Mostra Alves Redol, Manuel da Fonseca e o ciclo histórico do Neo-Realismo português
Exposição «Os livros de M. S. Lourenço»

Sophia de Mello Breyner Andresen - Uma Vida de Poeta
Tivemos o gosto de comissariar, a convite de Maria Sousa Tavares e da Biblioteca Nacional de Portugal, a exposição apresentada por ocasião da entrega do espólio de Sophia ao Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea.Seleccionámos as peças que a compõem, a partir de uma pré-selecção feita por Maria Sousa Tavares. Trata-se de manuscritos de correspondência entre Sophia e família ou amigos, de poesia e de prosa, em cadernos e em folhas soltas, onde há textos rescritos, versões acabadas e outras de trabalho em curso ou simplesmente começadas; há também impressos, vários dos quais com emendas autógrafas, e fotografias.
Além destes documentos, indicativos da diversidade e da qualidade do espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen, a exposição contém outros conjuntos de objectos que os complementam. Por um lado, primeiras edições e uma escolha de edições ilustradas. Por outro, peças de artistas plásticos e de fotógrafos oferecidas a Sophia pelos seus autores e que em muitos casos ilustraram edições de livros seus. E, finalmente, insígnias recebidas por Sophia em sinal do reconhecimento público que por diversas vezes lhe foi testemunhado e que fica a fazer parte da sua história.
O princípio geral de ordenação das peças expostas e do catálogo que lhes corresponde é o da cronologia; mas este critério dominante não foi aplicado de maneira rígida, porque entendemos fazer associações sugeridas por considerações de outra ordem entre peças e documentos diversos: por exemplo, aproximámos versões de um mesmo texto escritas em diversos suportes e em momentos distantes entre si, ou estabelecemos nexos entre fotografias e escritos.
Esta exposição, tal como o catálogo que agora se edita, pretenderam ser uma aproximação à vida e à obra de Sophia, construída a partir do seu espólio. Esperamos ter, de algum modo, atingido esse objectivo.
EXPOSIÇÃO | 26 Janeiro - 30 Abril | Entrada livre
Paula Morão e Teresa Amado
Cortesia de BN
Poesia Experimental Portuguesa
Comissariada por João Fernandes, director do Museu de Serralves, esta exposição apresenta obras de artistas e escritores portugueses, agentes de um momento importante de ruptura que redefiniu os conceitos de texto e objecto artístico, a partir da Poesia Visual.
Obras paradigmáticas, realizadas entre a década de 60 e 80, de autores como Ana Hatherly, António Aragão, António Barros, Ernesto Melo e Castro, Fernando Aguiar, Salette Tavares e Silvestre Pestana.
Entrada livre.
Cortesia de O Público
Alice Gomes: poesia e prosa de uma vida
Escritora, pedagoga, conferencista, dramaturga, Alice Gomes foi uma mulher de acção, que deixou publicados vários contos, poesias, traduções, ensaios e outros tantos por publicar. De toda a sua experiência de convívio e estudo da criança resulta uma obra diversificada onde a formação de pedagoga se associa à imaginação e ao humor. É com subtileza que procura incutir princípios que dignificam o futuro das crianças e é também com alegria que os procura atrair para a leitura, de modo a que não percam o gosto e a necessidade de ler.Em estilo dialogante e comunicativo conta histórias do real retocado pelo maravilhoso ou pelo sonho em o Vidrinho de Cheiro e Contos Risonhos, para logo em os Ratos e o Trovador enveredar pelo teatralização da lenda do flautista de Hamlim. A Lenda das Amendoeiras e Nau Catrineta são duas outras peças teatrais de Alice Gomes. Poesia Para a infância (1955) é uma antologia de poesia portuguesa e brasileira. Outras das suas obras dedicadas à poesia são Poesia de infância (1966) e Bichinho poeta (1970), livro de poemas que ocupa um lugar destacado na obra desta escritora que foi elemento proeminente de várias actividades ligadas à criança. As reflexões que deixou expressas em Aprender sorrindo e Literatura para a Infância, 1979, demonstram a sua contínua actividade de escritora e divulgadora de literatura infantil.
Esta mostra pretende homenagear Alice Gomes, a escritora nascida na Granjinha, Tabuaço, em 1910 e falecida em Lisboa, em 1983, e que não se considerava... escritora, conforme escreve na introdução de Pensamento da Poesia e Prosa da Vida (1989) “(…) gostaria de avisar que não sou escritora, mas apenas representa a fuga do meu espírito em dias de solidão…”.
A fotografia é da autoria do artista surrealista Fernando Lemos, datando do início da década de 50 do século XX, tendo sido publicada na obra Retratos de Quem? Anos 50 (São Paulo, Instituto Camões, 2000).
MOSTRA | 11 Janeiro - 7 Março | Sala de Referência | Entrada Livre
Cortesia de BN
Pintor Jacob Porat expõe «Homenagem a Fernando Pessoa»
Cortesia de IC
Sertã exibi a exposição documental «Poesia da Resistência»
Cedida pela Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa, esta exposição compõe-se de 22 cartazes de grandes dimensões, onde se faz alusão a vinte grandes poetas portugueses do Séc. XX, que lutaram pela liberdade através dos seus versos.
A “Poesia da Resistêcnia” permite revisitar poemas de ilustres personalidades da literatura, como Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, Manuel Alegre, Natália Correia, António Gedeão, Xanana Gusmão ou Carlos Oliveira. É ainda possível conhecer as apresentações bio-bibliográficas de vinte gigantes da literatura e cidadania portuguesa.
Esta mostra pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 15 às 18 horas.
Cortesia Radio Contestável
Exposição Aniversário de Fernando Pessoa

A exposição estará patente ao público até dia 30 de Junho.
A sessão de Abertura contará com uma sessão de poesia por Joaquim Evónio.
Irá ainda haver uma pequena palestra sobre o Fernando Pessoa pelo seu sobrinho Dr. Luís Rosa Dias
Participam os seguintes artistas:
Carruço, Carmen Lara, Carlos Gomes, H. Mourato, Fernando Infante do Carmo, David Marques, António Sem, Paulo Prates, Theia Roiz, Marco Ayres, Henrique Tigo, entre outros.
Exposição de Internacional de Arte Postal participam:
Alemanha (1) Bernhard Zilling – Austrália (1) Denis Mizzi – Brasil (5) Sérgio Monteiro de Almeida, José Roberto Sechi,Vitor Cavallo,Celso Cintra,Thiago Buoro – Bélgica/ Belgique (2) Baudhuin Simon,Stuka Fabryka – Canada (1) Artopia – Espanha/ Espana(2) Miguel Jiménez, Juan Montero Lobo – Estados Unidos/ USA (9) Jim Leftwich, David L. Alvey, T. Smith, John M. Bennett, Dan Buck, Valery Oisteanu, Mary K. Cain, Sydney Burroughs, Zo Zois – Equador/ Ecuador (1) Monica Garces Conley – França/ France (5) André Robèr, Zav, Jean Hugues, Yves Maraux, Pascal Lenoir – Holanda/ Nederland (2) Jan van dePol, Rael – Itália/ Italia(10) Enrico Pignone, Pinky, Giovanni, Emily Joe, Varese, Lancillotto Bellini, Roberto Scala, Fabio Sassi, Ruggero Maggi, Anna Boschi, Adriano Bonari – Inglaterra/ England (4) Jon Bray, Ray Bass, Skandy, Jordan Ambler – Japão/ Japan (2) Ryosuke Cohen, Keichi Nakamura – Lituania / Lietuva (1) Gytis Skudzinskas – Portugal (20) H. Mourato, Silvia Soares, Henrique Tigo, Manuel Pina, Vera Occhiucci, Gonçalo Beja da Costa, Miguel Barros, Prekatado, Henry Cruz, Aida Espadinha, Fernando Henriques, Lourdes, Ana Maria Malta, Paulo Santos, Eduardo Perestrelo, Maria Arceu,Clo Bourgar, Ana Maria Malta José Manuel Alves-Pereira, Victor Teixeira Lopes, Joaquim Sousa, Raquel Martins, Maria Azenha – República Checa/ Ceská Republika (1) Valentino Sani – Uruguai/ Uruguay (1) Clemente Padin.
Instalação poética “Entre o Livro e a Liberdade”

INFO
Cortesia de Colectivo Silêncio da Gaveta
Ankara recebe exposição de Fotografia e Poesia “Dos Tempos de Lisboa”
No decorrer da sua visita, João Tibério conhecerá os alunos de língua portuguesa da Universidade de Ancara com os quais terá oportunidade de partilhar a sua experiência.
A Exposição terá lugar na Entrada de Honra da Faculdade de Língua, História e Geografia da Universidade de Ancara entre os dias 12 e 26 de Abril do corrente.
A acompanhar as fotografias do autor estarão em exibição poemas de Alexandre O’Neill, Ruy Belo, Ana Hatherly, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, Luiza Neto Jorge, Al Berto, Casimiro de Brito, António Ramos Rosa, Manuel Alegre, M. Tiago Paixão, entre outros.
Cortesia de IC
Espólio de Camilo Pessanha
O presente núcleo, constituído por 189 documentos, foi adquirido, em 1979, pela Biblioteca Nacional a Pedro Falcão de Azevedo; mais tarde, integraram-no duas colecções de fotocópias que se prendem com o Caderno Poético 9 de Camilo Pessanha, surpreendentemente revelado, corria o ano de 1966, pelas vicissitudes e pelas ondas de choque da «Revolução Cultural» em Macau, no âmbito dos tumultos ali registados contra a soberania portuguesa.
Camilo Pessanha é, tal como Nicolau Tolentino, António Nobre e Cesário Verde, um escritor de livro único. Caracteriza-se a sua obra poética pela brevidade e pela depuração que a existência de múltiplas versões dos seus textos permite aferir. Os seus manuscritos autógrafos são raros por motivos que se prendem com a sua abulia, as suas fracturas, a incapacidade de se adaptar aos valores prevalecentes.
Cortesia de BN
Comboios de Livros
A exposição apresenta uma selecção do extenso trabalho fotográfico de Duarte Belo sobre as instalações, as colecções e as actividades da Biblioteca Nacional de Portugal, realizado ao longo dos dois últimos anos.
Parte desse trabalho é igualmente apresentado num livro com o mesmo título, de edição conjunta da Assírio & Alvim e da BNP, que será lançado no dia da inauguração da Exposição.
“Não é por acaso que a gíria da Biblioteca coloca os livros em 'comboios': a metáfora traduz como nenhuma outra o conceito físico da arrumação sistemática em grandes unidades colectivas ligadas em linha. Mas também simboliza, no melhor que a imaginação pode produzir, um mundo de ideias de movimento, viagem, partida, chegada, descoberta de novas paisagens, despedidas e reencontros... Cada 'comboio de livros' é, em si, uma promessa de múltiplos itinerários - em cada livro e para cada leitor – em diferentes eras, contextos, ocasiões. Mas o comboio é, também, representante de uma época de modernidade que, ainda presente, já é passado. Hoje, numa lógica de viajar completamente diferente, a Internet perturba o conceito secular de Biblioteca como organização alinhada, e em terra firme. Ultrapassando a fisicalidade do papel, transporta-nos para um universo de informação digital transmitida à velocidade da luz, onde – também não por acaso – viajamos, mas navegando. Saímos da dimensão contida de cada povoado, de cada cidade, de cada país, de cada continente, para mares onde se misturam as nações e as línguas, a uma escala planetária em que todos nos encontramos precariamente ligados. Também eles presentes nesse universo fluido, sem tempo nem espaço, os livros continuam, no entanto, a ser idealizados, impressos, distribuídos, disseminados e a ter um lugar à sua espera em qualquer carruagem de um 'comboio de livros' da Biblioteca.”
In : Comboios de Livros /Duarte Belo, Maria Inês Cordeiro. Lisboa: Assírio & Alvim; BNP, 2009, pág. 13.
Esta iniciativa – compreendendo a exposição e a edição - contou com o generoso apoio mecenático da empresa Hagen, adjudicatária da Obra de Ampliação e Remodelação da Torre de Depósitos da Biblioteca Nacional de Portugal, e da Fundação EDP.
Cortesia de BN
Portugal na Expolingua 2009
Da programação portuguesa, destacam-se actividades de dinamização do stand, nomeadamente, um curso de sensibilização à aprendizagem do Português, da responsabilidade de Catarina Castro, leitora do IC em Berlim, e de Madalena Simões, leitora do IC em Hamburgo.
Os visitantes do stand poderão ainda ter acesso a informação actual sobre bolsas de estudo, cursos de Português e Exames de Certificação da Língua Portuguesa, ou assistir a documentários sobre autores lusófonos e vídeos promocionais.
Vários materiais e ferramentas multimédia para aprendizagem da língua portuguesa serão também divulgadas pelo Instituto Camões neste evento, bem como informações sobre o Centro Virtual Camões (CVC) – plataforma do IC na Internet para apoio ao ensino-aprendizagem do Português Língua não Materna e para divulgação das culturas lusófonas.
A exposição, visitada anualmente por mais de 15 mil pessoas, conta com o apoio da Embaixada de Portugal em Berlim e da Delegação do AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) em Berlim.
Cortesia de IC
Exposição surrealista recorda "escândalo" de há 60 anos
Os Surrealistas apresentaram-se então como um anti-grupo. Tinham rompido no ano anterior (1948) com o Grupo Surrealista de Lisboa, de que era figura tutelar o escritor, pintor e encenador António Pedro.
Durante 15 dias, naquela sala lisboeta de projecção de filmes, num primeiro andar, à Sé, deixou a sua marca a rebeldia dos 12 jovens pintores e poetas envolvidos no afrontamento à cultura oficial: Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, Pedro Oom, Risques Pereira, António Maria Lisboa, Mário Henrique Leiria, Fernando José Francisco, Carlos Eurico da Costa, Carlos Calvet, Fernando Alves dos Santos, António Paulo Tomas e João Artur da Silva.
Mário Cesariny contaria, mais tarde, ter visto visitantes da exposição saírem dali em passo acelerado, passarem a porta e, em vez de descerem, subirem as escadas em caracol que ligam o rés-do-chão aos outros pisos, só alguns passos adiante se dando conta do desatino...
Também foram à exposição, mas saíram depois normalmente, descendo as escadas, Almada Negreiros, João Gaspar Simões, António Pedro, outras figuras das Artes e das Letras.
Como evocou à Lusa Cruzeiro Seixas, outro dos "dissidentes" do anti-grupo, houve alguns "sorrisos de compreensão", sorrisos complacentes. O poeta e pintor contou que António Pedro disse na altura a quem o quis ouvir que "a única coisa boa" da exposição, e que acabaria por comprar, era um "objecto" dele (Cruzeiro Seixas). "Mas não era - rebate, 60 anos volvidos, recordando o episódio - O que estava bom naquela exposição não eram objectos, era a ideia de fazermos aquilo, aquele traço grosso de liberdade que, realmente, estava dentro de nós".
O regresso dos surrealistas"
Sessenta anos depois, pela mão da Galeria Perve, Os Surrealistas "regressaram" à mesma sala, hoje com outras funções. Simbolicamente, a exposição - que é uma homenagem - abriu e vai fechar rigorosamente nos mesmos dias que em 1949: 18 de Junho- 02 de Julho.
Lá estão algumas das pinturas e alguns dos desenhos então mostrados, alguns dos poemas então lidos em voz alta, alguns dos objectos. Adicionalmente, são exibidos um curto filme de ficção dos anos 60 realizado por Carlos Calvet, com Mário Cesariny no protagonista, e três documentários de Carlos Cabral Nunes, da Galeria Perve, sobre Cesariny, Cruzeiro Seixas e a última exposição que este último fez em vida.
A homenagem completa-se com mais três pólos expositivos em Lisboa: na Perve Galeria, à Rua das Escolas Gerais, 17 e 19, e em duas salas da Rua dos Remédios, números 57, primeiro andar, e 98.
Na Perve, a exposição tem por título "Surrealismo abrangente após 1950" e apresenta obras de surrealistas realizadas após a exposição de 1949 e de artistas em que "a influência do Surrealismo é forte", como nos casos de Mário Botas, António Quadros, Raul Perez, João Rodrigues, Gonçalo Duarte, Isabel Meyrelles, José Escada, entre outros.
As exposições patentes nas duas salas da Rua dos Remédios - "Revisitação", com obras próximas do ideário surrealista (Liberdade, Amor, Poesia), e "In-situ", com obras realizadas no local - estão "correlacionadas", porque nelas participam basicamente os mesmos artistas. Entre outros, Manuel João Vieira, Inês Marcelo Curto, João Garcia Miguel, Fernando Aguiar, Chris Hales, Stanislav Miler, Ricardo Casimiro, Cabral Nunes, Nuno Espinho.
A exposição na antiga sala Pathé Baby encerra a 2 de Julho. As restantes poderão ser vistas até 31 de Julho.
Ainda em Lisboa, a 1 de Julho, o Centro Cultural de Belém acolherá o lançamento do livro-objecto artístico de Cruzeiro Seixas "Prosseguimos, cegos pela intensidade da luz", será inaugurada em Alcântara a Galeria Perve Ceutarte e, na Galeria São Bento, abrirá ao público a exposição "Objectos e formas surrealistas".
Mas a homenagem não se circunscreve a Lisboa e vai viajar para outros pontos do país:
- entre 30 de Junho e 30 de Julho, o Porto poderá ver "Os Surrealistas - ontem e amanhã" na Livraria Lello, que será cenário, no primeiro dia, do lançamento do livro-objecto artístico "Prosseguimos, cegos pela intensidade da luz".
- entre 15 de Julho e 30 de Agosto ficará patente em Torres vedras, na Galeria Municipal, a exposição "Albergue da Liberdade", que inclui a estrutura com o mesmo nome levada pelo seu autor, o arquitecto Pancho Guedes, à Bienal de Veneza e entretanto doada para integrar o espólio da Casa da Liberdade Mário Cesariny.
Cortesia de O Público
Ary dos Santos - A força da poesia
«Mais do que mostrar o autor de canções inesquecíveis às quais o seu nome ficará para sempre ligado - e sem menosprezar este lado muito importante da poesia de Ary -, a exposição tem uma forte componente biográfica e uma dimensão mais abrangente, já que se pretende dar a conhecer o poeta, a forma como esteve na vida, na publicidade, na política, no seio da família e dos amigos», disse à agência Lusa o administrador-delegado da SPA, José Jorge Letria.
Cerca de 30 painéis com diversos materiais, incluindo fotografias, documentos, objectos pessoais de Ary dos Santos ou relacionados com a sua vida, poemas, letras de canções ou textos que escreveu para revista integram a exposição, baseada na fotobiografia de Ary dos Santos de Alberto Bemfeita - colega do poeta na agência de publicidade Espiral e seu amigo pessoal - dada à estampa em 2003 pela Caminho e que é coordenada pelo artista plástico e cenógrafo Fernando Filipe.
O espólio do poeta - que foi cooperador da SPA - patente na exposição foi cedido pelo Partido Comunista Português (PCP), do qual Ary dos Santos foi militante e ao qual o deixou em testamento.
A mostra assinala o 25.º aniversário da morte de Ary dos Santos, em Lisboa, a 18 de Janeiro de 1984, com 47 anos.
'Ary dos Santos foi um homem do excesso e da transgressão', observou José Jorge Letria, para quem Ary foi «um poeta que esteve presente nas canções, na publicidade, na política, que escrevia para revista, mas acima de tudo um grande poeta que usou as palavras de modo único e inimitável».
Foi - qualificou - «um homem que teve sempre uma atitude desmedida, de coragem, força, generosidade e solidariedade cuja obra poética é muitas vezes abafada pelas letras de canções que escreveu».
São também objectivos da exposição dar a conhecer um Ary dos Santos que «nem sequer precisava da canção para ser lido e escutado, contribuindo para que seja mais estudado nas faculdades» e libertando-o de dois preconceitos que recaíram sobre a sua obra - o primeiro por ter sido militante comunista e por a sua obra se ter colado sempre a isso e o segundo por ter escrito para canções e para política, o que era considerado menor para a poesia.
Paralelamente à exposição, que nas palavras de José Jorge Letria «é a maior feita até hoje sobre o autor de 'As portas que Abril abriu'», a SPA conta ainda realizar um recital de poesia , para o qual vai convidar José Fanha e Joaquim Pessoa, e um colóquio sobre a vida e obra de Ary.
A mostra está patente ao público até 18 de Maio, mas será reposta nos meses de Julho e Agosto.
Cortesia de Sol
Exposição Internacional: Iluminações Descontínuas

Três poemas desenhados em exposição
Três poemas desenhados por Almada Negreiros (1893-1970) em 1920 vão estar expostos pela primeira vez em Caligrafias - Uma Realidade Inquieta, exposição com obras de trinta artistas portugueses e estrangeiros que abre ao público amanhã no Museu das Comunicações.
A série de caligramas - desenhada em pequenas folhas simples de um caderno de apontamentos - é mostrada pela primeira vez publicamente nesta exposição. Almada Negreiros desenhou cadeiras, árvores, uma mesa e outras figuras com frases poéticas. Paralelamente a esta exposição, a Fundação edita o livro Caligrafias - A Nascente dos Nomes, que irá dar continuidade ao caderno temático Caligrafias, editado em 2006 pela Revista Mealibra de Viana do Castelo.
Cortesia de O Público
A Voz dos Espelhos - Surrealismo Actual
Inaugura amanhã, dia 6 de Setembro, pelas 18h00 na Galeria Municipal Artur Bual, Amadora, a exposição A Voz dos Espelhos - Surrealismo Actual com a participação de diversos autores. Na sessão de abertura, Miguel de Carvalho e Rik Lina falarão sobre o Movimento Surrealista, serão declamados poemas de João Rasteiro e haverá ainda a música do Duo The Lights por Katherine Ann Fiero e José Oliveira. A Exposição estará patente até ao dia 19 de Outubro.
Weltliteratur. Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!
A Fundação Calouste Gulbenkian inaugura a 30 de Setembro uma exposição sobre literatura que mostra textos literários e documentos em conjunto com quadros, esculturas e fotografias, procurando estabelecer ligações entre uns e outros. Weltliteratur - Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o Mundo! é a designação dada a esta mostra, associando uma expressão de Goethe a um verso de Cesário Verde. O professor universitário António M. Feijó é o comissário da mostra, que ficará durante três meses na galeria de exposições temporárias da Fundação Gulbenkian.
Cortesia de CFP