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Art Project: o mundo da arte à distância de um clique

As obras de arte ao alcance de todos. O Art Project, do Google, um site que usa a tecnologia do serviço Street View, para mostrar o acervo dos mais importantes museus do mundo, foi lançado numa cerimónia na Tate Britain, em Londres.

Através do Art Project (www.googleartproject.com) podemos percorrer as salas e as obras de arte do Museu Rainha Sofia, em Madrid; do MoMA-The Museum of Modern Art, em Nova Iorque; do Museu Van Gogh, em Amesterdão; da Tate Britain e da National Gallery, em Londres; do Hermitage, em São Petersburgo; da galeria dos Uffizi, em Florença; do Palácio de Versailles, em França; do Museum Kampa, em Praga, entre outros.

São 17 os museus e galerias que aderiram ao projecto, estão espalhados por 11 cidades de nove países. Mas faltam museus importantes, como o Louvre ou o Prado. Não foram dadas explicações para a sua ausência mas foi dito que o projecto que terá mais participantes no futuro.

Um pequeno veículo com uma câmara que regista imagens de 360º, andou nas galerias e salas de museus e por isso podem visualizar-se, virtualmente, mais de mil obras de arte em alta resolução. Dezassete delas foram digitalizadas com super resolução (gigapixel) e têm um nível de detalhe extremo (caso de "Noite Estrelada de Van Gogh" e "Regresso do Filho Pródigo", de Rembrandt). Especialistas falam dos quadros, e podemos procurar outras obras do mesmo artista, organizar as nossas próprias colecções, comentar e enviar para amigos e redes sociais.

“O projecto começou quando um grupo de funcionários do Google apaixonados por arte se juntou para pensar como poderiam usar a tecnologia para ajudar os museus a tornarem as obras de arte mais acessíveis”, contou Amit Sood na sessão de apresentação do projecto.

Para Nelson Mattos, vice-presidente de engenharia do grupo Google, o Art Project permitirá às crianças que vivem longe destes museus — na América Latina, Índia e em África —, uma experiência próxima do real, através da Internet. “Isto realmente representa um grande passo na maneira como as pessoas vão passar a interagir com os tesouros de arte espalhados pelo mundo”, cita a agência Reuters. Acreditam que o projecto levará mais pessoas aos museus.

Cortesia de O Público

VIP Art é a primeira feira de arte contemporânea online

E se pudesse frequentar uma feira de arte, comprar obras, ter uma visita guiada com direito aos comentários da curadora da Tate e contactar artistas e galerias, tudo isto sem sair de casa? Isso seria a VIP Fair (Viewing in Private), o evento online que vai reunir 140 galerias, incluindo algumas das mais prestigiadas internacionalmente - como a Gagosian, a White Cube e a Hauser & Wirth -, que irão apresentar 1928 obras de arte. A primeira feira de arte contemporânea online estará disponível em www.vipartfair.com, entre os dias 22 e 30 de Janeiro.

Uma vez registados, os frequentadores da feira poderão clicar nas imagens e ver as obras de arte contrastadas com o tamanho de uma pessoa, poderão fazer zoom para ver os detalhes de uma pintura e as esculturas e as instalações poderão ser vistas de diferentes pontos de vista. A acompanhar as obras serão fornecidos dados biográficos dos autores, documentários em vídeo, informação de background e campos de pesquisa por artista e cidades onde estão instaladas as diferentes galerias.

Os interessados em receber informações detalhadas terão de pedir um passe VIP que custará 100 dólares durante os primeiros dois dias e 20 dólares durante o resto da semana. Com este passe, o visitante pode ter acesso a colecções privadas e, entre outras vantagens, a uma visita virtual comentada pela curadora da Tate Gallery, Jessica Morgan.

Os potenciais compradores poderão igualmente ter acesso ao ranking dos preços - que variam entre os 5 mil dólares e o milhão de dólares - e os contactos para a compra de obras começam com um sistema de mensagens instantâneas e poderão continuar via Skype. Para manter a segurança do negócio, porém, o processo final de venda terá de ser completado offline. Este sistema estará disponível e operacional 18 horas por dia.

O “The Telegraph” questiona-se se este sistema funcionará, se as feiras virtuais poderão vir a substituir as feiras reais, e chega à conclusão que há algumas coisas que se perdem neste processo, nomeadamente a “electricidade do contacto social” que sempre acontece em eventos desta categoria.

Porém, uma coisa é certa: esta feira de arte tem o potencial de vir a acolher pessoas que provavelmente não estariam presentes numa feira real. Alison Jacques, uma negociante de arte com base em Londres, diz ao jornal: “[Esta feira] tem o potencial de nos fazer chegar a clientes na Ásia e noutros locais onde nós normalmente não chegaríamos”.

Se isto acontecer, mais feiras VIP poderão vir a acontecer ainda este ano, indica. E, mesmo que isso não aconteça, esta feira poderá mudar a forma como as feiras de arte operam em todo o mundo.

A ideia desta feira online nasceu há três anos, da cabeça do negociador de arte nova-iorquino James Cohan. A mulher de Cohan, Jane, - directora da galeria de ambos -, explica que a ideia demorou muito até ser posta em prática porque a situação económica era favorável. Mas agora, com a grave crise financeira internacional, chegou a altura de rever esta ideia e de a pôr em prática. “Durante a crise começámos a olhar para a Internet como forma de expandirmos o negócio. Estivemos igualmente a ver como as feiras usam a Internet para fazer negócio. É interessante vermos que 16 por cento das vendas da [leiloeira] Christie’s durante o ano passado tenham sido arrematadas por compradores online e que metade dessas eram de novos clientes”.

Finalmente, na Primavera passada, a galeria Cohan recrutou o prestigiado negociante David Zwirner, seguido de um grupo coeso de dealers de primeira linha - de Los Angeles a Xangai - que se decidiram a integrar o grupo de galerias presentes nesta primeira feira de arte contemporânea online.

Cortesia de O Público


O common ground e a literatura

Organizado pelo British Council, teve lugar em Berlim, entre os dias 11 e 14 deste mês, um seminário literário designado “Our Shared Europe”. O propósito do encontro foi particularmente interessante e visou problematizar e reflectir sobre a relação entre a expressão literária e o vaivém identitário que a Europa hoje em dia respira.

Os escritores convidados corresponderam a esta topografia imaginária que pressupõe o convívio entre heranças tão ricas quanto diversas. A começar pela “chair”, a escritora Ahdar Soueif, que partilha a literatura inglesa e egípcia, escrevendo em ambas as línguas - o Inglês e o Árabe - como quem partilha vários oceanos no mesmo mar. O mesmo se passou com os restantes escritores do painel principal. Foi o caso de Robin Yassin-Kassab, meio inglês meio sírio, e de Jamal Mahjoub, meio sudanês meio inglês. Já Inaam Kachachi, uma iraquiana que veio viver para Paris em 1979, deu a ver, ao longo das suas apaixonadas intervenções, como divide o seu mundo literário entre a imagem de um país que já não existe (o seu dos tempos pré-Saddam) e uma mundivivência cosmopolita e memorial.

A proposta “Our Shared Europe” do British Council está enraizada num conceito estimulante, o de ‘common ground’. Nas discussões de Berlim, este conceito surgiu como um espaço dissociado de alguns dos actuais estigmas ‘multicult’. Ao fim e ao cabo, o ‘common ground’ é um espaço aberto que escapa a origens e devires fixos e que tenderá a revelar cada vez mais uma Europa em que as identidades fechadas deram lugar a um novo tipo de uma mobilidade (no seu sentido mais lato: física, experimental, imaginária). O ‘common ground’ é uma espécie de ‘espaço público mediatizado’, na acepção de Dominique Wolton*, onde os mais diversos tipos expressivos, estéticos ou não, deverão ser enunciados com idênticas oportunidades e sem quaisquer constrangimentos.

Há década e meia, mais concretamente em 1996, o semiótico australiano A. Mchoul** caracterizou a noção de comunidade – ou de ‘being-in-common’ como então lhe chamou – de acordo com a ideia de uma história policentrada, livre de estruturas fixas e aliada a uma espacialidade dispersa e não centrada territorialmente. Dissociando-se de uma ideia de cultura baseada apenas na linearidade da história e na pertença geográfica, McHoul não estaria longe deste “common ground”. Afinal, o que se pretendeu no debate de Berlim foi confrontar novos tipos de literatura e de fusão criativa com um ‘being-in-common’ europeu necessariamente aberto e sobretudo vocacionado para fazer corresponder a diferença à normalidade mais evidente e rica do nosso tempo.

O benefício da diferença e a incorporação do ‘outro’ no ‘mesmo’, ao nível literário e do vivido, constituem os nortes da desafiadora proposta do British Council que, em breve, promoverá em Portugal uma iniciativa deste seu projecto “Our Shared Europe”.

**Dominique Wolton, As contradições do espaço público mediatizado em Revista de Comunicação e Linguagens, Nºs 21/22 (Org. Mário Mesquita), Edições Cosmos, Lisboa, pp. 167-188.

**A.McHoul, Semiotic Investigations -Towards na Effective Semiotics,Un.of Nebraska Press, Lincoln & London, 1996, pp. 47-53 e 57-64.


Por Luis Carmelo

Cortesia de PNETLiteratura

Lonely Planet classifica a Lello como a terceira melhor livraria do mundo

A livraria centenária portuense Lello foi classificada pela Lonely Planet como a terceira melhor do mundo, no guia que esta editora fundada na Austrália acaba de lançar para o próximo ano. Numa listagem em que faz o “top ten” dos países, regiões e cidades a visitar em 2011, a Lonely Planet coloca a livraria situada na Rua das Carmelitas, no Porto, na terceira posição, depois da City Lights Books, em São Francisco, nos Estados Unidos, e da El Ateneo Grand Splendid, em Buenos Aires.

No guia "Lonely Planet's Best in Travel 2011", a editora classifica a Lello, fundada em 1906, como “uma pérola de arte nova”, que se mantém como uma das livrarias – e talvez mesmo uma das lojas – “mais espantosas do mundo”.

Na descrição que faz do seu interior, destaca “as prateleiras neogóticas” que fazem mesmo concorrência aos livros na atenção dos visitantes, mas também a decoração nas paredes com os bustos esculpidos de escritores portugueses, além, claro, da “escadaria vermelha em espiral” que leva os clientes até ao primeiro andar e que parece “uma flor exótica”. O trilho e o carrinho para o transporte dos livros e a pequena cafetaria no primeiro andar, de onde se vê a luz do dia filtrada por coloridos vitrais, são outras notas deixadas aos leitores deste que se tornou já num dos mais populares guias de viagem em todo o mundo.

Esta classificação da Lello repete aquela que a loja portuense já tinha conquistado em Janeiro de 2008, quando o diário britânico “The Guardian” também a considerou como a terceira mais bela livraria do mundo, igualmente a seguir à Ateneu da capital argentina, que ocupa o lugar de um antigo teatro – dessa vez, em primeiro lugar, surgia a livraria holandesa em Maastricht, Boekhandel Selexyz Dominicanen, instalada numa antiga igreja.

O actual edifício da Livraria Lello, que foi desenhado de raiz para ser uma livraria pelo engenheiro Francisco Xavier Esteves, já tinha também sido considerado pelo escritor catalão Enrique Vila-Matas como “a mais bonita livraria do mundo”.

No “top ten” agora divulgado pela Lonely Planet, logo após a Lello surge a Shakespeare & Company, em Paris, seguindo-se a Daunt Books, em Londres, a Another Country, em Berlim, a The Bookworm, em Beijing, a já citada Selexyz Dominicanen, em Maastricht, a Bookàbar, em Roma, e, na décima posição, a Atlantis Books, em Santorini, na Grécia.

Cortesia de O Público

Fernando Cabrita vence Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010

O poeta algarvio Fernando Cabrita é o vencedor da edição portuguesa do Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010. O prémio resulta de uma colaboração entre a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e o Sulscrito – Círculo Literário do Algarve, em parceira com a Câmara de Punta Umbría (Espanha).

O valor do prémio é de 2500 euros e a obra vencedora é publicada na colecção Palavra Ibérica, em edição bilingue.

Além de Fernando Cabrita, o júri decidiu atribuir duas menções honrosas aos originais "Um Coração Simples", de Daniel Gonçalves, e "Sonetos de Pasmo, Esperança e Solidão", de Joaquim da Conceição Barão Rato.

Fernando Cabrita, que nasceu em Olhão em 1954, teve a sua primeira obra, “Os Amantes em Silêncio”, editada em 1980. A sua obra anterior a “Ode à Liberdade e Outros Poemas”, “O Livro da Casa”, foi publicada em 2008 pela editora Gente Singular,e valeu-lhe o Prémio Nacional de Poesia Mário Viegas. Entre os outros prémios que recebeu ao longo da sua carreira estão o Prémio Sílex (1980), Prémio Cidade de Olhão (1987) e Prémio Nacional de Poesia João de Deus (1997). Colaborou também com diversos jornais e revistas.

Na edição anterior do Prémio Internacional de Poesia Ibérica, o vencedor tinha sido Maria do Sameiro Barroso, com “Uma Ânfora no Horizonte”, enquanto em 2008 o vencedor foi Amadeu Baptista, com o livro “Sobre as Imagens”.

Cortesia de O Público

Exposição Aniversário de Fernando Pessoa


Exposição Colectiva de Artes Plásticas e Internacional de Arte Postal “Aniversário de Fernando Pessoa”, que se realiza no próximo dia 14 de Junho pelas 19h, no Museu da República e Resistência – Espaço Grandella – Estrada de Benfica 419 – 1500 Lisboa.

A exposição estará patente ao público até dia 30 de Junho.

A sessão de Abertura contará com uma sessão de poesia por Joaquim Evónio.

Irá ainda haver uma pequena palestra sobre o Fernando Pessoa pelo seu sobrinho Dr. Luís Rosa Dias

Participam os seguintes artistas:

Carruço, Carmen Lara, Carlos Gomes, H. Mourato, Fernando Infante do Carmo, David Marques, António Sem, Paulo Prates, Theia Roiz, Marco Ayres, Henrique Tigo, entre outros.

Exposição de Internacional de Arte Postal participam:

Alemanha (1) Bernhard Zilling – Austrália (1) Denis Mizzi – Brasil (5) Sérgio Monteiro de Almeida, José Roberto Sechi,Vitor Cavallo,Celso Cintra,Thiago Buoro – Bélgica/ Belgique (2) Baudhuin Simon,Stuka Fabryka – Canada (1) Artopia – Espanha/ Espana(2) Miguel Jiménez, Juan Montero Lobo – Estados Unidos/ USA (9) Jim Leftwich, David L. Alvey, T. Smith, John M. Bennett, Dan Buck, Valery Oisteanu, Mary K. Cain, Sydney Burroughs, Zo Zois – Equador/ Ecuador (1) Monica Garces Conley – França/ France (5) André Robèr, Zav, Jean Hugues, Yves Maraux, Pascal Lenoir – Holanda/ Nederland (2) Jan van dePol, Rael – Itália/ Italia(10) Enrico Pignone, Pinky, Giovanni, Emily Joe, Varese, Lancillotto Bellini, Roberto Scala, Fabio Sassi, Ruggero Maggi, Anna Boschi, Adriano Bonari – Inglaterra/ England (4) Jon Bray, Ray Bass, Skandy, Jordan Ambler – Japão/ Japan (2) Ryosuke Cohen, Keichi Nakamura – Lituania / Lietuva (1) Gytis Skudzinskas – Portugal (20) H. Mourato, Silvia Soares, Henrique Tigo, Manuel Pina, Vera Occhiucci, Gonçalo Beja da Costa, Miguel Barros, Prekatado, Henry Cruz, Aida Espadinha, Fernando Henriques, Lourdes, Ana Maria Malta, Paulo Santos, Eduardo Perestrelo, Maria Arceu,Clo Bourgar, Ana Maria Malta José Manuel Alves-Pereira, Victor Teixeira Lopes, Joaquim Sousa, Raquel Martins, Maria Azenha – República Checa/ Ceská Republika (1) Valentino Sani – Uruguai/ Uruguay (1) Clemente Padin.

Sarau Poético

As poesias poderiam ter brotado nos jardins do Gramercy Park, rodeado por construções distintas e refinadas, dentre as quais a casa que abriga The National Arts Club. Os salões do clube oferecem uma revisita ao tempo, quadros e fotos antigas nas paredes, uma decoração predominantemente art nouveau, esculturas de animais, salões com grades, há ares do fantástico nos cômodos, alguns abertos ao público, várias passagens interditadas. Flores, grandes flores cobrem os papéis de parede. Passamos pela recepção, onde o atendente assistia ao Kentucky Derby na televisão e não demonstrava qualquer interesse no evento literário do dia. Na sua pequena sala, o atendente fazia questão de construir um universo aparte através de telas de segurança e televisivas, rádios e conversas mundanas. No salão do primeiro piso, cadeiras circundavam um palco improvisado. Vinho branco e tinto servido à vontade. Navios intergaláticos feitos de restos de molduras de quadro, com pequenas telas de cinema amador e personagens de plástico, a Bela e a Fera, voavam nas paredes negras da sala em espera. O público e os poetas chegam com certo atraso. A leitura começa e o mexicano Homero Aridjis abre a noite com a sua Salutación al Sol... sol de los mistérios... sol como una gema anemica... nos mira por dentro y afuera... Em seguida, o poeta mexicano lê um poema em homenagem ao pai morto, uma conversa espiritual: asi nos encontramos los vivos y los muertos, cada uno sigue su camino... E no desejo de ser um, si uno pudiera cavalgar intensamente... versos para Kafka. Em Ojos de otro miraje: ... un colibri volando como un pedazo de mediodia... mi vida es un relampago... as palavras do poeta gotejam no ar úmido, muitos na platéia cerram os olhos para não deixarem escapar o toque na alma. Homero Aridjis é um poeta abençoado que ainda nos lê o seu Un Poema de Amor e Auto-retrato a los 54 años, não tão recente.

Ariel Dorfman é chileno e americano, anuncia que lerá a maior parte dos seus poemas em inglês, dispensando a jovem intérprete de vestido preto e bolinhas brancas que acompanhou Aridjis. Pede que o público guarde os aplausos para o final, a interrupção atrapalha o ritmo da leitura. Tem domínio de palco, lê com intensidade teatral os poemas traduzidos por Edith Grossman, a grande tradutora de obras do espanhol para o inglês tal como a última versão de Dom Quixote de la Mancha lançada no ano passado. Em um dos poemas, Dorfman ressuscita William Blake que entabula um diálogo com a bela Laura Bush, versos que expressam a raiva do poeta com relação à invasão do Iraque. Cathy Park Hong traz um novo sabor ao evento com seus poemos ritmados, lidos em inglês com um sotaque totalmente asiático, quase entoando um novo idioma. Impressiona com termos como “the beige population”, num protesto contra as tendências anti-imigração no país e a absorção hipócrita de raças de outras cores.

Antes da vez de Marlene van Niekerk, vinda da África do Sul, Inga Kuznetsova nos revela as limitações do seu inglês. Os russos na platéia já haviam corrigido a pronúncia errada do sobrenome de Inga pelo presidente da Poetry Society. A jovem chega ao palco com uma blusa de flores e o longo cabelo castanho preso por uma flor ao lado. Recita os poemas sem necessitar leitura, não hesita. Começa com uma ode por um dia perdido, “if this life really has a meaning, the rain will wash it away...”. Ainda fresca a lembrança da salutação ao sol, pedimos que não chova tão logo, quem não gostaria de um pouco de sentido para a vida e as chuvas da primavera são particularmente cruéis, levam tudo consigo, relegam-nos às flores. “All things exist without tricks...”, explica-nos o intérprete de Inga. Será?


Kátia Gerlach

Cortesia de PNETLiteratura

Manifesto Poetas del Mundo

Poetas do Mundo, é chegada a hora exata para unir nossas forças na defesa da continuação da vida: somos guerreiros da paz e mensageiros dessa nova história para da humanidade. Somos os poetas da luz – veículo que nos conduz para levar o chamado de alerta de que não podemos nos furtar. Atravessamos a morte de um período degenerado das eras, e assistiremos o nascimento de uma NOVA ERA – para a qual, nós, os poetas, recebemos nossos dons, nossas missões e obrigações. A humanidade vive momentos decisivos de luta pela sobrevivência, mas ainda não acordou para o fato de estar caminhando rumo a um precipício, direto para a extinção. Urge que tomemos o leme e mudemos o caminho para a elevação coletiva, para que recuperemos o patrimônio da vida como dom universal e direito de todos.

[Continuar a ler o Manifesto]

ONU celebra o Dia Internacional da Mulher com Poetry in Motion


O dia internacional da Mulher começa a ser celebrado no prédio das Nações Unidas em Nova York. Muita musica e poesia irão marcar as celebrações deste importante dia.
A ONU reivindicou hoje da comunidade internacional ações concretas para derrubar as barreiras e erradicar as condutas que obstaculizam o progresso rumo à igualdade de gêneros e impedem o pleno desenvolvimento dos direitos da mulher.

Com essa mensagem, a organização abriu a 54ª sessão da comissão sobre o status jurídico e social das mulheres, que durante toda a semana do Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo dia 8, analisará o cumprimento dos compromissos em matéria de igualdade de gêneros adotados na Declaração de Pequim de 1995.

O documento adotado há 15 anos estabelece diretrizes para o pleno respeito aos direitos da mulher e sua integração.

"É uma questão de justiça social, mas também é totalmente necessária levando em conta o contexto de crise econômica no qual estamos. Não é apenas uma questão de justiça, é uma questão de eficiência e rentabilidade econômica", disse em um encontro com a imprensa a ministra de Igualdade da Espanha, Bibiana Aído.

Responsável por apresentar o relatório da União Europeia (UE), presidida pela Espanha neste semestre, Aído apontou avanços no campo da educação, na luta contra a violência de gênero e no tráfico de mulheres e meninas para exploração sexual.

As mulheres representam 60% das pessoas que terminam seus estudos na UE e o fazem com melhores notas que os homens, embora "infelizmente a nossa incorporação ao mercado de trabalho não tenha mudado", disse Aído.

Mais de 30 artistas estarão mostrando seu trabalho entitulado "Poetry in Motion - Women: Solution - Mindev Visionaries"

A cerimonia sera realizada por Ms. Aurora Flores. O endereço das Nações Unidas é:

45th Street and 1st Avenue
Dia: Friday, 5 de março de 2010
Hora: De 6:00 pm as 11:00 pm

Cortesia de Jornal.us

D. A. Powell vence o mais lucrativo Prémio de Poesia dos E.U.A. no valor de $100000

Os poetas não deveriam continuar condenados a uma vida de destituição.

A Claremont Graduate University anunciou os vencedores do mais lucrativo dos prémios de Poesia, o Kingsley and Kate Tufts Award. Nesta edição, o Kingsley Tufts Award, no valor de $100000, foi para o poeta D. A. Powell pela sua obra “Chronic” (Graywolf Press).

D. A. Powell, um poeta da Baía de São Francisco, nos Estados Unidos da América, é também finalista do Prémio de Poesia National Book Critics Circle’s com a mesma obra; o seu último trabalho “Cocktails,” foi também finalista na edição anterior do mesmo prémio. O Kate Tufts Discovery Award, um prémio de $10000 atribuído à primeira obra de um poeta, foi ganho por Beth Bachmann pela sua obra “Temper” (University of Pittsburgh Press).

A cerimónia de entrega dos prémios decorrerá no dia 22 de Abril no Pasadena Museu de Arte da Califórnia.

2010 Cardiff International Poetry Competition

A poeta multi-galardoada e contista Jackie Kay e a editora de poesia do País de Gales Zoë Skoulding foram anunciadas como parte do júri para a 2010 Cardiff International Competition.

A competição é uma das mais reconhecidas na Grã-Bretanha e a que oferece o maior prémio monetário entre as competições deste género. O primeiro prémio vale £5,000; o segundo £500; o terceiro £250 e os restantes cinco primeiros recebem cada £50.

São aceites poemas inéditos escritos em língua inglesa por autores vivos de qualquer nacionalidade. Entrega de trabalhos até 29 de Janeiro de 2010.

Encontro Internacional: Realismos antigos e novos

O Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade, o Instituto S. Tomás de Aquino e o TRIPLOV promovem o Encontro Internacional sobre o tema «Realismos: antigos e novos» a realizar no dia 6 de Fevereiro de 2010 no Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral (Calçada Bento da Rocha Cabral, 14 - 1250-047) em Lisboa.

INFO

III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura

A III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura realiza-se nos dias 22 e 23 de Outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A entrada é livre.

Programa

Portugal na Expolingua 2009

O Instituto Camões (IC) irá representar Portugal na 22.ª Expolingua de Berlim, feira que irá decorrer entre 20 e 22 de Novembro, no Centro Russo da Ciência e da Cultura, com mais de 200 expositores de 30 países.

Da programação portuguesa, destacam-se actividades de dinamização do stand, nomeadamente, um curso de sensibilização à aprendizagem do Português, da responsabilidade de Catarina Castro, leitora do IC em Berlim, e de Madalena Simões, leitora do IC em Hamburgo.

Os visitantes do stand poderão ainda ter acesso a informação actual sobre bolsas de estudo, cursos de Português e Exames de Certificação da Língua Portuguesa, ou assistir a documentários sobre autores lusófonos e vídeos promocionais.

Vários materiais e ferramentas multimédia para aprendizagem da língua portuguesa serão também divulgadas pelo Instituto Camões neste evento, bem como informações sobre o Centro Virtual Camões (CVC) – plataforma do IC na Internet para apoio ao ensino-aprendizagem do Português Língua não Materna e para divulgação das culturas lusófonas.

A exposição, visitada anualmente por mais de 15 mil pessoas, conta com o apoio da Embaixada de Portugal em Berlim e da Delegação do AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) em Berlim.

Cortesia de IC

Le Futurisme et les Avant-gardes au Portugal et au Brésil

Nos dias 29 e 30 de Outubro 2009 realiza-se em Paris o Colóquio International «Le Futurisme et les Avant-gardes au Portugal et au Brésil». A organização é de Adelaide Cristóvão, José Manuel Esteves e José Salgado.A direcção científica está a cargo de Maria Graciete Besse.

O evento acontece nas Universidades Paris-Sorbonne (Paris IV) (28, rue Serpente, 75005, salle D035) e Paris Ouest Nanterre La Défense (Bâtiment K, salle des colloques).


Dia Internacional da Literacia



Cada ano, no Dia Internacional da Literacia, a UNESCO lembra à comunidade internacional o estado da literacia e do conhecimento dos adultos no planeta.

8 de Setembro foi proclamado o Dia Internacional da Literacia pela UNESCO a 17 de Novembro de 1965. Este dia foi pela primeira vez celebrado em 1966. O objectivo é chamar a atenção para a importância da literacia dos indivíduos, comunidades e sociedades.As celebrações acontecem um pouco por todo o mundo.

Cerca de 774 milhões de adultos carecem de literacia mínima; um em cinco adultos é ainda não literado e dois terços deles são mulheres; 72.1 milhões de crianças não vão à escola e muitas mais frequentam-na irregularmente ou acabam por sair.


Apoio de Poetícia.

XV Bienal Internacional de Arte de Cerveira

A XV Bienal Internacional de Arte de Cerveira decorrerá de 25 deste mês a 27 de Setembro, mas a edição deste ano alargar-se-á a outros cinco municípios do Minho e a Tui, Espanha. A iniciativa foi apresentada ontem, no Porto.

A Bienal de Cerveira contará, nesta edição (que assinala os 31 anos), com a participação de 264 artistas, entre os quais 164 estrangeiros. Além dos criadores nacionais, estão já garantidos trabalhos de diversas expressões da autoria de artistas da Alemanha, Angola, Argentina, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos, França, Israel, Itália, Japão, Lituânia, Moçambique, Nepal, Polónia, Reino Unido, República Checa, Roménia, Sérvia, Suíça, Tailândia e Turquia.

Candidataram-se nesta edição 439 artistas de todo o Mundo, tendo sido seleccionados 83. Os restantes participantes foram convidados ou indicados pelos respectivos curadores.

Entretanto, será anunciado brevemente o vencedor do Grande Prémio Câmara Municipal de Cerveira, no valor de 15 mil euros, e dois prémios aquisição, no valor de cinco mil euros cada um.

Em Cerveira, as inúmeras iniciativas integradas na bienal, que é organizada pela Associação Projecto, decorrerão, entre outros espaços, no Fórum Cultural, Solar dos Castros, Convento de San Payo, Galeria Projecto e Casa do Artista.

De salientar também a homenagem que será prestada ao escultor Jorge Vieira (recentemente falecido) e que constará de uma exposição com as mais significativas obras deste autor. Esta mostra decorrerá no pavilhão 1 do Fórum Cultural.

Entretanto, a programação da bienal alargar-se-á aos municípios de Caminha, Valença, Monção, Melgaço, Paredes de Coura e Tui. Estes eventos decorrerão particularmente entre 18 deste mês e 31 de Agosto. Assim, em Caminha, no museu municipal, haverá uma mostra de obra gráfica de múltiplos artistas internacionais.

Em Valença, na loja do Turismo, estará patente uma exposição de pintura, instalação e performance da artista brasileira Vera Goulart, enquanto em Monção será inaugurada "Triângulo da Gravura: Japão, Holanda e Portugal".

Na Casa da Cultura de Melgaço, serão mostradas inúmeras esculturas que pertencem à colecção do Museu da Bienal de Cerveira. Do lado de lá, em Tui, na sala municipal de exposições do edifício Área Panorâmica, decorrerá a mostra de artes plásticas de artistas ligados à Associação Projecto.

Cortesia de JN

Filho de Sylvia Plath comete suicídio

O filho dos poetas Ted Hughes e Sylvia Plath, Nicholas Hughes, cometeu suicídio na semana passada, 46 anos depois da mãe ter se suicidado, noticía o jornal londrino The Times.

Nicholas Hughes, que sofria de depressão, suicidou-se dentro de casa no estado americano do Alasca, informou a irmã ao periódico inglês.

Nicholas Hughes era professor de ictiologia e ciências oceânicas na Universidade do Alasca-Fairbanks, mas recentemente havia renunciado ao cargo para instalar uma oficina de cerâmica em casa.

"Com profundo pesar devo anunciar a morte de meu irmão, Nicholas Hughes, que tirou a própria vida em 16 de março de 2009 na sua casa no Alasca", afirma Frieda Hughes num anúncio publicado pelo Times.

Nicholas Hughes era solteiro e não tinha filhos.

A sua mãe, Sylvia Plath, americana, cometeu suicídio em fevereiro de 1963 ao deixar aberto o gás da cozinha de casa, depois de ter vedado com toalhas o quarto dos filhos.

Ted Hughes, britânico, morreu em 1998, depois de ter vivenciado outra tragédia, quando a sua companheira Assia Wevill também cometeu suicídio com gás, matando ao mesmo tempo a filha do casal, em 23 de março de 1969.

Vários críticos acusaram durante muito tempo Hughes, por suas infidelidades conjugais, de ter sido a causa da morte da esposa.

O escritor inglês evitou durante anos comentar publicamente a morte de Plath, até publicar, pouco antes da morte, Cartas de Aniversário, uma obra na qual recorda os sentimentos da época.

Alguns críticos literários lamentam ainda que boa parte da notoriedade de Sylvia Plath se dever às circunstâncias de sua morte, e não a suas obras.

Poesia Zimbabuense pós-independência II

PARTE II

A década da guerra de Libertação, 1970–79, fornece um ponto crítico de referência contra a qual a experiência pós-colonial, é medida em muito da poesia do Zimbabué, particularmente no trabalho de poetas como Musaemura Zimunya, Chenjerai Hove, Freedom Nyamubaya, Chris Magadza e Chirikure Chirikure. A memória de guerra continua a influenciar o discurso político e criatividade literária do pós-independência. Também lidera em que assuntos pós-coloniais modernos rejeitando a doçura que é exigida deles pelas culturas de terror.

Os 1980 são caracterizados pela euforia e a inserção da imaginação de amnésia na consciência nacional. É a década da reconciliação, exuberância, falsas promessas e a guerra civil que poetas escolheram ignorar. É associado com o influxo de capital internacional e das populações do continente. É também um período de boa vontade estendida em que o presidente recebe graus honorários. É um período de recordação do oesta para um movimento político socialista que contou com tanto no leste. Fica a triste promulgação oficial da cultura de PF de Zanu, de intolerância política e violência que levou à contenção, e finalmente, à destruição de Zapu no Acordo de Unidade de 1987. É também um período que prometeu debate vibrante dos meios de comunicação. A voz de Marechera supõe uma importância profética.

Os 1990 desmascaram as armadilhas socialistas de Zanu PF. A década é marcada pela apresentação do Programa Estrutural de Adaptação (ESAP, 1991–95), a seca de 1991–92, o Acto de Compensação de Veteranos de Guerra (1996–97) e o DRC - aventura militar. Os últimos dois tem efeitos desastrosos na economia. A sua descida em espiral dá à luz um movimento vibrante de sindicato, sociedade civil, e movimentos políticos de oposição com que o partido governante tem que contender usando tácticas de infiltração, crueldade, desinformação, assédio e decimação.

Para prevenir articulações do levantar descontente do processo de reforma constitucional iniciado pela oposição, o governo desenha o que foi visto como um esboço defeituoso de constituição. A rejeição da constituição é o começo da recuperação de poder do eleitorado. O milénio é marcado por fracturas do nacional imaginário apesar dos sons agudos de soberania. O que foi reprimido nos retornos de 1980 assombra a nação. Declarações de violência contra os seus cidadãos agora excedem fronteiras geográficas e étnicas englobando a nação inteira. Esta violência é marcada por apreensão arbitrária, desaparecimentos misteriosos e mortes inexplicáveis de dissidentes políticos. Isto é seguido por uma militarização do aparelho de estado e a violência brutal visa os cidadãos comuns durante a repetição em Junho do ano das eleições presidenciais.

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