CITAÇÃO - Abay Qunanbayuli
Quando as pessoas perdem o significado divino, procuram imediatamente ouvir uma nova voz.
n.º3 Plural Pluriel
O n° 3 da Revista online Revue Plural Pluriel - revue des cultures de langue portugaise é sobre o tema “Temps, corps, hybrides”, é organizado por Olga M.M.C. de Souza (UFES – Brasil) e Michael A. Soubbotnik (Université Paris-Est Marne-la-Vallée).
Pode ler ainda a entrevista de David Brookshaw (University of Bristol –UK) sobre a vida literária de Macau, resenhas, actualidades, anúncios de publicações e colóquios relativos à lusofonia em França.
www.pluralpluriel.org
Pode ler ainda a entrevista de David Brookshaw (University of Bristol –UK) sobre a vida literária de Macau, resenhas, actualidades, anúncios de publicações e colóquios relativos à lusofonia em França.
www.pluralpluriel.org
Eu
Posso ouvir estalidos pequenos dentro de meu sonho.
A noite goteja com a sua torneira de prata
abaixo pelas costas.
Ás 4 da manhã acordo. Pensando
sobre o homem que
partiu em Setembro.
O seu nome era Lei.
Meu rosto no espelho da casa-de-banho
tem faixas brancas até abaixo.
Enxaguo o rosto e volto para a cama.
Amanhã visitarei a minha mãe.
Anne Carson
A noite goteja com a sua torneira de prata
abaixo pelas costas.
Ás 4 da manhã acordo. Pensando
sobre o homem que
partiu em Setembro.
O seu nome era Lei.
Meu rosto no espelho da casa-de-banho
tem faixas brancas até abaixo.
Enxaguo o rosto e volto para a cama.
Amanhã visitarei a minha mãe.
Anne Carson
Poetícia Worldwide
A 31 de Agosto de 2009, com 526 mensagens, 7 seguidores e visitantes diários de todo o planeta, o blogue Poetícia agradece a participação de todos os curiosos, leitores, cibernautas, poetas e críticos todos os minutos de atenção dados aos conteúdos do blogue.
A nível da internet global, ao pesquisar, por exemplo, no motor de busca Google por Citação Fernando Pessoa, a referência do blogue Poetícia surge em oitavo lugar da lista de ligações.
Obrigado a todos nós.
BIO - Federico Garcia Lorca

A vida e obra de García Lorca pelo que foram e são adquiriram uma grandeza mítica com o poeta ainda vivo, dimensão que aumentou com a sua morte prematura e trágica, a Guerra Civil espanhola de 1936-1939, o silenciamento que o poder franquista impôs à sua obra, à sua ida, à sua morte.
Hoje, passados, mais de 60 anos sobre a madrugada de Agosto de 1936 em que o poeta se tornou um dos símbolos da Espanha martirizada, investigada a sua vida e sujeita a notáveis esforços de revisão textual a sua obra, podemos ter do poeta uma imagem desmistificada, em que ele deixou de ser alguém puramente mágico e o poeta os ciganos, para ser visto como um homem perturbado pelas suas inquietações íntimas e anseios artísticos múltiplos, consciente dos meios que procurava para a obra que escreveu com febril entusiasmo e domínio total os elementos que empregava, que fizeram dele um dos maiores escritores espanhóis do século XX. A sua obra desvenda alguém com o coração ferido, dominado sempre por agouros e ameaças de morte, para quem o amor raramente é plenitude, sendo um espaço desolado e sombrio.
Frederico García Lorca nasceu a 5 de Junho de 1898, em Fuente Vaqueros, aldeia próxima de Granada, primogénito de um abastado proprietário de terras e da professora a localidade. A sua infância decorreu num ambiente rural, perto da terra, das fainas agrícolas e das gentes que delas viviam, até que em 1908 foi com a família residir em Granada.
Demonstrando uma grande vocação musical em menino, estudou piano até 1916. Estudou depois Direito na Universidade de Granada até 1923, nunca tendo exercido qualquer actividade relacionada com o curso.
Na primavera de 1919 , García Lorca foi para Madrid e habitou na Residencia de Estudiantes, que tinha como objectivo promover uma cultura laica, em que a ciência e as humanidades se juntavam à literatura e às artes, num projecto de reforma da mentalidade espanhola (por lá passaram outros poetas célebres como, por exemplo, Juan Ramón Jimenez). García Lorca associa-se ao Grupo poético de 1927, em que constam outros nomes como os de Luís Cernuda, Rafael Alberti ou Jorge Guíllen, tendo como base comum um fundo cultural que se refere à influência dos movimentos vanguardistas europeus, começando pelo futurismo e o dadaísmo, evoluindo para a prática de um surrealismo que nunca foi escrita automática, mas um irracionalismo intenso. As suas obras envolviam um protesto total contra sociedade e contra as bases em que esta se achava sustentada.
Em 13 Julho de 1936 o poeta foi de madrid para Granada, par fugir ao ambiente de agitação que aí se vivia após diversos incidentes, entre os quais o assassínio do deputado José Calvo Sovelo, chefe dos monárquicos e das forças conservadoras que queriam derrubar a república. Após diversos incidentes, que demonstraram que a situação era de grande perigo para a família García Lorca, em 9 de Agosto Frederico foi refugiar-se em casa do poeta Luis Rosales, sendo que já havia sido procurado em várias casas pelas autoridades nacionalistas que impunham o terror em Granada. Terá sido a irmã do poeta que, perante a ameaça das autoridades de prender ou executar de imediato o seu pai, revelou a localização de Frederico, supondo-o a salvo por se encontrar em casa de membros importantes da Falange de Granada. Frederico foi preso pelos franquistas na tarde de 16 de Agosto e fuzilado na madrugada de 18 seguinte, num campo dos arredores de Granada. O seu corpo nunca foi encontrado.
Avesso à violência, o poeta, como homossexual que era, sabia muito bem o quanto era doloroso sentir-se ameaçado e perseguido. Nessa época, suas peças teatrais "A casa de Bernarda Alba", "Yerma", "Bodas de sangue", "Dona Rosita, "a solteira" e outras, eram encenadas com sucesso. O seu assassínio teve repercussão mundial.
Livraria 1870

Na Travessa de São José n.º1, em Lisboa, está a livraria alfarrabista 1870. Este espaço livreiro tem algo de especial, não só por manter os traços antigos das actividades comerciais anteriores, nomeadamente mercearia e mais tarde papelaria, mas também oferecer ao transeunte uma inesperada experiência de descoberta.
Nesta alfarrabista podem-se encontrar os mais diversos livros das mais variadas temáticas. Relativamente à poesia, facilmente pode chegar às mãos do leitor primeiras edições de poetas portugueses, ou até mesmo livros autografados pelos poetas, como é o caso do livro Photomaton & Vox (1979) de Herberto Hélder.
Recomenda-se a visita. 1870
(fotografia copyright livraria 1870 - poema de Jorge de Sena)
Portugal na Feira do Livro de Gotemburgo 2009
Este ano Portugal vai participar pela primeira vez na Feira do Livro de Gotemburgo, o mais importante evento literário da Escandinávia. A decorrer entre 24 e 27 de Setembro, a Feira contará com a presença dos escritores Ana Luísa Amaral, Gonçalo M. Tavares e Ondjaki. Além de diversos seminários com os autores, será ainda oferecida uma pequena recepção no stand de Portugal para o lançamento de seis novas traduções.
A iniciativa, da responsabilidade da Embaixada de Portugal e do Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões em Estocolmo, conta com a colaboração de cerca de 15 parceiros, portugueses e suecos.
Espera-se que o stand funcione como ponto de encontro de todos os interessados pela língua e cultura portuguesas na Suécia, já que aí poderão encontrar mais de 200 títulos de autores de expressão portuguesa, audio-livros, música, o novo dicionário de português-sueco e informação turística.
Actividades:
25 de Setembro
13h30-13h50
Será Portugal um País de Poetas? – Literatura Contemporânea em Português
Marianne Sandels conversa com Ana Luísa Amaral, Gonçalo M. Tavares e Ondjaki
Local: a definir
Necessária entrada para seminários
14h30-16h00
Recepção com o Embaixador de Portugal e escritores convidados
Lançamento de novas traduções
Local: Stand de Portugal – C01:04
26 de Setembro
10h30-10h55
Marianne Sandels conversa com Ana Luísa Amaral
Local: A place for poetry
11h30-11h50
Marianne Sandels conversa com Gonçalo M. Tavares
Local: a definir
Necessária entrada para seminários
11h40-12h00
Yvonne Blank conversa com Ondjaki
Local: Stora scenen, Internationella Torget
A iniciativa, da responsabilidade da Embaixada de Portugal e do Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões em Estocolmo, conta com a colaboração de cerca de 15 parceiros, portugueses e suecos.
Espera-se que o stand funcione como ponto de encontro de todos os interessados pela língua e cultura portuguesas na Suécia, já que aí poderão encontrar mais de 200 títulos de autores de expressão portuguesa, audio-livros, música, o novo dicionário de português-sueco e informação turística.
Actividades:
25 de Setembro
13h30-13h50
Será Portugal um País de Poetas? – Literatura Contemporânea em Português
Marianne Sandels conversa com Ana Luísa Amaral, Gonçalo M. Tavares e Ondjaki
Local: a definir
Necessária entrada para seminários
14h30-16h00
Recepção com o Embaixador de Portugal e escritores convidados
Lançamento de novas traduções
Local: Stand de Portugal – C01:04
26 de Setembro
10h30-10h55
Marianne Sandels conversa com Ana Luísa Amaral
Local: A place for poetry
11h30-11h50
Marianne Sandels conversa com Gonçalo M. Tavares
Local: a definir
Necessária entrada para seminários
11h40-12h00
Yvonne Blank conversa com Ondjaki
Local: Stora scenen, Internationella Torget
Cortesia de IC
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Notícias
O silêncio dos intelectuais
«Não há volta a dar. Junho foi dominado pelas eleições europeias. O foguetório do costume, candidatos decalcados a papel químico do Camilo, de Júlio Dinis e Alves Redol e afins. (A Laurinda-que-fala-com-Deus-em-inglês, presumivelmente com Evelyn Waugh.) Mas ninguém soube o que pensam os escritores portugueses. Tirando Eduardo Lourenço, teórico de serviço à Res publica, dita “coisa do povo”, não me lembro de nenhum jornal ou televisão ter promovido um debate sério com intelectuais. Porque os comentadores regulares de televisão ou jornal, mesmo os que são criadores e intelectuais (meia dúzia, pelas minhas contas), e isto não é juízo de valor, é facto, falam pelos partidos que representam ou pelas “sensibilidades” partidárias que publicamente apoiam.
Ora, eu tenho saudade do tempo em que escritores que o povo identificava como tais — Fernando Pessoa, Aquilino Ribeiro, José Gomes Ferreira, José Régio, Miguel Torga, Vergílio Ferreira, Fernando Namora, Óscar Lopes, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, Urbano Tavares Rodrigues, David Mourão-Ferreira, Natália Correia, José Cardoso Pires, Eduardo Prado Coelho, etc. —, coisa diferente de escritores que recebem prémios, mas, embora “laureados”, nós outros, seus pares, perguntamos, perplexos, “quem?”; tenho saudade do tempo, dizia, em que os escritores escreviam nos jornais textos de apoio ou agravo sobre assuntos de interesse colectivo.
Ainda me lembro, em Moçambique, nos anos 1960-70, de polémicas acesas por causa de Godard, Antonioni ou Mike Nichols, a pretexto da adaptação que este último fez de Quem tem medo de Virginia Woolf? (1966), de Edward Albee. As questões políticas, essas, faziam-se de viés (censura oblige). Mas em democracia a aparente apatia da intelligentzia não se percebe.
E discutir a Europa não é coisa de somenos! Queremos este modelo? O alargamento de 15 para 27 beneficiou? Sim ou não? E quem? Vamos acertar o passo (melhor dito: as cabeças) pela Europa desenvolvida e cosmopolita, ou queremos continuar neste marasmo melancólico de 1.ª República pós-moderna? »
Eduardo Pitta
Cortesia de PNETLiteratura
Ora, eu tenho saudade do tempo em que escritores que o povo identificava como tais — Fernando Pessoa, Aquilino Ribeiro, José Gomes Ferreira, José Régio, Miguel Torga, Vergílio Ferreira, Fernando Namora, Óscar Lopes, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, Urbano Tavares Rodrigues, David Mourão-Ferreira, Natália Correia, José Cardoso Pires, Eduardo Prado Coelho, etc. —, coisa diferente de escritores que recebem prémios, mas, embora “laureados”, nós outros, seus pares, perguntamos, perplexos, “quem?”; tenho saudade do tempo, dizia, em que os escritores escreviam nos jornais textos de apoio ou agravo sobre assuntos de interesse colectivo.
Ainda me lembro, em Moçambique, nos anos 1960-70, de polémicas acesas por causa de Godard, Antonioni ou Mike Nichols, a pretexto da adaptação que este último fez de Quem tem medo de Virginia Woolf? (1966), de Edward Albee. As questões políticas, essas, faziam-se de viés (censura oblige). Mas em democracia a aparente apatia da intelligentzia não se percebe.
E discutir a Europa não é coisa de somenos! Queremos este modelo? O alargamento de 15 para 27 beneficiou? Sim ou não? E quem? Vamos acertar o passo (melhor dito: as cabeças) pela Europa desenvolvida e cosmopolita, ou queremos continuar neste marasmo melancólico de 1.ª República pós-moderna? »
Eduardo Pitta
Cortesia de PNETLiteratura
Torneio Poético de Evocação de António Botto e Jorge de Sena
Reunido nas tardes dos dias 6 e 13 de Agosto de 09 nas instalações da DGLB, em Lisboa, após apreciação individual e discussão conjunta dos trabalhos concorrentes, o júri nomeado para a atribuição dos prémios do Torneio Poético de Evocação de António Botto e Jorge de Sena, constituído pelo poeta e ensaísta Eduardo Pitta, por Manuel Fernando Gonçalves, em representação do Plano Nacional de Leitura, e por Maria Teresa Arsénio Nunes, em representação da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas/Direcção de Serviços do Livro, deliberou atribuir os seguintes prémios:
Categoria A (3º ciclo do ensino básico):
1º prémio − concorrente identificada apenas como Joana, do 8º ano da Escola Básica
Integrada de Vila Cova, pelo reconhecimento de um trabalho formal de identificação
com alguns dos sentidos possíveis da estrofe de António Botto “Anda um ai na minha
vida […]”, através, designadamente, da própria economia da expressão e da ironia
implícita;
2º prémio – Beatriz Martins Soares, aluna do 8º A da E.B.2,3 de Paredes, pelo efectivo esforço de glosa do poema de Jorge de Sena “Uma Pequenina Luz”.
Categoria B (ensino secundário):
duas menções honrosas:
– Andreia Araújo, aluna do 10ª A da EBI de Vila Cova,
− Joana Martins, da Escola Secundária de Alfena, 10º A, nº 14.
Parabéns aos premiados.
Categoria A (3º ciclo do ensino básico):
1º prémio − concorrente identificada apenas como Joana, do 8º ano da Escola Básica
Integrada de Vila Cova, pelo reconhecimento de um trabalho formal de identificação
com alguns dos sentidos possíveis da estrofe de António Botto “Anda um ai na minha
vida […]”, através, designadamente, da própria economia da expressão e da ironia
implícita;
2º prémio – Beatriz Martins Soares, aluna do 8º A da E.B.2,3 de Paredes, pelo efectivo esforço de glosa do poema de Jorge de Sena “Uma Pequenina Luz”.
Categoria B (ensino secundário):
duas menções honrosas:
– Andreia Araújo, aluna do 10ª A da EBI de Vila Cova,
− Joana Martins, da Escola Secundária de Alfena, 10º A, nº 14.
Parabéns aos premiados.
Cortesia de IPLB
Já conheci a alegria da manhã
Já conheci a alegria da manhã
quando o quarto está em silêncio:
Os gladíolos abrem-se na jarra
A água corre da fonte para o jardim
& ao longe, na vila, as pessoas formigam...
Para te falar do meu espinho
Só me resta uma língua mais arcaica,
Ouvida na lama de um Outono de chuva.
Nunca cheguei a saber o que quiseste:
Ainda hesitante na vida estendeste
À minha frente as tuas nuvens,
Deixei de ver a Terra & a ti
Que só a custo de respiro.
M. S. Lourenço
quando o quarto está em silêncio:
Os gladíolos abrem-se na jarra
A água corre da fonte para o jardim
& ao longe, na vila, as pessoas formigam...
Para te falar do meu espinho
Só me resta uma língua mais arcaica,
Ouvida na lama de um Outono de chuva.
Nunca cheguei a saber o que quiseste:
Ainda hesitante na vida estendeste
À minha frente as tuas nuvens,
Deixei de ver a Terra & a ti
Que só a custo de respiro.
M. S. Lourenço
Pessoa é o poeta mais vendido no Brasil
A coluna Gente Boa, do jornal O Globo, informa que Fernando Pessoa ultrapassou Vinicius de Moraes, agora em segundo, e Carlos Drummond de Andrade, em terceiro, no ranking dos poetas mais vendidos no país (feito pela Nova Aguilar, que tem os direitos de lançamento das obras completas dos três). Em outubro sai no Brasil uma nova edição da poesia de Pessoa.
Cortesia de CFP
Cortesia de CFP
Obra completa de Florbela Espanca reeditada
A Editora Presença vai reunir toda a obra da poeta e escritora Florbela Espanca, num conjunto de quatro volumes, que visam dar ao grande público a possibilidade de redescobrir o seu universo ficcional, epistolar e poético. José Carlos Seabra Pereira, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e da Universidade Católica, será o responsável pela reunião destas obras. A presente edição é resultado de um aturado trabalho no qual este estudioso procurou interpretar, fixar e estabilizar os textos da autora. Florbela Espanca (1894-1930) nasceu em Vila Viçosa e suicidou-se depois de uma vida marcada por relações conturbadas e por doenças.
Cortesia de DN
Cortesia de DN
51.ª edição do Prémio literário Jabuti com oito autores brasileiros editados em Portugal
Oito autores brasileiros com obras já editadas em Portugal integram nas categorias Romance, Contos e Crónicas e Poesia as listas de candidatos ao Prémio Literário Jabuti, este ano na sua 51.ª edição.
O prémio contempla no total 20 categorias, para cada uma das quais foram seleccionadas 10 obras. Numa segunda selecção, em 29 de Setembro, o número reduzir-se-á para três em cada categoria.
No romance, são três os escritores concorrentes já conhecidos do leitor português: Daniel Galeria, com "Cordilheira", Milton Hatoum, com "Órfãos do Eldorado", e Moacyr Scliar, com "Manual da Paixão Solitária".
Galera, 30 anos, é dos três o mais jovem - nasceu em 1979 - e, ao contrário dos outros, tem apenas um título editado em Portugal: "Mãos de cavalo", com chancela da Editorial Caminho.
Já galardoado com um Prémio Jabuti, Moacyr Scliar, o primeiro dos três escritores a obter edição em Portugal, tem actualmente vários títulos no mercado, entre os quais "O centauro no seu jardim" e "O exército de um homem só", ambos da Caminho.
De Milton Hatoum estão publicados em Portugal, pela Cotovia, quatro livros: "Dois irmãos", "Cinzas do Norte", "Relato de um certo Oriente" - todos vencedores do Prémio Jabuti - e "A cidade ilhada".
Na poesia, os concorrentes já divulgados em Portugal são Eucanaã Ferraz, com "Cinemateca" - precisamente um dos títulos do autor à venda no mercado português, em edição da quasi - e, com "Requiem", Lêdo Ivo, vencedor de um prémio Jabuti em 1973.
Ferraz tem ainda editados, também na Cotovia, "Rua do mundo" e "Desassombro", e Ivo, entre outros, "Plenilúnio", na Topbooks.
Na secção Contos e Crónicas, concorrem Ruy Castro com "101 crónicas", Rubem Alves com "Ostra feliz não faz pérola" e Lya Luft com "O silêncio dos amantes".
De Castro está editado em Portugal "Carnaval no fogo" (Editora Asa), de Rubem Alves "A boa nova dos dias" (Editora Asa) e de Lya Luft "Perdas e ganhos" (Presença) e "A asa esquerda do anjo" (Pergaminho).
Criado em 1959, o Jabuti é hoje o mais importante prémio literário do Brasil.
Cortesia de Expresso
O prémio contempla no total 20 categorias, para cada uma das quais foram seleccionadas 10 obras. Numa segunda selecção, em 29 de Setembro, o número reduzir-se-á para três em cada categoria.
No romance, são três os escritores concorrentes já conhecidos do leitor português: Daniel Galeria, com "Cordilheira", Milton Hatoum, com "Órfãos do Eldorado", e Moacyr Scliar, com "Manual da Paixão Solitária".
Galera, 30 anos, é dos três o mais jovem - nasceu em 1979 - e, ao contrário dos outros, tem apenas um título editado em Portugal: "Mãos de cavalo", com chancela da Editorial Caminho.
Já galardoado com um Prémio Jabuti, Moacyr Scliar, o primeiro dos três escritores a obter edição em Portugal, tem actualmente vários títulos no mercado, entre os quais "O centauro no seu jardim" e "O exército de um homem só", ambos da Caminho.
De Milton Hatoum estão publicados em Portugal, pela Cotovia, quatro livros: "Dois irmãos", "Cinzas do Norte", "Relato de um certo Oriente" - todos vencedores do Prémio Jabuti - e "A cidade ilhada".
Na poesia, os concorrentes já divulgados em Portugal são Eucanaã Ferraz, com "Cinemateca" - precisamente um dos títulos do autor à venda no mercado português, em edição da quasi - e, com "Requiem", Lêdo Ivo, vencedor de um prémio Jabuti em 1973.
Ferraz tem ainda editados, também na Cotovia, "Rua do mundo" e "Desassombro", e Ivo, entre outros, "Plenilúnio", na Topbooks.
Na secção Contos e Crónicas, concorrem Ruy Castro com "101 crónicas", Rubem Alves com "Ostra feliz não faz pérola" e Lya Luft com "O silêncio dos amantes".
De Castro está editado em Portugal "Carnaval no fogo" (Editora Asa), de Rubem Alves "A boa nova dos dias" (Editora Asa) e de Lya Luft "Perdas e ganhos" (Presença) e "A asa esquerda do anjo" (Pergaminho).
Criado em 1959, o Jabuti é hoje o mais importante prémio literário do Brasil.
Cortesia de Expresso
Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa para João Rui de Sousa
O júri, constituído pelo crítico literário António Carlos Cortez, e ainda por José Luís Louro e Pedro Ferré, decidiu, por unanimidade, atribuir o Prémio a João Rui de Sousa, «pelo equilíbrio clássico da sua poética em constante diálogo com a tradição modernista, perseguindo uma poesia elemental e com forte carga metafórica, sem esquecer a vocação erótica que se une à própria inquirição da vida e da escrita».
Esta foi a quarta edição deste Prémio, que conta na sua pequena mas significativa lista de vencedores com os nomes de Fernando Echevarria, Fernando Guimarães e Nuno Júdice.
O Prémio, no valor de 5000 euros, conta com o alto patrocínio da Direcção Regional de Cultura do Algarve e da Universidade do Algarve e será entregue em sessão pública, integrada nas Festas do Concelho, no próximo dia 4 de Setembro, na Biblioteca Municipal António Ramos Rosa, em Faro.
Cortesia de Barlavento
Esta foi a quarta edição deste Prémio, que conta na sua pequena mas significativa lista de vencedores com os nomes de Fernando Echevarria, Fernando Guimarães e Nuno Júdice.
O Prémio, no valor de 5000 euros, conta com o alto patrocínio da Direcção Regional de Cultura do Algarve e da Universidade do Algarve e será entregue em sessão pública, integrada nas Festas do Concelho, no próximo dia 4 de Setembro, na Biblioteca Municipal António Ramos Rosa, em Faro.
Cortesia de Barlavento
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Ramos Rosa,
Rui de Sousa
Inauguração da Casa-Poema

A 17 de Setembro, a Casa Fernando Pessoa transforma-se num poema, por dentro e por fora. Fachada exterior e paredes albergarão inúmeras versões de uma só ode de Ricardo Reis (Fernando Pessoa). A inauguração da Casa-Poema será acompanhada, durante o dia, de animação de rua. Às 19h30, actores da Tenda – Palhaços do Mundo dirão poemas de Pessoa, das janelas da Casa Fernando Pessoa para a rua em frente. Pelas 21h30, na mesma rua, terá lugar um espectáculo musical pelo Flak Ensemble, e às 22h30 a peça de teatro «Todos os Casados do Mundo são Mal Casados», dramaturgia de Inês Pedrosa a partir de textos de Ovídio e Fernando Pessoa, encenada e interpretada por Diogo Dória.
Cortesia de CFP
Terceira recebe I Encontro Nacional de Dezedores de Poesia
Os Açores vão ser palco do I Encontro Nacional de Dezedores de Poesia. Este vai ter lugar a 5 e 6 de Setembro, no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória, na Terceira. O objectivo desta iniciativa é debater e focar a interpretação poética.
Além disso, é intuito deste encontro projectar a literatura portuguesa. “Interpretar o poema será trair o poeta?” e “Interpretar o poema será estimular o ouvido do leitor à preguiça?” serão alguns dos temas debatidos neste evento, que contará com a presença de nomes como Maria Barroso, Maria do Céu Guerra, Luís Lucas, José Fanha, Pedro Lamares e José Rui Martins.
Cortesia de Jornal Diário
Além disso, é intuito deste encontro projectar a literatura portuguesa. “Interpretar o poema será trair o poeta?” e “Interpretar o poema será estimular o ouvido do leitor à preguiça?” serão alguns dos temas debatidos neste evento, que contará com a presença de nomes como Maria Barroso, Maria do Céu Guerra, Luís Lucas, José Fanha, Pedro Lamares e José Rui Martins.
Cortesia de Jornal Diário
Zenith traduz Lírica Camoniana
A primeira tradução para inglês da poesia lírica de Luís de Camões, feita pelo escritor, tradutor, investigador e crítico Richard Zenith, lançada em Junho passado em Lisboa, foi apresentada em Julho em New Bedford, numa iniciativa conjunta do Consulado de Portugal e do Centro de Estudos Portugueses da Universidade: de Massachusetts - Dartmouth (UMassD).
Na mesma sessão, nas instalações do Consulado de Portugal, foi também apresentado o livro Community, Culture and the Makings of Identity: Portuguese-Americans along the Eastern Seaboard, da colecção ‘Portuguese in the Americas Series’, recentemente publicados por aquele Centro, dirigido pelo professor Frank Sousa.
Luís de Camões: Sonnets and other poems é a publicação bilingue de alguns dos mais conhecidos poemas de Camões, traduzidos para inglês por Richard Zenith, e foi publicado na colecção ‘Adamastor Book Series’ do Centro de Estudos Portugueses da UMassD, com o apoio da Fundação Luso-Americana (FLAD).
A obra será entretanto apresentada em Washington no âmbito de um colóquio que aquele Centro está a organizar na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
A segunda obra é uma compilação e republicação de 20 artigos de análise histórica e sociológica de referência sobre as comunidades portuguesas na Costa Leste dos Estados Unidos.
A apresentação da obra publicada pelo Centro de Estudos Portugueses foi acompanhada pela interpretação de vários poemas de Camões que, na versão portuguesa, foram ditos pelo próprio Frank Sousa, e em inglês, pela actriz e encenadora Patricia Thomas.
Aquando do lançamento da obra em Lisboa, o escritor Vasco Graça Moura mostrou-se «impressionado» pela arte do tradutor, tendo sublinhado a erudição de Zenith na reconstituição dos poemas camonianos, lia-se num comunicado da FLAD.
O resultado, segundo Graça Moura, é uma tradução que «abre a porta a novas interpretações» e que se preocupa com o sentido das palavras, mais do que com os aspectos formais das composições poéticas. «Uma boa tradução de um clássico é algo que nos proporciona um enriquecimento e que fica mais próxima de nós.», disse Vasco Graça Moura.
Durante a sessão, Frank de Sousa revelou que o Centro de Estudos Portugueses está n preparar para o próximo Outono o lançamento da tradução para inglês da Correspondência de Fradique Mendes, de Eça de Queirós, único romance do autor ainda não traduzido para inglês, e do Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, que será, segundo ele, o primeiro texto do autor a ser traduzido para inglês.
Na apresentação do volume Community, Culture and the Makings of Identity pela professora Andrea Klimt (docente na UMassD), uma das organizadoras da obra, esta explicou que a obra reúne estudos de análise e opinião de vários autoras que se debruçaram sobre temas ou acontecimentos de particular relevância para a comunidade portuguesa.
Segundo Andrea Klimt, este era o compêndio que faltava a quem – como ela e a co-organizadora do volume, a professora Kimberly da Costa Holton (da Rutgers University - Newark) –, tem como matéria a leccionar a diáspora portuguesa.
Cortesia de IC
Na mesma sessão, nas instalações do Consulado de Portugal, foi também apresentado o livro Community, Culture and the Makings of Identity: Portuguese-Americans along the Eastern Seaboard, da colecção ‘Portuguese in the Americas Series’, recentemente publicados por aquele Centro, dirigido pelo professor Frank Sousa.
Luís de Camões: Sonnets and other poems é a publicação bilingue de alguns dos mais conhecidos poemas de Camões, traduzidos para inglês por Richard Zenith, e foi publicado na colecção ‘Adamastor Book Series’ do Centro de Estudos Portugueses da UMassD, com o apoio da Fundação Luso-Americana (FLAD).
A obra será entretanto apresentada em Washington no âmbito de um colóquio que aquele Centro está a organizar na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
A segunda obra é uma compilação e republicação de 20 artigos de análise histórica e sociológica de referência sobre as comunidades portuguesas na Costa Leste dos Estados Unidos.
A apresentação da obra publicada pelo Centro de Estudos Portugueses foi acompanhada pela interpretação de vários poemas de Camões que, na versão portuguesa, foram ditos pelo próprio Frank Sousa, e em inglês, pela actriz e encenadora Patricia Thomas.
Aquando do lançamento da obra em Lisboa, o escritor Vasco Graça Moura mostrou-se «impressionado» pela arte do tradutor, tendo sublinhado a erudição de Zenith na reconstituição dos poemas camonianos, lia-se num comunicado da FLAD.
O resultado, segundo Graça Moura, é uma tradução que «abre a porta a novas interpretações» e que se preocupa com o sentido das palavras, mais do que com os aspectos formais das composições poéticas. «Uma boa tradução de um clássico é algo que nos proporciona um enriquecimento e que fica mais próxima de nós.», disse Vasco Graça Moura.
Durante a sessão, Frank de Sousa revelou que o Centro de Estudos Portugueses está n preparar para o próximo Outono o lançamento da tradução para inglês da Correspondência de Fradique Mendes, de Eça de Queirós, único romance do autor ainda não traduzido para inglês, e do Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, que será, segundo ele, o primeiro texto do autor a ser traduzido para inglês.
Na apresentação do volume Community, Culture and the Makings of Identity pela professora Andrea Klimt (docente na UMassD), uma das organizadoras da obra, esta explicou que a obra reúne estudos de análise e opinião de vários autoras que se debruçaram sobre temas ou acontecimentos de particular relevância para a comunidade portuguesa.
Segundo Andrea Klimt, este era o compêndio que faltava a quem – como ela e a co-organizadora do volume, a professora Kimberly da Costa Holton (da Rutgers University - Newark) –, tem como matéria a leccionar a diáspora portuguesa.
Cortesia de IC
Nova Zelândia celebra Dia Nacional das Línguas
O Leitorado do Instituto Camões em Dunedin irá participar numa iniciativa do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Otago para celebrar o Dia Nacional das Línguas.
O evento realizar-se-á no próximo dia 21 de Agosto, entre as 16:00h e as 18:00h, no Divisional Tearoom, situado no 1.º andar do Arts Building (Universidade de Otago, Dunedin).
Durante o evento, promover-se-ão as línguas e culturas presentemente ensinadas pelo Departamento de Línguas e Culturas, nomeadamente: o alemão, o chinês, o espanhol, francês, o japonês e o português.
Esta iniciativa contará com uma pequena mostra da música e da gastronomia de vários culturas que se expressam numa destas 6 línguas.
Cortesia de IC
O evento realizar-se-á no próximo dia 21 de Agosto, entre as 16:00h e as 18:00h, no Divisional Tearoom, situado no 1.º andar do Arts Building (Universidade de Otago, Dunedin).
Durante o evento, promover-se-ão as línguas e culturas presentemente ensinadas pelo Departamento de Línguas e Culturas, nomeadamente: o alemão, o chinês, o espanhol, francês, o japonês e o português.
Esta iniciativa contará com uma pequena mostra da música e da gastronomia de vários culturas que se expressam numa destas 6 línguas.
Cortesia de IC
Nem sempre domina esta fantasia
Nem sempre domina esta fantasia,,
que em imaginação assim instável
não repousa um instante o pensamento:
vem com um rigor tão insuportável
a dor, algumas vezes, que eu diria:
minha alma a desampara o sofrimento.
Enquanto dura a fúria do tormento
não há parte que em mim não se transtorne
e não esteja em meu redor chorando, de novo protestando
p'ra que da via horrenda atrás eu torne.
Ista já p'la razão não vai fundado,
ninguém dá parte disto ao meu juízo,
que este discurso todo é já perdido,
mas é em tanto dano do sentido
este sofrer e em tanto projuízo,
em tudo o que sente é atormentado
(do bom, se teve algum, já olvidado
completamente está), e apenas sente
a fúria, o rigor do mal presente.
Garcilaso de La Vega
que em imaginação assim instável
não repousa um instante o pensamento:
vem com um rigor tão insuportável
a dor, algumas vezes, que eu diria:
minha alma a desampara o sofrimento.
Enquanto dura a fúria do tormento
não há parte que em mim não se transtorne
e não esteja em meu redor chorando, de novo protestando
p'ra que da via horrenda atrás eu torne.
Ista já p'la razão não vai fundado,
ninguém dá parte disto ao meu juízo,
que este discurso todo é já perdido,
mas é em tanto dano do sentido
este sofrer e em tanto projuízo,
em tudo o que sente é atormentado
(do bom, se teve algum, já olvidado
completamente está), e apenas sente
a fúria, o rigor do mal presente.
Garcilaso de La Vega
1º Prémio Sepé Tiaraju de Poesia Ibero-Americana
Com o objectivo de incentivar e divulgar a literatura concebida nas Línguas Espanhola, Portuguesa e Guarani, a Oca das Letras promove o 1º Prémio Sepé Tiaraju de Poesia Ibero-Americana 2009. Este destina-se a todas as pessoas interessadas, desde que as poesias sejam escritas em Língua Portuguesa, Espanhola ou Guarani. As inscrições são gratuitas e se encerram no dia 31 de agosto de 2009. Consulte o regulamento.
Perfums de Lisbonne
Perfums de Lisbonne / Perfumes de Lisboa, criado em 2007, é um festival organizado pela companhia de teatro parisiense Cá e Lá, no bairro Beaubourg, em pleno coração de Paris, coincidindo no calendário com as festas populares do mês de Junho em Lisboa. Abrangendo cinema, teatro, poesia, dança, música e pela primeira vez, nesta terceira edição, pintura, o evento Lisboa e Paris mistura mundos, cidades, bairros e horizontes, entre azulejos e calçada, esplanadas e varandas, gritos de gaivotas no Tejo e o deslizar dos bateux mouche no Sena, passos de dança e ecos de vozes para, em conjunto, festejar a chegada do Verão e o prazer universal de tomar um café numa esplanada. Este ano os Parfums, pela magia da viagem, vêm cruzar olhares e cheiros com os Perfumes e são os Parfums em Lisboa. Haverá versos lidos e cantados, pintura e bailado, para ainda festejar um Verão que se despede e troca já o passo com o Outono, num ritmo de cores, imagens e odores.
Na Casa Fernando Pessoa, dia 24 de Setembro, pelas 18h30: Poesia em voz, em corpo, a cores... Vozes faladas de Ana Hatherly, Maria do Rosário Pedreira e Pedro Tamen que lêem poemas seus e de outros poetas. Isabel Vieira e Graça dos Santos, da companhia de teatro Cá e Lá, lêem em francês, e José Manuel Esteves, da Cátedra Lindley Cintra (Universidade de Nanterre) do Instituto Camões, em português. Vozes cantadas: Augusto Velloso-Pampolha acompanhado ao piano por Luísa Gonçalves. Versos bailados: Alice Martins e Adriano Martins. Colagem com palavras: jjpetit (artista plástico).
Programa do evento
Na Casa Fernando Pessoa, dia 24 de Setembro, pelas 18h30: Poesia em voz, em corpo, a cores... Vozes faladas de Ana Hatherly, Maria do Rosário Pedreira e Pedro Tamen que lêem poemas seus e de outros poetas. Isabel Vieira e Graça dos Santos, da companhia de teatro Cá e Lá, lêem em francês, e José Manuel Esteves, da Cátedra Lindley Cintra (Universidade de Nanterre) do Instituto Camões, em português. Vozes cantadas: Augusto Velloso-Pampolha acompanhado ao piano por Luísa Gonçalves. Versos bailados: Alice Martins e Adriano Martins. Colagem com palavras: jjpetit (artista plástico).
Programa do evento
Cortesia de CFP
Faleceu o poeta Chileno Alfonso Calderón
O escritor e poeta Alfonso Calderón faleceu, aos 78 anos, no Chile. A sua morte foi causada por um infarto no miocárdio na manhã de sábado, dia 8 de Agosto, logo depois de dizer à mulher que estava com um pouco de mal estar e que descansaria um pouco, antes de ler os jornais, informa o jornal chileno "El Mercurio".
O seu primeiro livro foi "Primeiro conselho aos arcanjos do vento" (1949). Entre as suas obras mais importantes está "Memórias da Memória", 3 mil páginas divididas em sete volumes. As suas últimas criações foram "Memorial del viejo Santiago" (1984) e "Una bujía a pleno sol" (1997). Escreveu também várias antologias de poesia.
Em 1998, recebeu o Prémio Nacional de Literatura do Chile vencendo grandes nomes como Fernando Alegría, Guillermo Blanco e Enrique Lafourcade. O então ministro da educação chileno e integrante do júri do prémio afirmou que Calderón ganhou pela "lucidez, profundidade e variedade do ensaísta, crítico, novelista e poeta".
Calderón nasceu em San Fernando, no Chile, no dia 21 de Novembro de 1930. A sua infância passou-se em cidades provincíanas. Depois de acabar os seus estudos secundários, mudou-se para Santiago para continuar a sua formação no Instituto Pedagógico da Universidade do Chile.
Trabalhou como professor de castelhano e cultura literária, investigador do Instituto de Literatura Chilena e chegou a ser o director da Escola de Jornalismo da Universidade Católica. Em 74 renunciou à docência universitária por conta da intervenção militar nas instituições de ensino superior. Era membro da Academia Chilena da Língua desde 1981.
Cortesia de O globo
O seu primeiro livro foi "Primeiro conselho aos arcanjos do vento" (1949). Entre as suas obras mais importantes está "Memórias da Memória", 3 mil páginas divididas em sete volumes. As suas últimas criações foram "Memorial del viejo Santiago" (1984) e "Una bujía a pleno sol" (1997). Escreveu também várias antologias de poesia.
Em 1998, recebeu o Prémio Nacional de Literatura do Chile vencendo grandes nomes como Fernando Alegría, Guillermo Blanco e Enrique Lafourcade. O então ministro da educação chileno e integrante do júri do prémio afirmou que Calderón ganhou pela "lucidez, profundidade e variedade do ensaísta, crítico, novelista e poeta".
Calderón nasceu em San Fernando, no Chile, no dia 21 de Novembro de 1930. A sua infância passou-se em cidades provincíanas. Depois de acabar os seus estudos secundários, mudou-se para Santiago para continuar a sua formação no Instituto Pedagógico da Universidade do Chile.
Trabalhou como professor de castelhano e cultura literária, investigador do Instituto de Literatura Chilena e chegou a ser o director da Escola de Jornalismo da Universidade Católica. Em 74 renunciou à docência universitária por conta da intervenção militar nas instituições de ensino superior. Era membro da Academia Chilena da Língua desde 1981.
Cortesia de O globo
Nova Pós-graduação em Promoção e Mediação da Leitura
A DGLB celebrou um protocolo com a Universidade do Algarve para apoiar a formação de mediadores de leitura.
O curso destina-se a aprofundar os estudos sobre o fenómeno da leitura, a sua promoção e mediação, sendo ela compreendida como instrumento de criação imaginária e de intervenção social.
O curso é constituído por unidades curriculares de diferentes domínios científicos que se conjugam nos Estudos de Literacia – Ciências da Informação, Estudos Literários, Psicolinguística e Sociologia da Educação.
A DGLB assegura parte da formação, disponibilizando alguns dos seus colaboradores do Programa de Acções de Promoção da Leitura (Itinerâncias). A Universidade do Algarve disponibiliza 25% das vagas para bibliotecários e técnicos superiores de bibliotecas públicas do Algarve e Alentejo.
Prazo de candidaturas: 6 de Julho a 11 de Setembro.
Para mais informações consulte o Folheto.
O curso destina-se a aprofundar os estudos sobre o fenómeno da leitura, a sua promoção e mediação, sendo ela compreendida como instrumento de criação imaginária e de intervenção social.
O curso é constituído por unidades curriculares de diferentes domínios científicos que se conjugam nos Estudos de Literacia – Ciências da Informação, Estudos Literários, Psicolinguística e Sociologia da Educação.
A DGLB assegura parte da formação, disponibilizando alguns dos seus colaboradores do Programa de Acções de Promoção da Leitura (Itinerâncias). A Universidade do Algarve disponibiliza 25% das vagas para bibliotecários e técnicos superiores de bibliotecas públicas do Algarve e Alentejo.
Prazo de candidaturas: 6 de Julho a 11 de Setembro.
Para mais informações consulte o Folheto.
Cortesia de DGLB
Noli Me Tangere
Um poema é lastro. Fá-lo sucumbir.
Podes demoli-lo, se antes de acabares
Sob a parte já escrita, uma bomba,
Um mina final, armadilhares.
Acende já a mecha. Pio desejo.
Não há bomba nenhuma. E com empenho
Tens de encher o poema até à meta
Só após um slalom verá o engenho.
Por que é que, então, não paras já aqui?
Não mexas mais. Tens de to impedir.
Estás ainda a tempo. Mas já a mão foge.
Um poema quer-se perfeito para não existir.
Gerrit Komrij
Podes demoli-lo, se antes de acabares
Sob a parte já escrita, uma bomba,
Um mina final, armadilhares.
Acende já a mecha. Pio desejo.
Não há bomba nenhuma. E com empenho
Tens de encher o poema até à meta
Só após um slalom verá o engenho.
Por que é que, então, não paras já aqui?
Não mexas mais. Tens de to impedir.
Estás ainda a tempo. Mas já a mão foge.
Um poema quer-se perfeito para não existir.
Gerrit Komrij
Cartas Pessoanas em Checo
A revelação de Fernando Pessoa ao leitor checo como "um homem de vida pessoal muito interessante" foi o que se propôs Pavla Lidmilová ao traduzir para uma editora de Praga cartas de amizade, amor e magia do poeta "mútiplo".
Entre outros, foram destinatários da correspondência de Pessoa os poetas Armando Cortes-Rodrigues e Mário de Sá-Carneiro, Ofélia Queiroz e o inglês Aleister Crowley.
Em texto enviado à Lusa, Lidmilová, tradutora e organizadora da obra, com chancela da editora Argo, de Praga, esclareceu ter querido apresentar Pessoa sob um ângulo diferente, "não como um criador dissolvido ou multiplicado em vários escritores fictícios", mas como "um homem de vida pessoal muito interessante, agitada e comovente".
A correspondência reunida no livro, intitulado "Cartas de amizade, amor e magia-Histórias da vida de Pessoa", abrange "três etapas e três esferas da existência de Pessoa".
Em primeiro lugar, precisou Lidmilová, "as amizades do tempo do nascimento do modernismo português, principalmente a correspondência com Armando Cortes-Rodrigues e com Mário de Sá-Carneiro", a seguir "as cartas de amor de Fernando Pessoa e de Ofélia Queiroz, completadas com as lembranças de Ofélia" e, finalmente, "as tendências ocultistas" da vida do poeta, "a começar com a conhecida carta à tia Anica, até à correspondência com o mago inglês Aleister Crowley".
Completam a colectânea breves comentários da tradutora e organizadora e "alguns poemas de Pessoa relacionados com o assunto tratado".
Segundo Lidmilová, de 77 anos, Pessoa é conhecido entre os checos desde 1968, quando poemas dos seus heterónimos foram traduzidos na então Checoslováquia.
Nos anos seguintes, outras obras do poeta português foram vertidas para checo, com destaque para "Livro do desassossego" (de Bernardo Soares), que a tradutora diz ter tido já "várias edições".
Recorda ainda Lidmilová que, na altura, respondendo a um inquérito sobre "o livro mais interessante de 1992", um crítico literário escreveu: "A minha impressão é que o autor vive comigo e em mim e que sabe tudo de mim".
A apresentação gráfica de "Cartas..." é da responsabilidade do artista plástico Jiri Voves, que está a preparar uma exposição, em Lisboa, da sua obra de inspiração pessoana.
Cortesia de Expresso
Entre outros, foram destinatários da correspondência de Pessoa os poetas Armando Cortes-Rodrigues e Mário de Sá-Carneiro, Ofélia Queiroz e o inglês Aleister Crowley.
Em texto enviado à Lusa, Lidmilová, tradutora e organizadora da obra, com chancela da editora Argo, de Praga, esclareceu ter querido apresentar Pessoa sob um ângulo diferente, "não como um criador dissolvido ou multiplicado em vários escritores fictícios", mas como "um homem de vida pessoal muito interessante, agitada e comovente".
A correspondência reunida no livro, intitulado "Cartas de amizade, amor e magia-Histórias da vida de Pessoa", abrange "três etapas e três esferas da existência de Pessoa".
Em primeiro lugar, precisou Lidmilová, "as amizades do tempo do nascimento do modernismo português, principalmente a correspondência com Armando Cortes-Rodrigues e com Mário de Sá-Carneiro", a seguir "as cartas de amor de Fernando Pessoa e de Ofélia Queiroz, completadas com as lembranças de Ofélia" e, finalmente, "as tendências ocultistas" da vida do poeta, "a começar com a conhecida carta à tia Anica, até à correspondência com o mago inglês Aleister Crowley".
Completam a colectânea breves comentários da tradutora e organizadora e "alguns poemas de Pessoa relacionados com o assunto tratado".
Segundo Lidmilová, de 77 anos, Pessoa é conhecido entre os checos desde 1968, quando poemas dos seus heterónimos foram traduzidos na então Checoslováquia.
Nos anos seguintes, outras obras do poeta português foram vertidas para checo, com destaque para "Livro do desassossego" (de Bernardo Soares), que a tradutora diz ter tido já "várias edições".
Recorda ainda Lidmilová que, na altura, respondendo a um inquérito sobre "o livro mais interessante de 1992", um crítico literário escreveu: "A minha impressão é que o autor vive comigo e em mim e que sabe tudo de mim".
A apresentação gráfica de "Cartas..." é da responsabilidade do artista plástico Jiri Voves, que está a preparar uma exposição, em Lisboa, da sua obra de inspiração pessoana.
Cortesia de Expresso
Poemas Transatlânticos
Aproveitando a sua visita a Portugal, Virna Teixeira (Fortaleza, 1971) junta-se a João Miguel Henriques (Cascais, 1978) num serão em que ambos apresentam os seus novos livros de poesia, ambos publicados no Brasil pela Lumme Editor, na Livraria A Trama, em Lisboa. As honras da casa estarão a cargo de Ramón Peralta (Cidade do México, 1972), poeta mexicano há já largos meses a viver em Lisboa, que fará uma breve apresentação dos livros. Virna Teixeira falará ainda do seu mais recente projecto editorial, a Arqueria, que conta já com meia dúzia de edições de poesia. Todos os livros, tanto dos autores como da Arqueria Editorial, estarão à venda no dia da apresentação.
APEL e UEP convergem
A direcção da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) demitiu-se "na sequência do processo de convergência de editores e livreiros numa só associação", foi hoje anunciado em comunicado.
Na passada quinta-feira, um comunicado conjunto da APEL e da União de Editores Portugueses (UEP) anunciava que as duas associações preparavam a convergência de editores e livreiros numa só associação, dez anos após a cisão no sector.
A demissão hoje decidida, tem "o objectivo de criar as condições para a convocação e realização de uma Assembleia Geral Eleitoral, que se prevê tenha lugar no fim do próximo mês de Setembro", lê-se no mesmo documento.
Segundo o comunicado este "entendimento" passa pela filiação na APEL dos actuais associados da UEP, nomeadamente do Grupo LeYa.
Este novo "casamento" do sector editorial e livreiro "cria condições para que os desafios de modernidade e competitividade que se colocam num mundo globalizado e em mudança acelerada, sejam enfrentados com a dinâmica e a capacidade de inovação que se impõem", lê-se no comunicado hoje emitido.
Para a APEL "este momento constitui o corolário do trabalho desenvolvido pela direcção ao longo de um mandato que se iniciou em Julho de 2008 e que deu prioridade à valorização institucional, à organização interna e à concretização de projectos fundamentais para afirmação do sector do livro", realçando a organização da Semana dos Livreiros e a modernização das Feiras do Livro de Lisboa e Porto.
Refira-se que no manifesto de candidatura da actual direcção, liderada por Rui Beja, um dos objectivos apontado era: "diligenciar no sentido de se alcançar a articulação e harmonização do movimento associativo, com espírito de consenso, postura assertiva e respeito mútuo, procurando um modelo organizativo que, salvaguardando o património comum de editores e livreiros, permita encontrar soluções de trabalho comuns, flexíveis, eficazes e duradouras".
As duas associações vinham já a realizar "reuniões preparatórias" com o fito de que a reunificação do sector do livro acontecesse este ano.
Segundo o comunicado da APEL e da UEP, de quinta-feira passada, o processo estava a ser liderado pelas respectivas direcções, com o apoio das principais empresas associadas a cada uma das instituições, "dando assim continuidade ao bom relacionamento que se tem consolidado no último ano".
Para as duas associações a reunificação de editores e livreiros numa só associação "potencia o fomento e salvaguarda dos interesses comuns e a reafirmação do sector na promoção da língua e da cultura portuguesas".
Cortesia de O Público
Na passada quinta-feira, um comunicado conjunto da APEL e da União de Editores Portugueses (UEP) anunciava que as duas associações preparavam a convergência de editores e livreiros numa só associação, dez anos após a cisão no sector.
A demissão hoje decidida, tem "o objectivo de criar as condições para a convocação e realização de uma Assembleia Geral Eleitoral, que se prevê tenha lugar no fim do próximo mês de Setembro", lê-se no mesmo documento.
Segundo o comunicado este "entendimento" passa pela filiação na APEL dos actuais associados da UEP, nomeadamente do Grupo LeYa.
Este novo "casamento" do sector editorial e livreiro "cria condições para que os desafios de modernidade e competitividade que se colocam num mundo globalizado e em mudança acelerada, sejam enfrentados com a dinâmica e a capacidade de inovação que se impõem", lê-se no comunicado hoje emitido.
Para a APEL "este momento constitui o corolário do trabalho desenvolvido pela direcção ao longo de um mandato que se iniciou em Julho de 2008 e que deu prioridade à valorização institucional, à organização interna e à concretização de projectos fundamentais para afirmação do sector do livro", realçando a organização da Semana dos Livreiros e a modernização das Feiras do Livro de Lisboa e Porto.
Refira-se que no manifesto de candidatura da actual direcção, liderada por Rui Beja, um dos objectivos apontado era: "diligenciar no sentido de se alcançar a articulação e harmonização do movimento associativo, com espírito de consenso, postura assertiva e respeito mútuo, procurando um modelo organizativo que, salvaguardando o património comum de editores e livreiros, permita encontrar soluções de trabalho comuns, flexíveis, eficazes e duradouras".
As duas associações vinham já a realizar "reuniões preparatórias" com o fito de que a reunificação do sector do livro acontecesse este ano.
Segundo o comunicado da APEL e da UEP, de quinta-feira passada, o processo estava a ser liderado pelas respectivas direcções, com o apoio das principais empresas associadas a cada uma das instituições, "dando assim continuidade ao bom relacionamento que se tem consolidado no último ano".
Para as duas associações a reunificação de editores e livreiros numa só associação "potencia o fomento e salvaguarda dos interesses comuns e a reafirmação do sector na promoção da língua e da cultura portuguesas".
Cortesia de O Público
BIO - Gomes Leal

António Duarte Gomes Leal nasce em Lisboa em 1848. Filho ilegítimo de um funcionário público, vive com a mãe e a irmã, a sua principal fonte de inspiração. No ano da morte de sua irmã, em 1875, publica Claridades do Sul, a sua primeira obra poética. Quando a mãe morre, converte-se ao catolicismo, o que tem influência na sua obra. Poeta e jornalista, é escrevente de um notário e publica inúmeros textos panfletários de denúncia político-social. A sua poesia oscila entre os três grandes paradigmas literários do final do século XIX: romantismo, parnasianismo e simbolismo. De 1899 a 1910, compõe e publica quase diariamente. Termina os seus dias na miséria, primeiramente vivendo da caridade alheia, na rua, e depois sustentando-se com uma pensão anual do Estado português que lhe foi conseguida por um grupo de amigos, dos quais se destaca Teixeira de Pascoaes. Morre em 1921.
Gomes Leal é considerado um precursor do Modernismo Português, tendo sido referido por Fernando Pessoa como um dos seus mestres. Este dedica-lhe o soneto Gomes Leal, publicado pela Ática na edição das Obras Completas de Fernando Pessoa, em 1967.
Apesar de se mover literária e pessoalmente nos círculos próximos da Geração de 70, não integra o grupo dos “Vencidos da Vida”, referindo, porém, o apreço que Eça de Queirós e Antero de Quental lhe dedicam, num comentário feito pelo próprio Gomes Leal na obra “A Morte do Rei Humberto” (1900), citado por Gomes Monteiro, em O Drama de Gomes Leal. Com inéditos do Poeta. Gomes Leal tem aliás o cuidado de se distanciar das correntes estéticas da altura, fazendo-o nomeadamente na Nota a Claridades do Sul, acrescentada e publicada na segunda edição, em 1901. Na Nota a “A Morte do Rei Humberto”, Gomes Leal afirma ter publicado antes de Fradique Mendes na Revolução de Setembro e assevera ter sido contactado por Antero de Quental para assinar textos daquele pseudónimo, o que recusou. Na referida Nota, menciona que Cesário Verde tece encómios à poesia de Claridades do Sul.
Gomes Leal estreou-se aos dezoito anos, em 1866, publicando a poesia “Aquela Morta”, na Gazeta de Portugal. Em 1869, publica o folhetim "Trevas" na Revolução de Setembro.
O cariz interventivo da sua obra é marcado não só pelos folhetins publicados nos jornais, mas também pela fundação do jornal satírico O Espectro Juvenal, em 1872, em parceria com Magalhães Lima, Silva Pinto, Luciano Cordeiro e Guilherme de Azevedo. É também um dos fundadores do jornal O Século (1881). Aí publica, por exemplo, “A banalidade nacional irritada” (30 de Janeiro de 1881).
Poeta joco-satírico, são deste autor vários textos que vieram a lume na Revolução de Setembro, dos quais destacamos “A batalha dos astros” (20 de Abril de 1870); “Descrença” (31 de Agosto de 1870); “Flor de perdição” (2 de Outubro de 1870); “No Calvário” (Outubro de 1870). Em 1873, publica “O Tributo de Sangue” e “A Canalha”. Em 1874, um ano antes da primeira edição de Claridades do Sul, escreve para o Diário de Notícias (19 de Maio) “Duas palavras sobre a poesia moderna”, onde reflecte sobre a utilidade que a poesia deve ter face às atribulações morais do final do século.
Em 1875 sai a primeira edição de Claridades do Sul, cuja segunda edição é de 1901. Para celebrar Camões e Bocage, publica “A Fome de Camões” (1880) e “A Morte de Bocage” (1881). Datam igualmente de 1881 os panfletos poéticos “A Traição” e “O Herege”, pondo em causa o trono na pessoa do rei D. Luís, as Instituições burguesas e a Igreja, o que gerou um verdadeiro escândalo literário e político. Aliás, o primeiro texto leva-o à prisão do Limoeiro, onde escreve uma carta publicada no número comemorativo da Tomada da Bastilha de O Século (14/7/1881). A edição do almanaque O António Maria de 7 de Julho de 1881 é dedicada por Bordalo Pinheiro a Gomes Leal.
Outros poemas da sua autoria são “O Renegado” (1881), "A Orgia" (1882), “História de Jesus para as criancinhas lerem” (1883), “O Anti-Cristo” (1884 e 1886), “Fim de Um Mundo” (1899), “Serenadas de Hilário no Céu” (1900), “A Mulher de Luto” (1902), "Mefistófeles em Lisboa" (1907) “A Senhora da Melancolia” (1910). Publica até tarde. Data de Março de 1915 o poema “A Dama Branca” que vem a lume na Águia.
Na sua obra poética e panfletária, este poeta finissecular manifesta apego a entidades históricas e religiosas, numa atitude por vezes pessimista e acusadora. Todavia, é através desse apelo à História que procura um sentido para a vida. Este tipo de poesia enquadra-se na estética parnasiana cujas preocupações, além das de ordem formal e plástica, se inscrevem na procura da pureza original dos tempos, da História. Como exemplo, surgem as poesias de Claridades do Sul “Os Santos”; “D. Quixote”; “O Publicano”; “A Lira de Nero”; “Caim”; “A Lenda das Rosas”; “O Triste Monge” e “A Senhora de Brabante”. Ainda em Claridades do Sul, muitos dos seus poemas reflectem sentimentos de desalento e aflição relacionados com a temática da miséria e da pobreza, num tom neo-romântico do poema “As Aldeias”, “Misticismo Humano” e “De Noite”; outros reflectem sobre a imagética feminina romântica, como em “Romantismo”; “Idílio Triste” e “Senhora dos olhos verdes”.
Por outro lado, a dimensão decadentista-simbolista dessa obra de Gomes Leal leva a que se considere este poeta como o “verdadeiro precursor do Decadentismo em Portugal”, nas palavras de Seabra Pereira. “Licantropia” e “Aquela Orgia” são dois poemas que se inscrevem nessa tendência marcadamente simbolista que assumem algumas composições deste autor.
A filiação de Gomes Leal em Baudelaire é um dos tópicos mais tratados, porque o poeta português se inspirou no mestre das correspondências. De facto, Gomes Leal trabalha com mestria a ideia das “correspondances” do romântico francês nos quatro sonetos de Claridades do Sul intitulados “O Visionário ou Som e Cor”.
A perspectiva do poeta enquanto ser incompreendido e infeliz surge em vários textos de Gomes Leal, composições poéticas em que o sujeito lírico se assume como alguém singularmente distante do comum dos mortais. Não se distanciando da visão romântica do poeta, Gomes Leal define-se como um génio inadaptado à sociedade, num misticismo visionário. Inúmeros são os exemplos desta perspectiva do “poeta proscrito e infeliz”, como “Soneto dum poeta morto”, “Aquele Sábio”, “El Desdichado” e “Noites de Chuva” de Claridades do Sul.
Outra característica deste poeta finissecular prende-se com a preocupação que manifesta em relação aos seus leitores, nomeadamente na Nota à primeira edição e acrescentada na segunda edição de Claridades do Sul (1901). Aí debruça-se sobre a tarefa do escritor explicitando que a este compete “trabalhar a sua ideia, lapidá-la, poli-la, desenvolvê-la, facetá-la, de maneira que ela seja como um grande elo em que se vão encatenar um rosário luminoso doutras novas, e que ela saia transformada desse vasto laboratório intelectual, por um processo misterioso semelhante ao que dá a Natureza, transformando da lagarta a borboleta, do carvão o diamante, e da ostra doente a pérola.”
Na poesia de Gomes Leal confluem o Ultra-Romantismo, o satanismo byroniano, as correspondências baudeleirianas, o Parnasianismo e o Simbolismo. Há ainda alguns elementos que deixam já adivinhar o Surrealismo.
Respondendo ao Inquérito Literário organizado por Boavida Portugal (realizado entre Setembro e Dezembro de 1912 e publicado em 1915), Gomes Leal afirma: “Em mim há três coisas: o poeta popular e de combate, nas sátiras e panfletos; o poeta do sonho e do mistério, na Nevrose Nocturna, nas Claridades do Sul, na Lua morta e na Mulher de Luto; e o poeta místico, na História de Jesus, na Senhora da Melancolia e no segundo Anti-Cristo.”
No número 2 da ABC – Revista portuguesa (22 de Julho de 1920), sob o título “O grande poeta Gomes Leal faz a sua biografia ao A B C, publica o soneto autobiográfico”, que transcrevemos, antecedido do seguinte texto:
Gomes Leal, o poeta ilustre, que é uma glória nacional, quis dar ao A B C uma impressão da sua vida, da sua acção, das suas lutas. Em vez duma entrevista foram aos seus versos lapidares que chegaram a explicar como se passou uma infância, uma velhice e como a velhice chegou com as suas dores a focar essa cabeça coroada de louros. Só Gomes Leal poderia definir o que A B C desejava saber: a vida do primeiro poeta português.
Outr’ora, outr’ora, em épocas passadas,
Tive uma santa Mãe de ideias maneiras,
Um recto Pai de barbas prateadas,
Tive prédios, jardins, fontes, roseiras.
Nos colégios, nas aulas, nas bancadas,
Não quebrei bancos, não parti carteiras;
Fiz bons exames, contas, taboadas,
Mais tarde amei patrícias feiticeiras.
Fui amigo do Eça e do Ramalho,
João de Deus, mais do excêntrico Fialho,
E tive que emigrar para o estrangeiro.
Chorei, gemi! Qual Dante nas estradas!
E ao regressar, por causas avanças,
- fui por três vezes parar ao Limoeiro.
Cortesia de IC
Gomes Leal é considerado um precursor do Modernismo Português, tendo sido referido por Fernando Pessoa como um dos seus mestres. Este dedica-lhe o soneto Gomes Leal, publicado pela Ática na edição das Obras Completas de Fernando Pessoa, em 1967.
Apesar de se mover literária e pessoalmente nos círculos próximos da Geração de 70, não integra o grupo dos “Vencidos da Vida”, referindo, porém, o apreço que Eça de Queirós e Antero de Quental lhe dedicam, num comentário feito pelo próprio Gomes Leal na obra “A Morte do Rei Humberto” (1900), citado por Gomes Monteiro, em O Drama de Gomes Leal. Com inéditos do Poeta. Gomes Leal tem aliás o cuidado de se distanciar das correntes estéticas da altura, fazendo-o nomeadamente na Nota a Claridades do Sul, acrescentada e publicada na segunda edição, em 1901. Na Nota a “A Morte do Rei Humberto”, Gomes Leal afirma ter publicado antes de Fradique Mendes na Revolução de Setembro e assevera ter sido contactado por Antero de Quental para assinar textos daquele pseudónimo, o que recusou. Na referida Nota, menciona que Cesário Verde tece encómios à poesia de Claridades do Sul.
Gomes Leal estreou-se aos dezoito anos, em 1866, publicando a poesia “Aquela Morta”, na Gazeta de Portugal. Em 1869, publica o folhetim "Trevas" na Revolução de Setembro.
O cariz interventivo da sua obra é marcado não só pelos folhetins publicados nos jornais, mas também pela fundação do jornal satírico O Espectro Juvenal, em 1872, em parceria com Magalhães Lima, Silva Pinto, Luciano Cordeiro e Guilherme de Azevedo. É também um dos fundadores do jornal O Século (1881). Aí publica, por exemplo, “A banalidade nacional irritada” (30 de Janeiro de 1881).
Poeta joco-satírico, são deste autor vários textos que vieram a lume na Revolução de Setembro, dos quais destacamos “A batalha dos astros” (20 de Abril de 1870); “Descrença” (31 de Agosto de 1870); “Flor de perdição” (2 de Outubro de 1870); “No Calvário” (Outubro de 1870). Em 1873, publica “O Tributo de Sangue” e “A Canalha”. Em 1874, um ano antes da primeira edição de Claridades do Sul, escreve para o Diário de Notícias (19 de Maio) “Duas palavras sobre a poesia moderna”, onde reflecte sobre a utilidade que a poesia deve ter face às atribulações morais do final do século.
Em 1875 sai a primeira edição de Claridades do Sul, cuja segunda edição é de 1901. Para celebrar Camões e Bocage, publica “A Fome de Camões” (1880) e “A Morte de Bocage” (1881). Datam igualmente de 1881 os panfletos poéticos “A Traição” e “O Herege”, pondo em causa o trono na pessoa do rei D. Luís, as Instituições burguesas e a Igreja, o que gerou um verdadeiro escândalo literário e político. Aliás, o primeiro texto leva-o à prisão do Limoeiro, onde escreve uma carta publicada no número comemorativo da Tomada da Bastilha de O Século (14/7/1881). A edição do almanaque O António Maria de 7 de Julho de 1881 é dedicada por Bordalo Pinheiro a Gomes Leal.
Outros poemas da sua autoria são “O Renegado” (1881), "A Orgia" (1882), “História de Jesus para as criancinhas lerem” (1883), “O Anti-Cristo” (1884 e 1886), “Fim de Um Mundo” (1899), “Serenadas de Hilário no Céu” (1900), “A Mulher de Luto” (1902), "Mefistófeles em Lisboa" (1907) “A Senhora da Melancolia” (1910). Publica até tarde. Data de Março de 1915 o poema “A Dama Branca” que vem a lume na Águia.
Na sua obra poética e panfletária, este poeta finissecular manifesta apego a entidades históricas e religiosas, numa atitude por vezes pessimista e acusadora. Todavia, é através desse apelo à História que procura um sentido para a vida. Este tipo de poesia enquadra-se na estética parnasiana cujas preocupações, além das de ordem formal e plástica, se inscrevem na procura da pureza original dos tempos, da História. Como exemplo, surgem as poesias de Claridades do Sul “Os Santos”; “D. Quixote”; “O Publicano”; “A Lira de Nero”; “Caim”; “A Lenda das Rosas”; “O Triste Monge” e “A Senhora de Brabante”. Ainda em Claridades do Sul, muitos dos seus poemas reflectem sentimentos de desalento e aflição relacionados com a temática da miséria e da pobreza, num tom neo-romântico do poema “As Aldeias”, “Misticismo Humano” e “De Noite”; outros reflectem sobre a imagética feminina romântica, como em “Romantismo”; “Idílio Triste” e “Senhora dos olhos verdes”.
Por outro lado, a dimensão decadentista-simbolista dessa obra de Gomes Leal leva a que se considere este poeta como o “verdadeiro precursor do Decadentismo em Portugal”, nas palavras de Seabra Pereira. “Licantropia” e “Aquela Orgia” são dois poemas que se inscrevem nessa tendência marcadamente simbolista que assumem algumas composições deste autor.
A filiação de Gomes Leal em Baudelaire é um dos tópicos mais tratados, porque o poeta português se inspirou no mestre das correspondências. De facto, Gomes Leal trabalha com mestria a ideia das “correspondances” do romântico francês nos quatro sonetos de Claridades do Sul intitulados “O Visionário ou Som e Cor”.
A perspectiva do poeta enquanto ser incompreendido e infeliz surge em vários textos de Gomes Leal, composições poéticas em que o sujeito lírico se assume como alguém singularmente distante do comum dos mortais. Não se distanciando da visão romântica do poeta, Gomes Leal define-se como um génio inadaptado à sociedade, num misticismo visionário. Inúmeros são os exemplos desta perspectiva do “poeta proscrito e infeliz”, como “Soneto dum poeta morto”, “Aquele Sábio”, “El Desdichado” e “Noites de Chuva” de Claridades do Sul.
Outra característica deste poeta finissecular prende-se com a preocupação que manifesta em relação aos seus leitores, nomeadamente na Nota à primeira edição e acrescentada na segunda edição de Claridades do Sul (1901). Aí debruça-se sobre a tarefa do escritor explicitando que a este compete “trabalhar a sua ideia, lapidá-la, poli-la, desenvolvê-la, facetá-la, de maneira que ela seja como um grande elo em que se vão encatenar um rosário luminoso doutras novas, e que ela saia transformada desse vasto laboratório intelectual, por um processo misterioso semelhante ao que dá a Natureza, transformando da lagarta a borboleta, do carvão o diamante, e da ostra doente a pérola.”
Na poesia de Gomes Leal confluem o Ultra-Romantismo, o satanismo byroniano, as correspondências baudeleirianas, o Parnasianismo e o Simbolismo. Há ainda alguns elementos que deixam já adivinhar o Surrealismo.
Respondendo ao Inquérito Literário organizado por Boavida Portugal (realizado entre Setembro e Dezembro de 1912 e publicado em 1915), Gomes Leal afirma: “Em mim há três coisas: o poeta popular e de combate, nas sátiras e panfletos; o poeta do sonho e do mistério, na Nevrose Nocturna, nas Claridades do Sul, na Lua morta e na Mulher de Luto; e o poeta místico, na História de Jesus, na Senhora da Melancolia e no segundo Anti-Cristo.”
No número 2 da ABC – Revista portuguesa (22 de Julho de 1920), sob o título “O grande poeta Gomes Leal faz a sua biografia ao A B C, publica o soneto autobiográfico”, que transcrevemos, antecedido do seguinte texto:
Gomes Leal, o poeta ilustre, que é uma glória nacional, quis dar ao A B C uma impressão da sua vida, da sua acção, das suas lutas. Em vez duma entrevista foram aos seus versos lapidares que chegaram a explicar como se passou uma infância, uma velhice e como a velhice chegou com as suas dores a focar essa cabeça coroada de louros. Só Gomes Leal poderia definir o que A B C desejava saber: a vida do primeiro poeta português.
Outr’ora, outr’ora, em épocas passadas,
Tive uma santa Mãe de ideias maneiras,
Um recto Pai de barbas prateadas,
Tive prédios, jardins, fontes, roseiras.
Nos colégios, nas aulas, nas bancadas,
Não quebrei bancos, não parti carteiras;
Fiz bons exames, contas, taboadas,
Mais tarde amei patrícias feiticeiras.
Fui amigo do Eça e do Ramalho,
João de Deus, mais do excêntrico Fialho,
E tive que emigrar para o estrangeiro.
Chorei, gemi! Qual Dante nas estradas!
E ao regressar, por causas avanças,
- fui por três vezes parar ao Limoeiro.
Cortesia de IC
Faleceu o poeta M.S. Lourenço
O poeta e filósofo Manuel dos Santos Lourenço – que costumava assinar as suas obras como M.S. Lourenço – morreu no sábado, de cancro, informaram hoje familiares do escritor.
M.S. Lourenço nasceu em Sintra, a 13 de Maio de 1936, e licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Em 1960, foi publicado em Lisboa o seu primeiro livro, "O Desequilibrista", no qual reuniu textos em verso, em prosa e em registo dramático.
Partiu para a guerra colonial em Angola em Julho de 1961, experiência traumática que o marcaria para toda a vida.
Sob o pseudónimo Alexis Christian von Gribskoff, publicou em 1962 a primeira edição do romance "O Doge" (2ª edição alterada, 1998).
Nos anos seguintes voltou à poesia, publicando "Arte Combinatória" (1971),"Wytham Abbey" (1974), "Pássaro Paradípsico" (1979) e "Nada Brahma" (1991).
Com "Os Degraus do Parnaso" (1991), volume que reúne as crónicas que escreveu no semanário Independente, obteve o Prémio D. Diniz da Fundação da Casa de Mateus.
No campo filosófico, M.S. Lourenço, que estudou na Universidade de Oxford (1965-1968), é autor de "A Espontaneidade da Razão" e "Teoria Clássica da Dedução". Traduziu o Tratado Lógico-Filosófico e as "Investigações Filosóficas" de Ludwig Wittgenstein.
Foi professor catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa até se jubilar aos 70 anos.
A sua obra poético-literária reunida será lançada pela Assírio e Alvim no Outono deste ano, com o título "O Caminho dos Pisões".
O velório decorreu em S. Pedro de Sintra. Para hoje está agendada uma missa, às 14 horas, e o funeral segue para o crematório de Rio de Mouro.
Cortesia de O Público
M.S. Lourenço nasceu em Sintra, a 13 de Maio de 1936, e licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Em 1960, foi publicado em Lisboa o seu primeiro livro, "O Desequilibrista", no qual reuniu textos em verso, em prosa e em registo dramático.
Partiu para a guerra colonial em Angola em Julho de 1961, experiência traumática que o marcaria para toda a vida.
Sob o pseudónimo Alexis Christian von Gribskoff, publicou em 1962 a primeira edição do romance "O Doge" (2ª edição alterada, 1998).
Nos anos seguintes voltou à poesia, publicando "Arte Combinatória" (1971),"Wytham Abbey" (1974), "Pássaro Paradípsico" (1979) e "Nada Brahma" (1991).
Com "Os Degraus do Parnaso" (1991), volume que reúne as crónicas que escreveu no semanário Independente, obteve o Prémio D. Diniz da Fundação da Casa de Mateus.
No campo filosófico, M.S. Lourenço, que estudou na Universidade de Oxford (1965-1968), é autor de "A Espontaneidade da Razão" e "Teoria Clássica da Dedução". Traduziu o Tratado Lógico-Filosófico e as "Investigações Filosóficas" de Ludwig Wittgenstein.
Foi professor catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa até se jubilar aos 70 anos.
A sua obra poético-literária reunida será lançada pela Assírio e Alvim no Outono deste ano, com o título "O Caminho dos Pisões".
O velório decorreu em S. Pedro de Sintra. Para hoje está agendada uma missa, às 14 horas, e o funeral segue para o crematório de Rio de Mouro.
Cortesia de O Público
Em U-Ch'ang
Em Hsiun-Hsiang já é quase outono,
Embora não caia ainda a folha nos jardins do Tung Ting.
É noite, e da minha mansarda oiço chover,
- Sozinho, na cidade de U-Ch'ang.
E lembram-me a amoreira e a catalpa da casa paterna,
Ao sentir perto as águas do Kiang e do Han...
Vá entender alguém a grulhada dos gansos,
- O festivo alvoroço com que emigram!
Hsu Chen-Ch'ing
Embora não caia ainda a folha nos jardins do Tung Ting.
É noite, e da minha mansarda oiço chover,
- Sozinho, na cidade de U-Ch'ang.
E lembram-me a amoreira e a catalpa da casa paterna,
Ao sentir perto as águas do Kiang e do Han...
Vá entender alguém a grulhada dos gansos,
- O festivo alvoroço com que emigram!
Hsu Chen-Ch'ing
Workshop: o Teatro através da Poesia
O CCPE - Centro de Criatividade Pró-Ensino está a organizar um workshop O Teatro através da Poesia para todos os curiosos, maiores de 18, a realizar nos dias 4, 5, 6, 11, 12 e 13 de Agosto das 19h30h às 22h nas instalações do CCPE. O preço é de 120EUR.
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