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Ouvir literatura portuguesa em qualquer lugar

É mais fácil aceder à substância de um livro através da audição do que da leitura. Esta ideia pode resumir o projecto O Livro. Teresa Henriques, Joana Mendonça e Diogo Henriques querem assim combater a exclusão a que a literatura está sujeita na sociedade.

"As pessoas têm cada vez menos tempo para ler, mas não queremos atingir só esse público, pretendemos também chegar aos idosos, às crianças e aos... preguiçosos!", aponta a equipa que concorreu e faz parte dos dez candidatos da iniciativa Faz - Ideias de Origem Portuguesa, da Fundação Gulbenkian, em conjunto com a Fundação Talento.

Cada equipa de concorrentes deve ser constituída por portugueses na diáspora e residentes no país. A ideia de O Livro vem do outro lado do Atlântico, dos EUA, pela mão de Teresa Henriques, de 32 anos, escultora. "A oportunidade de ser escultora nos EUA é muito maior do que alguma vez será em Portugal", justifica.

Quanto ao projecto, este surgiu de uma vivência ainda em território nacional: "Vi os meus avós na última fase da vida deles, quando começaram a perder as capacidades físicas, a ficaram reféns da televisão".

A escultora a viver em Nova Iorque há três anos recorda que os avós eram duas pessoas que gostavam imenso da cultura portuguesa, "literatura, música, teatro", e perderam esses interesses. "Então, lembrei-me de fazer uma biblioteca falada, através da rádio".

Com a ajuda de Joana Mendonça e de Duarte Henriques, decidiu tornar o projecto mais abrangente. "Queremos criar um programa em que os idosos vão contar histórias às crianças", por exemplo. Mas não só. "Seria uma mais-valia para os doentes que estão nos hospitais ou para os cegos", embora salvaguardem a importância do braille, ou ainda para as pessoas analfabetas, que teriam assim uma "abismal melhoria na sua qualidade de vida".

A equipa acredita que o projecto vai valorizar a cultura de um "país que é conhecido mundialmente pelos seus escritores". Tudo isso através da rádio que "chega a todos, mesmo as famílias portuguesas mais pobres têm uma aparelhagem pequena". Teresa lembra o hábito que muitas pessoas têm de "rezar o terço" acompanhando a rádio. "Podia acontecer a mesma coisa com a nossa biblioteca falada!"

O objectivo é criar um programa de rádio, onde os livros podem ser lidos, capítulo a capítulo, a uma hora específica, como as antigas radionovelas. Autores como Eça de Queirós, Saramago ou Fernando Pessoa, entre outros, podem ser divulgadas. E é aqui que reside uma das principais dificuldades do grupo: convencer as rádios nacionais a introduzirem este tipo de emissão na programação diária ou semanal. É um programa que não se adequa a qualquer rádio. "Uma rádio juvenil nunca irá aceitar a nossa proposta", a aposta direcciona-se mais para uma rádio com um público-alvo "mais maduro, que saiba dar valor a um bom livro", avalia Teresa.

Para este programa funcionar, a família Henriques quer contar com o apoio das universidades. Estudantes formados em áreas de dicção e línguas podem "dar voz" à literatura portuguesa. Estudantes de multimédia e audiovisuais poderiam ocupar-se da edição do programa radiofónico.

Outro ponto do projecto, explica Joana Mendonça, de 31 anos, economista que trabalha na área da inclusão social, é o livre acesso desta biblioteca na Internet. "Existirá uma plataforma online onde os livros estarão disponíveis, as pessoas fazem download e vão ouvindo". Aqui entra a experiência de Diogo Henriques, de 27 anos, engenheiro informático. "Queremos uma coisa simples, que permita o acesso a qualquer pessoa, jovem ou menos jovem, português ou estrangeiro".

E deste projecto pode nascer outro, o do aluguer dos "livros em áudio", em cafés, nas praias, jardins ou praças públicas. Deste modo, nem os turistas ficam de fora. Para eles, estão pensadas gravações em inglês e francês.

Cortesia de O Público

O R.A.P. como literatura?

O Estadão publicou uma notícia/comentário sobre as letras de canções como material que nem sempre é visto por académicos como de dom literário. Escreveu Lucas Nobile: “E a conversa piora quando o assunto se trata das criações (sub)urbanas feitas nas periferias. Aos desavisados seria bom lembrar que a poesia já surgiu cantada, lá atrás, com os menestréis. Aos conservadores, basta avisar que já está mais do que na hora de o rap ser encarado como música e que, no começo de maio, será lançado mais um disco assertivo da crescente qualidade do gênero: Nó na Orelha, de um maluco, no melhor sentido da palavra, conhecido como Criolo Doido.”

Frágil dedica serões de quinta-feira à poesia

O Frágil volta a dedicar um mês à poesia, uma iniciativa que começou em 2007, e que tem acontecido sempre em Março, quando se celebra, no dia 21, o Dia Mundial da Poesia. Mas ao contrário dos anos anteriores, este ano a iniciativa está agendada para o mês de Abril.

“Poesia é sempre importante em qualquer altura do ano, e no mês de março há muitas iniciativas. A nossa ideia foi diversificar”, disse Carolina Quadros, do Frágil.

Poemas de Luís Carvalho, lidos pelos actores Filomena Cautela, João Reis e Ivo Canelas e o músico JP Simões, abrem esta quinta-feira o ciclo “Abril, Palavras Mil”.

Até ao final do mês, no bar ouvir-se-ão ainda as palavras dos poetas Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e José Bação Leal, sempre às quintas-feiras a partir das 22:30.

“Através de iniciativas como esta fazemos a diferença face ao estado lastimável em que se encontra o Bairro Alto”, salientou a empresária que criticou “as ruas tornadas bares, e pagar-se o preço de manter uma casa de porta fechada, além das taxas legais”.

Cada leitura encenação é acompanhada por música criada propositadamente. Assim, na próxima quinta-feira Francisco Leal e Vítor Rua acompanham Filomena Cautela, João Reis, Ivo Canelas e JP Simões, seguindo a noite com DJ Vítor Silveira.

“A escolha dos poetas esteve a cargo de cada um dos convidados que participam por amor à palavra, sem qualquer cachet”, disse Carolina Quadros.

Na quinta-feira seguinte, dia 14, o actor Rui Morrison lerá Alberto Caeiro, acompanhado por música composta por Rodrigo Leão e que será interpretada pelo próprio, por Bruno Silva, Carlos Tony Gomes, Celina da Piedade e Viviena Tupikova. A noite segue com a música escolhida pelo DJ Jorge Caiado.

“Inicialmente tínhamos até pensado fazer as quatro noites dedicadas a Fernando Pessoa e aos seus heterónimos, mas apostámos em que cada um dos participantes escolhesse e quisemos dar a conhecer poetas como Luís Carvalho e José Bação Leal”, afirmou Carolina Quadros.

José Bação Leal é o poeta escolhido para quinta-feira, dia 21, que será lido por outro poeta, Luís Carvalho, acompanhado pela música de João Guimarães.

“O José Bação Leal é um poeta que morreu muito novo, em 1965 em Nampula, durante a guerra colonial, mas não directamente devido ao conflito, que escrevia mas não guardava nada, quem guardou os seus poemas foi a mãe”, contou Carolina Quadros.

Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, lido pela actriz Carla Bolito, encerra quinta-feira, dia 28 “Abril, Palavras Mil”. A música estará a cargo de Tó Trips e o resto da noite ficará a cargo do DJ Vítor Silveira.

Cortesia de O Público

Luís Miguel Cintra lê o Cântico dos Cânticos na Capela do Rato

“Que ele me beije com beijos da sua boca!/ Melhores são as tuas carícias que o vinho,/ ao olfacto são agradáveis os teus perfumes;/ a tua fama é odor que se difunde./ Por isso te amam as donzelas.” Assim começa o livro bíblico do Cântico dos Cânticos, que o actor e encenador Luís Miguel Cintra lerá na íntegra amanhã, às 21h30, na Capela do Rato (Calçada Bento da Rocha Cabral, 1 B), em Lisboa. A entrada é livre.

Sendo um dos poemas mais antigos da humanidade, o Cântico dos Cânticos é, apesar ou por causa da sua natureza sensual e erótica, também o texto mais comentado pelos grandes místicos do judaísmo e cristianismo.

Não é a primeira vez que Luís Miguel Cintra faz este tipo de leitura. Em Junho do ano passado, o encenador do teatro da Cornucópia leu, no mesmo lugar, o livro do Apocalipse, o último livro da Bíblia cristã. Também este está entre os textos bíblicos mais lidos e comentados.

Desta vez, em lugar das visões e profecias e da forte linguagem simbólica que se encontra no Apocalipse, Cintra lerá os encontros e desencontros entre um casal de apaixonados: “Levanta-te! Anda, vem daí,/ ó minha bela amada!/ Eis que o Inverno já passou,/ a chuva parou e foi-se embora./ (…) Anda, meu amado,/ corramos ao campo,/ passemos a noite sob os cedros (…) Ai te darei as minhas carícias.”

Cortesia de O Público

A tertúlia de poesia ininterrupta mais antiga do país

Às 0h15, toca a sineta. «Fechou a cloaca», grita Carlos Pinto, proprietário do Púcaros, situado nas arcadas de Miragaia, em frente à Alfândega do Porto. É sempre assim que começam as noites de poesia, todas as quartas-feiras (muitas vezes, só têm início na madrugada de quinta).

O que se segue, pela noite dentro, é um desfilar de versos mais ou menos conhecidos, ditos por gente mais ou menos inspirada. A única regra é a liberdade total, a raiar a anarquia: não há tema, não há ordem definida, não há hora para acabar.

Os conflitos entre vários participantes desta tertúlia são recorrentes, mas as querelas dificilmente causam mossa. Quando é preciso, Carlos Pinto põe ordem na casa, mas sempre de forma bem humorada. «Digo tudo porque ouço tudo», explica. Há dois ou três palavrões lançados para o ar e a poesia continua.

Um dos habitués é Anthero Monteiro, que já tem várias obras de poesia publicadas. Numa mala, traz uns «cinco quilos de livros» e mais uma pasta cheia de poemas impressos. «O que faz rir é geralmente o que funciona melhor. No entanto, o poema mais dito aqui - e, provavelmente, em qualquer tertúlia poética portuguesa - deve ser o Cântico Negro, de José Régio», observa.


Quem também tem obra publicada é António Pedro Ribeiro, que apresentou no próprio Púcaros, em Maio, uma candidatura independente à presidência da República. «Quero fazer passar uma mensagem anti-mercado, contra o utilitarismo e a transformação de tudo e de todos em mercadorias», afirma. Esta incursão política não é inesperada: em 2006, o poeta escreveu Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro, uma provocação a desafiar o líder do Governo.

As noites de poesia do Púcaros cumprem 14 anos em Novembro e Carlos Pinto orgulha-se de ser o responsável pela «tertúlia poética ininterrupta mais antiga do país». A ideia inicial era «fazer uma noite dedicada aos dizeres populares, mas essa malta não é acessível», relembra.

Por isso, alargou-se o conceito à poesia e, desde então, todas as quartas-feiras, o ritual é sagrado: «Mesmo quando isto fica alagado, cumpre-se a tradição. Vamos ali para o cimo da rampa, recitamos dois ou três poemas e dizemos que nem as cheias nos hão-de calar». Numa sessão comum, a leitura é feita no meio das arcadas que dividem o bar - imaginamos que o espaço tenha sido em tempos idos um armazém de pipas de vinho do Porto. A bebida oficial é a sangria, servida nos púcaros que dão o nome à casa. Quem pedir uma bebida não alcoólica arrisca-se a ouvir uma boca do proprietário.

Muitos participantes lêem poemas de sua autoria e destas noites já resultou a colectânea Um Púcaro de Poesia, da editora Corpos. Mas esta é uma tertúlia de amadores e apaixonados pelas palavras: quem vem apenas ouvir poesia é bem-vindo, quem vem ler pela primeira vez é bem recebido.

As picardias estão reservadas aos veteranos: na noite a que assistimos criticou-se o mau gosto de deixar um poema a meio e a incapacidade dos presentes para «ir até Saturno» através da poesia. As palavras foram azedas , mas na semana seguinte estavam lá todos, amigos como dantes.

PÚCAROS BAR

Rua de Miragaia, 55, Porto
Tel. 936 326 281


Cortesia de Jornal Sol

Rio de Janeiro: Poesia é o tema de campanha de incentivo à leitura

A poesia é o tema da 18ª edição da campanha Paixão de Ler, considerada o maior evento de incentivo à leitura do Rio de Janeiro, Brasil. De 05 a 12 de novembro, a campanha, que é uma iniciativa da Coordenação de Livro e Leitura da Secretaria Municipal de Cultura, terá música, teatro, bate-papos literários e narração de histórias. O homenageado será o poeta Ferreira Gullar, que estará na abertura do evento em bate-papo com o escritor Antonio Carlos Secchin, no auditório da Biblioteca Nacional.

O maior evento de incentivo à leitura da cidade, que nesta edição apresentará ao todo mais de 100 manifestações artísticas para um público estimado em 25 mil pessoas, que terá uma programação muito especial no segmento literário com atrações por toda a cidade, como praças, parques, orla marítima, centros culturais, bibliotecas e escolas públicas. Serão espetáculos de recitação e interpretação de poemas, saraus poéticos, bate-papos literários, narrações de histórias, troca-troca de livros, intervenções poéticas, apresentações com artistas renomados. Toda a programação é gratuita.

O grande destaque do evento será no dia 6, quando haverá um dia inteiro dedicado à poesia e à música, que acontecerá no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, com atividades que agradarão todos os gostos e idades. Com shows poéticos de George Israel, Arnaldo Brandão e muitos outros. Para completar, o dia termina com um espetáculo poético com Maria Bethânia, que fará leitura de poemas de escritores de todas as gerações: Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Caetano Veloso, entre muitos outros.

No domingo, as atividades irão ocorrer em espaços abertos, como praças e parques, como a Quinta da Boa Vista, Jardim do Méier, Aterro do Flamengo, Parque dos Patins, Lagoa Rodrigo de Freitas e na orla marítima, do Leme ao Arpoador. Em cada ponto da praia, haverá uma sessão de leitura de poemas com música, percussão, performance e distribuição de livros ao público.

Para completar, haverá também intervenções poéticas no Metrô Rio nas estações da Pavuna até Siqueira Campos.

Cortesia de O Dia Online

Hinos à Noite de Novalis lidos em caminha nocturna em Sintra

A Associação Cultural Alagamares promove dia 5 de Novembro de 2010 pelas 21h30m uma caminhada nocturna na serra de Sintra subordinada ao tema «Poetas da Noite».

Tempo de duração: aproximadamente 2,5 horas (excluído as pausas temáticas)

Aconselhável uso de calçado confortável (ténis ou bota de caminhada), agasalho e frontal ou pequena lanterna.

Partindo de S. Pedro de Penaferrim (Largo da Feira),ponto de encontro a partir das 21h15m, as envolventes dos palácios da Pena e Castelo dos Mouros e Santa Eufémia serão percorridos. O poeta Filipe de Fiúza lerá textos alusivos à noite durante as paragens, essencialmente da obra de Novalis, e outros.

Inscrições para o 964135135 ou info@alagamares.net

Excerto da Obra

I.

De entre os seres vivos que têm o dom da sensibilidade haverá algum que não ame, mais do que todas as aparições feéricas do extenso espaço que o rodeia, a luz, em que tudo rejubila as suas cores, os seus raios, as suas vagas; e a suave omnipresença do seu dia que desponta? Como se fora a alma mais íntima da vida, respira-o o gigantesco orbe dos astros sem repouso, que flutua dançando no seu fluxo azul - respira-a a pedra faiscante, em sempiterna paz, as plantas sugadoras e meditativas, e os animais selvagens e ardentes, de tão várias figuras - todavia, mais do que todos, respira-a o excelso Estrangeiro, de olhar pensativo, passos incertos, lábios docemente apertados e repletos de harmonias. Como um rei da terrestre Natureza, ela convoca todas as potências para inúmeras transformações, prende e desprende perenes vínculos e envolve todos os seres terrenos na sua celeste imagem. Somente pela sua presença desvela toda a maravilha dos impérios do mundo.


VII Maratona de Poesia de Sintra

Depois do sucesso que foram as anteriores edições da Maratona de Poesia de Sintra, a festa da poesia, a sétima, que se realiza a 22 de Outubro, na Vila Alda, volta a apostar no prazer de juntar os que escrevem, os que dizem e os que gostam de ler e ouvir poesia. A ideia é envolver cada vez mais professores e alunos, bem como 3ª idade.

A Maratona de Poesia decorrerá na Vila Alda, em Sintra, e começa logo pela manhã com poesia para meninos do 1º, 2º e 3º Ciclos. A tarde e a noite serão dedicadas aos adultos.

Nas sessões dedicadas aos mais novos, os grandes protagonistas serão eles próprios, os jovens vindos de várias escolas do Concelho, onde a poesia e a declamação fazem parte da respiração quotidiana do processo educativo.

A noite será dedicada aos declamadores, aos poetas de todas as cores, ao convívio em torno da palavra poética. Como é costume o início será pelas 21H00 e, depois, correrá sem limite pela noite dentro enquanto alguém tiver palavras de poesia para partilhar com os outros.

Cortesia de CMSintra

Poesia ao ar livre em Cascais

Em noite de luar as estrelas brilham à espera do momento em que os versos são lidos como cantigas de embalar. Nesta noite especial, o soninho chegará com os aromas das árvores, a magia das palavras e a ternura de quem as lê. Acampados no parque, os participantes têm de trazer, além do pijama, da escova de dentes e da merenda, um saco-cama individual e uma lanterna. Para crianças dos 3 aos 10 anos, acompanhadas por um adulto da família.

Os Versos ao luar são lidos das 18h00 de dia 11 às 10h00 do dia 12 de Setembro na Biblioteca Municipal de Cascais / Parque Marechal Carmona.

Inscrições de 2ª feira a sábado das 10h às 18h00 pelo tel.: 214815326/7

Aurelino Costa: o dizedor de poesia

Queria viver em poesia. Como isso não parece ser possível, tornou-se "dizedor" desassossegado. Com António Victorino d'Almeida, evoca agora a palavra de Miguel Torga.

Era menino e ficou encantado com a voz. A voz da mãe que lhe lia provérbios e pequenos trechos do Almanaque. A partir daí, ele dá a voz à palavra dos outros. No liceu da Póvoa de Varzim, o tímido e breve Aurelino Costa caiu numa turma "de rebeldia satânica" - assim a classificava o reitor - e o seu modo de dizer atenuava os castigos dos colegas.

Não pelas melhores razões, o reitor visitava com certa frequência a turma. E a voz de Aurelino parecia ter o dom de lhe abrandar a ira. "Quando o reitor entrava na sala, o professor Albino Campos pedia-me para ler: e eu lia." Uma leitura emocionada, sem esconder o fogo ou a mágoa que as palavras encerram: "Ele parava, silencioso, a ouvir e esquecia tudo o resto."

Advogado, poeta, actor de cinema às vezes, Aurelino Costa define--se como um "dizedor de poesia". Muitos anos depois de encetar o ofício, "a perplexidade" de ouvir a sua própria voz permanece. Persegue--o. "O dizer poesia surgiu em mim como uma inquietação." E essa inquietação leva-o a revisitar a obra de José Régio, de Miguel Torga ou de José Gomes Ferreira. Leu Ângelo de Lima e Manuel Alegre em Leninegrado. Enquanto estudante, deu voz a poemas de Régio e Antero numa homenagem ao pai de Carlos Paredes. Nesse recital no Teatro Gil Vicente, recorda, leu ainda um poema de sua autoria - dedicado à mãe, "à voz da mulher do Alma- naque".

Em Coimbra, "houve um certo desassossego: o que eu gostava era de viver em poesia, mas descobri que às vezes o estar" basta. Seguiram-se recitais na Aula Magna, em Lisboa, na companhia de António Portugal e Octávio Sérgio. A palavra de Régio muitas vezes e a "rebeldia" do seu Cântico Negro, mas Aurelino não se fixa num só nome. "Tenho amor profundo e respeito pelos bons autores de poesia. Não existe, todavia, um por quem esteja apaixonado. Todo o poeta se acomoda ao dizedor."

Autor de Poesia Solar, Na Raiz do Tempo e Pitões das Júnias, entre outras obras, um poema seu, Harpa e Delírio d'Água, foi musicado e cantado pela soprano e harpista catalã Arianna Savall. Por sua vez, o pai de Arianna, Jordi Savall convidou Aurelino para a narração em Miguel Cervantes e Las Músicas del Quixote, um dos espectáculos do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, em 2006.

Com o maestro António Victorino d'Almeida gravou, em 2001, Na Voz do Regresso, homenagem a José Régio, no centenário do nascimento do poeta - que escolhia o Diana-Bar, na Póvoa, para local de trabalho "muito simpático" no Inverno. O maestro e o dizedor voltam a encontrar-se : evocam agora a poesia de Miguel Torga.

Aurelino Costa nasceu há 54 anos em Argivai, Póvoa de Varzim. Advoga, escreve e diz. No seu curriculum consta também uma passagem pelo cinema: foi actor em Netto e o Domador de Cavalos, de Tabajara Ruas, filme rodado no Rio Grande do Sul, Brasil. "Era o secretário do delegado do império". A experiência no cinema pode repetir-se, em breve: o autor de Poesia Solar foi novamente convidado por Tabajara Ruas para integrar o elenco de Os Senhoras da Guerra. A concretizar-se o filme, desta vez aparecerá a dar corpo e voz à personagem de um coronel.

De palavras suas, enfim, será o próximo trabalho, que a Numérica vai editar no final do ano: livro poemas e um CD com os mesmos textos ditos pelo autor. O Olho d' Alho, título da obra, é um regresso à voz perturbadora do Almanaque. Na infância, conheceu um homem que tinha um olho de vidro. "Olho de vidro", dizia a mãe. "Para mim era um olho d'alho" - uma forma de "ver o mundo, de certo modo, azedo e com alguma esperança".

Cortesia DNArtes

Caldas da Rainha: Poesia no Céu de Vidro

Amanhã, dia 10 de Julho, pelas 21h30, no Céu de Vidro, no Parque D. Carlos I vai realizar-se uma sessão cultural que inclui poesia nacional pelo Grupo de Canto Sénior e ainda a actuação do Grupo Musical da Casa de Pessoal do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha.

Trata-se de uma iniciativa do o Centro Hospitalar Oeste Norte, do Museu do Hospital e das Caldas e de José Correia, antigo professor de dança da Casa da Cultura. As entradas são gratuitas.

Cortesia de Gazeta das Caldas

A Palavra dos Poetas pelo Grupo de Amigos do Barreiro Velho

O Grupo de Amigos do Barreiro Velho promove uma SESSÃO DE POESIA, na Oficina de Teatro Mário Pereira - TEATRO DE ENSAIO DO BARREIRO- TEB – hoje, sexta feira, dia 28 de Maio, pelas 21,30 horas.

«Em tempos conturbados, um mergulho na poesia pode, por momentos, aliviar o espírito dos que sentem a força da palavra» - sublinha o Grupo dos Amigos do Barreiro Velho.

“É a segunda sessão que levamos a cabo num espaço que sempre nos tem franqueado as portas; por isso, estamos gratos e o Barreiro Velho vê valorizado mais uma instituição já com história feita.

Está convidado(a) a partilhar connosco este momento de bom convívio e de contacto com os nossos poetas, ditos por diferentes vozes.” – é o convite formulado por Rosário Vaz e Vitorino Coragem, do Grupo de Amigos do Barreiro Velho.

Cortesia de Rostos

Dia Mundial da Poesia no Centro Cultural de Belém

Pelo terceiro ano consecutivo e numa iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura (Ministério da Educação, Ministério da Cultura e Ministério dos Assuntos Parlamentares) e do Centro Cultural de Belém, comemoramos, no dia 21 de Março, o Dia Mundial da Poesia. Um programa intenso, ao longo do dia, que se inicia, a partir das 11 horas, com a Feira do Livro de Poesia; o indispensável espaço para os espontâneos Diga lá um Poema; e um conjunto de oficinas e actividades que a Fábrica das Artes organiza para todas as idades.

Programa

Leitura da peça Gioconda e Si-Ya-U de Nazim Hikmet no Festival Pontes para Istambul

O jovem actor e encenador André e. Teodósio apresenta uma leitura encenada de Gioconda e Si-Ya-U, da autoria do grande poeta turco Nazim Hikmet no dia 12 Março pelas 21 horas no pequeno auditório - Sala Eduardo Prado Coelho do Centro Cultural de Belém. Preço 5€

No mesmo ano (1924) em que o jovem revolucionário Emi Siao é deportado de Paris, desaparece do Museu do Louvre a famosa Gioconda. Segundo o poema-manifesto de Nazim Hikmet, ela terá partido para a China ao encontro do seu amor de “olhos amendoados”. É verdade: Gioconda liberta-se da passividade da cultura museológica e revela-se uma agitadora apaixonada.
Para estragar o suspense deste poema, que em cerca de trinta páginas nos confronta com as dialécticas poesia vs. política, fantasia surrealizante vs. fervor revolucionário, ficção vs. autobiografia, no fundo um poema onde permanentemente é questionada a real capacidade da arte na transformação social, vou revelar o final:
RELAXEM: O sorriso de Gioconda mantém-se. Não é o sorriso de quem contenta, mas de quem parte contente.
TREMAM: As mãos de Gioconda transformam-se. Já não são mãos manchadas de tinta, mas mãos manchadas de sangue.”
ANDRÉ E.TEODÓSIO

Tradução e leitura de ANDRÉ E. TEODÓSIO

INFO

Cortesia de CCB

Centésima edição das Quintas de Leitura

Em oito anos, tornaram-se uma referência incontornável do roteiro cultural portuense, com um público fiel e numeroso, sempre a crescer.

As "Quintas de Leitura", no Teatro do Campo Alegre, chegaram na passada quinta-feira, dia 25 de Fevereiro, à centésima edição.

Surgiram em plena ressaca da Porto 2001, quando ainda subsistia a esperança de que a elevada quantidade de eventos da Capital Europeia da Cultura poderia ter continuidade. O desânimo que não tardou a instalar-se entre as hostes culturais da cidade em nada perturbou João Gesta, programador das "Quintas de Leitura" desde a primeira hora, que traçou logo nessa altura os objectivos: criar um ciclo de poesia com entrada paga em que os espectadores teriam acesso ao trabalho de criadores consagrados e emergentes não apenas na poesia, mas também noutras linguagens artísticas, da música, à dança, passando pelo vídeo e fotografia.

"O sucesso surpreendeu-me, quanto mais não fosse porque estamos a falar de regras ambiciosas. Pagar para assistir a espectáculos de poesia não era um hábito enraízado em Portugal", reconhece Gesta, que afirma dever tudo sobre a sua função a Joaquim Castro Caldas, o poeta responsável durante anos pelas célebres noites do Café Pinguim.

"Ciclo de boa saúde"

Primeiro no café-teatro e mais tarde no auditório do Teatro do Campo Alegre, o ciclo não tardou a sedimentar o seu prestígio, graças ao que João Gesta considera ser "uma mescla equilibrada" entre autores já renomados e outros a caminho disso.

"O ciclo continua de boa saúde ao fim deste tempo todo. As bases estão consolidadas, mas é preciso também oferecer às pessoas propostas inusitadas e surpreendentes. A poesia é sobretudo um risco", sintetiza João Gesta.

A frequência da participação de autores como Valter Hugo Mãe, José Luís Peixoto e Gonçalo M. Tavares não tem isentado os organizadores de críticas quanto à repetição de fórmulas. João Gesta discorda do reparo, frisando que cada participação de um dos referidos autores equivale a um novo espectáculo, com outros intervenientes e protagonistas.

"Além disso, é o público que exige a sua presença. No dia seguinte à presença do José Luís Peixoto, por exemplo, há pessoas que ligam para o teatro a perguntar quando será a sua próxima vinda", confessa.

Eleger momentos marcantes em 99 edições é tarefa árdua, à qual Gesta, porém, não se furta, destacando o momento em que Rui Reininho simulou atirar para a assistência um recipiente cheio de urina que, afinal, era chá... "Aquilo poderia ter acabado mal", sorri o mentor do evento, patrocinado pela Fundação Ciência e Desenvolvimento, que confessa jamais ter sentido pressões para convidar determinados autores. "No momento em que isso acontecesse, cessava funções", diz.

Cortesia de JN

Poesia em Vynil

Diabéticos, celíacos, crudíveros, ovolactovegetarianos e vampiros. Ter um amigo com uma dieta rígida condiciona a escolha de um restaurante. Felizmente, ainda não são conhecidas reacções alérgicas à poesia. A partir de quinta-feira o restaurante Vinyl, em Lisboa, acrescenta os versos do poeta valter hugo mãe, lidos por Fernando Alves, aos ingredientes do jantar. "Poesia em Vinyl" é uma iniciativa de promoção da poesia nacional que sugere versos a ser servidos como digestivos - e um concerto em cima disso tudo.

"O objectivo é mostrar às pessoas que a poesia e os poetas não são coisas complicadas, que podem vir ouvir a aprender num ambiente descontraído, de calças de ganga", garante Raquel Marinho, uma das duas pessoas à frente do projecto. Luís Filipe Cristóvão, poeta e livreiro é a outra metade da equipa e o maior responsável pela selecção dos poetas. "As escolhas baseiam-se sobretudo no meu gosto pessoal e na influência que esse nome já tenha no mundo literário", esclareceu o autor.

Há três condições essenciais (e até existenciais) para se ir àquele restaurante ler poesia: ter nascido na década de 70, em primeiro lugar; estar vivo, em segundo, e ser um autor publicado, em terceiro. "Arranjámos uma data que pudesse validar o que é isso de jovem poesia portuguesa e a partir daí escolher nomes de autores que já tivessem mais público e outros que precisassem de mais espaço", conclui Cristóvão. As escolhas de poetas vão ser contrabalançadas com as dos músicos, nomes escolhidos pela organização em parceria com a rádio Radar. "Procura-se assim um equilíbrio entre nomes mais conhecidos com outros a descobrir", aponta Raquel Marinho.

"Poesia em Vinyl" vai receber valter hugo mãe, nos versos, e JP Simões, nas canções, no arranque do projecto, quinta-feira. A obra de Pedro Mexia (lida por Ricardo Araújo Pereira), é a proposta para o mês de Fevereiro, seguido de música de Samuel Úria. Nos meses seguintes há autores consagrados como José Luís Peixoto e nomes a descobrir: Catarina Nunes de Almeida e Filipa Leal são "vozes femininas à partida difíceis de encontrar e que merecem ser lidas", justifica Luís Cristóvão.

Poetas e músicos não recebem nada por subir ao palco do Vinyl, restaurante no edifício da Orquestra Metropolitana, junto à antiga FIL, onde às segundas-feiras à noite se podem ouvir as jam sessions dos alunos da escola de jazz do Hot Clube de Lisboa. A iniciativa tem lugar uma vez por mês durante 12 meses, às 21h30, quando já está suficientemente escuro para ovolactovegetarianos e vampiros saírem de casa.

Cortesia de i

Poesia e Contos de Natal

No dia 22 de Dezembro de 2009, pelas 19 horas, realiza-se uma sessão de leitura de Poesia e Contos de Natal no Teatro Nacional Dona Maria II, que conta com a participação dos actores Ana Marta, Paula Sousa, Paulo B. e Rui Luís Brás dirigidos por Teresa Faria e ainda com o Coro dos Pequenos Cantores do Conservatório Nacional.

A entrada é livre.

Mais informações em www.teatro-dmaria.pt

III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura

A III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura realiza-se nos dias 22 e 23 de Outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A entrada é livre.

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