Ainda não sei ao certo,
Se o rumo ou o mar em que navego,
Servem para minha viagem.
Tem coisas que se descobrem aos poucos
E se entendem no tempo.
Há que navegar entre o medo e o destino
Enfrentar o que me faz tremer
Pois um dia de cada vez, neste mar,
Faz a diferença, entre estar e ser.
Navegante de mim mesmo,
Neste oceano que muda a cada instante,
Tento entender os sinais, para acalmar
Meu coração aflito.
Um mar revolto e inquieto
Assalta a mente e a faz estremecer.
Inseguro barco que navega ao vento
Com as marés a encher o peito
Na busca de um porto distante.
Na busca de uma rota
Procuro entender e fico a ler as estrelas.
Finalmente, o destino é claro
Navegar é preciso,
Viver também o é.
Um dia de cada vez…
cada emoção, cada sentir, cada saber, ou o amor…
É mergulhar em mim mesmo,
Dentro deste mar, que é meu ser,
Com a certeza do novo,
Na coragem de querer, sempre
Viver, navegar!
Luis Pardal
IX Edição dos Jogos Florais de Avis
Os IX Jogos Florais de Avis são uma iniciativa da AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL, a que podem concorrer todos os cidadãos nacionais ou estrangeiros desde que se expressem em português, abrangidos pelo respectivo regulamento.
A data limite de envio dos trabalhos é dia 08 de Abril de 2011.
http://aca.com.sapo.pt/
Cortesia de Fernando Máximo
BIO - António Gedeão
Nascido em 1906, contemporâneo dos poetas da presença, só em 1956 António Gedeão (1906-1997; pseudónimo de Rómulo de Carvalho, metodólogo de Ciências Físico-Químicas no ensino secundário, autor de trabalhos nos domínios da didáctica das disciplinas da sua especialidade, e da historiografia e divulgação científicas) publica o seu primeiro livro de poemas, Movimento Perpétuo. Entre esse ano e 1961 dará a público outras duas colectâneas, Teatro do Mundo, 1958, e Máquina de Fogo, tendo oportunidade logo em 1964 de reunir a sua produção poética nas Poesias Completas, acompanhadas de um importante e exaustivo estudo de Jorge de Sena, também ele homem de formação científica. Até aos princípios dos anos 90, as Poesias Completas, que a partir da 2ª edição, em 1968, passam a incluir Linhas de Força, de 1967, conhecerão uma dezena de edições, circunstância muito rara no panorama da edição poética portuguesa de Novecentos e que dá bem a medida da popularidade alcançada durante esse período pela obra de António Gedeão, que beneficiou igualmente da difusão que lhe foi dada por alguns nomes importantes da nossa música popular e de intervenção.No momento em que António Gedeão se estreia como poeta (sublinhe-se que já então é autor de trabalhos didácticos ou de divulgação científica e que, como pode ver-se na edição da Obra Completa, de 2004, desde muito jovem escreve poemas), é muito forte entre os autores emergentes a consciência de fazerem parte de uma tradição moderna, que remonta aos tempos do Orpheu, ou mesmo a certas figuras-chave anteriores como Cesário, Nobre ou Pessanha. Jorge de Sena dirá que Gedeão realiza, na sua poesia, uma síntese das grandes conquistas do Modernismo, e, em certo sentido, poderá mesmo afirmar-se que ele é um dos primeiros a levá-las a um público mais alargado que a lírica moderna, com algumas das suas ousadias, ainda não fora capaz de aliciar. A par de uma original reelaboração do legado modernista, sem dificuldade se reconhece igualmente nos versos de António Gedeão um poeta identificado com o espírito do tempo que presidiu à sua estreia literária. Assim o vemos, numa época dominada pelas filosofias da existência, entregue ao «desespero», a um mal-estar que vem das zonas mais fundas e turvas da consciência de existir. Ou dando expressão aos seus receios perante a «bomba», a capacidade de auto-destruição do homem, em tempo de guerra fria. Esse pessimismo casa bem com a condição que é também a sua de herdeiro do cepticismo iluminista: «Os homens nascem maus./ Nós é que havemos de fazê-los bons.» Mas a herança do iluminismo permite-lhe, ao mesmo tempo, alimentar a confiança no homem: «Eu sou o homem. O Homem./ Desço ao mar e subo ao céu./ Não há temores que me domem./ É tudo meu, tudo meu.» Desse mesmo legado é possível aproximar, por outro lado, a sage ironia que o leva, em “Poema do fecho éclair”, a meter a ridículo o poder de um dos grandes do mundo por tudo possuir mas não conhecer um dos mais correntes artefactos do homem moderno, ou, em “Dia de Natal”, a fazer a denúncia do desenfreado consumismo próprio dessa quadra.
Numa fase da evolução da nossa lírica moderna em que já se verificara o alargamento dos domínios da poesia ao que era tido por não poético, uma das grandes novidades que os versos de António Gedeão trazem é a presença, muito marcada, neles da linguagem científica. Homem de ciência, ligado a conceitos e terminologias que preenchem quotidianamente a sua actividade, não separa, na sua poesia, Rómulo de Carvalho do seu alter ego literário António Gedeão. Pelo contrário, chega a fazê-los coexistir num mesmo texto, como acontece na famosa “Lição sobre a água”, em que o leitor colhe a impressão de que é o cientista que fala nas duas primeiras estrofes, para, na estrofe final, ceder a voz ao poeta. De outras vezes, à expressão da indignação do humanista, tantas vezes já gasta pela retórica do panfletarismo, prefere o poeta a austera eficácia da demonstração e da evidência científicas, como na antologiadíssima “Lágrima de preta”. A isto acresce o uso recorrente de termos científicos, respondendo a uma indeclinável necessidade gerada pelos próprios temas, sem que o poeta ponha de parte um dos grandes prazeres que a sua arte lhe reserva, o da nomeação, para o caso incidindo no que é a sua experiência interiorizada de todos os dias de homem de ciência. E aqui é a linguagem poética que se enriquece e as imagens e metáforas que ganham outro fulgor e novos modos de nos surpreender, numa decidida ampliação do campo expressivo, com o recurso a realidades evocadas por termos como, entre muitos outros, «protoplasma», «cisão do átomo», «neutrão», «colódio», «ácidos», «bases», «sais», «cloreto de sódio», «suspensão coloidal», «dissolvente», «aminoácido».
No plano da forma da expressão, é possível traçar uma linha evolutiva na poesia de Gedeão, entre o livro de estreia em meados dos anos 50 e a última colectânea, vinda a lume em 1990. Permitir-nos-á ela notar a predominância do metro regular nos livros publicados na década de 50, Movimento Perpétuo e Teatro do Mundo, a adopção de ritmos mais livres embora mantendo-se ainda o uso da rima nos volumes editados nos anos 60, Máquina de Fogo e Linhas de Força, e uma clara opção pelo verso livre não rimado nas duas últimas colectâneas, Poemas Póstumos, de 1983, e Novos Poemas Póstumos, de 1990. Nuns casos a forma escolhida aproxima-se das formas legadas pela tradição, que podem ser as que têm origem na poderosa tradição romancística, como se observa em “Cavalinho, cavalinho” e em “Ai Silvina, ai Silvininha”, ou as que entram num processo de interlocução com a tradição culta, trazendo à memória ora as Barcas vicentinas, em “Fala do homem nascido” ( «Minha barca aparelhada/ solta o pano rumo ao norte;/ meu desejo é passaporte/ para a fronteira fechada./ Não há ventos que não prestem/ nem marés que não convenham,/ nem forças que me molestem,/ correntes que me detenham» ), ora um dos mais glosados poemas de Camões em “Poema da auto-estrada”, aqui por via da distorção paródica ( «Voando vai para a praia/ Leonor na estrada preta./ Vai na brasa de lambreta.» ). Noutros casos, as suas opções formais aproximam-se, já no âmbito da tradição moderna, da combinação de diversos metros tão do agrado dos poetas da presença, ou, como é o caso, nos dois últimos livros, de modo mais nítido, do versilibrismo mais ou menos radical de que o Modernismo fez, em diferentes momentos, um dos seus mais apregoados instrumentos de libertação.
Registe-se ainda a incursão, em 1973, de António Gedeâo pela ficção narrativa em A Poltrona e Outras Novelas, e, em 1963 e 1981, pela literatura dramática, em RTX – 78/24 e História Breve da Lua, respectivamente, textos estes que podem ler-se, para além de um conjunto de ensaios literários, em Obra Completa , de 2004.
por Fernando J. B. Martinho
Edgar Carneiro: Amor pela Poesia

O poeta Edgar Carneiro faleceu recentemente, aos 97 anos, em Vila Nova de Gaia. Em Março do ano passado, o JL traçou-lhe o perfil que aqui o blog Poetícia partilha:
Aos 96 anos acaba de publicar o seu 13.º livro de poemas. Périplo, uma edição da Húmus. "É o amor pela poesia que motiva todos os meus livros", conta ao JL, Edgar Carneiro, poeta e professor que desde os 14 anos se apaixonou pela arte poética. Apesar de se confessar "um pouco cansado", já pensa na antologia da sua obra
Fala com a voz pausada como se pensasse muito bem cada palavra antes de a pronunciar. Mas o seu discurso está longe de ser maçudo. Aos poucos, numa longa conversa, desfia as histórias da sua vida, indissociável da poesia que desde sempre o acompanhou. "As palavras têm que ser a alma do poema", assegura Edgar Carneiro. "Toda a gente pode fazer versos, mas nem todas fazem poesia. Um poema tem sempre uma mensagem do escritor, mas tem que ser dada com beleza. As palavras precisam ser capazes de ultrapassar o significado banal dos termos", explica. Foi, como sempre, "o amor pela poesia" que motivou este novo volume. Escreveu-o sem pretextos, nem ideias de resumo de vida. "Chamei-lhe Périplo como poderia ter-lhe chamado outra coisa. Anda tudo à volta das minhas ideias do que é esta arte", afirma. Tem, desde os tempos da instrução primária, um dicionário pequenino por onde se habituou a procurar significados. Ali pode ler-se que "a poesia é a arte de escrever em verso". Há algum tempo, comprou o Dicionário da Academia de Ciências onde poesia se descreve como "a arte de escrever utilizando a metáfora". Edgar Carneiro procura conciliar as duas definições: "Toda a minha poesia é muito musical, conserva o ritmo, e tento harmonizar a tradição com a modernidade, utilizando muito a metáfora como forma de expressão".Nascido em Chaves, a 12 de Maio de 1913, o poeta recorda a infância passada numa família grande - eram quatro irmãos - na exploração agrícola do pai, perto da aldeia de Faiões. "Lembro-me tão bem das corridas que fazia com os meus irmãos e de como brilhava o sol ao cair da tarde nos campos cultivados". Fez a instrução primária, o primeiro e o segundo ciclo no Colégio de Lamego. Foi aí que, aos 14 anos, conheceu o professor de Português que lhe mudou a vida. Chamava-se Luís Osório e "era um leitor primoroso". O adolescente Edgar lembra-se de ficar horas a ouvi-lo ler Luís de Camões: "Escutava-o como quem escuta Deus. Fiquei preso à poesia desde então". Nessa turma, contrariamente ao que era costume na época, a leitura de Os Lusíadas não era feita para medir e dividir as orações, mas antes para, em conjunto, chegarem ao "valor intrínseco da obra". Depois de cada Canto o professor pedia aos alunos que escrevessem bocadinhos em prosa ou verso que explicassem a leitura. Edgar não era excepção e foi então que descobriu "um certo jeitinho, um bichinho", que Luís Osório ajudou a desenvolver. "Jamais esquecerei este professor", refere. Desde então (corria o ano de 1927) nunca mais parou de escrever.
"Nasci para ser professor"
Não deixa de ser curioso que com tanta escrita só tenha publicado o primeiro livro - Poemas Transmontanos - em 1978. A verdade é que teria pouco mais de 20 quando editou Caminhos de Fogo renegando-o algum tempo depois. Processo idêntico ao do seu grande amigo Adolfo Rocha com o volume A Rampa. "Conhecia o Miguel Torga como à palma da minha mão. A malta costumava gozá-lo dizendo que à Rampa faltava um 'T' no início, para abarcar o verdadeiro espírito da obra", recorda, entre risos. Sobre Caminhos de Fogo recebeu a crítica de Alice Ogando: "Se este livro fosse um bocadinho mais magro, era uma revelação". Edgar Carneiro reconheceu que tinha ali posto poemas a mais e que era necessária uma revisão cuidada mas, como recorda sem saudosismos: "Era o tempo da juventude, a vaidade dos 20 anos, e publicar era fundamental". Apesar de ter esquecido esse primeiro livro não parou de escrever. Entretanto tinha feito o 6.º e 7.º ano (actuais 10.º e 11.º anos) no Liceu de Vila Real onde conheceu "a sua namorada" com quem casou alguns anos depois. Seguiu para a Universidade de Coimbra onde se formou em Ciências Histórico-Filosóficas, com média de 15 valores. Foi depois dar aulas para a Escola Industrial e Comercial Júlio Martins, em Chaves, onde ficou durante alguns anos. Às tantas, a conselho de um colega, resolveu candidatar-se ao Exame de Estado para poder ser colocado numa escola com lugar de efectivo. Passou com boa nota e foi colocado numa escola de Vila Nova de Gaia. Lá chegado soube, pela boca do director, que não ia ter horário. "Eu ia caindo", recorda. Mas o director logo lhe conseguiu uma vaga na Escola Oliveira Martins, no Porto, cidade para onde rumaria já com a mulher e o seu único filho - Eduardo. Moravam perto do Jardim de São Lázaro e certo dia enquanto a criança brincava no jardim, Edgar Carneiro chamou o filho para vir almoçar. Ouviu o chiar de um carro e pensou que Eduardo ficara debaixo do veículo. Não passou de um susto, mas o jovem pai não quis esperar por outro. A família sairia do Porto regressando a Vila Real, onde deu aulas durante vários anos."Nasci para ser professor", afirma. Deu aulas de Português. Geografia, História e também de Organização Política da Nação. "Era uma disciplina que toda a gente odiava, mas dada por mim, até tinha sucesso", recorda com certo orgulho na voz. Aliás, sempre que encontra um antigo aluno na rua é uma festa. "Não é para me gabar, mas sempre me dei muito bem com os meus estudantes".
Cravos em forma de poema
No fim dos anos 60, foi convidado para dirigir a Escola Secundária D. Pedro V, em Fiães, no concelho de Santa Maria da Feira, perto de Espinho. "Tive carta branca e fiz de tudo um pouco, desde a escolha do mobiliário, à contratação dos professores. Isto passava-se já no tempo do Marcelo Caetano e a escola florescia". Entretanto Edgar Carneiro publicou alguns poemas em jornais, como por exemplo, O Primeiro de Janeiro, onde então trabalhava o seu filho Eduardo que viria a falecer alguns anos depois. Foi o caso do poema Laranjas e de outro, de que Edgar Carneiro não se recorda do título, que terminava assim: "Ouvirei sempre o grito dos cravos na boca vermelha".Na escola que dirigia leccionavam duas professoras comunistas e, pouco depois do 25 de Abril, gritavam palavras de ordem no sentido de expulsar o director. Até que alguém trouxe à baila o dito poema, gerando como resposta quase imediata, a calma das professoras: "Este é cá dos nossos! Pode ficar na escola". Quanto ao cravo, o poeta só vê duas hipóteses: "Ou eu adivinhei que seria a flor da revolução ou alguém se lembrou do meu poema para pôr os cravos nas espingardas".Na década de 80 publicou uma série de livros: Tempo de Guerra (1980), A Faca no Pão (1981), Jogos de Amar (1983), Rosa Pedra (1985) e O Signo e a Sina (1989). Seguir-se-iam outros como Vida Plena, A Boca na Fonte ou Lúdica, já em 2000. Espinho tornou-se a sua cidade e foi ali que deu aulas até aos 70 anos, quando se reformou em 1983. A energia vem-lhe, diz, "do sangue da mãe" que morreu com 99 anos. E embora hoje se sinta um pouco cansado, ainda gostava de fazer uma antologia dos seus poemas. O lançamento de Périplo em Espinho "foi um verdadeiro acontecimento" e foi convidado para repeti-lo em Chaves. "Era bonito lança-lo na minha cidade natal. Talvez seja o meu último acto poético". Apesar deste anúncio, um dos poemas de Périplo parece não o confirmar: "Eu canto a pedra dura/ o barro espesso/ o veio da madeira/ e a mão que construiu a casa erguida/ onde entra o claro sol/ a noite escura/ a voz responde à voz/ solícita ou carente/ e a formiguinha errante/ em sua pequenez/ é um sinal de vida.
Cortesia de Jornal de Letras Artes Ideias
Inaugurada a Casa Álvaro de Campos em Tavira

“Ir a Tavira, não só para visitar a cidade onde nasceu Álvaro de Campos, mas sim visitar a cidade do Engenheiro de Tavira, como se visita a Lisboa de Fernando Pessoa, Praga de Kafka, Dubilin de James Joyce!”, são palavras da Professora Teresa Rita Lopes, pronunciadas no passado dia 12 de Março, durante a inauguração da Casa Álvaro de Campos.
Tavira, uma das poucas cidades que Fernando Pessoa visitou, foi o lugar de nascimento que escolheu para o nascimento de Álvaro de Campos, o seu mais destacado heterónimo. Nele, Pessoa projectou a sua ligação à sua família de origem algarvia e ao Algarve, patente nos emblemáticos versos do poema “Notas sobre Tavira” de Álvaro de Campos:
“Cheguei finalmente à vila da minha infância.
Desci do comboio, recordei-me, olhei, vi, comparei.
(tudo isto levou o espaço de tempo de um olhar cansado).
Tudo é velho onde fui novo.”
Fundada em 1987., a Associação Álvaro de Campos retomou a sua actividade em 2010, tendo comemorado os 120 anos do “nascimento” do seu patrono, tendo realizado o I Encontro Internacional Álvaro de Campos, a 15 e 16 de Outubro de 2010, em Tavira com direcção científica da Professora Teresa Rita Lopes e colaboração de destacados pessoanos, membros do Instituto de Estudos sobre o Modernismo da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa.
Ao Presidente da Direcção, Dr. Carlos Lopestem cabido a tarefa de aglutinar esforços para criar um centro de estudos sobre Álvaro de Campos, neste espaço que, à semelhança da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, já tem vindo a tornar o Centro num pólo de acção cultural. A Associação conta com o apoio da Câmara Municipal de Tavira e da Direcção Regional de Cultura do Algarve.
Durante a sessão, no espaço que foi pequeno para acolher todos os que quiseram celebrar o evento, procedeu-se ao lançamento das Actas do Congresso. O volume, que conta com apresentação d e Carlos Lopes e textos de Teresa Rita Lopes, Maria João Serrado, Manuela Parerreira da Silva,, Luísa Monteiro, Madalena Dine, Maria do Sameiro Barroso, Ana Raquel Roque, Manuel Moya, Ricardo Marques, Migual Magalhães, Albertina Ruivo, Sílvia Costa, Fernando Cabrita, Juan José Vasquez Avellaneda e Carlos Filipe Moisés.
Cortesia de Textualino
Poesia Experimental Portuguesa
Na década de 60, um grupo de artistas questionou noções de texto e objecto artístico. A Fundação de Serralves apresenta obras da sua colecção, pertencentes a esse movimento. Até 16 de Abril, na Biblioteca da Póvoa de Varzim, a propósito das Correntes d''Escritas - Encontro de Escritores.
Comissariada por João Fernandes, director do Museu de Serralves, esta exposição apresenta obras de artistas e escritores portugueses, agentes de um momento importante de ruptura que redefiniu os conceitos de texto e objecto artístico, a partir da Poesia Visual.
Obras paradigmáticas, realizadas entre a década de 60 e 80, de autores como Ana Hatherly, António Aragão, António Barros, Ernesto Melo e Castro, Fernando Aguiar, Salette Tavares e Silvestre Pestana.
Entrada livre.
Cortesia de O Público
Comissariada por João Fernandes, director do Museu de Serralves, esta exposição apresenta obras de artistas e escritores portugueses, agentes de um momento importante de ruptura que redefiniu os conceitos de texto e objecto artístico, a partir da Poesia Visual.
Obras paradigmáticas, realizadas entre a década de 60 e 80, de autores como Ana Hatherly, António Aragão, António Barros, Ernesto Melo e Castro, Fernando Aguiar, Salette Tavares e Silvestre Pestana.
Entrada livre.
Cortesia de O Público
Sintra: Lançamento do #1 do web-jornal «Selene - Culturas de Sintra»
Vai nascer um novo web-jornal em Sintra: «Selene - Culturas de Sintra». A Associação Cultural Caminho Sentido, proprietária do novo orgão de comunicação sintrense, convida todos os interessados a participar no lançamento do número 1 que acontece no dia 23 de Março de 2011 em Sintra.
O QUE É SELENE – CULTURAS DE SINTRA?
Desenhar o corpo da Montanha da Lua com poesia, filosofia, artes visuais, música, pensamentos imbuídos de beleza, eis o desiderato de «Selene – Culturas de Sintra». Sintra merece a atenção, dedicação e amor de todos os artistas do universo. «Selene – Culturas de Sintra» (www.selene-culturasdesintra.com) é um jornal trimestral online, que irradia de dentro da Vila de Sintra para todo o universo cibernético.
Somos uma nave cósmica em viagem utópica, queremos contar com todos os sonhadores, todos aqueles que querem um presente melhor para toda a humanidade, porque do futuro já vimos nós, iluminados pela beleza eterna que vagueia pelos trilhos da floresta sintrense. Queremos que toda a humanidade seja sintrense para desfrutar da paz profunda dos seus bosques, do recolhimento necessário à germinação interior da criatividade no interior das suas paisagens quiméricas, porque só no amor à natureza o homem encontrará o balanço fundamental para o devir do seu próprio Ser.
A partir do dia 23 de Março estará disponível online para todos os cibernautas o número 1 de «Selene – Culturas de Sintra». Começamos com a Primavera, que em Sintra se revela sempre como uma fonte inesgotável de energia para todos os sonhadores e utopistas. Mas como não somos apenas virtuais, como temos também uma realidade física, como existimos na nossa sociedade, convidamos todos os Amigos/as da bela liberdade criativa a comparecerem fisicamente no lançamento do número 1 de «Selene – Culturas de Sintra» no:
Dia 23 de Março, no café-bar 2 ao Quadrado, Rua João de Deus, n.º 70, Sintra (por trás da estação da CP), em dois momentos distintos, das 18h às 20h, e das 22h às 00h.
Cortesia de Associação Cultural Caminho Sentido
Marcadores:
Arte,
Cultura,
Internet,
Jornal,
Literatura,
Notícias,
Selene,
Sintra,
Web-Jornal
Alguns gostam de poesia
Alguns -
quer dizer nem todos.
Nem a maioria de todos, mas a minoria.
Excluindo escolas, onde se deve
e os próprios poetas,
serão talvez dois em mil.
Gostam -
mas também se gosta de canja de massa,
gosta-se da lisonja e da cor azul,
gosta-se de um velho cachecol,
gosta-se de levar a sua avante,
gosta-se de fazer festas a um cão.
De poesia -
mas o que é a poesia?
Algumas respostas vagas
já foram dadas,
mas eu não sei e não sei, e a isto me agarro
como a um corrimão providencial.
Wislawa Szymborska
quer dizer nem todos.
Nem a maioria de todos, mas a minoria.
Excluindo escolas, onde se deve
e os próprios poetas,
serão talvez dois em mil.
Gostam -
mas também se gosta de canja de massa,
gosta-se da lisonja e da cor azul,
gosta-se de um velho cachecol,
gosta-se de levar a sua avante,
gosta-se de fazer festas a um cão.
De poesia -
mas o que é a poesia?
Algumas respostas vagas
já foram dadas,
mas eu não sei e não sei, e a isto me agarro
como a um corrimão providencial.
Wislawa Szymborska
Feira do Livro de Poesia no CCB
Em Dia Mundial de Poesia, o Centro Cultural de Belém (CCB) em Lisboa tenta aproximar os portugueses deste género literário, que está fora das preferências de consumo e que tem dificuldade em conquistar espaço nas livrarias.
António Santos, organizador da Feira do Livro de Poesia no CCB, lamenta que as tendências de consumo em Portugal não se dirijam para a poesia. “A poesia, sendo um género maior na literatura, não tem correspondência do ponto de vista da procura. Tem grandes dificuldades em ganhar espaço nas livrarias, em função de ter uma procura reduzida e de não ser uma primeira opção de compra”, afirma à Lusa o representante da distribuidora Sodilivros.
Santos reconhece que os portugueses leem muito mais do que há uns anos, mas dirigem as suas preferência para “literatura mais fácil, autores mais directos e a chamada literatura light”. E as grandes livrarias e grupos livreiros assumem a preocupação de corresponder a esta opção de consumo, não dando lugar à poesia nos escaparates.
A dificuldade na venda de obras deste género literário torna também complicada a vida de jovens poetas. “Os editores editam, mas pela dificuldade na comercialização e venda, apostam nos autores consagrados. Um jovem poeta que escreva o seu primeiro livro vai ter muita dificuldade em editar por via de uma editora”, explica António Santos.
Mas a afluência de pessoas às iniciativas que assinalam o Dia Mundial da Poesia pode indicar, diz o organizador desta feira do livro, que ainda há quem procure obras líricas. “Este Dia é uma referência, uma marca. Costuma vir muita gente, o que significa que também há algum apetite por encontrar livros de poesia em quantidade, que não se encontra praticamente em nenhuma livraria do país”, justifica.
O CCB dedica o dia de hoje a este género literário, destinando vários espaços onde a poesia portuguesa é dita por poetas, atores ou figuras públicas, um espaço para os espontâneos, batizado como “Diga lá um Poema”, uma maratona de leitura dedicada a Herberto Helder, e um concurso de poesia dirigido às escolas.
Cortesia de O Público
António Santos, organizador da Feira do Livro de Poesia no CCB, lamenta que as tendências de consumo em Portugal não se dirijam para a poesia. “A poesia, sendo um género maior na literatura, não tem correspondência do ponto de vista da procura. Tem grandes dificuldades em ganhar espaço nas livrarias, em função de ter uma procura reduzida e de não ser uma primeira opção de compra”, afirma à Lusa o representante da distribuidora Sodilivros.
Santos reconhece que os portugueses leem muito mais do que há uns anos, mas dirigem as suas preferência para “literatura mais fácil, autores mais directos e a chamada literatura light”. E as grandes livrarias e grupos livreiros assumem a preocupação de corresponder a esta opção de consumo, não dando lugar à poesia nos escaparates.
A dificuldade na venda de obras deste género literário torna também complicada a vida de jovens poetas. “Os editores editam, mas pela dificuldade na comercialização e venda, apostam nos autores consagrados. Um jovem poeta que escreva o seu primeiro livro vai ter muita dificuldade em editar por via de uma editora”, explica António Santos.
Mas a afluência de pessoas às iniciativas que assinalam o Dia Mundial da Poesia pode indicar, diz o organizador desta feira do livro, que ainda há quem procure obras líricas. “Este Dia é uma referência, uma marca. Costuma vir muita gente, o que significa que também há algum apetite por encontrar livros de poesia em quantidade, que não se encontra praticamente em nenhuma livraria do país”, justifica.
O CCB dedica o dia de hoje a este género literário, destinando vários espaços onde a poesia portuguesa é dita por poetas, atores ou figuras públicas, um espaço para os espontâneos, batizado como “Diga lá um Poema”, uma maratona de leitura dedicada a Herberto Helder, e um concurso de poesia dirigido às escolas.
Cortesia de O Público
Marcadores:
CCB,
Cultura,
Dia Mundial da Poesia,
Eventos,
Feira do Livro,
Literatura,
Notícias,
Poesia
«A poesia não discrimina»
No dia 21 de Março, Dia Internacional contra a Discriminação Racial e Dia Mundial da Poesia, a Amnistia Internacional - Portugal em parceria com a Oficina da Poesia apresenta a performance poética sobre os direitos humanos «A poesia não discrimina» na Livraria Ler Devagar, LX Factory, Lisboa, pelas 18h30.A iniciativa visa alertar para algumas temáticas prementes dos Direitos Humanos através da Poesia.
A entrada é livre.
Cortesia de Amnistia Internacional Portugal
Dia Mundial da Poesia 2011 no Centro Cultural de Belém
Com o apoio do Plano Nacional de Leitura, o CCB volta a organizar uma comemoração do Dia Mundial da Poesia. O programa, que se estenderá das 11:00 às 20:00 de sábado dia 20 de Março de 2011, ocupando diversos espaços do Centro de Reuniões, inclui leituras da obra de poetas portugueses, uma exposição da obra de Mário Botas, uma feira do livro de poesia, conferências, audição de poemas gravados, espectáculos de música e poesia e, na Sala Fernando Pessoa, a leitura de poesia de Herberto HelderO DIA MUNDIAL DA POESIA É UMA INICIATIVA DO PLANO NACIONAL DE LEITURA E DO CENTRO CULTURAL DE BELÉM COM O APOIO FINANCEIRO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Cortesia de CCB
Marcadores:
CCB,
Dia Mundial da Poesia,
Eventos,
Notícias,
Poesia
O Pai
Terra de semente inculta e bravia,
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.
Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.
Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.
Depois... Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.
Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.
O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar... E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.
Escutarei de noite as tuas palavras:
... menino, meu menino...
E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.
Pablo Neruda
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.
Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.
Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.
Depois... Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.
Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.
O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar... E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.
Escutarei de noite as tuas palavras:
... menino, meu menino...
E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.
Pablo Neruda
Luís Miguel Cintra lê o Cântico dos Cânticos na Capela do Rato
“Que ele me beije com beijos da sua boca!/ Melhores são as tuas carícias que o vinho,/ ao olfacto são agradáveis os teus perfumes;/ a tua fama é odor que se difunde./ Por isso te amam as donzelas.” Assim começa o livro bíblico do Cântico dos Cânticos, que o actor e encenador Luís Miguel Cintra lerá na íntegra amanhã, às 21h30, na Capela do Rato (Calçada Bento da Rocha Cabral, 1 B), em Lisboa. A entrada é livre.
Sendo um dos poemas mais antigos da humanidade, o Cântico dos Cânticos é, apesar ou por causa da sua natureza sensual e erótica, também o texto mais comentado pelos grandes místicos do judaísmo e cristianismo.
Não é a primeira vez que Luís Miguel Cintra faz este tipo de leitura. Em Junho do ano passado, o encenador do teatro da Cornucópia leu, no mesmo lugar, o livro do Apocalipse, o último livro da Bíblia cristã. Também este está entre os textos bíblicos mais lidos e comentados.
Desta vez, em lugar das visões e profecias e da forte linguagem simbólica que se encontra no Apocalipse, Cintra lerá os encontros e desencontros entre um casal de apaixonados: “Levanta-te! Anda, vem daí,/ ó minha bela amada!/ Eis que o Inverno já passou,/ a chuva parou e foi-se embora./ (…) Anda, meu amado,/ corramos ao campo,/ passemos a noite sob os cedros (…) Ai te darei as minhas carícias.”
Cortesia de O Público
13.ª Edição do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama
As obras a concurso na 13.ª edição do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama devem ser entregues pelos autores até 31 de Março.
Os interessados em participar no evento devem apresentar um único trabalho poético, original, de tema livre, com uma extensão de 20 a 30 páginas e escrito em português.
Os concorrentes devem enviar quatro exemplares da obra, num envelope identificado apenas por pseudónimo, a entregar na Junta de Freguesia de S. Lourenço, Rua Eng. António Porto Soares Franco, 2-A, Vila Nogueira de Azeitão, 2925-508 Azeitão, com a indicação “Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama”.
Os elementos de identificação dos candidatos, ou seja, nome, idade, morada, correio electrónico e telefone, devem ser anexados aos quatro exemplares num envelope fechado, com a indicação no exterior do título da obra e do pseudónimo utilizado.
A prova literária, organizada pelas juntas de freguesia de S. Lourenço e S. Simão, em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal, a Associação Cultural Sebastião da Gama e a Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, tem como principais objectivos a promoção da criatividade no campo da poesia e a divulgação da obra do poeta e pedagogo azeitonense patrono do concurso.
Ao autor do trabalho vencedor é atribuído um prémio no valor de 1500 euros, sendo ainda entregues 50 exemplares da edição do texto a publicar.
O vencedor da 13.ª edição do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama é anunciado numa cerimónia a realizar no dia 5 de Junho, em Vila Nogueira de Azeitão.
http://sebastiaodagama-acsg.blogspot.com/
Cortesia Setúbal Cultural
Instituto Camões assume presidência da rede de institutos de cultura europeus
O Instituto Camões (IC) vai presidir, a partir de junho próximo e durante um ano, à rede EUNIC – a European Union National Institutes for Culture (Institutos Nacionais da União Europeia para a Cultura), que agrega de modo relativamente informal, desde 2006, as agências de difusão cultural dos estados da União Europeia em núcleos (clusters) presentes noutros países, sejam eles da UE ou não, o mais recente dos quais foi criado em dezembro em Moçambique.
A assunção da presidência da EUNIC por parte de Portugal, que atualmente ocupa aí a primeira vice-presidência, «gera muitas expectativas, porque vai corresponder a um momento de autonomização» daquela instituição, segundo revelou a Presidente do IC, Ana Paula Laborinho, no seminário sobre ação cultural externa.
«Até agora a EUNIC era essencialmente um projeto suportado pelo British Council e pelo Goethe Institut. A partir da nossa presidência tornar-se-á um projeto coletivo com a participação financeira de todos os países, de todas as instituições europeias que a integram», acrescentou Ana Paula Laborinho. É um projeto que vai ter um escritório em Bruxelas e desenvolver um trabalho de acompanhamento e de lobbying junto da Comissão Europeia, acrescentou.
Esta mudança na EUNIC, que agrega 30 institutos de 26 países, surge numa altura em que a União Europeia começa a discutir uma política externa cultural. Ana Paula Laborinho explicou que na mais recente reunião da EUNIC, realizada em Bruxelas a 8 de dezembro, esteve presente o diretor-geral da Cultura e Educação da Comissão Europeia, Jan Truszczyński, que referiu «a necessidade de começar a articular a EUNIC com os propósitos da ação cultural externa da Europa». «É alguma coisa que começa a ser discutida, mas é uma coisa que também vai passar pela EUNIC», considerou a Presidente do IC.
«As expetativas que existem em relação a Portugal é que possamos, com a nossa proximidade com algumas das grandes áreas regionais emergentes, reforçar e até lançar clusters EUNIC nesses países. Estou a referir-me aos [países] BRIC [Brasil, Rússia, Índia e China], com especial relevo para a Índia, China e Brasil, mas o mesmo objetivo existe também em relação aos países africanos», frisou Ana Paula Laborinho que apelou ao empenho nas estruturas da EUNIC dos responsáveis pela ação cultural externa junto das embaixadas e centros culturais.
Cortesia de IC
A descida aos labirintos de Brasília na poética de Augusto Rodrigues
O texto de Augusto Rodrigues é o fio de Ariadne que nos permite descer aos labirintos da Capital da República e retornar à superfície com visão renovada. Não se trata de um enfrentamento ao Minotauro ou de uma descida ao mundo dos mortos; trata-se, nesse caso, da descida aos meandros arquitetônicos e urbanísticos da cidade criada por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.
O eu lírico, que narra sua viagem pelos labirintos da cidade (“Eu esperava ônibus”; “Abano a mão e alguém me leva, ilegal...”; “Depois ando e me perco”) é um ser tomado pelo encanto (“Brasília me prende, narcisa e Atena, para ser admirada. Ando e admiro: ladrilhos, pastilhas, veredas , vãos.”), pela novidade (“Passeio pelas entrequadras e acho graça das ruas sem nome”) e pela beleza marcada pelo espírito da modernidade. A sua tentativa é no sentido de apreender a alma do lugar, mas “A cidade: nebulosa aerada, expansão de fronteiras moventes”, lhe escapa. Faz-se necessário, então, utilizar instrumentos mais precisos (“Brasília é um código genético que precisa ser decifrado. Eu o observo do alto de meu microscópio...”).
_______________________________________________________
Munido de um vasto repertório cultural, que vai da música popular ao rock, como Aldir Blanc e João Bosco (“O poeta, bêbado e equilibrista”) e Legião Urbana (“uma legião urbana de cantos anuncia músicas urbanas.”), da poesia épica à lírica: Homero (“O pássaro na aurora de róseas águas) e Carlos Drummond de Andrade (“... vai ser coisa na vida”), passando por prosadores como Guimarães Rosa (“Quem descobriu Brasília? Foi Diadorim. Grandes Sertões: visagens.”) e Clarice Lispector (“A moça perto do coração selvagem...”), Augusto Rodrigues constrói um texto multifacetado, poético e marcado, como se pode ver, pela intertextualidade. O tom lírico e o épico se misturam numa obra de estrutura e linguagem modernas.
A referência a outros textos é a marca mais visível de Brasileia desvelada – o título já é uma referência ao famoso poema de Mário de Andrade: Pauliceia desvairada (também parodiado pelo poeta Nicolas Behr: Brasileia desvairada). Essa carga acentuada de referências a outros textos pode desagradar a alguns leitores, ávidos, talvez, de ouvir, em meio a essa multiplicidade de vozes, a voz do poeta. Como justificar esse recurso constante da referência? É que o poeta, para entender o mundo em que se encontra, esse cronotopos de novidades e surpresas, precisa misturar-se, metamorfosear-se em outros (“Eu sou Dédalos o fazedor de labirintos”; “E vejo surpresas proustianas na viçosa”). Labiríntico é o seu discurso, que vai do passado mítico ao presente marcado pela mudança. O universo popular da Rodoviária, por exemplo, liga-se, pela metáfora, ao contexto erudito, familiar de Proust. Pastel e madeleine juntos, desse modo, no mesmo espaço-tempo. O texto de Augusto Rodrigues ergue pontes para transitar por esse mundo de novidades.
É dessa forma que o poeta goiano, que adotou Brasília de corpo, alma e poesia, nos apresenta a Capital da República, conhece-a, desvenda-a e a desvela. E enquanto a desvela aos olhos do leitor, revela a si mesmo: um ser capaz de encantar-se, de deixar-se levar pela beleza. Ao mesmo tempo em que o poeta (ou o eu lírico) faz a sua leitura da cidade, é lido, traduzido por ela (“E Brasília me lê no inusitado das suas impressões”). Temos, com Brasileia desvelada, uma nova visão da Capital Federal. Nesse ponto, penso ser possível fazer um paralelo com outros textos poéticos que têm como tema Brasília. A poesia de Nicolas Behr, caracterizada, essencialmente, pelo humor e pela linguagem despojada, própria da chamada Geração Marginal ou Mimeógrafo, já havia nos apresentado Brasília do ponto de vista de seu plano urbanístico, tirando poesia daquilo que a faz diferente de outras cidades: “em paz com a cidade/meu fusca vai por esses eixos,/balões e quadras,/burocraticamente,/carimbando o asfalto/e enviando ofícios de estima/e consideração ao sr. diretor’ (eu engoli Brasília, do livro Por que construí Braxília). Embora marcada pelo humor, pela paródia, pela brevidade dos poemas, a poesia de Behr nos fez ver, de maneira crítica, a realidade brasiliense. Na poesia de Alexandre Pilatis, fruto já de uma releitura da produção de Nicolas Behr, domina o tom crítico, sarcástico, corrosivo, mas referindo-se, ainda, à paisagem urbanística da Capital: “tomei umas cervejas no beirute/e (como inexoravelmente/fizesse parte de uma raça pacífica)/fui analisar esteticamente/a modernidade artística do plano-piloto” (puzzle candango, do livro sqs 120m² comdce). A poética de Augusto Rodrigues dá prosseguimento a esse discurso sobre a Capital Federal, agora com o olhar de quem chega e tenta conhecê-la.
O poeta se nutre do diálogo com outros textos, da metáfora, do jogo de palavras, para dar conta dessa realidade. Temos flashes, fotogramas da cidade, revelando o olhar curioso e encantado de alguém ávido de apreender-lhe a alma. O fragmento, não a totalidade, é que nos invade os olhos. Porém a ambição do poeta é alcançar essa visão total do corpo e da alma de Brasília. Augusto Rodrigues mergulha nos labirintos da urbe levando consigo a voz de outros autores, pois esse mundo vasto, movente, esse novo sertão, só pode ser conquistado assim. Se na épica clássica o poeta evocava a ajuda das musas para conduzi-lo na sua jornada poética, nada mais justo que, na pós-modernidade, o poeta evoque ou incorpore no seu discurso o discurso de outros para ajudá-lo na travessia desse labirinto pós-moderno. E é exatamente isso o que o goiano Augusto Rodrigues faz com competência e sensibilidade.
(Esse texto tem como objeto de análise o livro inédito Brasileia desvelada,
do professor da UNB e poeta Augusto Rodrigues.)
Por Geraldo Lima
Cortesia de TRIPLOV
LeYa e UAb lançam projecto de e-learning para todo o mundo lusófono
A LeYa e a Universidade Aberta oficializaram hoje o lançamento de um projecto de e-learning - ensino a distância através da Internet - dirigido a estudantes e a profissionais de todo o espaço de Língua Portuguesa, em particular em Portugal, no Brasil, em Angola e em Moçambique. O novo projecto agrega quatro grandes áreas de formação: ensino superior; formação profissional e aprendizagem ao longo da vida; apoio à aprendizagem escolar; e formação livre.
Da parceria entre a LeYa e a Universidade Aberta – unindo uma empresa privada e uma universidade pública – nasce assim um projecto inovador no panorama empresarial e educativo, no qual se pretende assegurar tão cedo quanto possível a participação activa de outras instituições universitárias e entidades formadoras de referência.
O principal compromisso deste projecto é a qualidade: oferecer uma formação certificada com os mais elevados padrões científicos, pedagógicos e tecnológicos. A sua primeira ambição é conseguir unir esforços para projectar o ensino a distância em todo o espaço de Língua Portuguesa, fazendo chegar a milhares de pessoas oportunidades de qualificação que de outro modo não teriam.
São ambiciosos os objectivos do projecto. Promover a qualificação dos povos lusófonos e alargar as suas oportunidades de formação; desenvolver as mais modernas tecnologias da informação e da comunicação e difundir o seu uso para fins educativos; exportar produtos e serviços com grande incorporação de conhecimento nacional; valorizar económica e culturalmente a Língua e multiplicar os conteúdos em português na Internet; reforçar a cooperação e as relações económicas com os países e comunidades de Língua Portuguesa, designadamente com o Brasil, Angola e Moçambique; tudo isto faz seguramente alinhar este ambicioso projecto empresarial com os principais eixos estratégicos do desenvolvimento económico, social e cultural de Portugal e da afirmação da sua posição no mundo.
Cortesia de LEYA
Da parceria entre a LeYa e a Universidade Aberta – unindo uma empresa privada e uma universidade pública – nasce assim um projecto inovador no panorama empresarial e educativo, no qual se pretende assegurar tão cedo quanto possível a participação activa de outras instituições universitárias e entidades formadoras de referência.
O principal compromisso deste projecto é a qualidade: oferecer uma formação certificada com os mais elevados padrões científicos, pedagógicos e tecnológicos. A sua primeira ambição é conseguir unir esforços para projectar o ensino a distância em todo o espaço de Língua Portuguesa, fazendo chegar a milhares de pessoas oportunidades de qualificação que de outro modo não teriam.
São ambiciosos os objectivos do projecto. Promover a qualificação dos povos lusófonos e alargar as suas oportunidades de formação; desenvolver as mais modernas tecnologias da informação e da comunicação e difundir o seu uso para fins educativos; exportar produtos e serviços com grande incorporação de conhecimento nacional; valorizar económica e culturalmente a Língua e multiplicar os conteúdos em português na Internet; reforçar a cooperação e as relações económicas com os países e comunidades de Língua Portuguesa, designadamente com o Brasil, Angola e Moçambique; tudo isto faz seguramente alinhar este ambicioso projecto empresarial com os principais eixos estratégicos do desenvolvimento económico, social e cultural de Portugal e da afirmação da sua posição no mundo.
Cortesia de LEYA
Concurso de Criatividade Grande ©

O Concurso de Criatividade Grande © é um projecto desenvolvido para os alunos e as suas escolas, sobre o valor da criatividade e da obra original, que é a base e o fundamento do Direito de Autor e dos Direitos Conexos.
O projecto surge na sequência do reconhecimento de que a cultura em geral (seja através da música, filmes, escrita ou outros meios) é parte integrante da vida dos jovens e que a internet é uma fonte de informação, de apoio e de ligação entre estes e o meio artístico. Esta relação deve contudo ser feita de uma forma que consiga proteger não só os dados pessoais dos jovens, mas também as obras.
O Grande © tem uma missão institucional: valorizar a criatividade como forma de enraizar o valor e a diversidade da obra original.
Para participar consulta o regulamento e o site:
Regulamento em www.grandec.org
Cortesia de SPA
Boaventura de Sousa Santos: Um MC cientista

Sempre teve mão para duas escritas, a científica e a poética. Mas está longe de ser um homem dividido. Antes, multiplicado por diferentes formas de expressão. O poeta Boaventura de Sousa Santos tem publicado regularmente, sobretudo no Brasil
scrita Inkz (com prefácio de Gilberto Gil) e Janela Presa no Andaime são alguns dos seus livros de poemas, a que em breve irá acrescentar Falta de Ar em Plena Estação. Mas o sociólogo revelou-se recentemente também um rapper, tendo editado no Brasil um livro de letras a que chamou Rap Global. Alguns rappers brasileiros já as musicaram, e ele gostaria que os portugueses fizessem o mesmo.
O RAP é uma outra forma de dar voz às suas preocupações sociais e políticas?
Sim, é isso mesmo. O que nos leva à relação entre a escrita literária e a científica.
Como passa de uma para a outra?
Automaticamente. Estou a trabalhar cientificamente e ao lado vão surgindo coisas que aproveito para a escrita literária. O processo criativo é muito caótico, não há horários nem ideias estanques. Claro que a escrita literária é mais dúctil, pode acontecer em qualquer lado. A científica obriga a um certo aparato, trabalho de campo, computador, alguns livros, etc.
E há relações possíveis entre essas duas escritas?
Um dos meus interesses é a tradução intercultural, no entanto, entre as várias escritas da mesma pessoa, por exemplo, não me parece que seja possível a tradução. A escrita científica tem o seu cânone, embora aceite transgressões. E cada sociólogo tem a sua maneira de escrever, com transgressões dentro de um certo limite e uma conceção de racionalidade que de alguma maneira o coloca no exterior das coisas. No caso da escrita literária, ela também tem os seus cânones, mas distintos.
É mais livre?
A luz interna, a imaginação, a individualidade e a subjetividade são constitutivas da criação e podem transformar um singular num singular concreto, segundo Hegel, isto é, num verdadeiro universal. Um Josef K. pode ser a experiência de um indivíduo mas é também a experiência de uma modernidade europeia no início do sec. XX. A escrita literária tem um registo que dá outra liberdade.
E o que o levou a escrever o seu Rap Global?
É tudo aquilo que não posso dizer cientificamente sobre a modernidade ocidental, a partir de uma perspetiva pós-colonial. Mas posso dizê-lo literariamente. Há uma série de paralelos entre a Gramática do Tempo, sobretudo nos capítulos sobre o pós-colonialismo, e o Queni N.S.L. Oeste [o pseudónimo usado no livro]. São coisas e formas de dizer blasfemas em relação às tradições ocidentais, de Nietzsche a Celan, que eu distorço ludicamente. Conheço bem a tradição ocidental e viro-a por dentro, contra si. O Nietzsche aparece como o criador de gado bravo de Salvaterra para produzir um efeito de desfamiliarização e de refamiliarização já que o touro vira o Untermensch que por vezes vence o Ubermensch.. Como é que poderia pôr isso num artigo científico? Por isso, usei este artifício que os brasileiros levaram a sério. Na ficha técnica do livro nem aparece o meu nome.
Quem é o rapper que criou?
É o aportuguesamento do grande rapper americano Kanye West, um dos meus grandes ídolos, a par de Jay-Z. Espero que ele não se chateie. Transformei-o num filho de um retornado a viver no Barreiro, a personagem d'A Casa do Rio, do Manuel Rui, grande escritor angolano e grande amigo meu, fomos colegas aqui em Coimbra.
O livro vai ser publicado em Portugal?
Já o mostrei à minha editora, a Afrontamento, e eles ficaram desconcertados. Mas disseram-me que vão publicá-lo. É muito transgressivo. O que tenho preparado agora para sair no Brasil, onde normalmente publico, é outro livro de poemas.
Porquê sempre no Brasil?
Sou mais bem recebido. Aqui é o silêncio.
Sofre da síndrome do Chico Buarque, que por ser bom músico não pode ser bom escritor?
Exatamente. E prejudica-me publicar livros de poesia. Muitos colegas acham que é um embaraço, um cientista social ser também poeta. Mas o que é transgressivo na modernidade ocidental tem de ser marginal. Como digo em A Crítica da Razão Indolente, uma das grandes revoluções da emancipação é pela estética. Penso que hoje temos de ir pelas representações menos poluídas da modernidade. E a arte e a estética foram as menos colonizadas, aquelas a que se deu mais liberdade. O rap acaba por ser a possibilidade de me dar uma dimensão estética e ao mesmo tempo política.
Que não aparece na sua poesia?
Nunca fui capaz de fazer poesia política ou de combate. Pelo contrário, na poesia não procuro nada disso. Sou muito influenciado por Herberto Helder, Ramos Rosa ou Alberto Pimenta, o grande poeta esquecido. Mas tudo o que sai do cânone poético português não é divulgado. E depois ninguém é capaz de imaginar que um cientista social seja um poeta razoável. Toleram-me, pelo silêncio.
Vai publicar algum livro de poesia?
Estou a terminar Falta de Ar em Plena Estação, um livro com dois autorretratos, um deles baseado numa obra do Pedro Cabrita Reis, e um longo poema chamado "Mãe". Tem um caráter mais autobiográfico. Mais tarde sairá um livro de poesia erótica que se vai chamar Volume 8, porque o projeto de investigação da emancipação social teve sete volumes.
O projeto Alice vai dar um bom livro de poemas?
Se o processo criativo continuar. O trabalho burocrático é que mata a poesia. Os livros científicos não faltarão, escritos pelos colaboradores que vou contratar e algum por mim próprio.
Cortesia de Jornal Letras Artes Ideias
Marcadores:
Ciência,
Cultura,
Entrevista,
Notícias,
Poeta,
Sousa Santos
Ainda não
Ainda não
não há dinheiro para partir de vez
não há espaço de mais para ficar
ainda não se pode abrir uma veia
e morrer antes de alguém chegar
ainda não há uma flor na boca
para os poetas que estão aqui de passagem
e outra escarlate na alma
para os postos à margem.
ainda não há nada no pulmão direito
ainda não se respira como devia ser
ainda não é por isso que choramos às vezes
e que outras somos heróis a valer
ainda não é a pátria que é uma maçada
nem estar deste lado que custa a cabeça
ainda não há uma escada e outra escada depois
para descer à frente de quem quer que desça.
ainda não há camas só para pesadelos
ainda não se ama só no chão
ainda não há uma granada
ainda não há um coração
António José Forte
não há dinheiro para partir de vez
não há espaço de mais para ficar
ainda não se pode abrir uma veia
e morrer antes de alguém chegar
ainda não há uma flor na boca
para os poetas que estão aqui de passagem
e outra escarlate na alma
para os postos à margem.
ainda não há nada no pulmão direito
ainda não se respira como devia ser
ainda não é por isso que choramos às vezes
e que outras somos heróis a valer
ainda não é a pátria que é uma maçada
nem estar deste lado que custa a cabeça
ainda não há uma escada e outra escada depois
para descer à frente de quem quer que desça.
ainda não há camas só para pesadelos
ainda não se ama só no chão
ainda não há uma granada
ainda não há um coração
António José Forte
José Tolentino Mendonça na Biblioteca Municipal de Machico
O poeta, sacerdote e professor madeirense José Tolentino Mendonça é o orador convidado da iniciativa alusiva ao Dia Mundial da Poesia que terá lugar na Biblioteca Municipal de Machico a 21 de Março.
O evento está integrado no programa do Município da Cultura Machico 2011 e destina-se sobretudo à comunidade estudantil embora a restante população também possa participar neste encontro.
Ocupando já um lugar de destaque na poesia portuguesa contemporânea, o autor, natural de Machico, ganhou notoriedade quando integrou a delegação que representou Portugal, em 1999, na 9.ª Bienal Internacional do livro do Rio de Janeiro, ao lado de um grupo de conceituados escritores e poetas portugueses. Contudo, a sua obra já havia sido publicada. Em 1990 José Tolentino Mendonça tinha editado o seu primeiro livro de poesia Os Dias Contados e, desde essa altura tentou diversificar a sua obra como poeta, ensaísta e tradutor.
Em 1997 traduziu Cântico dos Cânticos; em 1994 editou o ensaio As Estratégias do Desejo: Um Discurso Bíblico Sobre a Sexualidade; em 1997 Longe Não Sabia; em 1998 A que Distância Deixaste o Coração e, em 2001, o livro de poesia De Igual Para Igual. Em 2010, a Assírio & Alvim editou A Noite Abre Meus Olhos, obra que reúne toda a poesia publicada pelo autor.
Cortesia de Jornal da Madeira
Marcadores:
Dia Mundial da Poesia,
Machico,
Madeira,
Notícias,
Poesia,
Poeta,
Tolentino Mendonça
1º Concurso para programas de acolhimento de artistas
Torna-se público que se encontra aberto, até 4 de Abril, o concurso para atribuição de 4 (quatro) espaços de acolhimento para residências de artistas, titulados por contrato de comodato com a duração máxima de 2 (dois) anos, nos quais se desenvolvam projectos artísticos de carácter experimental e transdisciplinar.Com esta iniciativa a Câmara de Lisboa, através do Pelouro da Cultura pretende, à semelhança das suas congéneres europeias, dar continuidade ao apoio e incentivo para o desenvolvimento das artes.
Pretende-se que os espaços de acolhimento:
a)Sejam usados num programa que proporcione o envolvimento de artistas na vida cultural e artística de Lisboa e que estabeleça laços privilegiados e duradouros com os agentes culturais locais;
b)Possam proporcionar aos participantes do programa o desenvolvimento da sua prática artística num contexto profissional que lhes permita criarem novos projectos que reflictam a sua pesquisa e reflexão no período da residência em Lisboa;
c)Possam servir artistas emergentes, mas também artistas já conceituados, que estejam a reorientar o seu trabalho ou que tenham interesse no desenvolvimento de um projecto especial.
A apresentação de propostas decorre até 04 de Abril e os documentos para concorrer estão no site da CML
Cortesia de GPEARI
Fantasia
Há uma mulher em toda a minha vida,
Que não se chega bem a precisar.
Uma mulher que eu trago em mim perdida,
Sem a poder beijar.
Há uma mulher na minha vida inquieta.
Uma mulher? Há duas, muitas mais,
Que não são vagos sonhos de poeta,
Nem formas irreais.
Mulheres que existem, corpos, realidade,
Têm passado por mim, humanamente,
Deixando, quando partem, a saudade
Que deixa toda a gente.
Mas coisa singular, essa que eu não beijei,
É quem me ilude, é quem me prende e quer.
Com ela sonho e sofro... Só não sei
Quem é essa mulher.
Alfredo Brochado
Que não se chega bem a precisar.
Uma mulher que eu trago em mim perdida,
Sem a poder beijar.
Há uma mulher na minha vida inquieta.
Uma mulher? Há duas, muitas mais,
Que não são vagos sonhos de poeta,
Nem formas irreais.
Mulheres que existem, corpos, realidade,
Têm passado por mim, humanamente,
Deixando, quando partem, a saudade
Que deixa toda a gente.
Mas coisa singular, essa que eu não beijei,
É quem me ilude, é quem me prende e quer.
Com ela sonho e sofro... Só não sei
Quem é essa mulher.
Alfredo Brochado
«Poesia» o filme sul-coreano premiado em Cannes
"Poesia" é um filme sul coreano com uma história intensa, que nos remete para a doença de Alzheimer e para os contornos cruéis que a vida pode assumir.
Mija (Yun Jung-hee) é uma mulher de 66 anos que, recuperando uma antiga paixão nunca concretizada, inscreve-se em aulas de poesia. O professor diz-lhe que para encontrar a sua voz terá de observar verdadeiramente o que a rodeia. Só que a realidade de Mija irá revelar-se cada vez mais insuportável.
Ela é uma mulher numa posição extremamente vulnerável, que para lá dos subsídios que recebe do Estado, tem de sobreviver com o que ganha com um part-time a tomar conta de um idoso semi-paralizado por uma trombose. Por motivos não esclarecidos no filme, a filha, que vive numa outra cidade, deixou-lhe o encargo de, com os seus fracos rendimentos, tomar conta do neto.
A somar a esse quadro, um dia uma médica dá-lhe a trágica notícia que sofre de Alzheimer e que os primeiros sintomas, que já começou a sentir, irão em breve agravar-se. Pouco depois vem também a saber que o seu neto é um dos miúdos que repetidamente violaram uma colega de liceu que acabou para se suicidar.
Em rutura com a hipocrisia
Para ocultar o crime, os pais dos outros miúdos planeiam pagar uma "indemnização" à mãe da vítima e Mija tem que arranjar a parte que lhe cabe pelo neto, mas não faz a mínima ideia como o irá fazer.
Nos telefonemas para a filha, Mija continua a ocultar tudo o que se está a passar. Os pais dos outros miúdos pressionam-na não só para arranjar o dinheiro da indemnização, como para ir falar com a mãe da vítima, a fim de a comover, para que não apresente queixa às autoridades pelo sucedido.
Incapaz de lidar com a hipocrisia em seu redor, Mija entra numa espécie de processo de negação, fugindo a tomar uma posição sobre o que se está a passar. É nesse processo que tudo se irá cruzar com as suas aulas de poesia, num percurso que irá trilhar até encontrar alguma harmonia entre a sua realidade e a sua verdade interior.
A complexidade da natureza humana
"O que me atrai é o ser humano. Carrascos ou vítimas, nós nunca somos só uma coisa. A natureza humana é complexa e, como artista, tenho a impressão que a minha função é iluminá-la. Filmo para conhecer o outro e a mim mesmo", declarou o realizador e argumentista Lee Chang-dong ao jornal brasileiro "Estadão".
"Poesia" foi contemplado com o prémio de melhor argumento no Festival de Cinema de Cannes. Chang-dong, que foi ministro da Cultura da Coreia, diz que após ter abandonado o cargo decidiu escrever argumentos o mais simples possíveis.
O resultado foi "Secret Sunshine", um filme sobre uma mulher que após perder o marido e o filho se vira para a religião (que já havia sido premiado em Cannes, nesse caso com a distinção para melhor atriz).
Agora traz-nos esta história sobre uma avó afetada pelo Alzheimer interpretada por Yoon Hee-jeong, uma antiga estrela coreana, que voltou ao cinema para este filme após 15 anos de interregno.
Em exibição nos cinemas.
Cortesia de Expresso
Concurso “Faça Lá um Poema”
Por ocasião da comemoração do Dia Mundial da Poesia 2011, que se realiza no CCB no dia 20 de março, o Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, numa iniciativa conjunta, lançam novamente um desafio às escolas, convidando-as a participarem num Concurso de Poesia.Procurando incentivar o gosto pela leitura e pela escrita de poesia, o concurso Faça Lá Um Poema destina-se a quatro níveis de ensino, desde o 1º Ciclo ao Ensino Secundário, e nele poderão participar quaisquer alunos de escolas públicas ou privadas. A entrega de prémios terá lugar no CCB a 20 de março de 2011 e será integrada no programa do Dia Mundial da Poesia.
O DIA MUNDIAL DA POESIA É UMA INICIATIVA DO PLANO NACIONAL DE LEITURA E DO CENTRO CULTURAL DE BELÉM COM O APOIO FINANCEIRO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Cortesia de CCB
SOCIAL SMOKERS Poesia para dançar
"Esperam que diga que a vida é um romance do Lobo Antunes? Uma mota em contramão, uma planta que morreu, um monopólio sem dados?". A poesia saiu à rua e agora diz-se assim. Seja um fumador passivo do novo vídeo dos Social Smokers, Dilúvio Paradoxal:
Eles sobem ao palco, agarram o microfone e enfrentam o público. Têm três minutos para mostrar o que valem. O público aplaude, o júri vota e o vencedor descobre-se no final das eliminatórias. Não são cantores, mas antes poetas. Autores de uma poesia oral, contemporânea e popular. Às vezes, no papel, perde todo o interesse, quase não faz sentido. São palavras escritas para serem ditas, que também se dizem com o corpo.
As noites de Poetry Slam, assim se chama o fenómeno, decorrem mensalmente no Music Box, em Lisboa, já há quase dois anos. Têm ganho popularidade acompanhando o crescimento do movimento nas cidades europeias. Não se trata de hip-hop, nem de uma tertúlia, embora tenha coisas de ambos. Estará próximo do spoken word, mas às vezes lembra uma noite de fados. Nasceu em Chicago, nos anos 80, como forma de expressão poética da classe operária, longe das elites.
Silva o Sentinela, Biru e Jorge Vaz Nande foram três frequentadores assíduos das noites de Poetry Slam do Music Box. Deram nas vistas. Chamaram particularmente a atenção de Alex, músico dos Rádio Macau,e proprietário do Music Box, que os desafiou para fazer algo mais composto. Às palavras de cada um juntou a sua música e também imagens de vídeo. Estavam formados os Social Smokers. Apresentaram-se várias vezes ao vivo, no próprio Music Box, numas noites que chamaram Poetry Salame, e chegaram a atuar, com sucesso, num festival no Brasil. Foi ali que alguém descreveu o seu som como poesia para dançar. Uma definição feliz.
Este está longe de ser o primeiro disco de Alex, músico dos Rádio Macau, que nos últimos anos tem revelado uma paixão por música e poesia. Foi isso o que fez no projeto Wordsong, onde musicalmente revisitaram, também em estilo spokenword, a poesia de Al Berto e Fernando Pessoa. Alex realça as diferenças: "Considerar tudo a mesma coisa é como dizer que as bandas de flamenco são todas iguais". Silva, o Sentinela salienta a importância do que é dito: "Aqui as palavras são nossas, por isso sabemos mesmo o que queremos dizer e como queremos dizer". A slam, nas palavras de Alex, é o "do it yourself da poesia".
Ouvindo o concerto de apresentação, em dezembro (o disco só sai agora no início de fevereiro), percebe-se que as palavras ganham uma existência física, pela forma como são ditas e pela própria envolvência sonora e visual. "A música está lá para servir a poesia", explica Alex. E o que realmente enriquece o projeto, além dessa sensibilidade musical, são as diferenças entre as três vozes. Silva, o Sentinela, por exemplo, tem um estilo que se aproxima mais do hip-hop, é da sua autoria o primeiro clipe do grupo, Até aqui está tudo bem, numa citação de O Ódio, filme de Mathieu Kassowitz. Ouve-se: "Contudo, também estou liso, mas tenho aqui umas ideias comigo, transporto um cérebro hiperativo". E foi precisamente a necessidade de transmitir essas ideias que levou Silva O Sentinela ao slam. Já tinha experimentado o hip-hop, mas não se deu bem com as suas regras. Os jogos de palavras são o forte de Biru, a alma negra do grupo, que talvez seja também o que mais convence em palco: "A vida é para ser bem passada, mas ela é servida crua. Por isso a gente se adapta , e agente se adequa". Por último, Jorge Vaz Nande, o que tem mais ares de escritor, e até ganhou uma Mostra de Jovens Criadores. É o que tem textos mais longos e uma tendência para contar histórias, como em Um Homem Chinês: "Esperam que diga que a vida é um romance do Lobo Antunes? Uma mota em contramão, uma planta que morreu, um monopólio sem dados?". A poesia saiu à rua e agora diz-se assim.
Cortesia de Jornal de Letras, Artes e Ideias
Carnaval, Poesia e Teatro agita Madeira
O Carnaval e os dias mundiais da Poesia (a 21) e do Teatro (a 27) são os principais destaques da Agenda Cultural de Março, editada pela Secretaria Regional de Educação e Cultura e pela Direcção Regional dos Assuntos Culturais (DRAC).
“Poesia com Sabor a Café” é uma das iniciativas em realce, integrada na Semana da Poesia (21 a 26 de Março), que é promovida pela DRAC para assinalar o Dia Mundial da Poesia. Tem como objectivo principal fomentar o conhecimento e a leitura de poemas de autores madeirenses contemporâneos, através de um acto social, corrente e diário, como é o simples acto de tomar um café, indo realizar-se na baixa da cidade, num circuito que vai desde a Avenida Arriaga, R. do Aljube, Praça Colombo, Praça do Carmo, R. Fernão Ornelas até ao Mercado dos Lavradores. Ao longo deste percurso, os vários cafés oferecem, de 21 a 26 de Março, um poema.
No que toca a exposições, “Para atravessar contigo o deserto do mundo” é uma mostra de artesanato contemporâneo na Madeira, que poderá ser visitada até ao dia 30 de Abril no Museu Etnográfico da Madeira.
No que se refere a concertos, a Agenda Cultural aponta os espectáculos da Orquestra Clássica da Madeira nos dias 4 (“Um Concerto Absolutamente Ridículo” - concerto de Carnaval), 17 (Integral Sinfonias de Mendelssohn), 19 (Danças e Divertimentos Mozart – Haydn - Offenbach), 22 (Música Latina Saens – Romero – Ponce), 24 (“Quadro de Uma Exposição para Metais” Mussorgsky – Ewald), 26 (“Miniatura para Quarteto” Albeniz-Kreisler-Bach-Chopin) e a 31 de Março (“Série jardins e parques”).
No mês de Março comemora-se, igualmente, o Dia Mundial do Teatro, que será assinalado pelo Teatro Experimental do Funchal com a peça “Mandrágora”, baseada no texto de Nicolau Maquiavel e com encenação de Eduardo Luiz. Um trabalho que estará em cena no Cine Teatro de Santo António, nos dias 25, 25, 26, 27 e 31 de Março.
Nas conferências, a Sala do Senado da Universidade da Madeira acolherá no dia 16 o debate do “Turismo de expressão alemã: tendências e consequências”, pelo orador Roland Bachmeier.
A Agenda Cultural de Março faz referência também às Festas de Carnaval, com a descrição dos temas dos grupos participantes do grande cortejo alegórico do sábado, dia 5, pelas 21h, contemplando ainda o cortejo trapalhão do dia 8, que começará, como habitual, pelas 16h.
Cortesia de Jornal da Madeira
“Poesia com Sabor a Café” é uma das iniciativas em realce, integrada na Semana da Poesia (21 a 26 de Março), que é promovida pela DRAC para assinalar o Dia Mundial da Poesia. Tem como objectivo principal fomentar o conhecimento e a leitura de poemas de autores madeirenses contemporâneos, através de um acto social, corrente e diário, como é o simples acto de tomar um café, indo realizar-se na baixa da cidade, num circuito que vai desde a Avenida Arriaga, R. do Aljube, Praça Colombo, Praça do Carmo, R. Fernão Ornelas até ao Mercado dos Lavradores. Ao longo deste percurso, os vários cafés oferecem, de 21 a 26 de Março, um poema.
No que toca a exposições, “Para atravessar contigo o deserto do mundo” é uma mostra de artesanato contemporâneo na Madeira, que poderá ser visitada até ao dia 30 de Abril no Museu Etnográfico da Madeira.
No que se refere a concertos, a Agenda Cultural aponta os espectáculos da Orquestra Clássica da Madeira nos dias 4 (“Um Concerto Absolutamente Ridículo” - concerto de Carnaval), 17 (Integral Sinfonias de Mendelssohn), 19 (Danças e Divertimentos Mozart – Haydn - Offenbach), 22 (Música Latina Saens – Romero – Ponce), 24 (“Quadro de Uma Exposição para Metais” Mussorgsky – Ewald), 26 (“Miniatura para Quarteto” Albeniz-Kreisler-Bach-Chopin) e a 31 de Março (“Série jardins e parques”).
No mês de Março comemora-se, igualmente, o Dia Mundial do Teatro, que será assinalado pelo Teatro Experimental do Funchal com a peça “Mandrágora”, baseada no texto de Nicolau Maquiavel e com encenação de Eduardo Luiz. Um trabalho que estará em cena no Cine Teatro de Santo António, nos dias 25, 25, 26, 27 e 31 de Março.
Nas conferências, a Sala do Senado da Universidade da Madeira acolherá no dia 16 o debate do “Turismo de expressão alemã: tendências e consequências”, pelo orador Roland Bachmeier.
A Agenda Cultural de Março faz referência também às Festas de Carnaval, com a descrição dos temas dos grupos participantes do grande cortejo alegórico do sábado, dia 5, pelas 21h, contemplando ainda o cortejo trapalhão do dia 8, que começará, como habitual, pelas 16h.
Cortesia de Jornal da Madeira
Alice Gomes: poesia e prosa de uma vida
Escritora, pedagoga, conferencista, dramaturga, Alice Gomes foi uma mulher de acção, que deixou publicados vários contos, poesias, traduções, ensaios e outros tantos por publicar. De toda a sua experiência de convívio e estudo da criança resulta uma obra diversificada onde a formação de pedagoga se associa à imaginação e ao humor. É com subtileza que procura incutir princípios que dignificam o futuro das crianças e é também com alegria que os procura atrair para a leitura, de modo a que não percam o gosto e a necessidade de ler.Em estilo dialogante e comunicativo conta histórias do real retocado pelo maravilhoso ou pelo sonho em o Vidrinho de Cheiro e Contos Risonhos, para logo em os Ratos e o Trovador enveredar pelo teatralização da lenda do flautista de Hamlim. A Lenda das Amendoeiras e Nau Catrineta são duas outras peças teatrais de Alice Gomes. Poesia Para a infância (1955) é uma antologia de poesia portuguesa e brasileira. Outras das suas obras dedicadas à poesia são Poesia de infância (1966) e Bichinho poeta (1970), livro de poemas que ocupa um lugar destacado na obra desta escritora que foi elemento proeminente de várias actividades ligadas à criança. As reflexões que deixou expressas em Aprender sorrindo e Literatura para a Infância, 1979, demonstram a sua contínua actividade de escritora e divulgadora de literatura infantil.
Esta mostra pretende homenagear Alice Gomes, a escritora nascida na Granjinha, Tabuaço, em 1910 e falecida em Lisboa, em 1983, e que não se considerava... escritora, conforme escreve na introdução de Pensamento da Poesia e Prosa da Vida (1989) “(…) gostaria de avisar que não sou escritora, mas apenas representa a fuga do meu espírito em dias de solidão…”.
A fotografia é da autoria do artista surrealista Fernando Lemos, datando do início da década de 50 do século XX, tendo sido publicada na obra Retratos de Quem? Anos 50 (São Paulo, Instituto Camões, 2000).
MOSTRA | 11 Janeiro - 7 Março | Sala de Referência | Entrada Livre
Cortesia de BN
O Teu Olhar nos Meus Olhos
Sempre onde tu estás
Naquilo que faço
Viras-te agarras os braços
Toco-te onde te viras
O teu olhar nos meus olhos
Viro-me para tocar nos teus braços
Agarras o meu tocar em ti
Toco-te para te ter de ti
A única forma do teu olhar
Viro o teu rosto para mim
Sempre onde tu estás
Toco-te para te amar olho para os teus olhos.
Harold Pinter
Naquilo que faço
Viras-te agarras os braços
Toco-te onde te viras
O teu olhar nos meus olhos
Viro-me para tocar nos teus braços
Agarras o meu tocar em ti
Toco-te para te ter de ti
A única forma do teu olhar
Viro o teu rosto para mim
Sempre onde tu estás
Toco-te para te amar olho para os teus olhos.
Harold Pinter
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Poetícia > Marcadores
Notícias
(737)
Poeta
(655)
Poesia
(414)
Eventos
(369)
Cultura
(276)
Poema
(267)
Literatura
(200)
Livros
(158)
Prémio
(96)
Citação
(76)
Pessoa
(57)
Brasil
(54)
BIO
(53)
CFP
(51)
Portugal
(50)
Falecimento
(39)
Internet
(39)
Lisboa
(39)
Arte
(34)
Português
(34)
Festival
(31)
Lançamento
(31)
Poetícia
(29)
Teatro
(28)
Exposição
(26)
Leitura
(26)
Concursos
(24)
IC
(24)
Pintura
(24)
Livro Raro
(23)
Internacional
(21)
Memória
(21)
Música
(21)
Revistas
(21)
Crónica
(20)
Europa
(20)
Feira do Livro
(20)
Blog
(19)
Camões
(19)
Lusofonia
(19)
Poesia Erótica
(19)
Ciclo Poetas do Mundo
(18)
Encontro
(18)
Autor
(16)
BN
(15)
Conferência
(15)
Cinema
(14)
Novos Autores
(14)
Entrevista
(13)
Livraria
(13)
Recital
(13)
Biblioteca
(12)
Dia Mundial da Poesia
(12)
Línguas
(12)
Sintra
(12)
Antologia
(11)
Colóquio
(11)
História
(11)
Mundo
(11)
Museu
(11)
SPA
(11)
PNET
(10)
Porto
(10)
Festa
(9)
Homenagem
(9)
Irene Lisboa
(9)
Itália
(9)
Andrade
(8)
Crianças
(8)
Crítica
(8)
DN
(8)
EUA
(8)
Política
(8)
Tradução
(8)
Triplov
(8)
CCB
(7)
Ciclo
(7)
Espanha
(7)
Espanhol
(7)
Espólio
(7)
Alegre
(6)
Algarve
(6)
Aniversário
(6)
António Pina
(6)
Artigo
(6)
Belo
(6)
CNC
(6)
Educação
(6)
Escritor
(6)
Espanca
(6)
Inédito
(6)
Liberdade
(6)
Natal
(6)
Poe
(6)
Promoção
(6)
Russia
(6)
Shakespeare
(6)
APEL
(5)
Angola
(5)
Botto
(5)
Breyner Andresen
(5)
Checa
(5)
Chile
(5)
Digital
(5)
Escrita
(5)
Estudos
(5)
Fotografia
(5)
Helder
(5)
Infantil
(5)
JN
(5)
Leilão
(5)
Lusiadas
(5)
Moçambique
(5)
Novalis
(5)
Pessanha
(5)
Plath
(5)
Quental
(5)
RTP
(5)
Torga
(5)
Um Poema por Semana
(5)
Vida
(5)
Whitman
(5)
África
(5)
APE
(4)
Alice Branco
(4)
Almada
(4)
Argentina
(4)
Açores
(4)
Baudelaire
(4)
Cabo Verde
(4)
Cervantes
(4)
Ciência
(4)
Coimbra
(4)
Drummond de Andrade
(4)
Editora
(4)
Ernane C.
(4)
Espectáculo
(4)
Filipe de Fiuza
(4)
Filme
(4)
Filo-café
(4)
Fonseca
(4)
Gama
(4)
Gulbenkian
(4)
Ibérica
(4)
Informação
(4)
Literacia
(4)
Lourenço
(4)
Madeira
(4)
Neruda
(4)
O'Neill
(4)
Pais Brandão
(4)
Pascoaes
(4)
Ramos Rosa
(4)
Rimbaud
(4)
Régio
(4)
Surrealismo
(4)
Tavira
(4)
Teresa Horta
(4)
Tolentino Mendonça
(4)
Universidade
(4)
Actualidade
(3)
Al Berto
(3)
Ameríndios
(3)
América
(3)
Arruda dos Vinhos
(3)
Barreiro
(3)
Barros
(3)
Borges
(3)
Byron
(3)
Carlos de Oliveira
(3)
Celan
(3)
Cesariny
(3)
Coreia
(3)
Correntes d'Escritas
(3)
Cursos
(3)
Dança
(3)
Debate
(3)
Dia Mundial do Livro
(3)
Economia
(3)
Eliot
(3)
Escola
(3)
Especial Poetícia
(3)
FBP
(3)
Fado
(3)
Famalicão
(3)
Filósofo
(3)
França
(3)
Funchal
(3)
Garcia Lorca
(3)
Gedeão
(3)
Goethe
(3)
Gomes Ferreira
(3)
Governo
(3)
Gusmão
(3)
Hölderlin
(3)
Japão
(3)
Jornal
(3)
Junqueiro
(3)
Júdice
(3)
Keats
(3)
Latinidade
(3)
Luisa Amaral
(3)
Mirandês
(3)
Mourão-Ferreira
(3)
Natureza
(3)
Nava
(3)
Neo-realismo
(3)
Nerval
(3)
Nietzsche
(3)
Nobel
(3)
Nova Águia
(3)
Ondina Braga
(3)
Opinião
(3)
Palestra
(3)
Paris
(3)
Popular
(3)
Pushkin
(3)
RAP
(3)
Rapper
(3)
Salvado
(3)
Saramago
(3)
Silves
(3)
Silêncio
(3)
Sociedade
(3)
Sá-Carneiro
(3)
Tagore
(3)
Tamen
(3)
Tasso
(3)
Tertúlia
(3)
Turquia
(3)
Viagens
(3)
Vieira
(3)
Walcott
(3)
Yeats
(3)
2º Aniversário
(2)
Akhmadulina
(2)
Alagamares
(2)
Alentejo
(2)
Alighieri
(2)
Almeida
(2)
Almira Medina
(2)
Ar livre
(2)
Ariosto
(2)
Arquitectura
(2)
Artaud
(2)
Avis
(2)
Azenha
(2)
Bachmann
(2)
Bai
(2)
Baptista
(2)
Barco
(2)
Bashô
(2)
Berardinelli
(2)
Bienal
(2)
Blake
(2)
Bocage
(2)
Bolsas
(2)
Brecht
(2)
Bugalho
(2)
CPLP
(2)
Cacela Velha
(2)
Café
(2)
Caldas da Rainha
(2)
Campos
(2)
Cancioneiro
(2)
Cannes
(2)
Capital
(2)
Carlos Cortez
(2)
Carnaval
(2)
Carvalho
(2)
Casa
(2)
Cascais
(2)
Castelo Branco
(2)
China
(2)
Cidadania
(2)
Cidade
(2)
Concreto
(2)
Congresso
(2)
Conto
(2)
Correia
(2)
Costa
(2)
Crise
(2)
Cruz
(2)
Cruz e Silva
(2)
Cuba
(2)
Culturest
(2)
Cummings
(2)
Daniel
(2)
Darwich
(2)
Deus
(2)
Divulgação
(2)
Diónisos
(2)
Echevarría
(2)
Falero
(2)
Freitas
(2)
Fu
(2)
Futurismo
(2)
Gancho
(2)
Garcias
(2)
Gomes
(2)
Google
(2)
Gotemburgo
(2)
Guarda
(2)
Gullar
(2)
Hatherly
(2)
Herculano
(2)
Hikmet
(2)
Hip-Hop
(2)
Homero
(2)
Hughes
(2)
Humor
(2)
Ideias
(2)
Imagem
(2)
Inauguração
(2)
Inglaterra
(2)
Inovação
(2)
Jacinto
(2)
Jazz
(2)
John-Perse
(2)
José Forte
(2)
Jovem
(2)
Juyi
(2)
Kipling
(2)
Klimt
(2)
Lacerda
(2)
Lautreamont
(2)
Leal
(2)
Letras
(2)
Leya
(2)
Lima
(2)
Maiakovski
(2)
Manifesto
(2)
Mar
(2)
Margarit
(2)
Mediterranea
(2)
Momento
(2)
Montale
(2)
Moraes
(2)
Mostra
(2)
Mulher
(2)
Musset
(2)
Negreiros
(2)
Nemésio
(2)
Nobre
(2)
Oriente
(2)
Osório
(2)
Ovar
(2)
Ovídio
(2)
PEN
(2)
Petrarca
(2)
Piaget
(2)
Picasso
(2)
Pindaro
(2)
Pitta
(2)
Pobreza
(2)
Pound
(2)
Póvoa do Varzim
(2)
Qatrân
(2)
Quintana
(2)
Revolução
(2)
Rilke
(2)
Robô
(2)
Rock
(2)
Russo
(2)
Safo
(2)
Santos
(2)
Sarau
(2)
Seferis
(2)
Seminário
(2)
Sena
(2)
Setúbal
(2)
Shan
(2)
Shelley
(2)
Silva Carvalho
(2)
Szymborska
(2)
São Tomé e Principe
(2)
Tennyson
(2)
Thomas
(2)
Turismo
(2)
USA
(2)
Ubarana
(2)
Verde
(2)
Video
(2)
Wordsworth
(2)
Workshop
(2)
Zhi
(2)
Zimbabue
(2)
África do Sul
(2)
1870
(1)
2012
(1)
A Trama
(1)
ABL
(1)
ACAPO
(1)
ACAT
(1)
Abril
(1)
Academia
(1)
Acordo Ortográfico
(1)
Adoum
(1)
Agamben
(1)
Agricultura
(1)
Aguiar e Silva
(1)
Aigner
(1)
Akhmátova
(1)
Al-Mu'tamid
(1)
Alain Bosquet
(1)
Alba
(1)
Aleixo
(1)
Alemanha
(1)
Almedina
(1)
Almeida e Sousa
(1)
Alorna
(1)
Alquímia
(1)
Alves
(1)
Alves Redol
(1)
Alzheimer
(1)
Ambiente
(1)
Amesterdão
(1)
Amichai
(1)
Amnistia Internacional
(1)
Amor
(1)
Amália
(1)
América Latina
(1)
Anjos
(1)
Ankara
(1)
Ano Novo
(1)
Anónimo
(1)
Ap Gwilym
(1)
Apollinaire
(1)
Apostas
(1)
Argumento
(1)
Ariadna
(1)
Arquíloco
(1)
Artista
(1)
Associação Âncora
(1)
Ateliê
(1)
Auden
(1)
Avelar
(1)
Aventura
(1)
Award
(1)
Azevedo
(1)
BB
(1)
BD
(1)
Baba
(1)
Bacelar
(1)
Baena
(1)
Balear
(1)
Banco de Livros
(1)
Bandeira
(1)
Barcelona
(1)
Barnes and Noble
(1)
Bebés
(1)
Behbahani
(1)
Beira
(1)
Belgrado
(1)
Bellman
(1)
Bem-vindo
(1)
Benavente
(1)
Benedeit
(1)
Benedetti
(1)
Benfeita
(1)
Bengala Branca
(1)
Benn
(1)
Berlin
(1)
Bertrand
(1)
Bessa
(1)
Bicentenário
(1)
Bilac
(1)
Bioarte
(1)
Birds of America
(1)
Bishop
(1)
Blaga
(1)
Botelho
(1)
Braille
(1)
Brasilia
(1)
Breton
(1)
Brines
(1)
Britiande
(1)
Brito
(1)
Brito e Abreu
(1)
Brochado
(1)
Browning
(1)
Bueno
(1)
Burns
(1)
Buson
(1)
Buñuel
(1)
Bíblia
(1)
CCPE
(1)
CVC
(1)
Cabrita
(1)
Caeiro
(1)
Calderón
(1)
Caminhada
(1)
Campanha
(1)
Campino
(1)
Campion
(1)
Campo
(1)
Canada
(1)
Candidatura
(1)
Caneta
(1)
Canto
(1)
Cardenal
(1)
Cardiff
(1)
Carlos Williams
(1)
Carneiro
(1)
Carson
(1)
Cartas
(1)
Casa Mateus
(1)
Casais Monteiro
(1)
Castro
(1)
Catalão
(1)
Catroli do Carmo
(1)
Causas
(1)
Cavafy
(1)
Cavalcanti
(1)
Cegueira
(1)
Celebração
(1)
Cendrars
(1)
Chagas
(1)
Chandong
(1)
Char
(1)
Chaucer
(1)
Chen-Ch'ing
(1)
Cheng
(1)
Christensen
(1)
Chá
(1)
Claraval
(1)
Clifton
(1)
Cochofel
(1)
Coleridge
(1)
Comboio
(1)
Competição
(1)
Comunidade
(1)
Condenação
(1)
Convenção
(1)
Conversa
(1)
Cordelismo
(1)
Corona
(1)
Correia d'Oliveira
(1)
Correspondência
(1)
Cortesão
(1)
Couto Viana
(1)
Coyolchiuhqui
(1)
Crane
(1)
Criatividade
(1)
Cristina César
(1)
Cros
(1)
Cruzeiro
(1)
Crítico
(1)
Cuetzpaltzin
(1)
Cullen Bryant
(1)
Cupertino de Miranda
(1)
Cátedra
(1)
Césaire
(1)
César
(1)
Da Vinci
(1)
Danças com História
(1)
Dao
(1)
Data
(1)
De Castro
(1)
Delvaux
(1)
Denka
(1)
Descoberta
(1)
Desconhecido
(1)
Design
(1)
Desporto
(1)
Dia Mundial da Árvore
(1)
Dia de Camões
(1)
Dicionário
(1)
Dickinson
(1)
Direito de Autor
(1)
Direitos Humanos
(1)
Discriminação
(1)
Documentário
(1)
Dona Maria
(1)
Donne
(1)
Dramaturgo
(1)
Duarte de Carvalho
(1)
Dublin
(1)
Ducasse
(1)
Durban
(1)
Duro
(1)
Díli
(1)
E-learning
(1)
Edimburgo
(1)
Eduardo Lourenço
(1)
Efrém
(1)
Egipto
(1)
Ehoua
(1)
Eldár
(1)
Eluard
(1)
Eléctrico
(1)
Elísio
(1)
Emerson
(1)
Emigrante
(1)
Emilio Pacheco
(1)
Emílio Pacheco
(1)
Encontro Internacional de Poetas
(1)
Ensaio
(1)
Ensino
(1)
Equador
(1)
Erba
(1)
Escultor
(1)
Escultura
(1)
Eslováquia
(1)
Eslovénia
(1)
Esoterismo
(1)
Espaço
(1)
Espírito Santo
(1)
Esquilo
(1)
Estatística
(1)
Europeana
(1)
Exclusão Social
(1)
Experiências
(1)
Exportação
(1)
Facebook
(1)
Fantástico
(1)
Faraz
(1)
Faria
(1)
Farrokhzad
(1)
Feijó
(1)
Feira
(1)
Felipe
(1)
Felício
(1)
Feminino
(1)
Figueiredo Sobral
(1)
Fim
(1)
Fim de Poetícia
(1)
Fliporto
(1)
Florença
(1)
Floriano Martins
(1)
Formação
(1)
Francês
(1)
Frei
(1)
Freire
(1)
Freixo de Espada à Cinta
(1)
Friol
(1)
Frost
(1)
Frágil
(1)
Fundação
(1)
Fundação Calouste Gulbenkian
(1)
Fundação Inês de Castro
(1)
Futebol
(1)
Fábrica
(1)
Férin
(1)
Fórum
(1)
Galeria
(1)
Galêgo
(1)
Garrett
(1)
Gelman
(1)
Gil
(1)
Godward
(1)
González
(1)
Grade
(1)
Granada
(1)
Gratuito
(1)
Graves
(1)
Graça Moura
(1)
Graça de Abreu
(1)
Grimshaw
(1)
Grã-Bretanha
(1)
Grécia
(1)
Guerra Colonial
(1)
Guimarães
(1)
Guiness
(1)
Guiné-Bissau
(1)
H.D.
(1)
Hadfield
(1)
Haiku
(1)
Heaney
(1)
Henriques
(1)
Heraclito
(1)
Hino de Portugal
(1)
Holanda
(1)
Holub
(1)
Homem de Mello
(1)
Hugo
(1)
Huigen
(1)
Humanidade
(1)
IPLB
(1)
ISPA
(1)
Importação
(1)
Inscrições
(1)
Inés de la Cruz
(1)
Inútil
(1)
Iraque
(1)
Islão
(1)
Istambul
(1)
Jacob
(1)
Jamís
(1)
Jay-Z
(1)
Jordânia
(1)
Jorge
(1)
Jornal de Letras
(1)
Jornalismo
(1)
José Borges
(1)
Joyce
(1)
Kahlo
(1)
Khayyam
(1)
Khonds
(1)
Klopstcock
(1)
Knopfli
(1)
Kobayashi
(1)
Komrij
(1)
Kontrastes
(1)
Kundera
(1)
Kung
(1)
Kwesi Johnson
(1)
La Féria
(1)
Lagos
(1)
Lamartine
(1)
Lamego
(1)
Lasker-Schuler
(1)
Laučik
(1)
Laâbi
(1)
Lei
(1)
Leitor
(1)
Lello
(1)
Lempicka
(1)
Leopardi
(1)
Lermontov
(1)
Letras Eternas
(1)
Lima Freire
(1)
Limaverde
(1)
Lituânia
(1)
Livreiros
(1)
Livro de Bolso
(1)
Llansol
(1)
Lobato Faria
(1)
Logau
(1)
Londres
(1)
Longfellow
(1)
Lopes
(1)
Lopes Mota
(1)
Louis Stevenson
(1)
Loulé
(1)
Luanda
(1)
Lucas
(1)
Lun
(1)
Lusa
(1)
Luxenburgo
(1)
Luz
(1)
Luís Mendonça
(1)
Luís Tavares
(1)
Lêdo Ivo
(1)
MRR
(1)
MacMhuirich
(1)
Macedo
(1)
Machico
(1)
Madrid
(1)
Mafra
(1)
Magaia
(1)
Magritte
(1)
Mallarmé
(1)
Mandelstam
(1)
Manguel
(1)
Manjas
(1)
Manuscrito
(1)
Maputo
(1)
Maratona
(1)
Margarido
(1)
Marginal
(1)
Maria Lisboa
(1)
Martins
(1)
Martí
(1)
Mascarenhas
(1)
Matisse
(1)
Matos e Sá
(1)
Matosinhos
(1)
Mavila
(1)
Mecenato
(1)
Mensagem
(1)
Menéres
(1)
Mercado Livreiro
(1)
Merini
(1)
Millares Sall
(1)
Milosz
(1)
Milton
(1)
Ministério da Cultura
(1)
Mirabai
(1)
Mistral
(1)
Mondrian
(1)
Monroe
(1)
Montecinos
(1)
Montejo
(1)
Moore
(1)
Morrison
(1)
Mota
(1)
Multimédia
(1)
Máquinas de Escrever
(1)
Narek
(1)
Nascimento
(1)
Nave
(1)
Nazaré
(1)
Nejar
(1)
Neto
(1)
Neto Jorge
(1)
Neves
(1)
Nexe
(1)
Noite
(1)
Nova Era
(1)
Nova Yorque
(1)
Nova Zelândia
(1)
Novidade
(1)
Novo
(1)
Nuove Voci
(1)
Náutica
(1)
O'Hara
(1)
ONU
(1)
Obama
(1)
Oeiras
(1)
Olhão
(1)
Onestes
(1)
Opera
(1)
Outono
(1)
Oxford
(1)
PLAV
(1)
Pacheco
(1)
Palavra
(1)
Palavra Ibérica
(1)
Palmela
(1)
Pampano
(1)
Paraná
(1)
Paraty
(1)
Pardal
(1)
Parfums de Lisbonne
(1)
Parménides
(1)
Parque
(1)
Pashtun
(1)
Pasolini
(1)
Passeio
(1)
Passos
(1)
Pasternak
(1)
Patraquim
(1)
Património
(1)
Pavese
(1)
Paz
(1)
Pecora
(1)
Pedro Guisado
(1)
Pedrosa
(1)
Peniche
(1)
Penna
(1)
Pereira Dias
(1)
Personalidades
(1)
Petição
(1)
Pigmeus
(1)
Pignatari
(1)
Pinter
(1)
Pinto do Amaral
(1)
Pires Cabral
(1)
Pitágoras
(1)
Piva
(1)
Pizarnik
(1)
Pluresia
(1)
Poema Visual
(1)
Poesia Experimental
(1)
Poesia Visual
(1)
Poetria
(1)
Poetry Slam
(1)
Poiesis
(1)
Polegatto
(1)
Popa
(1)
Pope
(1)
Portal
(1)
Portalegre
(1)
Portugal Telecom
(1)
Portuguesia
(1)
Postal
(1)
Powell
(1)
Praga
(1)
Presidência
(1)
Primavera
(1)
Projecto
(1)
Prosa
(1)
Prévert
(1)
Psicanálise
(1)
Psicologia
(1)
Pucheu
(1)
Pulquério
(1)
Quadros
(1)
Quasimodo
(1)
Queiroz
(1)
Qunanbayuli
(1)
Rasteiro
(1)
Realismo
(1)
Rebordão Navarro
(1)
Recorde
(1)
Rede Social
(1)
Reflexão
(1)
Rei
(1)
Reid
(1)
Reis
(1)
Reis Pereira
(1)
Relatório
(1)
Religião
(1)
Renoir
(1)
Reportagem
(1)
República
(1)
Resende
(1)
Residência
(1)
Reunião
(1)
Reznikoff
(1)
Ribatejo
(1)
Ribeiro
(1)
Rio Maior
(1)
Rio de Janeiro
(1)
Rios
(1)
Riqueza
(1)
Rita Lopes
(1)
Robbe-Grillet
(1)
Rocha
(1)
Rodrigues
(1)
Rojas
(1)
Rossetti
(1)
Rua
(1)
Rui de Sousa
(1)
Rumi
(1)
Russa
(1)
Rússia
(1)
Sa Du La
(1)
Saba
(1)
Sabrosa
(1)
Salazar Sampaio
(1)
Samba
(1)
Sameiro Barroso
(1)
Sanguineti
(1)
Sant'Anna
(1)
Santo Tirso
(1)
Saraiva
(1)
Sarajlic
(1)
Sartes
(1)
Scott-Heron
(1)
Seixal
(1)
Selene
(1)
Sepé Tiaraju
(1)
Serralves
(1)
Sertã
(1)
Sesc
(1)
Sexo
(1)
Sfinx
(1)
Shang-Yin
(1)
Shibata
(1)
Shiki
(1)
Shiking
(1)
Simões Dias
(1)
Soares de Passos
(1)
Soei
(1)
Solidariedade
(1)
Sousa Santos
(1)
Spoken Word
(1)
Stein
(1)
Stevens
(1)
Suicídio
(1)
Swenson
(1)
Swinburne
(1)
São Brás de Alportel
(1)
São João da Madeira
(1)
São Luis
(1)
São Paulo
(1)
Século XXI
(1)
Sénior
(1)
Sófocles
(1)
Tafdrup
(1)
Talento
(1)
Tao Yuanming
(1)
Tarkovskii
(1)
Teatro Negro
(1)
Tecnologia
(1)
Tejo
(1)
Teleutas
(1)
Televisão
(1)
Telles de Menezes
(1)
Terapia
(1)
Terra
(1)
Terras do Bouro
(1)
Textualino
(1)
Thiruvalluvar
(1)
Tibério
(1)
Timor
(1)
Tizatlan
(1)
Tokyo
(1)
Tordesilhas
(1)
Torneio
(1)
Torres Filho
(1)
Tovar
(1)
Trakl
(1)
Tranströmer
(1)
Tsvetayeva
(1)
Turco
(1)
Tzara
(1)
Tê
(1)
UEP
(1)
UNESCO
(1)
UNICEPE
(1)
Ungaretti
(1)
União
(1)
Urbana
(1)
Valentino
(1)
Valmiki
(1)
Valéry
(1)
Veneza
(1)
Venezuela
(1)
Verlaine
(1)
Vigo
(1)
Vila Franca de Xira
(1)
Vila Nova de Cerveira
(1)
Vila Nova de Foz Côa
(1)
Vila Real de Santo António
(1)
Vilaret
(1)
Villon
(1)
Virgílio
(1)
Virgínio
(1)
Volte-Face
(1)
Voznessenski
(1)
Walser
(1)
Web-Jornal
(1)
Well
(1)
Whittier
(1)
XL
(1)
Xi
(1)
Yesenin
(1)
Yevtushenko
(1)
Yoka
(1)
You
(1)
Yuan
(1)
Zambrano
(1)
Zaratustra
(1)
Zuhyar
(1)
Zunhis
(1)
de la Vega
(1)
von Bingen
(1)
we are more
(1)
Árabe
(1)
Épico
(1)
Índia
(1)

