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Faleceu Gil Scott-Heron, o precursor do R.A.P.

O poeta, cantor, figura icónica da música negra e precursor do rap Gil Scott-Heron faleceu no passado dia 27 em Nova Iorque, aos 62 anos, por causas ainda não divulgadas.

O anúncio foi feito por Jamie Byng, o seu produtor no Reino Unido, através da rede social Twitter, onde escreveu que o seu "amigo e uma das pessoas mais inspiradoras" que alguma vez conheceu morreu na última noite.
Gil Scott-Heron nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, em 1949 e lançou o seu primeiro disco em 1970 com o título "Small talk at 125th and Lenox", onde tecia duras críticas à classe média americana, os activistas negros e o consumismo norte-americano. O trabalho ficou célebre pela sua canção mais icónica: "The revolution will not be televised".

Durante muitos anos foi apresentado como o "Bob Dylan negro", pela costela política. Mas sempre foi mais directo ao assunto, ou não tivesse escrito uma canção sobre segregação racial na África do Sul chamada "Johannesburg"; ou outra sobre alcoolismo, "The bottle". No final dos anos 60 e primórdios dos 70, num período de lutas cívicas, convulsões económicas e mudanças sociais aceleradas, poucos conseguiram capturar as contradições de um país como ele.

Apesar de ser muitas vezes apontado como precursor ou padrinho do rap, este era um título que não agradava a Gil Scott-Heron, que preferia descrever o seu trabalho como "bluesology", isto é, uma espécie de fusão entre poesia, soul, blues e jazz, com uma grande consciência social e fortes mensagens políticas, nomeadamente sobre temas como as armas nucleares ou o apartheid, descreve o jornal inglês Guardian.

Dos livros para a música

Inicialmente através da escrita publicou o primeiro livro, "The Vulture", aos 19 anos. Mais tarde, quando ia publicar o terceiro livro, e depois de ter conhecido o músico e produtor Brian Jackson que o viria a acompanhar durante mais duas décadas, entendeu que o método de comunicar teria que mudar e a soul, o funk ou o jazz tornaram-se no veículo de difusão da sua paixão: a poesia.
Nesse período debitava acima de tudo para audiências negras, aprendendo com a "spoken-word" do poeta e activista Amiri Baraka ou com o jazz de Coltrane e Miles Davis. Mais tarde, no final dos anos 70 e primórdios dos 80, quando o hip-hop irrompeu, foi considerado um dos pioneiros do género. Grupos como Public Enemy ou Disposable Heroes Of Hiphoprisy citavam-no e novas gerações, de todas as cores, redescobriam-no.

Mas Gil Scott-Heron assumia-se sobretudo marcado pela sua avó, que viu morrer no sul dos Estados Unidos quando tinha apenas 15 anos. "Ensinou-me a não esperar que as pessoas descobrissem o meu pensamento, mas a exprimir-me por mim próprio. Quando penso nela, vejo-me a mim", disse uma vez o cantor, numa entrevista. Depois da morte da avó, mudou-se para o Harlem, Nova Iorque, onde ainda habitava. Foi já em Nova Iorque, na Universidade Lincoln, que conheceu outra personalidade importante na sua vida, o poeta e escritor Langston Hughes.

Ao longo de quatro décadas, o cantor lançou mais de 20 discos. "We're New Here", lançado já este ano, foi o seu último álbum, tratando-se de uma recriação do álbum "I'm New Here" de 2010, concretizada por Jamie xx (do grupo The xx) e Gil Scott-Heron. O trabalho do ano passado foi lançado 16 anos depois do seu último registo de originais e numa altura em que tinha estado envolvido em algumas polémicas com a polícia por pose drogas e violação da liberdade condicional. Era também portador de VIH.

O responsável pela ressurreição do veterano foi Richard Russell, produtor inglês também responsável pela XL Recordings. Foi ele que percebeu que não valia a pena regressar no modelo soul-funkjazz do passado. Havia que preservar o essencial, a sua voz, mas fazendo-o com uma arquitectura sonora renovada. Richard Russell apresentou-se a Scott-Heron quando este ainda estava na prisão e disse que quando fosse libertado queria produzir um disco com ele. Em Junho de 2007, quando Scott-Heron saiu da prisão Richard Russell contactou-o em Londres e um acordo foi selado. As gravações iniciaram-se em Janeiro de 2008, depois de uma última passagem por uma casa de correcção em Manhattan.

O músico esteve em Lisboa e no Porto no ano passado, em Maio.

Cortesia de Ípsilon

Linton Kwesi Johnson fundador da dub poetry


Linton Kwesi Johnson, considerado por muitos como o pai fundador da dub poetry (que é precisamente o tema do ensaio, e por isso podiam ter feito isto em Abril) e co-autor de um dos melhores discos reggae de sempre, o essencial Dread Beat An' Blood.

O R.A.P. como literatura?

O Estadão publicou uma notícia/comentário sobre as letras de canções como material que nem sempre é visto por académicos como de dom literário. Escreveu Lucas Nobile: “E a conversa piora quando o assunto se trata das criações (sub)urbanas feitas nas periferias. Aos desavisados seria bom lembrar que a poesia já surgiu cantada, lá atrás, com os menestréis. Aos conservadores, basta avisar que já está mais do que na hora de o rap ser encarado como música e que, no começo de maio, será lançado mais um disco assertivo da crescente qualidade do gênero: Nó na Orelha, de um maluco, no melhor sentido da palavra, conhecido como Criolo Doido.”

SOCIAL SMOKERS Poesia para dançar

"Esperam que diga que a vida é um romance do Lobo Antunes? Uma mota em contramão, uma planta que morreu, um monopólio sem dados?". A poesia saiu à rua e agora diz-se assim. Seja um fumador passivo do novo vídeo dos Social Smokers, Dilúvio Paradoxal:


Eles sobem ao palco, agarram o microfone e enfrentam o público. Têm três minutos para mostrar o que valem. O público aplaude, o júri vota e o vencedor descobre-se no final das eliminatórias. Não são cantores, mas antes poetas. Autores de uma poesia oral, contemporânea e popular. Às vezes, no papel, perde todo o interesse, quase não faz sentido. São palavras escritas para serem ditas, que também se dizem com o corpo.

As noites de Poetry Slam, assim se chama o fenómeno, decorrem mensalmente no Music Box, em Lisboa, já há quase dois anos. Têm ganho popularidade acompanhando o crescimento do movimento nas cidades europeias. Não se trata de hip-hop, nem de uma tertúlia, embora tenha coisas de ambos. Estará próximo do spoken word, mas às vezes lembra uma noite de fados. Nasceu em Chicago, nos anos 80, como forma de expressão poética da classe operária, longe das elites.

Silva o Sentinela, Biru e Jorge Vaz Nande foram três frequentadores assíduos das noites de Poetry Slam do Music Box. Deram nas vistas. Chamaram particularmente a atenção de Alex, músico dos Rádio Macau,e proprietário do Music Box, que os desafiou para fazer algo mais composto. Às palavras de cada um juntou a sua música e também imagens de vídeo. Estavam formados os Social Smokers. Apresentaram-se várias vezes ao vivo, no próprio Music Box, numas noites que chamaram Poetry Salame, e chegaram a atuar, com sucesso, num festival no Brasil. Foi ali que alguém descreveu o seu som como poesia para dançar. Uma definição feliz.

Este está longe de ser o primeiro disco de Alex, músico dos Rádio Macau, que nos últimos anos tem revelado uma paixão por música e poesia. Foi isso o que fez no projeto Wordsong, onde musicalmente revisitaram, também em estilo spokenword, a poesia de Al Berto e Fernando Pessoa. Alex realça as diferenças: "Considerar tudo a mesma coisa é como dizer que as bandas de flamenco são todas iguais". Silva, o Sentinela salienta a importância do que é dito: "Aqui as palavras são nossas, por isso sabemos mesmo o que queremos dizer e como queremos dizer". A slam, nas palavras de Alex, é o "do it yourself da poesia".

Ouvindo o concerto de apresentação, em dezembro (o disco só sai agora no início de fevereiro), percebe-se que as palavras ganham uma existência física, pela forma como são ditas e pela própria envolvência sonora e visual. "A música está lá para servir a poesia", explica Alex. E o que realmente enriquece o projeto, além dessa sensibilidade musical, são as diferenças entre as três vozes. Silva, o Sentinela, por exemplo, tem um estilo que se aproxima mais do hip-hop, é da sua autoria o primeiro clipe do grupo, Até aqui está tudo bem, numa citação de O Ódio, filme de Mathieu Kassowitz. Ouve-se: "Contudo, também estou liso, mas tenho aqui umas ideias comigo, transporto um cérebro hiperativo". E foi precisamente a necessidade de transmitir essas ideias que levou Silva O Sentinela ao slam. Já tinha experimentado o hip-hop, mas não se deu bem com as suas regras. Os jogos de palavras são o forte de Biru, a alma negra do grupo, que talvez seja também o que mais convence em palco: "A vida é para ser bem passada, mas ela é servida crua. Por isso a gente se adapta , e agente se adequa". Por último, Jorge Vaz Nande, o que tem mais ares de escritor, e até ganhou uma Mostra de Jovens Criadores. É o que tem textos mais longos e uma tendência para contar histórias, como em Um Homem Chinês: "Esperam que diga que a vida é um romance do Lobo Antunes? Uma mota em contramão, uma planta que morreu, um monopólio sem dados?". A poesia saiu à rua e agora diz-se assim.

Cortesia de Jornal de Letras, Artes e Ideias

Jay-Z: o poeta que decorava rimas para vender crack

No Verão de 1978, quando tinha nove anos e vivia no bairro social de Marcy, em Nova Iorque, Shawn Carter - mais tarde, Jay-Z - viu um círculo de pessoas formar-se à volta de um miúdo chamado Slate, que estava a "rimar - 30 minutos de improviso, sem nunca perder o ritmo", transformado "como uma beata tocada pelo espírito". O jovem Shawn foi para casa nessa noite e começou a escrever as suas próprias rimas num caderno e a estudar o dicionário.

"Escrevia em todo o lado onde ia", recorda Jay-Z no seu novo e absorvente livro, "Decoded". "Se estivesse a atravessar uma rua com os meus amigos e me ocorresse uma rima, abria a minha pasta em cima de um marco do correio ou candeeiro público e escrevia a rima antes de atravessar." Se não tivesse o caderno com ele, corria para a "loja da esquina, comprava qualquer coisa, depois arranjava uma caneta e escrevia no saco de papel castanho". Isso tornou-se impraticável durante a adolescência, enquanto subia e descia ruas a vender crack, por isso começou a trabalhar a memória, criando "cantinhos na minha cabeça onde armazenava as rimas".

A seu tempo, esse amor pelas palavras daria a Jay-Z mais álbuns no primeiro lugar dos tops que Elvis e alimentaria a realização do seu sonho de rapazinho: tornar-se, como escreveu numa das suas primeiras letras, o poeta com "rimas tão provocadoras" que fosse "a key in the lock" - "o rei do hip-hop."

Em parte autobiografia, em parte comentários magnificamente ilustrados sobre o trabalho do autor, "Decoded" oferece ao leitor um retrato perturbador dos mundos duros por onde Jay-Z navegou na juventude. "Decoded" é menos uma memória ou manifesto artístico convencional que uma colagem elíptica, ao jeito dos puzzles: entre reminiscências descritas com toda a clareza, há lições apaixonadas de história da música que levam o rap a um contexto social e político, menções entusiásticas a Notorious B.I.G. e a Lauryn Hill, aulas de recuperação em calão das ruas ("cheese" e "cheddar", aprenderá o turista casual do hip-hop, traduzem-se como "dinheiro"), e comentários pessoais acerca da natureza extremamente competitiva do rap e das similaridades entre o rap e o boxe, e entre o boxe e a venda de drogas.

Jay-Z já antes mitificou a sua vida - muitas das suas letras mais relevantes são trabalhos de obstinada dramatização pessoal. As linhas básicas da história são conhecidas: a sua infância em Bed-Stuy durante a epidemia de crack, o abandono da família pelo pai, deixando-o "um miúdo despedaçado", a sua carreira como traficante, "tentando ascender no jogo e acrescentar alguns cifrões ao meu nome", o seu álbum de estreia, "Reasonable Doubt", em 1996 (altura em que, segundo ele, "era o rapaz de 26 anos mais velho que se podia conhecer"), a sua ascensão como estrela do rap, seguida pelo seu sucesso como produtor, empreendedor e director-executivo ("Não sou um homem de negócios/Sou um negócio, homem.").

Confiança não é coisa que falte a Jay-Z. Mas o abandono do pai e o duro código das ruas fizeram de Jay-Z, nas suas palavras, "uma pessoa reservada" - receosa de sentimentos ou de se expor demasiado, e experiente na arte do desprendimento. Momentos comoventes de vulnerabilidade (ver o seu pai muitos anos mais tarde, escreve ele, foi "como ver-me a um espelho", e "fez-me perguntar como podia alguém abandonar uma criança que era tão parecida com ele") estão disfarçados em notas de rodapé ou disseminados ao longo de cenas inquietantes do passado do autor e da sua infância no bairro social, quando "os adolescentes usavam armas automáticas como se fossem ténis", e ele vendia "crack a toxicodependentes que estavam a matar-se, acumulando as notas enrugadas que eles arranjavam sabia Deus onde, garantindo que tinham sempre as suas pedras para fumar".

"Decoded" não fala de vários episódios sombrios da vida do autor, como os alegados tiros, tinha ele 12 anos, contra seu irmão viciado em crack (que, de acordo com um artigo recente no "The Guardian", "não apresentou queixa e pediu desculpa ao irmão mais novo pela sua dependência"), ou o ter escapado ao que um artigo da Forbes.com chamou "uma tentativa falhada contra a sua vida" depois de "uma disputa com traficantes rivais".

Jay-Z também não romantiza os seus dias na rua nem se desculpa por eles. Acerca da agora omnipresente "Empire State of Mind", diz que, quando ouviu pela primeira vez a música, tomou a decisão de a "sujar", de "contar histórias do lado duro da cidade", incluindo algumas referências ao tráfico de droga - "Welcome to the melting pot/ Corners where we selling rocks" (Bem-vindo ao melting pot/Esquinas onde vendemos pedras) - e ao sexo promíscuo - "The city of sin is a pity on a whim,/Good girls gone bad, the city''s filled with them" (A cidade do pecado dá pena/As boas raparigas tornaram-se más, a cidade está cheia delas).

No final, "Decoded" mostra ao leitor como os artistas de rap trabalham sempre na mesma série de temas familiares (tráfico, festas e "o tema mais familiar na história do rap - porque estou drogado"). "Éramos miúdos sem pais, por isso encontrámos os nossos pais nos discos e nas ruas e na história e isso foi uma dádiva. Pudemos escolher os ancestrais que inspirariam o mundo que construiríamos para nós mesmos. Isso fez parte do ethos desse tempo e desse lugar e ficou incrustado na cultura que criámos. O rap pegou nos restos de uma sociedade moribunda e criou algo de novo. Os nossos pais tinham partido, normalmente porque não queriam saber, mas nós pegámos nos seus velhos discos e usámo-los para construir algo novo", escreve Jay-Z no final.

Cortesia de i

O poeta que deu vida ao rock português

O eterno letrista de Rui Veloso revolucionou o panorama da música nacional.

Depois dos concertos no Porto, Rui Veloso sobe ao em Lisboa para a consagração de 30 anos de uma carreira que começou a germinar na cave da casa dos pais, perto da Boavista (Porto), quando Carlos Tê se lhe juntou por amigos e gostos comuns.

"Antes de conhecer o Rui, já tinha a letra e a música do Chico Fininho. Tinha escrito aquilo para explorar o lado kitsch da música portuguesa, para me divertir e cantar entre amigos. O Rui fez um bom arranjo e levou a canção com outras que escrevi em inglês à Valentim de Carvalho, em Lisboa...", explica Carlos Tê ao DN.

Dada a resposta da editora, o eterno letrista do "pai do rock português" teve de pôr de parte as influências anglo-saxónicas e encarar o desafio de escrever na sua língua, apesar de desprezar o "nacio- nal-cançonetismo" que dominava o panorama na adolescência e de ter a necessidade de romper com a moda que lhe sucedeu: os cantores do PREC.

"A música era para mim escapatória de um país sombrio e miserável. Era onde conseguia pontos de fuga... Na adolescência comprava discos vindos de Inglaterra e aquilo dava-me estatuto. Juntava amigos em casa, ouvíamos discos, discutíamos as canções... Hoje, isso é impensável. A música é cada vez mais descartável", realça Carlos Tê, que fez as pazes com Portugal só depois do 25 de Abril de 1974.

Durante a ditadura, para fugir à Guerra Colonial, pensou exilar-se na Dinamarca: "Escapei por dois anos, mas mantinha incrível ponte de afectividade musical com os amigos mais velhos que foram para a guerra. Podiam estar em Tete, no mato, a combater a Frelimo, que às vezes lá recebiam um aerograma meu a dizer '...aqui vai a última cassete dos Emerson, Lake & Palmer; dos Jetrho Tull', etc..."

O culto quase tribal à volta da música veio daí e floresceu quando o talento musical de Rui Veloso encontrou a criatividade da escrita de Tê, que quis ficar na sombra: "O Rui desafiava-me e até apareci a tocar com ele, no início dos anos 80, num programa televisivo, A Árvore das Patacas, mas vi logo que aquilo não era para mim..."

O lugar de Carlos Tê era a escrita, onde a inspiração sempre lhe surgiu através das notícias de jornal, de histórias que lhe contavam ou de impressões que juntava a passear pela sua cidade. É por aí que começa o demorado processo de escrita, bem patente em Porto Sentido, que nasceu por contraponto às inúmeras canções sobre Lisboa: "Não havia nenhuma canção sobre o Porto que me agradasse a ponto de apanhar aquele ressentimento em relação a Lisboa. Essa letra teve muita carpintaria; andei muito tempo de martelo e escopo a burilar cada palavra..."

Hoje, Carlos Tê escreve menos letras, também porque se gravam menos discos. Mantém estreita a relação com Rui Veloso, que ainda tem lá por casa uns 15 poemas para transformar em canções.

O letrista tem-se dedicado a projectos que cruzam a afeição pela escrita e pelo Porto. O mais recente é Cimo de Vila (ed. Afrontamento), livro de "textos, impressões e pequenos poemas" sobre a sua cidade, com ilustrações de Manuela Bacelar. E continua a encontrar nas suas canções uma magia que não o deixa de surpreender: "É gratificante ouvir uma plateia a cantar algo que escrevi, mas já trato aquilo como se fosse de outrem. As canções são algo que apenas vagamente nos pertencem."

Cortesia de DNArtes

Poesia Urbana – de novo a voz de Valete

A Mentira do Vosso Amor

A Mentira do vosso amor
Está na fonética da própria palavra que tu banalizas diariamente
Eu nunca amei com o vosso amor
Eu sempre deixei o bater do meu coração compassar os meus movimentos

Hoje chamam-me de sonhador
Porque eu trago comigo os vossos sonhos para realizá-los antes que o Sol se aposente
Eu apenas quero o calor
Do teu abraço quando a vitória chegar e nos deixar seguir em frente

Não é amor esse amor que me entregas timidamente
Não é amor esse sorriso que nasce hipocritamente
Não é amor esse amor que fazes selvaticamente
O amanhecer vos deixará mais diferentes e indiferentes

Meu amor vem da agonia dessa mulher que te venera
E vem da melodia da balada mais sincera
Meu amor vem desse Inverno que te oferece a primavera
Meu amor vem desse amor que ainda te espera

[Micro-biografia: Balanço de um percurso pela música, na primeira pessoa:

«Setembro de 2002, saiu o meu primeiro álbum “Educação Visual”. Foi pesado, superou qualquer expectativa que pudesse ter. Recebia props de norte a sul do país. Senti mesmo que tinha feito algo importante para o rap português.

Em 2004 pela Horizontal, lançámos Poesia Urbana vol 1, fiz para essa compilação um som chamado “Fim Da Ditadura”. Senti que foi um som que também que teve muito impacto, inclusive pessoas muito distantes do HipHop, vinham-me falar desse som, e de como aquela música lhes tinha tocado. Esses elogios iam-me deixando cada vez mais confiante, comecei a acreditar mesmo que fazer rap, era quase como uma missão para mim. Devia isso às pessoas que me seguiam.

Em 2006, saiu o meu segundo álbum “Serviço Público”, o álbum teve um impacto bem para além da esfera do HipHop. Foi eleito pelos leitores do Blitz como uns dos 10 melhores álbuns de toda a música portuguesa em 2006, e foi também considerado por várias publicações como uma referência da música de intervenção em Portugal. O videoclip Anti-Herói teve 4 meses no top 20 dos videoclips mais votados da MTV, e sons como o “Roleta Russa” andavam na boca de toda a gente. Com o “Serviço Público” percebi mesmo que não era um mc só para “HipHoppers”. Senti mesmo que tinha esse dom para fazer rap comunicativo e para chegar com facilidade a todas as pessoas.]

Estou agora a trabalhar no meu 3º álbum. Para mim será quase como um início porque nesta altura sinto que estou na minha melhor forma de sempre, e quero mostrar ás pessoas toda a minha versatilidade no rap. Depois do álbum, virão concertos, e mais projectos ligados à Horizontal. Acreditem, agora é mesmo um só caminho.»]

Cortesia de PNETLiteratura

Hip-Hop: Entrevista a XL, o poeta solitário

XL, o Poeta Solitário, é uma das principais figuras do Hip Hop na cidade de Leiria, contando com três registos a solo, um em parceria com o DJ Alpha, e outro como elemento do colectivo Preachers of Poetry (P.O.P), juntamente com os seus primos Preacher e Bit Killa. Anualmente faz ainda parte da organização do festival “4 Vertentes”, principal evento do Hip Hop Leiriense.

H2T – Será que podes partilhar connosco alguma informação sobre o início do movimento em Leiria?

XL - O meu primo Preacher levantou a primeira pedra do Hip Hop em Leiria em 1993, com o seu primeiro grupo chamado Killanders gravou uma faixa chamada “África Minha” para uma colectânea chamada “Nova Independência”. Em 1998, os Central Squad participaram no concurso “Projecto Vida” da Antena 3, com o José Mariño, com um tema chamado “D.R.O.G.A.”. A desagregação dos Central Squad deu origem aos actuais Código Lusitano e AfroSkuad, Steryoo associou-se ao grupo Isópanós e o Bit Killa juntou-se aos Preachers Of Poetry comigo e com o Preacher.

H2T – Nessa altura, num meio mais pequeno, não era muito fácil ter contacto com a Cultura. O que é que te fez despertar para o movimento?

XL - Foi um desafio que um vizinho meu me fez na altura. Comecei a escrever devagarinho e, quando dei por mim, já estava nas entranhas do movimento, agora já não posso voltar atrás (risos).

H2T – Poeta Solitário porquê?

XL - O Poeta Solitário é uma espécie de heterónimo, é aquele cujos poemas são interpretados do avesso, é aquele activista que vai sozinho para a luta sem esperar por ninguém.

H2T - Para além do teu percurso a solo, fazes parte da formação dos “Preachers of Poetry” juntamente com os teus primos Bit Killa e Preacher. Será que no vosso caso se pode dizer que o MCing está nos genes?

XL - Penso que sim... (risos)

H2T – O teu primeiro trabalho foi um EP com o DJ Alpha, o qual apresentaste em diversos palcos. Recordas algum deles com particular nostalgia?

XL - Recordo os palcos de Pombal, Gaia e Viseu, na tour Hip Hop Stars 2005. Actuar e conviver com os maiores nomes do Hip Hop tuga e francês deu-me a responsabilidade de escrever melhor e de me apresentar o mais profissional possível. Foi algo que me enriqueceu no meu percurso. Tenho pena de ter deixado para trás a minha participação nos dois temas que se fizeram para o “Portugal Em Chamas”, mas eu não estava disponível na altura.

H2T – A tua ligação ao Último Piso foi uma coisa temporária?

XL - O Dréz tinha se mostrado disponível para um projecto comigo, que por motivos pessoais da parte dele não chegou a ver a luz do dia, mas mantemos a amizade e o respeito.

H2T – Recentemente disponibilizaste para compra um pack dos teus últimos dois álbuns: Zona Cêntrico (2010) e Sem Preconceitos (2008). O que te fez tomar essa decisão?

XL - São os meus últimos trabalhos, anexei-os num pack porque sinto que os discos se completam.

H2T - Na faixa “Edição de Rua”, do álbum “Zona Cêntrico” afirmas que “ninguém compra rap interventivo”. Achas que o objectivo primordial do Hip Hop se está a perder?

XL - Haverá sempre o verdadeiro movimento e a outra face que não representa a sério. O objectivo primordial do Hip Hop nunca se vai perder, mas infelizmente também se faz Hip Hop absurdo. Dou mais valor a uma letra desenvolvida, pensada e repensada do que a uma letra fútil, vazia… Infelizmente a maioria das pessoas contentam-se com letras com pouco conteúdo.

H2T – Na introdução de “É Sempre Tarde Demais” declaras que o movimento cresce de dia para dia na tua cidade e no resto da Zona Centro. Quais os nomes do Hip Hop Leiriense que destacas actualmente em cada uma das quatro vertentes?

XL - A nível de MCs: Código Lusitano, AfroSkuad, Preacher, Bit Killa, Friman, Dinin, Cirudja, Dark, MDS, Browils, Mind, Dude, Barros, Xtigas, Happy, Snipez, Garras, LC, Rato, d0b, Dem P, DNT, MIC D, Proz, Rimer, Isópanós, e tens muita coisa em Pombal, Caldas, Coimbra, Aveiro e Marinha Grande, nomes como SBT2, Markez 236, Urbisom, CDR Family, Strata G, Slyser, etc... A nível de DJ e beatmaking, o Kooltuga, DJs Leat, Sasi, Sweat, etc. A nível de breakdance: Visão Perfeita, Popy, Brigada 39, 4Roots, etc. A nível de Graffiti: 2 Clowns, Toups, Corvos... Há muita oferta!

H2T – Fazes parte da organização do festival “4 Vertentes”, principal festival de Hip Hop em Leiria. Em que é que consiste habitualmente esse festival?

XL - Aproximar pessoas da nossa cultura e aproximar pessoas que praticam as 4 Vertentes da Cultura Hip Hop. Este encontro dá a conhecer os artistas da Zona Centro e de outros pontos do país e esclarece as massas sobre qual é a verdadeira mensagem e utilidade do Hip Hop.

H2T – Reparei que na 3ª edição houve algum espaço para o beatbox. Sendo assim, será que não seria mais justo dar ao festival o nome “5 Vertentes”?

XL - Isso é uma pergunta para pioneiros do Hip Hop como Afrika Bambaataa ou KRS-One no Temple Of Hip Hop. Eu sempre ouvi dizer que eram 4 (risos).

H2T - Já existem planos para uma 4ª edição do festival? Será que podes adiantar alguma data?

XL - Sim, o nosso encontro está online em myspace.com/4vertentes. Este ano será no dia 29 de Julho no Mercado de Sant'Ana em Leiria ás 21h30 e a entrada é livre.

H2T – O que é que achas que falta à Zona Centro para destronar o Algarve, o Minho ou o Alentejo, na corrida pela 3ª posição do campeonato do Hip Hop nacional?

XL – Posso-te dizer que a Zona Centro não quer destronar ninguém porque temos o nosso lugar e as nossas oportunidades, nós fazemos e sempre fizemos parte do Hip Hop nacional. Tenho amigos em todos os pontos do país e nos países da lusofonia (Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Macau, São Tomé e Príncipe e Timor) que também fazem Hip Hop tuga.

Muito obrigado ao H2T por se dedicar ao Hip Hop e por me dar a oportunidade de partilhar a minha história.

Cortesia de H2T

Saul Williams no Festival Silêncio! 2010


Saul Williams é o convidado da segunda edição do Festival Silêncio!.

O poeta, escritor, actor e músico norte-americano sobe ao palco do Musicbox para um espectáculo único que marca a sua estreia em Portugal. A passagem de Saul Williams por Lisboa será ainda pretexto para um master class na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa numa parceria conjunta com o Centro de Estudos Anglísticos e para uma participação na rubrica «Conversas do Silêncio».

O álbum «The Inevitable Rise and Liberation of NiggyTardust», de 2007, foi produzido por Trent Reznor. O festival decorre entre 16 e 26 de Junho, com espectáculos de spoken word e de Poetry Slam.

Cortesia de Discodigital

Palavra Encantada na Casa Fernando Pessoa

Palavra (En)Cantada é um documentário de longa-metragem (86min), dirigido por Helena Solberg, que faz uma viagem pela história do cancioneiro brasileiro com um olhar especial para a relação entre poesia e música. Dos poetas provençais ao rap, do carnaval de rua aos poetas do morro, da bossa nova ao tropicalismo, Palavra (En)cantada passeia pela música brasileira até aos dias de hoje, costurando depoimentos de grandes nomes da cultura do Brasil, performances musicais e surpreendente pesquisa de imagens.

O filme conta com a participação de Adriana Calcanhotto, Antônio Cícero, Arnaldo Antunes, BNegão, Chico Buarque, Ferréz, Jorge Mautner, José Celso Martinez Correa, José Miguel Wisnik, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Lenine, Luiz Tatit, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulo César Pinheiro, Tom Zé e Zélia Duncan. Imagens de arquivo resgatam momentos sublimes de Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Tom Jobim.

A maioria das entrevistas foi realizada na casa dos entrevistados, em atmosfera intimista, com o registo de declamações e canções especialmente realizadas para o documentário. Poemas de Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Hilda Hilst e pérolas de grandes compositores conduzem o guião de Palavra (En)Cantada. Entre as músicas do filme estão Choro Bandido (Chico Buarque/Edu Lobo), Alegria, Alegria (Caetano Veloso), Alvorada (Cartola), História do Brasil (Lamartine Babo), Inclassificáveis (Arnaldo Antunes), Fábrica do Poema (Adriana Calcanhotto/Waly Salomão), 2001 (Tom Zé/Rita Lee) e O Mar (Dorival Caymmi).

O visionamento do filme PALAVRA (EN)CANTADA (com a presença do argumentista e co-produtor Marcio Debellian) acontece na Casa Fernando Pessoa, dia 29 de Abril às 18h30. A entrada é livre.

Cortesia de CFP

UNICEPE promove «Noites de Poesia e Música»

A UNICEPE organiza mensalmente as suas noites de poesia e música. Todas as quartas Quartas-feiras de cada mês, das 21h30 às 23h, a proposta é recordar «um dos nossos sempre tão esquecidos poetas, com apresentação do José Alves Silva e acompanhamento musical de amigos da Cooperativa».

No primeiro trimestre, o destaque foi para a poesia de Gomes Leal, Manuel Laranjeira e Augusto Gil. Além da poesia, há sempre momentos musicais. Para 2010, o programa é diversificado e ambicioso.

Abril, dia 28
- José Gomes Ferreira - José Ramalho
Maio, dia 26
- Camilo Pessanha - João Teixeira
Julho, dia 28
- Mário de Sá-Carneiro - Jorge Gomes da Silva
Setembro, dia 22
- Cesário Verde - Ana Ribeiro
Outubro, dia 27
- Jaime Cortesão - Francisco Carvalho
Novembro, dia 24
- José Régio - Fernando Ribeiro

O Quê? Noites de Poesia e Música
Quando? Quarta-Feira, 24 de Fevereiro - 21,30h
Onde? UNICEPE (Praça de Carlos Alberto, 128-A, Porto). Telefone: 222 056 660
Web www.unicepe.com

Cortesia de novoslivros.online

Famalicão recebe Ana Luísa Amaral no Recital dos Ciclos de Música e Poesia

A Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, promove hoje o primeiro recital dos Ciclos de Música e Poesia deste ano. O recital de música é protagonizado pelo Doppio Ensemble, constituído pela violinista Evandra de Brito Gonçalves e pela pianista Ana Queirós. Este espectáculo realiza-se pelas 21h30, no auditório grande da Fundação. À mesma hora, no auditório pequeno, tem lugar o recital de poesia, com apresentação de Isaque Ferreira, tendo Ana Luísa Amaral como convidada.

Cortesia de Diário do Minho

Ciclo de Literatura e Música no Teatro São Luiz

A literatura e a música estão em destaque, de Janeiro a Março, no São Luiz. Através do Ciclo Leituras e Música a obra de José Cardoso Pires é a primeira a ser analisada, durante o mês de Janeiro. Entre Fevereiro e Março, a poesia e a música preenchem cinco tardes no São Luiz.

Programa:

CARDOSO PIRES NO SÃO LUIZ
16, 23, 30 Jan
Sáb: 17h30
JARDIM DE INVERNO
Entrada livre M/6

As Publicações Dom Quixote assinalam a importante figura do panorama literário português do século XX que foi José Cardoso Pires. Romancista, contista, ensaísta, dramaturgo, jornalista, crítico e copy-writer de publicidade, José Augusto Neves Cardoso Pires nasceu a 2 de Outubro de 1925, na aldeia de São João do Peso, e viria a falecer a 26 de Outubro de 1998, em Lisboa, cidade que inspirou inúmeras crónicas e que habitou toda a sua obra literária.

16 Jan
ENCONTRO DE AMIGOS
Com Clara Ferreira Alves, António Lobo Antunes, Júlio Pomar, entre outros.

23 Jan
50º ANIVERSÁRIO DA PUBLICAÇÃO DE O RENDER DOS HERÓIS
Leitura Cármen Dolores e Ruy de Carvalho, actores que representaram na sua estreia (1965).

30 Jan
30º ANIVERSÁRIO DA PUBLICAÇÃO DE CORPO DELITO NA SALA DE ESPELHOS
Leitura Lia Gama, Mário Jacques, Rui Mendes e António Montez

POESIA E MÚSICA
6, 13, 20, 27 FEV/ 13 Mar
Sáb: 17h30
JARDIM DE INVERNO M/6

As palavras e a música preenchem cinco tardes no Jardim de Inverno. Recordamos cinco poetas através da sua cumplicidade com os actores que os lêem.

6 Fev
ALBERTO DE LACERDA POR JORGE SILVA MELO
João Aboim piano
Música W.A. Mozart

13 Fev
LUIZA NETO JORGE POR LUIS MIGUEL CINTRA
João Paulo Santos piano
Música Jorge Peixinho

20 Fev
MARIO CESARINY POR GRAÇA LOBO
Olga Pratts piano
Música Fernando Lopes Graça

27 Fev
SOPHIA DE MELLO BREYNER POR BEATRIZ BATARDA
Bernardo Sassetti piano
Música Bernardo Sassetti

13 Mar
HERBERTO HELDER POR MARIA JOÃO LUIS
Irene Lima violoncelo
Música J.S.Bach

PREÇÁRIO €5

CARTAS DE MOZART
19, 20 Mar
Sex, Sáb: 17h30
JARDIM DE INVERNO M/3

Mozart chegou a Viena em Março de 1781 com vinte e cinco anos de idade. As suas cartas retratam o contexto da época em que foram escritas. Mostram sobretudo como pensava e como reagia no quotidiano e de que forma se dirigia aos seus contemporâneos. De notar que o genial e irreverente compositor viveu apenas 35 anos de vida, tornando-se ainda assim um imortal. A reprodução de suas cartas revela um Mozart de espírito irreverente e brincalhão, em diversas ocasiões, criticando os excessos da nobreza de sua época ou sentindo-se injustiçado por não ter seu talento reconhecido.

Selecção Marco d’Almeida e Julia Jones
Direcção Musical Julia Jones
Leitura Marco d’Almeida
Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida por Julia Jones

PREÇÁRIO €10

Informações Úteis: 16 Jan a 20 Mar


Cortesia de Agenda Cultural de Lisboa

Seixal recebe recital de canto, poesia e piano

O Auditório Municipal, no Fórum Cultural do Seixal recebe, na próxima sexta-feira, dia 15, às 21.30 horas, um Recital de Canto, Poesia e Piano com Leonor e Carla Seixas e Larissa G. Savchenko.

As artistas vão interpretar obras de Schumann, Verdi, Bizet, Pedro Sequeira, Chopin e Saint-Saens, com textos de Eugénio de Andrade, Jorge de Sena, Nuno Júdice, Roberto de Mesquita e outros.

O espectáculo é para maiores de 4 anos e o custo de cada ingresso é de 8 euros.

Cortesia de Rostos.pt

10º Festival Al-Mutamid celebra o rei poeta

A cidade de Loulé volta a estar na rota do Festival de Música Al-Mutamid e este ano o evento arranca mesmo no Convento de Santo António, dia 16 de Janeiro, pelas 21h30, com um espectáculo do grupo Beth Nahrin, que irá trazer músicas do Magrebe e Médio Oriente.

Mesopotâmia (do antigo aramaico Beth Nahrin “Entre rios”) é o nome pelo qual é conhecida a Zona do Próximo Oriente entre os rios Tigre e Eufrates e que coincide aproximadamente com as áreas não desérticas do actual Iraque.

Beth Nahrin é também o nome de um grupo de música que tem como referência o laudista e cantor iraquiano – Khalid Kaki.

Khalid e o grupo Beth Nahrin apresentam um programa baseado na música tradicional de Iraque que se inspira em poemas místicos da tradição árabe, persa e curda.

Khalid Kaki (oud árabe e voz) far-se-á acompanhar por Jawad Ibix (violino), Salagh Sabbagh (darbouka e deff), Luis Aalae (deff) e Sonia Alejandre (dança oriental).

O Festival de Música Al-Mutamid, que assinala dez anos de existência, pretende recordar o rei poeta Al-Mutamid, filho e sucessor do rei de Sevilha Al-Mutadid. Muhammad Ibn Abbad (Al-Mutamid) nasceu em Beja (1040) e foi nomeado governador de Silves com apenas 12 anos, tendo aí passado uma juventude refinada.

Em 1069 acedeu ao trono de Sevilha, o reino mais forte entre os que surgiram em Al-Andaluz após a queda do Califato de Córdoba.

Em 1088 foi destronado pelos almorávides e recluído em Agmat, a sul de Marrakech onde viria a falecer em 1095.

O seu túmulo, conservado até hoje, tornou-se símbolo dos mais belos tempos de Al-Andaluz.

Excelente poeta, “Al-Mutamid foi o mais lberal, magnânime e poderoso de todos os taifas de Al-Andaluz. O seu palácio foi a pousada dos peregrinos, o ponto de reunião de todos os engenhosos, o centro a donde se dirigiam todas as esperanças…” (Ibn Jaqan).

A música e a poesia acompanhavam em Al-Andaluz qualquer festejo. Os habitantes do sul de Al-Andaluz, em particular de Sevilha, eram elogiados pela sua habilidade na interpretação de vários instrumentos: o alaúde, a cítara, a harpa, a guitarra e as flautas.

Durante as festas nocturnas organizadas em Silves, Sevilha e outras cidades, oferecia-se aos convidados um espectáculo de canto e baile, ao som de uma orquestra formada por homens e mulheres.

Deste modo, o que se pretende com este Festival é dar a conhecer ao espectador o que foi a música andalusa, com actuações de grupos que se especializaram no resgate dos sons de Al-Andaluz: música árabe, em especial de Marrocos, e grupos que interpretam com esmero a rica tradição do oriente muçulmano, bem como peças do medievo e renascimento europeus.

Esta iniciativa visa resgatar e divulgar a música e a poesia que durante séculos inundou bazares, medinas e palácios, mas também responder a uma oferta turística dotada de peso cultural, complemento das ofertas tradicionais, dando a conhecer povoações e outros lugares de interesse que, por diversas razões, estão ligadas à civilização andalusa.

Cortesia de Barlavento

Poesia de Ary dos Santos revisitada

A obra poética de José Carlos Ary dos Santos, falecido há 25 anos, é revistada pelas cantoras Luanda Cozetti, Mafalda Arnauth, Susana Félix, e Viviane, num CD intitulado Rua da Saudade que é hoje posto à venda.

Editado pela Farol, o CD reúne canções com letras como Canção de Madrugar, Estrela da Tarde, Retalhos, Cavalo a Solta, com novos arranjos musicais de Renato Júnior.

Esta nova «roupagem musical» de Renato Júnior passa pela música pop, fado, jazz e bossa nova.

O título do álbum remete para a rua onde o poeta viveu durante mais tempo, na zona do Castelo, em Lisboa.

As letras de Ary dos Santos escolhidas para este álbum foram musicadas por Fernando Tordo, Nuno Nazareth Fernandes e Tozé Brito.

As canções agora editadas em CD foram cantas pela primeira vez por Tordo, Carlos do Carmo e Hugo Maia de Loureiro.

José Carlos Ary dos Santos, como letrista, venceu vários Festivais RTP da Canção, designadamente com os temas Desfolhada portuguesa, Tourada, e Menina do alto da serra.

Amália Rodrigues também se encontra entre os interpretes que cantaram os seus textos.

Aos 14 anos a família de Ary editou-lhe o primeiro livro de poemas, mas a estreia literária efectiva deu-se em 1963 quando publicou A liturgia do sangue.

Criativo publicitário, Ary dos Santos inscreveu-se em 1969 clandestinamente no Partido Comunista Português, tendo escrito também para o teatro revista.

Os seus poemas encontram-se reunidos em várias colectâneas, designadamente uma que deixou preparada, As palavras das cantigas, prefaciada pela escritora Natália Correia. José Carlos Ary dos Santos morreu em 1984, aos 46 anos.

Cortesia de Sol

Poesia, teatro e música no 22º Sarau dos Amigos

Muito teatro e poesia têm destaque na programação do vigésimo segundo Sarau dos Amigos, nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, das 19h às 22h, no bairro Universitário, em Campo Grande. O ator Guilherme Junqueira vai falar sobre o cotidiano e o comportamento das crianças, é a sua estréia no estilo da comédia “Stand up”. O Grupo Teatro Fulano Di Tal mostra cenas do espetáculo “Faz-me rir”. Jair Damasceno apresenta uma leitura do poema “Minha Pátria Campo Grande” de Maria da Glória Sá Rosa. O Núcleo Teatral Sarau dos Amigos traz o ator Juninho Patrício e sua comédia Stand up “O julgamento do Capeta”.

Na área de artesanatos estão confirmados os cachecóis da artesã Magda, além de esculturas de chocolate. As mandalas de Rosie de Oliveira ganham espaço na varanda do encontro, juntamente com a obra de Hugo Salum que encontrou na literatura e na arte da fotografar uma grande e nova paixão.

O jornalista Rodrigo Teixeira lança na comunidade do Bairro Universitário a Matula TV, disponível para acesso no site http://www.youtube.com/matulateve .


Outro destaque são os trechos do Espetáculo: “M.P.B - Muitas Paixões Brasileiras”, com coreografia e direção de Chico Neller e atuação dos bailarinos: Anayara Martins, Ariadne Veron, Fanny Cacilie, Laiane, Tanara maciel, Anderson, Everton, Hallison, Paulo Henrique e Paulo Paim.

O palco recebe a MPB e Black Music de Marcelo Dias, que faz um pré-lançamento do CD “Herdeiro”, produzido com apoio do FIC-MS. O pagode e samba do grupo “Moleque Sensação”, o Punk Rock da banda Puro Osso e a MPB da dupla Alfacelga, com Bira na percussão e Vítor na voz e violão. O encontro abre espaço para canjas musicais e outras manifestações artísticas sem agenda prévia.

Serviço: O Sarau dos Amigos acontece toda última quinta-feira do mês na casa do ator e jornalista Eduardo Romero. Rua Elvira Matos de Oliveira, 927, bairro Universitário, zona sul de Campo Grande. A entrada é um quilo de alimento não perecível, destinados às obras sociais dos Vicentinos. Informações pelos telefones (67) 9936-3909 (67) 9936-3909 ou 9239-4014.

Poesia em imagens e palavras

Hugo Salum é nascido na cidade de Amambai, Mato Grosso do Sul. Formado em Marketing, com MBA em Gestão Empresarial, lançou dia 25.09 em Campo Grande, sua primeira obra como escritor, “Grandes Ilusões Pequenas Verdades”. No livro, Salum resolveu expressar sentimentos, vontades, experiências, ansiedades, esperanças, sonhos e decepções.

A curiosidade pela fotografia sempre foi aguçada na vida de Hugo Salum e os primeiros poemas vieram a tona em 2006. De lá pra cá, as palavras foram fluindo, a cada dia com mais intensidade, e do acervo de fotos e poemas guardados a sete chaves, saiu esta belíssima obra composta por 150 poemas. Um livro diversificado que retrata segredos do pensamento de um ser humano.


Matula TV

A “Matula TV!” é uma produtora de conteúdo para a Internet e aparelhos móveis. A idéia é mapear, registrar e debater a cultura de Mato Grosso do Sul, além de ficar de olho no que rola pelos quatro cantos do Brasil e com os vizinhos sul-americanos. O endereço na internet é http://www.youtube.com/matulateve.

Cortesia de MS Notícias

Palavras-jazz na relva

No Jazz na Relva apresentam-se vários projectos, o primeiro dos quais é protagonizado pelo baterista e percussionista Jorge Qaije e pelo tubista Sergio Carolino.

Esta formação com bateria, percussão, electrónica e tuba, centra o seu trabalho na exploração sonora de ritmos e melodias na zona graves do registo sonoro.

No próximo dia 31, o Space Ensemble, formado por Gustavo Costa, João Tiago Fernandes, Henrique Fernandes, João Martins e Rodrigo Amado apresenta o seu trabalho "Spy Quintet", inspirado no álbum "Spy Vs Spy" (Elektra, 1989) no qual John Zorn, Tim Berne, Mark Dresser, Michael Vatcher e Joey Baron interpretam temas de Ornette Coleman.

No último dia do festival, 01 de Agosto, o Jazz na Relva pertence a Manuel d'Oliveira, acompanhado por Paulo Barros ao piano e Zé Maria nos saxofones, num concerto em que serão revisitados temas de "Ibéria" e "Amarte", os seus dois trabalhos discográficos.

No Palavras na Relva, o primeiro dia abre com o escritor valter hugo mãe (vencedor do Prémio José Saramago), que é também vocalista do grupo Governo, que integra Miguel Pedro e António Rafael (ambos dos Mão Morta) e Henrique Fernandes (dos Mécanosphère).

Valter hugo mãe apresenta-se com o performer e poeta Tiago Gomes, letrista dos grupos A Naifa e Linha da Frente, vocalista e letrista do grupo Os Inspectores e editor da revista Bíblia.

Completa o elenco deste espectáculo Isaac Ferreira, membro fundador do colectivo poético Caixa Geral de Despojos, colaborador regular das Quintas de Leitura (do Teatro Campo Alegre, Porto) e coordenador da poesia nos "Ciclos de poesia e música" e nos "Encontros de Mário Cesariny", na Fundação Cupertino de Miranda.

A 31 de Julho, actua o Colectivo Silêncio da Gaveta, descrito como "uma trupe de saltimbancos das palavras, intérpretes sem trono dos afectos" que há dez anos realiza sessões de poesia em bibliotecas públicas, auditórios municipais, feiras do livro, encontros literários, galerias de arte, bares e emissões de rádio.

Este grupo tem desenvolvido uma linguagem poético-musical própria em que os ritmos e harmonias, a expressividade da palavra, o recurso de elementos cénicos e plásticos se fundem, quebrando o espartilho classicista do dizer poético.

A sua actual formação é constituída por: João Rios - (leituras), José Peixoto (guitarra), Tiago Pereira (violino) e Fátima Fonte (piano).

A 01 de Agosto é a vez do projecto poético-musical Mana Calórica, nascido em 2006, que alia a performance ao rock, ao punk e ao experimentalismo.

O grupo é constituído por António Pedro Ribeiro (voz), Rui Costa (guitarra) e André Guerra (guitarra).

Cortesia de DN

Piano Vertical

No âmbito do Festival dos Oceanos 2009 acontece nos dias 11 e 12 de Agosto na Praça do Teatro de S. Carlos, em Lisboa, num cenário nunca antes visto um espectáculo no mínimo original e surpreendente com música, teatro, cinema, efeitos especiais, humor e poesia.
Apoio de Poetícia

Festival Silêncio! com «poetry slam»


É um festival internacional “dedicado às novas tendências artísticas e novas expressões urbanas que cruzam a música com a palavra”. É desta forma que a organização do Festival Silêncio! promove o evento, que decorre entre os dias 18 e 27 de Junho, em Lisboa.

O festival vai ter espaço para actividades diversificadas, incluindo concertos, um poetry slam (uma espécie de concurso de poesia à desgarrada, concentrado em doses de três minutos), conferências, debates sobre audiolivros, leituras encenadas e espectáculos de spoken word (declamações).

Rodrigo Leão, José Luís Peixoto, Olivier Rolin, Adolfo Luxúria Canibal, Rogério Samora, JP Simões, Francisco José Viegas, Sam the Kid, Jorge Silva Melo, DJ Ride, Filipe Vargas, John Banzai, Mark-Uwe Kling, Maria João Seixas, Alex Beaupain e Wordsong são alguns dos nomes que irão desfilar pelos palcos do festival, “para que Lisboa dê lugar à palavra, aceitando o silêncio quando ele se impõe”, refere a organização.

“Debater o futuro de novos suportes como o audiolivro convocando escritores, jornalistas e editores. Dar a conhecer as mais recentes tendências artísticas nesta área é o objectivo do Festival Silêncio!”, indicam ainda os responsáveis.

Uma das actividades que está a gerar mais curiosidade e interesse é o poetry slam. “Considerado uma das mais recentes e cosmopolitas tendências da noite das grandes capitais, o poetry slam tem alcançado enorme sucesso nos bares de Berlim, Nova Iorque, Paris ou Londres. O conceito é simples: basta escolher um tema, tratá-lo de forma crítica e espirituosa, adicionar algumas rimas e declamá-lo de forma dramática no espaço de três minutos no palco de um clube, neste caso, o MusicBox”, refere a organização.

Este concurso vai contar com oito participantes e um júri composto por seis convidados. Confirmados estão Fernando Alvim, Rui Zink, José Luís Peixoto e Ana Padrão. O músico, compositor e escritor JP Simões será o anfitrião da noite.

O festival é organizado pela 101 Noites, MusicBox, Goethe-Institut Portugal e Instituto Franco-Português.
Cortesia de O Público

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