The Joy of Life


by Henri Matisse
Ciclo de Pintura Erótica-Poética - Quadro 1/19

Festa Literária Internacional de Paraty 2009

Em dívida com a poesia, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começa quarta-feira (1º) e vai homenagear, em sua sétima edição, o poeta pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). O único poeta a quem a Flip rendeu homenagem foi Vinícius de Moraes (1913-1980) na primeira edição, em 2003.

A programação oficial, que inclui 34 romancistas, ficcionistas, historiadores, jornalistas e quadrinistas, promete, além do resgate e da valorização da obra de Bandeira, reflexões sobre ciência, religião, política e direitos humanos nas ruas da histórica Paraty. "Fazia tempo que a poesia não tinha destaque na Flip. Entre os poetas, Bandeira é um dos primeiros que aparece", explicou o curador da festa, Flavio Moura em entrevista à Agência Brasil.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) fará a cobertura da Flip com notícias diárias pela TV Brasil, Agência Brasil e Rádio Nacional.

O ineditismo é a marca mais forte da sétima edição da festa. Abrindo a programação oficial, na quinta-feira (2), quatro representantes da nova geração discutem a produção de quadrinhos na mesa Novos Traços. "A Flip sempre procura dar destaque a escritores jovens, que ainda não têm carreira consolidada e em quem aposta. Este ano, o incentivo vai não apenas para escritores, mas para quadrinistas novos", disse Moura.

No mesmo dia, haverá outra atração inédita. No ano em que se completam os 200 anos de nascimento de Charles Darwin e os 150 anos de A Origem das Espécies, a Flip receberá, pela primeira vez, um cientista. O biólogo norte-americano Richard Dawkins deve levantar a bandeira do ceticismo na mesa Deus, um Delírio, título de uma de suas obras.

Também no campo da não-ficção, dois autores chineses vão debater a história recente da China e as restrições às liberdades naquele país. A mesa China no Divã será dividida entre Ma Jian, que relembra o massacre da Praça da Paz Celestial, há exatos 20 anos, no livro Pequim em Coma, e o jornalista Xinran, autor de Testemunhas da China, com relatos da revolução cultural dos anos 60. "A presença de Ma Jian e Xinran é um dos destaques, já que a Flip nunca havia recebido autores chineses", comemora o curador.

Na sexta-feira (3), o jornalismo é o destaque da programação oficial e paralela. A profissão de repórter será abordada por Jon Lee Anderson, autor da principal biografia de Che Guevara, que estará na Casa da Cultura. O local que abriga eventos paralelos também receberá o escritor Milton Hatoum, o crítico literário Francisco Foot Hardman e a professora Walnice Nogueira Galvão para uma discussão sobre a obra de Euclides da Cunha (1866-1909), autor de Os sertões. Ainda sobre jornalismo contemporâneo, o norte-americano Gay Talese participa, no palco oficial da festa, da mesa Fama e Anonimato.

No mesmo dia, Chico Buarque e Milton Hatoum dão suas visões sobre o Brasil na mesa Seqüências Brasileiras, uma das mais disputadas da Flip. Entusiasta da festa, Chico lançou recentemente Leite Derramado, em que repassa a história do Brasil a partir das memórias do narrador, que, do leito de morte, desfia passagens de apogeu e declínio de sua família por meio de quatro gerações.

No sábado (4), as atenções estarão voltadas para o português António Lobo Antunes, autor de Memória de Elefante, que retrata sua experiência no exército português na guerra colonial em Angola. Lobo Antunes é um dos poucos convidados da Flip com direito à exclusividade no palco. Em vez de dividir a mesa literária, será apenas entrevistado. Este é um dos argumentos do curador Flavio Moura para uma programação mais concisa, com 34 autores contra 41 em 2008.

Moura rebate com um forte argumento as polêmicas e suspeitas lançadas sobre uma programação menor. Antes porém, taxativo, apressa-se em dizer que a crise econômica não teve nenhuma influência na programação. Ele diz que pode ter havido problemas para captação dos recursos, mas não houve na formação das mesas.

"A crise afeta todo mundo, é uma questão séria. Mas a programação não foi afetada em nada. Ela está um pouco menor, porque você tem que priorizar o tempo para os autores falarem. Sempre que possível, tentei enxugar as mesas ao máximo. A gente quer evitar que o autor viaje para a Flip e tenha pouco tempo para falar com o público", disse.

A crise, por outro lado, deve levar à 7ª Flip reflexões sobre valores e princípios que moldaram o pensamento ocidental, mas que agora passam por profunda revisão. Ainda sob o impacto da chegada do primeiro negro ao poder nos Estados Unidos, o historiador inglês Simon Schama revisitará a história norte-americana à luz da ascensão do presidente Barack Obama. Schama estará no domingo (5) na mesa O Futuro da América, título de sua mais recente obra.

Flavio Moura reconhece que a presença de historiadores e jornalistas na programação da Flip favorece o debate sobre questões sociais e políticas. "Mas não foi intencional", assegurou. "A Flip nunca se furta a discutir temas que estão na agenda do debate. Ela procura não se pautar unicamente por isso, porque é um evento literário, mas sempre que é possível trazer esse tipo de discussão para a programação, a gente o faz."

Cortesia de Agência Brasil

Os troncos das árvores doem-me como se fossem os meus ombros
Doem-me as ondas do mar como gargantas de cristal
Dói-me o luar — branco pano que se rasga.

Sophia de Mello Breyner Andresen

50 anos do primeiro poema concreto português

Intitulado “Iman”, a obra incorpora textos de natureza experimental visual e divide-se em três partes às quais o autor chamou de ‘Corporais’, ‘Corpus’ e ‘Corpos’, representando a “assunção da escrita enquanto código alfabético linguístico”, revelou o poeta, de 69 anos, que integra a corrente experimentalista portuguesa.

Com 28 livros publicados, entre poesia, poesia infanto-juvenil, romance, uma antologia da poesia concreta em Portugal, em parceria com Melo e Castro, para além de diversas exposições de “poemas visuais”, ‘Iman’ será apresentado quinta-feira na Galeria Valbom, em Lisboa, pelo poeta e crítico literário Liberto Cruz.

José-Alberto Marques, que se define como um poeta “dadaísta”, afirmou que este seu livro novo é “um atentado”.

“Tem poemas para ler, poemas para ver, poemas impossíveis de ler, poemas que expressam o meu sentimento”.

Uma obra que significa também “um corte” com a poesia experimental visual, uma “segunda fase” de um poeta que reivindica a autoria do primeiro poema concreto publicado em Portugal e que disse à Lusa ir “processar” os autores de uma “Antologia da Poesia Experimental Portuguesa, dos anos 60 a 80”, por porem em causa a “paternidade” do poema intitulado “Solidão” e que tem o sub-título de “Poema Concreto”.

Segundo afirmou, na referida obra surge um apontamento em que os autores afirmam que “da década de 50, datam efectivamente os primeiros textos poéticos que apontam nítidas preocupações com uma nova escrita, embora só em 1959 ela fosse publicamente reconhecida com a publicação no suplemento Artes & Letras do Diário de Notícias, num artigo intitulado 'O idêntico inverso'”.

“Depois”, acrescentou, “há uma nota de rodapé,onde se pode ler que 'na exposição PoEx, o experimentalismo português, entre 74 e 84, patente no Museu de Serralves, de Setembro de 1999 a Janeiro de 2000, surge um texto inédito de José-Alberto Marques, com o título 'Solidão' e sub-título 'Poema Concreto', datado de 1957, que vem questionar a consagrada dupla paternidade do experimentalismo nacional”.

“É mentira que o meu texto seja inédito”, afirmou. “Inédito quer dizer não publicado. E foi. Numa revista que se pode encontrar no Museu de Serralves à guarda do director, João Fernandes. Um dos autores sabe disso. É mentira que a data seja de 1957, como a revista comprova. A revista diz 1958”.

“É, pois, mentira que se questione qualquer paternidade quando o pater tem nome e obra consequente”, afirmou o poeta que acrescentou que “tudo se deve ao Brasil”. “A Haroldo de Campos, se quiserem. Porque o primeiro poema concreto feito no mundo foi deste senhor”.

Quanto ao processo que ”talvez” vá instaurar, José-Alberto Marques afirma que “há mentiras que têm que ser denunciadas e, se levasse autores à prisão, não me custaria rigorosamente nada”.

O poeta, que inaugurará dia 9 de Julho o Festival de Poesia em Belo Horizonte, Brasil, com a performance ‘Retrato do poeta enquanto corpo inteiro’ é natural de Torres Novas, onde nasceu a 4 de Outubro de 1939. Estudou Direito, foi professor de liceu e acabou por licenciar-se em História. Actualmente reside em Abrantes onde “trabalha” a poesia, a sua “grande paixão”.

Cortesia de Lusa

Alma Minha Gentil-Antologia General de la Poesía Portuguesa

Da editora Eneida e com o apoio do Instituto Camões e da Embaixada de Portugal em Madrid, acaba de sair uma completa antologia da poesia portuguesa com o sugestivo título Alma Minha Gentil da responsabilidade de Carlos Clementson, tradutor e professor de Literatura da Universidade de Córdova.

Trata-se de uma edição bilingue onde estão representados 95 poetas, abarcando 8 séculos da nossa Literatura, das origens até à actualidade. Refira-se ainda que a antologia apresenta textos de introdução histórica a cada período estético e também outros de carácter ensaístico sobre a obra de cada poeta representado bem como sobre o contexto histórico e cultural em que ela se insere.

Esta será, certamente, uma obra de referência, que oportunamente vem cobrir uma lacuna, pois a antologia de Ángel Crespo, que ia até aos anos oitenta, se encontra há muito esgotada.

Cortesia de IC

O beijo mata o desejo

MOTE

«Não te beijo e tenho ensejo
Para um beijo te roubar;
O beijo mata o desejo
E eu quero-te desejar.»

GLOSAS

Porque te amo de verdade,
'stou louco por dar-te um beijo,
Mas contra a tua vontade
Não te beijo e tenho ensejo.

Sabendo que deves ter
Milhões deles p'ra me dar,
Teria que enlouquecer
Para um beijo te roubar.

E como em teus lábios puros,
Guardas tudo quanto almejo,
Doutros desejos futuros
O beijo mata o desejo.

Roubando um, mil te daria;
O que não posso é jurar
Que não te aborreceria,
E eu quero-te desejar!

António Aleixo

António Jacinto faleceu há 18 anos

António Jacinto do Amaral Martins, um dos maiores vultos da literatura Angolana, completa na passada terça-feira 18 anos desde a sua morte. Nasceu em Luanda a 28 de Setembro de 1924 e faleceu em Lisboa (Portugal), vítima de doença, a 23 de Junho de 1991.

Jacinto notabilizou-se com a sua poesia de protesto, e devido à sua militância política no Movimento Popular de Libertação de Angola ( MPLA), foi exilado no Campo de Concentração de Tarrafal, em Cabo-Verde, no período de 1960 á 1972.

Voltou para Angola em 1973, e se juntou novamente ao MPLA, onde continuou com a sua militância até a independência do país frente a colonização portuguesa em 1975. António Jacinto foi nomeado Ministro da Educação e Cultura, cargo que de desempenhou até o ano de 1978.

António Jacinto deixou bibliografia onde se destacam; Poemas – 1961, Outra vez Vovô Bartolomeu – 1979, Survivre dans Tarrafal de Santiago (em português, "Sobrevivendo em Tarrafal de Santiago").

São ainda celebres os seus poemas: "O grande desafio, Poema da alienação, Carta dum contratado, Monangamba, Canto interior de uma noite fantástica, Era uma vez, Bailarina negra, Ah! Se pudésseis aqui ver poesia que não há! e Vadiagem".

Cortesia de Angola Press

Exposição surrealista recorda "escândalo" de há 60 anos

Pinturas, desenhos, objectos, poemas lidos em voz alta, instalações, performances - de tudo isto se fez, há 60 anos, na sala da Pathé Baby, em Lisboa, a primeira exposição de Os surrealistas. E foi um escândalo.

Os Surrealistas apresentaram-se então como um anti-grupo. Tinham rompido no ano anterior (1948) com o Grupo Surrealista de Lisboa, de que era figura tutelar o escritor, pintor e encenador António Pedro.

Durante 15 dias, naquela sala lisboeta de projecção de filmes, num primeiro andar, à Sé, deixou a sua marca a rebeldia dos 12 jovens pintores e poetas envolvidos no afrontamento à cultura oficial: Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, Pedro Oom, Risques Pereira, António Maria Lisboa, Mário Henrique Leiria, Fernando José Francisco, Carlos Eurico da Costa, Carlos Calvet, Fernando Alves dos Santos, António Paulo Tomas e João Artur da Silva.

Mário Cesariny contaria, mais tarde, ter visto visitantes da exposição saírem dali em passo acelerado, passarem a porta e, em vez de descerem, subirem as escadas em caracol que ligam o rés-do-chão aos outros pisos, só alguns passos adiante se dando conta do desatino...

Também foram à exposição, mas saíram depois normalmente, descendo as escadas, Almada Negreiros, João Gaspar Simões, António Pedro, outras figuras das Artes e das Letras.

Como evocou à Lusa Cruzeiro Seixas, outro dos "dissidentes" do anti-grupo, houve alguns "sorrisos de compreensão", sorrisos complacentes. O poeta e pintor contou que António Pedro disse na altura a quem o quis ouvir que "a única coisa boa" da exposição, e que acabaria por comprar, era um "objecto" dele (Cruzeiro Seixas). "Mas não era - rebate, 60 anos volvidos, recordando o episódio - O que estava bom naquela exposição não eram objectos, era a ideia de fazermos aquilo, aquele traço grosso de liberdade que, realmente, estava dentro de nós".

O regresso dos surrealistas"

Sessenta anos depois, pela mão da Galeria Perve, Os Surrealistas "regressaram" à mesma sala, hoje com outras funções. Simbolicamente, a exposição - que é uma homenagem - abriu e vai fechar rigorosamente nos mesmos dias que em 1949: 18 de Junho- 02 de Julho.

Lá estão algumas das pinturas e alguns dos desenhos então mostrados, alguns dos poemas então lidos em voz alta, alguns dos objectos. Adicionalmente, são exibidos um curto filme de ficção dos anos 60 realizado por Carlos Calvet, com Mário Cesariny no protagonista, e três documentários de Carlos Cabral Nunes, da Galeria Perve, sobre Cesariny, Cruzeiro Seixas e a última exposição que este último fez em vida.

A homenagem completa-se com mais três pólos expositivos em Lisboa: na Perve Galeria, à Rua das Escolas Gerais, 17 e 19, e em duas salas da Rua dos Remédios, números 57, primeiro andar, e 98.

Na Perve, a exposição tem por título "Surrealismo abrangente após 1950" e apresenta obras de surrealistas realizadas após a exposição de 1949 e de artistas em que "a influência do Surrealismo é forte", como nos casos de Mário Botas, António Quadros, Raul Perez, João Rodrigues, Gonçalo Duarte, Isabel Meyrelles, José Escada, entre outros.

As exposições patentes nas duas salas da Rua dos Remédios - "Revisitação", com obras próximas do ideário surrealista (Liberdade, Amor, Poesia), e "In-situ", com obras realizadas no local - estão "correlacionadas", porque nelas participam basicamente os mesmos artistas. Entre outros, Manuel João Vieira, Inês Marcelo Curto, João Garcia Miguel, Fernando Aguiar, Chris Hales, Stanislav Miler, Ricardo Casimiro, Cabral Nunes, Nuno Espinho.

A exposição na antiga sala Pathé Baby encerra a 2 de Julho. As restantes poderão ser vistas até 31 de Julho.

Ainda em Lisboa, a 1 de Julho, o Centro Cultural de Belém acolherá o lançamento do livro-objecto artístico de Cruzeiro Seixas "Prosseguimos, cegos pela intensidade da luz", será inaugurada em Alcântara a Galeria Perve Ceutarte e, na Galeria São Bento, abrirá ao público a exposição "Objectos e formas surrealistas".

Mas a homenagem não se circunscreve a Lisboa e vai viajar para outros pontos do país:

- entre 30 de Junho e 30 de Julho, o Porto poderá ver "Os Surrealistas - ontem e amanhã" na Livraria Lello, que será cenário, no primeiro dia, do lançamento do livro-objecto artístico "Prosseguimos, cegos pela intensidade da luz".

- entre 15 de Julho e 30 de Agosto ficará patente em Torres vedras, na Galeria Municipal, a exposição "Albergue da Liberdade", que inclui a estrutura com o mesmo nome levada pelo seu autor, o arquitecto Pancho Guedes, à Bienal de Veneza e entretanto doada para integrar o espólio da Casa da Liberdade Mário Cesariny.

Cortesia de O Público

CITAÇÃO - Algernon C. Swinburne

Nas montanhas da memória, pela abundância do mundo, em todos os olhos dos homens, onde a luz da vida nele está em todas coisas passadas, a morte apenas morre.

Domínio Público

No sítio www.dominiopublico.gov.br, promovido pelo Governo Brasileiro, encontram-se obras literárias em língua portuguesa de autores de língua portuguesa e estrangeira com acesso gratuito entre Machado de Assis a Fernando Pessoa e Shakespeare a Dante. A pesquisa pode ser realizada por tipo literário, por exemplo Literatura Infantil, e por tipo de média, por exemplo texto, imagem, video e som.

Tribunal jordano condena poeta acusado de difamar Islão

Um tribunal jordano de primeira instância condenou a um ano de cadeia um poeta jordano por considerar que o escritor difamou o Islão, informaram hoje fontes judiciais.

O tribunal decidiu ainda impor ao escritor, identificado como Isalm Samhan, de 27 anos, uma multa de 10.000 euros.

O caso foi apresentado aos tribunais em Outubro passado pelo Departamento de Impressão e Publicação da Jordânia.

Este departamento acusou Samhan de usar frases do Corão de uma forma que 'insulta os profetas e os sentimentos religiosos'.

Para Samhan, que negou as acusações, a sentença foi desenhada para 'agradar aos círculos religiosos'.

O advogado do poeta, Hurani Jeir, assegurou que a decisão não se baseia em fundamentos jurídicos sólidos e disse que vai recorrer da sentença.

Cortesia de Lusa

Festival Poético SESC 2009

O Sesc (Serviço Social do Comércio) da cidade de Cornélio Procópio, no Paraná, ainda está com as inscrições abertas para o Festival Poético 2009.

Trata-se de um concurso de poesia que tem como objetivos básicos: descobrir e incentivar novos talentos e, também, dar aos poetas a oportunidade de divulgar seus trabalhos, além de propiciar o intercâmbio cultural entre todos os segmentos envolvidos no evento.

A participação está aberta a candidatos de qualquer idade, apresentando no máximo 02 (duas) poesias de própria autoria, com o tema livre. As poesias inscritas devem ser inéditas e originais. As inscrições vão até o dia 31 de julho.

O concurso oferece 03 categorias gerais e 03 subcategorias por idade. São elas:
1 - Outras cidades:
A - de 7 a 10 anos - misto: 1º ao 4º classificado;
B - de 11 a 14 anos - misto: 1º ao 4º classificado;
C - Acima de 15 anos - misto: 1º ao 4º classificado;

2 - Cornélio Procópio;
A - de 7 a 10 anos - misto: 1º ao 4º classificado;
B - de 11 a 14 anos - misto: 1º ao 4º classificado;
C - Acima de 15 anos - misto: 1º ao 4º classificado;

3 – Comerciários:*
A - de 7 a 10 anos - misto: 1º ao 4º classificado;
B - de 11 a 14 anos - misto: 1º ao 4º classificado;
C - Acima de 15 anos - misto: 1º ao 4º classificado;
* Comerciários e seus Dependentes, assim como Empresários do Comércio.

Período de inscrição: 04 de maio a 31 de julho de 2009 Endereço para o envio das poesias: Av Nossa Senhora do Roccio, 696 - Centro - Cornélio Procópio - PR CEP: 86300000 Data da Seleção: 14 de agosto de 2009
Premiação: 16 de outubro de 2009 às 19h30
Local: Anfiteatro da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)

O resultado será divulgado na imprensa local e disponível no site do SESC/ PR www.sescpr.com.br, a partir do dia 21 de agosto de 2009. Os premiados receberão troféus, certificados e coletânea das poesias classificadas no Festival Poético 2009, e farão parte de um "Varal de Poesias" itinerante.

Além disso, os poetas que tiverem seus trabalhos selecionados poderão confirmar junto ao Sesc Cornélio Procópio, até o dia 28 de agosto de 2009, sua participação na declamação dos poemas na noite de premiação.

O Festival Poético é uma promoção do SESC - Serviço Social do Comércio de Cornélio Procópio/PR, Rotary Club, Lions Clube, Academia de Letras, Artes e Ciências e Prefeitura de Cornélio Procópio, no Paraná.

EUPL – European Union Prize for Literature 2009

A EBF – European Booksellers Federation e a FEP – Federation of European Publishers, foram indicadas como organizadoras do Prémio European Prize for Literature, a ser entregue no Outono de 2009.

Em cada ano, entre 2009 e 2011, 11 ou 12 dos 34 países que participam no Programa Cultural Europeu serão responsáveis pela selecção do seu vencedor, enquanto talento emergente, no campo da Literatura Contemporânea – ficção. Os países seleccionados, em 2009 são: a Áustria, a Croácia, a França, a Hungria, a Irlanda, a Itália, a Lituânia, a Noruega, a Polónia, Portugal, a Eslováquia e a Suécia.

O grande propósito passa por dar algum realce à criatividade e diversidade da Literatura Contemporânea Europeia, promover a circulação da literatura dentro do continente e estimular um maior interesse em trabalhos literários estrangeiros. Existirá também um galardão para uma personalidade do mundo literário europeu que assumirá o papel de “Embaixador Europeu de Literatura”, por um ano.

Para mais informação:
http://www.euprizeliterature.eu/
http://ec.europa.eu/culture/our-programmes-and-actions/doc627_en.htm

A fonte

Da espalda de um rochedo, gota a gota
límpida fonte sobre o mar caia,
Mas, ao vê-la tombar em seu regaço:
" O que queres de mim?" O mar dizia.
"Eu sou da tempestade o antro escuro;
"Onde termina o céu aí começo;
"Eu que nos braços toda a terra espreito,
"De ti, tão pobre e vil, de ti careço?...
No tom saudoso do quebrar das águas
Ao mar, serena, a fonte assim murmura:
"A ti, que és grande e forte, a pobre fonte
Vem dar-te o que não tens, dar-te a doçura!"

Victor Hugo

O livro na era da sua reprodutibilidade digital

Historicamente, somos os herdeiros de uma “ordem do livro” que conformou, durante séculos, o nosso campo cognitivo, cultural e político, ou seja, uma certa maneira de produzir saber, sentido e sociabilidade. As nossas representações, as nossas percepções e as nossas categorias foram, assim, dominadas por um conjunto de “fenómenos de longa duração”, desde a morfologia do códice à cultura do impresso, desde a identificação entre o livro e a obra até à noção de “função autor”. História longa do livro, portanto, que é, também, uma história da escrita, dos seus suportes, da sua transmissão, disseminação e recepção. É este conjunto de heranças sedimentadas que a emergência de uma sociedade de informação e em rede e o desenvolvimento das novas tecnologias digitais vêm pôr em questão: encontramo-nos num momento de transição para um novo paradigma em que se assiste a um desenvolvimento exponencial da produção de documentação e informação directamente sob forma digital e a uma progressiva digitalização dos conteúdos de uma cultura analógica e do impresso. Esta situação não pode deixar de afectar significativamente o modo tradicional de pensar a natureza e funções do livro, da escrita, da leitura e suas práticas, os modos técnicos de produção e de reprodução dos textos, as economias da autoria e edição e as formas de transmissão do saber.

José Afonso Furtado (1953) é Director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste de Gulbenkian e Docente no Curso de Pós-graduação em “Edição: Livros e Novos Suportes Digitais” da Universidade Católica Portuguesa. É membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura e autor de várias conferências, artigos e livros, designadamente O papel e o pixel. Do impresso ao digital: continuidades e transformações, Lisboa: Ariadne, 2007, também publicado no Brasil e em Espanha, e A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, Lisboa: Booktailors – Consultores Editoriais, 2009.


Conferências por José Afonso Furtado:
23 de Junho
Escrever, editar e ler na era digital 1

30 de Junho
Escrever, editar e ler na era digital 2
A Web social

18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita

>Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início da sessão, no limite dos lugares disponíveis.Máximo: 2 senhas por pessoa.)

Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt


Cortesia de Culturgest

Poeta da Fotografia

Nem Kok Nam, nem Sérgio Santimano, nem Naíta Ussene - o maior poeta da fotografia de Moçambique foi Ricardo Rangel. O seu "clique mágico" permitiu que o repórter de ofício fosse registando, num claro escuro pleno de nuances e de contrastes, figuras tão paradoxais como a do porteiro de um cabaré com cabeleira digna da corte de Luís XIV. Mas bastava a série construída nas décadas de 60 e 70 nos bares de prostituição da Rua Araújo, na então Lourenço Marques - hoje, no livro Pão Nosso de Cada Noite -, para se concluir que Ricardo Rangel não era apenas repórter - foi autor maior na arte da fotografia. Agora, após se ter apagado o seu olhar, podemos ouvir, em sua honra, A Night in Tunisia, pois ele era um admirador do jazz de Charlie Parker.

Cortesia de DN

CITAÇÃO - Juana Inés de la Cruz

Pára, sombra de meu elusivo amado, imagem de encanto que mais desejo, ilusão bela por que alegremente morro, doce ficção por que dolorosamente vivo.

Notes Inspiring - poesia e música em Georgetown

Atrai-me o que é cantabile em tudo, aquilo a que Leonard Bernstein chamou nas Harvard Lectures “A Poesia da Terra”, referindo-se à tonalidade, que em música está presente mesmo na música atonal. Em literatura, seria o sentido; na filosofia, a racionalidade.

É isto que guia os meus passos na direcção do Healy Hall, o edifício central da Universidade de Georgetown, sua alma mater, e aí na direcção de Gaston Hall. Este é a “Jóia da Coroa” da Universidade, um auditório imponente de 750 lugares, que tem recebido inúmeros líderes mundiais – ainda há poucos dias este espaço se encheu por completo de público que quis ouvir o Presidente Obama falar sobre a situação económica.

Hoje é o Coro de Concertos da Universidade de Georgetown que apresenta, como todos os anos, o seu Concerto Anual de Primavera, festejando Abril, o Mês Nacional da Poesia. Dirigido por C. Paul Heins, o Coro vai interpretar um programa de adaptações musicais de poemas em língua inglesa desde 1500 até aos nossos dias.

Notes Inspiring, o título do Concerto retoma versos do poema de John Dryden “A Song for St. Cecilia’s Day” (1687). Esta canção, dedicada à santa padroeira da música, inspirou a composição de D. E. Wagner And Music Shall Untune the Sky (2005), uma adaptação livre de 24 dos 63 versos originais do poema de Dryden.

Seguem-se Weep O Mine Eyes, de Halsey Stevens sobre poema provavelmente de John Bennet, e duas canções de William Blake musicadas por David Dickau em 2007, Two Blake Songs (“Piping Down the Valley Wild” e “Laughing Song”).

O programa propõe ainda uma adaptação do poema dito a Alice por Humpty Dumpty no cap. 6 de Through the Looking-glass de Lewis Carroll, um texto surrealista avant la lettre questionando a temática da autoridade - The Little Fishes of the Sea de Robert Convery (2008). Do mesmo compositor ouviremos ainda uma estreia mundial neste Concerto, Dream-Dove (2008-09).

Outras propostas incluem Three Choruses from e. e. cummings (1960), música de Peter Shickele, e “Harlem Night Song”, um dos três poemas de Langston Hughes musicados pela compositora americana Gwyneth Walker em Harlem Songs (2001). A composição fica no ouvido com elementos dos blues, recriando a atmosfera nocturna do Harlem.

Todo o concerto é acompanhado pela pianista Jennifer Jackson e encerra com uma composição de Ralph Vaughan Williams, Toward the Unknown Region (1906), sobre poesia de Walt Whitman, Whispers of Heavenly Death. No número de despedida, Georgetown Alma Mater, os alunos do coro que estão na assistência juntam-se ao grupo no palco, vestido a rigor. O espaço festivo e solene de Gaston Hall está em perfeita harmonia com as composições que fazem a moldura do Concerto, And Music Shall Untune the Sky e Toward the Unknown Region, e em singular contraste com aquelas que são as minhas composições preferidas deste programa, The Little Fishes of the Sea e a Harlem Song – e também destas harmonias e contrastes se faz a riqueza de um programa de música e poesia inesquecível em Georgetown.

Conversámos com uma das alunas do Coro, Emily Miller, uma estudante do 2º ano (“Sophomore”) que está a fazer o “College”, um “Major” em Espanhol e “Premed”. Esta futura médica participou, só neste ano lectivo, em várias produções teatrais e espectáculos do Coro de Concertos, de que destaca a sua estreia teatral em Georgetown na comédia de Caldéron de la Barca No hay burlas con el amor (Love Is no Laughing Matter), sob direcção de Barbara Mujica, na qual desempenhou o papel feminino principal. Dos espectáculos do Coro, Emily diz que aqueles que mais vivamente a marcaram foram o Concerto dado durante a Missa no Estádio Nacional por ocasião da visita do Papa Bento XVI em Abril de 2008 a Washington, D.C., e o Concerto dado em Abril de 2009 na American Judicature Society em honra de Janet Reno, “Attorney General” (Procuradora Geral) da anterior administração. Fala ainda de quanto gostou de participar no espectáculo do Coro em Fevereiro de 2009 no Gaston Hall, dedicado a musicais da Broadway, A Tribute to Broadway. Quando lhe pergunto a razão de toda esta actividade extra-curricular, Emily Miller responde com uma simplicidade e sorriso desarmantes: “For fun!”, “Pelo prazer que me dá, e para experimentar algo de diferente, que alargue os meus horizontes – muitas das peças escolhidas pelo Director do Coro, ouvi-as pela primeira vez.”

Música e poesia, poesia e música – quem escolhe quem e porquê? Não há música sem pausas, sem silêncio, e há muitas coisas que não sei ainda, talvez as mais belas, por serem aquelas na direcção das quais escrevo e me interrogo.

Georgetown, 17 de Maio de 2009

Ana Maria Delgado

Cortesia de PNET

Fado Português

O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

José Régio

LIVRO RARO - Tendências do lirismo contemporâneo: do Oaristos às «Encruzilhadas de Deus»

CIDADE, Hernâni [António]. Tendências do lirismo contemporâneo: do «Oaristos» às "Encruzilhadas de Deus". Lisboa: Livraria Portugália, 1939. 8ª edição.

Segunda edição ampliada e acompanhada de uma antologia de poesia moderna. No capítulo entitulado "O interesse pelo mundo exterior" há uma secção significante sobre Fernando Pessoa e Mensagem (pag. 39-44), enquanto no capítulo "Os poetas modernistas", embora fale sobre Camilo Pessanha, Mário Sá Carneiro, António Botto, Almada Negreiros, José Régio, etc., também refere Pessoa (p. 73). As páginas de 89 a 130 contêm antologias, incluindo poemas líricos de Eugénio de Castro, Guerra Junqueiro, António Nobre, João de Barros, Afonso Duarte, Afonso Lopes Vieira, Teixeira de Pascoais, João Osório de Castro, António Patrício, José Duro, Júlio Dantas, Jaime Cortesão, Américo Durão, Flor Bela Espanca, Fernanda de Castro, Camilo Pessanha, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Côrtes Rodrigues, Luís de Mantalvor, José Régio, Casais Monteiro, Miguel Torga, Carlos Queiroz, António Botto, and Alberto de Serpa, entre outros.

Hernâni Cidade (Redondo 1887–Évora 1975) leccionou nas escolas de Coimbra, Leiria, Porto e Lisboa antes de se lançar na ilustre carreira universitária nas Universidades de Lisboa e do Porto. Famoso como autor de literatura e cultura históricas, assim como biográfica, na sua juventude, Cidade esteve ligado ao movimento modernista, tendo estado envolvido nas publicações Águia e Seara Nova, entre outras. Por meo século, Cidade foi a força maior da vida cultural portuguesa, colaborando em publicações como das Faculdade de Letras de Lisboa e do Porto, jornais, especialmente O Primeiro de Janeiro, bem como outros numerosos projectos como A Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, e o Dicionário de Literatura. Com Joaquim de Carvalho e Mário de Azevedo Gomes, editou o Diário Liberal (Lisboa, 1934–1935); com Reynaldo dos Santos e Bernardo Marques fundou o Colóquio–Revista de Artes e Letras (1959–1970), e com Jacinto do Prado Coelho em 1971 a Colóquio / Letras, os dois últimos publicado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

BIO - Francesco Petrarca



Exilado político, o pai de Petrarca refugiou-se durante um tempo em Arezzo e, em 1312, transferiu-se para Avignon, na França, que era então a sede do Papado, servindo junto à corte pontifícia. Os seus filhos, Francesco e Gherardo, seguiram os estudos jurídicos, iniciados em Montpellier (França) em 1316 e concluídos em Bolonha, em 1326.


Francesco retornou a Avignon após a morte do pai e frequentou a alta sociedade local. Em 6 de abril de 1327, na igreja de Santa Clara, viu pela primeira vez a mulher que amou por toda a vida e que imortalizou em sua obra poética em italiano: Laura, tradicionalmente identificada com uma certa Laura de Noves, esposa de um nobre francês.


Por volta de 1330, entrou para o clero, tendo como finalidade obter uma renda segura, como era muito comum no fim da Idade Média. Nessa condição, tornou-se amigo e protegido da poderosa família Colonna (cujo poder se estendia à Itália, França e Provença). Assim, fez parte da corte do Cardeal Giacomo Colonna e tornou-se capelão do castelo de Giovanni Colonna.


Devido à proteção dessa família, entrou em contato com os mais importantes intelectuais de seu tempo, pôde estudar e possuir livros caros e raros, além do reconhecimento público de sua obra poética. De facto, recebeu uma coroa de louros como poeta, de onde veio a expressão "poeta laureado", em 18 de abril de 1341, cerimónia que, embora comum na Antiguidade clássica, era celebrada pela primeira vez naquela época.


Na biografia de Petrarca evidencia-se uma inquietude que o levou a viajar por grande parte da Itália e da Europa, visitando bibliotecas, lugares e monumentos antigos. Periodicamente, porém, recolhia-se em lugares solitários para meditar ou escrever. A partir dos anos 1340 a sua fama aumenta cada vez mais e ele é acolhido com honra em todos os lugares e mantinha contacto com várias famílias italianas nobres.


Após 1350, estreitou amizade com Giovanni Boccaccio, que o considerava seu mestre espiritual e cultural. Ainda assim, vivia cada vez mais recolhido e recusou diversos cargos honoríficos, até o de secretário do cardeal de Provença, que lhe foi oferecido pelo papa. O seu recolhimento aumentou com a morte precoce de seu filho Giovanni e de Laura, em 1348, em virtude da peste que assolou a Europa naqueles anos. Além disso, aborrecia-se com a falta de renovação política e com o agravamento da corrupção eclesiástica.


Estabeleceu-se definitivamente na Comuna de Arquà, em 1370, onde morreria quatro anos depois. A obra que lhe deu definitivamente fama foram os poemas em italiano, língua da qual, juntamente com Dante e com outros poetas da Toscana, foi um aprimorador. Os 366 textos, compostos ao longo de toda sua vida, foram recolhidos no "Cancioneiro". Além disso, escreveu várias outras obras em latim.

Advocatus Diaboli

Do fundo do coração, eu odeio a turba
dos grandes deste mundo, e dos seus
mensageiros.
E, mais ainda, a genialidade que eles
praticam.

Friedrich Holderlin

Chile condecora Yevgueni Yevtushenko

A Presidente do Chile, Michelle Bachelet, condecorou o poeta russo Yevgueni Yevtushenko com o grau de comendador da Ordem de Mérito Bernardo O'Higgins numa cerimónia que decorreu na quinta-feira do Palácio de La Moneda.

Autor de poemas, romances, peças de teatro e guiões de filmes, Yevgueni Alexandrovitch Yevtushenko, de 76 anos, mostrou-se agradecido pelo reconhecimento do seu trabalho que remonta a 1949 quando, com 16 anos, surgiu no panorama literário soviético.

O poeta prodigioso, como ficou conhecido, que enchia estádios com jovens que vinham expressamente para o ouvir declamar os seus poemas, foi ganhando rapidamente uma aura de escritor incómodo e de dissidente pelas suas convicções pacifistas em plena Guerra Fria.

A cerimónia em Santiago do Chile foi presidida por Michelle Bachelet e contou com a presença de nomes importantes da literatura chilena, além de dignitários e diplomatas.

"Nunca me senti como um turista, porque a arte é sempre uma paternidade que abraça o sofrimento e o sofrimento nunca é estrangeiro", disse o escritor que, aos 19 anos, ingressou na União dos Escritores Soviéticos, tornando-se o seu membro mais jovem de sempre.

Esta é a segunda condecoração recebida no Chile por Yevtushenko, admirado pela sua "poesia cívica" e que reside actualmente nos Estados Unidos: o anterior Presidente chileno, Ricardo Lagos, já o havia agraciado.

Cortesia de Lusa

Obama lembra Camões

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou dia 10 de Junho uma mensagem de comemoração em lembrança do dia do poeta Luis de Camões, de Portugal e das comunidades portuguesas.

"Envio com orgulho os meus melhores desejos àqueles que celebram a cultura e a herança portuguesa nesta ocasião", afirma Obama em comunicado, no qual ressaltou a "longa e firme amizade" entre EUA e Portugal.

Na nota, Obama ressaltou a contribuição dos americanos de origem portuguesa ao país.

"É adequado que Camões, que viveu de 1524 a 1580, seja reconhecido principalmente por seu poema épico 'Os Lusíadas', um tributo à época dourada dos descobrimentos portugueses", opinou o presidente americano.

Cortesia de EFE

Recital de Canto e Piano: Tomámos a vila depois de um intenso bombardeamento

Recital de canto e piano
Casa Fernando Pessoa, 25 de Junho, 21.00

Tomámos a vila depois de um intenso bombardeamento

David de Souza
(1880-1918)
4 Canções portuguesas: Barca bela (Almeida Garrett), Serenata (Delphim Guimarães), A Fiandeira (João Saraiva), A uma borboleta (B. de Bocage)
2 Canções italianas: Il passato (Giovanni Pascoli), Pianto (Giovanni Pascoli)
3 Canções francesas: Tout près de mon coeur (Maxime Sinionnot), Chanson d’Automne (Paul Verlaine), Ne me console pas (Francis James)

Francisco Lacerda
(1869-1934)
3 Trovas: Desde que os cravos e rosas, Canção triste, Bailado

Croner de Vasconcellos, J.
Três redondilhas (Luís de Camões)
1.Descalça vai para a fonte
2.Pus meus olhos numa funda
3.Na fonte está Leonor

Não, não digas nada (F. Pessoa)

Lopes-Graça, F.
(1906-1994)
3 Odes de Ricardo Reis
Coroai-me de rosas
Aqui, dizeis
Já sobre a fronte vã

Sol nulo dos dias vãos (F. Pessoa)
Tomámos a vila (F. Pessoa)
O menino de sua mãe (F. Pessoa)

Ana Leonor Pereira – Soprano
António Ferreira – Piano

Será apresentada uma pintura inédita do Mestre Gil Teixeira Lopes que retrata o compositor Fernando Lopes-Graça. Co-Organização: Junta de Freguesia do Santo Condestável.

Cortesia de CFP

Aula de Amor

Mas, menina, vai com calma
Mais sedução nesse grasne:
Carnalmente eu amo a alma
E com alma eu amo a carne.

Faminto, me queria eu cheio
Não morra o cio com pudor
Amo virtude com traseiro
E no traseiro virtude pôr.

Muita menina sentiu perigo
Desde que o deus no cisne entrou
Foi com gosto ela ao castigo:
O canto do cisne ele não perdoou.

Bertold Brecht

Prémios Revelação APE/Guimarães Editores

REGULAMENTO

1. Os Prémios de Revelação, a atribuir pela Associação Portuguesa de Escritores, com o patrocínio de Guimarães Editores, SA, destinam-se a distinguir obras de autores portugueses inéditos em quatro modalidades: poesia, ficção narrativa, ensaio literário e literatura para a infância e a juventude.

2. As obras submetidas a concurso serão sempre inéditas e o autor, no género a que concorre, não pode ter publicado anteriormente qualquer livro.

3. Os Prémios de Revelação funcionam rotativamente, por forma a assegurar, num ano, o concurso para originais de poesia e de ensaio literário, e, no ano subsequente, o concurso destinado a originais de ficção narrativa e de literatura para a infância e a juventude.

3.1. Na edição relativa a 2008, o concurso é aberto a trabalhos de poesia e de ensaio literário.

4. Os Prémios - até ao máximo de três, em cada modalidade - traduzem-se na garantia de publicação das respectivas obras, pela Editora que os patrocina, a qual também pagará os direitos de autor.

5. Os originais - não mais que um por autor, em cada modalidade - deverão ser entregues na sede da APE (Rua de São Domingos à Lapa, 17 - 1200-832 Lisboa), ou enviados pelo correio, em 3 cópias, dactilografadas a dois espaços ou impressas após processamento de computador, em folhas A4, com indicação pelo autor do título e do género a que concorre.

6. Os autores indicarão os seus nomes nas capas das cópias apresentadas a concurso, devidamente encapadas ou agrafadas, estando o uso de pseudónimos apenas previsto para as situações em que se constituam como identidade literária dos concorrentes.

7. O conjunto das 3 cópias de cada obra será acompanhado por uma carta, com indicação, exterior, do seu título, género a que concorre e nome do autor, e contendo a indicação da sua morada e respectivo telefone.

8. Com os serviços de secretaria da APE encerrados durante o mês de Agosto, o concurso relativo ao ano de 2008 estará aberto de 1 de Junho a 15 de Setembro de 2009.

9. A APE não devolverá as cópias que lhe sejam remetidas pelos concorrentes.

10. Cabe à APE nomear um seu Director para a organização dos Prémios, bem como um Júri que apreciará as obras de poesia e de ensaio literário, e, no próximo ano, outro destinado a apreciar as obras de ficção narrativa e de literatura para a infância e a juventude.

11. Cada Júri integrará três personalidades de reconhecido mérito e manter-se-á, salvo manifesta impossibilidade de qualquer dos seus membros, em duas edições consecutivas do mesmo par de modalidades.

12. Os Júris decidirão por unanimidade ou maioria simples, lavrando actas circunstanciadas dos seus trabalhos, e poderão, se assim o entenderem, não atribuir os Prémios, desde que a falta de qualidade das obras a concurso o justifique.

13. As cerimónias de consagração dos premiados ocorrerão com o lançamento dos respectivos livros.

BD «Os Lusíadas» em mirandês

Os balcões dos CTT de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso já têm à venda a versão em mirandês de "Os Lusíadas", de Luís de Camões. O trabalho surge em banda-desenhada, com desenhos de José Ruy e tradução de Amadeu Ferreira.

O álbum chega durante este mês às livrarias e contará com apresentações públicas no Porto(no próximo dia 19, no Clube Literário), em Lisboa (a 2 de Julho, na Fundação Mário Soares) e em Miranda do Douro (a 10 de Julho, dia em que se celebram os 564 anos da cidade-berço da "lhéngua").

Amadeu Ferreira, estudioso do mirandês e escritor, levou mais de cinco anos a traduzir os dez cantos e 1102 estrofes de "Os Lusíadas" para mirandês.

Além de "Os Lusíadas", a dupla Amadeu Ferreira/José Ruy tem já concluído, também em BD, um trabalho que dá pelo título "História de um povo e de uma língua" e que conta as venturas e desventuras do povo mirandês e da sua peculiar forma de comunicar.

Para Amadeu Ferreira, estas publicações são importantes para a divulgação da "lhéngua" junto dos alunos das escolas, para, assim, terem um contacto de proximidade com uma forma que sobreviveu ao longo dos séculos através da expressão oral. "Foi uma odisseia traduzir 'Os Lusíadas', em que episódios com um cariz mais lírico como o 'Adamastor', a 'Ilha dos Amores' ou o 'Velho do Restelo' foram muito exigentes, mas provou-se que o mirandês tem capacidade para transmitir uma obra desta complexidade", sublinhou.

Cortesia de JN

Apenas um pouco mais

Apenas um pouco mais
E veremos as amendoeiras em flor
Os mármores brilhando ao Sol
O mar, as ondas ondulantes.
Apenas um pouco mais
Deixem-nos crescer apenas um pouco mais alto.

Giorgos Seferis

Poeta Arménio Vieira recebe Prémio Camões 2009

O júri do Prémio Camões decidiu atribuir o galardão deste ano ao poeta cabo-verdiano Arménio Vieira, disse fonte oficial.

Arménio Vieira disse que, a título pessoal, já esperava "ganhar" mas sublinhou que era ainda cedo para um autor de Cabo Verde ser distinguido. "A título pessoal, eu esperava o prémio. Mas por causa de ser Cabo Verde, admiti que fosse ainda um bocado cedo. É pequeno em relação à imensidão do Brasil, que tem centenas de escritores óptimos. E Portugal também. Seria muito difícil Cabo Verde apanhar o prémio", disse, visivelmente emocionado.

"É uma honra pessoal. Eu é que sou o autor dos livros que ganharam o prémio, porque é atribuído à obra e não à pessoa. Acho que é uma honra para Cabo Verde. É histórico, Cabo Verde nunca tinha ganho. Desta vez lembraram-se do nosso pequeno país", acrescentou Arménio Vieira.

O galardoado manifestou a esperança de que, a partir de agora, a sua obra venha a ser estudada em Cabo Verde e no estrangeiro. "Espero bem que sim, (a sua obra) será mais estudada. Mas ainda não se estuda. Às vezes as pessoas compram livros mas não os lêem", referiu.

Arménio Vieira, o primeiro cabo-verdiano a receber o Prémio Camões, nasceu na cidade da Praia, na Ilha de Santiago, Cabo Verde, em 24 de Janeiro de 1941.

Além de escritor, é jornalista, com colaborações em publicações como o “Boletim de Cabo Verde”, a revista “Vértice”, de Coimbra, “Raízes”, “Ponto & Vírgula”, “Fragmentos” e “Sopinha de Alfabeto”. Arménio Vieira foi redactor no jornal “Voz di Povo”.

O Prémio Camões, criado em 1988 pelos governos português e brasileiro, distingue todos os anos escritores dos países lusófonos.

Cortesia de O Público

Dia da Latinidade 2009

O XIX Congresso da Uniao Latina aprovou, por unanimidade, uma resolucao, proclamando o Dia da Latinidade a 15 de Maio, aniversar io da assinatura da Convencao de Madrid, a qual criou a organizacao, em 1954. A partir de entao, os Estados-Membros acordaram realizar diferentes tipos de actividades dest inadas a assinalar a efemeride, com o objectivo de “promover a consciencia da identidade cultural comum aos povos de origem latina”.

A Uniao Latina promove, desde 2000, na maioria dos seus Estados-Membros, um concurso multilingue – o Concurso Dialogo Latino – destinado a estudantes do ensino secundário. Este concurso tem como object ivo promover a aprendizagem das linguas lat inas e o seu estudo comparativo. Contribuem para a realizacao deste concurso o Departamento de Estudos Classicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Instituto Camoes, o Instituto Cervantes, o Instituto Franco-Portugues, o Instituto Italiano de Cultura em Portugal, a Embaixada da Romenia e a Embaixada de Andorra.

Em 2009, o Dia da Latinidade celebra-se em Lisboa no dia 3 de Junho pelas 16h30 no Instituto Camões com a seguinte agenda:

Sessao Solene presidida por S. Exa. a Secretaria de Estado Adjunta e dos Assuntos Europeus, Dra. Teresa Ribeiro
Entrega dos diplomas do Concurso Diálogo Latino
Entrega do Premio da Latinidade, “Joao Neves Fontoura”, a Júlio Pomar
Intervencao de Julio Pomar
Encerramento por S. Exa. a Secretaria de Estado Adjunta e dos Assuntos Europeus
Visita a exposicao Da Junta Nacional de Educação ao Instituto Camões
Porto de Honra

CONVITE

Cortesia de IC

Poetisa Glória de Sant'Anna falece aos 84 anos

A poetisa Glória de Sant´Anna faleceu esta terça-feira, no Hospital de Gaia, aos 84 anos, disse fonte próxima da família.

Glória de Sant´Anna nasceu em Lisboa, a 25 de Maio de 1925, fez o curso complementar de Letras no Colégio de Odivelas e em 1951, já casada, partiu para Nampula, em Moçambique. Em 1974, regressou a Portugal, disse o escritor e crítico literário Eugénio Lisboa.

A poetisa vivia em Ovar e foi uma das vozes do lirismo de Moçambique. Recentemente, a editora moçambicana Nadjira, do grupo LeYa, editou uma colectânea de poesia de Glória de Sant´Ana, intitulada "Solamplo", com prefácio de Eugénio Lisboa. "Mas aquilo a que poderíamos, sem exagero, chamar a sua 'glória', nada teve de ruidoso. Foi sempre uma personagem de um pudor e 'retiro' exemplares", escreveu.

Cortesia de JN

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