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Printemps des Poètes 2011

Organização
Centre Culturel Rencontre Abbaye de Neumünster
28, Rue de Münster
Luxemburgo
Te : +352 262052-1
Fax : +352 26201980
contact@ccrn.lu
www.ccrn.lu

Apoios

Em colaboração com o Instituto Camões – CCP Luxemburgo, a Kulturfabrik, a Escola Europeia e o Ministério da Educação do Luxemburgo e com vários Centros e Serviços Culturais das Embaixadas sediadas no país.

Cortesia de IC

Instituto Camões assume presidência da rede de institutos de cultura europeus

O Instituto Camões (IC) vai presidir, a partir de junho próximo e durante um ano, à rede EUNIC – a European Union National Institutes for Culture (Institutos Nacionais da União Europeia para a Cultura), que agrega de modo relativamente informal, desde 2006, as agências de difusão cultural dos estados da União Europeia em núcleos (clusters) presentes noutros países, sejam eles da UE ou não, o mais recente dos quais foi criado em dezembro em Moçambique.

A assunção da presidência da EUNIC por parte de Portugal, que atualmente ocupa aí a primeira vice-presidência, «gera muitas expectativas, porque vai corresponder a um momento de autonomização» daquela instituição, segundo revelou a Presidente do IC, Ana Paula Laborinho, no seminário sobre ação cultural externa.

«Até agora a EUNIC era essencialmente um projeto suportado pelo British Council e pelo Goethe Institut. A partir da nossa presidência tornar-se-á um projeto coletivo com a participação financeira de todos os países, de todas as instituições europeias que a integram», acrescentou Ana Paula Laborinho. É um projeto que vai ter um escritório em Bruxelas e desenvolver um trabalho de acompanhamento e de lobbying junto da Comissão Europeia, acrescentou.

Esta mudança na EUNIC, que agrega 30 institutos de 26 países, surge numa altura em que a União Europeia começa a discutir uma política externa cultural. Ana Paula Laborinho explicou que na mais recente reunião da EUNIC, realizada em Bruxelas a 8 de dezembro, esteve presente o diretor-geral da Cultura e Educação da Comissão Europeia, Jan Truszczyński, que referiu «a necessidade de começar a articular a EUNIC com os propósitos da ação cultural externa da Europa». «É alguma coisa que começa a ser discutida, mas é uma coisa que também vai passar pela EUNIC», considerou a Presidente do IC.

«As expetativas que existem em relação a Portugal é que possamos, com a nossa proximidade com algumas das grandes áreas regionais emergentes, reforçar e até lançar clusters EUNIC nesses países. Estou a referir-me aos [países] BRIC [Brasil, Rússia, Índia e China], com especial relevo para a Índia, China e Brasil, mas o mesmo objetivo existe também em relação aos países africanos», frisou Ana Paula Laborinho que apelou ao empenho nas estruturas da EUNIC dos responsáveis pela ação cultural externa junto das embaixadas e centros culturais.

Cortesia de IC

Dia da Latinidade 2010

Hoje, dia 2 de Junho, pelas 16h30, o Instituto Camões recebe, no âmbito das comemorações do Dia da Latinidade, um conjunto de intervenções destinadas a assinalar a efeméride. Com o objectivo de “promover a consciência da identidade cultural comum aos povos de origem latina”, este evento conta com a presença, numa sessão solene, do Secretário de Estado das Comunidades, Dr. António Braga e do Secretário Geral da União Latina, Embaixador José Luís Dicente Ballester.

Cortesia de IC

Feira do Livro em Português na Universidade de Utreque

A apresentação da mais recente geração de autores de língua portuguesa foi o enfoque escolhido pelo leitorado do Instituto Camões na Universidade de Utreque para assinalar a Semana do Livro, que decorre de 8 a 14 de Março na Holanda.

As actividades previstas, na Biblioteca da Universidade de Utreque, compreendem a apresentação de uma exposição, a participação numa mini feira do livro e uma conferência pelo escritor Jacinto Lucas Pires, com o tema ‘Verdade e Ficção’

A exposição Novas Textualidades em Língua Portuguesa, é constituída por 12 cartazes, referentes aos seguintes autores: Jacinto Lucas Pires, Gonçalo M. Tavares, José Eduardo Agualusa, José Luís Peixoto, Dulce Maria Cardoso, Manuel de Freitas, Suleiman Cassamo, Tony Tcheka, José Luís Tavares, Maria da Concenção Lima, Luís Cardoso e Adriana Lisboa.

Na mini-feira do livro, entre 10 e 12 de Março, realizada com a colaboração das editoras neerlandesas Meulenhoff, Arbeiderspers, Poetry International e Van Gennep, estarão disponíveis títulos traduzidos de vários autores de língua portuguesa, como Dulce Maria Cardoso, José Eduardo Agualusa, Mia Couto, José Saramago, Nuno Júdice, Gonçalo M. Tavares, António Lobo Antunes, etc.

As actividades com vista à divulgação da literatura de língua portuguesa junto do público neerlandês serão desenvolvidas em parceria com a Embaixada de Portugal na Holanda e com o Departamento de Português da Universidade de Utreque.

Cortesia de IC

Tradução de contos extraídos de «Os Passos em Volta» vence 1ª edição do Prémio Hieronymitae Praguenses

A tradução para checo de alguns contos extraídos de ‘Os Passos em Volta’, de Herberto Hélder, efectuada por Juraj Štubner, venceu a 1ª edição do "Prémio Hieronymitae Praguenses" de tradução literária de obras em língua portuguesa.

O prémio, que visa galardoar anualmente os três melhores trabalhos de jovens tradutores lusitanistas checos até aos 30 anos de idade, é uma iniciativa do Instituto de Estudos Românicos da Faculdade de Letras da Universidade Carolina de Praga, em cooperação com o Instituto Camões (IC).
Os Vencedores


A cerimónia pública de entrega do prémio teve lugar quarta-feira na sede do Centro de Língua Portuguesa/IC e acolheu representantes de diversas instituições, designadamente das diversas faculdades checas onde se ensina o Português, da Câmara dos Tradutores Checos e da Rádio Nacional Checa, que entrevistou os vencedores.

Aberto a todas as literaturas de expressão portuguesa, a edição 2009 do Prémio viu seleccionadas para concurso oito traduções (sete em prosa e uma em poesia) de excertos de obras produzidas por Herberto Hélder, Sophia de Melo Breyner Andresen, Jorge de Sena, Miguel Torga, Branquinho da Fonseca, José Saramago, Hélia Correia e Inês Pedrosa.

Na opinião de Joaquim Coelho Ramos, responsável pelo Centro de Língua Portuguesa/IC de Praga, as traduções apresentadas a concurso mostraram «à partida, o grande interesse dos jovens lusitanistas checos pela literatura portuguesa contemporânea».

O júri – composto pelas professoras Marie Havlíková (Univ. de Pilsen), Silvie Špánková (Univ. Masaryk de Brno), Vlasta Dufková (Univ. Carolina de Praga), Zuzana Burianová (Univ. Palacký de Olomouc) e Šárka Grauová (Univ. Carolina de Praga, que presidiu), tradutoras e especialistas em diversas áreas das literaturas portuguesa, brasileira e africanas lusófonas – atribuiu o segundo lugar a Julia Drobna, pela tradução de excertos de Bichos, de Miguel Torga, e o terceiro lugar a Alena Dostálová, que trabalhou sobre O Físico Prodigioso, de Jorge de Sena.

Segundo a presidente do Júri, Šárka Grauová, «perante a qualidade da generalidade dos trabalhos e na impossibilidade de atribuir prémios a todos», foi ainda decidido atribuir uma menção honrosa a Barbora Kraftová, pela tradução de excertos de O Barão, de Branquinho da Fonseca, como forma de reconhecimento e motivação especial.

«A iniciativa contribui para a divulgação do talento e para a inserção destes jovens tradutores no mercado de trabalho especializado, sendo que alguns deles já receberam convites para apresentarem traduções em revistas literárias e chamaram a atenção de diversas casas editoras na República Checa e na Eslováquia», afirmou Joaquim Coelho Ramos.

Cortesia de IC

«Censive» dedica número à literatura portuguesa contemporânea

Um olhar sobre a literatura portuguesa contemporânea, «do Modernismo até à produção literária mais recente», é o que propõe o mais recente número da ‘Censive – Revue internationale d’études lusophones’, publicada pelo departamento de Português da Universidade de Nantes e que tem o apoio do Instituto Camões.

A responsabilidade da edição do dossier inserido no nº 4 da revista, respeitante ao segundo trimestre de 2009, pertence a Maria Graciete Besse, da Universidade de Paris Sorbonne – Paris IV, «desafiada» para o efeito pelo director da revista Carlos Maciel.

Segundo a professora da Sorbonne, a literatura portuguesa «começa, felizmente, a ser reconhecida em França», o que exigiu na organização do dossier procurar «um ponto de vista original, de modo a não voltar ao que já está largamente divulgado».

Também não foi intenção propor na ‘Censive’ – segundo escreve Graciete Besse numa nota de abertura – «um quadro exaustivo ou sistemático da literatura portuguesa, mas antes evocar um percurso, com ritmos múltiplos, olhares singulares e linhas de força susceptíveis de esboçar uma exploração fecunda do espaço literário português na sua diversidade e nas suas articulações principais».

Na organização do dossier, Maria Graciete Besse seguiu a «ordem cronológica que vai do Modernismo até à produção literária mais recente, fazendo aparecer variações e constantes».

Nos nomes dos autores portugueses escolhidos, figuram tanto «evidências» e «incontornáveis», como Fernando Pessoa, José Saramago, António Lobo Antunes, Agustina Bessa-Luis, Lídia Jorge e Mário Cláudio, como «quase desconhecidos», caso de Daniel Faria, ou outros «injustamente esquecidos, sobretudo mulheres», como Maria Archer, Maria Judite de Carvalho, Maria Ondina Braga, ou «reservados (…) a uma elite universitária» – David Mourão-Ferreira, Maria Gabriela Llansol.

A organizadora procurou também manter «a simetria entre romance e poesia, concedendo um lugar significativo a poetas que desenvolvem um diálogo muito estimulante com as artes plásticas (João Miguel Fernandes Jorge e Ana Marques Gastão)».

Igualmente destaca o papel da revista Vértice, «fundamental na consolidação do Neo-realismo, um movimento hoje um pouco denegrido, que no entanto desempenhou um papel fundamental nos anos 40 e 50, pela sua concepção comprometida da obra literária», período a que sucedeu, no dizer da professora universitária, um «longo processo de desencanto» e «práticas poéticas que deram primazia ao textual».

O 25 de Abril de 1974, em seu entender, permitiu aos romancistas «reinventar estratégias de escrita que adoptam aspectos tão diversos como a carnavalização da História, a reflexividade da narrativa, a subversão dos modelos tradicionais, a dissolução dos géneros ou ainda o questionamento pós-colonial».

«Às transformações políticas corresponde certamente uma transformação estética, mas o laço entre política e criação é subtil, sendo do domínio do diálogo e da cumplicidade e não da estrita causalidade», considera Maria Graciete Besse.

Cortesia de IC

Nova Antologia de Poesia Portuguesa: recital e debate

O lançamento público da nova antologia de poesia portuguesa publicada em Espanha, no início do Verão, pela editora ‘Eneida’ com o apoio do Instituto Camões e da Embaixada de Portugal, de que é autor Carlos Clementson, vai ser oportunidade para um recital e um debate a 3 de Novembro em Madrid, na Biblioteca Nacional, com a presença dos poetas Manuel Alegre, Ana Luísa Amaral e Vasco Graça Moura.

Cortesia de IC

Dia Europeu das Línguas 2009

No dia 26 de Setembro, o Dia Europeu das Línguas é celebrado pelos oito institutos culturais que fazem parte da EUNIC Portugal no Goethe-Institut em Lisboa. Durante esse dia, os institutos irão apresentar a sua oferta de cursos e realizar mini-aulas. Com um vasto programa cultural, o dia será também celebrado com o sorteio de um curso de língua (ver programa completo).

Na República Checa, CLP/IC Praga participará nas celebrações do Dia Europeu das Línguas, através da realização de diversos eventos, numa cooperação estabelecida entre os vários Centros Culturais Europeus acreditados em Praga, no âmbito da rede EUNIC.

Entre as actividades preparadas, está prevista a organização de um concurso online, com perguntas de cultura geral sobre as línguas da Europa e um "rally-paper"/caça ao tesouro que implicará, para as equipas participantes, visitas a cada um dos centros nacionais.

O CLP/IC prevê também organizar um "dia de portas abertas" para a comunidade de Praga; os visitantes poderão assistir, ao longo de todo o dia, a curtas-metragens nacionais, à divulgação de obras de autores lusófonos traduzidas para Checo, a degustações de produtos e vinhos nacionais, podendo ainda participar em sorteios de livros, CD e DVD, entre outras actividades de âmbito cultural.

A página oficial, em todas as línguas dos países participantes, encontra-se alojada em: www.evropsky-den-jazyku.cz

Cortesia de IC

Nova Zelândia celebra Dia Nacional das Línguas

O Leitorado do Instituto Camões em Dunedin irá participar numa iniciativa do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Otago para celebrar o Dia Nacional das Línguas.

O evento realizar-se-á no próximo dia 21 de Agosto, entre as 16:00h e as 18:00h, no Divisional Tearoom, situado no 1.º andar do Arts Building (Universidade de Otago, Dunedin).

Durante o evento, promover-se-ão as línguas e culturas presentemente ensinadas pelo Departamento de Línguas e Culturas, nomeadamente: o alemão, o chinês, o espanhol, francês, o japonês e o português.

Esta iniciativa contará com uma pequena mostra da música e da gastronomia de vários culturas que se expressam numa destas 6 línguas.

Cortesia de IC

Dia da Latinidade 2009

O XIX Congresso da Uniao Latina aprovou, por unanimidade, uma resolucao, proclamando o Dia da Latinidade a 15 de Maio, aniversar io da assinatura da Convencao de Madrid, a qual criou a organizacao, em 1954. A partir de entao, os Estados-Membros acordaram realizar diferentes tipos de actividades dest inadas a assinalar a efemeride, com o objectivo de “promover a consciencia da identidade cultural comum aos povos de origem latina”.

A Uniao Latina promove, desde 2000, na maioria dos seus Estados-Membros, um concurso multilingue – o Concurso Dialogo Latino – destinado a estudantes do ensino secundário. Este concurso tem como object ivo promover a aprendizagem das linguas lat inas e o seu estudo comparativo. Contribuem para a realizacao deste concurso o Departamento de Estudos Classicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Instituto Camoes, o Instituto Cervantes, o Instituto Franco-Portugues, o Instituto Italiano de Cultura em Portugal, a Embaixada da Romenia e a Embaixada de Andorra.

Em 2009, o Dia da Latinidade celebra-se em Lisboa no dia 3 de Junho pelas 16h30 no Instituto Camões com a seguinte agenda:

Sessao Solene presidida por S. Exa. a Secretaria de Estado Adjunta e dos Assuntos Europeus, Dra. Teresa Ribeiro
Entrega dos diplomas do Concurso Diálogo Latino
Entrega do Premio da Latinidade, “Joao Neves Fontoura”, a Júlio Pomar
Intervencao de Julio Pomar
Encerramento por S. Exa. a Secretaria de Estado Adjunta e dos Assuntos Europeus
Visita a exposicao Da Junta Nacional de Educação ao Instituto Camões
Porto de Honra

CONVITE

Cortesia de IC

BIO - Antero de Quental


O nome de Antero de Quental (Ponta Delgada, 18/IV/1842 - 11/IX/1891, ib.) tornou-se no símbolo de uma geração (a Geração de 70 ou a Geração de Antero) e é referência obrigatória na poesia, no ensaio filosófico e literário, no jornalismo, mas também nas lutas pela liberdade de pensamento e pela justiça social, onde se afirmou como ideólogo destacado.

Oriundo de uma das mais antigas famílias de colonizadores micaelenses, alinhada nos sectores liberais da sociedade, Antero continuou essa tradição, a exemplo do avô, André da Ponte de Quental, signatário da Constituição de 1822, e do pai, Fernando de Quental, um dos "7 500 bravos do Mindelo".

Desembarcado em Lisboa aos 10 anos de idade, para estudar no colégio de António Feliciano de Castilho, veio a ingressar na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1859, tornando-se rapidamente no líder dos estudantes e seu porta-voz, sendo o autor de vários manifestos contra o conservadorismo intelectual e sócio-político do tempo. Para esse prestígio contribuíam os poemas e artigos de crítica literária e política que ia escrevendo para os jornais e revistas coimbrãs: "A influência da Mulher na civilização", "A ilustração e o operário", "A indiferença em política", "O sentimento da imortalidade". Os Sonetos de Antero, o seu primeiro livro de poesia, data de 1860, e em 1865 publica Odes Modernas, obra por si caracterizada como "a voz da Revolução", resultante da aliança entre o naturalismo hegeliano e o humanismo radical francês de Michelet, Renan e Proudhon. É decisiva a importância das Odes Modernas no panorama literário português, pois a sua edição marca, entre nós, o advento da poesia moderna e está na origem da nossa maior polémica literária de sempre (durou cerca de 6 meses, com mais de 40 opúsculos) a “Questão Coimbra” ou do “Bom Senso e Bom Gosto”, o título da violenta carta-panfleto de resposta à crítica provocatória feita à Escola de Coimbra por A.F. Castilho, que personificava o tradicionalismo retrógrado e ultra-romântico. Manuel Bandeira, o grande poeta brasileiro, escreverá em 1942: "Costuma apontar-se o Eça como o modernizador da prosa portuguesa. Basta, porém, a carta "Bom Senso e Bom Gosto" para provar que se houve reforma da prosa portuguesa, ela já estava evidente no famoso escrito de Antero".

Após a licenciatura, e atraído pelos ideais socialistas de Proudhon, sobretudo, pensa alistar-se nos exércitos de Garibaldi, mas acaba por aprender a arte de tipógrafo, na Imprensa Nacional, deslocando-se depois a Paris, em 1867, para aí exercer o oficio e familiarizar-se com os problemas do proletariado que, no nosso país, longe da industrialização, ainda eram desconhecidos. Durante essa estada, traumatizante e de curta duração, chegou a frequentar aulas no Collège de France. De regresso a Lisboa é convidado pelo partido de Pi y Margall, após o triunfo da revolução republicana em Espanha, para colaborar num jornal democrático e iberista. Escreve então “Portugal perante a Revolução de Espanha”, onde critica duramente a centralização política, defendendo que só através de uma federação republicana democrática se poderia encontrar solução para os males da Península.

Em 1868 viaja para a América do Norte (E.U.A. e Canadá) e, no regresso, fica a residir com Batalha Reis num andar da Travessa do Guarda-Mór (actual Rua do Diário de Notícias), o "Cenáculo", como era conhecido entre os amigos: Oliveira Martins, Eça de Queirós, Manuel de Arriaga, José Fontana, Ramalho Ortigão, entre outros. Inicia então (1870) uma intensa actividade política e social. Colabora na fundação de associações operárias e na introdução, em Portugal, de uma secção da Associação Internacional dos Trabalhadores; publica folhetos de propaganda. Nas palavras de Eduardo Lourenço: "Ninguém entre nós pôs mais paixão no propósito de decifrar e ao mesmo tempo emendar o destino português do que Antero”.

O jornalismo também o atraía, tendo sido um dos directores do República - Jornal da Democracia Portuguesa. Em 1872 publicou anonimamente o folheto “O que é a Internacional”, destinado a angariar fundos para a criação de um novo jornal, O Pensamento Social, que dirige de parceria com Oliveira Martins.

Todavia, o período mais estimulante da sua vida pública foi o que culminou com a organização, junto com Batalha Reis, das Conferências do Casino, que se inauguraram em 22-V-1871, no Casino Lisbonense. A sua finalidade era a reflexão sobre as condições políticas, religiosas e económicas da sociedade portuguesa no contexto europeu, porque "não podia viver e desenvolver-se um povo isolado das grandes preocupações intelectuais do seu tempo", lia-se no programa, redigido por Antero. A mais célebre das conferências é a sua: “Causas da decadência dos povos peninsulares”, que foi imediatamente impressa e se tornou no seu mais conhecido texto em prosa. Para ele, a decadência das nações peninsulares, tão prósperas nos séculos XV e XVI, era devida a três causas de diversa natureza: moral, política e económica. A primeira tinha a ver com a transformação pós-Concílio de Trento do Cristianismo, "que é sobretudo um sentimento", no Catolicismo, "que é principalmente uma instituição". Um vive da fé, o outro do dogmatismo e da disciplina cega, que levou à Inquisição. A segunda, atribuiu-a ao Absolutismo, tão nefasto para a vida política e social como o Catolicismo para a Igreja. A terceira causa (sem discutir o carácter heróico das Descobertas) tinha a ver com as conquistas longínquas que levaram à decadência económica da Metrópole, com largas camadas da população a abandonar os campos com o olho nas riquezas da Índia: "Somos uma raça decaída por termos rejeitado o espírito moderno; regenerar-nos-emos abraçando francamente este espírito. O seu nome é Revolução [...] Se o Cristianismo foi a revolução do mundo antigo, a Revolução não é mais do que o Cristianismo do mundo moderno". Nunca em Portugal se fora tão longe na denúncia das consequências do poder temporal da Igreja, e por isso as conferências acabaram por ser proibidas através de portaria real. Da agitação que se seguiu a este atentado às liberdades, consagradas mas não respeitadas, resultou o queda do governo que as suprimira.

Mas nunca a acção política impediu Antero de continuar a vida literária. Em 1872 editam-se Primaveras Românticas - Versos dos 20 anos e Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa. Dois anos depois manifesta-se a primeira crise de uma doença nunca completamente diagnosticada, que o vai impedir de se consagrar continuadamente a qualquer actividade. Ainda assim, fundou em 1875, com Batalha Reis, a Revista Ocidental, que visava a aproximação dos povos peninsulares. Durou apenas seis meses, pois a ideia que presidiu à sua concepção surgiu adiantada no tempo, embora os laços entre intelectuais das duas nações se tivessem então estreitado de modo muito significativo.

Como a medicina nacional (Sousa Martins, Curry Cabral) não conseguisse atinar com o seu mal, decide ir a Paris consultar o célebre médico Charcot, que lhe receita uma cura num estabelecimento termal dos arredores de Paris, em 1878 e 1879.

De volta a Lisboa, e sentindo algumas melhoras, retoma a actividade política e aceita candidatar-se como deputado pelo Partido Socialista nas eleições gerais de 1879 e 1880, embora não alimentando esperanças de vir a ser eleito.

No ano seguinte, após ter adoptado as filhas do seu grande amigo de Coimbra, Germano Meireles, falecido em 1878 (Albertina, de 3 anos, e Beatriz, de ano e meio), decide fixar residência em Vila do Conde, onde irá permanecer 10 anos, os mais calmos e literariamente mais produtivos da sua vida. É lá que escreve os últimos sonetos, reflexo do espiritualismo que lhe permitira ultrapassar a crise pessimista: "Voz interior", "Solemnia Verba", "Na Mão de Deus", entre outros, do último ciclo dos Sonetos Completos, editados em 1886 e que Unamuno considerou "um dos mais altos expoentes da poesia universal, que viverão enquanto viva for a memória das gentes". Para António Sérgio, os Sonetos constituem “o mais alto, luminoso cume a que subiu a poesia no nosso país”, enquanto José Régio considerará os Sonetos “não só um livro único entre nós, como um dos mais belos que possa escrever um poeta por igual rodeado de lucidez crítica e uma imaginação metafísica”. Antero classificou-os como “a verdadeira poesia do futuro, fora das tendências da literatura sua contemporânea”.

A nova orientação de pensamento demonstrada nos últimos poemas e em A Filosofia da Natureza, dos Naturalistas (1886) surge exposta de modo inequívoco no ensaio filosófico Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX, escrito a pedido do amigo Eça de Queirós, então director da Revista de Portugal e aí publicado nos primeiros meses de 1890. Neste estudo, o mais importante que legou à cultura portuguesa, o seu pensamento evoluiu no sentido de um novo espiritualismo, contra o positivismo e os materialismos da época. Na opinião de Jaime Cortesão, trata-se de “páginas das mais belas que jamais se escreveram em língua portuguesa” e que Joaquim de Carvalho definiu como “uma obra onde a beleza moral ofusca a própria beleza literária”. É também em 1890 que se situa a sua última intervenção política, após o Ultimatum Inglês, quando o país se levantou contra a humilhação da Grã-Bretanha. Nesse contexto nasceu no Porto um projecto nacionalista - A Liga Patriótica do Norte - cujos promotores foram a Vila do Conde convidá-lo para Presidente. O movimento em breve se extinguiu, devido a rivalidades partidárias, e com ele a última ilusão de Antero. Surge então o projecto de se fixar definitivamente em Ponta Delgada, juntamente com as filhas adoptivas, tendo embarcado em 5-VI-1891. As primeiras cartas aos amigos são optimistas, mas em breve o seu estado de saúde se agrava. No dia 11 de Setembro, à hora do crepúsculo, após ter comprado um revólver, arma que usou pela primeira vez, Antero suicida-se, no Largo de São Francisco, junto ao Convento da Esperança. Havia escrito na carta autobiográfica enviada a Wilhelm Storck, o tradutor alemão dos Sonetos, em Maio de 1887: “Morrerei, depois de uma vida moralmente tão agitada e dolorosa, na placidez de pensamentos tão irmãos das mais íntimas aspirações da alma humana e, como diziam os antigos, na paz do Senhor - Assim o espero”.

Cortesia de IC

Antologia de poemas inéditos lançada no dia da cultura da CPLP

Uma antologia de poemas inéditos de autores cabo-verdianos, organizada pelo jornalista português Francisco Fontes, será lançada em Cabo Verde a 5 de Maio, Dia da Cultura da CPLP, que as embaixadas de Portugal e Brasil, através dos respectivos centros culturais vão assinalar naquele país africano com uma semana cultural, a decorrer até dia 9.

Francisco Fontes, jornalista de Coimbra que foi delegado da Agência Lusa em Cabo Verde entre 2001 e 2004, fará a apresentação no Centro Cultural Português da obra Destino de Bai, editada em 2008 pela ONG ‘Saúde em Português'.

A obra reúne composições inéditas de 32 poetas cabo-verdianos residentes no país e na diáspora, segundo uma nota do CCP/Instituto Camões da Praia.

O jornalista português foi já anteriormente responsável pela organização e lançamento em 2005 de uma outra antologia, Tchuba na Desert, que reúne contos inéditos de autores cabo-verdianos residentes no seu país, diferentemente da que agora é lançada na cidade da Praia, que engloba autores que se encontram fora de Cabo Verde.

Destino de Bai foi lançado em Portugal em Julho de 2008, numa sessão em Coimbra com a presença do primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria das Neves, que tem uma participação especial na obra de 350 páginas.

Na antologia participam José Luís Hopffer Almada, Carlos Araújo, Eileen Barbosa, Kaká Barboza, Paulino Dias, G. T. Didial, Filinto Elísio, Anita Faria, Tchalê Figueira, Jorge Carlos Fonseca, Margarida Fontes, Corsino Fortes, Adriano Gominho, Lay Lobo, José Vicente Lopes, Chissana Magalhães, Vasco Martins, Mito, Jorge Miranda, António de Névada, Oswaldo Osório, Valdemar Pereira, Maria Helena Sato, Luiz Silva, Mário Lúcio Sousa, Danny Spínola, Paula Vasconcelos, Arménio Vieira, Artur Vieira, Elisa Schneble e Vera Duarte.

A semana cultural da CPLP engloba ainda a exibição, a 6 de Maio, no Centro Cultural Brasileiro do filme Dona Flor e os Seus Dois Maridos, clássico do cinema brasileiro baseado na obra homónima de Jorge Amado. Realizado por Bruno Barreto, a obra conta com as interpretações de Sónia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça.

A 7 de Maio, o músico luso-cabo-verdiano Vasco Martins estará no Centro Cultural Português para um concerto a solo de apresentação do seu último CD Lua Água Clara, gravado em Paris com produção de José da Silva.

O Centro Cultural Brasileiro promove ainda a 9 de Maio a Tarde dos Sons da Flauta, um recital de flauta com a participação dos alunos da professora Timea Kiss.

Cortesia de IC

Ateliê sobre intercompreensão de línguas românicas

Mostrar que a língua portuguesa pode ser um ponto de passagem para as restantes línguas românicas é o objectivo do ateliê teórico-prático que vai ter lugar no âmbito das jornadas de Português Língua Estrangeira, que decorrerão em Maio na Universidade Livre de Berlim, com o apoio do Instituto Camões.

O ateliê sobre intercompreensão de línguas românicas a partir do português terá lugar a 4 de Maio e será ministrado por Sílvia Melo-Pfeifer, professora do CIDTFF – Departamento de Didáctica e Tecnologia Educativa da Universidade de Aveiro.

A docente da Universidade de Aveiro fará uma intervenção com o título: “Muito mais é o que nos une, que aquilo que nos separa”: compreender as línguas românicas através do Português.

«Os estudos acerca da intercompreensão entre línguas vizinhas têm evidenciado o papel da proximidade linguística no acesso ao sentido de línguas com as quais se teve pouco ou nenhum contacto prévio. Tal é possível através de fenómenos de transferência, como a capacidade de encontrar transparências semânticas, sintácticas, morfológicas ou fonéticas, por exemplo, em situações de contacto com enunciados orais e/ou escritos em línguas desconhecidas ou pouco conhecidas», afirma-se numa nota que anuncia o evento.

No ateliê, procurar-se-á «mostrar que o Português pode ser uma passerelle para as restantes línguas românicas, se a tónica do ensino-aprendizagem for colocada mais nas proximidades do que nas diferenças interlinguísticas, partindo de evidências dos projectos Galatea, Galanet e Galapro», acrescenta a nota.

Docentes e investigadores da Universidade de Aveiro têm participado naqueles três projectos, que decorrem desde o final da década de 90 do século passado e que são apoiados pela União Europeia no quadro da sua política de promoção do multilinguismo.

O primeiro projecto traduziu-se na criação de materiais em CD-ROM para a aprendizagem de francês por falantes de espanhol, italiano e português; o segundo criou uma plataforma electrónica de formação para a intercompreensão, envolvendo aquelas três línguas mais o idioma romeno; o terceiro projecto, iniciado em 2008 e coordenado pela Universidade de Aveiro, visa a formação de formadores para a intercompreensão até 2010 e abrange as mesmas cinco línguas mais a catalã.

Cortesia de IC

Poesia e Guerra colonial em debate no CES

A poesia da Guerra Colonial (1961-1974) vai ser o tema de uma conferência internacional que decorrerá a 30 de Março no Centro de Estudos Sociais (CES) da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

A realização da conferência decorre do projecto de investigação "Poesia da Guerra Colonial: uma ontologia do 'eu' estilhaçado", em curso no CES e coordenado pela professora universitária Margarida Calafate Ribeiro, responsável pela cátedra Eduardo Lourenço da Universidade de Bolonha.

O evento contará com a participação de Hélder Macedo, Manuel Simões, Roberto Vecchi (Univ. Bolonha), Vincenzo Russo (Univ. Bolonha) e Cristina Néry Monteiro (CES).

Numa nota de apresentação, Margarida Calafate Ribeiro escreve que «a experiência de Portugal na guerra colonial (1961-74) teve o seu registo estético», tanto na narrativa (mais de uma centena de romances) como na poesia, esta última «com uma vasta e ainda não delimitada produção», que «carece de atenção, reflexão e divulgação».

Esta poesia pertence a «autores directa e indirectamente envolvidos na guerra, e elaborada, ou no momento da vivência do evento bélico, ou em seguida, enquanto espaço de memória e de elaboração pós-traumática».

O projecto "Poesia da Guerra Colonial..." visa, segundo a investigadora do CES, «a recolha crítica do material poético acessível, não só enquanto poesia de guerra no panorama literário ocidental e português em particular, mas também enquanto valioso testemunho subjectivo de um episódio marcante do século XX português, que modificou a própria identidade histórica de Portugal».

Através de diversas abordagens, a conferência internacional, segundo Margarida Calafate Ribeiro, «procurará promover uma discussão crítica e/ou uma reflexão sobre o tema».

Além dos investigadores do projecto e de conferencistas convidados, o seminário contará com a actuação do Teatro Mosca que apresentará as conclusões do seu projecto IGNARA#Guerra Colonial.

Cortesia de IC

Futurismo Português

Uma mesa-redonda sobre o Futurismo português, no centenário da publicação do manifesto do movimento de Marinetti, marcou sábado passado a cerimónia de encerramento do 1º semestre dos cursos de Português que decorrem no Centro Cultural Português - Instituto Camões de Paris.

O texto escrito pelo poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti, e publicado no jornal francês Le Fígaro, a 20 de Fevereiro de 1909, estabeleceu uma ruptura com os modelos tradicionais da expressão artística.

O impacto deste movimento nas letras e nas artes portuguesas foi abordado por José Manuel Esteves, José Salgado e Pierre Léglise-Costa.

José Manuel Esteves, titular da cátedra Lindley Cintra na Universidade Paris Ouest-Nanterre La Defense, definiu o Futurismo como um movimento literário e artístico ao qual se ligaram várias escolas de arte de vanguarda, os famosos 'ismos' do início do século, balizadas entre 1909 e 1925.

O professor universitário, que evocou os princípios defendidos por Marinetti e fez uma breve apresentação de ‘Orpheu' como «um texto preocupado», situou o modernismo português num contexto europeu mais vasto ao nível da literatura e de outras artes, de modo a mostrar o cosmopolitismo dos seus agentes.

Sublinhou ainda a vitalidade dessa geração, através da profusão de revistas, como ‘Exílio', ‘Centauro', ‘Icaro', ‘Contemporânea', ‘Sudoeste', ‘Athena' e, em particular, ‘Portugal Futurista' (1917) da qual leu extractos do Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX, de Almada Negreiros, assim como do manifesto Anti-Dantas do mesmo autor.

José Manuel Salgado, leitor na Universidade de Paris IV/Sorbonne falou sobre o impacto do movimento futurista na literatura portuguesa.

Identificou dois modelos de adesão ao Futurismo literário no contexto português: um modelo mais ortodoxo, exemplificado na fase inicial da obra de Almada Negreiros, e outro modelo, menos programático, mais heterodoxo, que incorpora influências do ideário futurista, mas que transcende o carácter programático desse movimento, criando obras de dimensão mais intemporal e universal.

Esta tendência, considerou, encontraria a sua expressão máxima no sensacionismo futurista da Ode Triunfal de Álvaro de Campos, da qual foram lidos alguns excertos.

Pierre Léglise-Costa, docente da Universidade de Paris VIII, crítico e tradutor de Fernando Pessoa para francês, falou por seu lado de Santa Rita Pintor que, em Paris, conheceu directamente as obras dos pintores futuristas italianos, tais como Balla e Boccioni, e tentou criar a partir de 1914 em Lisboa um movimento pictórico futurista.

Antes de morrer em 1918 com a gripe espanhola, Santa Rita Pintor mandou queimar todas as obras. Só restaram um auto-retrato, aliás, de facto, «assaz futurista», segundo Léglise-Costa, e um Orfeu no Inferno, mostrado uma única vez em público na exposição Pessoa na Europália 1991.

O pintor português participou também na ‘Revista Futurista', na qual entraram os dois outros artistas que se podem considerar ligados mais ou menos ao movimento futurista, segundo o docente francês.

Amadeo de Souza-Cardoso, afirmou, também vivia em Paris no começo do século XX até à sua participação na célebre exposição do Armory Show, em Nova Iorque (1913).

Conheceu pois, segundo Léglise-Costa, todos os movimentos vanguardistas da época, entre os quais o Futurismo. Certos quadros com as suas rupturas rítmicas, a escansão dos ângulos e triângulos e a repetição das formas estão ligados ao futurismo à maneira de Balla, referiu.

Mas é evidente, no dizer do docente universitário francês, que a influência do cubismo (exposição capital de 1911 em Paris), do trabalho dos Delaunay (os prismas luminosos solares de Robert Delaunay, por exemplo) e das colagens vão-se sintetizar no trabalho de Souza Cardoso com mais maturidade.

Léglise-Costa assinala também um paralelo com Fernand Léger (por exemplo o homem mecânico e a tela sem profundidade, mostrando vários objectos num mesmo plano).

O terceiro artista «indiscutivelmente» ligado ao movimento futurista foi, no dizer de Léglise-Costa, José de Almada Negreiros, com os seus happenings públicos, os seus "Ultimatos", a sua participação nas revistas ‘Orpheu' e ‘Futurista' e igualmente certos quadros da época que denotam sobretudo uma influência de Picasso (como o auto-retrato de 1917).

Estes pintores portugueses operam uma síntese entre várias correntes às quais juntam um «toque» português único, segundo o crítico francês.

Após a mesa-redonda, a directora do Centro Cultural Português/IC, Fátima Ramos, procedeu à distribuição dos certificados e diplomas aos alunos de Língua Portuguesa.

Cortesia de IC

Recital Poético com Corsino Fontes

No dia 24 de Outubro de 2008 realiza-se uma sessão de poesia e um encontro com o poeta cabo-verdiano Corsino Fontes. Este encontro integra a tournée no Reino Unido organizada pelo The Poetry Translation Centre/Londres, e é substancialmente financiada pelo Arts Council England.

Em Oxford, esta actividade é organizada pelo CLP/IC, com o apoio do St John's. Está associada à sub-Faculty of Portuguese.

Cortesia de IC

Português como «língua global»

A VII cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) adoptou a 25 de Julho, em Lisboa, uma declaração em que enuncia um conjunto de intenções e políticas com vista à projecção do Português como «língua global».

Esse objectivo passa nomeadamente, segundo a declaração, pelo apoio dos oito Estados-membros da organização à «introdução da Língua Portuguesa em Organizações internacionais, regionais ou agências especializadas, bem como à sua utilização efectiva em todas aquelas Organizações onde o Português já constitui língua oficial ou de trabalho».


Visando a «efectiva mundialização da Língua Portuguesa», a CPLP propõe também a «coordenação de esforços» entre os seus membros para a «formação de tradutores e intérpretes e a implementação de tecnologias da informação e comunicação ao serviço da tradução e interpretação».


A «concertação de programas comuns para o Ensino do Português como Língua Estrangeira, com a criação de uma rede de professores certificados dos Estados-Membros da CPLP e a difusão dos sistemas de certificação do Português como Língua Estrangeira», é outra medida avançada.


Os «oito» comprometem-se também na declaração aprovada na cimeira a concertar programas no cenário internacional para promover «o valor cultural e económico do Português, designadamente através de projectos comuns suportados pelas tecnologias de informação e comunicação».


Os membros da CPLP propõem-se igualmente partilhar «experiências» e «esforços no sentido de serem definidas políticas de ensino que visem especificamente a aprendizagem da Língua Portuguesa, nomeadamente através da formação especializada dos professores para o ensino do Português como Língua Não Materna (Língua Segunda)».


Na declaração, em que os países membros da CPLP manifestam o seu «regozijo pela futura entrada em vigor do Acordo Ortográfico» e se comprometem a «partilhar metodologias para a sua aplicação prática», é indicada a «necessidade de medidas concretas» com vista à «unificação do vocabulário científico e técnico em Língua Portuguesa».


O documento aprovado na cimeira de Lisboa indica que o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), organismo com sede em Cabo Verde criado por decisão da CPLP de 1999, acompanhará a «aplicação prática do Acordo Ortográfico, coordenando a apresentação de relatórios periódicos».


Ao serviço das políticas contidas na declaração, o IILP deverá adoptar «um Plano Estratégico para a Gestão da Língua Portuguesa», a ser apresentado na XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, em 2009.


«Neste contexto, os Estados membros da CPLP reiteram a necessidade de serem criadas as respectivas Comissões Nacionais adstritas ao IILP e de que seja assegurada a operacionalidade daquelas já criadas.»


No documento, os governantes da CPLP comprometem-se ainda a desenvolver programas «que permitam a permanente ligação das diásporas às culturas dos seus países de origem e a simultânea integração nos países de acolhimento», dado que «a Língua Portuguesa é um factor de união das diásporas» dos Estados-membros da organização.


A CPLP foi criada a 17 de Julho de 1996 numa cimeira constitutiva, realizada em, Lisboa. Dela fazem parte Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e, desde 2002, Timor-Leste. As Ilhas Maurícias, a Guiné Equatorial e o Senegal (na VII Cimeira) são países observadores associados.


A CPLP assume-se como um projecto político cujo fundamento é a Língua Portuguesa, vínculo histórico e património comum dos «oito», tendo como objectivos gerais a concertação política e a cooperação nos domínios social, cultural e económico.

Cortesia de IC

A Hora do Diabo na Grécia

A Grécia recebe pela primeira vez uma peça de teatro baseada no livro de Fernando Pessoa. A Hora do Diabo, com tradução de Maria Papadima e representação do grupo de teatro Conxobanx, ficará em cena em Atenas até 19 de Dezembro.

Cortesia de IC

13 Poetas Eslovenos

Uma antologia com obras de 13 poetas eslovenos traduzidas para português publicada em Portugal pela editora Roma com o apoio do Ministério da Cultura da Eslovénia e pelo Centro de Literatura da Eslovénia. O lançamento e a promoção da antologia serão organizados pela Embaixada da Eslovénia, pelo Pen Club Português e pelo leitorado da Língua e Cultura Eslovena da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O objectivo deste projecto é o aprofundamento do diálogo entre poetas portugueses e eslovenos.Por outro lado, será lançada brevemente na Eslovénia a antologia.

No lançamento da antologia TREZE POETAS ESLOVENOS, previsto para o próximo dia 26 de Junho no Instituto Camões (ao Marquês de Pombal) às 18:30, estarão presentes quatro poetas eslovenos (Boris A. Novak, Milan Jesih, Barbara Korun e Maja Vidmar) e vários poetas portugueses, que lerão algumas traduções dos poemas. Juntamos em separado capa da antologia eslovena. A sessão será orientada por Casimiro de Brito e Mateja Rozman. Haverá um cocktail.

Cortesia de IC

4º Café Camões de 2008

Na ocasião será feita a leitura de Mulheres de Expressão Portuguesa: Florbela Espanca, Sophia de Melo Breyner Andresen, Ana Hatherly, Lídia Jorge, Agustina Bessa Luís, Luísa Neto Jorge, Maria Judite de Carvalho, Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa e Inês Pedrosa. A realizar-se em 25 de Junho, Quarta-feira, às 19h30, no auditório do Centro Cultural do Instituto Camões, na Avenida das Nações, SES, Quadra 801, Lote 02.

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