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Poesia Manuscrita Pelos Hipocampos é a nova obra poética de José Luís Mendonça

A segunda edição da obra "Poesia Manuscrita Pelos Hipocampos", do escritor angolano José Luís Mendonça, foi hoje, quinta-feira, apresentada ao público na União dos Escritores Angolanos.

Segundo o autor, no livro, de 42 poemas, são encontradas poesias sobre a vida actual, "numa abordagem sobretudo que é captada pela consciência humana desde os artefactos espaciais às simples pedras do mar".

De acordo com José Mendonça, com esta obra busca reflectir a questão do tempo e do imperecível, de forma a "saber se realmente o tempo existe ou se é uma invenção do homem. Contudo, uma reflexão filosófica sobre a vida na terra e no
espaço".

Salientou que a concepção do seu livro durou vinte anos, porque os quarenta e dois poemas tiveram que reportar detalhadamente a temática que a obra aborda.

Acrescentou ainda que está em carteira uma nova obra infantil intitulada “A Rede que Pescava Sonhos de Natal”, que possivelmente poderá ser publicada ainda este ano.

Por sua vez, o escritor Abreu Paxe mostrou-se surpreendido pela forma como o escritor relacionou os elementos artísticos (hipónimos e Hiperonímia), pelo que, devolve a semântica ao próprio texto.

“A partir da organização do índice, título, há uma relação entre o conjunto. O mais atraente é o facto de existir uma ligação entre o sentido poético das palavras dentro do texto”, disse.

José Luís Mendonça, poeta e jornalista. Publicou 12 livros de poesias e um conto. A sua aparição no mundo das letras aconteceu com “Chuva Novembrina, obra à qual foi atribuída em, 1981, o Prémio “Sagrada Esperança”, pelo Instituto Nacional do Livro e do Disco.

Entre outros Prémio adquiriu também o Galardão Sonangol de literatura.

Cortesia de Angola Press

Poesia de Marilyn Monroe à venda em Outubro


Será lançado em Outubro, um livro intitulado ‘Fragmentos’ da autoria de Marilyn Monroe, que, aparentemente, “escrevia todos os dias”.

De acordo com Michel Schneider, escritor e psicanalista responsável pela publicação deste livro, muitos dos poemas que estão na obra estiveram durante anos na posse do FBI, que os confiscou após a morte da actriz em 1962.

Schneider adianta que os “textos são bastantes frios, sem pathos, o que revela uma grande qualidade a nível literário".

"Marilyn tinha uma pena de poeta e algum talento para guionista", conclui o escritor.

Cortesia de Correio da Manhã

Os Lusíadas em língua mirandesa apresentado em Setembro

O épico de Luís de Camões, “Os Lusíadas”, foi traduzido para mirandês e vai ser apresentado em Setembro. O trabalho do investigador Amadeu Ferreira levou oito anos a concluir e vai ser apresentada no âmbito das comemorações do Dia da Língua Mirandesa.

A obra de Amadeu Ferreira, que assina a obra com o pseudónimo de Francisco Niebro, tem o prefácio de Ernesto Rodrigues, professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e terá a chancela da Editora Âncora.

Em vésperas da apresentação do seu trabalho, o especialista em mirandês explicou que “os poemas cantados por Camões foram uma epopeia dos portugueses e, entre os portugueses, havia gente que possivelmente falava mirandês”. Na sua tradução de “Os Lusíadas”, o investigador indica que “todas a estâncias do poema foram vistas e revistas ao pormenor” e que “só nos últimos três anos é que a tradução ficou concluída”. “Sempre tentei aproximar-me da forma mais fiel do original”, sublinhou.

O investigador comentou as dificuldades na tradução: “Nas estâncias tentei manter a rima, a métrica, a acentuação tanto na sexta como na décima sílaba, todo o ritmo e musicalidade do poema se aproxima do original”.

O livro será apresentado a 17 de Setembro numa cerimónia promovida pela Câmara Municipal de Miranda do Douro, inserida nas comemorações do Dia da Língua Mirandesa, onze anos após o reconhecimento como língua oficial em Diário da República.

Amadeu Ferreira lançou, no ano passado a edição de “Os Lusíadas” em banda desenhada da autoria de José Ruy, traduzida para a língua mirandesa. Além da obra de Camões, a dupla Amadeu Ferreira/José Ruy concluiu, também em banda desenhada, “História de um povo e de uma língua”, que conta as aventuras e desventuras do povo mirandês e da sua peculiar forma de comunicar.

Amadeu Ferreira, que é vice-presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), é um dos maiores especialistas em língua mirandesa e publicou centenas de crónicas em mirandês no PÚBLICO e Jornal Nordeste.

Outro dos trabalhos emblemáticos de Amadeu Ferreira é a tradução para mirandês de três histórias de Astérix e dos Quatro Evangelhos da Bíblia. Tem ainda em curso a publicação, em parceria com José Pedro Ferreira, de um dicionário de mirandês-português.

Cortesia de O Público

Lançamento da antologia de Poesia Soviética Russa

A antologia "Poesia soviética russa (séculos XIX-XX)", editada recentemente, integra 107 poemas de 30 autores russos, seleccionados, traduzidos e anotados pelo poeta José Sampaio Marinho.

A época que José Sampaio Marinho viveu na ex-União Soviética 'foi determinante' para a escolha os poetas, escreve no prefácio o jornalista José Milhazes, que foi seu amigo.

José Sampaio Marinho faleceu em 1998, na Póvoa de Varzim, vítima de cancro no pulmão, mas antes entregou a José Milhazes os poemas traduzidos, considerando este ser sua incumbência encontrar uma editora, como afirma no prefácio.

No texto, Milhazes salienta 'a qualidade das traduções', conservando 'não só o conteúdo, mas a riqueza rítmica dos originais russos'.

Estão representados nesta antologia, entre outros, Serguei Essénine, Boris Pasternak, Leonid Martínov, Nikolai Rúbtsov,Vladimir Sokolov, ou poetas que na década de 1980 'não tinham sido reabilitados', como Òssip Madelchtam, Anna Akhmatova e Marina Tsvetéeva.

Há também poetas revolucionários como Vladimir Maiakovski, mas em que prevalece a sua 'qualidade poética'.

Referindo-se ao trabalho do amigo, Milhazes conta: 'Paralelamente, nas horas extras depois do 'trabalho oficial', Sampaio, quase sempre acompanhado do seu uísque com gelo e água gaseificada, de cigarro praticamente sempre aceso, traduzia poemas de autores soviéticos e russos, que, de vez em quando, recitava na presença dos amigos mais próximos'.

José Sampaio Marinho, tradutor da editora Arcádia, foi amigo do poeta Ruy Belo, colaborou com o escritor Vitorino Nemésio e trabalhou na ex-Emissora Nacional.

Após o 25 de Abril de 1974, foi convidado pela editora soviética Progresso a ir trabalhar para a Moscovo, onde residiu durante 15 anos, regressando a Portugal, onde foi professor do ensino secundário.

Deixou editados, além de muitas traduções, que fez do russo para português de textos vários - romances, ensaios, e poesia - quatro livros de poesia de sua autoria. Um deles, 'Nuvens choram - Poemas', reúne todos os poemas escritos entre 1952 e 1956.

Referindo-se a 'Poesia soviética russa (séculos XIX-XX)', publicado pela Editora Labirinto com o apoio da Câmara de Fafe, José Milhazes atesta: 'Na generalidade, os russos afirmam que há poetas seus tão nacionais que é impossível a tradução dos seus versos para línguas estrangeiras. Um deles é o poeta lírico Serguei Iessénime, mas José Sampaio Marinho ousou fazer o impossível e conseguiu'.

Cortesia de DNArtes

Angusti Folia é a nova obra poética de Filipe de Fiúza

O poeta Filipe de Fiúza lança a sua segunda obra poética Angusti Folia - Versus Diarium.

Angusti Folia – Versus Diarium aparece na sequência da poesia diária do autor. O texto anda em volta de um diálogo de mundividências poéticas entre duas personagens incógnitas que se desconhecem mas encontram numa contextualização surrealmente romântica.

(...)
E és tu porque sabes ser-me
Assassinando tranquilamente o estro de bem
Ainda aí estás na ilusão esperável do depois
(...)


Entre a angústia da loucura e a folia da lucidez, no entremeio do exercício poético das palavras, são reveladas respostas do sonho, da vida e da existência de ambas as personagens. O sentido essencial do texto é a arte subtil das coisas porque é ela que origina a fuga das coisas para os acontecimentos do tempo e porque é afinal sempre possível a descoberta íntima do que são.

Obra de Ferreira Gullar publicada pela Babel

A obra do poeta brasileiro Ferreira Gullar, distinguido com o Prémio Camões 2010, será publicada em Portugal pela Babel, anunciou o grupo editorial em comunicado. O projecto de edição da obra de Gullar terá início já este mês, com Poema Sujo, escrito em 1975, durante a ditadura militar no Brasil, quando o autor estava exilado em Buenos Aires, e publicado no ano seguinte pela editora Civilização Brasileira.

Com publicação simultânea no Brasil, pela editora José Olympio, segue-se, em Setembro, um novo livro de poemas do autor, intitulado Em Alguma Parte Alguma - o primeiro deste género literário desde Muitas Vozes, de 1999. Cidades Inventadas, uma compilação de ficções escritas ao longo de várias décadas, originalmente publicada em 1997, e o livro de memórias Rabo de Foguete - Os Anos do Exílio serão igualmente dados à estampa ainda este ano.

Em 2011, a Babel prevê editar outros títulos do autor, não só de poesia, como também de literatura infantil, ensaio e ficção.

Cortesia de DN

Relógio d'Água aposta em novidades estivais femininas

A Penelope Fitzgerald e à sua Flor Azul juntam-se Liudmila Petruchévskaia, Lorrie Moore e Edna O’Brien. Wordsworth, Eric Hobsbawm e Stendhal também vão ser acrescentados ao catálogo.

A Relógio d’Água acaba de anunciar as suas novidades editoriais para a estação quente. Após o lançamento de A Flor Azul, de Penelope Fitzgerald, são várias as novidades e reedições que chegarão aos escaparates nacionais já no próximo mês de Julho.

Prelúdio, de Wordsworth, é um dos nomes que salta logo à vista neste ramalhete estival, seguido do mais recente romance de Lorrie Moore, Um Portão nas Escadas. Sobre a História, de Eric Hobsbawm, vem acrescentar a nota reflexiva ao conjunto, enquanto Hora: Noite, de Liudmila Petruchévskaia, e Raparigas da Província, de Edna O’Brien, completam o cabaz com visões femininas da narrativa do século XX.

Para fechar em beleza, a Relógia d’Água irá também fazer chegar às bancas uma nova edição de O Vermelho e o Negro, de Stendhal, mostrando assim a sua heterogeneidade de estilos e épocas literários.

Cortesia de Rascunho

Lançamento do livro Vida Crioula de Teobaldo Virgínio

No próximo dia 3 de Julho será apresentado o livro "Vida Crioula", de Teobaldo Virgínio, pelas 16h00, na Associação dos Antigos Estudantes do Ensino Secundário de Cabo Verde, sita na rua Manuela Porto, em Lisboa.

A apresentação do livro será feita pelo escritor Kwane Koudé (pseudónimo literário de Francisco Gomes Fragoso) e envolverá animação cultural, a cargo do Grupo Cénico Tchondi di Kaberdi, que fará a leitura de alguns trechos do livro Vida Crioula.

Natural da Ilha Santo Antão, de Cabo Verde, Teobaldo Virgínio tem vasta obra publicada no domínio da ficção e da poesia, foi director da revista Arquipélago e colaborou com vários órgãos de imprensa como a Vida Crioula, Morabeza, Revue Noire, Notícias do Imbondeiro (Angola) e Coluna do Norte (Brasil).

Pela sua relevante acção em prol da cultura caboverdiana foi distinguido, em 2010, com a Placa Comemorativa das festividades do Dia Municipal da Câmara da Ribeira Grande.

No acto de apresentação de Vida Crioula, serão também reveladas ao público as seus últimas obras, Folhas da Vida (poesia) e Gaudêncio, Filho Errante (prosa), publicados no país onde vive há muitos anos – Estados Unidos da América.

Cortesia de DNArtes

Apresentação de Studi su Fernando Pessoa


Este livro contém onze “estudos”, dos quais oito já apareceram há pouco mais de quatro anos na revista Letteratura – Tradizione, sendo incluídos no Speciale: Pessoa (1888-1935), unicità e molteplicità, também organizado por Brunello De Cusatis, que foi a forma que a revista escolheu para participar nas homenagens que por todo o lado, e não só em Portugal, foram feitas a Fernando Pessoa nos setenta anos da sua morte. Os onze autores deste livro miscelâneo, que constam entre os maiores conhecedores de Pessoa do mundo, trabalham em vários centros de pesquisa de diferentes países, desde a “Equipa Pessoa” de Lisboa até algumas universidades portuguesas e italianas, como também brasileiras e americanas. A apresentação deste título contará com as presenças de José Blanco, Ivo Castro, Alfredo Margarido, Fernando J. B. Martinho, Jerónimo Pizarro, Manuel Simões, Brunello Natalle De Cusatis (organizador) e Marco Bucaioni (editor) acontece dia 23 de Junho às 19h00.

Cortesia de CFP

Revista Sfinx edita 13 poemas de Frei António das Chagas

Acabam de ser editados em São Petersburgo, no volume XXI da revista literária e artística “Sfinx” (Esfinge), 13 poemas de Frei António das Chagas, poeta português do século XVII, traduzidos em Russo.

As traduções foram realizadas por Andrei Rodosski, poeta, filólogo e tradutor, professor da Faculdade de História e da Faculdade de Filologia da Universidade Estatal de São Petersburgo. Foi académico correspondente estrangeiro da extinta Academia Internacional da Cultura Portuguesa. Andrei Rodosski é especialista em poesia portuguesa do século XIX, tendo traduzido figuras tão essenciais da nossa cultura como Almeida Garrett e João de Deus. O seu interesse não se limita no entanto a essa época. Traduziu poesia de trovadores medievais galaico-portugueses, e autores do século XX e contemporâneos como Mário de Sá-Carneiro, Egito Gonçalves, Alexandre O´Neill, Fernando Guimarães, Pedro Tamen, Manuel Alegre, Vasco Graça Moura e Joaquim Pessoa, entre outros.

Frei António das Chagas, cujo nome secular era António da Fonseca Soares, foi uma figura extremamente contraditória, a um tempo militar, poeta e eclesiástico. Nascido na Vidigueira, no Alentejo, em 1631, no seio de uma família fidalga, não concluiu os estudos devido à morte do pai e ingressou no exército aos 18 anos, tendo combatido na Guerra da Restauração. Sabe-se que foi neste período que despertou para a poesia. Existe informação que permite descrever o soldado-poeta como homem dado a excessos de vária ordem, levando uma vida desregrada, sendo que, aos 22 anos, foi obrigado a fugir para o Brasil para escapar à justiça, em virtude de, num duelo, ter causado a morte de um rival. Regressou a Portugal três anos depois e retomou a carreira das armas, tendo sido promovido a capitão em Setúbal, sinal de reconhecimento do seu valor. Contudo, aos 31 anos, abandonou a vida militar e tornou-se monge da Ordem de São Francisco em Évora, e dedicou o resto da sua vida à pregação da Fé e à penitência pelas faltas cometidas enquanto homem mundano. Foi um pregador ardente, apaixonado e empenhado, tendo viajado em pregação por todo o país e também à corte. Em 1680 passou a viver no Convento do Varatojo (Torres Vedras) que, por sua iniciativa, passou a Seminário Apostólico das Missões da Ordem dos Franciscanos. Em 1682, Frei António das Chagas fundou o Convento de Nossa Senhora dos Anjos de Brancanes, em Setúbal, vindo a falecer nesse mesmo ano, no Varatojo.

Frei António das Chagas escreveu nos mais diversos estilos: romances, sonetos, glosas, madrigais, décimas e poemas heróicos, e também, na segunda fase da sua vida, sermões, elegias, cartas e cânticos espirituais, entre outros. Existe indicação de que, nesta segunda fase, desejava destruir os sonetos, romances e outra poesia da sua juventude. Podendo ser entendida como paradigma da sua época - século XVII, época do Barroco, período de ambiguidade entre fé e razão – a vida de Frei António das Chagas reflecte-se nas várias formas de que se reveste e nos temas de que é composta a sua obra. Os poemas escolhidos por Andrei Rodosski permitem aos leitores russos apreciar esta variedade formal e temática. Encontramos assim nesta selecção, por exemplo, a temática do desencanto com as coisas do mundo (soneto “À vaidade do mundo”), a dúvida e a devoção e exaltação religiosas (sonetos “Se sois riqueza, como estais despido?...”, “A Santa Maria Madalena”), a exortação à bondade (soneto “Et petrae scissae sunt”), assuntos de circunstância tratados de forma estilisticamente requintada (soneto “Ao cavalo do Conde do Sabugal, que fazia grandes curvetas”, em que os movimentos do cavalo são descritos recorrendo a referências musicais e sonoras, exemplo precursor da sinestesia interseccionista de Pessoa e Sá-Carneiro), a incessante procura (“Ao loureiro de João de Saldanha de Sousa, que está com as raízes fora da terra, sobre uma fonte”), a exaltação sensual da beleza feminina (“Romance de uma freira indo às Caldas”) e o conflito entre o espírito e os prazeres sensuais a que o poeta renunciara (romance “Ah, Francisca, vida minha!...”).

Famoso como poeta e também como pregador, Frei António das Chagas fascinou os homens do seu tempo e é capaz de fascinar hoje também – basta (re)descobri-lo.

Cortesia de agencia.ecclesia

Poesia Inaugural de Carlos Drummond de Andrade

Com lançamento previsto para o próximo dia 30, num projeto capitaneado pelo Instituto Moreira Salles, a poesia inaugural de Carlos Drummond de Andrade é resgatada em edição especial.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) pensou em destruir os poemas que o revelariam para o País. Em carta a Mário de Andrade, em 1926, escreveu: ``Não me sinto capaz de grandes coisas, por isso também não sinto dificuldade em renunciar a executá-las. E não me queira mal, se um dia eu te escrever que rasguei o meu caderno de versos``.

Com a ternura habitual, o amigo passou-lhe um pito. ``Isso você não tem direito de fazer e seria covardia. Você pode ficar pratiquíssimo na vida se quiser, porém não tem direito de rasgar o que já não é mais só seu, que você mostrou pros amigos e eles gostaram. (...) Eu quero uma cópia de todos os seus versos pra mim. Quero e exijo, é claro``, disse Mário.

Quatro anos depois, em maio de 1930, saiu Alguma Poesia, o primeiro livro de Drummond, aberto com o Poema de Sete Faces (``Quando nasci, um anjo torto/ desses que vivem na sombra/ disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida``).
Trazia ainda No Meio do Caminho, Quadrilha (``João amava Teresa que amava Raimundo``) e outros 51 poemas.

Pelos 80 anos da assombrosa estreia, o Instituto Moreira Salles lança, no dia 30, Alguma Poesia: O Livro em Seu Tempo, edição especial organizada pelo poeta Eucanaã Ferraz.

O volume traz o fac-símile do exemplar de Alguma Poesia que pertenceu a Drummond, o que lhe empresta um luxo adicional: anotações à mão do poeta, alterando títulos e versos ou suprimindo palavras.

Descobrimos, por exemplo, que, na versão original de Quadrilha, J. Pinto Fernandes, aquele ``que não tinha entrado na história``, se chamava Brederodes -o nome foi riscado por Drummond, que escreveu ao lado o do substituto.

Quando o livro foi lançado, o poeta de Itabira tinha 27 anos. Era já um jornalista experimentado (começara com 16) e publicara poemas em periódicos literários, inclusive na Revista de Antropofagia, mas, por rigor excessivo ou falta de oportunidade e de grana, alentou por dez anos sua estreia.

A esclarecedora apresentação de Eucanaã disseca a construção de Alguma Poesia no período. Salta aos olhos o papel crucial do autor de Pauliceia Desvairada, espécie de baliza modernista de Drummond, que lhe dedicou a obra (``A Mário de Andrade, meu amigo``).

Ao comentar, em 1924, poemas que Drummond lhe enviara, Mário elogia o que achou ser transgressão gramatical no primeiro verso de Nota Social (``O poeta chega na estação``): O mineiro responde que na verdade fora um descuido [o correto seria ``chega à estação``] e que vai corrigi-lo: ``Ainda não posso compreender os seus curiosos excessos. Aceitar tudo que vem do povo é uma tolice que nos leva ao regionalismo``.

Mário dá-lhe uma bronca (``Quem como você mostrou a coragem de reconhecer a evolução das artes até a atualização delas põe-se com isso em manifesta contradição consigo mesmo``), Drummond então capitula. Pede, literalmente, perdão e mantém o ``na estação``.

O autor pagou do seu bolso, em várias prestações, a primeira edição, impressa na gráfica do Minas Gerais, órgão oficial do Estado do qual era redator. Alguma Poesia saiu pela Pindorama, uma pequena editora de autor (Eduardo Frieiro).

As resenhas na mídia pelo País foram em geral consagradoras. Bandeira apontou que ``ironia e ternura agem (...) como um jogo automático de alavancas de estabilização``. Mas houve quem desancasse, como Medeiros de Albuquerque (``Bonito, bem impresso. Mas oco. Não tem nada dentro``).

A história mostrou que oca era a crítica. ``É incrível o que ele conseguiu já no primeiro livro. Nem João Cabral nem Vinicius chegaram ao volume e à qualidade de Drummond desde a estreia``, afirma Eucanaã. (Fabio Victor, da Folhapress)

Cortesia de O Povo Online

Poema «Manucure» de Mário de Sá-Carneiro em publicação bilingue na Rússia

O poema «Manucure» de Mário de Sá-Carneiro acaba de chegar às livrarias russas numa edição bilingue, tendo a tradução sido realizada por Maria Mazniak, professora de português na Universidade Estatal de São Petersburgo.

O poema é ilustrado por 44 reproduções de quadros de Amadeo de Souza-Cardoso, selecionados pela tradutora para representar visualmente as ideias e sensações dos vários "fragmentos" que constituem o poema, de tal forma que quase temos a sensação de que poeta e pintor trabalharam em conjunto, quando, na verdade, os uniu o olhar perspicaz e sensível de Maria Mazniak.

Esta não é a primeira vez que poemas de Mário de Sá-Carneiro são publicados em língua russa, mas as edições anteriores não se comparam, pela sua envergadura, ao novo livro "O poema Manucure de Mário de Sá-Carneiro no contexto das artes comparadas".

Cortesia de Lusa

Jovem emigrante russa lança livro de poesia em português aos 18 anos

Em 2001, chegou a Portugal. Tinha oito anos e não pronunciava uma única palavra em português. Dez anos depois, Ekaterina Malginova domina a língua do país de acolhimento. Ao ponto de aceitar o desafio de editar o seu primeiro livro na língua de Pessoa, uma das suas referências literárias.

"Espelhos de alma", lançado no início deste ano pela editora Porca Danada, é uma compilação de poemas reveladores do universo "intimista e sentimentalista" em que se movem todas as certezas e incertezas de uma adolescente. "Sou figura nos teus braços/Fita de cetim que voa/entre todos os outros./Sou a água que bebes quando tens sede de amor (...). A poética de Malginova presta também homenagem a Lisboa. "Passo.../vejo rua nova/caminho novo/estátua bonita no meio/de quatro pontas (...)". E não esquece as terras frias dos czares que lhe serviram de berço: "...Minha terra/Minhas lágrimas e minha alegria/Que saudades".

Sem grande preocupação formal relativamente à rima e à métrica, como a própria autora reconhece, o conjunto de poemas escritos por Ekaterina Malginova foi publicado num jornal regional e mais tarde editado pela "Porca Danada".

"Andavam à procura de novos talentos e eu aceitei o desafio, pois quem não arrisca não petisca", explica em bom português. Lembrando, ainda, a influência positiva, entre outros, da professora Susana Girão.

Aluna de "boas notas" na Secundária de S. Pedro do Sul, concelho onde reside com os pais, numa quinta de Serrazes, a jovem diz ter herdado da avó, com quem foi criada e educada nos primeiros anos, o gosto pela literatura. Pequena ainda, já lia e decorava poesia de Pushkin e Yessenin, entre outros.

A concluir o 12.º ano, Malginova quer apurar a escrita e lançar novos livros, embora o seu sonho seja um trabalho na ONU ou noutra organização, tirando partido do domínio que tem das línguas russa, inglesa, portuguesa, francesa e também ucraniana.

Cortesia de Jornal de Notícias

«100 Anos d'A Águia e a Situação Cultural de Hoje»

Terá lugar hoje, 12 de Março, o lançamento do 5º número da Revista Nova Águia, dedicado aos "100 Anos d'A Águia e a Situação Cultural de Hoje", às 17h30 no Palácio da Independência em Lisboa. Estarão presentes no lançamento António Braz Teixeira, Manuel Ferreira Patrício e Pinharanda Gomes.

Como é sabido, A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A Nova Águia pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado aos nossos tempos, ao século XXI, como se pode ler no nosso Manifesto. Inspirando-se na visão de Portugal e do Mundo de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, a Nova Águia assume-se como um órgão plural.

Cortesia de Zéfiro

Ricardo Corona lança Amphibia em Portugal

Se no início era o verbo, no que diz respeito à poesia, nos primórdios tudo era oral. Passam séculos, e o poema, de certa forma, acabou ficando por muito tempo trancafiado dentro de páginas de livros.

Mas a poesia, assim como o ser humano, segue, pede passagem.

Ricardo Corona é um poeta, mas não tem a postura do que muitos supõem que seja um sujeito que vive para a poesia.

Corona nasceu em Pato Branco, já morou em São Paulo, e vive em Curitiba desde 1989. São mais de duas décadas “sendo” curitibano e poeta. A sua trajetória acaba de ser reconhecida por meio de uma bolsa, de R$ 56 mil, que ele recebeu da Petrobras. Com o incentivo, vai produzir o livro Curare, que trará um único, longo e fluente poema.

O poeta atravessa uma temporada de serenidade e alegria. No apartamento em que vive com a sua esposa, Eliana Borges e com o filho Cauê, ele abre uma garrafa de vinho tinto, e propõe um brinde.

A editora Cosmorama, de Portugal, acaba de publicar Amphibia, obra que reúne os livros Cinemaginário (1999) e Corpo Sutil (2005). Daqui a 40 dias, o poeta e a sua esposa atravessam o Oceano Atalântico para divulgar Amphibia em território lusitano.

Mas Corona não parece muito ansioso pela temporada europeia. Ele gosta de viver o agora, o cotidiano, um dia de cada vez. Se um vizinho liga o aparelho de som com o volume no máximo, não será surpresa Corona pedir: “Ei, aumenta que isso aí é rock-and-roll.”

O poeta pode ser tudo, menos aquela caricatura que sugere que quem faz poesia está trancado dentro de um gabinete. Ele quer as janelas e as portas abertas. No livro-disco Sonorizador, de 2007, em uma das faixas, Corona já gritou: “livre-se do silêncio do livro.”

Sonorizador traduz, e muito, como esse artista entende e faz poesia: ele declama poemas, alguns com palavras, mas também enuncia sons guturais, em busca de melodias e possibilidades sonoras inusitadas. Afinal, como dizem alguns, as palavras, às vezes, podem atrapalhar. Outras vozes confirmam: o tom (de voz) já pode ser o recado.

Corona não quer repetir fórmulas, nem seguir caminhos já desbravados. Ousa o mergulho no escuro, seja para onde for. “Um livro feito de água/ é perfeito/ porque não se pode/ guardar”, escreveu, no poema “No Lugar Que Não Se Respira”.

O nome e o sobrenome Ricardo Corona, além de textos, livros e vocalizações, também estão associados a duas das mais instigantes revistas que circularam em tempos recentes. De 1998 a 2000, ele editou a Medusa. A Oroboro existiu de 2004 a 2006.

Corona não lamenta o final das publicações. Ao contrário, pega o cálice de vinho e brinda. Ele analisa que Medusa e Oroboro fizeram sentido em seus contextos, radiografando o que havia de mais original no período: ambas publicavam textos inventivos inéditos. O poeta não gostaria de dirigir veículos culturais para meramente demarcar território e ostentar alguma forma de poder.

Corona sai pouco do apartamento. Acompanha a programação dos cinemas e confere exposições. Costuma circular pelo ateliê de sua esposa, a poucos passos de onde eles vivem.

Juntos, Corona e Eliana tocam a editora Medusa, que já publicou 25 livros. Eles já dividiram a autoria de obras, como Tortografia, em que poesia dialoga com artes plásticas, entre outras fusões.

Depois de cinco horas de conversa, talvez tenha faltado perguntar: qual a função da poesia? Na última página de Amphibia, um verso sugere a resposta: “a posição da poesia é oposição.”

Cortesia de A Gazeta do Povo

Novos livros de Alegre, Júdice e Luísa Amaral

O novo livro de Manuel Alegre «O Miúdo Que Pregava Pregos Numa Tábua» estará à venda a partir do dia 26 de Março, depois de «Cão Como Nós», lançado em 2002, eis o novo livro de ficção de Manuel Alegre, que poderá ser descrito como uma incursão do autor sobre a sua arte poética trazendo para a reflexão experiências da sua infância.

O novo de poesia de Nuno Júdice, «Guia de Conceitos Básicos», está nas livrarias também a 12 de Março bem como «Inversos – Poesia 1990-2010», de Ana Luísa Amaral, que reune toda a poesia da autora num único volume.

Tavira recebe Teresa Rita Lopes na apresentação da sua nova obra poética «O Sul dos Meus Sonhos»

Teresa Rita Lopes apresentará o seu novo livro de poesia “O Sul do Meus Sonhos”, dia 30 de Janeiro, às 17 horas, no auditório da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira.

Algarvia de Faro, matriculou-se, no início dos anos 60, na Faculdade de Letras de Lisboa. Perseguida pela ditadura salazarista, exilou-se em Paris, onde estudou e foi professora na Sorbonne. Regressou a Portugal em 1976 e hoje é catedrática da Universidade Nova de Lisboa.

Considerada um dos maiores especialistas contemporâneos em Fernando Pessoa, centrou o seu trabalho académico na obra deste poeta e dedicou-se especialmente à divulgação da parte inédita da sua obra.

Das obras produzidas individualmente em português, destaca-se “Pessoa por conhecer” e uma edição crítica “Álvaro de Campos – Livro de Versos”. Organizou ainda várias exposições sobre Fernando Pessoa em Espanha, no Brasil e em França.

Tem-se dedicado igualmente à obra de Miguel Torga, sobre a qual tem vários ensaios, e, para além disso, tem colaborado regularmente em várias publicações literárias portuguesas e estrangeiras, quer no domínio do ensaio, quer da poesia.

No campo da poesia, tem três livros publicados e, no teatro tem peças publicadas e representadas em Portugal e no estrangeiro: França, Bélgica, Itália, Roménia, Alemanha.

Cortesia de Jornal Barlavento

Maria Azenha lança edição limitada da nova obra poética «De amor ardem os bosques»


A nova obra poética de Maria Azenha «De amor ardem os bosques» tem lançamento previsto para o final de Janeiro de 2010. A tiragem é de 250 exemplares, dos quais 50 são numerados e assinados pela autora. As reservas da obra podem ser feitas através do email: maria.azenha@gmail.com. Edição de autor e limitada.

«O Tempo de Perfil» de Luísa Freire lançado amanhã

«O Tempo de Perfil», de Luísa Freire, será apresentado por Perfecto E. Cuadrado no próximo dia 19 de Janeiro, pelas 18h30, na Livraria Assírio & Alvim, editora que assume a edição. No dia seguinte, e até ao dia 20 de Fevereiro, estará no local uma exposição pictórica da escritora.

«Dos dezasseis títulos presentes neste volume (e que representam o trabalho poético de um quarto de século), apenas cinco foram já publicados anteriormente: «Verde-Nunca», Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1985; «Searas de Tempo, Digo Tu e Memórias da Cal», reunidos em Ciclo da Cal, Porto, Campo das Letras, 2003; Imagens Acidentais (juntamente com Imagens Orientais), Lisboa, Assírio & Alvim, 2003. De referir ainda que, por opção própria, ficam fora deste conjunto quatro outros títulos, escritos na década de 70 e publicados em 1979, 1980 e 1981.

Daqui se conclui não ser esta publicação uma poesia completa e, menos ainda, uma poesia reunida, já que a grande maioria dos títulos se manteve inédita até à presente data`, escreve Luísa Freire.

Cortesia de Diário Digital

«A claridade» lançada hoje na Casa Fernando Pessoa

«Nesta obra, A Claridade, publicada em 2008, procuro um espaço ideal, mas secretamente ameaçado. É um desafio semelhante ao de Prometeu: um paraíso sem a mediação da morte. Por isso, a sua claridade é tão ofuscante quanto vazia.»

António Carlos Cortez apresenta o livro A Claridade (Casa do Sul), de Joel Henriques, hoje, dia 15 de Janeiro, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa.

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