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Mostra Alves Redol, Manuel da Fonseca e o ciclo histórico do Neo-Realismo português

No centenário do nascimento dos dois escritores, a mostra bibliográfica pretende situar a obra de ambos no contexto histórico em que a corrente neo-realista configurou um ciclo de pertinência (1937-1959) de uma opção realista na literatura e na arte, não obstante as soluções de mediação estética diversas. Ora, justamente, o autor de Glória, uma Aldeia do Ribatejo e do romance Gaibéus, com forte influência etnográfica inicial, surge na linha de um realismo documental que forma dicotomia com o autor dos poemas de Rosa dos Ventos ou dos contos de Aldeia Nova, cujo realismo é marcadamente lírico.

Alves Redol (1911-1969) e Manuel da Fonseca (1911-1991) iriam posteriormente evoluir: o primeiro para a sua obra clássica, abandonada a tendência para a recolha de campo, a partir do romance A Barca dos Sete Lemes, em 1958, a Muro Branco, de 1966; o segundo, abandonada a tematização alentejana, deu lugar aos temas citadinos de Um Anjo no Trapézio, de 1968, ou de Tempo de Solidão, em 1969.

O cabeçalho do artigo mostra-nos os dois autores, em fotografia (pormenor) de cerca de 1940, da Col. de António da Mota Redol.

Patente até 2 de Julho, na Sala de Referência da Biblioteca Nacional. Entrada livre.

Cortesia de BN

Exposição «Os livros de M. S. Lourenço»

Está patente a exposição "Os livros de M. S. Lourenço" na Biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa entre os dias 9 e 21 de Maio. No dia 17, às 17h30, na sala 5.2 da Faculdade de Letras realiza-se uma evocação do Professor Manuel Lourenço, com a participação de Ana Maria Bénard da Costa, Elisabete de Sousa e João Dionísio.

Sophia de Mello Breyner Andresen - Uma Vida de Poeta

Tivemos o gosto de comissariar, a convite de Maria Sousa Tavares e da Biblioteca Nacional de Portugal, a exposição apresentada por ocasião da entrega do espólio de Sophia ao Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea.

Seleccionámos as peças que a compõem, a partir de uma pré-selecção feita por Maria Sousa Tavares. Trata-se de manuscritos de correspondência entre Sophia e família ou amigos, de poesia e de prosa, em cadernos e em folhas soltas, onde há textos rescritos, versões acabadas e outras de trabalho em curso ou simplesmente começadas; há também impressos, vários dos quais com emendas autógrafas, e fotografias.

Além destes documentos, indicativos da diversidade e da qualidade do espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen, a exposição contém outros conjuntos de objectos que os complementam. Por um lado, primeiras edições e uma escolha de edições ilustradas. Por outro, peças de artistas plásticos e de fotógrafos oferecidas a Sophia pelos seus autores e que em muitos casos ilustraram edições de livros seus. E, finalmente, insígnias recebidas por Sophia em sinal do reconhecimento público que por diversas vezes lhe foi testemunhado e que fica a fazer parte da sua história.

O princípio geral de ordenação das peças expostas e do catálogo que lhes corresponde é o da cronologia; mas este critério dominante não foi aplicado de maneira rígida, porque entendemos fazer associações sugeridas por considerações de outra ordem entre peças e documentos diversos: por exemplo, aproximámos versões de um mesmo texto escritas em diversos suportes e em momentos distantes entre si, ou estabelecemos nexos entre fotografias e escritos.

Esta exposição, tal como o catálogo que agora se edita, pretenderam ser uma aproximação à vida e à obra de Sophia, construída a partir do seu espólio. Esperamos ter, de algum modo, atingido esse objectivo.

EXPOSIÇÃO | 26 Janeiro - 30 Abril | Entrada livre

Paula Morão e Teresa Amado

Cortesia de BN

Poesia Experimental Portuguesa

Na década de 60, um grupo de artistas questionou noções de texto e objecto artístico. A Fundação de Serralves apresenta obras da sua colecção, pertencentes a esse movimento. Até 16 de Abril, na Biblioteca da Póvoa de Varzim, a propósito das Correntes d''Escritas - Encontro de Escritores.

Comissariada por João Fernandes, director do Museu de Serralves, esta exposição apresenta obras de artistas e escritores portugueses, agentes de um momento importante de ruptura que redefiniu os conceitos de texto e objecto artístico, a partir da Poesia Visual.

Obras paradigmáticas, realizadas entre a década de 60 e 80, de autores como Ana Hatherly, António Aragão, António Barros, Ernesto Melo e Castro, Fernando Aguiar, Salette Tavares e Silvestre Pestana.

Entrada livre.

Cortesia de O Público

Alice Gomes: poesia e prosa de uma vida

Escritora, pedagoga, conferencista, dramaturga, Alice Gomes foi uma mulher de acção, que deixou publicados vários contos, poesias, traduções, ensaios e outros tantos por publicar. De toda a sua experiência de convívio e estudo da criança resulta uma obra diversificada onde a formação de pedagoga se associa à imaginação e ao humor. É com subtileza que procura incutir princípios que dignificam o futuro das crianças e é também com alegria que os procura atrair para a leitura, de modo a que não percam o gosto e a necessidade de ler.

Em estilo dialogante e comunicativo conta histórias do real retocado pelo maravilhoso ou pelo sonho em o Vidrinho de Cheiro e Contos Risonhos, para logo em os Ratos e o Trovador enveredar pelo teatralização da lenda do flautista de Hamlim. A Lenda das Amendoeiras e Nau Catrineta são duas outras peças teatrais de Alice Gomes. Poesia Para a infância (1955) é uma antologia de poesia portuguesa e brasileira. Outras das suas obras dedicadas à poesia são Poesia de infância (1966) e Bichinho poeta (1970), livro de poemas que ocupa um lugar destacado na obra desta escritora que foi elemento proeminente de várias actividades ligadas à criança. As reflexões que deixou expressas em Aprender sorrindo e Literatura para a Infância, 1979, demonstram a sua contínua actividade de escritora e divulgadora de literatura infantil.

Esta mostra pretende homenagear Alice Gomes, a escritora nascida na Granjinha, Tabuaço, em 1910 e falecida em Lisboa, em 1983, e que não se considerava... escritora, conforme escreve na introdução de Pensamento da Poesia e Prosa da Vida (1989) “(…) gostaria de avisar que não sou escritora, mas apenas representa a fuga do meu espírito em dias de solidão…”.

A fotografia é da autoria do artista surrealista Fernando Lemos, datando do início da década de 50 do século XX, tendo sido publicada na obra Retratos de Quem? Anos 50 (São Paulo, Instituto Camões, 2000).

MOSTRA | 11 Janeiro - 7 Março | Sala de Referência | Entrada Livre

Cortesia de BN

Pintor Jacob Porat expõe «Homenagem a Fernando Pessoa»

«Homenagem a Fernando Pessoa» é o nome de uma exposição de pinturas, da autoria do pintor israelita Jacob Porat, que estará patente na Sala de Exposições do Instituto Camões em Lisboa (Avenida da Liberdade, 270), de 9 de Dezembro até 23 de Dezembro de 2010. Esta mesma exposição já esteve em Israel em Novembro, por ocasião de uma conferência e edição da obra de Ricardo Reis em Hebraico.

Cortesia de IC

Sertã exibi a exposição documental «Poesia da Resistência»

A Casa da Cultura da sertã recebe até dia 27 de Novembro a exposição documental “Poesia da Resistência”.

Cedida pela Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa, esta exposição compõe-se de 22 cartazes de grandes dimensões, onde se faz alusão a vinte grandes poetas portugueses do Séc. XX, que lutaram pela liberdade através dos seus versos.

A “Poesia da Resistêcnia” permite revisitar poemas de ilustres personalidades da literatura, como Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, Manuel Alegre, Natália Correia, António Gedeão, Xanana Gusmão ou Carlos Oliveira. É ainda possível conhecer as apresentações bio-bibliográficas de vinte gigantes da literatura e cidadania portuguesa.

Esta mostra pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 15 às 18 horas.

Cortesia Radio Contestável

Exposição Aniversário de Fernando Pessoa


Exposição Colectiva de Artes Plásticas e Internacional de Arte Postal “Aniversário de Fernando Pessoa”, que se realiza no próximo dia 14 de Junho pelas 19h, no Museu da República e Resistência – Espaço Grandella – Estrada de Benfica 419 – 1500 Lisboa.

A exposição estará patente ao público até dia 30 de Junho.

A sessão de Abertura contará com uma sessão de poesia por Joaquim Evónio.

Irá ainda haver uma pequena palestra sobre o Fernando Pessoa pelo seu sobrinho Dr. Luís Rosa Dias

Participam os seguintes artistas:

Carruço, Carmen Lara, Carlos Gomes, H. Mourato, Fernando Infante do Carmo, David Marques, António Sem, Paulo Prates, Theia Roiz, Marco Ayres, Henrique Tigo, entre outros.

Exposição de Internacional de Arte Postal participam:

Alemanha (1) Bernhard Zilling – Austrália (1) Denis Mizzi – Brasil (5) Sérgio Monteiro de Almeida, José Roberto Sechi,Vitor Cavallo,Celso Cintra,Thiago Buoro – Bélgica/ Belgique (2) Baudhuin Simon,Stuka Fabryka – Canada (1) Artopia – Espanha/ Espana(2) Miguel Jiménez, Juan Montero Lobo – Estados Unidos/ USA (9) Jim Leftwich, David L. Alvey, T. Smith, John M. Bennett, Dan Buck, Valery Oisteanu, Mary K. Cain, Sydney Burroughs, Zo Zois – Equador/ Ecuador (1) Monica Garces Conley – França/ France (5) André Robèr, Zav, Jean Hugues, Yves Maraux, Pascal Lenoir – Holanda/ Nederland (2) Jan van dePol, Rael – Itália/ Italia(10) Enrico Pignone, Pinky, Giovanni, Emily Joe, Varese, Lancillotto Bellini, Roberto Scala, Fabio Sassi, Ruggero Maggi, Anna Boschi, Adriano Bonari – Inglaterra/ England (4) Jon Bray, Ray Bass, Skandy, Jordan Ambler – Japão/ Japan (2) Ryosuke Cohen, Keichi Nakamura – Lituania / Lietuva (1) Gytis Skudzinskas – Portugal (20) H. Mourato, Silvia Soares, Henrique Tigo, Manuel Pina, Vera Occhiucci, Gonçalo Beja da Costa, Miguel Barros, Prekatado, Henry Cruz, Aida Espadinha, Fernando Henriques, Lourdes, Ana Maria Malta, Paulo Santos, Eduardo Perestrelo, Maria Arceu,Clo Bourgar, Ana Maria Malta José Manuel Alves-Pereira, Victor Teixeira Lopes, Joaquim Sousa, Raquel Martins, Maria Azenha – República Checa/ Ceská Republika (1) Valentino Sani – Uruguai/ Uruguay (1) Clemente Padin.

Instalação poética “Entre o Livro e a Liberdade”

Convocam-se todos os poetas, de todas as línguas, com uma pátria do tamanho do mundo, a enviar um, dois ou três poemas, para a instalação poética “Entre o Livro e a Liberdade”, que vai acontecer nos dias 23, 24 e 25 de Abril de 2010, no jardim da Avenida Júlio Graça em Vila do Conde.O Colectivo Silêncio da Gaveta, depois de a 21 de Março de 2009, dia Mundial da Poesia, ter colocado mais de 2000 poemas, em mais duzentas árvores do jardim, traduzindo em seiva e fruto as palavras dos poetas, de cerca de duas dezenas de países, pretende este ano, com a colaboração da Nuvem Voadora, no mesmo jardim, fazer nascer entre as flores, as palavras dos poetas.Nesta nova instalação poética os poemas erguem-se do chão, como girassóis à procura do leitor.O colectivo agradece que o poema traga consigo o nome do autor e não ultrapasse uma folha A4, para que as palavras não se separem do mesmo cacho. Podem ser inéditos ou já editados. A convocatória pretende apenas os vossos poemas, os dos outros nós já temos.

INFO

Cortesia de Colectivo Silêncio da Gaveta

Ankara recebe exposição de Fotografia e Poesia “Dos Tempos de Lisboa”

É inaugurada hoje, dia 12 de Abril, a Exposição de Fotografia e Poesia “Dos Tempos de Lisboa”, da autoria de João Tibério, artista e investigador universitário.

No decorrer da sua visita, João Tibério conhecerá os alunos de língua portuguesa da Universidade de Ancara com os quais terá oportunidade de partilhar a sua experiência.

A Exposição terá lugar na Entrada de Honra da Faculdade de Língua, História e Geografia da Universidade de Ancara entre os dias 12 e 26 de Abril do corrente.

A acompanhar as fotografias do autor estarão em exibição poemas de Alexandre O’Neill, Ruy Belo, Ana Hatherly, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, Luiza Neto Jorge, Al Berto, Casimiro de Brito, António Ramos Rosa, Manuel Alegre, M. Tiago Paixão, entre outros.

Cortesia de IC


Espólio de Camilo Pessanha

O espólio de Camilo Pessanha dispersou-se em 1926 na sequência do seu falecimento. Sabe-se que João Manuel Pessanha, dias depois do óbito do pai, iniciou a venda dos objectos de arte chinesa que o poeta naquele ano não doara, por intermédio do governador de Macau Maia Magalhães, ao Museu Nacional de Machado de Castro. No que particularmente concerne aos seus manuscritos, a avaliar pelo depoimento de Sebastião da Costa, que visitou o poeta dois anos antes do seu falecimento e testemunhou o seu quotidiano caótico e a sua incúria, sofreram a usura do tempo e do acaso, sendo de lamentar o desaparecimento, por exemplo, da correspondência de Ana de Castro Osório, de Wenceslau de Moraes, quiçá do primeiro Presidente da República chinesa, Sun-Yat-Sen, com quem o poeta aparece em pelo menos duas fotografias, bem como aquela que se prendia com a sua actividade no seio da Maçonaria. Os poucos manuscritos que resistiram à insensibilidade de João Manuel Pessanha foram recolhidos em 1931, na sequência da sua chegada a Macau, por Danilo Barreiros. O presente núcleo documental pertenceu à família Castro Osório, que se relacionou amplamente com Camilo Pessanha, havendo inclusivamente laços familiares remotos, como é visível na correspondência mantida com João Baptista de Castro.

O presente núcleo, constituído por 189 documentos, foi adquirido, em 1979, pela Biblioteca Nacional a Pedro Falcão de Azevedo; mais tarde, integraram-no duas colecções de fotocópias que se prendem com o Caderno Poético 9 de Camilo Pessanha, surpreendentemente revelado, corria o ano de 1966, pelas vicissitudes e pelas ondas de choque da «Revolução Cultural» em Macau, no âmbito dos tumultos ali registados contra a soberania portuguesa.

Camilo Pessanha é, tal como Nicolau Tolentino, António Nobre e Cesário Verde, um escritor de livro único. Caracteriza-se a sua obra poética pela brevidade e pela depuração que a existência de múltiplas versões dos seus textos permite aferir. Os seus manuscritos autógrafos são raros por motivos que se prendem com a sua abulia, as suas fracturas, a incapacidade de se adaptar aos valores prevalecentes.

Cortesia de BN

Comboios de Livros

No ano em que se completam 40 anos de vida da Biblioteca Nacional no actual edifício do Campo Grande, Duarte Belo mostra imagens da casa e dos livros, dos seus movimentos, formas e cores...

A exposição apresenta uma selecção do extenso trabalho fotográfico de Duarte Belo sobre as instalações, as colecções e as actividades da Biblioteca Nacional de Portugal, realizado ao longo dos dois últimos anos.

Parte desse trabalho é igualmente apresentado num livro com o mesmo título, de edição conjunta da Assírio & Alvim e da BNP, que será lançado no dia da inauguração da Exposição.

“Não é por acaso que a gíria da Biblioteca coloca os livros em 'comboios': a metáfora traduz como nenhuma outra o conceito físico da arrumação sistemática em grandes unidades colectivas ligadas em linha. Mas também simboliza, no melhor que a imaginação pode produzir, um mundo de ideias de movimento, viagem, partida, chegada, descoberta de novas paisagens, despedidas e reencontros... Cada 'comboio de livros' é, em si, uma promessa de múltiplos itinerários - em cada livro e para cada leitor – em diferentes eras, contextos, ocasiões. Mas o comboio é, também, representante de uma época de modernidade que, ainda presente, já é passado. Hoje, numa lógica de viajar completamente diferente, a Internet perturba o conceito secular de Biblioteca como organização alinhada, e em terra firme. Ultrapassando a fisicalidade do papel, transporta-nos para um universo de informação digital transmitida à velocidade da luz, onde – também não por acaso – viajamos, mas navegando. Saímos da dimensão contida de cada povoado, de cada cidade, de cada país, de cada continente, para mares onde se misturam as nações e as línguas, a uma escala planetária em que todos nos encontramos precariamente ligados. Também eles presentes nesse universo fluido, sem tempo nem espaço, os livros continuam, no entanto, a ser idealizados, impressos, distribuídos, disseminados e a ter um lugar à sua espera em qualquer carruagem de um 'comboio de livros' da Biblioteca.”

In : Comboios de Livros /Duarte Belo, Maria Inês Cordeiro. Lisboa: Assírio & Alvim; BNP, 2009, pág. 13.

Esta iniciativa – compreendendo a exposição e a edição - contou com o generoso apoio mecenático da empresa Hagen, adjudicatária da Obra de Ampliação e Remodelação da Torre de Depósitos da Biblioteca Nacional de Portugal, e da Fundação EDP.

Cortesia de BN

Portugal na Expolingua 2009

O Instituto Camões (IC) irá representar Portugal na 22.ª Expolingua de Berlim, feira que irá decorrer entre 20 e 22 de Novembro, no Centro Russo da Ciência e da Cultura, com mais de 200 expositores de 30 países.

Da programação portuguesa, destacam-se actividades de dinamização do stand, nomeadamente, um curso de sensibilização à aprendizagem do Português, da responsabilidade de Catarina Castro, leitora do IC em Berlim, e de Madalena Simões, leitora do IC em Hamburgo.

Os visitantes do stand poderão ainda ter acesso a informação actual sobre bolsas de estudo, cursos de Português e Exames de Certificação da Língua Portuguesa, ou assistir a documentários sobre autores lusófonos e vídeos promocionais.

Vários materiais e ferramentas multimédia para aprendizagem da língua portuguesa serão também divulgadas pelo Instituto Camões neste evento, bem como informações sobre o Centro Virtual Camões (CVC) – plataforma do IC na Internet para apoio ao ensino-aprendizagem do Português Língua não Materna e para divulgação das culturas lusófonas.

A exposição, visitada anualmente por mais de 15 mil pessoas, conta com o apoio da Embaixada de Portugal em Berlim e da Delegação do AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) em Berlim.

Cortesia de IC

Exposição surrealista recorda "escândalo" de há 60 anos

Pinturas, desenhos, objectos, poemas lidos em voz alta, instalações, performances - de tudo isto se fez, há 60 anos, na sala da Pathé Baby, em Lisboa, a primeira exposição de Os surrealistas. E foi um escândalo.

Os Surrealistas apresentaram-se então como um anti-grupo. Tinham rompido no ano anterior (1948) com o Grupo Surrealista de Lisboa, de que era figura tutelar o escritor, pintor e encenador António Pedro.

Durante 15 dias, naquela sala lisboeta de projecção de filmes, num primeiro andar, à Sé, deixou a sua marca a rebeldia dos 12 jovens pintores e poetas envolvidos no afrontamento à cultura oficial: Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, Pedro Oom, Risques Pereira, António Maria Lisboa, Mário Henrique Leiria, Fernando José Francisco, Carlos Eurico da Costa, Carlos Calvet, Fernando Alves dos Santos, António Paulo Tomas e João Artur da Silva.

Mário Cesariny contaria, mais tarde, ter visto visitantes da exposição saírem dali em passo acelerado, passarem a porta e, em vez de descerem, subirem as escadas em caracol que ligam o rés-do-chão aos outros pisos, só alguns passos adiante se dando conta do desatino...

Também foram à exposição, mas saíram depois normalmente, descendo as escadas, Almada Negreiros, João Gaspar Simões, António Pedro, outras figuras das Artes e das Letras.

Como evocou à Lusa Cruzeiro Seixas, outro dos "dissidentes" do anti-grupo, houve alguns "sorrisos de compreensão", sorrisos complacentes. O poeta e pintor contou que António Pedro disse na altura a quem o quis ouvir que "a única coisa boa" da exposição, e que acabaria por comprar, era um "objecto" dele (Cruzeiro Seixas). "Mas não era - rebate, 60 anos volvidos, recordando o episódio - O que estava bom naquela exposição não eram objectos, era a ideia de fazermos aquilo, aquele traço grosso de liberdade que, realmente, estava dentro de nós".

O regresso dos surrealistas"

Sessenta anos depois, pela mão da Galeria Perve, Os Surrealistas "regressaram" à mesma sala, hoje com outras funções. Simbolicamente, a exposição - que é uma homenagem - abriu e vai fechar rigorosamente nos mesmos dias que em 1949: 18 de Junho- 02 de Julho.

Lá estão algumas das pinturas e alguns dos desenhos então mostrados, alguns dos poemas então lidos em voz alta, alguns dos objectos. Adicionalmente, são exibidos um curto filme de ficção dos anos 60 realizado por Carlos Calvet, com Mário Cesariny no protagonista, e três documentários de Carlos Cabral Nunes, da Galeria Perve, sobre Cesariny, Cruzeiro Seixas e a última exposição que este último fez em vida.

A homenagem completa-se com mais três pólos expositivos em Lisboa: na Perve Galeria, à Rua das Escolas Gerais, 17 e 19, e em duas salas da Rua dos Remédios, números 57, primeiro andar, e 98.

Na Perve, a exposição tem por título "Surrealismo abrangente após 1950" e apresenta obras de surrealistas realizadas após a exposição de 1949 e de artistas em que "a influência do Surrealismo é forte", como nos casos de Mário Botas, António Quadros, Raul Perez, João Rodrigues, Gonçalo Duarte, Isabel Meyrelles, José Escada, entre outros.

As exposições patentes nas duas salas da Rua dos Remédios - "Revisitação", com obras próximas do ideário surrealista (Liberdade, Amor, Poesia), e "In-situ", com obras realizadas no local - estão "correlacionadas", porque nelas participam basicamente os mesmos artistas. Entre outros, Manuel João Vieira, Inês Marcelo Curto, João Garcia Miguel, Fernando Aguiar, Chris Hales, Stanislav Miler, Ricardo Casimiro, Cabral Nunes, Nuno Espinho.

A exposição na antiga sala Pathé Baby encerra a 2 de Julho. As restantes poderão ser vistas até 31 de Julho.

Ainda em Lisboa, a 1 de Julho, o Centro Cultural de Belém acolherá o lançamento do livro-objecto artístico de Cruzeiro Seixas "Prosseguimos, cegos pela intensidade da luz", será inaugurada em Alcântara a Galeria Perve Ceutarte e, na Galeria São Bento, abrirá ao público a exposição "Objectos e formas surrealistas".

Mas a homenagem não se circunscreve a Lisboa e vai viajar para outros pontos do país:

- entre 30 de Junho e 30 de Julho, o Porto poderá ver "Os Surrealistas - ontem e amanhã" na Livraria Lello, que será cenário, no primeiro dia, do lançamento do livro-objecto artístico "Prosseguimos, cegos pela intensidade da luz".

- entre 15 de Julho e 30 de Agosto ficará patente em Torres vedras, na Galeria Municipal, a exposição "Albergue da Liberdade", que inclui a estrutura com o mesmo nome levada pelo seu autor, o arquitecto Pancho Guedes, à Bienal de Veneza e entretanto doada para integrar o espólio da Casa da Liberdade Mário Cesariny.

Cortesia de O Público

Ary dos Santos - A força da poesia

«Mais do que mostrar o autor de canções inesquecíveis às quais o seu nome ficará para sempre ligado - e sem menosprezar este lado muito importante da poesia de Ary -, a exposição tem uma forte componente biográfica e uma dimensão mais abrangente, já que se pretende dar a conhecer o poeta, a forma como esteve na vida, na publicidade, na política, no seio da família e dos amigos», disse à agência Lusa o administrador-delegado da SPA, José Jorge Letria.

Cerca de 30 painéis com diversos materiais, incluindo fotografias, documentos, objectos pessoais de Ary dos Santos ou relacionados com a sua vida, poemas, letras de canções ou textos que escreveu para revista integram a exposição, baseada na fotobiografia de Ary dos Santos de Alberto Bemfeita - colega do poeta na agência de publicidade Espiral e seu amigo pessoal - dada à estampa em 2003 pela Caminho e que é coordenada pelo artista plástico e cenógrafo Fernando Filipe.

O espólio do poeta - que foi cooperador da SPA - patente na exposição foi cedido pelo Partido Comunista Português (PCP), do qual Ary dos Santos foi militante e ao qual o deixou em testamento.

A mostra assinala o 25.º aniversário da morte de Ary dos Santos, em Lisboa, a 18 de Janeiro de 1984, com 47 anos.

'Ary dos Santos foi um homem do excesso e da transgressão', observou José Jorge Letria, para quem Ary foi «um poeta que esteve presente nas canções, na publicidade, na política, que escrevia para revista, mas acima de tudo um grande poeta que usou as palavras de modo único e inimitável».

Foi - qualificou - «um homem que teve sempre uma atitude desmedida, de coragem, força, generosidade e solidariedade cuja obra poética é muitas vezes abafada pelas letras de canções que escreveu».

São também objectivos da exposição dar a conhecer um Ary dos Santos que «nem sequer precisava da canção para ser lido e escutado, contribuindo para que seja mais estudado nas faculdades» e libertando-o de dois preconceitos que recaíram sobre a sua obra - o primeiro por ter sido militante comunista e por a sua obra se ter colado sempre a isso e o segundo por ter escrito para canções e para política, o que era considerado menor para a poesia.

Paralelamente à exposição, que nas palavras de José Jorge Letria «é a maior feita até hoje sobre o autor de 'As portas que Abril abriu'», a SPA conta ainda realizar um recital de poesia , para o qual vai convidar José Fanha e Joaquim Pessoa, e um colóquio sobre a vida e obra de Ary.

A mostra está patente ao público até 18 de Maio, mas será reposta nos meses de Julho e Agosto.

Cortesia de Sol

Exposição Internacional: Iluminações Descontínuas


De 17 de Janeiro a 28 de Fevereiro de 2009, está patente a Exposição Internacional Iluminações Descontínuas - surrealismo actual na Sala de Exposições Temporárias Manuel Gambôa, no Convento de São José em Lagoa (http://www.conventosjose.co.pt/).

A inauguração da Exposição é no dia 17 de Janeiro pelas 17 horas e tem a presença de alguns artistas com música, poesia e pintura ao vivo.

Três poemas desenhados em exposição

Três poemas desenhados por Almada Negreiros (1893-1970) em 1920 vão estar expostos pela primeira vez em Caligrafias - Uma Realidade Inquieta, exposição com obras de trinta artistas portugueses e estrangeiros que abre ao público amanhã no Museu das Comunicações.

A série de caligramas - desenhada em pequenas folhas simples de um caderno de apontamentos - é mostrada pela primeira vez publicamente nesta exposição. Almada Negreiros desenhou cadeiras, árvores, uma mesa e outras figuras com frases poéticas. Paralelamente a esta exposição, a Fundação edita o livro Caligrafias - A Nascente dos Nomes, que irá dar continuidade ao caderno temático Caligrafias, editado em 2006 pela Revista Mealibra de Viana do Castelo.

Cortesia de O Público

A Voz dos Espelhos - Surrealismo Actual

Inaugura amanhã, dia 6 de Setembro, pelas 18h00 na Galeria Municipal Artur Bual, Amadora, a exposição A Voz dos Espelhos - Surrealismo Actual com a participação de diversos autores. Na sessão de abertura, Miguel de Carvalho e Rik Lina falarão sobre o Movimento Surrealista, serão declamados poemas de João Rasteiro e haverá ainda a música do Duo The Lights por Katherine Ann Fiero e José Oliveira. A Exposição estará patente até ao dia 19 de Outubro.

Weltliteratur. Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!

A Fundação Calouste Gulbenkian inaugura a 30 de Setembro uma exposição sobre literatura que mostra textos literários e documentos em conjunto com quadros, esculturas e fotografias, procurando estabelecer ligações entre uns e outros. Weltliteratur - Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o Mundo! é a designação dada a esta mostra, associando uma expressão de Goethe a um verso de Cesário Verde. O professor universitário António M. Feijó é o comissário da mostra, que ficará durante três meses na galeria de exposições temporárias da Fundação Gulbenkian.

Cortesia de CFP

Centenário do Nascimento de Adolfo Casais Monteiro

A Biblioteca Nacional de Portugal está a preparar uma exposição evocativa da personalidade e da obra de Adolfo Casais Monteiro, com o título Adolfo Casais Monteiro: uma outra presença, a inaugurar dia 30 de Setembro. Este ensaísta é uma das personalidades mais representativas do movimento literário, comummente designado por Segundo Modernismo, e sobressai, enquanto ensaísta, pela extrema lucidez e independência do seu pensamento. Foi colaborador na segunda série da revista Presença, ao lado de José Régio e de João Gaspar Simões, dando continuidade à divulgação de valores estéticos e de autores, como Fernando Pessoa e os seus companheiros da revista Orpheu (1914-1915).

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