Texto decifrável mais antigo da Europa

Foi encontrado numa antiga lixeira de Peloponeso, na Grécia, aquele que é considerado o texto decifrável mais antigo da Europa.

Michael Cosmopoulos, investigador norte-americano, da Universidade de Missouri, garante que a placa de argila cozida, encontrada durante as escavações realizadas numa antiga lixeira situada na colina de Iklena, a 300 quilómetros de Atenas, na Grécia, tem mais de três mil anos, representando, pelo menos, mais um século do que as descobertas feitas até agora.

“Esta placa sugere que a escrita é muito mais antiga do que aquilo que se acreditava até ao momento”, explicou o investigador à AFP.

Ao que tudo indica, a placa terá sido um documento financeiro, proveniente de uma antiga cidade do período micénico. “Num dos lados da peça podem-se ver nomes e números, e do outro lado um verbo relativo à confecção”, acrescentou Michael Cosmopoulos.

As escavações, sob a supervisão da Escola de Arqueologia de Atenas, começaram em 2006 e desde então ja revelaram algumas descobertas, como uma enorme estrutura com grandes muralhas datada dos anos 1550-1440 a.C. Segundo Cosmopoulos, o local foi destruído provavelmente no ano 1400 a.C., antes de ter sido invadido pelo reino de Pilos, cujo rei, Nestor, é mencionado na Ilíada.

Cortesia de O Público

Os ebooks chegaram à Feira do Livro de Lisboa

O digital está a ganhar terreno no mundo dos livros. No Parque Eduardo VII, tanto no pavilhão do grupo Babel como na Praça LeYa vai ser possível consultar e folhear livros electrónicos.

Mal se chega à Feira do Livro de Lisboa, que hoje abriu às 12h30 no Parque Eduardo VII, dá-se logo conta que ali aterrou um objecto não identificado. É o pavilhão do grupo Babel, concebido pela arquitecta Soledade Paiva de Sousa, que poderia ser um paralelepípedo negro gigante que sofreu uma fractura e é rasgado horizontalmente, de um lado ao outro, por uma faixa de luz.

É dentro deste pavilhão - completamente diferente de todos os outros que o rodeiam, com 56 metros de comprimento, por três metros e meio de largura - que os leitores vão ter acesso a livros digitais. Logo no espaço infantil, há uma zona multimédia, um quiosque com jogos didácticos. Mais à frente, os leitores são surpreendidos com uma estrutura que parece um livro gigante, aberto, mas não é de papel. No dia em que visitámos a feira ainda não estava tudo montado, mas nessa estrutura será projectado um livro electrónico que pode ser folheado. É uma maneira diferente de se ler a Mensagem, de Fernando Pessoa, da Babel, aquela que reproduz a primeira edição da obra que está na Biblioteca Nacional.

Depois de se passar pelas zonas exclusivas dedicadas a autores - Jorge de Sena, Agustina Bessa-Luís, Fernando Pessoa e Padre António Vieira - no pavilhão; pelos ecrãs com trailers de livros; chega-se ao "e-quadrado". É um quiosque multimédia, com dois ecrãs, que o grupo editorial de Paulo Teixeira Pinto está a desenvolver para colocar em 20 lojas de norte a sul do país. Num dos seus ecrãs tácteis é possível ler ebooks. No futuro, ainda não acontecerá nesta feira, estes livros poderão ser adquiridos a partir deste "e-quadrado", mesmo nas livrarias.

Na parte de cima do Parque Eduardo VII, do lado oposto ao pavilhão do grupo Babel, também haverá um espaço onde os visitantes da feira podem conhecer e ler ebooks. Uma parte de um dos pavilhões da Praça LeYa, mais concretamente o pavilhão do "Fantástico", foi transformada para aí se criar o espaço dinamizado pela LeYa Mediabooks, a livraria online deste grupo editorial. Estará equipado com dois PC portáteis, nos quais os visitantes da feira poderão, por um lado, conhecer e ler ebooks disponíveis no catálogo da Mediabooks e, por outro, consultar o catálogo de livros; o espaço estará também equipado com tablets, nos quais os visitantes poderão experimentar a leitura de livros digitais. Por sua vez, o grupo Porto Editora não terá ebooks na feira, mas está a preparar, para o mês de Maio, um evento dedicado ao ebook em conjunto com a Wook, a livraria online do grupo.

Mais tecnológicas

As coisas parecem estar a mudar. Pela primeira vez na história da Feira do Livro de Lisboa o livro digital vai conviver lado a lado com o livro impresso. Nada que não se passe já em outras feiras por esse mundo fora, embora a maior parte delas tenha características diferentes da Feira do Livro de Lisboa, pois, além de serem abertas ao público (durante alguns dias), estão vocacionadas para profissionais, para o negócio de compra e venda de direitos. "É inevitável que as feiras do livro passem a ser cada vez mais tecnológicas. É uma parte importante do mercado editorial que está a sofrer uma mudança e isso tem que se reflectir também no espaço onde o livro está presente, neste caso na Feira do Livro de Lisboa, o espaço principal de contacto do mundo da edição portuguesa com o seu público final", explica Nuno Seabra Lopes, consultor editorial da Booktailors.

Tal como já acontece nas feiras internacionais, em Portugal a importância do digital vai ter que começar a ser evidente. "Apesar de a nossa feira ter características diferentes, acredito que dentro de um ano, dois, poderá haver vendedores de ereaders e que também nos seja possibilitada a compra de ebooks", acrescenta Seabra Lopes.

Este ano, nos primeiros quatro meses, os dados relativos à venda de livros nos EUA e no Reino Unido, anunciados pela Nielsen Bookscan, mostram que as vendas de ebooks estão a conduzir a uma quebra na venda de livros impressos. A editora Penguin anunciou que dez por cento do seu volume de negócios do ano passado já se deveu ao livro electrónico. "Sendo eles um grupo editorial tão forte e sem nenhum interesse directo em nenhuma tecnologia, não vendem Kindle ou Nook ou outro ereader. Sendo uma editora isenta, acho que é muito expressivo o negócio dos ebooks entrar nos dois dígitos. Começa a ser uma área com uma importância muito forte", diz Eduardo Boavida, editor da Bertrand. E isso notou-se na Feira do Livro de Londres, onde esteve José Prata, editor da Lua de Papel.

Nas livrarias londrinas há também sinais de crise. A edição em capa dura está em extinção em Inglaterra, as novidades estão a ser publicadas em capa mole contra o que era tradicional no mercado anglo-saxónico. "Há uma caminhada para tornar o livro mais barato. Vê-se uma certa decadência no acabamento do livro por causa dos custos. A tentativa é tornar o livro impresso mais barato para competir com os ebooks e com os livros físicos que estão à venda na Internet com grandes descontos", explica José Prata.

De feira em feira internacional costuma andar o jornalista Ricardo Costa, da PublishNews, um portal brasileiro que divulga uma newsletter diária sobre o mercado editorial. "A tendência é que as feiras estejam cada vez mais a voltar-se para o digital. No Brasil os editores perceberam que não vai demorar, já está aí. Os livros em formato digital estão a ocupar um espaço cada vez maior e acredito que daqui a uns anos as feiras do livro comecem a diminuir o seu espaço físico", explica ao telefone de São Paulo.

Cortesia de O Público

non nova sed nove celebra 20 anos

Encontro marcado para as 18 horas do dia 30 de Abril, no café Porto Bello, largo nª srª nazaré, 25, Sítio da Nazaré para celebrar os vinte anos de encontro e poemas. Ler-se-á poesia de Fabiano Donato Leite (Brasil), Fernando Guerreiro, Henrique Manuel Bento Fialho, Jaime Rocha, Jorge Velhote, José Carlos Freitas (Brasil), Miguel Martins, Rui Almeida, Rui Tinoco, Sílvia C. Silva, Vitor Vicente e Wellitania Oliveira (Brasil).

http://emdeliriohavinteanos.blogspot.com

Descobertas cartas inéditas do poeta Walt Whitman

Os Arquivos Nacionais, em Washington, nos Estados Unidos, anunciaram a descoberta de cerca de três mil documentos, nunca antes vistos, do poeta Walt Whitman.

De acordo com o comunicado da instituição, os documentos foram escritos maioritariamente durante o tempo em que Whitman trabalhou como funcionário do governo federal, entre 1865 e 1874. Para o investigador que esteve envolvido nesta descoberta, Kenneth Price, também co-director do arquivo de Whitman, estes documentos dão uma nova visão sobre a obra do poeta, clarificando algumas ideias que Withman transmitia sobre o pós-guerra e o estado da nação.

Os documentos tratam os mais vastos assuntos, desde os crimes de guerra, às ameaças de traição, passando pelo crescimento dos Ku Klux Clan e acabando nas armas usadas durante a guerra civil. Assuntos que terão tido influencia na escrita das suas obras, principalmente na livro “Democratic Vistas”, publicado em 1871, onde Whitman escreve sobre a democracia, criticando os Estados Unidos.

Segundo Kenneth Price, a partir de agora nenhum biógrafo que queira escrever sobre Walt Whitman poderá fazê-lo “sem consultar estes documentos e questionar-se qual foi o efeito deste material na maneira de ele pensar e ver o mundo”.

“Esta foi uma época de grandes esperanças, mas também de grandes problemas e Whitman estava no meio disto”, escreveu o investigador no comunicado, explicando a ligação do poeta ao governo da altura. “Foi quando o poeta foi para Washington, que começou a procurar formas de ganhar dinheiro e aí acabou por ser contratado pelo governo”.

Os documentos dão ainda a entender que Whitman, que morreu aos 72 anos em 1892, terá trabalho como escrivão, uma vez que alguns dos documentos, apesar de estarem escritos com a letra do poeta, estão assinados por outras pessoas.

Os documentos vão estar expostos nos Arquivos Nacionais, em Washington, entre 18 de Abril e 1 de Maio.

Cortesia de O Público

Faleceu o poeta chileno Gonzalo Rojas

O poeta chileno Gonzalo Rojas, prémio Cervantes de Literatura 2003, morreu esta segunda-feira na sequência de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em Fevereiro, informou a família. Tinha 93 anos.

Considerado um dos maiores autores latino-americanos, Roja recebeu ainda o Prémio Rainha Sofia da Espanha (1992) e o Prémio Octavio Paz do México (1998).

O escritor morreu por volta das 6 horas locais, 9 horas em Portugal, no hospital de Santiago para onde tinha sido transferido em Março para estar mais perto da família. Gonzalo Rojas vivia em Chillán, 400 quilómetros a sul da capital chilena.

O filho mais velho do poeta disse à AFP que o estado de saúde do pai inspirava muitos cuidados depois de ter sofrido um AVC.

“Foi realmente um privilégio para aqueles que puderam aprender a ver e a ler o mundo com ele”, acrescentou Gonzalo Rojas-May.

Entre as suas obras, estão "A miséria do homem", "Contra a morte" e "O que se ama quando se ama”.

Rojas serviu ainda como diplomata na China e em Cuba durante o mandato do presidente democraticamente eleito Salvador Allende e até ao golpe militar de 1973 que colocou Augusto Pinochet no poder no Chile, tendo vivido exilado durante vários anos.

Cortesia de O Público

Evolução

Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.

Antero de Quental

Como Criar Riqueza na Economia Digital?

Criadores de Renome Mundial, Líderes Políticos e os Principais Representantes da Indústria reúnem-se na Cimeira Mundial do Direito de Autor em Bruxelas, nos dias 7 e 8 de Junho de 2011

Robin Gibb, membro do grupo Bee Gees, Ivo Josipović, Presidente da Croácia e compositor musical, Hervé Di Rosa, artista plástico francês, Michel Barnier e Neelie Kroes, Comissários Europeus, Francis Gurry, Director-Geral da OMPI, Roger Faxon, Administrador Executivo do Grupo EMI e Arnaud Nourry, Administrador Executivo do grupo Hachette Livre, irão abordar questões relacionadas com as indústrias criativas e o Direito de Autor na era digital.

Paris, 23 de Fevereiro de 2011 – Nesta data, a CISAC (Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores) anunciou os principais temas do programa e oradores da terceira Cimeira Mundial do Direito de Autor, que terá lugar em Bruxelas, nos próximos dias 7 e 8 de Junho. Este evento reunirá criadores mundialmente conhecidos, organizações de direitos, editores de livros e música, produtores cinematográficos e televisivos, decisores políticos, fornecedores de conteúdos e operadores de comunicação social, fornecedores de serviços de Internet e operadores de telecomunicações, fabricantes de equipamentos (hardware) e peritos nos domínios jurídico e tecnológico, que irão trocar ideias e discutir o futuro da propriedade intelectual e dos conteúdos criativos (música, livros, filmes, imagens,…) no ambiente digital.

Os Principais Oradores confirmados para 2011 incluem:
- Michel Barnier, Comissário Europeu para o Mercado Interno e Serviços
- Hervé Di Rosa, Artista plástico francês e Vice-Presidente da CISAC
- Roger Faxon, Administrador Executivo do Grupo EMI, entrevistado por Paul Williams, autor e Presidente da Direcção e do Conselho de Administração da ASCAP
- Robin Gibb, lendário cantor e autor pertencente ao grupo Bee Gees e Presidente da CISAC
- Francis Gurry, Director-Geral da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual), entrevistado por Eric Baptiste, Administrador Executivo da SOCAN
- Ivo Josipović, Presidente da Croácia e compositor musical
- Neelie Kroes, Vice-Presidente da Comissão Europeia e Comissária Europeia para a Agenda Digital
- Arnaud Nourry, Presidente e Administrador Executivo do grupo Hachette Livre

A Robin Gibb irão juntar-se, na Cimeira Mundial do Direito de Autor, criadores de renome mundial, como o artista plástico francês Hervé Di Rosa, o compositor de música clássica e Presidente da Croácia Ivo Josipović, o compositor, autor e actor americano Paul Williams e a poetisa britânica Wendy Cope.

A Cimeira contará com a presença de importantes dirigentes políticos, que participam activamente em questões relacionadas com o Direito de Autor, como Michel Barnier, Comissário Europeu para o Mercado Interno e Serviços; Neelie Kroes, Vice-Presidente da Comissão Europeia e Comissária para a Agenda Digital; e Francis Gurry, advogado, professor de Direito e Director‑Geral da OMPI, além de co-autor da obra “International Intellectual Property in an Integrated World Economy”.

Os principais oradores da indústria incluem também Roger Faxon, Administrador Executivo do Grupo EMI; Arnaud Nourry, Presidente e Administrador Executivo do grupo Hachette Livre; Frances Moore, Presidente/Administrador Executivo da IFPI (International Federation of the Phonographic Industry); Simon Juden, Responsável pela Política Pública na Pearson e antigo Presidente da Publishers Association do Reino Unido; e Christopher Marcich, Presidente e Director-Geral da MPA (Motion Pictures Association) para a Europa, Médio Oriente e África.

Mais de 100 oradores irão salientar a necessidade de estabelecer um diálogo construtivo sobre a importância da protecção do Direito de Autor e da distribuição de obras criativas na era digital.

Enquanto, actualmente, a capacidade de aceder a conteúdos parece infinita e, do ponto de vista do consumidor, quase sem custos, onde e de que forma se pode extrair riqueza a partir da utilização e difusão de conteúdos? Quais os modelos que irão proporcionar riqueza e uma remuneração significativas aos titulares de direitos? Estará a resposta na “Nuvem”? Quais os melhores sistemas para garantir que os titulares de direitos são devidamente compensados? Qual o papel dos ISPs? E qual o lugar dos criadores neste novo ecossistema? A Cimeira será a plataforma ideal para debater todas estas questões de forma prospectiva com todas as partes interessadas.

Poderá contar com uma série de pontos de vista, principalmente o dos criadores, devido à natureza da CISAC, que engloba sociedades e associações de autores activas em todas as áreas criativas – música, audiovisual, literária e artes visuais.

Com a perturbação digital que actualmente se propaga muito para além do sector musical, estendendo-se a outras áreas criativas, todos os oradores de todas as disciplinas artísticas darão destaque a este tema.

A Cimeira de 2011, que terá lugar em Bruxelas, a capital da União Europeia, será fortemente europeizada. Uma série de textos legislativos e alterações extremamente importantes no âmbito do Direito de Autor, licenciamento colectivo e economia digital estão actualmente a ser debatidos, em Bruxelas e a nível global.

O slogan da Cimeira Mundial do Direito de Autor, “Creating value in the digital economy” (Criar Riqueza na Economia Digital), reflecte os três principais temas a abordar durante os dois dias da Conferência:

- Criar: O ecossistema global para criadores e indústrias criativas
- Unir: A economia digital e os novos modelos de negócio
- Respeitar: Os direitos dos autores e o enquadramento jurídico e social

“As vozes dos criadores raramente são ouvidas em questões ligadas ao Direito de Autor na era digital, e a sua participação é o que faz da Cimeira Mundial do Direito de Autor um evento único,” afirmou Robin Gibb, Presidente da CISAC, autor e cantor do lendário grupo Bee Gees. “Pelo menos na Europa, o sistema de gestão colectiva de direitos encontra-se numa encruzilhada. O rumo a seguir no que se refere à gestão colectiva de direitos e, de uma forma geral, às indústrias criativas, não passará pela obtenção de vantagens comerciais a curto prazo, mas pelo desenvolvimento de um sistema que seja sustentável por ser justo para todos”.

“A nova economia digital não existiria sem as obras dos criadores; o futuro baseia-se no equilíbrio perfeito entre os direitos dos criadores e os dos utilizadores. É isto que pretendemos transmitir com o nosso mote para a Cimeira de 2011, “Criar – Unir – Respeitar”, comentou Robert Hooijer, Director-Geral Interino da CISAC.

“É fundamental que as indústrias criativas se adaptem à realidade da tecnologia digital e da Internet. Mecanismos jurídicos e de negócio para criar riqueza têm de estar em sintonia com as expectativas dos intervenientes no ambiente digital,” afirmou o Director-Geral da OMPI, Francis Gurry, tendo acrescentado: “Precisamos de ser criativos no que se refere às várias indústrias, e de analisar as diferentes cadeias de produção de valor por forma a garantir que todos os envolvidos na criação e comercialização de conteúdos são devidamente remunerados e apoiados.”

A organização da Cimeira Mundial do Direito de Autor de 2011 está a cargo da CISAC e é apoiada por várias organizações, que representam todos os sectores da indústria:
BASCAP (Business Action to Stop Counterfeiting and Piracy); BIEM (International organisation representing mechanical rights societies); CEPIC (Coordination of European Picture Agencies Stock, Press and Heritage); ECSA (European Composer and Songwriter Alliance); EVA (European Visual Artists); EWC (European Writers’ Council); FEP (Federation of European Publishers); FERA (Federation of European Film Directors); GESAC (European Grouping of Societies of Authors and Composers); ICMP (International Confederation of Music Publishers); IFPI (International Federation of Phonographic Industry); IFRRO (International Federation of Reproduction Rights Organisations); SAA (Society of Audiovisual Authors); SAC (Songwriters Association of Canada).

Após a primeira edição, que teve lugar em Bruxelas, em 2007, a Cimeira Mundial do Direito de Autor que se lhe seguiu, realizada em Washington, em 2009, contou com mais de 600 delegados de 290 sociedades e 68 países. Espera-se que a Cimeira Mundial do Direito de Autor de 2011 atraia um número semelhante de participantes.

A Cimeira será realizada no Square Brussels Meeting Centre.

Para obter informações adicionais sobre a Cimeira Mundial do Direito de Autor da CISAC e o programa detalhado da Conferência e efectuar o seu registo, consulte o website www.copyrightsummit.com

Pode acompanhar a Cimeira Mundial do Direito de Autor no : twitter; LinkedIn

Pode fazer o download dos logótipos e fotografias da Cimeira em: http://bit.ly/dWvoR7

Cortesia de SPA

Ministério da Cultura promove distribuição de livros gratuitos

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, no próximo dia 23 de Abril, vai ser assinalado pelo Ministério da Cultura (MC) com “uma acção de promoção da importância do livro e da leitura”, assim serão distribuídos gratuitamente livros em alguns museus, palácios e monumentos tutelados por esta entidade, revelaram em comunicado.

Com esta iniciativa o MC disponibilizará cerca de 2000 livros a todos os que decidirem fazer uma viagem pela cultura durante esse dia. Entre os títulos oferecidos encontram-se clássicos incontornáveis da literatura portuguesa como “Viagens na Minha Terra” de Almeida Garrett, “Os Lusíadas” de Luís de Camões e o “Primo Basílio” de Eça de Queirós.

O Museu Nacional dos Coches, o Museu Nacional da Arte Antiga, o Mosteiro dos Jerónimos, o Palácio Nacional de Sintra e a Torre de Belém são alguns dos locais onde será colocada em marcha esta iniciativa.

Este dia pretende dar relevo à importância de todos os elementos inerentes à construção de uma obra, na medida em que o Ministério da Cultura “zela e promove a salvaguarda dos direitos de todos”.

Também a fundação José Saramago assinalará este dia - nas bibliotecas portuguesas e numa sessão comemorativo no dia 23 de Abril, com organização a cargo das Bibliotecas de Lisboa no Jardim de São Pedro de Alcântara. Deste modo disponibilizarão ao “público leitor, exemplares, em português, espanhol e inglês, dos discursos pronunciados pelo Escritor José Saramago por ocasião da atribuição do Prémio Nobel de Literatura, com que foi galardoado em 1998", os quais se encontram reunidos com o título "Discurso de Estocolmo", anunciaram em comunicado.

O dia mundial do livro e dos direitos de autor é celebrado em 100 países e foi instituído pela UNESCO desde 1996.

Cortesia de O Público

Dia Mundial do Livro 2011


Comemora-se no dia 23 de Abril o Dia Mundial do Livro. O cartaz da DGLB é da autoria de João Vaz de Carvalho. Nesta data, é lançado o Passatempo "Voluntários da Leitura".

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge. Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca um livro.

Todos os anos, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas assinala este dia com a publicação de um cartaz que distribui por bibliotecas, livrarias e outros espaços culturais. Com ele, pretende-se chamar a atenção para a importância do livro e da leitura como forma de melhorar os índices de literacia das diferentes camadas da população.

O cartaz deste ano é da autoria do artista plástico e ilustrador João Vaz de Carvalho. Premiado nacional e internacionalmente, editado em vários países, é hoje reconhecido como um dos mais prestigiados artistas do sector.

Nesta data, é habitual promover-se também um passatempo que de alguma forma se relacione com uma iniciativa ou efeméride do ano em causa.

Para 2011, a DGLB está a promover o passatempo “Voluntários da Leitura”, incentivando o voluntariado a nível de projectos concebidos para populações em situação de isolamento ou de exclusão social. Pretende-se, assim, chamar a atenção para a importância do livro e da leitura, mostrando que eles melhoram significativamente as condições de vida das populações.

Havendo já alguns projectos de voluntariado em leitura a decorrer no país, sobretudo em hospitais, estabelecimentos prisionais e lares de terceira idade, muitos haverá ainda por criar. A ideia é motivar os cidadãos para o voluntariado, cruzando este acto de solidariedade com a importância que a leitura pode ter na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Ao mesmo tempo, com este passatempo novos projectos podem ser dados a conhecer às Câmaras Municipais, para que possam aproveitar sinergias e eventualmente promover a articulação entre os voluntários e os destinatários. O que se pede a cada Biblioteca Municipal, para além da divulgação da iniciativa junto de potenciais candidatos, é que seleccione os dois projectos que considere mais originais, mas ao mesmo tempo exequíveis, no contexto das populações em situação de isolamento ou de exclusão de cada Concelho.

Cortesia de DGLB

Vertigens

Poema visual de Constança Lucas

Poemália – Talento: Prosa & Poesia – Dá a conhecer a tua escrita!

Tens entre 9 e 99 anos? Gostas de escrever ou de ler em voz alta? Então envia dois textos originais ou dos teus escritores preferido para 'Poemália – Talento: Prosa & Poesia', mais uma iniciativa do projecto 'Bairro dos Artistas' que irá decorrer entre 14 de Abril e 14 de Maio.

A Poemália está a organizar um evento na Bertrand Forum Barreiro, onde tu serás o convidado principal.

Contamos contigo!

Dados pessoais necessários: Nome, idade, profissão, número de telefone ou de telemóvel e email. Os participantes seleccionados serão contactados em Maio.
Envia por email (poemaliatalento@gmail.com) ou entrega nos seguintes locais (parceria): Bertrand Forum Barreiro, Casa de chá Quaz'arte ou no Espaço J- Gabinete da Juventude.

Cortesia de Jornal do Barreiro

O mercado livreiro português está desinteressante e sem vivacidade

O mercado livreiro português está desinteressante e sem vivacidade. Toda a gente com quem falo, bons e maus leitores, todos eles já repararam que a literatura morre pelos cantos, as estantes enchem-se como pastilhas elásticas literárias… as poucas livrarias que resistem herculeamente nalgumas terras vivem a crise provocada pela falta criteriosa do bom gosto literário, poucos vão às livrarias hoje em dia, um espaço em vias de extinção, que apenas consegue sobreviver nas grandes superfícies comerciais, fazendo-se seguir por “rankings” forjados, os denominados “menus literários”. As livrarias verdadeiramente boas fecham, e as que ainda não o fizeram, rebentam pelas costuras com “livros chiclete”, como por vezes lhes chamo, por nos fazerem engolir a saliva, fazendo crer que mastigamos comida de verdade.

Não há espaço, meus amigos escritores, a verdade é que não há espaço para todos nós. As livrarias estão a morrer e nós, escritores, somos uma raça em vias da extinção. É uma realidade, o computador Orwelliano já está aí.

Dizia-vos, não sobre o fim da literatura, como no título infeliz desta rubrica, pois a literatura existirá sempre (apesar de o ser em formas pouco convencionais ou interessantes, que delineiam aplasticidade de estar no objecto literário – no seu termo mais pejorativo, é claro), dizia-vos então que as livrarias estão a morrer… essas sim…

Mas comecemos pelos mais pequenos: sabe, quem trabalha com crianças, como as modas literárias estão escandalosamente estúpidas, por se ligarem a objectos vendíveis que prolongam a leitura numa mera passerellede modas. “O Clube das Chaves”, os “Cinco”, até mesmo o “Harry Potter”, já passaram de moda, poucos são os adolescentes que – sob o plano da leitura implementado nas escolas – ainda lêem estes livros. Apelidados agora de “secas”, os livros de aventura de outrora foram definitivamente trocados por um nauseante e estúpido grupo de “chupa-cabras”, vampiros que esvoaçam as leituras dos mais pequenos, pousam nos telhados não entrando na casa da interpretação e da imaginação, e ensinam a ler como se chupassem um naco de carne preso entre os dentes.

Um livro para adolescência que não tenha um filme, não presta. Cada vez mais para haver imaginação é necessário uma espécie de complemento alimentício, como em certos iogurtes, uma espécie de 2 em 1…. primeiro surge o livro, de seguida o filme do livro, depois a música do filme do livro… o livro já não é um fim em si, mas o início de uma corrente que justifica apenas estarmos presos às modas. As livrarias entendem isso e borram as montras com as mesmas capas que justificam a ida ao cinema. Mas o que me dá maior regozijo é precisamente o de constatar que a moda passa mais depressa naqueles livros que justificam sempre o filme. Cada vez mais constato que o filme tira a áurea imortal ao livro e torna-o mais fútil do que nunca… e mais não digo.

Por Carlos Vaz

Cortesia de Textualino

Sebastião da Gama «O poeta beija-tudo»


Montagem Video_Sebastião da Gama por vitor_martinho

Eis um documentário interessante, simples e eficaz sobre Sebastião da Gama, a que a sua autora, Joana Fernandes deu o título de "Sebastião da Gama - O Poeta beija-tudo". Realizado por Vítor Martinho, o documentário, inicialmente produzido para o canal "Plataforma do Sado", data de Abril de 2008. Nas entrevistas e depoimentos recolhidos, constam os nomes de Joana Luísa da Gama, Pedro Lisboa, João Lisboa, Matilde Rosa Araújo, Maria Barroso, Nicolau da Claudina e António Clarinha Romão. As imagens são povoadas pelo arquivo fotográfico de Sebastião da Gama, pela Arrábida, pelo Museu Sebastião da Gama e por Vila Nogueira de Azeitão. São pouco mais de doze minutos de evocação e de viagem que valem a pena e constituem uma boa apresentação do Poeta da Arrábida.

Cortesia de Associação Cultural Sebastião da Gama

Até ao fim do mundo

Beladona, que estás no Céu brilhando,
Ó Musa, a mais amada de Citera,
Ó deusa que apar'ceste em Primavera
E ora afagas no Outono, magoando...

O que sou, o que posso e o que mando,
O que rezo, o que sonho e o que espera,
Tudo é teu, tudo é vosso, ó minha Fera,
Ó minha Mater Dona imaginando.

Meu letreiro tu és... e já não sei
Outra causa, nas cousas que medito.
Noite e dia, Raquel do «Agnus Dei»,

Caroável, as brasas e o fito...
Amor, se em cor e carne eu te abracei,
Amor, tu és a Morte e és o Mito.

Lisboa, 24/ 05/ 2005

Nota do Autor: no segundo verso do último terceto, a palavra «cor» é sinónimo de «coração» e deve, portanto, ser lida como «cór»

Paulo Jorge Brito e Abreu

Bíblia & Poesia

Álvaro de Campos chamou à Bíblia «coisa curiosa» e a classificação é certeira. Livro sagrado para crentes de mais de uma religião, super clássico da literatura, chave de decifração do pensamento ocidental, objecto interminável de recepção, estudo e curiosidade, eis a Bíblia.

Escrita numa gramática singularíssima, abarca géneros tão meticulosos e díspares que, por si só, representam um desafio colossal a qualquer leitor. Ela pode ser tomada como cancioneiro, livro de viagens, memórias de corte, antologia de preces, cântico de amor, panfleto político, oráculo profético, correspondência epistolar, livro de imagens, texto messiânico.

A Bíblia continua a ser um texto, claro. Mas também, e de um modo irrecusável, constitui hoje um metatexto, uma espécie de chave para a decifração do real. Da filosofia às ciências políticas, da psicanálise à literatura, da arquitectura explícita das cidades ao desenho implícito dos afectos, da arte dita sacra às formas sonoras da expressão: a Bíblia é um parceiro, voluntário ou involuntário, nessa comunicação.

14 de Abril
18h00 – 20h00
Bíblia & Poesia
O que sabe a Bíblia sobre a palavra – João Lourenço (Teólogo); Moderador: Luís Marques
Os Poetas abrem a Bíblia – mesa-redonda com os poetas Adília Lopes, Armando Silva Carvalho, Mário Avelar, Pedro Braga Falcão; Moderador: José Tolentino Mendonça

Entrada livre.
Parcerias:
CERC – Centro de Estudos de Religiões e Culturas / Universidade Católica Portuguesa
IFCU / FIUC – International Federation of Catholic Universities
Casa Fernando Pessoa

Cortesia de CFP

CITAÇÃO - José Martí

O poeta é o alimento vivo da chama com que ilumina.

VOLTE-FACE: Procuro o Teu Nome



Os VOLTE-FACE apresentam o seu novo video-poema intitulado Procuro o Teu Nome.

Polisoir milagroso

No inverno os gritos dos semáforos caem ao mar
crivados de vento e de crucificação
Numa gota do meu sangue pode afundar-se um barco

do meu sangue caindo sobre o peito
de uma marquesa Luís XV de espuma

Esta paisagem gela menos ao espelho
do que sobre as unhas dos mortos
que hão-de ressuscitar com os dedos em flor
flor de agonia extinta e de salvação

Dividida como um vale de Josafat
espera-a a risca do meu cabelo
enquanto Cristo condena
a virgem Maria com um penteador branco
dará um naco de pão aos condenados
e porá um pássaro de carícias
na testa dos que se salvarem

Luis Buñuel

Frágil dedica serões de quinta-feira à poesia

O Frágil volta a dedicar um mês à poesia, uma iniciativa que começou em 2007, e que tem acontecido sempre em Março, quando se celebra, no dia 21, o Dia Mundial da Poesia. Mas ao contrário dos anos anteriores, este ano a iniciativa está agendada para o mês de Abril.

“Poesia é sempre importante em qualquer altura do ano, e no mês de março há muitas iniciativas. A nossa ideia foi diversificar”, disse Carolina Quadros, do Frágil.

Poemas de Luís Carvalho, lidos pelos actores Filomena Cautela, João Reis e Ivo Canelas e o músico JP Simões, abrem esta quinta-feira o ciclo “Abril, Palavras Mil”.

Até ao final do mês, no bar ouvir-se-ão ainda as palavras dos poetas Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e José Bação Leal, sempre às quintas-feiras a partir das 22:30.

“Através de iniciativas como esta fazemos a diferença face ao estado lastimável em que se encontra o Bairro Alto”, salientou a empresária que criticou “as ruas tornadas bares, e pagar-se o preço de manter uma casa de porta fechada, além das taxas legais”.

Cada leitura encenação é acompanhada por música criada propositadamente. Assim, na próxima quinta-feira Francisco Leal e Vítor Rua acompanham Filomena Cautela, João Reis, Ivo Canelas e JP Simões, seguindo a noite com DJ Vítor Silveira.

“A escolha dos poetas esteve a cargo de cada um dos convidados que participam por amor à palavra, sem qualquer cachet”, disse Carolina Quadros.

Na quinta-feira seguinte, dia 14, o actor Rui Morrison lerá Alberto Caeiro, acompanhado por música composta por Rodrigo Leão e que será interpretada pelo próprio, por Bruno Silva, Carlos Tony Gomes, Celina da Piedade e Viviena Tupikova. A noite segue com a música escolhida pelo DJ Jorge Caiado.

“Inicialmente tínhamos até pensado fazer as quatro noites dedicadas a Fernando Pessoa e aos seus heterónimos, mas apostámos em que cada um dos participantes escolhesse e quisemos dar a conhecer poetas como Luís Carvalho e José Bação Leal”, afirmou Carolina Quadros.

José Bação Leal é o poeta escolhido para quinta-feira, dia 21, que será lido por outro poeta, Luís Carvalho, acompanhado pela música de João Guimarães.

“O José Bação Leal é um poeta que morreu muito novo, em 1965 em Nampula, durante a guerra colonial, mas não directamente devido ao conflito, que escrevia mas não guardava nada, quem guardou os seus poemas foi a mãe”, contou Carolina Quadros.

Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, lido pela actriz Carla Bolito, encerra quinta-feira, dia 28 “Abril, Palavras Mil”. A música estará a cargo de Tó Trips e o resto da noite ficará a cargo do DJ Vítor Silveira.

Cortesia de O Público

Sophia de Mello Breyner Andresen - Uma Vida de Poeta

Tivemos o gosto de comissariar, a convite de Maria Sousa Tavares e da Biblioteca Nacional de Portugal, a exposição apresentada por ocasião da entrega do espólio de Sophia ao Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea.

Seleccionámos as peças que a compõem, a partir de uma pré-selecção feita por Maria Sousa Tavares. Trata-se de manuscritos de correspondência entre Sophia e família ou amigos, de poesia e de prosa, em cadernos e em folhas soltas, onde há textos rescritos, versões acabadas e outras de trabalho em curso ou simplesmente começadas; há também impressos, vários dos quais com emendas autógrafas, e fotografias.

Além destes documentos, indicativos da diversidade e da qualidade do espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen, a exposição contém outros conjuntos de objectos que os complementam. Por um lado, primeiras edições e uma escolha de edições ilustradas. Por outro, peças de artistas plásticos e de fotógrafos oferecidas a Sophia pelos seus autores e que em muitos casos ilustraram edições de livros seus. E, finalmente, insígnias recebidas por Sophia em sinal do reconhecimento público que por diversas vezes lhe foi testemunhado e que fica a fazer parte da sua história.

O princípio geral de ordenação das peças expostas e do catálogo que lhes corresponde é o da cronologia; mas este critério dominante não foi aplicado de maneira rígida, porque entendemos fazer associações sugeridas por considerações de outra ordem entre peças e documentos diversos: por exemplo, aproximámos versões de um mesmo texto escritas em diversos suportes e em momentos distantes entre si, ou estabelecemos nexos entre fotografias e escritos.

Esta exposição, tal como o catálogo que agora se edita, pretenderam ser uma aproximação à vida e à obra de Sophia, construída a partir do seu espólio. Esperamos ter, de algum modo, atingido esse objectivo.

EXPOSIÇÃO | 26 Janeiro - 30 Abril | Entrada livre

Paula Morão e Teresa Amado

Cortesia de BN

Poetas do Mundo - Alejandra Pizarnik

POEMAS

Conto de Inverno

A luz do vento entre os pinheiros, - compreendo
estes sinais de tristeza incandescente?

Um enforcado balança-se na árvore marcada com a cruz lilás.

Até que conseguiu deslizar fora do meu sonho e
entrar no meu quarto pela janela, com a cumplicidade
do vento da meia noite.


Não, as palavras não fazem amor

Não, as palavras não fazem amor
fazem ausência
Se digo água, beberei?
Se digo pão, comerei?

Infância

Hora em que a erva cresce
na memoria do cavalo.
O vento pronuncia discursos ingénuos
em honra dos lilazes,
e alguém entra na morte
com os olhos abertos
como Alice no país do já visto.


Caminhos do Espelho

I

E sobretudo olhar com inocência. Como se nada se passasse, o que é certo.

II

Mas a ti quero olhar-te até estares longe do meu medo, como um pássaro no limite afiado da noite.

III

Como uma menina de giz cor-de-rosa num muro muito velho subitamente esbatida pela chuva.

IV

Como quando se abre uma flor e revela o coração que não tem.

V

Todos os gestos do meu corpo e voz para fazer de mim a oferenda, o ramo que o vento abandona no umbral.

VI

Cobre a memória da tua cara com a máscara daquela que serás e afugenta a menina que foste.

VII

A nossa noite dispersou-se com a neblina. É a estação dos alimentos frios.

VIII

E a sede, a minha memória é da sede, eu em baixo, no fundo, no poço, bebia, recordo.

IX

Cair como um animal ferido no lugar de hipotéticas revelações.

X

Como quem não quer a coisa. Nenhuma coisa. Boca cosida. Pálpebras cosidas. Esqueci-me. Dentro o vento. Tudo fechado e o vento dentro.

XI

Sob o negro sol do silêncio douravam-se as palavras.

XII

Mas o silêncio é certo. Por isso escrevo. Estou só e escrevo. Não, não estou só. Há alguém aqui que treme.

XIII

Ainda que diga sol e lua e estrelas refiro-me a coisas que me acontecem.
E o que desejava eu?
Desejava um silêncio perfeito.
Por isso falo.

XIV

A noite parece um grito de lobo.

XV

Delícia de perder-se na imagem pressentida. Levantei-me do meu cadáver, fui à procura de quem sou. Peregrina, avancei em direcção àquela que dorme num país ao vento.

XVI

A minha queda sem fim na minha queda sem fim onde ninguém me esperava pois ao descobrir quem me esperava outra não vi senão a mim mesma.

XVII

Algo caía no silêncio. A minha última palavra foi eu embora me referisse à aurora luminosa.

XVIII

Flores amarelas constelam um círculo de terra azul. A água treme cheia de vento.

XIX

Deslumbramento do dia, pássaros amarelos na manhã. Uma mão desata as trevas, arrasta a cabeleira da afogada que não cessa de passar pelo espelho. Voltar à memória do corpo, hei-de regressar aos meus ossos de luto, hei-de compreender o que a minha voz diz.


A Jaula

Lá fora há sol.
Não é mais que um sol
porém os homens olham-no
e depois cantam.

Eu não sei do sol.
Eu sei a melodia do anjo
e o sermão quente
do último vento.
Sei gritar até de manhã
quando a morte pousa nua
na minha sombra.

Eu choro debaixo do meu nome.
Eu agito lenços na noite e barcos sedentos de realidade
dançam comigo.
Eu oculto cravos
para escarnecer dos meus sonhos enfermos.

Lá fora há sol.
Eu visto-me de cinzas.

PEQUENA BIOGRAFIA

Alejandra Pizarnik nasceu em Buenos Aires, a 29 de Abril de 1936. A sua família era de origem judaica russa. Estudou filosofia e letras na Universidade de Buenos Aires e posteriormente pintura com Juan Batlle Planas. De 1960 a 1964, viveu em Paris onde estudou história da religião e literatura francesa na Sorbonne. Publicou poemas e críticas em vários jornais franceses. Traduziu Antonin Artaud, Henri Michaux, Margueritte Duras e Yves Bonnefoy. As suas principais obras de poesia são Los trabajos y las noches, Extracción de la piedra de locura, El infierno musical, La Última Inocência. Suicidou-se no dia 25 de Setembro de 1972, durante um fim-de-semana que passou fora da clínica psiquiátrica onde estava internada. Textos de Sombra y Últimos Poemas foi publicado em 1982. Em Portugal, a editora Correio dos navios, publicou Antologia Poética, edição bilingue em 2002.

81ª edição da Feira do Livro de Lisboa

A APEL, como entidade organizadora da 81ª edição da Feira do Livro de Lisboa informa que a mesma decorrerá, tal como nos anos anteriores, no Parque Eduardo VII, de 28 de Abril a 15 de Maio de 2011.

Num processo de continuidade, será dado, uma vez mais, lugar de relevo ao livro, seus autores e outros intervenientes, fazendo deste espaço um local privilegiado para todos aqueles que procuram incrementar os seus hábitos de leitura.
A Feira do Livro continua a ser um importante marco no calendário de todos os lisboetas que, tradicionalmente fazem deste espaço o local de eleição para as suas compras de livros, a preços muito oportunos. Por seu turno, a APEL continua a ter como propósito fundamental organizar um evento que pressupõe a promoção e difusão do livro em língua portuguesa, fomentar os hábitos de leitura dos portugueses e melhorar o seu nível de literacia.

Cortesia de APEL

Printemps des Poètes 2011

Organização
Centre Culturel Rencontre Abbaye de Neumünster
28, Rue de Münster
Luxemburgo
Te : +352 262052-1
Fax : +352 26201980
contact@ccrn.lu
www.ccrn.lu

Apoios

Em colaboração com o Instituto Camões – CCP Luxemburgo, a Kulturfabrik, a Escola Europeia e o Ministério da Educação do Luxemburgo e com vários Centros e Serviços Culturais das Embaixadas sediadas no país.

Cortesia de IC

Poetícia com recorde de visitas em Março 2011

Os autores do blog Poetícia vêm informar que o blog registou um número recorde de visitas e cliques durante o mês de Março 2011.


Agradecemos a todos os leitores a confiança e fidelidade.

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