêmea que briga,
o soldado que se senta na tasca
do vendedor de fritos,
a tumultuosa jovem enlouquecida
de amor,
são todos criaturas da vida
e da dor;
neles, como em mim, se agita
o Senhor.

Umberto Saba

BIO - Qu Yuan




O primeiro poeta chinês. Os seus poemas figuram no Chuci, versos de Chu, um reino a sul da bacia do Rio Amarelo - era este o berço tradicional da civilização chinesa - e é a segunda grande antologia de poesia chinesa antiga.


De família da alta nobreza, Qu Yuan foi «homem de estado leal e virtuoso». Reveses vários - o banimento da corte, a ruína do seu reino - parecem tê-lo levado ao suicídio, afogando-se no rio.


O seu poema mais célebre é o Li Shao («Elegia da Separação» ou «Ao Encontro do Sofrimento»), o mais notável dos poemas longos da literatura chinesa, narração autobiográfica e fantástica que teve imensa influência na poesia ulterior.

Ateliê sobre intercompreensão de línguas românicas

Mostrar que a língua portuguesa pode ser um ponto de passagem para as restantes línguas românicas é o objectivo do ateliê teórico-prático que vai ter lugar no âmbito das jornadas de Português Língua Estrangeira, que decorrerão em Maio na Universidade Livre de Berlim, com o apoio do Instituto Camões.

O ateliê sobre intercompreensão de línguas românicas a partir do português terá lugar a 4 de Maio e será ministrado por Sílvia Melo-Pfeifer, professora do CIDTFF – Departamento de Didáctica e Tecnologia Educativa da Universidade de Aveiro.

A docente da Universidade de Aveiro fará uma intervenção com o título: “Muito mais é o que nos une, que aquilo que nos separa”: compreender as línguas românicas através do Português.

«Os estudos acerca da intercompreensão entre línguas vizinhas têm evidenciado o papel da proximidade linguística no acesso ao sentido de línguas com as quais se teve pouco ou nenhum contacto prévio. Tal é possível através de fenómenos de transferência, como a capacidade de encontrar transparências semânticas, sintácticas, morfológicas ou fonéticas, por exemplo, em situações de contacto com enunciados orais e/ou escritos em línguas desconhecidas ou pouco conhecidas», afirma-se numa nota que anuncia o evento.

No ateliê, procurar-se-á «mostrar que o Português pode ser uma passerelle para as restantes línguas românicas, se a tónica do ensino-aprendizagem for colocada mais nas proximidades do que nas diferenças interlinguísticas, partindo de evidências dos projectos Galatea, Galanet e Galapro», acrescenta a nota.

Docentes e investigadores da Universidade de Aveiro têm participado naqueles três projectos, que decorrem desde o final da década de 90 do século passado e que são apoiados pela União Europeia no quadro da sua política de promoção do multilinguismo.

O primeiro projecto traduziu-se na criação de materiais em CD-ROM para a aprendizagem de francês por falantes de espanhol, italiano e português; o segundo criou uma plataforma electrónica de formação para a intercompreensão, envolvendo aquelas três línguas mais o idioma romeno; o terceiro projecto, iniciado em 2008 e coordenado pela Universidade de Aveiro, visa a formação de formadores para a intercompreensão até 2010 e abrange as mesmas cinco línguas mais a catalã.

Cortesia de IC

Van Morrison: «Astral Weeks Live at the Hollywood Bowl»

Astral Weeks foi concebido por Van Morrison em 1968 para permitir a satisfação de todos os seus desejos enquanto compositor: a entrega à poesia cantada, as memórias da Irlanda que o transformou em artista, a musicalidade transatlântica, folk, blues e jazz num exercício de experiências em estúdio. Ao mesmo tempo, afirma-se como momento único, cuja repetição em palco nunca seria rigorosa – em verdade, este rigor não existe numa série de canções que vivem do improviso e do momento. Assim, este ao vivo no Hollywood Bowl serve apenas de celebração, o assinalar de uma data e de um documento essencial à música popular, sem acrescentar ou revelar nada mais de essencial.

Cortesia de DN

Solidão

Quando a flor selvagem para a margem do rio
se volta, procura nessas margens um lugar
para beberes vinho com a tua bem-amada.
A anémona é mais viva que o coral;
e o rouxinol com os seus cantos
ofusca o músico.
A romãzeira e a tulipa roubaram o seu fogo
ao rubi e ao coral;
a malva e buftalmo roubaram o perfume
ao âmbar cinzento e à cânfora.
Com o hálito da rosa e do lírio, o jardim
converteu-se em incensador.
Graças aos cabelos e ao hálito do ídolo que eu amo,
a minha ruela lembra um templo.
Mas ela está ausente e os meus olhos
são como as fontes do Oxus;
o meu corpo em sangue está tão fino
como o cabelo que flutua nas nascentes do Oxus.

Qatrân

Caminhos e reinvenções: a poesia dos anos 90 à Revista Criatura

Uma conversa informal sobre as últimas tendências na poesia portuguesa actual, percorrendo diversos trilhos, desde os anos 90 às mais recentes publicações, das mais diversas editoras e revistas. O que se pretende é dar a conhecer ao público leitor de poesia nomes, obras, poemas que nem sempre têm merecido a atenção da crítica especializada. Com presença de alguns dos autores, serão lidos e pensados os textos dos poetas "novíssimos". Reflectir sobre o que é a poesia em geral, eis um primeiro objectivo. Sobre o que é a poesia dos mais novos, eis uma interrogação para a qual José Mário Silva e António Carlos Cortez tentarão encontrar respostas. Provisórias, claro.

Dia 24 de Abril às 18h30 na Casa Fernando Pessoa.

Cortesia de CFP

Dás alguns passos, e estás na Via Appia

Dás alguns passos, e estás na Via Appia
ou na Tuscolana, onde tudo é vida,
para todos. Ou melhor, é mais cúmplice
dessa vida quem estilo e história
não conhece. Os seus significados
confundem-se na paz sórdida,
na indiferença e na violência. Milhares,
milhares de pessoas, polichilenos
de uma modernidade de fogo, ao sol
cujo significado é também real,
cruzam-se pululando escuras
nos ofuscantes passeios, contra
as Ina-Case enterradas no céu.
Sou uma força do Passado.
O meu amor é só amor à tradição.
Venho das ruínas, das igrejas,
dos retábulos de altar, das aldeias
abandonadas dos Apeninos, dos Pré-Alpes,
onde os meus irmãos viveram.
Ando pela Tuscolana como um louco,
pela Via Appia como um cão sem dono.
Ou olho para os crepúsculos, para as manhãs
de Roma, da Ciociaria, do mundo,
como se fossem os primeiros actos da Pós-História,
a que assisto, por privilégio do registo civil,
da orla extrema de uma qualquer idade
sepultada. Monstruoso é quem nasceu
das vísceras de uma mulher morta.
E eu, feto adulto, mais moderno
do que todos os modernos, ando
em busca de irmãos que já não há.

Pier Paolo Pasolini

SPA lança livro do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos e Legislação Complementar

No passado dia 24 de Março foi lançado o volume "Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos e Legislação Complementar", com prefácio, organização e notas de Lucas Serra, director do Departamento Jurídico da Sociedade Portuguesa de Autores.

Trata-se de uma edição conjunta da SPA e da PASSMúsica e vem preencher uma lacuna que há muito se fazia sentir. Finalmente, está reunida num único volume toda a legislação vigente em Portugal sobre esta matéria, tornando-a assim acessível, para além dos autores, aos delegados e correspondentes da SPA, às forças policiais, à magistratura, aos usuários e ao público em geral.

Ao lançarem esta obra em conjunto, a entidade que gere os direitos de autor (SPA) e as que gerem os direitos conexos (GDA e Audiogeste, reunidas sob a designação PASSMúsica) em Portugal vêm afirmar sinergia, reciprocidade e paridade mostrando que Direito de Autor e Direitos Conexos são complementares.

A obra, de distribuição gratuita, tem nota introdutória de José Jorge Letria, e texto introdutório de Pedro Oliveira e Miguel Lourenço Carretas, respectivamente, Director-Geral da GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas) e Director-Geral da Audiogeste.

Cortesia de SPA

Editar poesia é um mau negócio

A poesia não dá dinheiro - nem aos autores nem aos editores. Jorge Reis Sá, que é poeta e editor (na Quasi), sabe isso como ninguém. Mas esta evidência não o faz desistir. Se a poesia é, como disse Eugénio de Andrade, "a festa suprema da língua", tem de valer a pena partilhá-la, mesmo que seja para uma elite, para um nicho de mercado, para umas poucas centenas de leitores.

"Se vir isto pelo lado do negócio, que também o é, para uma editora de média dimensão como a nossa editar poesia é desastroso. Precisávamos vender muito mais para que conseguíssemos pagar as contas", explica Zeferino Coelho, editor da Caminho. Hugo Xavier, da Portugália, confirma: "Editar poesia não é bom para o negócio." "Quem só se rege pelo lucro não edita poesia", diz Reis-Sá.

Uma obra de poesia tem uma tiragem média de 500 exemplares - o suficiente para conseguir colocar livros nas principais livrarias que existem pelo país. Mas desses vendem-se mais ou menos 200. É muito pouco. A Caminho, que edita poesia portuguesa ou de autores que escrevem em português, consegue fazer tiragens de 1000 exemplares, mas Zeferino Coelho reconhece que este é um número "um pouco exagerado". A Dom Quixote edita apenas dois ou três livros de poesia de ano mas como aposta em autores consagrados e premiados pode ir até aos 1500 ou 2 mil exemplares. Um sucesso para poetas como Miguel Torga, Manuel Alegre, Fernando Pinto Amaral, Nuno Júdice, António Nobre ou Ramos Rosa. "Faço questão de ter todos os anos alguns livros de poesia, mas mais do que isto é impossível", admite a Cecília Andrade. "A poesia é importante para a editora mas não pelas vendas. Quando, de vez em quando, temos uma segunda edição ficamos muito contentes."

Edições de 2, 3 ou 4 mil exemplares são raras. Acontecem, por exemplo, com Sophia de Mello Breyner (na Caminho), José Luís Peixoto ou José Régio (na Quasi), com Fernando Pessoa, Rimbaud, Lorca, Blake, Yeats, Hölderlin, Pablo Neruda (na Relógio D'Água), com Cesariny, Alexandre O'Neill ou Herberto Helder (na Assírio e Alvim). "São as excepções", comenta Jorge Reis-Sá.

Num país onde todos têm a pretensão de saber alinhar uns versos e onde muitos livros de poesia aparecem, ainda hoje, no mercado com edições de autores, pagas pelo próprio, as grandes editoras não desistem da "festa da língua".

Apesar de não dar dinheiro, todos estes editores insistem em publicar poesia. Talvez porque o negócio dos livros não seja, afinal, um negócio como os outros. Há o prestígio. Há a noção de dever. De serviço a cumprir. Um acto de resistência. Uma vontade de "honrar uma marca histórica", como diz Hugo Xavier, da Portugália.

E, se praticamente não há lucros, os editores preocupam-se em, pelo menos, não ter grandes prejuízos. Aproveitam as novas tecnologias e utilizam a impressão digital o que permite reduzir consideravelmente os custos em tiragens até 750 exemplares.

Para cativar os leitores, as editoras organizam antologias e reúnem obras completas - como fez a Dom Quixote com a obra poética de Maria Teresa Horta, já nas livrarias, disponibilizando títulos que se encontram esgotados há imenso tempo.

Apostam em valores seguros, editam sobretudo os nomes consagrados, privilegiam os autores que já pertencem à casa. Neste cenário, os novos poetas têm a vida dificultada, explica Francisco Vale, da Relógio D'Água. "Mesmo na comunicação social, a poesia tem cada vez menos espaço e menos atenção. Só se dá atenção ao que já sabemos que vai ter sucesso, o que torna cada vez mais difícil lançar novos nomes."

Vale a pena? Todos dizem que sim. De tal forma que a histórica Guimarães pretende retomar este ano a publicação de poesia, recuperando a colecção "Poesia e Verdade" (com novos autores) e recuperando os clássicos da chancela da Ática. "Embora a tenhamos a preocupação de termos sustentabilidade económica, não só isso que nos orienta", explica Vasco Silva. "Queremos acrescentar um valor, não só económico mas cultural."

Cortesia de DN

Aguiar e Silva agraciado com Prémio D. Dinis 2009

O investigador de literatura Vítor Aguiar e Silva foi agraciado com o Prémio D. Dinis 2009, pela obra “A Lira Dourada e a Tuba Canora: Novos Ensaios Camonianos”, publicada pela editora Cotovia. Vítor Manuel Aguiar e Silva é professor, escritor e poeta.

Nasceu em 1939, no concelho de Penalva do Castelo, tendo iniciado os seus estudos no Liceu Nacional de Viseu. O seu percurso académico fez-se depois na Universidade de Coimbra, na qual concluiu o curso de Letras, concretamente em Filologia Românica. Posteriormente, obteve o seu doutoramento em Literatura Portuguesa.

O escritor tem-se ocupado preferencialmente com o estudo da Teoria da Literatura, bem como da Literatura Portuguesa do Maneirismo, do Barroco e do Modernismo. Entre os seus trabalhos publicados encontram-se, por exemplo, as obras “Para uma interpretação do Classicismo”, “Maneirismo e Barroco na Poesia Lírica Portuguesa”, “Teoria da Literatura”, “Competência Linguística e Competência Literária: Sobre a possibilidade de uma poética gerativa”, “Análise e Metodologias Literárias” e “Camões: Labirintos e Fascínios”.

Vítor Aguiar e Silva vai receber um prémio pecuniário no valor de 7.500 euros, depois de o júri, constituído por Nuno Júdice, Vasco Graça Moura e Fernando Pinto do Amaral, ter encontrado na sua obra o mérito exigido para a obtenção de tal distinção. Patrocinado pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas e pela Caixa Geral de Depósitos, o galardão premeia uma obra de poesia, ficção ou ensaio, de preferência publicada no ano anterior ao da sua atribuição. O autor já havia recebido prémios em anos anteriores, dos quais se podem destacar, em 2002, o Prémio Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora, e o Prémio Vida Literária, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores.

O Prémio D. Dinis é atribuído desde 1981 e todos os anos distingue um vulto da literatura portuguesa. Agustina Bessa Luís, Vergílio Ferreira, José Saramago, Eugénio de Andrade, António Lobo Antunes e António Pires Cabral são alguns dos escritores que já receberam o galardão. No ano anterior a distinção coube ao poeta Manuel Alegre pela obra “Doze Naus”.

CITAÇÃO - Paul Éluard

A esperança não faz pó

Proémio: À Ponte de Brooklin

Quantas manhãs, molhadas no descanso
As asas da gaivota hão-de rodá-la
Tumultuando anéis brancos, levantando
Por sobre as águas presas Liberdade-

E depois numa curva inviolada
Sair da nossa vista como velas
Fantasmas através de relatórios;
— Até o dia acabar nos escritórios

Penso em cinemas, truques panorâmicos
Com multidões correndo em grande afã
A uma cena de luz nunca entendida,
Prevista aos outros sobre o mesmo ecrã.

E Tu, através do porto, andada em prata
Como se o sol tomasse em ti o passo
Mas te deixasse um mover nunca exausto-
Tua liberdade implícita travando-te.

De uma boca do metro, cela ou prédio
Um louco corre até aos teus parapeitos,
Oscila, grita a camisa em balão,
Um chiste cai da caravana muda.

Da trave, escorre por Wall Street abaixo
Um dente serra ao céu de acetileno;
Nuvens, a tarde inteira, rodam guinchos….
Os teus cabos aspiram ainda o Atlântico.

E obscuro como o tal céu dos Judeus,
Teu prémio... conferes o galardão
Do anonimato que o tempo não cria:
Mostras o alívio vibrante e o perdão.

Ó harpa e altar, da fúria derretida
(como é que mero esforço te encordoou!)
Tremendo umbral do voto do profeta,
Prece do pária, e queixume do amante.

As luzes dos semáforos que escumam
De novo o teu idioma sem fracções,
Contas de estrelas-condensam o eterno:
E já vimos a noite alta em teu braços.

Esperei à tua sombra junto ao cais;
Só às escuras a tua sombra é clara.
Desfeitos os embrulhos da cidade,
Já o ano férreo em neve se afundara.

Ó sem sono como águas do teu rio,
Saltando o mar, prados e sonhos seus,
Uma ou outra vez rebaixa-te até nós
E do encurvado empresta um mito a Deus.

Hart Crane

(traduzido por Sephi Alter)

Lembrar o poeta Eugénio de Andrade

A Cooperativa Árvore, no Porto acolheu ontem a iniciativa "Os animais na poesia de Eugénio de Andrade" para lembrar o poeta e assinalar os 40 anos da sua tradução de "Cartas portuguesas".

A iniciativa serve ainda "para combater o esquecimento" que enfrenta a maior parte dos escritores depois do seu desaparecimento. Organizador do evento, José da Cruz Santos, amigo e editor - "por vezes exclusivo" - de Eugénio de Andrade, diz que "é normal todos os escritores caírem neste limbo. Não são tão falados, já não são entrevistados. Por isso, faço questão de fazer estas iniciativas", justificou, ao JN.

Apesar desse risco, o editor da Modo de Ler acredita que Eugénio "é lido por muitos jovens, o que também contribui para que continue a ser lembrado".

Hoje, a iniciativa tem o testemunho do poeta Manuel António Pina, seguindo-se um debate e a leitura de uma pequena antologia de poemas dedicados a animais, da autoria do poeta homenageado.

À presente iniciativa, Cruz Santos pretende que se sigam outras semelhantes. "Até ao fim do ano, gostava de fazer uma iniciativa por mês", revela. Confirmada está já a próxima, no mês que se segue, sob o mote "A infância na poesia de Eugénio de Andrade".

Eugénio de Andrade é o pseudónimo de José Fontinhas Rato, nascido na freguesia de Póvoa de Atalaia, Castelo Branco, a 19 de Janeiro de 1923. Aventurou--se em géneros como poesia, antologia, literatura infantil e prosa, num total de mais de 20 obras. Em 2001, ganhou o Prémio Camões, o mais importante para autores de Língua Portuguesa. Faleceu em 2005.

Cortesia de JN

Financiamento do Programa Território Artes

Este ano, o Programa Território Artes do Ministério da Cultura vai disponibilizar 500 mil euros para apoiar eventos culturais e formação de públicos no país, em parceria com os municípios. É um aumento da verba em relação à disponibilizada em 2008, mas uma descida em relação aos números de 2007.

Em comunicado, o Ministério da Cultura - que co-financia o programa com a Direcção-Geral das Artes (DGA) - revela que do montante global disponibilizado este ano representa um aumento de 150 por cento em relação a 2008 - o programa contava com uma verba de apenas 200 mil euros. Mas, olhando para os números de 2007, o primeiro em que o programa funcionou na íntegra, o valor ascendia aos 700 mil euros.

Esses 500 mil euros disponíveis para 2009 destinam-se ao co-financiamento de "actividades culturais desenvolvidas pelos municípios, possibilitando-lhes reduções de/até 50 por cento dos cachets das actividades agendadas", indica a tutela na mesma nota. Dada a verba, este ano entram na lista de apoios 90 autarquias, mais 27 do que em 2008.

A adesão dos municípios ao programa decorre até 17 de Abril e o período de programação foi alargado por mais três meses, decorrendo de Julho a Dezembro (em 2008 decorreu entre Outubro e Dezembro).

Além dos Itinerários Culturais, este ano os municípios poderão integrar a modalidade Núcleos de Programação, que permitirá o acesso a montantes de co-financiamento mais elevados, os quais poderão ascender a 35 mil euros por município.

O Programa Território Artes nasceu para promover a "descentralização das artes e da formação de públicos" e é o sucessor do Programa Difusão das Artes do Espectáculo. O Território Artes, através da Oficina Virtual (no site territorioartes.pt), permite às autarquias e agentes culturais de regiões periféricas (espaços, fornecedores, produtores) usar uma plataforma de contratação e a contratualização de linhas de investimento prioritário. Conta também com a Bolsa de Produções Artísticas que disponibiliza actualmente 872 produções, desde espectáculos, ateliers e exposições.

Cortesia de O Público

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