Mal consegue, surpreendida, aguentar o frio esta coberta nova.
Levanto-me, a ver rápida neve transformar em estrelinhas o brando de jade.
Pronto é Madrugada. Para te inclinares diante do deus do palácio Vazio
Este, com o qual, coberto, suporta o cavalo no estábulo os fins da noite
Lu You
Poesia de Pessoa no Eléctrico 28
Os passageiros do eléctrico 28, em Lisboa, são, pontualmente, surpreendidos por um grupo de jovens que recita poesia de Fernando Pessoa. O "Circuito Pessoano" é interpretado por alunos de uma escola profissional.
O circuito do Eléctrico 28 é um dos mais emblemáticos cartões de visita que Lisboa oferece aos turistas. Todo o estrangeiro que passa por Lisboa tem que viajar pelo menos uma vez naquele eléctrico amarelo que percorre uma boa parte da zona histórica da cidade. E ultimamente têm sido surpreendidos com poesia em movimento: grupos de alunos do 12º ano da Escola Profissional Almirante Reis têm subido a bordo do eléctrico para recitar poesia de Fernando Pessoa.
A iniciativa visa celebrar o 74º aniversário da morte do poeta e pretende "dar a conhecer poemas do ortónimo e de heterónimos de Fernando Pessoa, permitindo a interacção entre diferentes públicos, partilhando sensações e emoções".
A reacção dos passageiros é, regra geral, muito positiva. "As pessoas reagem com entusiasmo e admiração", confessa, ao JN, Ana Sofia David, professora de Português e uma das responsáveis pelo projecto. "Acontece uma coisa fantástica: se o eléctrico vai com muito barulho, as pessoas começam a falar mais baixo ou calam- -se", descreveu. "Os turistas", prosseguiu "ficam encantados, tiram fotografias e recebem alguns folhetos com poemas do Fernando Pessoa em inglês".
As próprias alunas, com idades que oscilam entre os 17 e os 18 anos, não disfarçam o entusiasmo pela sua participação. "Tudo o que seja sair da sala de aula e vir cá para fora acaba por ter impacto", concorda a professora, frisando que "a poesia quer-se assim nas ruas" e que a juventude "tem que perceber que a poesia está em todo o lado".
Apesar de admitir que alguns dos alunos da escola "não têm muitos hábitos de leitura de poesia", Ana Sofia David tem esperança que iniciativas destas possam ajudar a mudar o cenário: "Acabámos por conquistá-los assim".
Numa das últimas viagens, que o JN acompanhou, Dalila Oliveira, estudante, de 17 anos, foi particularmente brilhante ao ler "O Nevoeiro", perante o sorriso dos portugueses e de um casal de turistas asiáticos com olhar de espanto enquanto filmavam.
O próprio trajecto do eléctrico 28 desenha-se por uma série de lugares associados à vida e obra do poeta. O grupo entra junto à Voz do Operário, não muito longe da nova Galeria Fernando Pessoa no Campo de Santa Clara. Minutos depois passa perto do emblemático café Martinho da Arcada. Segue para o Chiado, passa pela estátua à frente da Brasileira, pelo Casa Fernando Pessoa, em Campo de Ourique, e, por fim, termina a sua marcha junto ao Cemitério dos Prazeres, onde Fernando Pessoa foi sepultado a 2 de Dezembro de 1935.
Cortesia de JN
O circuito do Eléctrico 28 é um dos mais emblemáticos cartões de visita que Lisboa oferece aos turistas. Todo o estrangeiro que passa por Lisboa tem que viajar pelo menos uma vez naquele eléctrico amarelo que percorre uma boa parte da zona histórica da cidade. E ultimamente têm sido surpreendidos com poesia em movimento: grupos de alunos do 12º ano da Escola Profissional Almirante Reis têm subido a bordo do eléctrico para recitar poesia de Fernando Pessoa.
A iniciativa visa celebrar o 74º aniversário da morte do poeta e pretende "dar a conhecer poemas do ortónimo e de heterónimos de Fernando Pessoa, permitindo a interacção entre diferentes públicos, partilhando sensações e emoções".
A reacção dos passageiros é, regra geral, muito positiva. "As pessoas reagem com entusiasmo e admiração", confessa, ao JN, Ana Sofia David, professora de Português e uma das responsáveis pelo projecto. "Acontece uma coisa fantástica: se o eléctrico vai com muito barulho, as pessoas começam a falar mais baixo ou calam- -se", descreveu. "Os turistas", prosseguiu "ficam encantados, tiram fotografias e recebem alguns folhetos com poemas do Fernando Pessoa em inglês".
As próprias alunas, com idades que oscilam entre os 17 e os 18 anos, não disfarçam o entusiasmo pela sua participação. "Tudo o que seja sair da sala de aula e vir cá para fora acaba por ter impacto", concorda a professora, frisando que "a poesia quer-se assim nas ruas" e que a juventude "tem que perceber que a poesia está em todo o lado".
Apesar de admitir que alguns dos alunos da escola "não têm muitos hábitos de leitura de poesia", Ana Sofia David tem esperança que iniciativas destas possam ajudar a mudar o cenário: "Acabámos por conquistá-los assim".
Numa das últimas viagens, que o JN acompanhou, Dalila Oliveira, estudante, de 17 anos, foi particularmente brilhante ao ler "O Nevoeiro", perante o sorriso dos portugueses e de um casal de turistas asiáticos com olhar de espanto enquanto filmavam.
O próprio trajecto do eléctrico 28 desenha-se por uma série de lugares associados à vida e obra do poeta. O grupo entra junto à Voz do Operário, não muito longe da nova Galeria Fernando Pessoa no Campo de Santa Clara. Minutos depois passa perto do emblemático café Martinho da Arcada. Segue para o Chiado, passa pela estátua à frente da Brasileira, pelo Casa Fernando Pessoa, em Campo de Ourique, e, por fim, termina a sua marcha junto ao Cemitério dos Prazeres, onde Fernando Pessoa foi sepultado a 2 de Dezembro de 1935.
Cortesia de JN
BIO - Charles Baudelaire
Charles Baudelaire é considerado frequentemente um dos maiores poetas do Século XIX, influenciador da poesia internacional de tendência simbolista. Do seu estilo de vida originaram-se na França os chamados poetas "malditos". Um revolucionário no seu próprio tempo. Hoje ele ainda é conhecido, não somente como poeta, mas também como crítico literário. Raramente houve alguém tão radical e ao mesmo tempo tão brilhante. Mal compreendido por seus contemporâneos, apesar de elogiada por Victor Hugo, Teóphile Gautier, Gustave Flaubert e Théodore de Banville, a poesia de Baudelaire está marcada pela contradição. Revela, por um lado, a herança do romantismo negro de Edgar Allan Poe e Gérard de Nerval, e de outro o poeta crítico que se opôs aos excessos sentimentais e retóricos do romantismo francês.Poeta e crítico francês, Charles-Pierre Baudelaire nasceu em Paris em 9 de abril de 1821, na Rua Hautefeuille, nº 13 (casa já demolida; localização actual da Livraria Hachette, Boulev. St. Germain).
Joseph-François, o pai de Baudelaire, morreu em fevereiro no ano de 1827, quando Charles-Pierre tinha somente seis anos de idade. Após a morte do seu pai, Baudelaire foi criado pela sua mãe e pela sua enfermeira, Mariette. A sua mãe, porém, casou-se novamente em novembro de 1828. O padrasto de Baudelaire, Jacques Aupick, era um homem brilhante e auto-disciplinado. Distinguiu-se mais tarde como general e depois como embaixador e senador. Baudelaire, entretanto, não gostava de seu padrasto.
Em 1833, Aupick mudou-se com a família para Lyons, onde matriculou Charles Baudelaire numa escola militar. A disciplina dura e o estudo rigoroso da escola tiveram uma influência profunda em Baudelaire e aumentaram o seu descontentamento para com o seu padrasto. Aos quinze anos de idade, Baudelaire foi matriculado em Louis-le-Grande, uma notória escola secundária francesa. Lá tornou-se cada vez mais insolente até, finalmente, ser expulso em 1839. Logo depois, declarou que pretendia tornar-se um escritor, para o grande desapontamento dos seus pais. Para evitar maiores problemas, entretanto, concordou em seguir estudos na Ecole de Droit, a escola de Direito de Paris. Mas os seus interesses estavam dirigidos para qualquer coisa, menos o estudo. Em Paris, vai então morar em Lévêque Bailly, uma famosa pensão para estudantes onde conheceu diversos amigos boémios, entre os quais os poetas Gustave Vavasseur e Enerts Prarond. Passa a viver um relacionamento amoroso com Sarah, uma prostituta de origem judia que era mais conhecida como Louchette. Em Bailly levava um estilo de vida excessivo, endividando-se cada vez mais. Durante esse tempo contraiu também sífilis, muito provavelmente nos prostíbulos que costumava frequentar.
Procurando afastá-lo dessa vida boémia, os pais de Baudelaire enviaram-no para fazer uma viagem pela África, seguindo primeiramente pela ilha Maurícia, em seguida pela Ilha da Reunião e depois para a Índia. Saiu de Paris em junho de 1841 no navio, Des Mers du Sud de Paquebot, sob a supervisão do capitão Saliz. Durante todo o trajecto, Baudelaire permaneceu mal humorado e expressou a sua tristeza em relação à viagem. Alguns meses após a sua partida, o navio encontrou uma tempestade violenta e foi forçado a parar num estaleiro para reparação. Lá Baudelaire anunciou a sua intenção de regressar à França, apesar dos esforços do capitão Saliz em fazê-lo mudar de ideia. Acabou concordando em continuar a viagem. Apesar do seu desagrado quanto à viagem, é inegável que esta teve uma influência profunda nas suas obras. Deu-lhe uma visão de mundo que poucos de seus contemporâneos tiveram.
Depois do seu regresso a Paris, Baudelaire recebeu uma herança de 100.000 francos deixada pelo seu pai. Com esta fortuna, mudou-se para um apartamento na ilha de Saint-Louis, onde frequentou as galerias de arte e gastou horas com leituras e passeios. Por causa do seu comportamento excêntrico e roupas extravagantes, Baudelaire ganhou a reputação de dandy.
Em 1842 conhece Jeanne Duval, uma actriz do Quartier Latin de Paris. Jeanne era figurante no teatro da Porte Saint Antoine, embora a sua maior ocupação fosse a prostituição. Como amante de Baudelaire, teve grande influência em muitas das suas obras. A sua beleza morena era a inspiração de diversos seus poemas. A mãe de Baudelaire, entretanto, era totalmente indiferente a ela, chamava-a depreciativamente de "Vênus negra" por Jeanne ser mestiça. Em 1847, Baudelaire encontrou-se com Marie Daubrun, uma jovem actriz que foi sua amante entre 1855 e 1860, até que esta morreu doente. Em 1852, conhece Apollonie Sabatier, animadora de um salão literário muito badalado que era o ponto de encontro habitual para jantares com artistas e escritores famosos.
Baudelaire e Sabatier vivem um caso amoroso e ele escreveu-lhe muitos poemas que expressavam a sua gratidão, porém depois da paixão arrefecer, passa a ter com ela apenas um relacionamento formal. Em 1854, já pensava em voltar para Duval ou Daubrun. A influência destas três mulheres em Baudelaire como escritor é muito evidente nos seus poemas de amor e erotismo. Nessa época faz amizades com diversos escritores da época como Nerval, Balzac, Gautier e Banville e passa a frequentar o famoso "Club dês Hashishins", um grupo de fumantes de haxixe que se reunia no Hotel Pimodan, onde passa a morar.
Em apenas dois anos esbanjou quase a metade da sua fortuna, e seus pais começaram a preocupar-se com as suas despesas excessivas. Colocaram-no então sob a guarda legal de um tutor, o escolhido foi Narcisse-Desejam Ancelle, um acto que Baudelaire considerou especialmente humilhante. Teve muitos débitos e foi forçado ainda a viver com uma renda muito abaixo do que estava habituado, sendo obrigado a viver dessa forma para o resto da sua vida.
Enquanto o tempo passava, Baudelaire tornava-se cada vez mais desesperado. Em 1845 tentou o suicídio, embora tenha agido assim mais para chamar a atenção da sua mãe e do seu padrasto. Estes consultaram-no sobre a possibilidade dele voltar a viver com eles em Paris, entretanto Baudelaire preferiu continuar a viver longe dos pais. Em 1847 publicou Fanfarlo uma obra autobiográfica. Envolveu-se na revolta de 1848 em que teve um papel relativamente pequeno, ajudando na publicação de alguns jornais radicais de protesto.
Em 1852, Baudelaire publicou o seu primeiro ensaio sobre o escritor norte americano Edgar Allan Poe. Tinha conhecido a obra de Poe em 1847, e começou a traduzi-la para o francês mais tarde. Foi influenciado extremamente pelas obras de Poe, e incorporou muitas de suas ideias no seus trabalhos. Publicou cinco volumes de traduções de Poe entre 1856 e 1865. Os ensaios introdutórios a estes livros são considerados os seus estudos críticos mais importantes, destacando-se sobretudo o trabalho intitulado “O princípio poético” (1876).
Em 1857, a primeira edição de Les Fleurs du mal foi publicada por Poulet-Malassis um velho amigo de Baudelaire. A obra não foi bem aceite pelo público devido ao seu foco em temas satânicos e lesbianismo. Menos de um mês depois após o livro ter sido posto à venda, o jornal Le Figaro publicou uma crítica mordaz que teve efeitos devastadores na carreira de Baudelaire. Ele e o seu editor foram ambos acusados de ultraje à moral e aos bons costumes. Foi multado em 300 francos, e o seu editor foi multado em 200 francos. Além disso, seis dos poemas do livro foram proibidos porque foram considerados muito imorais para serem publicados. Só a partir de 1911 apareceram edições completas da obra.
Tal desapontamento, juntamento com a morte do seu padrasto no mesmo ano, lançou Baudelaire no mais profundo pessimismo e depressão. Em 1859, muda-se com a mãe para Paris onde passa a viver com ela. Lá escreveu o terceiro Salão (1859), um livro de crítica artística que discute os trabalhos de vários artistas. Baudelaire destacou-se desde cedo como crítico de arte. O Salão (1845) e o Salão de 1846 (Salão de 1846) datam do início da sua carreira. Os seus escritos posteriores foram reunidos em dois volumes póstumos, com os títulos de A Arte Romântica (1868) e Curiosidades estéticas (1868). Revelam a preocupação de Baudelaire de procurar uma razão determinante para a obra de arte e fundamentam assim um ideal estético coerente, embora fragmentário, e aberto às novas concepções. Compôs também mais poemas para a segunda edição de As Flores do Mal, incluindo "A Viagem", que é considerado um de seus mais belos poemas.
Em 1860, publicou Paraísos Artificiais, ópio e haxixe , uma obra ao mesmo tempo especulactiva e confessional, que trata sobre plantas alucinógenas, parcialmente inspirado no Confissões de um comedor de ópio (1822) de Thomas De Quincey. Durante toda a sua vida, tinha recorrido frequentemente às drogas a fim de estimular a inspiração, mas viu também o perigo de tal hábito. Concluiu que havia alguma espécie de "génio mau" que explicaria a inclinação do homem para cometer certos actos e pensamentos repentinos. Este conceito das forças do mal que cercam a humanidade reapareceu em diversos outros trabalhos de Baudelaire.
A segunda edição de As Flores do Mal apareceu em 1861, com trinta e cinco poemas novos. Em poucos meses seguintes, a vida de Baudelaire foi marcada por uma série de desgostos. Foi o desanimado pelos seus amigos de se candidatar a uma vaga na Academia Francesa de Letra, que esperava que pudesse ajudar a alavancar a sua carreira de escritor. Devido à sua crise financeira, era incapaz de ajudar o seu editor Poulet-Malassis, que acabou preso por não pagar as dívidas. Além disso, descobriu que a sua amante Jeanne Duval tinha vivido por diversos meses com um outro amante de quem ela havia dito a Baudelaire ser apenas seu irmão. Em 1862 começou primeiramente a queixar-se de dores de cabeça, náuseas, vertigens e pesadelos. Todos estes eventos devastadores, juntamente com os seus problemas de saúde em decorrência da sífilis que contraiu na juventude, causaram a Baudelaire a sensação de que estaria a enlouquecer.
Em abril de 1863, Baudelaire saiu de Paris e foi para Bruxelas na esperança de encontrar um editor para as suas obras. Lá a sua saúde piorou consideravelmente e em 1865 sofreu um ataque de apoplexia. Continuou a sofrer de uma série de ataques, um destes teve como resultado afasia e uma paralisia parcial. Após permanecer numa casa de repouso por dois meses, retornou a Paris no dia 02 de julho. No dia 31 de agosto de 1867, morreu de paralisia geral nos braços da sua mãe.
Poetícia Especial Fim de Ano - Poemas de Joana Well
Isabel (By: Anzio Líthica)
Isabel
queima-te na pele
sem nunca se queimar
Isabel
bebe-te nos olhos de mel
sem nunca se afogar
Isabel
acorda-te fome cruel
para se alimentar
Isabel
E agora que te tem o pranto
lambido na lingua vermelhusca
vai-se de ti, tira-te o encanto
de beleza fria de boneca.
Salgados se tornaram os olhos suados
quando as lágrimas se tornaram suor
essa transpiração, de quem os abre na dor
para mesmo assim ver, pasmados, raiados
varados pelas meninas, vazados no amor.
Isabel
promete ser fiel
pelo gozo de atraiçoar.
Dispo-me...
Dispo-me; sei bem a tua história, um fragmento dela colado nas minhas costas, a língua em flor a desenhar-me pétalas no dorso - um beijo que lá ficou, caído, perdido, vermelho. Nítido como um cubo num circulo triangular. O nexo não pode falar, nem uma só palavra azul.
Dispo-me; sei bem os teus segredos - estavam nos ninhos entre os dedos das tuas mãos, o teu peito nas minhas costas, o meu peito nas tuas mãos - perdeste-os na minha pele; suaste-os, regados de paixão enraizaram no meu ventre, cresceram árvores.
Dispo-me; sei bem a tua nudez, esteve no meio de mim, bem dentro do meu corpo, nadou até à exaustão do meu mar - desmaiou na areia da minha praia, de boca salgada, de corpo ainda a ondular. O botão de rosa, largado no meio da jangada, abriu. Era o meu sexo.
Dispo-me; já nem bem sei quem tu és - mas sei quem és em mim - dispo-me para encontrar a tua história, para encontrar os teus segredos, para encontrar a tua nudez; aqui dentro encontro-te perdido - ramificado, ainda assim - dou-te a mão e estás aqui, no cheiro a cores suaves do meu pescoço, amor imperfeito, nova flor.
Cadência
A cadência das estrelas
quando retornam
aos seus lugares;
a cadência dos segredos
quando aveludam
vagos olhares;
a cadência dos momentos
quando entranham
a paixão no ar;
a cadência de janelas
que se começam
a descortinar;
a cadência das velas
quando dançam
até queimar;
a cadência da alma
quando a encantam
até pairar;
a cadência do conforto
adormeceu
na minha cama
que a cadência do teu corpo
(que é a cadência das estrelas,
e é a cadência dos segredos,
é a cadência dos momentos,
é a cadência das janelas,
é a cadência das velas,
é a cadência da alma)
chamou a do meu
até cair saciada.
Isabel
queima-te na pele
sem nunca se queimar
Isabel
bebe-te nos olhos de mel
sem nunca se afogar
Isabel
acorda-te fome cruel
para se alimentar
Isabel
E agora que te tem o pranto
lambido na lingua vermelhusca
vai-se de ti, tira-te o encanto
de beleza fria de boneca.
Salgados se tornaram os olhos suados
quando as lágrimas se tornaram suor
essa transpiração, de quem os abre na dor
para mesmo assim ver, pasmados, raiados
varados pelas meninas, vazados no amor.
Isabel
promete ser fiel
pelo gozo de atraiçoar.
Dispo-me...
Dispo-me; sei bem a tua história, um fragmento dela colado nas minhas costas, a língua em flor a desenhar-me pétalas no dorso - um beijo que lá ficou, caído, perdido, vermelho. Nítido como um cubo num circulo triangular. O nexo não pode falar, nem uma só palavra azul.
Dispo-me; sei bem os teus segredos - estavam nos ninhos entre os dedos das tuas mãos, o teu peito nas minhas costas, o meu peito nas tuas mãos - perdeste-os na minha pele; suaste-os, regados de paixão enraizaram no meu ventre, cresceram árvores.
Dispo-me; sei bem a tua nudez, esteve no meio de mim, bem dentro do meu corpo, nadou até à exaustão do meu mar - desmaiou na areia da minha praia, de boca salgada, de corpo ainda a ondular. O botão de rosa, largado no meio da jangada, abriu. Era o meu sexo.
Dispo-me; já nem bem sei quem tu és - mas sei quem és em mim - dispo-me para encontrar a tua história, para encontrar os teus segredos, para encontrar a tua nudez; aqui dentro encontro-te perdido - ramificado, ainda assim - dou-te a mão e estás aqui, no cheiro a cores suaves do meu pescoço, amor imperfeito, nova flor.
Cadência
A cadência das estrelas
quando retornam
aos seus lugares;
a cadência dos segredos
quando aveludam
vagos olhares;
a cadência dos momentos
quando entranham
a paixão no ar;
a cadência de janelas
que se começam
a descortinar;
a cadência das velas
quando dançam
até queimar;
a cadência da alma
quando a encantam
até pairar;
a cadência do conforto
adormeceu
na minha cama
que a cadência do teu corpo
(que é a cadência das estrelas,
e é a cadência dos segredos,
é a cadência dos momentos,
é a cadência das janelas,
é a cadência das velas,
é a cadência da alma)
chamou a do meu
até cair saciada.
Joana Well, é uma poetisa Portuguesa nascida em Lisboa na década de 70. Para conhecer melhor os seus trabalhos visitar www.missjoanaswell.blogspot.com.
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Poetícia Especial Fim de Ano - Poemas de Ernane C.
Tempo, Tempo
Que o meu o peito, ia dizer, o meu coração,
o chão pisoteado das arenas, meu coração.
As minhas mãos. Secas as minhas mãos.
Dedos nodosos. Diáfanas mãos anosas.
E a minha visão. Ah, a minha visão:
que primeiro e antes, como se através de um anteparo.
Depois... Depois um sujo e brumoso véu.
Que a mimha voz. A minha voz entrecortada.
Um estertor quase. Agônica a minha voz.
Cuido que tal e qual desse jeito. Ainda.
Até que na calmosa noite, eu esgazeado, diverso de mim.
Assim. Assim. Assim.
Sou eu? Sou eu? Sou eu?
Quem sou eu? Quem sou eu? Quem sou eu?
O Silêncio.
Que o meu o peito, ia dizer, o meu coração,
o chão pisoteado das arenas, meu coração.
As minhas mãos. Secas as minhas mãos.
Dedos nodosos. Diáfanas mãos anosas.
E a minha visão. Ah, a minha visão:
que primeiro e antes, como se através de um anteparo.
Depois... Depois um sujo e brumoso véu.
Que a mimha voz. A minha voz entrecortada.
Um estertor quase. Agônica a minha voz.
Cuido que tal e qual desse jeito. Ainda.
Até que na calmosa noite, eu esgazeado, diverso de mim.
Assim. Assim. Assim.
Sou eu? Sou eu? Sou eu?
Quem sou eu? Quem sou eu? Quem sou eu?
O Silêncio.
Clausura
De onde em mim eu pinço um desejo,
me vens assim feitorando o meu dia.
Reconhecível este teu ar de anjo atípico
e uns olhos castanhos pedintes do que sei
e só posso através de gestos e palavras estudadas.
Sou fugitivo de mim até onde posso ou resisto.
Onde me encontrares, estarei recolhido como broto ou feto
quando o que é de depois se intui.
E é da borda para o centro de um desejo:
De longe, olho os teus grandes olhos.
Algoz
Abril. Lua nova. Baça.
E eu disposto à benignidade.
Um sentimento por sinal discutível
porque é antes, desejo de inquirição e busca:
os lugares secretos, os escaninhos de sua alma
que tanto persigo e sempre me fogem
quando de sua saúde inalterada.
E fico a desejar-lhe uma doença longa.
De preferência, quase fatal.
Com a plenitude da minh'alma,
Os frangalhos do coração:
queria lhe dizer ainda.
Poemas inéditos de Ernane C., poeta Brasileiro, natural de Minas Gerais, funcionário público de profissão.
De onde em mim eu pinço um desejo,
me vens assim feitorando o meu dia.
Reconhecível este teu ar de anjo atípico
e uns olhos castanhos pedintes do que sei
e só posso através de gestos e palavras estudadas.
Sou fugitivo de mim até onde posso ou resisto.
Onde me encontrares, estarei recolhido como broto ou feto
quando o que é de depois se intui.
E é da borda para o centro de um desejo:
De longe, olho os teus grandes olhos.
Algoz
Abril. Lua nova. Baça.
E eu disposto à benignidade.
Um sentimento por sinal discutível
porque é antes, desejo de inquirição e busca:
os lugares secretos, os escaninhos de sua alma
que tanto persigo e sempre me fogem
quando de sua saúde inalterada.
E fico a desejar-lhe uma doença longa.
De preferência, quase fatal.
Com a plenitude da minh'alma,
Os frangalhos do coração:
queria lhe dizer ainda.
Poemas inéditos de Ernane C., poeta Brasileiro, natural de Minas Gerais, funcionário público de profissão.
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Poetícia Especial Fim de Ano - Prosa poética de Anna Maria Ubarana
TEXTO Nº 01
De manhã, saiu de casa sabendo que não havia sequer um pouco de feijão para a mulher e os filhos. Sem trabalho, vivia de “bico”. Sem a mulher saber, comprava livros, considerados seu tesouro. Parou, pensou e voltou a casa. Tomou uma decisão e levou numa sacola, parte do seu tesouro. Foi escolher um local para distribuir seu tesouro. Apareceram pessoas interessadas em adquiri-lo. Quando apanhavam um volume e perguntavam o preço, ele falava: esse não, ainda não concluí a leitura. Venda: zero. No regresso, lembrou de um terno ainda em bom estado que serviria em caso de morte. Dispôs os livros num caixote. Era só tristeza...
TEXTO Nº 02
De manhã, saiu de casa sabendo que não havia sequer um pouco de feijão para a mulher e os filhos. Sem trabalho, vivia de “bico”. Sem a mulher saber, comprava livros, considerados seu tesouro. Parou, pensou e voltou a casa. Tomou uma decisão e levou numa sacola, parte do seu tesouro. Foi escolher um local para distribuir seu tesouro. Apareceram pessoas interessadas em adquiri-lo. Quando apanhavam um volume e perguntavam o preço, ele falava: esse não, ainda não concluí a leitura. Venda: zero. No regresso, lembrou de um terno ainda em bom estado que serviria em caso de morte. Dispôs os livros num caixote. Era só tristeza...
TEXTO Nº 02
Ela falava sempre que gostava de solidão. Contando com os pais, irmãos e demais familiares, arranjava uma maneira de ficar sozinha. Lia, ouvia música, via o tempo passar. Fazia isso enquanto havia movimento na casa, pessoas ao seu redor. O tempo, em silêncio, instalou a ausência de todos. Sua vida se transformou num desviver – e a solidão numa saudade só.
TEXTO Nº 03
Da infância, lembrava de pequenos acontecimentos. Não saiu da memória os dias passados com os avós, no sítio. Muitos primos, banho de rio, passeio a cavalo, moenda, farinhada. A noite, os empregados contavam estórias de almas penadas, reinos encantado e assombração. Quando ia dormir, batia a saudade de casa. Amava andar em carro de boi. Quando chegava e abraçava a mãe e o pai, falava sem parar. O tempo passou e já adulta não sabia que carreira seguir. Queria ser pianista, desaprovação geral. Tentou vários caminhos.
Textos de Anna Maria Ubarana, escritora Brasileira, natural de Rio Grande do Sul.
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Cultura importada quatro vezes mais do que exportada
Portugal importa quase quatro vezes mais bens culturais do que aqueles que exporta. A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) que ontem divulgou os dados relativos ao relatório “Cultura 2008”. No documento refere-se que as exportações nacionais ultrapassaram os 72 milhões de euros enquanto as importações ultrapassaram os 277 milhões.
“Livros, brochuras e impressos semelhantes” foram os principais bens exportados, com os países africanos de expressão portuguesa, a União Europeia e o Brasil a serem os compradores dominantes (88 por cento do total). O valor destas exportações, de acordo com o INE, atingiu os 47,8 milhões de euros.
No segundo lugar dos bens enviados para o exterior contam-se os “objectos de arte, de colecção ou antiguidades”, cujas vendas ascenderam a 8,9 milhões de euros.
Mas, culturalmente, Portugal é um país que compra muito mais do que vende. “Jornais e publicações periódicas”, bem como “livros, brochuras e impressos semelhantes” constituíram o grosso das aquisições com, respectivamente, 32 e 22 por cento da totalidade. Seguem-se os “objectos de arte, de colecção e antiguidades”, com 14 por cento, os quadros, pinturas e desenhos”, com dez por cento, e os instrumentos musicais, cujas aquisições ascenderam aos oito por cento.
Tal como acontece em relação às exportações, também a União Europeia e o Brasil constam como os principais locais de proveniência das importações.
O estudo do INE faz também uma referência à participação cultural dos portugueses. Desta feita os números disponíveis são de 2007 e dizem que 45,2 por cento dos cidadãos com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos tinham ido pelo menos uma vez ao cinema. Os que assistiram a um filme pelo menos uma vez por mês foram apenas 6,7 por cento.
No ano passado estavam contabilizados 182 recintos de cinema em Portugal, os quais exibiram 740 filmes (234 em estreia). Acorreram a esses locais 16 milhões de espectadores e as receitas de bilheteira quase atingiram os 69 milhões de euros.
O montante angariado no cinema é, portanto, bem mais significativo do que obtido nas salas de teatro, as quais se ficaram pelos 11 milhões de euros.
Os espectáculos ao vivo também captaram, de algum modo a atenção dos portugueses, uma vez que 58 por cento dos inquiridos confirmaram ter ido, pelo menos uma vez, ao teatro, a um concerto, a uma ópera ou a um espectáculo de bailado ou dança. Os que foram pelo menos 12 vezes no ano foram somente 3,4 por cento.
A prática de actividades culturais é algo que parece muito distante dos hábitos dos portugueses, pois apenas 7,2 por cento confirmaram ter participado em actividades que envolveram canto, dança, representação ou música. Mais simpatizantes tiveram a fotografia, os filmes e os vídeos, que reuniram 25,3 por cento de preferência. A prosa, a poesia e os contos foram responsáveis por 5,9 por cento das actividades culturais desempenhadas e a pintura, desenho, escultura ou desenho gráfico, que representaram 7,9 por cento.
Os hábitos de leitura continuam um pouco distantes dos portugueses. Foram 43,7 por cento os que leram, por lazer, um só livro durante um ano. Os que leram pelo menos 12 livros no ano inteiro perfizeram 4,6 por cento.
Os números dos livros são, no entanto, mais elevados que os dos jornais. É que estes tiveram apenas uma percentagem de 40,7 de leitores diários. Quase 33 por cento disseram ser leitores semanais e 7,4 por cento afirmaram que só leram um jornal uma vez por mês. Mais de 13 por cento dos inquiridos confessaram não ter lido um único jornal durante 2008.
Quanto aos gostos dos portugueses relativamente a visitas, constata-se que os museus, os jardins zoológicos, os jardins botânicos e os aquários, num total de 321, tiveram 11,6 milhõe4s de visitantes. Os zoológicos, os jardins botânicos e os aquários reuniram 28 por cento das preferências. Seguiram-se os museus de arte, com 21,9 por cento, os museus de História, com 17,7 por cento e os museus especializados, com nove por cento.
Os números gerais da adesão dos portugueses ás actividades culturais passam, também, pelo financiamento que essas mesmas actividades tiveram. O INE concluiu que as câmaras municipais do país investiram no sector cerca de 526 milhões de euros, o que representou um acréscimo de 7,5 por cento face a 2007. Os maiores aumentos do investimento verificaram-se na Madeira (mais de 80 por cento), no Alentejo (mais de 14 por cento) e em Lisboa (mais de oito por cento). Os açores e o Algarve, refere o estudo, desinvestiram, respectivamente, 6,7 e 3,3 por cento.
Cortesia de O Público
“Livros, brochuras e impressos semelhantes” foram os principais bens exportados, com os países africanos de expressão portuguesa, a União Europeia e o Brasil a serem os compradores dominantes (88 por cento do total). O valor destas exportações, de acordo com o INE, atingiu os 47,8 milhões de euros.
No segundo lugar dos bens enviados para o exterior contam-se os “objectos de arte, de colecção ou antiguidades”, cujas vendas ascenderam a 8,9 milhões de euros.
Mas, culturalmente, Portugal é um país que compra muito mais do que vende. “Jornais e publicações periódicas”, bem como “livros, brochuras e impressos semelhantes” constituíram o grosso das aquisições com, respectivamente, 32 e 22 por cento da totalidade. Seguem-se os “objectos de arte, de colecção e antiguidades”, com 14 por cento, os quadros, pinturas e desenhos”, com dez por cento, e os instrumentos musicais, cujas aquisições ascenderam aos oito por cento.
Tal como acontece em relação às exportações, também a União Europeia e o Brasil constam como os principais locais de proveniência das importações.
O estudo do INE faz também uma referência à participação cultural dos portugueses. Desta feita os números disponíveis são de 2007 e dizem que 45,2 por cento dos cidadãos com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos tinham ido pelo menos uma vez ao cinema. Os que assistiram a um filme pelo menos uma vez por mês foram apenas 6,7 por cento.
No ano passado estavam contabilizados 182 recintos de cinema em Portugal, os quais exibiram 740 filmes (234 em estreia). Acorreram a esses locais 16 milhões de espectadores e as receitas de bilheteira quase atingiram os 69 milhões de euros.
O montante angariado no cinema é, portanto, bem mais significativo do que obtido nas salas de teatro, as quais se ficaram pelos 11 milhões de euros.
Os espectáculos ao vivo também captaram, de algum modo a atenção dos portugueses, uma vez que 58 por cento dos inquiridos confirmaram ter ido, pelo menos uma vez, ao teatro, a um concerto, a uma ópera ou a um espectáculo de bailado ou dança. Os que foram pelo menos 12 vezes no ano foram somente 3,4 por cento.
A prática de actividades culturais é algo que parece muito distante dos hábitos dos portugueses, pois apenas 7,2 por cento confirmaram ter participado em actividades que envolveram canto, dança, representação ou música. Mais simpatizantes tiveram a fotografia, os filmes e os vídeos, que reuniram 25,3 por cento de preferência. A prosa, a poesia e os contos foram responsáveis por 5,9 por cento das actividades culturais desempenhadas e a pintura, desenho, escultura ou desenho gráfico, que representaram 7,9 por cento.
Os hábitos de leitura continuam um pouco distantes dos portugueses. Foram 43,7 por cento os que leram, por lazer, um só livro durante um ano. Os que leram pelo menos 12 livros no ano inteiro perfizeram 4,6 por cento.
Os números dos livros são, no entanto, mais elevados que os dos jornais. É que estes tiveram apenas uma percentagem de 40,7 de leitores diários. Quase 33 por cento disseram ser leitores semanais e 7,4 por cento afirmaram que só leram um jornal uma vez por mês. Mais de 13 por cento dos inquiridos confessaram não ter lido um único jornal durante 2008.
Quanto aos gostos dos portugueses relativamente a visitas, constata-se que os museus, os jardins zoológicos, os jardins botânicos e os aquários, num total de 321, tiveram 11,6 milhõe4s de visitantes. Os zoológicos, os jardins botânicos e os aquários reuniram 28 por cento das preferências. Seguiram-se os museus de arte, com 21,9 por cento, os museus de História, com 17,7 por cento e os museus especializados, com nove por cento.
Os números gerais da adesão dos portugueses ás actividades culturais passam, também, pelo financiamento que essas mesmas actividades tiveram. O INE concluiu que as câmaras municipais do país investiram no sector cerca de 526 milhões de euros, o que representou um acréscimo de 7,5 por cento face a 2007. Os maiores aumentos do investimento verificaram-se na Madeira (mais de 80 por cento), no Alentejo (mais de 14 por cento) e em Lisboa (mais de oito por cento). Os açores e o Algarve, refere o estudo, desinvestiram, respectivamente, 6,7 e 3,3 por cento.
Cortesia de O Público
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Poetícia deseja Feliz Natal
Os autores do blogue Poetícia desejam um Feliz Natal e um Excelente Ano 2010 a todos os visitantes e leitores.
Dia de Natal
Hoje é dia de era bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão
Balada da neve
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
– Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
– e cai no meu coração.
Augusto Gil
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
– Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
– e cai no meu coração.
Augusto Gil
A emoção da caneta
O teólogo e especialista em assuntos bíblicos confessa que as cartas e a poesia escritas à mão transmitem muito mais do que simples ideias.
Gravar a tinta negra no papel branco e deixar que as letras ganhem forma é um dos seus grandes fascínios. O gosto pela arte de concretizar ideias e transmitir sentimentos através das letras surgiu quando era ainda muito jovem, pelos seus seis anos de idade. 'Sempre me dediquei à escrita', confessa.
Hoje não consegue vislumbrar o amanhã sem esse pequeno prazer já que, a par das suas múltiplas missões enquanto membro da Igreja, dedica parte da sua vida à concepção de obras literárias de carácter teológico e à poesia, outra das suas paixões.
'As letras sempre foram qualquer coisa de misterioso. Escrever transmite uma mensagem, um mistério de vida' que, muitas vezes, só a poesia é capaz de reproduzir. Como tal, não é de estranhar que este seja um ‘ritual’ de carácter pessoal, partilhado apenas com aqueles que ocupam um lugar cativo na sua vida, ou não fosse esta a forma mais sincera de traduzir a essência do ser humano.
'Não sei escrever poesia ou cartas sem ser com a caneta. É pessoal. Sou eu mesmo. As cartas dizem mais da pessoa, o contacto é mais directo, chega a ser até transcendente. Não há nada mais autêntico do que escrever uma carta', revela.
Nesta quadra natalícia, a caneta é um presente recorrente por parte de amigos, família e até de antigos alunos, facto que aproveita para evidenciar o seu gosto pela escrita. 'Em vez dos tradicionais cartões de boas festas, ofereço poesia. É a maneira que encontro para me expressar, para demonstrar afecto'.
OS PRIMÓDIOS DA ESCRITA
Pensar na escrita como criação exclusiva do homem e como herança cultural foi, desde sempre, um dos aspectos que mais curiosidade lhe despertou e a principal razão pela qual desenvolveu um gosto especial pela literatura.
'Ao contrário do que muita gente pensa, a civilização começou 3500 anos a.C. na Mesopotâmia, altura em que se escrevia em óstracos, ou seja, pedaços de barro onde as palavras eram gravadas com paus afiados. Saber que alguém escreveu e deixou esse legado para as gerações futuras é um fascínio extraordinário'.
Graças à evolução dos tempos, a escrita também teve o seu progresso. Actualmente, o computador ocupa grande parte do processo criativo mas é despojado de carácter. 'Olho para o computador de uma forma funcional mas um tanto triste. Nada se compara com a mensagem impressa com a própria letra'.
PATENTE REGISTADA EM 1938
A criação da caneta remonta a 1888, altura em que um objecto de características mais ou menos semelhantes se destinava a marcar o couro. Porém, foi em 1930 que Laszlo Biro idealizou a concepção de um objecto capaz de igualar a tinta utilizada na impressão dos jornais. A primeira versão da sua caneta não permitia que a referida tinta fluísse. Foi então que o jornalista húngaro percebeu que se colocasse uma esfera na ponta da caneta, esta iria girar no interior do bico, depositando a tinta no papel. A patente foi registada em 1938 por Laszlo Biro e pelo seu irmão Georg.
Cortesia de Correio da Manhã
Gravar a tinta negra no papel branco e deixar que as letras ganhem forma é um dos seus grandes fascínios. O gosto pela arte de concretizar ideias e transmitir sentimentos através das letras surgiu quando era ainda muito jovem, pelos seus seis anos de idade. 'Sempre me dediquei à escrita', confessa.
Hoje não consegue vislumbrar o amanhã sem esse pequeno prazer já que, a par das suas múltiplas missões enquanto membro da Igreja, dedica parte da sua vida à concepção de obras literárias de carácter teológico e à poesia, outra das suas paixões.
'As letras sempre foram qualquer coisa de misterioso. Escrever transmite uma mensagem, um mistério de vida' que, muitas vezes, só a poesia é capaz de reproduzir. Como tal, não é de estranhar que este seja um ‘ritual’ de carácter pessoal, partilhado apenas com aqueles que ocupam um lugar cativo na sua vida, ou não fosse esta a forma mais sincera de traduzir a essência do ser humano.
'Não sei escrever poesia ou cartas sem ser com a caneta. É pessoal. Sou eu mesmo. As cartas dizem mais da pessoa, o contacto é mais directo, chega a ser até transcendente. Não há nada mais autêntico do que escrever uma carta', revela.
Nesta quadra natalícia, a caneta é um presente recorrente por parte de amigos, família e até de antigos alunos, facto que aproveita para evidenciar o seu gosto pela escrita. 'Em vez dos tradicionais cartões de boas festas, ofereço poesia. É a maneira que encontro para me expressar, para demonstrar afecto'.
OS PRIMÓDIOS DA ESCRITA
Pensar na escrita como criação exclusiva do homem e como herança cultural foi, desde sempre, um dos aspectos que mais curiosidade lhe despertou e a principal razão pela qual desenvolveu um gosto especial pela literatura.
'Ao contrário do que muita gente pensa, a civilização começou 3500 anos a.C. na Mesopotâmia, altura em que se escrevia em óstracos, ou seja, pedaços de barro onde as palavras eram gravadas com paus afiados. Saber que alguém escreveu e deixou esse legado para as gerações futuras é um fascínio extraordinário'.
Graças à evolução dos tempos, a escrita também teve o seu progresso. Actualmente, o computador ocupa grande parte do processo criativo mas é despojado de carácter. 'Olho para o computador de uma forma funcional mas um tanto triste. Nada se compara com a mensagem impressa com a própria letra'.
PATENTE REGISTADA EM 1938
A criação da caneta remonta a 1888, altura em que um objecto de características mais ou menos semelhantes se destinava a marcar o couro. Porém, foi em 1930 que Laszlo Biro idealizou a concepção de um objecto capaz de igualar a tinta utilizada na impressão dos jornais. A primeira versão da sua caneta não permitia que a referida tinta fluísse. Foi então que o jornalista húngaro percebeu que se colocasse uma esfera na ponta da caneta, esta iria girar no interior do bico, depositando a tinta no papel. A patente foi registada em 1938 por Laszlo Biro e pelo seu irmão Georg.
Cortesia de Correio da Manhã
Revista PLAV dedica número à literatura portuguesa
O mais recente número da revista literária checa PLAV é inteiramente dedicado à língua e à literatura portuguesas.A edição de Dezembro deste mensário, especializado na literatura mundial, é dedicada a Raul Brandão, José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Herberto Hélder, Jorge de Sena, Miguel Torga, Pedro Paixão, Teolinda Gersão, Lídia Jorge, Inês Pedrosa e Eça de Queirós.
O número da revista, que teve o apoio financeiro e científico do Instituto Camões, inclui ainda uma entrevista à professora universitária Sarka Grauová, que chefia a secção de lusitanística da Faculdade de Letras da Universidade Carolina em Praga, bem como a tradução para checo do ensaio de Eduardo Lourenço Da Língua Como Pátria.
A revista PLAV é um órgão de divulgação literária vendido também fora dos círculos científicos -em quiosques de jornais e bancas de imprensa.
Na opinião de Joaquim Coelho Ramos, responsável pelo Centro de Língua Portuguesa de Praga, a revista «é um veículo excepcional de democratização do conhecimento acerca das linhas estéticas e da evolução da literatura produzida em diversos países do mundo».
Para além disso, «acolhe traduções de excertos realizadas por estudantes de filologia, finalistas de translatologia e diversos professores e tradutores consagrados da República Checa, promovendo uma grande cumplicidade e oportunidades de formação entre todos os intervenientes», acrescenta.
Apresentando entrevistas com tradutores e excertos de obras traduzidas, bem como textos menos conhecidos de autores grande de prestígio, a PLAV ocupa um lugar de destaque no panorama já tradicional dos periódicos literários na República Checa, afirma Joaquim Coelho Ramos.
Cortesia de IC
Curso «Fernando Pessoa e o Esoterismo»
O curso será coordenado por José Manuel Anes, licenciado em Química, tendo sido durante 19 anos Criminalista do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária. Foi durante 18 anos docente convidado da FCSH/UNL, leccionando cadeiras de Métodos Quantitativos e, nos últimos anos, de Antropologia da Religião. Doutor em Antropologia pela FSCH/UNL. É membro da ESSWE (European Society for the Study of Western Esotericism) e é autor de uma tese de doutoramento nesta área. Também é autor de vários livros, entre os quais Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos (3ª edição e com uma 1ª edição em castelhano), Os Jardins Iniciáticos da Quinta da Regaleira (2ª edição) e Um Outro Olhar - A Face Esotérica da Cultura Portuguesa, todos editados na Ésquilo.
O curso, com vagas limitadas (80) tem uma "propina" de 20 euros. No final do curso será entregue um diploma de participação a quem tenha assistido a pelo menos 3 das 4 aulas.
O curso será leccionado no auditório da Casa Fernando Pessoa, entre as 18h e as 20h, nos dias 18 e 25 de Janeiro e 1 e 8 de Fevereiro de 2010. Inscrições abertas entre os dias 21 de Dezembro e 14 de Janeiro, no horário habitual de funcionamento.
Cortesia de CFP
O curso, com vagas limitadas (80) tem uma "propina" de 20 euros. No final do curso será entregue um diploma de participação a quem tenha assistido a pelo menos 3 das 4 aulas.
O curso será leccionado no auditório da Casa Fernando Pessoa, entre as 18h e as 20h, nos dias 18 e 25 de Janeiro e 1 e 8 de Fevereiro de 2010. Inscrições abertas entre os dias 21 de Dezembro e 14 de Janeiro, no horário habitual de funcionamento.
Cortesia de CFP
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Pires Cabral vence Prémio Luís Miguel Nava 2009
O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2009, agora bienal e referente aos livros de poesia publicados em 2007 e 2008, foi atribuído ao livro As Têmporas da Cinza, de A. M. Pires Cabral, publicado pelas Edições Cotovia.
O galardão, no valor de cinco mil euros, foi dado por decisão unânime do júri constituído, por quatro membros da direcção da Fundação Luís Miguel Nava (Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais), e pelo poeta e crítico António Carlos Cortez.
Segundo um comunicado da fundação, "a limpidez e a precisão da escrita de A. M. Pires Cabral, a sua penetrante e austera visão dum mundo cuja expressão encontra numa espécie de imitação da terra o modelo para uma linguagem poética de invulgar intensidade, fazem deste autor um dos casos mais representativos da nossa melhor poesia contemporânea".
Pires Cabral, 68 anos, já escreveu poesia, teatro, romance, conto, ensaio e crítica.
Nas edições anteriores, o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava foi atrtibuído aos poetas Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Echevarría, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Manuel António Pina, Luís Quintais, António Ramos Rosa e Pedro Tamen.
Luís Miguel Nava (1957-1995) foi um poeta e ensaísta português, que se radicou em Bruxelas, onde foi assassinado.
Cortesia de O Público
O galardão, no valor de cinco mil euros, foi dado por decisão unânime do júri constituído, por quatro membros da direcção da Fundação Luís Miguel Nava (Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais), e pelo poeta e crítico António Carlos Cortez.
Segundo um comunicado da fundação, "a limpidez e a precisão da escrita de A. M. Pires Cabral, a sua penetrante e austera visão dum mundo cuja expressão encontra numa espécie de imitação da terra o modelo para uma linguagem poética de invulgar intensidade, fazem deste autor um dos casos mais representativos da nossa melhor poesia contemporânea".
Pires Cabral, 68 anos, já escreveu poesia, teatro, romance, conto, ensaio e crítica.
Nas edições anteriores, o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava foi atrtibuído aos poetas Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Echevarría, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Manuel António Pina, Luís Quintais, António Ramos Rosa e Pedro Tamen.
Luís Miguel Nava (1957-1995) foi um poeta e ensaísta português, que se radicou em Bruxelas, onde foi assassinado.
Cortesia de O Público
Poesia e Contos de Natal
No dia 22 de Dezembro de 2009, pelas 19 horas, realiza-se uma sessão de leitura de Poesia e Contos de Natal no Teatro Nacional Dona Maria II, que conta com a participação dos actores Ana Marta, Paula Sousa, Paulo B. e Rui Luís Brás dirigidos por Teresa Faria e ainda com o Coro dos Pequenos Cantores do Conservatório Nacional.
A entrada é livre.
Mais informações em www.teatro-dmaria.pt
A entrada é livre.
Mais informações em www.teatro-dmaria.pt
Túmulos de guerra (na véspera da festa dos mortos)
Roupas sujas de poeira, lágrimas e sangue,
O triste regresso após anos de guerra.
Varridas pela borrasca: flores de pereira,
Passa a véspera da Festa dos Mortos.
São tantos os novos que, enlutados,
Junto dos túmulos se lamentam.
Gao Xi
O triste regresso após anos de guerra.
Varridas pela borrasca: flores de pereira,
Passa a véspera da Festa dos Mortos.
São tantos os novos que, enlutados,
Junto dos túmulos se lamentam.
Gao Xi
Berardinelli eleita para a Academia Brasileira de Letras
A maior especialista em literatura portuguesa no Brasil, Cleonice Berardinelli, foi eleita esta semana para a Academia Brasileira de Letras (ABL) com 30 votos favoráveis. A especialista em Luís de Camões e Fernando Pessoa, de 93 anos, disputava o lugar com outros 12 candidatos, entre eles, o jornalista e ex-ministro Ronaldo Costa Couto. Berardinelli, autora de Estudos Camonianos (1973), Obras em Prosa: Fernando Pessoa (1986) e Poemas de Álvaro de Campos (1990), defendeu uma tese sobre poesia e poética de Fernando Pessoa. Graduada em Letras Neolatinas, a académica é, actualmente, professora da Universidade Federal e da Pontifícia Universidade Católica, ambas no Rio de Janeiro.
Cortesia de DN
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Festa dos Livros Gulbenkian 2009
Nesta edição da Festa dos Livros da Gulbenkian, que termina no dia 23 de Dezembro, podem encontrar-se todas as publicações editadas pela Fundação, a preços reduzidos. A par com os livros há também objectos com a marca da Fundação e outras sugestões para a época natalícia.
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Livros,
Notícias,
Promoção
Adeus, meu amigo, adeus
Adeus, meu amigo, adeus,
querido amigo, que trago no coração.
A separação predestinada
Para mais tarde promete novo encontro.
Adeus, meu amigo, sem aperto de mãos nem palavras.
Não lamentes e não haja dor nem pena, -
Nesta vida morrer não é nada de novo,
Mas também nada de novo é viver.
Sergei Yesenin
querido amigo, que trago no coração.
A separação predestinada
Para mais tarde promete novo encontro.
Adeus, meu amigo, sem aperto de mãos nem palavras.
Não lamentes e não haja dor nem pena, -
Nesta vida morrer não é nada de novo,
Mas também nada de novo é viver.
Sergei Yesenin
Criação do Prémio Literário Manuel António Pina
A Câmara Municipal da Guarda anunciou no passado dia 14 de Dezembro, segunda-feira, que vai criar o Prémio Literário Manuel António Pina, que será lançado no próximo ano, durante um ciclo dedicado ao escritor, a realizar naquela cidade entre 16 e 22 de Janeiro.
Segundo Virgílio Bento, vereador do pelouro da Cultura da Câmara da Guarda, o prémio irá ser atribuído anualmente, de forma alternada, "para premiar obras de poesia e de literatura infanto-juvenil", e será lançado a 21 de Janeiro.
Referiu que a Câmara Municipal da Guarda, o Teatro Municipal e o Centro de Estudos Ibéricos decidiram realizar um ciclo de actividades dedicadas ao escritor e poeta, que nasceu no Sabugal, em 1943, com o objectivo de homenagear e "divulgar a sua obra".
"Mais do que uma homenagem, queremos divulgar a sua obra e o reconhecimento público da cidade da Guarda e do seu concelho pelo seu labor em prol das artes", justificou o autarca, em conferência de imprensa.
Entre 16 e 22 de Janeiro, serão organizadas exposições, um seminário, espectáculos de teatro, recitais de poesias e oficinas sobre o autor e a sua obra poética e literária, entre outras actividades.
O director do Teatro Municipal da Guarda (TMG), Américo Rodrigues, também presente na apresentação da iniciativa, disse que foi preparado "um programa de alta qualidade, no sentido de divulgar a obra de alguém que se notabilizou como poeta, escritor e jornalista".
Disse que, durante a realização do evento, haverá dois espectáculos de teatro no TMG (dias 16 e 20 de Janeiro) e que, diariamente, de hora a hora, serão difundidos poemas de Manuel António Pina, na Rádio Altitude, e serão distribuídos "milhares de postais, com dez poemas do autor, por todos os sítios de convívio público da cidade". Também destacou a realização de um recital de poesia, no dia 21, por "20 pessoas da cidade, figuras públicas e anónimos. Para cada poema, foi criada uma música específica", adiantou.
Já o Centro de Estudos Ibéricos, segundo a sua coordenadora, Alexandra Isidro, tem a responsabilidade da realização do seminário "Manuel António Pina -- Palavras para além das fronteiras", com a presença de Arnaldo Saraiva e do ensaísta Eduardo Lourenço, entre outros.
Manuel António Pina é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e foi jornalista do "Jornal de Notícias", entre 1971 e 2001. É autor de quatro dezenas de livros de poesia, ficção, crónica e literatura infantil e de duas dezenas de peças de teatro.
Recebeu vários prémios literários, foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito da Cidade do Porto, é Comendador da Ordem do Infante D. Henrique e é o patrono da biblioteca da escola Adães Bermudes, na Guarda.
Cortesia de JN
Segundo Virgílio Bento, vereador do pelouro da Cultura da Câmara da Guarda, o prémio irá ser atribuído anualmente, de forma alternada, "para premiar obras de poesia e de literatura infanto-juvenil", e será lançado a 21 de Janeiro.
Referiu que a Câmara Municipal da Guarda, o Teatro Municipal e o Centro de Estudos Ibéricos decidiram realizar um ciclo de actividades dedicadas ao escritor e poeta, que nasceu no Sabugal, em 1943, com o objectivo de homenagear e "divulgar a sua obra".
"Mais do que uma homenagem, queremos divulgar a sua obra e o reconhecimento público da cidade da Guarda e do seu concelho pelo seu labor em prol das artes", justificou o autarca, em conferência de imprensa.
Entre 16 e 22 de Janeiro, serão organizadas exposições, um seminário, espectáculos de teatro, recitais de poesias e oficinas sobre o autor e a sua obra poética e literária, entre outras actividades.
O director do Teatro Municipal da Guarda (TMG), Américo Rodrigues, também presente na apresentação da iniciativa, disse que foi preparado "um programa de alta qualidade, no sentido de divulgar a obra de alguém que se notabilizou como poeta, escritor e jornalista".
Disse que, durante a realização do evento, haverá dois espectáculos de teatro no TMG (dias 16 e 20 de Janeiro) e que, diariamente, de hora a hora, serão difundidos poemas de Manuel António Pina, na Rádio Altitude, e serão distribuídos "milhares de postais, com dez poemas do autor, por todos os sítios de convívio público da cidade". Também destacou a realização de um recital de poesia, no dia 21, por "20 pessoas da cidade, figuras públicas e anónimos. Para cada poema, foi criada uma música específica", adiantou.
Já o Centro de Estudos Ibéricos, segundo a sua coordenadora, Alexandra Isidro, tem a responsabilidade da realização do seminário "Manuel António Pina -- Palavras para além das fronteiras", com a presença de Arnaldo Saraiva e do ensaísta Eduardo Lourenço, entre outros.
Manuel António Pina é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e foi jornalista do "Jornal de Notícias", entre 1971 e 2001. É autor de quatro dezenas de livros de poesia, ficção, crónica e literatura infantil e de duas dezenas de peças de teatro.
Recebeu vários prémios literários, foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito da Cidade do Porto, é Comendador da Ordem do Infante D. Henrique e é o patrono da biblioteca da escola Adães Bermudes, na Guarda.
Cortesia de JN
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Os «Poemas» de Alfred Tennyson
O livro «Poemas», o primeiro em língua portuguesa apenas com poemas de Alfred Tennyson, é editado em 2009, quando se celebram não só os 200 anos do seu nascimento mas também os 150 da sua visita a Portugal. Chegou a Lisboa a 21 de Agosto de 1859, tendo visitado, entre outros sítios, e na capital, o Jardim Botânico da Ajuda, o Mosteiro dos Jerónimos e a Sé, e, em Sintra, o castelo e três palácios (da Pena, de Monserrate e da Vila), procurando recriar o percurso feito, décadas antes, pelos seus conterrâneos William Beckford e George Byron.Alfred Tennyson (1809.8.6 - 1892.10.6) é o grande poeta inglês do século XIX e do reinado da Rainha Victória - tendo sido, precisamente, «poeta laureado» oficial do Reino Unido, desde 1850 até à sua morte. Entre uma juventude marcada pela adversidade e uma maturidade coroada pela consagração (em 1884 aceitou o título de Barão, passando a ser conhecido por Lord Tennyson), escreveu alguns dos mais belos e populares poemas do seu tempo, com destaque para os que têm como tema as lendas do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda»
Cortesia de Diário Digital
O perfume
O que sou eu? – O Perfume,
Dizem os homens. – Serei.
Mas o que sou nem eu sei...
Sou uma sombra de lume!
Rasgo a aragem como um gume
De espada: Subi. Voei.
Onde passava, deixei
A essência que me resume.
Liberdade, eu me cativo:
Numa renda, um nada, eu vivo
Vida de Sonho e Verdade!
Passam os dias, e em vão!
– Eu sou a Recordação;
Sou mais, ainda: a Saudade.
António Correia D'Oliveira
Dizem os homens. – Serei.
Mas o que sou nem eu sei...
Sou uma sombra de lume!
Rasgo a aragem como um gume
De espada: Subi. Voei.
Onde passava, deixei
A essência que me resume.
Liberdade, eu me cativo:
Numa renda, um nada, eu vivo
Vida de Sonho e Verdade!
Passam os dias, e em vão!
– Eu sou a Recordação;
Sou mais, ainda: a Saudade.
António Correia D'Oliveira
Edgar Allan Poe em Portugal
Edgar Allan Poe (1809-1849), contemporâneo do extraordinário incremento da circulação da imprensa no século XIX, serviu-se dos meios ao seu dispor para criar uma obra cujos níveis de leitura pretendiam impressionar tanto os círculos de erudição artística como as novas massas leitoras, impulsionando decisivamente modos e géneros como o fantástico, a ficção científica, o policial, o conto, o poema simbolista ou a crítica literária jornalística. Em grande parte devido ao entusiasmo do seu acolhimento em França por nomes como Baudelaire, Mallarmé, Paul Valéry, Paul Verlaine e Antonin Artaud, Poe é hoje património mundial da modernidade literária.A comemoração do bicentenário do autor em 2009, assinalada por uma série de eventos em diversos países, atesta bem a sua boa aceitação em vários quadrantes literários, desde Jorge Luís Borges, Rubén Darío e Haroldo de Campos na América Latina, até Dostoievsky e Turguenev na Rússia, passando pelo asiático Edogawa Rampo (pseudónimo inspirado na pronúncia japonesa de Edgar Allan Poe), impulsionador do género do mistério importado do ocidente. Em Portugal, o colóquio internacional Poe e Criatividade Gótica, com organização do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL), revelou-se uma ocasião para reapreciar diversos aspectos da sua obra, bem como da sua recepção e imagem actual. No mês de Março em que este se realizou, os membros do CEAUL envolvidos neste projecto prepararam uma mostra na Biblioteca Nacional de Portugal que procurou ilustrar momentos decisivos do seu acolhimento entre nós, desde meados do século XIX até aos dias de hoje, resultando dela o presente catálogo.
Texto de Margarida Vale de Gato
Biblioteca Nacional de Portugal; comis. CEAUL – Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa; pesquisa e catalog. Gina Rafael; texto Margarida Vale de Gato. Lisboa: BNP: Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa: Fundação para a Ciência e a Tecnologia, 2009. 84 p.
Cortesia de BN
BIO - Isidore Ducasse (Comte de Lautréamont)
Escritor uruguaio naturalizado francês, considerado avô da poesia surrealista. Isidore Ducasse morreu com vinte e quatro, em Paris. A sua fama repousa sobre a sua obra-prima Les Chants de Maldoror (1869), uma série de fragmentos de prosa onírica e bizarra que ele publicou sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont.Conde de Lautréamont, nasceu Isidore-Lucien Ducasse, em Montevideu, Uruguai. O seu pai, François Ducasse, trabalhava como secretário adjunto do Consulado Francês em Montevideu. Jacquette-Celestino Davezac, mãe de Isidore, estava grávida de sete meses no dia de seu casamento. Ela morreu em Dezembro de 1847.
Pouco se sabe da infância de Ducasse. Aos treze anos, foi enviado para França para adquirir educação francesa e formação em engenharia. Ducasse entrou em 1859 no Liceu Imperial de Tarbes na Hautes-Pyrénées, provavelmente passava as suas férias da escola, com os seus familiares em Bazet, terra natal de seu pai. Três anos depois, deixou a escola, e em 1863 entrou para o Liceu de Pau (agora o Lycée Louis-Barthou).
Na escola Ducasse distinguiu-se em aritmética e desenho, mas ele também era conhecido pelas suas extravagâncias do pensamento e do estilo. Um dos seus colegas de escola lembra que a marca Ducasse "própria da loucura mostrou-se definitivamente num ensaio em francês que, com uma profusão de adjectivos terríveis que ele aproveitou a oportunidade de acumular as imagens mais horrível da morte". Gustave Hinstin, professor de Ducasse, colocá-o em suspensão por ter escrito este ensaio. "Ducasse foi profundamente ferido pela censura de Hinstin e o seu castigo."
Depois de passar alguns anos, provavelmente em Tardes, Ducasse visitou Montevideu. Segundo Albert Lacroix, primeiro editor de Ducasse, ele estabeleceu-se em Paris em 1867 pretendendo estudar na Escola Politécnica ou no Colégio de Minas. Ele morava num hotel na Rue Notre-Dame-des-Victoires. Financeiramente era ainda suportado pelo seu pai. Com a ajuda do seu subsídio generoso, Ducasse conseguiu fechar-se fora da sociedade burguesa e dedicar-se inteiramente à escrita. "Ele escreveu apenas à noite, sentado no seu piano", disse Leon Genonceaux, que publicou Les Chants de Maldoror em 1890.
A carreira de Ducasse durou apenas dois anos. Durante este período, ele inventou para si mesmo como um autor e criou o seu próprio universo estético, tornando-se no começo um escritor publicado e auto-confiante disjuntor de tabus, e depois um crítico literário e filósofo.
O primeiro canto de Les Chants de Maldoror foi publicado anonimamente em Paris, em 1868. Continha várias referências à Georges Dazet, amigo de Ducasse no Liceu em Tarbet em 1861-62. Na segunda versão do canto, reimpresso em Bordeaux, na antologia Evariste Carrance, a Parfums de L'Ame (1869), o seu amigo é simplesmente "D. .."
Quando o trabalho completo foi publicado em 1869, Ducasse usa o pseudónimo Comte de Lautréamont, baseado no nome do herói de Eugène Sue 's latreaumont (1837), criado no tempo de Louis XIV. Nesta versão final, o "D. .." tinha desaparecido completamente, e foi substituído por criaturas diferentes de polvo a morcego.
Temendo a repressão, o editor belga de Ducasse recusou-se a distribuir a obra pelas livrarias. Maldoror passou quase despercebido pelo público. Ducasse afirma mesmo numa carta, que "foi tudo por água abaixo". Auguste Poulet-Malassis, que tinha publicado Baudelaire 's Les Fleurs du Mal, em 1857, mencionou o autor no seu Boletim trimestriel des Publications défendues en France, à l'imprimées Estranger (Outubro 1869): "O autor deste livro não é de menos uma raça rara como Baudelaire, como Flaubert, ele acredita que a expressão estética do mal implica a valorização do bem mais essencial, a mais alta moralidade ". E no Boletim du Bibliophile et du bibliothécaire o crítico que escreveu o livro "vai encontrar um lugar entre as curiosidades bibliográficas" (Maio 1870).
Em 1869, Ducasse mudou-se para o número 32 da Rue du Faubourg-Montmartre e no ano seguinte para o número 15 da rue Vivienne, e em seguida para um hotel em Faubourg-Montmartre. Entre abril e junho de 1870, ele publicou duas brochuras de peças de prosa aforística, Poésies, tanto impressos por Balitout, et Cie Questroy. Com Poesis Ducasse quis produzir um contraponto com o tema provocativo e romântico do mal em Maldoror. "Para cantar de tédio, sofrimento, miséria, melancolia, morte, escuridão e sombreamento, etc, é querer a todo custo olhar somente o reverso pueril das coisas", Ducasse escreveu numa carta. "É por isso que mudaram completamente os métodos, para cantar exclusivamente só de esperança, confiança, calma, felicidade, dever."
Ducasse morreu durante o cerco de Paris, em 24 de Novembro de 1870. "Vou deixar as memórias", afirmou Ducasse em Poésies. O seu corpo foi enterrado numa sepultura temporária no Cemetiere du Nord. Em 1871, os seus restos mortais foram transladados para outro lugar no cemitério. Maldoror foi republicado em 1890, mas recebeu pouca atenção até que André Breton resgatou o seu trabalho da obscuridade. Ducasse é frequentemente citado simile, "Tão bonito como o encontro casual em uma mesa de dissecação de uma máquina de costura e um guarda-chuva!", Tornar-se uma definição de pensamento surrealista. O trabalho de Ducasse também inspirou uma série de artistas, incluindo gravuras de Salvador Dali em 1934 e Enigma de Man Ray "de Isidore Ducasse".
O pão das estrelas
O pão das estrelas me pareceu tenebroso e rijo no céu dos homens, mas em suas mãos estreitas, li a luta dessas estrelas convidando outras: emigrantes da ponte, sonhadoras ainda; recolhi seu suor dourado, e por mim a terra parou de morrer.
René Char
LIVRO RARO - O mundo não acaba no frio dos teus ossos (pensa ela)
BRANCO, Rosa Alice. O mundo não acaba no frio dos teus ossos (pensa ela). Vila Nova da Famalicão: Quasi, 2009. Biblioteca Uma Existência de Papel. 8°, orig. illus. wrps. 58 pp., (3 ll.).
A autora tem publicados pelo menos cinco volumes de poesia e escrito para o Jornal de Letras, Análise e Revista da Faculdade de Letras do Porto. Membro do Grupo de Estudos de Semiótica e Poética do Porto, Rosa Alica Branco foi uma das responsáveis pela revista Figuras, e tem trabalhado na equipa da revista Limiar. Editou a obra Declaração universal dos direitos linguísticos (2001), e co-editou, com Egito Gonçalves, uma antologia de poemas, Das tripas ao coração (2001), aquando da comemoração do Porto 2001, Capital Cultural da Cultura.
A autora tem publicados pelo menos cinco volumes de poesia e escrito para o Jornal de Letras, Análise e Revista da Faculdade de Letras do Porto. Membro do Grupo de Estudos de Semiótica e Poética do Porto, Rosa Alica Branco foi uma das responsáveis pela revista Figuras, e tem trabalhado na equipa da revista Limiar. Editou a obra Declaração universal dos direitos linguísticos (2001), e co-editou, com Egito Gonçalves, uma antologia de poemas, Das tripas ao coração (2001), aquando da comemoração do Porto 2001, Capital Cultural da Cultura.
Barreiro lança www.poesia.cooperativacultural.com
No dia 19 de Dezembro, sábado, pelas 16 horas a Cooperativa Cultural Popular Barreirense, vai apresentar o sítio www.poesia.cooperativacultural.com - espaço de partilha e divulgação dos trabalhos em poesia e prosa poética de todos os barreirenses que pretendam colaborar e usufruir desta possibilidade posta à sua disposição.
“O Barreiro tem tradição nesta área da cultura, é terra de poetas, e fazia todo o sentido a criação de um sítio onde cada um pudesse dar a conhecer a sua poesia, aprendendo e motivando outros barreirenses a mostrar os seus poemas.” – refere a Cooperativa Cultural Popular Barreirense
Refira-se que a apresentação esclarecerá qual a forma de utilização do sitio e será complementada com uma sessão de poesia e uma exposição de poesia ilustrada "A noite e o despertar" de Carlos Domingos.
Cortesia de Rostos Online
“O Barreiro tem tradição nesta área da cultura, é terra de poetas, e fazia todo o sentido a criação de um sítio onde cada um pudesse dar a conhecer a sua poesia, aprendendo e motivando outros barreirenses a mostrar os seus poemas.” – refere a Cooperativa Cultural Popular Barreirense
Refira-se que a apresentação esclarecerá qual a forma de utilização do sitio e será complementada com uma sessão de poesia e uma exposição de poesia ilustrada "A noite e o despertar" de Carlos Domingos.
Cortesia de Rostos Online
Se você quiser um lugar para descansar o corpo
Se você quiser um lugar para descansar o corpo,
A Montanha Fria é boa para uma longa preservação.
Uma brisa subtil sopra no pinheiral denso;
Ouvido de perto, o som é ainda mais bonito,
Sob as árvores está um homem com o cabelo cinza
Furiosamente lendo livros Taoístas.
Por dez anos não pude voltar –
Agora esqueci por qual estrada vim.
Han-Shan
A Montanha Fria é boa para uma longa preservação.
Uma brisa subtil sopra no pinheiral denso;
Ouvido de perto, o som é ainda mais bonito,
Sob as árvores está um homem com o cabelo cinza
Furiosamente lendo livros Taoístas.
Por dez anos não pude voltar –
Agora esqueci por qual estrada vim.
Han-Shan
Limaverde, bicicleta e poesia em «Pelos caminhos de nuestra América»
Venturas e aventuras, mochila recheada de peças de roupas e objetos pessoais nas costas, e com barraca de acampar, saco de dormir e bandeirola do Brasil amarradas na bicicleta. Mas não é uma bike qualquer. É Lady Laura. Foi acompanhado da sua singular dama de ferro que o arista gráfico Rafael Limaverde descobriu e viveu o ensinamento do poeta espanhol Antonio Machado: "Caminhante, não há caminho; o caminho se faz caminhando". No caso de Rafael, pedalando. O que, na verdade, dá no mesmo quando se lê "Pelos caminhos de nuestra América", que será lançado sábado, a partir do meio-dia, no Passeio Público. A obra é o diário da viagem, onde o autor conta como aprendeu a "ler poesia nas estradas" de 16 países da América Latina, entre 2004 e 2006.
Sal Paradise, alter ego do escritor americano Jack Kerouak, no mais clássico dos livros sobre aventuras de viagem, "On the road", publicado em 1960, e que se tornaria pri meiro a bíblia da geração beatnik, depois dos hippies e, por fim, de todos os andarilhos, responde a alguém que lhe pergunta aonde ele vai: "Não sei. Só sei que tenho que ir". Ao contrário do personagem caminhante que cruzou as rodovias americanas, o futuro nômade Rafael sabia muito bem para onde queria ir desde que começou a desenhar a viagem na sua cabeça e a economizar.
Sua vida era bem certinha: trabalho formal, carro, amigos, cartão de crédito, free lancers, amores, grafite, xilogravuras... Mas faltava algo, tinha um buraco no meio da alma e no meio da alma tinha um buraco. Encontrou ao ler "Guidão da liberdade", de Antônio Olinto (não se trata do escritor mineiro de Ubá, que morreu em setembro deste ano, aos 90 anos), que narra as peripécias de um advogado que, embora sequer tivesse andado de avião, um dia resolveu largar tudo para realizar seu sonho: conhecer a Europa de bicicleta.
A narrativa de Olinto sobre fé, confiança e coragem resultantes de noites estreladas, encontros inusitados, contatos diretos com muitos povos e culturas foi "o dispositivo que precisava para desencadear uma grande mudança", afirma Rafael no prefácio de seu livro, recheado de citações de poetas como Mário Quintana e Vinícius de Moraes.
E o que faltava era exatamente poesia. Esta é a resposta à pergunta que ele faz a si mesmo: "O que faz um sujeito largar uma vida normal e se meter estrada afora no lombo de uma bicicleta?". Mas ele se apressa em esclarecer que não tem a pretensão de se dizer poeta. Ele simplesmente - como se isso já fosse pouco - aprendeu a ler poesia. Descobriu, mesmo sem saber, aquilo que Federico Garcia Lorca dizia - não por coincidência contemporâneo de Antonio Machado e também ferrenho opositor ao franquismo: a poesia está nas ruas, em todos os lugares, mas está, acima de tudo, nos olhos de quem sabe vê-la.
Rafael aprendeu muito bem a lição de Lorca. Sobre a miríade de sentimentos que experimentou, durante 24 meses, com os mais diversos e inusitados companheiros com que cruzou nas mais diferentes paisagens, como o "monge do asfalto", em Roraima, que há sete anos vagava pelas estradas, ele diz: "Poesia é a alma desta viagem, pois os dias mais tristes não foram dias de saudade, frio cansaço, fome, calor... Tristeza mesmo é quando se perde a poesia". Além dos mantimentos na mochila, carregava "coragem, tristeza, medo, alegria.... Tudo acondicionado no meu mutalão". Sentimento que ficou tão fortemente marcado nele, que deu como sub-título ao seu livro "Uma pedalada poética pelos confins do continente".
Nos primeiros 12 meses de aventura na América Latina, Rafael estava mais limitado aos fatores externos. "No começo eu tinha vergonha até de pedir água", confessa. Depois que percebeu que tinha aprendido a viajar, começou a jornada para dentro.
Ilustrado com fotos e gravuras do autor, "Pelos caminhos de nuestra America" é marcado pela paixão que Rafael tem pela América Latina, continente "de dores e de delícias". Paixão que se reflete no texto que tem a naturalidade de um rio, o que torna a leitura agradável e fluída como o balanço de uma rede em uma tarde de domingo.
"Meu coração batia forte. Ria feito bobo. De medo e de felicidade. Há tempo sonhava em estar aqui (o Salar d´ Uyuni, o maior deserto de sal do mundo, na Bolívia). Falaram-me muito sobre esse lugar encantado e ao conhecê-lo de perto vejo que é realmente encantado. Aqui não há plantas, pedras, animais.. Só o sal, o céu, o sol e o vento. Não sei o que Deus queria quando inventou isso aqui... Só sei que é maravilhoso". É com a poesia sugerida pela própria condição natural ou social dos lugares por onde passou que Rafael Limaverde vai construindo cada passo da sua jornada, revelada agora nestes seus diários de bicicleta.
LIVRO
"Pelos caminhos de nuestra América"
Rafael Limaverde
R$30,00
2009
324 páginas
EDITORA LITTERE
Cortesia de Caderno 3 - Diário do Nordeste
Sal Paradise, alter ego do escritor americano Jack Kerouak, no mais clássico dos livros sobre aventuras de viagem, "On the road", publicado em 1960, e que se tornaria pri meiro a bíblia da geração beatnik, depois dos hippies e, por fim, de todos os andarilhos, responde a alguém que lhe pergunta aonde ele vai: "Não sei. Só sei que tenho que ir". Ao contrário do personagem caminhante que cruzou as rodovias americanas, o futuro nômade Rafael sabia muito bem para onde queria ir desde que começou a desenhar a viagem na sua cabeça e a economizar.
Sua vida era bem certinha: trabalho formal, carro, amigos, cartão de crédito, free lancers, amores, grafite, xilogravuras... Mas faltava algo, tinha um buraco no meio da alma e no meio da alma tinha um buraco. Encontrou ao ler "Guidão da liberdade", de Antônio Olinto (não se trata do escritor mineiro de Ubá, que morreu em setembro deste ano, aos 90 anos), que narra as peripécias de um advogado que, embora sequer tivesse andado de avião, um dia resolveu largar tudo para realizar seu sonho: conhecer a Europa de bicicleta.
A narrativa de Olinto sobre fé, confiança e coragem resultantes de noites estreladas, encontros inusitados, contatos diretos com muitos povos e culturas foi "o dispositivo que precisava para desencadear uma grande mudança", afirma Rafael no prefácio de seu livro, recheado de citações de poetas como Mário Quintana e Vinícius de Moraes.
E o que faltava era exatamente poesia. Esta é a resposta à pergunta que ele faz a si mesmo: "O que faz um sujeito largar uma vida normal e se meter estrada afora no lombo de uma bicicleta?". Mas ele se apressa em esclarecer que não tem a pretensão de se dizer poeta. Ele simplesmente - como se isso já fosse pouco - aprendeu a ler poesia. Descobriu, mesmo sem saber, aquilo que Federico Garcia Lorca dizia - não por coincidência contemporâneo de Antonio Machado e também ferrenho opositor ao franquismo: a poesia está nas ruas, em todos os lugares, mas está, acima de tudo, nos olhos de quem sabe vê-la.
Rafael aprendeu muito bem a lição de Lorca. Sobre a miríade de sentimentos que experimentou, durante 24 meses, com os mais diversos e inusitados companheiros com que cruzou nas mais diferentes paisagens, como o "monge do asfalto", em Roraima, que há sete anos vagava pelas estradas, ele diz: "Poesia é a alma desta viagem, pois os dias mais tristes não foram dias de saudade, frio cansaço, fome, calor... Tristeza mesmo é quando se perde a poesia". Além dos mantimentos na mochila, carregava "coragem, tristeza, medo, alegria.... Tudo acondicionado no meu mutalão". Sentimento que ficou tão fortemente marcado nele, que deu como sub-título ao seu livro "Uma pedalada poética pelos confins do continente".
Nos primeiros 12 meses de aventura na América Latina, Rafael estava mais limitado aos fatores externos. "No começo eu tinha vergonha até de pedir água", confessa. Depois que percebeu que tinha aprendido a viajar, começou a jornada para dentro.
Ilustrado com fotos e gravuras do autor, "Pelos caminhos de nuestra America" é marcado pela paixão que Rafael tem pela América Latina, continente "de dores e de delícias". Paixão que se reflete no texto que tem a naturalidade de um rio, o que torna a leitura agradável e fluída como o balanço de uma rede em uma tarde de domingo.
"Meu coração batia forte. Ria feito bobo. De medo e de felicidade. Há tempo sonhava em estar aqui (o Salar d´ Uyuni, o maior deserto de sal do mundo, na Bolívia). Falaram-me muito sobre esse lugar encantado e ao conhecê-lo de perto vejo que é realmente encantado. Aqui não há plantas, pedras, animais.. Só o sal, o céu, o sol e o vento. Não sei o que Deus queria quando inventou isso aqui... Só sei que é maravilhoso". É com a poesia sugerida pela própria condição natural ou social dos lugares por onde passou que Rafael Limaverde vai construindo cada passo da sua jornada, revelada agora nestes seus diários de bicicleta.
LIVRO
"Pelos caminhos de nuestra América"
Rafael Limaverde
R$30,00
2009
324 páginas
EDITORA LITTERE
Cortesia de Caderno 3 - Diário do Nordeste
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Limaverde,
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Poesia
Joan Margarit lança em Portugal «Casa da Misericórdia»
Joan Margarit, uma das grandes figuras da poesia catalã contemporânea, lança o seu primeiro livro em Portugal a 14 de Dezembro, pelas 18.30h, na Casa Fernando Pessoa.
Na sessão participará também o escritor Fernando Pinto do Amaral. Casa da Misericórdia tem chancela da editora OVNI e tradução de Rita Custódio e Àlex Tarradellas, e recebeu, entre outros, o Prémio Nacional de Poesia em 2008, galardão conferido anualmente pelo Ministério de Cultura de Espanha à obra de poesia que mais se destaca em qualquer uma das línguas oficiais do país.
Cortesia de CFP
Na sessão participará também o escritor Fernando Pinto do Amaral. Casa da Misericórdia tem chancela da editora OVNI e tradução de Rita Custódio e Àlex Tarradellas, e recebeu, entre outros, o Prémio Nacional de Poesia em 2008, galardão conferido anualmente pelo Ministério de Cultura de Espanha à obra de poesia que mais se destaca em qualquer uma das línguas oficiais do país.
Cortesia de CFP
Espólio integral de Fernando Pessoa online em 2010
A digitalização do espólio do poeta “ficará concluída no presente ano”, assegurou Helena Patrício, directora de Serviços de Sistemas de Informação da Biblioteca Nacional (BN), que inclui o Serviço de Gestão de Conteúdos Digitais. Ainda de acordo com a responsável, das obras de autores portugueses disponibilizadas na Biblioteca Nacional Digital (BND) nos últimos dois anos, destacam-se, pelo seu carácter único, “os 29 cadernos manuscritos e o dactiloscrito da ‘Mensagem’ de Fernando Pessoa e os documentos dos espólios de José Saramago, Antero de Quental e Camilo Pessanha”.
Camilo Castelo Branco, António Feliciano de Castilho, Almeida Garrett, Alexandre Herculano ou Eça de Queirós são outros dos autores representados na BND, cujas obras foram digitalizadas a partir do fundo documental da Biblioteca Nacional.
Helena Patrício assinalou ainda que estão prontas para colocação online 472 mil imagens de jornais portugueses do século XIX e de livros antigos impressos em Portugal no século XVI.
A funcionar desde 2002, a BND registou, entre Janeiro e Agosto deste ano, mais de cinco milhões de consultas, com destaque para o espaço dedicado a Eça de Queirós (através do endereço http://purl.pt/93), que recebeu cerca de 7500 visitas mensais, o portal Fernando Pessoa (http://purl.pt/1000), com 3600 visitas por mês, e “Os Lusíadas” (http://purl.pt/1), com 1500 visitas em cada 30 dias.
A directora de Serviços de Sistemas de Informação explicou à Lusa que - com vista “à valorização e divulgação do património documental português” - a digitalização tem privilegiado os documentos em função da “antiguidade, raridade, carácter único e interesse histórico-cultural”, sendo ainda tidas em conta as tipologias menos disponibilizadas noutras fontes ou colecções, “como a iconografia e a cartografia”.
Dos documentos digitalizados, 55 por cento estão em língua portuguesa, sendo os principais assuntos focados a Arte (com 35 por cento) e a História/Geografia (com 33 por cento), seguindo-se as Ciências Sociais (11 por cento), as Ciências Aplicadas (sete por cento), as obras de temática religiosa ou teológica (cinco por cento) e a Literatura/Linguística (quatro por cento).
Além da BND, os cibernautas podem encontrar documentos electrónicos na Biblioteca Digital Camões, do Instituto Camões, que disponibiliza mais de 1200 títulos, na Biblioteca Digital de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra ou na Hemeroteca Digital da Câmara Municipal de Lisboa.
A Biblioteca Digital do Alentejo - que tem entre os seus parceiros as bibliotecas municipais de Almodôvar, Évora, Ferreira do Alentejo, Mértola, Monforte, Montemor-o-Novo, Portel, Reguengos de Monsaraz, Sines e Vendas Novas -, e o espaço Memória de África Digital, promovido pela Fundação Portugal-África, o Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa e a Universidade de Aveiro, são outros dos espaços consultáveis.
As versões portuguesas das publicações da União Europeia também já estão em formato electrónico, podendo ser acedidas em http://bookshop.europa.eu/eubookshop/index.action?request_locale=PT.
Uma lista completa das bibliotecas digitais em Portugal pode ser consultada no site da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas, em http://rcbp.dglb.pt/pt/SítiosUteis/BibliotecasDigitais/Paginas/default.aspx.
Cortesia de Público
Camilo Castelo Branco, António Feliciano de Castilho, Almeida Garrett, Alexandre Herculano ou Eça de Queirós são outros dos autores representados na BND, cujas obras foram digitalizadas a partir do fundo documental da Biblioteca Nacional.
Helena Patrício assinalou ainda que estão prontas para colocação online 472 mil imagens de jornais portugueses do século XIX e de livros antigos impressos em Portugal no século XVI.
A funcionar desde 2002, a BND registou, entre Janeiro e Agosto deste ano, mais de cinco milhões de consultas, com destaque para o espaço dedicado a Eça de Queirós (através do endereço http://purl.pt/93), que recebeu cerca de 7500 visitas mensais, o portal Fernando Pessoa (http://purl.pt/1000), com 3600 visitas por mês, e “Os Lusíadas” (http://purl.pt/1), com 1500 visitas em cada 30 dias.
A directora de Serviços de Sistemas de Informação explicou à Lusa que - com vista “à valorização e divulgação do património documental português” - a digitalização tem privilegiado os documentos em função da “antiguidade, raridade, carácter único e interesse histórico-cultural”, sendo ainda tidas em conta as tipologias menos disponibilizadas noutras fontes ou colecções, “como a iconografia e a cartografia”.
Dos documentos digitalizados, 55 por cento estão em língua portuguesa, sendo os principais assuntos focados a Arte (com 35 por cento) e a História/Geografia (com 33 por cento), seguindo-se as Ciências Sociais (11 por cento), as Ciências Aplicadas (sete por cento), as obras de temática religiosa ou teológica (cinco por cento) e a Literatura/Linguística (quatro por cento).
Além da BND, os cibernautas podem encontrar documentos electrónicos na Biblioteca Digital Camões, do Instituto Camões, que disponibiliza mais de 1200 títulos, na Biblioteca Digital de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra ou na Hemeroteca Digital da Câmara Municipal de Lisboa.
A Biblioteca Digital do Alentejo - que tem entre os seus parceiros as bibliotecas municipais de Almodôvar, Évora, Ferreira do Alentejo, Mértola, Monforte, Montemor-o-Novo, Portel, Reguengos de Monsaraz, Sines e Vendas Novas -, e o espaço Memória de África Digital, promovido pela Fundação Portugal-África, o Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa e a Universidade de Aveiro, são outros dos espaços consultáveis.
As versões portuguesas das publicações da União Europeia também já estão em formato electrónico, podendo ser acedidas em http://bookshop.europa.eu/eubookshop/index.action?request_locale=PT.
Uma lista completa das bibliotecas digitais em Portugal pode ser consultada no site da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas, em http://rcbp.dglb.pt/pt/SítiosUteis/BibliotecasDigitais/Paginas/default.aspx.
Cortesia de Público
Poeta
Fresco e róseo, o sol ergue-se nas alturas,
No remoto azul o mar corre pelos seus canais,
O vento levanta-se sobre o peito do mar, soprando em direcção à terra,
O grande vento do Oeste ou do Sudoeste,
Flutuando agilmente com a espuma das águas, branca como o leite.
Mas eu não so o mar nem o sol vermelho,
Não sou o vento que ri como as raparigas,
Nem o vento imenso que fortalece, nem o vento que açoita,
Nem o espírito que martiriza o seu próprio corpo até ao terror e à morte,
Sou aquele que, invisível, vem cantar, cantar e cantar,
Que fala e fala nos regatos e esvoaça sobre a terra,
Sou aquele que os pássaros conhecem de manhã e de tarde nos bosques,
E conhecem as praias, a areia, as ondas sibilantes, a insígnia e a bandeira,
Que lá no alto ondulam e ondulam.
Walt Whitman
No remoto azul o mar corre pelos seus canais,
O vento levanta-se sobre o peito do mar, soprando em direcção à terra,
O grande vento do Oeste ou do Sudoeste,
Flutuando agilmente com a espuma das águas, branca como o leite.
Mas eu não so o mar nem o sol vermelho,
Não sou o vento que ri como as raparigas,
Nem o vento imenso que fortalece, nem o vento que açoita,
Nem o espírito que martiriza o seu próprio corpo até ao terror e à morte,
Sou aquele que, invisível, vem cantar, cantar e cantar,
Que fala e fala nos regatos e esvoaça sobre a terra,
Sou aquele que os pássaros conhecem de manhã e de tarde nos bosques,
E conhecem as praias, a areia, as ondas sibilantes, a insígnia e a bandeira,
Que lá no alto ondulam e ondulam.
Walt Whitman
Especial fim de ano: Poetícia publica poemas de autor
Os autores do blogue Poetícia tem o prazer de informar que está aberto a campanha promocional especial fim de ano de publicação de poemas e textos poéticos de autores que escrevem em língua portuguesa residentes em qualquer lugar do mundo. Esta acção tem como objectivo apoiar e promover as obras de poetas anónimos ou de menor divulgação.
A entrega dos poemas ou textos poéticos, até ao máximo de três poemas ou textos ou ambos, deve ser feita para o email poeticia.jornalista@gmail.com até ao dia 22 de Dezembro de 2009, indicando o nome do autor, títulos dos poemas e/ou textos e nacionalidade. É ainda aceite para publicação conjuntamente com os trabalhos, uma pequena biografia do autor, com referências para livros e blogues, que deve fazer-se acompanhar com a entrega dos trabalhos.
Bem-vindo ao Poetícia.
A entrega dos poemas ou textos poéticos, até ao máximo de três poemas ou textos ou ambos, deve ser feita para o email poeticia.jornalista@gmail.com até ao dia 22 de Dezembro de 2009, indicando o nome do autor, títulos dos poemas e/ou textos e nacionalidade. É ainda aceite para publicação conjuntamente com os trabalhos, uma pequena biografia do autor, com referências para livros e blogues, que deve fazer-se acompanhar com a entrega dos trabalhos.
Bem-vindo ao Poetícia.
Prémio Goncourt de Poesia para o marroquino Laâbi
O Prémio Goncourt de Poesia foi atribuído ao escritor e poeta marroquino Abdellatif Laâbi pelo conjunto da obra, informou a Academia Goncourt em comunicado citado pela AFP. Abdellatif Laâbi, 67 anos, escreve em língua francesa e é autor de numerosos livros de poesia, romances e peças de teatro. Traduziu obras de vários poetas árabes. Nos anos 1970, a sua actividade política valeu-lhe uma condenação a dez anos de prisão em Marrocos, na sequência do que se instalou em França. A sua obra poética é marcada pelo desejo de justiça e de liberdade.
Cortesia de Diário Digital
Cortesia de Diário Digital
Primeiro livro de poesia de Edgar Allan Poe leiloado por US$ 662.500
Uma cópia do primeiro livro de poesia do americano Edgar Allan Poe foi leiloada em Nova York por US$ 662.500, o preço mais alto pago em um leilão por uma obra literária do século XIX.
Trata-se de uma das 12 únicas cópias que restam da primeira edição de "Tamerlane and Other Poems" do poeta americano e que a casa de leilões Christie's já tinha antecipado que poderia ser vendida por entre US$ 500 mil e US$ 700 mil.
"Este é o preço mais alto pago até o momento por uma obra literária do século XIX, não só americana, mas de qualquer outra parte do mundo", explicou à Agência Efe uma porta-voz da casa de leilões.
Embora não tenha sido divulgada a identidade do comprador, a citada porta-voz assegurou que se trata de um comprador privado americano.
"É a primeira edição do lendário primeiro livro de Poe, uma das 12 cópias que existem actualmente. É a raridade mais procurada da literatura americana", asseguram os especialistas da Christie's sobre "Tamerlane and Other Poems".
O livro, de 40 páginas e editado em 1827, quando o poeta tinha apenas 18 anos, nem sequer está assinado pelo autor da forma como depois faria com suas outras obras, nas quais costumava escrever "Edgar A. Poe". A sua capa aparece somente rubricada por "um bostoniano".
Cortesia de Agência EFE
Trata-se de uma das 12 únicas cópias que restam da primeira edição de "Tamerlane and Other Poems" do poeta americano e que a casa de leilões Christie's já tinha antecipado que poderia ser vendida por entre US$ 500 mil e US$ 700 mil.
"Este é o preço mais alto pago até o momento por uma obra literária do século XIX, não só americana, mas de qualquer outra parte do mundo", explicou à Agência Efe uma porta-voz da casa de leilões.
Embora não tenha sido divulgada a identidade do comprador, a citada porta-voz assegurou que se trata de um comprador privado americano.
"É a primeira edição do lendário primeiro livro de Poe, uma das 12 cópias que existem actualmente. É a raridade mais procurada da literatura americana", asseguram os especialistas da Christie's sobre "Tamerlane and Other Poems".
O livro, de 40 páginas e editado em 1827, quando o poeta tinha apenas 18 anos, nem sequer está assinado pelo autor da forma como depois faria com suas outras obras, nas quais costumava escrever "Edgar A. Poe". A sua capa aparece somente rubricada por "um bostoniano".
Cortesia de Agência EFE
José Emilio Pacheco ganha Prémio Cervantes
O escritor mexicano José Emilio Pacheco ganhou o Prémio Cervantes, o maior galardão das letras hispânicas. A decisão do júri foi anunciada pela ministra da Cultura espanhola, Ángeles González-Sinde, em conferência de imprensa. O prémio tem uma dotação de 125.000 euros e foi criado em 1975 pelo ministério da Cultura para distinguir um escritor que, pelo conjunto da sua obra, tenha contribuído para enriquecer o legado literário hispânico.
Cortesia de Diario Digital
Cortesia de Diario Digital
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«Censive» dedica número à literatura portuguesa contemporânea
Um olhar sobre a literatura portuguesa contemporânea, «do Modernismo até à produção literária mais recente», é o que propõe o mais recente número da ‘Censive – Revue internationale d’études lusophones’, publicada pelo departamento de Português da Universidade de Nantes e que tem o apoio do Instituto Camões.A responsabilidade da edição do dossier inserido no nº 4 da revista, respeitante ao segundo trimestre de 2009, pertence a Maria Graciete Besse, da Universidade de Paris Sorbonne – Paris IV, «desafiada» para o efeito pelo director da revista Carlos Maciel.
Segundo a professora da Sorbonne, a literatura portuguesa «começa, felizmente, a ser reconhecida em França», o que exigiu na organização do dossier procurar «um ponto de vista original, de modo a não voltar ao que já está largamente divulgado».
Também não foi intenção propor na ‘Censive’ – segundo escreve Graciete Besse numa nota de abertura – «um quadro exaustivo ou sistemático da literatura portuguesa, mas antes evocar um percurso, com ritmos múltiplos, olhares singulares e linhas de força susceptíveis de esboçar uma exploração fecunda do espaço literário português na sua diversidade e nas suas articulações principais».
Na organização do dossier, Maria Graciete Besse seguiu a «ordem cronológica que vai do Modernismo até à produção literária mais recente, fazendo aparecer variações e constantes».
Nos nomes dos autores portugueses escolhidos, figuram tanto «evidências» e «incontornáveis», como Fernando Pessoa, José Saramago, António Lobo Antunes, Agustina Bessa-Luis, Lídia Jorge e Mário Cláudio, como «quase desconhecidos», caso de Daniel Faria, ou outros «injustamente esquecidos, sobretudo mulheres», como Maria Archer, Maria Judite de Carvalho, Maria Ondina Braga, ou «reservados (…) a uma elite universitária» – David Mourão-Ferreira, Maria Gabriela Llansol.
A organizadora procurou também manter «a simetria entre romance e poesia, concedendo um lugar significativo a poetas que desenvolvem um diálogo muito estimulante com as artes plásticas (João Miguel Fernandes Jorge e Ana Marques Gastão)».
Igualmente destaca o papel da revista Vértice, «fundamental na consolidação do Neo-realismo, um movimento hoje um pouco denegrido, que no entanto desempenhou um papel fundamental nos anos 40 e 50, pela sua concepção comprometida da obra literária», período a que sucedeu, no dizer da professora universitária, um «longo processo de desencanto» e «práticas poéticas que deram primazia ao textual».
O 25 de Abril de 1974, em seu entender, permitiu aos romancistas «reinventar estratégias de escrita que adoptam aspectos tão diversos como a carnavalização da História, a reflexividade da narrativa, a subversão dos modelos tradicionais, a dissolução dos géneros ou ainda o questionamento pós-colonial».
«Às transformações políticas corresponde certamente uma transformação estética, mas o laço entre política e criação é subtil, sendo do domínio do diálogo e da cumplicidade e não da estrita causalidade», considera Maria Graciete Besse.
Cortesia de IC
Lançamento da mais completa antologia da poesia portuguesa
«Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI», coordenado por Jorge Reis-Sá e Rui Lage e editado pela Porto Editora, será apresentado no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 19:00, na Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa. Vasco Graça Moura, que assina o prefácio da obra, também apresenta o livro.
Colaboraram na construção da obra mais de trinta especialistas nos autores em questão ou nos períodos e movimentos a que é lícita a sua associação. Nomes como Eduardo Pitta, Arnaldo Saraiva, Guiseppe Tavani, Nuno Júdice, Fernando J. B. Martinho, Fernando Guimarães ou o próprio Vasco Graça Moura assinam os verbetes que introduzem os poetas constantes na antologia.
Segundo os antologiadores, o elemento de distinção da obra, relativamente às organizadas no passado, é o facto de ela ser «a primeira antologia panorâmica que abarca a poesia portuguesa desde os seus alvores, na transição do século XII para o século XIII, até ao ano de 2008». Para Jorge Reis-Sá e Rui Lage, esta é «a primeira vez que todo o arco temporal do século XX é objecto de um projecto antropológico não exclusivo, isto é, nem temático, nem tendencioso». A antologia está organizada por ordem cronológica do nascimento de cada poeta, abrindo com a «Cantiga de Garvala», de Pai Soares de Taveirós, trovador do primeiro decénio do século XIII, e encerrando com um poema de Luís Quintais, «Rasto», datado de Outubro de 2008.
Vasco Graça Moura, prefaciador da obra, considera que Poemas Portugueses ´é um trabalho sério e importante, baseia-se num grande conhecimento da literatura portuguesa e em opções de gosto seguras. Para o escritor, a antologia ´recupera autores que, por vezes, não se encontram facilmente disponíveis no mercado editorial´e ´propõe ao grande público uma compilação monumental e pistas fascinantes no interior da cultura portuguesa´»
Cortesia de Diário Digital
Colaboraram na construção da obra mais de trinta especialistas nos autores em questão ou nos períodos e movimentos a que é lícita a sua associação. Nomes como Eduardo Pitta, Arnaldo Saraiva, Guiseppe Tavani, Nuno Júdice, Fernando J. B. Martinho, Fernando Guimarães ou o próprio Vasco Graça Moura assinam os verbetes que introduzem os poetas constantes na antologia.
Segundo os antologiadores, o elemento de distinção da obra, relativamente às organizadas no passado, é o facto de ela ser «a primeira antologia panorâmica que abarca a poesia portuguesa desde os seus alvores, na transição do século XII para o século XIII, até ao ano de 2008». Para Jorge Reis-Sá e Rui Lage, esta é «a primeira vez que todo o arco temporal do século XX é objecto de um projecto antropológico não exclusivo, isto é, nem temático, nem tendencioso». A antologia está organizada por ordem cronológica do nascimento de cada poeta, abrindo com a «Cantiga de Garvala», de Pai Soares de Taveirós, trovador do primeiro decénio do século XIII, e encerrando com um poema de Luís Quintais, «Rasto», datado de Outubro de 2008.
Vasco Graça Moura, prefaciador da obra, considera que Poemas Portugueses ´é um trabalho sério e importante, baseia-se num grande conhecimento da literatura portuguesa e em opções de gosto seguras. Para o escritor, a antologia ´recupera autores que, por vezes, não se encontram facilmente disponíveis no mercado editorial´e ´propõe ao grande público uma compilação monumental e pistas fascinantes no interior da cultura portuguesa´»
Cortesia de Diário Digital
Não te quero senão porque te quero
Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda
Babel quase aí
O novo grupo editorial português será encabeçado por Paulo Teixeira Pinto e deverá integrar quatro editoras: Guimarães, Ática, Ulisseia e Verbo.
Com o anúncio da venda das editoras Ulisseia e Verbo, pela Verbo SGPS, surge também a notícia de que estará a nascer um novo grupo editorial em Portugal, de seu nome Babel.
Paulo Teixeira Pinto, que já dirigia a Guimarães e a Ática, é o mentor do projecto que pretende integrar estas quatro editoras num só grupo, cuja marca deverá ser apresentada ainda durante o próximo mês de Dezembro.
A venda das editoras Verbo e Ulisseia coloca assim Paulo Teixeira Pinto na posição de presidência do conselho de administração da Editorial Verbo.
Segundo fonte da Briefing, a iniciativa estará a «ser suportada por um investidor institucional», não havendo ainda mais dados sobre a operação.
Com o anúncio da venda das editoras Ulisseia e Verbo, pela Verbo SGPS, surge também a notícia de que estará a nascer um novo grupo editorial em Portugal, de seu nome Babel.
Paulo Teixeira Pinto, que já dirigia a Guimarães e a Ática, é o mentor do projecto que pretende integrar estas quatro editoras num só grupo, cuja marca deverá ser apresentada ainda durante o próximo mês de Dezembro.
A venda das editoras Verbo e Ulisseia coloca assim Paulo Teixeira Pinto na posição de presidência do conselho de administração da Editorial Verbo.
Segundo fonte da Briefing, a iniciativa estará a «ser suportada por um investidor institucional», não havendo ainda mais dados sobre a operação.
Cortesia de Rascunho
Mauro Lopes Mota lança «Poesia»
«Poesia» é o nome do livro lançado pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, que reúne um conjunto de poemas que remontam aos 14 anos do autor.
Mauro Lopes Mota assistiu na tarde de sábado, à concretização de uma pretensão que tinha desde muito novo. “Alguns poemas remontam aos meus 14 anos e terminaram em Novembro do ano passado, com o falecimento da minha avó”, referiu o jovem escritor que, aos 24 anos, assume que alguns dos poemas são reflexo das “suas vivências. “Digamos que sim, sempre com alguns esconderijos pelo meio, para tentar proteger a minha intimidade, acabam por ser o reflexo, especialmente das minhas vivências amorosas”, confessou o autor que responsabilizou a família e os amigos pelo lançamento do livro.
Do mesmo modo, Mauro Lopes Mota agradeceu à anterior e à actual vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital todo o contributo para a concretização do projecto.
Numa altura em que mantém a poesia arredada da sua escrita, o autor – enfermeiro de profissão – natural de Oliveira do Hospital está agora a trabalhar num romance. “Espero que daqui a 10 anos esteja pronto”, ironizou.
Do lado da Câmara Municipal, a vereadora da cultura destacou a satisfação pelo lançamento da obra de Mauro Lopes Mota. “É com muita honra que o nosso novo executivo faz o primeiro lançamento de um livro, logo com um autor tão jovem”, sublinhou Graça Brito, deixando uma palavra ao anterior executivo que foi responsável pela edição do livro.
Honrado por fazer a apresentação do livro, Álvaro Assunção não se poupou nos elogios dirigidos ao autor, a quem se referiu como sendo “um jovem lançado na vida com o seu emprego que, tem aliado todo um conjunto de qualidades no domínio da escrita poética e prosa e que está bem patente neste livro”.
Sobre a escrita do autor, Álvaro Assunção destacou o recurso frequente “a metáforas”, e a capacidade de “escancarar as portas da sua alma”. “Obrigado Mauro por nos brindares com este teu livro”, rematou.
Cortesia de Correio da Beira Serra
Mauro Lopes Mota assistiu na tarde de sábado, à concretização de uma pretensão que tinha desde muito novo. “Alguns poemas remontam aos meus 14 anos e terminaram em Novembro do ano passado, com o falecimento da minha avó”, referiu o jovem escritor que, aos 24 anos, assume que alguns dos poemas são reflexo das “suas vivências. “Digamos que sim, sempre com alguns esconderijos pelo meio, para tentar proteger a minha intimidade, acabam por ser o reflexo, especialmente das minhas vivências amorosas”, confessou o autor que responsabilizou a família e os amigos pelo lançamento do livro.
Do mesmo modo, Mauro Lopes Mota agradeceu à anterior e à actual vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital todo o contributo para a concretização do projecto.
Numa altura em que mantém a poesia arredada da sua escrita, o autor – enfermeiro de profissão – natural de Oliveira do Hospital está agora a trabalhar num romance. “Espero que daqui a 10 anos esteja pronto”, ironizou.
Do lado da Câmara Municipal, a vereadora da cultura destacou a satisfação pelo lançamento da obra de Mauro Lopes Mota. “É com muita honra que o nosso novo executivo faz o primeiro lançamento de um livro, logo com um autor tão jovem”, sublinhou Graça Brito, deixando uma palavra ao anterior executivo que foi responsável pela edição do livro.
Honrado por fazer a apresentação do livro, Álvaro Assunção não se poupou nos elogios dirigidos ao autor, a quem se referiu como sendo “um jovem lançado na vida com o seu emprego que, tem aliado todo um conjunto de qualidades no domínio da escrita poética e prosa e que está bem patente neste livro”.
Sobre a escrita do autor, Álvaro Assunção destacou o recurso frequente “a metáforas”, e a capacidade de “escancarar as portas da sua alma”. “Obrigado Mauro por nos brindares com este teu livro”, rematou.
Cortesia de Correio da Beira Serra
Poetícia em crescente
Matosinhos: Festa da Poesia 2009
valter hugo mãe, João Luís Barreto Guimarães, José Mário Silva, Ana Luísa Amaral, Manuel António Pina, entre outros, são os autores participantes na Festa da Poesia 2009 promovida e organizada pela Câmara Municipal de Matosinhos. Da agenda fazem parte encontros com escritores e músicos, leitura de poemas, teatro, espectáculos, exposições, oficinas, concertos e muito mais.
O evento realiza-se na Biblioteca Florbela Espanca, em Matosinhos, nos dias 7 e 8 de Dezembro de 2009.
Programa
O evento realiza-se na Biblioteca Florbela Espanca, em Matosinhos, nos dias 7 e 8 de Dezembro de 2009.
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