Canto II
Por entre o vulgo a jovem entrou só
sem cobrir nem mostrar suas belezas,
os olhos abaixou, um véu se pôs,
com maneiras esquivas e gentis.
Impossível dizer se com ou sem
atavios compôs o belo rosto.
E de Amor, Natureza e céus amigos
negligências são seus sacrifícios.
Olhada, mas sem ver, passa e não olha
a dama altiva e ante o rei se mostra.
Vê-o irado, mas nem por isso foge,
e intrépida enfrenta o fero olhar.
«Venho, Senhor - disse ela -, e eis te peço
que refreies a ira, e a do povo.
Venho dizer-te e oferecer-te preso
o réu que te ofendeu e que procuras.»
(...)
Excerto do Poema «Jerusalém Libertada»
Torcato Tasso
Material inédito de Mário Cesariny a leilão
São cerca de 300 a 400 documentos, em lotes que contêm manuscritos, desenhos inéditos, fotos e correspondência internacional de Mário Cesariny que irão a leilão entre hoje e quinta-feira. Mário Cesariny - falecido em 2006 - foi pintor e poeta, sendo considerado o principal representante do surrealismo português. Os lotes estão avaliados em 15 a 20 mil euros. Entre os amigos que durante décadas trocaram cartas (cerca de 200 irão a leilão, estando avaliadas em dois mil euros) com o artista português contam-se, entre outros, o escritor mexicano Octavio Paz, o historiador norte-americano Franklin Rosemont, o pintor surrealista espanhol Eugénio Grannel, o poeta e professor brasileiro Sérgio Lima, além do pintor inglês Philip West. O leilão dos documentos e obras de Mário Cesariny acontece no Hotel Fénix, em Lisboa.
Cortesia de O Público
Cortesia de O Público
«O mecenato cultural está um bocado cartelizado»
Engenheiro de profissão, com uma passagem curta pela governação - foi ministro da Economia do 2º Governo socialista de António Guterres (1999-2002) -, e outra mais longa pela administração regional (presidiu à Comissão de Coordenação da Região Norte durante 15 anos), Luís Braga da Cruz (n. Coimbra, 1942) é o novo presidente do Conselho de Administração de Serralves. Foi uma escolha esperada - recaiu sobre alguém que já integrava a administração cessante e que tinha até feito parte do elenco que geriu Serralves logo após a constituição da fundação, em 1989.
ENTREVISTA
Está praticamente ligado a Serralves desde o início. O que o fez aceitar presidir agora à administração?
Fui apontado nesse sentido pelos meus colegas de conselho. Disseram-me: "Tem que ser você". Houve uma votação e assim aconteceu. Não fiz nenhuma campanha nem manifestei nenhuma vontade. Foi uma coisa que veio ter comigo. Aliás, na minha vida, as coisas normalmente acontecem assim.
Sucede a três presidentes que tiveram em Serralves, cada um deles, um protagonismo muito particular: Teresa Gouveia, João Marques Pinto e António Gomes de Pinho...
São pessoas que respeito muito, figuras eminentes da cultura portuguesa. Todos diferentes. Marques Pinto é um homem cheio de uma energia muito voluntarista, que acredita profundamente na contemporaneidade como factor de modernização da sociedade portuguesa. Teresa Gouveia é uma grande diplomata, habilidosa, que soube reunir consensos e cativar pessoas para o projecto de Serralves, que muito lhe deve. E Gomes de Pinho foi um presidente notável, um optimista também cheio de energia; para ele, não há limites.
É uma herança pesada?
É verdade. Se me perguntar o que é que pretendo fazer de novo para deixar a minha marca, tenho alguma dificuldade em responder. Nestas circunstâncias, a prudência mandaria dizer duas coisas: em primeiro lugar, garantir a continuidade. Também é a minha forma de estar nas instituições. Não gosto de promover grandes alterações. Seria uma tontice, da minha parte, se fizesse algo sem antes compreender, sentir, falar com muita gente... E depois, sim, promover as alterações que me pareçam certas. Serralves também não é uma organização unipessoal. Tem um conselho de administração que funciona como um think tank de reflexão, que não interfere na orientação artística do director do museu, do parque, nada disso. Há autonomia absoluta em tudo o que for função criativa.
E vai manter essa marca?
Sim. Por outro lado, sinto que estamos num momento charneira, que vai certamente reclamar muita reflexão, porque os tempos estão difíceis. O mecenato cultural não é fácil em Portugal, e está um bocado cartelizado. Serralves tem beneficiado dele, mas tem a concorrência de grandes organizações, como a Casa de Música, aqui no Porto, por exemplo...
E tem a concorrência, até, do próprio Estado.
Isso é inequívoco. Como é que a gente sai dessa situação? Haverá, porventura, capacidade de apelo a outras formas de mecenato? Temos discutido isso, mas sem nunca reunirmos grande consenso. O português não tem muito esse hábito.
Reagimos melhor às tragédias e aos apelos de solidariedade...
Sim. A sociedade civil é muito solidária, em Portugal. Tudo o que seja preocupação com necessidades sociais básicas, como a luta contra a pobreza, mitigar problemas de sanidade, de doença, da infância... Agora, novas soluções para novas preocupações, nomeadamente em relação com questões ligadas à juventude, à inovação, à investigação científica ou à cultura, isso é difícil.
Que justificação encontra para essa dificuldade em angariar mecenato para a cultura?
A sociedade portuguesa está muito dependente de um Estado forte, centralizado, omnipresente, a quem se reclama tudo. Isso é uma constante. Temos de nos libertar disso, porque não é bom. O Estado tem uma função supletiva, reguladora, mas não deve estar permanentemente a tratar de tudo.
Mantém as suas convicções regionalistas?
Se se entende por regionalista alguém que entende que a coesão nacional é um valor, sou profundamente regionalista. Sou contra o centralismo esclarecido, iluminado. Sou profundamente contra a concepção do desenvolvimento do país, no âmbito social e cultural, em que há alguém que no centro é iluminado e promove o desenvolvimento do todo do território nacional por arrastamento, numa via assistencialista.
Mas, no caso de Serralves, o Estado é um pilar fundamental para o orçamento de gestão da fundação.
É, sem dúvida. Deve contribuir com cerca de 43 por cento do orçamento de funcionamento. Sabemos que temos alguma responsabilidade pública por isso, e temos cumprido.
Não teme que a crise leve o Estado a diminuir a sua contribuição?
Essa contribuição está regulada por lei. A menos que haja um cataclismo... O Estado tem cumprido com a sua obrigação, nós temos cumprido com a nossa.
Mas ainda não disse qual vai ser a marca pessoal que quer deixar no seu mandato?
Daqui a meio ano, sou capaz de lhe dizer com mais rigor. Mas Serralves é uma instituição que, hoje, e pelo seu passado, adquiriu um estatuto de referência no panorama nacional e internacional. Os resultados são bons, já tem 400 mil visitantes por ano.
Essa preocupação com os números não começa a ser obsessiva? A ideia de querer, todos os anos, ultrapassar os visitantes do ano anterior...
Devo confessar que não sou muito sensível a isso. Mas este é um dado que não podemos descurar. Se, realmente, as instituições vivem numa sociedade competitiva, esses indicadores são os elementos de comparação, mais ainda se não houver uma valorização da nossa actividade. Por exemplo, o Serralves em Festa: abrir 40 horas non stop Serralves ao exterior é muito importante, porque, através da festa, captam-se novos públicos, que nunca tinham vindo a Serralves.
E há alguma garantia de que esses públicos da Festa regressem a Serralves?
Um dos nossos propósitos para este ano é fazer um estudo para caracterizar a procura de Serralves, para saber quem nos visita, porquê, e identificar onde há áreas de potencial. Mas o Serralves em Festa tem claramente uma capacidade-limite. Começámos nos 40 mil, chegámos já aos 80 mil. Será que isto aguenta 100 mil? Estamos num espaço que é património e que não aguenta cargas superiores àquelas que já atingiu. Isso põe-nos um problema. E já fizemos esse desafio, nomeadamente à Câmara do Porto. É saber em que medida essa exteriorização do Serralves em Festa não pode ser desdobrada em mais acções, e ser transformado num Festival de Verão. Uma ideia muito interessante, mas que depende da reacção da câmara. Seria uma excelente alternativa aos aviões.
A certa altura, ouviram-se críticas à gestão de Gomes de Pinho, segundo as quais Serralves estaria a querer ir longe de mais no alargamento da sua acção...
Nós estamos num momento em que, porventura, temos que rever a nossa missão, orientada para o museu, a colecção e o parque. Garantidamente, tem de haver alguma continuidade. A segunda palavra que eu elegeria [para definir o meu mandato] seria consolidação. Serralves cresceu muito. Exige ter sustentabilidade económica, rigor nos números e obediência ao orçamento. Mas devemos fixar-nos naquilo que são os eixos estratégicos de Serralves. O primeiro é ter uma colecção. Não pode haver museu, nem actividade expositiva, nem investigação sobre os valores contemporâneos sem haver uma boa colecção.
Está satisfeito com o dinheiro actualmente disponível para aquisições?
O fundo de compras estrutura-se segundo o protocolo de Serralves com o Ministério da Cultura e a Câmara do Porto, que ascende a 1,2 milhões de euros/ano (uma relação 20-50-30). Gostaríamos que a Câmara do Porto não só mantivesse e reforçasse mesmo essa relação. A câmara tem cumprido religiosamente, mas era preciso reforçar. Precisamos de ter um valor mais elevado, mas haverá outras formas de o reforçar. Ter uma colecção é muito importante, e é uma das nossas obrigações estatutárias. Queremos promover a extensão cultural, levar manifestações de arte contemporânea a outras cidades.
Isso significa que os protocolos que a Fundação tem vindo a estabelecer com câmaras municipais do país vão continuar?
Entendemos que os valores contemporâneos são muito úteis para a sociedade portuguesa: desenvolver a criatividade e a inovação, a tolerância, o desenvolvimento do talento, explorar as relações da arte contemporânea com a economia...
Em que ponto está o projecto Serralves 21 para Matosinhos? Há garantias de que vá avançar de modo a ficar pronto em 2012?
Depois do concurso internacional em que foi escolhido o projecto do atelier SANAA, foi feita uma candidatura ao POVT [Programa Operacional de Valorização do Território], inserido no QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional], com um valor de investimento total de 42,8 milhões de euros. O POVT considerou elegível um valor de 38,9 milhões, a que corresponderia uma contribuição do Feder [Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional] de 27,2 milhões. Apesar de esta verba representar uma contribuição muito interessante e encorajadora, ainda estão a ser feitas diligências para conseguir reunir a importância da contrapartida nacional, no valor de 11,7 milhões, de que depende o arranque do projecto. Se tudo correr bem, a entrada em serviço apontaria para 2012-2013.
Cortesia de O Público
ENTREVISTA
Está praticamente ligado a Serralves desde o início. O que o fez aceitar presidir agora à administração?
Fui apontado nesse sentido pelos meus colegas de conselho. Disseram-me: "Tem que ser você". Houve uma votação e assim aconteceu. Não fiz nenhuma campanha nem manifestei nenhuma vontade. Foi uma coisa que veio ter comigo. Aliás, na minha vida, as coisas normalmente acontecem assim.
Sucede a três presidentes que tiveram em Serralves, cada um deles, um protagonismo muito particular: Teresa Gouveia, João Marques Pinto e António Gomes de Pinho...
São pessoas que respeito muito, figuras eminentes da cultura portuguesa. Todos diferentes. Marques Pinto é um homem cheio de uma energia muito voluntarista, que acredita profundamente na contemporaneidade como factor de modernização da sociedade portuguesa. Teresa Gouveia é uma grande diplomata, habilidosa, que soube reunir consensos e cativar pessoas para o projecto de Serralves, que muito lhe deve. E Gomes de Pinho foi um presidente notável, um optimista também cheio de energia; para ele, não há limites.
É uma herança pesada?
É verdade. Se me perguntar o que é que pretendo fazer de novo para deixar a minha marca, tenho alguma dificuldade em responder. Nestas circunstâncias, a prudência mandaria dizer duas coisas: em primeiro lugar, garantir a continuidade. Também é a minha forma de estar nas instituições. Não gosto de promover grandes alterações. Seria uma tontice, da minha parte, se fizesse algo sem antes compreender, sentir, falar com muita gente... E depois, sim, promover as alterações que me pareçam certas. Serralves também não é uma organização unipessoal. Tem um conselho de administração que funciona como um think tank de reflexão, que não interfere na orientação artística do director do museu, do parque, nada disso. Há autonomia absoluta em tudo o que for função criativa.
E vai manter essa marca?
Sim. Por outro lado, sinto que estamos num momento charneira, que vai certamente reclamar muita reflexão, porque os tempos estão difíceis. O mecenato cultural não é fácil em Portugal, e está um bocado cartelizado. Serralves tem beneficiado dele, mas tem a concorrência de grandes organizações, como a Casa de Música, aqui no Porto, por exemplo...
E tem a concorrência, até, do próprio Estado.
Isso é inequívoco. Como é que a gente sai dessa situação? Haverá, porventura, capacidade de apelo a outras formas de mecenato? Temos discutido isso, mas sem nunca reunirmos grande consenso. O português não tem muito esse hábito.
Reagimos melhor às tragédias e aos apelos de solidariedade...
Sim. A sociedade civil é muito solidária, em Portugal. Tudo o que seja preocupação com necessidades sociais básicas, como a luta contra a pobreza, mitigar problemas de sanidade, de doença, da infância... Agora, novas soluções para novas preocupações, nomeadamente em relação com questões ligadas à juventude, à inovação, à investigação científica ou à cultura, isso é difícil.
Que justificação encontra para essa dificuldade em angariar mecenato para a cultura?
A sociedade portuguesa está muito dependente de um Estado forte, centralizado, omnipresente, a quem se reclama tudo. Isso é uma constante. Temos de nos libertar disso, porque não é bom. O Estado tem uma função supletiva, reguladora, mas não deve estar permanentemente a tratar de tudo.
Mantém as suas convicções regionalistas?
Se se entende por regionalista alguém que entende que a coesão nacional é um valor, sou profundamente regionalista. Sou contra o centralismo esclarecido, iluminado. Sou profundamente contra a concepção do desenvolvimento do país, no âmbito social e cultural, em que há alguém que no centro é iluminado e promove o desenvolvimento do todo do território nacional por arrastamento, numa via assistencialista.
Mas, no caso de Serralves, o Estado é um pilar fundamental para o orçamento de gestão da fundação.
É, sem dúvida. Deve contribuir com cerca de 43 por cento do orçamento de funcionamento. Sabemos que temos alguma responsabilidade pública por isso, e temos cumprido.
Não teme que a crise leve o Estado a diminuir a sua contribuição?
Essa contribuição está regulada por lei. A menos que haja um cataclismo... O Estado tem cumprido com a sua obrigação, nós temos cumprido com a nossa.
Mas ainda não disse qual vai ser a marca pessoal que quer deixar no seu mandato?
Daqui a meio ano, sou capaz de lhe dizer com mais rigor. Mas Serralves é uma instituição que, hoje, e pelo seu passado, adquiriu um estatuto de referência no panorama nacional e internacional. Os resultados são bons, já tem 400 mil visitantes por ano.
Essa preocupação com os números não começa a ser obsessiva? A ideia de querer, todos os anos, ultrapassar os visitantes do ano anterior...
Devo confessar que não sou muito sensível a isso. Mas este é um dado que não podemos descurar. Se, realmente, as instituições vivem numa sociedade competitiva, esses indicadores são os elementos de comparação, mais ainda se não houver uma valorização da nossa actividade. Por exemplo, o Serralves em Festa: abrir 40 horas non stop Serralves ao exterior é muito importante, porque, através da festa, captam-se novos públicos, que nunca tinham vindo a Serralves.
E há alguma garantia de que esses públicos da Festa regressem a Serralves?
Um dos nossos propósitos para este ano é fazer um estudo para caracterizar a procura de Serralves, para saber quem nos visita, porquê, e identificar onde há áreas de potencial. Mas o Serralves em Festa tem claramente uma capacidade-limite. Começámos nos 40 mil, chegámos já aos 80 mil. Será que isto aguenta 100 mil? Estamos num espaço que é património e que não aguenta cargas superiores àquelas que já atingiu. Isso põe-nos um problema. E já fizemos esse desafio, nomeadamente à Câmara do Porto. É saber em que medida essa exteriorização do Serralves em Festa não pode ser desdobrada em mais acções, e ser transformado num Festival de Verão. Uma ideia muito interessante, mas que depende da reacção da câmara. Seria uma excelente alternativa aos aviões.
A certa altura, ouviram-se críticas à gestão de Gomes de Pinho, segundo as quais Serralves estaria a querer ir longe de mais no alargamento da sua acção...
Nós estamos num momento em que, porventura, temos que rever a nossa missão, orientada para o museu, a colecção e o parque. Garantidamente, tem de haver alguma continuidade. A segunda palavra que eu elegeria [para definir o meu mandato] seria consolidação. Serralves cresceu muito. Exige ter sustentabilidade económica, rigor nos números e obediência ao orçamento. Mas devemos fixar-nos naquilo que são os eixos estratégicos de Serralves. O primeiro é ter uma colecção. Não pode haver museu, nem actividade expositiva, nem investigação sobre os valores contemporâneos sem haver uma boa colecção.
Está satisfeito com o dinheiro actualmente disponível para aquisições?
O fundo de compras estrutura-se segundo o protocolo de Serralves com o Ministério da Cultura e a Câmara do Porto, que ascende a 1,2 milhões de euros/ano (uma relação 20-50-30). Gostaríamos que a Câmara do Porto não só mantivesse e reforçasse mesmo essa relação. A câmara tem cumprido religiosamente, mas era preciso reforçar. Precisamos de ter um valor mais elevado, mas haverá outras formas de o reforçar. Ter uma colecção é muito importante, e é uma das nossas obrigações estatutárias. Queremos promover a extensão cultural, levar manifestações de arte contemporânea a outras cidades.
Isso significa que os protocolos que a Fundação tem vindo a estabelecer com câmaras municipais do país vão continuar?
Entendemos que os valores contemporâneos são muito úteis para a sociedade portuguesa: desenvolver a criatividade e a inovação, a tolerância, o desenvolvimento do talento, explorar as relações da arte contemporânea com a economia...
Em que ponto está o projecto Serralves 21 para Matosinhos? Há garantias de que vá avançar de modo a ficar pronto em 2012?
Depois do concurso internacional em que foi escolhido o projecto do atelier SANAA, foi feita uma candidatura ao POVT [Programa Operacional de Valorização do Território], inserido no QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional], com um valor de investimento total de 42,8 milhões de euros. O POVT considerou elegível um valor de 38,9 milhões, a que corresponderia uma contribuição do Feder [Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional] de 27,2 milhões. Apesar de esta verba representar uma contribuição muito interessante e encorajadora, ainda estão a ser feitas diligências para conseguir reunir a importância da contrapartida nacional, no valor de 11,7 milhões, de que depende o arranque do projecto. Se tudo correr bem, a entrada em serviço apontaria para 2012-2013.
Cortesia de O Público
14ª Edição do Concurso « Dar Voz à Poesia»
A 14ª edição do Concurso «Dar Voz à Poesia», que tem o objectivos de premiar e divulgar trabalhos de poesia inéditos em Língua Portuguesa, está aberto ao envio de poemas até ao dia 26 de Março de 2010. O tema dos trabalhos é livre. Esta iniciativa é promovida pelo Município de Ovar e a Escola Secundária Júlio Dinis em colaboração com a Escola Secundária de Estarreja.
Regulamento
Regulamento
A árvore
Nesse árvore que o fruto mal sustém,
Avergada ao seu peso abençoado,
Nessa árvore sorri um ar sagrado,
Todo o perdão e piedoso bem...
Ouve-se nela a Natureza... "Vem", -
Fala esta ao faminto, ao desgraçado. -
"vem comer o meu fruto! Filho amado,
Vem beber o meu leite alvo de Mãe..."
E a árvore, a Natureza, neste anseio,
(Mãe terna dando ao filho o farto seio...)
À fera e ao verme faz igual pregão.
E como o verme a rastejar na lama
Lhe não alcance o seio, estende a rama,
Baixando o fruto, o seio, até ao chão...
Bernardo de Passos
Poema em celebração do Dia Mundial da Poesia e Dia Mundial da Árvore
Avergada ao seu peso abençoado,
Nessa árvore sorri um ar sagrado,
Todo o perdão e piedoso bem...
Ouve-se nela a Natureza... "Vem", -
Fala esta ao faminto, ao desgraçado. -
"vem comer o meu fruto! Filho amado,
Vem beber o meu leite alvo de Mãe..."
E a árvore, a Natureza, neste anseio,
(Mãe terna dando ao filho o farto seio...)
À fera e ao verme faz igual pregão.
E como o verme a rastejar na lama
Lhe não alcance o seio, estende a rama,
Baixando o fruto, o seio, até ao chão...
Bernardo de Passos
Poema em celebração do Dia Mundial da Poesia e Dia Mundial da Árvore
Marcadores:
Dia Mundial da Árvore,
Dia Mundial da Poesia,
Passos,
Poema,
Poeta
Grande Prémio Poesia APE/CCT
O Grande Prémio de Poesia APE/CTT, instituído em 1989 pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e patrocinado pelos Correios de Portugal (CTT), destina-se a galardoar anualmente um livro em português e de autor português, publicado integralmente e em 1ª edição no ano 2009.
De cada livro concorrente serão enviados pelo correio, ou em mão, cinco exemplares para a Sede da APE (Rua de S. Domingos à Lapa, 17 — 1200-832 Lisboa), destinados aos membros do júri e da biblioteca, devendo ser entregues, até 23 de Março de 2010.
Regulamento
De cada livro concorrente serão enviados pelo correio, ou em mão, cinco exemplares para a Sede da APE (Rua de S. Domingos à Lapa, 17 — 1200-832 Lisboa), destinados aos membros do júri e da biblioteca, devendo ser entregues, até 23 de Março de 2010.
Regulamento
Original «merchandising poético» em São João da Madeira pelo Dia Mundial da Poesia
O Dia Mundial da Poesia, que se comemora domingo, vai ser assinalado em S. João da Madeira com a distribuição de poemas em milhares de sacos de pão, toalhetes de mesa e outros suportes utilizados nos estabelecimentos comerciais da cidade.
A iniciativa enquadra-se no programa “Poesia à Mesa” e, ao nível da sua materialização em suportes promocionais, envolverá, até domingo, a distribuição de 50.000 toalhetes de mesa em papel, 20.000 bases de copos no mesmo material, 15.000 bases de chávenas, 550 aventais em tecido, 100 mil sacos de pão e 1.500 lápis com o retrato dos seis autores em destaque na edição deste ano.
Rui Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira e responsável pela ação cultural da autarquia, afirma que esta aposta no 'merchandising gratuito' já é considerada “uma característica distintiva do evento”, que, este ano, abrange cerca de 60 estabelecimentos de restauração da cidade.
Os clientes desses cafés, bares, padarias, pastelarias e restaurantes irão assim apreciar - nos materiais dispostos pelas mesas ou no avental dos funcionários da casa, por exemplo - vários poemas de Ruy Belo, António Gedeão, Luísa Ducla Soares, Teresa Rita Lopes, Arménio Vieira e Inês Lourenço.
“A ideia inicial foi incentivar uma maior aproximação entre o público e a Poesia, mas sempre o procurámos fazer em circunstâncias normais, do dia-a-dia das pessoas”, revela o autarca.
“Agora, o que notamos é que, além de haver mais gente a ler e a escrever poesia, há uma maior tendência para as pessoas preservarem estes artigos promocionais, quase como se fossem objetos de coleção”, acrescentou.
Rui Costa não adianta qual o investimento em causa, mas realça: “A produção e a distribuição destes materiais só é possível devido às parcerias e aos apoios obtidos junto de diversas entidades que, de alguma forma, se reveem no projeto”.
Além da leitura de poemas nos referidos suportes, os clientes de seis estabelecimentos de restauração da cidade terão ainda direito, este fim de semana, a acompanhar as suas refeições com recitais de poesia, sempre a cargo do poeta e declamador José Fanha.
Assim, na quinta-feira o "diseur" estará de serviço no snack-bar Neptúlia às 12:30 e no restaurante Bacana às 20:00. Sexta passará o almoço no restaurante Almeida e o jantar no Trattoria Fiorentina, enquanto sábado atua ao fim da manhã no restaurante Bonzão e, à noite, na Fábrica dos Sentidos, no Museu da Chapelaria.
Tanto esses como os outros estabelecimentos que aderiram à iniciativa disponibilizam até domingo “ementas poéticas” especificamente concebidas para assinalar o Dia Mundial da Poesia.
Cortesia de i
A iniciativa enquadra-se no programa “Poesia à Mesa” e, ao nível da sua materialização em suportes promocionais, envolverá, até domingo, a distribuição de 50.000 toalhetes de mesa em papel, 20.000 bases de copos no mesmo material, 15.000 bases de chávenas, 550 aventais em tecido, 100 mil sacos de pão e 1.500 lápis com o retrato dos seis autores em destaque na edição deste ano.
Rui Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira e responsável pela ação cultural da autarquia, afirma que esta aposta no 'merchandising gratuito' já é considerada “uma característica distintiva do evento”, que, este ano, abrange cerca de 60 estabelecimentos de restauração da cidade.
Os clientes desses cafés, bares, padarias, pastelarias e restaurantes irão assim apreciar - nos materiais dispostos pelas mesas ou no avental dos funcionários da casa, por exemplo - vários poemas de Ruy Belo, António Gedeão, Luísa Ducla Soares, Teresa Rita Lopes, Arménio Vieira e Inês Lourenço.
“A ideia inicial foi incentivar uma maior aproximação entre o público e a Poesia, mas sempre o procurámos fazer em circunstâncias normais, do dia-a-dia das pessoas”, revela o autarca.
“Agora, o que notamos é que, além de haver mais gente a ler e a escrever poesia, há uma maior tendência para as pessoas preservarem estes artigos promocionais, quase como se fossem objetos de coleção”, acrescentou.
Rui Costa não adianta qual o investimento em causa, mas realça: “A produção e a distribuição destes materiais só é possível devido às parcerias e aos apoios obtidos junto de diversas entidades que, de alguma forma, se reveem no projeto”.
Além da leitura de poemas nos referidos suportes, os clientes de seis estabelecimentos de restauração da cidade terão ainda direito, este fim de semana, a acompanhar as suas refeições com recitais de poesia, sempre a cargo do poeta e declamador José Fanha.
Assim, na quinta-feira o "diseur" estará de serviço no snack-bar Neptúlia às 12:30 e no restaurante Bacana às 20:00. Sexta passará o almoço no restaurante Almeida e o jantar no Trattoria Fiorentina, enquanto sábado atua ao fim da manhã no restaurante Bonzão e, à noite, na Fábrica dos Sentidos, no Museu da Chapelaria.
Tanto esses como os outros estabelecimentos que aderiram à iniciativa disponibilizam até domingo “ementas poéticas” especificamente concebidas para assinalar o Dia Mundial da Poesia.
Cortesia de i
Marcadores:
Cultura,
Dia Mundial da Poesia,
Eventos,
Notícias,
Poesia,
São João da Madeira
Festival Indo-Português integra a 13ª edição do «East West Encounter»
O Festival Indo-Português, integrado na 13ª edição do «East West Encounter» de Bangalore, prossegue no dia 20 de Março com a inauguração da exposição «A Arte do Azulejo em Portugal» e com a realização de conferências sobre a Literatura Portuguesa Contemporânea asseguradas pelos escritores portugueses José Luís Peixoto e Luís Filipe Castro Mendes. Ambos os eventos terão lugar na Chitra Kala Parishat em Bangalore.
Durante as palestras haverá lugar para alguns momentos de recitação de poemas, antecipando-se a celebração do Dia Mundial da Poesia e na sequência da Maratona de Leitura realizada na Universidade de Goa no dia 19 de Março, uma iniciativa do Departamento de Português em articulação como Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões de Goa.
Cortesia de IC
Durante as palestras haverá lugar para alguns momentos de recitação de poemas, antecipando-se a celebração do Dia Mundial da Poesia e na sequência da Maratona de Leitura realizada na Universidade de Goa no dia 19 de Março, uma iniciativa do Departamento de Português em articulação como Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões de Goa.
Cortesia de IC
Poetas do Mundo: Rabindranath Tagore
Poemas
Do Olhar (outro)
O meu coração, pássaro do deserto, revoa no céu dos
teus olhos. Teus olhos são o berço da manhã, o reino
das estrelas e a profundeza onde as minhas canções
se perdem.
Deixa que eu mergulhe neste céu imenso e solitário.
Deixa que eu penetre as tuas nuvens e abra minhas asas
em teu sol.
Se é assim que desejas
Se é assim que desejas,
se for assim do teu gosto,
cessarei de cantar!
Se com isso agitar
teu coração,
do meu olhar o triste brilho
desviarei do teu rosto...
e se eu, de súbito te assustar
no teu passeio despreocupado,
afastar-me-ei do teu lado
e tomarei outro brilho...
Se eu te embaraçar – ai de mim –
quando teceres as tuas flores,
flor encantada,
esquivar-me-ei do teu
solitário jardim
e da tua doce imagem...
E se eu tornar a água turva
e agitada,
jamais remarei a minha barca
para a tua margem...
Julgamento
Não julgues...
Habitas num recanto mínimo desta terra.
Os teus olhos chegam
Até onde alcançam muito pouco...
Ao pouco que ouves
Acrescentas a tua própria voz.
Mantém o bem e o mal, o branco e o negro,
Cuidadosamente separados.
Em vão traças uma linha
Para estabelecer um limite.
Se houver uma melodia escondida no teu interior,
Desperta-a quando percorreres o caminho.
Na canção não há argumento,
Nem o apelo do trabalho...
A quem lhe agradar responderá,
A quem lhe agradar não ficará impassível.
Que importa que uns homens sejam bons
E outros não o sejam?
São viajantes do mesmo caminho.
Não julgues,
Ah, o tempo voa
E toda a discussão é inútil.
Olha, as flores florescem à beira do bosque,
Trazendo uma mensagem do céu,
Porque é um amigo da terra;
Com as chuvas de Julho
A erva inunda a terra de verde,
e enche a sua taça até à borda.
Esquecendo a identidade,
Enche o teu coração de simples alegria.
Viajante,
Disperso ao longo do caminho,
O tesouro amontoa-se à medida que caminhas.
Quero Ser o Poeta da Noite
Noite, velada Noite,
faz-me teu poeta!
Deixa-me entoar as canções
de todos aqueles
que, pelos séculos dos séculos,
se sentaram em silêncio
À tua sombra!
Deixa-me subir ao teu carro sem rodas
que corre silencioso de mundo a mundo,
tu que és rainha do palácio do tempo,
escura e formosa!
Quantos entendimentos ansiosos
penetraram mudos no teu pátio,
vaguearam sem lâmpada pela tua casa,
À tua procura!
Quantos corações, que a mão do Desconhecido
atravessou com a flecha da alegria, romperam em cânticos
que sacudiam a tua sombra
até aos alicerces!
Faz-me, ó Noite,
o poeta destas almas despertas
que contemplam maravilhadas,
À luz das estrelas,
o tesouro que encontraram
de repente;
o poeta do teu insondável silêncio,
ó Noite!
Pequena Biografia
Rabindranath Tagore (Ravìndranatha Thakura), nasceu em Calcutá em 1861. Publicou o seu primeiro livro de poesia aos 17 anos. Viveu em Inglaterra entre 1878 e 1880, onde estudou Direito e conheceu a literatura e a música europeias. Escreveu poesia, contos, novelas, teatro e compôs centenas de canções populares. Mais tarde também pintou. Internacionalista convicto, deu aulas ao ar livre, em clima de liberdade. Fundou a escola Santiniketan que logo se converteu num centro de difusão do panteísmo espiritualista, relacionado com as doutrinas védicas, e dos ideais de solidariedade humana e que em 1921 se tranformou na Universidade Internacional Visya-Bharati.. A dor pela morte da esposa e de dois de seus filhos, entre 1902 e 1907, inspirou a Tagore alguns dos mais profundos poemas místicos, entre os quais os incluídos em Gitañjali (1910; A oferenda lírica).
As preocupações sociais do escritor, levaram-no a defender a independência da Índia em diversos ensaios, embora sempre tenha considerado que a mudança individual deve preceder a social. Viajou muito e deu conferências por todo o mundo. Escreveu sempre na sua língua natal, o bengali. Em 1923, foi agraciado com o prémio Nobel de Literatura. Em 1915, o rei Jorge V nomeou-o cavaleiro, mas Tagore renunciou ao título como protesto contra o massacre de Amristar, em 1919, quando as tropas britânicas mataram 400 manifestantes indianos. Rabindranath Tagore, é o autor indiano mais famoso e importante da época colonial. Foi aclamado por Gandhi como "o grande mestre" e reconhecido por todos os indianos como "o sol da Índia".Muitas das suas obras estão traduzidas no Ocidente. Em portugal foi traduzido por Manuel Simões (O Coração da Primavera, Editorial A.O. - Braga) e por Agostinho Batista (Poesia, Assírio & Alvim, 2004). R. Tagore faleceu em Santiniketan, Bengala em 7 de agosto de 1941.
Cortesia de Um Buraco na Sombra
Do Olhar (outro)
O meu coração, pássaro do deserto, revoa no céu dos
teus olhos. Teus olhos são o berço da manhã, o reino
das estrelas e a profundeza onde as minhas canções
se perdem.
Deixa que eu mergulhe neste céu imenso e solitário.
Deixa que eu penetre as tuas nuvens e abra minhas asas
em teu sol.
Se é assim que desejas
Se é assim que desejas,
se for assim do teu gosto,
cessarei de cantar!
Se com isso agitar
teu coração,
do meu olhar o triste brilho
desviarei do teu rosto...
e se eu, de súbito te assustar
no teu passeio despreocupado,
afastar-me-ei do teu lado
e tomarei outro brilho...
Se eu te embaraçar – ai de mim –
quando teceres as tuas flores,
flor encantada,
esquivar-me-ei do teu
solitário jardim
e da tua doce imagem...
E se eu tornar a água turva
e agitada,
jamais remarei a minha barca
para a tua margem...
Julgamento
Não julgues...
Habitas num recanto mínimo desta terra.
Os teus olhos chegam
Até onde alcançam muito pouco...
Ao pouco que ouves
Acrescentas a tua própria voz.
Mantém o bem e o mal, o branco e o negro,
Cuidadosamente separados.
Em vão traças uma linha
Para estabelecer um limite.
Se houver uma melodia escondida no teu interior,
Desperta-a quando percorreres o caminho.
Na canção não há argumento,
Nem o apelo do trabalho...
A quem lhe agradar responderá,
A quem lhe agradar não ficará impassível.
Que importa que uns homens sejam bons
E outros não o sejam?
São viajantes do mesmo caminho.
Não julgues,
Ah, o tempo voa
E toda a discussão é inútil.
Olha, as flores florescem à beira do bosque,
Trazendo uma mensagem do céu,
Porque é um amigo da terra;
Com as chuvas de Julho
A erva inunda a terra de verde,
e enche a sua taça até à borda.
Esquecendo a identidade,
Enche o teu coração de simples alegria.
Viajante,
Disperso ao longo do caminho,
O tesouro amontoa-se à medida que caminhas.
Quero Ser o Poeta da Noite
Noite, velada Noite,
faz-me teu poeta!
Deixa-me entoar as canções
de todos aqueles
que, pelos séculos dos séculos,
se sentaram em silêncio
À tua sombra!
Deixa-me subir ao teu carro sem rodas
que corre silencioso de mundo a mundo,
tu que és rainha do palácio do tempo,
escura e formosa!
Quantos entendimentos ansiosos
penetraram mudos no teu pátio,
vaguearam sem lâmpada pela tua casa,
À tua procura!
Quantos corações, que a mão do Desconhecido
atravessou com a flecha da alegria, romperam em cânticos
que sacudiam a tua sombra
até aos alicerces!
Faz-me, ó Noite,
o poeta destas almas despertas
que contemplam maravilhadas,
À luz das estrelas,
o tesouro que encontraram
de repente;
o poeta do teu insondável silêncio,
ó Noite!
Pequena Biografia
Rabindranath Tagore (Ravìndranatha Thakura), nasceu em Calcutá em 1861. Publicou o seu primeiro livro de poesia aos 17 anos. Viveu em Inglaterra entre 1878 e 1880, onde estudou Direito e conheceu a literatura e a música europeias. Escreveu poesia, contos, novelas, teatro e compôs centenas de canções populares. Mais tarde também pintou. Internacionalista convicto, deu aulas ao ar livre, em clima de liberdade. Fundou a escola Santiniketan que logo se converteu num centro de difusão do panteísmo espiritualista, relacionado com as doutrinas védicas, e dos ideais de solidariedade humana e que em 1921 se tranformou na Universidade Internacional Visya-Bharati.. A dor pela morte da esposa e de dois de seus filhos, entre 1902 e 1907, inspirou a Tagore alguns dos mais profundos poemas místicos, entre os quais os incluídos em Gitañjali (1910; A oferenda lírica).
As preocupações sociais do escritor, levaram-no a defender a independência da Índia em diversos ensaios, embora sempre tenha considerado que a mudança individual deve preceder a social. Viajou muito e deu conferências por todo o mundo. Escreveu sempre na sua língua natal, o bengali. Em 1923, foi agraciado com o prémio Nobel de Literatura. Em 1915, o rei Jorge V nomeou-o cavaleiro, mas Tagore renunciou ao título como protesto contra o massacre de Amristar, em 1919, quando as tropas britânicas mataram 400 manifestantes indianos. Rabindranath Tagore, é o autor indiano mais famoso e importante da época colonial. Foi aclamado por Gandhi como "o grande mestre" e reconhecido por todos os indianos como "o sol da Índia".Muitas das suas obras estão traduzidas no Ocidente. Em portugal foi traduzido por Manuel Simões (O Coração da Primavera, Editorial A.O. - Braga) e por Agostinho Batista (Poesia, Assírio & Alvim, 2004). R. Tagore faleceu em Santiniketan, Bengala em 7 de agosto de 1941.
Cortesia de Um Buraco na Sombra
Loulé celebra o Dia Mundial da Poesia com «Projecto Néctar»
No próximo dia 20 de Março, sábado, a partir das 15h00, a Biblioteca Municipal de Loulé irá comemorar o Dia Mundial da Poesia, que se assinala no domingo, com a realização do “Projecto Néctar”.
Consistindo num espectáculo de poesia dita e cantada, acompanhado com diversos instrumentos musicais desde o piano às percussões mais simples, permitindo transportar o público e o seu ouvido interior, o seu coração, a sua mente, para o reino da leveza da Primavera e da simplicidade do Amor.
No palco improvisado, dois actores irão deambular pelas palavras de alguns poetas de língua portuguesa, tendo como inspiração a beleza e simplicidade do Mestre Caeiro mas nem sempre limitados à sua poesia.
Este espectáculo tem a criação e interpretação de João Jonas e Ana Sofia Severino, e contou com o apoio à criação de Afonso Dias, sendo de entrada livre.
Cortesia de Região Sul
Consistindo num espectáculo de poesia dita e cantada, acompanhado com diversos instrumentos musicais desde o piano às percussões mais simples, permitindo transportar o público e o seu ouvido interior, o seu coração, a sua mente, para o reino da leveza da Primavera e da simplicidade do Amor.
No palco improvisado, dois actores irão deambular pelas palavras de alguns poetas de língua portuguesa, tendo como inspiração a beleza e simplicidade do Mestre Caeiro mas nem sempre limitados à sua poesia.
Este espectáculo tem a criação e interpretação de João Jonas e Ana Sofia Severino, e contou com o apoio à criação de Afonso Dias, sendo de entrada livre.
Cortesia de Região Sul
Rosa Alice Branco homenageada na Sétima Edição de «A Poesia está na rua»
"Vamos ter muitos dias preenchidos e muita animação", destacou o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Castro Fernandes, na apresentação pública do programa integral de "A Poesia está na Rua" que decorreu na passada sexta-feira, dia 5 de Março. A sétima edição do certame acontece um pouco por todo o concelho entre os dias 20 de Março e 23 de Abril. Entre o vasto e preenchido programa, destacam-se acções como o "humor ao domicílio", uma cerimónia de homenagem a Rosa Alice Branco, a oficina do humor, um concurso de poesia sob o tema "correr contra o tempo para dizer...rindo" e uma "conversa" a propósito de Raul Solnado com a presença de Leonor Xavier, biógrafa e ex-mulher.
Paralelamente a estas acções, muitas outras vão trazer a Santo Tirso a poesia, este ano aliada ao humor sob o tema "Humor com humor se paga", em perfeita sintonia. Espectáculos de rua, feiras, exposições, saraus, sessões de poesia e um "peddy paper" poético prometem preencher o programa cultural do concelho ao longo de mais de um mês.
Como referiu o autarca tirsense, "a poesia é algo que está intrinsecamente ligado a todos nós, na nossa história e na nossa cultura". É neste sentido que a Câmara Municipal de Santo Tirso tem vindo a organizar, anualmente, esta iniciativa que valoriza a importante vertente histórica e cultural da poesia e da literatura.
Na apresentação do programa integral de "A Poesia está na Rua" também a Vereadora da Cultura, Júlia Moinhos, explicou que o "humor nos faz ver as coisas de forma mais colorida", principalmente "em época em que tanto se fala de crise". "O programa promete animar o concelho e enganar a crise", assegura.
Alberto Serra, o comissário da iniciativa, também marcou a apresentação do programa desta sétima edição de "a poesia está na rua" lendo um poema de Alberto Gil ("Noite de Núpcias"). Quem também animou a cerimónia foi a Banda Plástica de Barcelos que, com a sua indumentária original e um reportório muito popular, encheu o átrio da Câmara Municipal de sons e muito humor.
Em 2004, a Câmara Municipal de Santo Tirso arrancou com a iniciativa procurando colocar o Concelho de Santo Tirso no roteiro dos grandes eventos ligados à poesia e à literatura portuguesas. O evento, com características algo inéditas, tinha por objectivo dar uma expressão festiva à palavra poesia, fazendo-a comungar - durante cerca de um mês - da vida comunitária do concelho, homenageando, em cada edição, um poeta português
Depois de "A Poesia Está na Rua" (2004, com homenagem ao poeta António Ramos Rosa), de "A Poesia e o Surrealismo" (2005, com homenagem ao poeta Artur do Cruzeiro Seixas), de "A Poesia faz bem à Saúde" (2006, com homenagem ao poeta Manuel António Pina), de "A Fé na Poesia" (2007, com homenagem ao poeta José Tolentino de Mendonça), de "Ofício de Poeta" (2008, com homenagem ao poeta António Osório), de "Pano Pramangas" (2009, com a homenagem ao poeta A. M. Pires Cabral), segue-se este ano (2010) a edição "Humor com Humor se Paga", com a homenagem à poeta Rosa Alice Branco.
A sorrir ou a ranger os dentes, o humor destrói as visões convencionais do mundo. É ele que confere ao ser humano a sua dignidade autêntica. Sob o lema "humor com humor se paga", o programa deste ano de "A Poesia está na rua" alia as diversas formas de expressão poética a um conjunto de iniciativas que pretende fazer do humor "uma revolta superior do espírito" contra os tempos de crise em que vivemos.
Leonor Xavier (biógrafa e ex-mulher de Raul Solnado), Nuno Artur Silva (produções fictícias) e os poetas Rosa Alice Branco (a homenageada deste ano) e Daniel Maia-Pinto Rodrigues são alguns dos nomes que integram o programa desta sétima edição de "A Poesia está na Rua", iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Santo Tirso.
Cortesia de Notícias da Trofa
Paralelamente a estas acções, muitas outras vão trazer a Santo Tirso a poesia, este ano aliada ao humor sob o tema "Humor com humor se paga", em perfeita sintonia. Espectáculos de rua, feiras, exposições, saraus, sessões de poesia e um "peddy paper" poético prometem preencher o programa cultural do concelho ao longo de mais de um mês.
Como referiu o autarca tirsense, "a poesia é algo que está intrinsecamente ligado a todos nós, na nossa história e na nossa cultura". É neste sentido que a Câmara Municipal de Santo Tirso tem vindo a organizar, anualmente, esta iniciativa que valoriza a importante vertente histórica e cultural da poesia e da literatura.
Na apresentação do programa integral de "A Poesia está na Rua" também a Vereadora da Cultura, Júlia Moinhos, explicou que o "humor nos faz ver as coisas de forma mais colorida", principalmente "em época em que tanto se fala de crise". "O programa promete animar o concelho e enganar a crise", assegura.
Alberto Serra, o comissário da iniciativa, também marcou a apresentação do programa desta sétima edição de "a poesia está na rua" lendo um poema de Alberto Gil ("Noite de Núpcias"). Quem também animou a cerimónia foi a Banda Plástica de Barcelos que, com a sua indumentária original e um reportório muito popular, encheu o átrio da Câmara Municipal de sons e muito humor.
Em 2004, a Câmara Municipal de Santo Tirso arrancou com a iniciativa procurando colocar o Concelho de Santo Tirso no roteiro dos grandes eventos ligados à poesia e à literatura portuguesas. O evento, com características algo inéditas, tinha por objectivo dar uma expressão festiva à palavra poesia, fazendo-a comungar - durante cerca de um mês - da vida comunitária do concelho, homenageando, em cada edição, um poeta português
Depois de "A Poesia Está na Rua" (2004, com homenagem ao poeta António Ramos Rosa), de "A Poesia e o Surrealismo" (2005, com homenagem ao poeta Artur do Cruzeiro Seixas), de "A Poesia faz bem à Saúde" (2006, com homenagem ao poeta Manuel António Pina), de "A Fé na Poesia" (2007, com homenagem ao poeta José Tolentino de Mendonça), de "Ofício de Poeta" (2008, com homenagem ao poeta António Osório), de "Pano Pramangas" (2009, com a homenagem ao poeta A. M. Pires Cabral), segue-se este ano (2010) a edição "Humor com Humor se Paga", com a homenagem à poeta Rosa Alice Branco.
A sorrir ou a ranger os dentes, o humor destrói as visões convencionais do mundo. É ele que confere ao ser humano a sua dignidade autêntica. Sob o lema "humor com humor se paga", o programa deste ano de "A Poesia está na rua" alia as diversas formas de expressão poética a um conjunto de iniciativas que pretende fazer do humor "uma revolta superior do espírito" contra os tempos de crise em que vivemos.
Leonor Xavier (biógrafa e ex-mulher de Raul Solnado), Nuno Artur Silva (produções fictícias) e os poetas Rosa Alice Branco (a homenageada deste ano) e Daniel Maia-Pinto Rodrigues são alguns dos nomes que integram o programa desta sétima edição de "A Poesia está na Rua", iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Santo Tirso.
Cortesia de Notícias da Trofa
Marcadores:
Alice Branco,
Cultura,
Eventos,
Notícias,
Poesia,
Santo Tirso
Associação Âncora organiza ateliê poético
No próximo dia 17 de Março, a Âncora – Associação Centro Comunitário de Santa Luzia organiza uma tarde cultural para comemorar o Dia da Poesia.
Nesta tarde será realizado o atelier “Eu Espero pela Poesia”, que se realizará a partir das 14h30 na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos e que contará com a presença de diversos poetas.
Esta actividade insere-se no projecto “Do Outro Lado: a Saúde Mental dos Mais Velhos”, um projecto da Âncora que conta com o apoio do Alto Comissariado da Saúde, o qual visa o desenvolvimento de um conjunto de acções no âmbito da prevenção e intervenção da saúde mental da população sénior de concelho de Tavira.
Para obter mais esclarecimentos os interessados devem contactar a Associação Âncora através dos telefones 281381978, 917626608 ou do email dooutrolado.projecto@gmail.com.
Cortesia de Região Sul
Nesta tarde será realizado o atelier “Eu Espero pela Poesia”, que se realizará a partir das 14h30 na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos e que contará com a presença de diversos poetas.
Esta actividade insere-se no projecto “Do Outro Lado: a Saúde Mental dos Mais Velhos”, um projecto da Âncora que conta com o apoio do Alto Comissariado da Saúde, o qual visa o desenvolvimento de um conjunto de acções no âmbito da prevenção e intervenção da saúde mental da população sénior de concelho de Tavira.
Para obter mais esclarecimentos os interessados devem contactar a Associação Âncora através dos telefones 281381978, 917626608 ou do email dooutrolado.projecto@gmail.com.
Cortesia de Região Sul
O circo
Na cidadezinha, a chegada de um circo causava alegria. Adultos e jovens aguardavam a estréia, com ansiedade.Mandavam as cadeiras pelos empregados.Pois é, o circo era tão pobre que não tinha arquibancada ou bancos. A noite chega a esperada abertura da cortina. Mariana se lembra que o diretor cumprimentou o público e apresentou o “cast”. Riu um pouco com os palhaços, viu o galã interpretar a dor de um amor perdido e, apareceu a estrela: vestida de lamê vermelho ou verde bandeira, muito jovem, fez acrobacias e se dirigiu ao trapézio. Aí Mariana vibrou, pensou em repetir o que estava vendo na mangueira do seu quintal. Nem reparou nos aplausos e comentários, na volta para casa. Só importava a manhã seguinte. Quase não dormiu. Após o café da manhã, pediu ao pai para verificar se as cordas do balanço estavam seguras. Subiu na árvore, agilmente. Era perita em escalar as fruteiras. Tentou repetir o que vira. Sentiu-se a estrela! O tempo passou e hoje Mariana se pergunta: o que fiz da vida? E se tivesse acompanhado o circo?
Anna Maria Ubarana
Anna Maria Ubarana
Dia Mundial da Poesia no Centro Cultural de Belém
Pelo terceiro ano consecutivo e numa iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura (Ministério da Educação, Ministério da Cultura e Ministério dos Assuntos Parlamentares) e do Centro Cultural de Belém, comemoramos, no dia 21 de Março, o Dia Mundial da Poesia. Um programa intenso, ao longo do dia, que se inicia, a partir das 11 horas, com a Feira do Livro de Poesia; o indispensável espaço para os espontâneos Diga lá um Poema; e um conjunto de oficinas e actividades que a Fábrica das Artes organiza para todas as idades.
Programa
Programa
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Poetícia > Marcadores
Notícias
(737)
Poeta
(655)
Poesia
(414)
Eventos
(369)
Cultura
(276)
Poema
(267)
Literatura
(200)
Livros
(158)
Prémio
(96)
Citação
(76)
Pessoa
(57)
Brasil
(54)
BIO
(53)
CFP
(51)
Portugal
(50)
Falecimento
(39)
Internet
(39)
Lisboa
(39)
Arte
(34)
Português
(34)
Festival
(31)
Lançamento
(31)
Poetícia
(29)
Teatro
(28)
Exposição
(26)
Leitura
(26)
Concursos
(24)
IC
(24)
Pintura
(24)
Livro Raro
(23)
Internacional
(21)
Memória
(21)
Música
(21)
Revistas
(21)
Crónica
(20)
Europa
(20)
Feira do Livro
(20)
Blog
(19)
Camões
(19)
Lusofonia
(19)
Poesia Erótica
(19)
Ciclo Poetas do Mundo
(18)
Encontro
(18)
Autor
(16)
BN
(15)
Conferência
(15)
Cinema
(14)
Novos Autores
(14)
Entrevista
(13)
Livraria
(13)
Recital
(13)
Biblioteca
(12)
Dia Mundial da Poesia
(12)
Línguas
(12)
Sintra
(12)
Antologia
(11)
Colóquio
(11)
História
(11)
Mundo
(11)
Museu
(11)
SPA
(11)
PNET
(10)
Porto
(10)
Festa
(9)
Homenagem
(9)
Irene Lisboa
(9)
Itália
(9)
Andrade
(8)
Crianças
(8)
Crítica
(8)
DN
(8)
EUA
(8)
Política
(8)
Tradução
(8)
Triplov
(8)
CCB
(7)
Ciclo
(7)
Espanha
(7)
Espanhol
(7)
Espólio
(7)
Alegre
(6)
Algarve
(6)
Aniversário
(6)
António Pina
(6)
Artigo
(6)
Belo
(6)
CNC
(6)
Educação
(6)
Escritor
(6)
Espanca
(6)
Inédito
(6)
Liberdade
(6)
Natal
(6)
Poe
(6)
Promoção
(6)
Russia
(6)
Shakespeare
(6)
APEL
(5)
Angola
(5)
Botto
(5)
Breyner Andresen
(5)
Checa
(5)
Chile
(5)
Digital
(5)
Escrita
(5)
Estudos
(5)
Fotografia
(5)
Helder
(5)
Infantil
(5)
JN
(5)
Leilão
(5)
Lusiadas
(5)
Moçambique
(5)
Novalis
(5)
Pessanha
(5)
Plath
(5)
Quental
(5)
RTP
(5)
Torga
(5)
Um Poema por Semana
(5)
Vida
(5)
Whitman
(5)
África
(5)
APE
(4)
Alice Branco
(4)
Almada
(4)
Argentina
(4)
Açores
(4)
Baudelaire
(4)
Cabo Verde
(4)
Cervantes
(4)
Ciência
(4)
Coimbra
(4)
Drummond de Andrade
(4)
Editora
(4)
Ernane C.
(4)
Espectáculo
(4)
Filipe de Fiuza
(4)
Filme
(4)
Filo-café
(4)
Fonseca
(4)
Gama
(4)
Gulbenkian
(4)
Ibérica
(4)
Informação
(4)
Literacia
(4)
Lourenço
(4)
Madeira
(4)
Neruda
(4)
O'Neill
(4)
Pais Brandão
(4)
Pascoaes
(4)
Ramos Rosa
(4)
Rimbaud
(4)
Régio
(4)
Surrealismo
(4)
Tavira
(4)
Teresa Horta
(4)
Tolentino Mendonça
(4)
Universidade
(4)
Actualidade
(3)
Al Berto
(3)
Ameríndios
(3)
América
(3)
Arruda dos Vinhos
(3)
Barreiro
(3)
Barros
(3)
Borges
(3)
Byron
(3)
Carlos de Oliveira
(3)
Celan
(3)
Cesariny
(3)
Coreia
(3)
Correntes d'Escritas
(3)
Cursos
(3)
Dança
(3)
Debate
(3)
Dia Mundial do Livro
(3)
Economia
(3)
Eliot
(3)
Escola
(3)
Especial Poetícia
(3)
FBP
(3)
Fado
(3)
Famalicão
(3)
Filósofo
(3)
França
(3)
Funchal
(3)
Garcia Lorca
(3)
Gedeão
(3)
Goethe
(3)
Gomes Ferreira
(3)
Governo
(3)
Gusmão
(3)
Hölderlin
(3)
Japão
(3)
Jornal
(3)
Junqueiro
(3)
Júdice
(3)
Keats
(3)
Latinidade
(3)
Luisa Amaral
(3)
Mirandês
(3)
Mourão-Ferreira
(3)
Natureza
(3)
Nava
(3)
Neo-realismo
(3)
Nerval
(3)
Nietzsche
(3)
Nobel
(3)
Nova Águia
(3)
Ondina Braga
(3)
Opinião
(3)
Palestra
(3)
Paris
(3)
Popular
(3)
Pushkin
(3)
RAP
(3)
Rapper
(3)
Salvado
(3)
Saramago
(3)
Silves
(3)
Silêncio
(3)
Sociedade
(3)
Sá-Carneiro
(3)
Tagore
(3)
Tamen
(3)
Tasso
(3)
Tertúlia
(3)
Turquia
(3)
Viagens
(3)
Vieira
(3)
Walcott
(3)
Yeats
(3)
2º Aniversário
(2)
Akhmadulina
(2)
Alagamares
(2)
Alentejo
(2)
Alighieri
(2)
Almeida
(2)
Almira Medina
(2)
Ar livre
(2)
Ariosto
(2)
Arquitectura
(2)
Artaud
(2)
Avis
(2)
Azenha
(2)
Bachmann
(2)
Bai
(2)
Baptista
(2)
Barco
(2)
Bashô
(2)
Berardinelli
(2)
Bienal
(2)
Blake
(2)
Bocage
(2)
Bolsas
(2)
Brecht
(2)
Bugalho
(2)
CPLP
(2)
Cacela Velha
(2)
Café
(2)
Caldas da Rainha
(2)
Campos
(2)
Cancioneiro
(2)
Cannes
(2)
Capital
(2)
Carlos Cortez
(2)
Carnaval
(2)
Carvalho
(2)
Casa
(2)
Cascais
(2)
Castelo Branco
(2)
China
(2)
Cidadania
(2)
Cidade
(2)
Concreto
(2)
Congresso
(2)
Conto
(2)
Correia
(2)
Costa
(2)
Crise
(2)
Cruz
(2)
Cruz e Silva
(2)
Cuba
(2)
Culturest
(2)
Cummings
(2)
Daniel
(2)
Darwich
(2)
Deus
(2)
Divulgação
(2)
Diónisos
(2)
Echevarría
(2)
Falero
(2)
Freitas
(2)
Fu
(2)
Futurismo
(2)
Gancho
(2)
Garcias
(2)
Gomes
(2)
Google
(2)
Gotemburgo
(2)
Guarda
(2)
Gullar
(2)
Hatherly
(2)
Herculano
(2)
Hikmet
(2)
Hip-Hop
(2)
Homero
(2)
Hughes
(2)
Humor
(2)
Ideias
(2)
Imagem
(2)
Inauguração
(2)
Inglaterra
(2)
Inovação
(2)
Jacinto
(2)
Jazz
(2)
John-Perse
(2)
José Forte
(2)
Jovem
(2)
Juyi
(2)
Kipling
(2)
Klimt
(2)
Lacerda
(2)
Lautreamont
(2)
Leal
(2)
Letras
(2)
Leya
(2)
Lima
(2)
Maiakovski
(2)
Manifesto
(2)
Mar
(2)
Margarit
(2)
Mediterranea
(2)
Momento
(2)
Montale
(2)
Moraes
(2)
Mostra
(2)
Mulher
(2)
Musset
(2)
Negreiros
(2)
Nemésio
(2)
Nobre
(2)
Oriente
(2)
Osório
(2)
Ovar
(2)
Ovídio
(2)
PEN
(2)
Petrarca
(2)
Piaget
(2)
Picasso
(2)
Pindaro
(2)
Pitta
(2)
Pobreza
(2)
Pound
(2)
Póvoa do Varzim
(2)
Qatrân
(2)
Quintana
(2)
Revolução
(2)
Rilke
(2)
Robô
(2)
Rock
(2)
Russo
(2)
Safo
(2)
Santos
(2)
Sarau
(2)
Seferis
(2)
Seminário
(2)
Sena
(2)
Setúbal
(2)
Shan
(2)
Shelley
(2)
Silva Carvalho
(2)
Szymborska
(2)
São Tomé e Principe
(2)
Tennyson
(2)
Thomas
(2)
Turismo
(2)
USA
(2)
Ubarana
(2)
Verde
(2)
Video
(2)
Wordsworth
(2)
Workshop
(2)
Zhi
(2)
Zimbabue
(2)
África do Sul
(2)
1870
(1)
2012
(1)
A Trama
(1)
ABL
(1)
ACAPO
(1)
ACAT
(1)
Abril
(1)
Academia
(1)
Acordo Ortográfico
(1)
Adoum
(1)
Agamben
(1)
Agricultura
(1)
Aguiar e Silva
(1)
Aigner
(1)
Akhmátova
(1)
Al-Mu'tamid
(1)
Alain Bosquet
(1)
Alba
(1)
Aleixo
(1)
Alemanha
(1)
Almedina
(1)
Almeida e Sousa
(1)
Alorna
(1)
Alquímia
(1)
Alves
(1)
Alves Redol
(1)
Alzheimer
(1)
Ambiente
(1)
Amesterdão
(1)
Amichai
(1)
Amnistia Internacional
(1)
Amor
(1)
Amália
(1)
América Latina
(1)
Anjos
(1)
Ankara
(1)
Ano Novo
(1)
Anónimo
(1)
Ap Gwilym
(1)
Apollinaire
(1)
Apostas
(1)
Argumento
(1)
Ariadna
(1)
Arquíloco
(1)
Artista
(1)
Associação Âncora
(1)
Ateliê
(1)
Auden
(1)
Avelar
(1)
Aventura
(1)
Award
(1)
Azevedo
(1)
BB
(1)
BD
(1)
Baba
(1)
Bacelar
(1)
Baena
(1)
Balear
(1)
Banco de Livros
(1)
Bandeira
(1)
Barcelona
(1)
Barnes and Noble
(1)
Bebés
(1)
Behbahani
(1)
Beira
(1)
Belgrado
(1)
Bellman
(1)
Bem-vindo
(1)
Benavente
(1)
Benedeit
(1)
Benedetti
(1)
Benfeita
(1)
Bengala Branca
(1)
Benn
(1)
Berlin
(1)
Bertrand
(1)
Bessa
(1)
Bicentenário
(1)
Bilac
(1)
Bioarte
(1)
Birds of America
(1)
Bishop
(1)
Blaga
(1)
Botelho
(1)
Braille
(1)
Brasilia
(1)
Breton
(1)
Brines
(1)
Britiande
(1)
Brito
(1)
Brito e Abreu
(1)
Brochado
(1)
Browning
(1)
Bueno
(1)
Burns
(1)
Buson
(1)
Buñuel
(1)
Bíblia
(1)
CCPE
(1)
CVC
(1)
Cabrita
(1)
Caeiro
(1)
Calderón
(1)
Caminhada
(1)
Campanha
(1)
Campino
(1)
Campion
(1)
Campo
(1)
Canada
(1)
Candidatura
(1)
Caneta
(1)
Canto
(1)
Cardenal
(1)
Cardiff
(1)
Carlos Williams
(1)
Carneiro
(1)
Carson
(1)
Cartas
(1)
Casa Mateus
(1)
Casais Monteiro
(1)
Castro
(1)
Catalão
(1)
Catroli do Carmo
(1)
Causas
(1)
Cavafy
(1)
Cavalcanti
(1)
Cegueira
(1)
Celebração
(1)
Cendrars
(1)
Chagas
(1)
Chandong
(1)
Char
(1)
Chaucer
(1)
Chen-Ch'ing
(1)
Cheng
(1)
Christensen
(1)
Chá
(1)
Claraval
(1)
Clifton
(1)
Cochofel
(1)
Coleridge
(1)
Comboio
(1)
Competição
(1)
Comunidade
(1)
Condenação
(1)
Convenção
(1)
Conversa
(1)
Cordelismo
(1)
Corona
(1)
Correia d'Oliveira
(1)
Correspondência
(1)
Cortesão
(1)
Couto Viana
(1)
Coyolchiuhqui
(1)
Crane
(1)
Criatividade
(1)
Cristina César
(1)
Cros
(1)
Cruzeiro
(1)
Crítico
(1)
Cuetzpaltzin
(1)
Cullen Bryant
(1)
Cupertino de Miranda
(1)
Cátedra
(1)
Césaire
(1)
César
(1)
Da Vinci
(1)
Danças com História
(1)
Dao
(1)
Data
(1)
De Castro
(1)
Delvaux
(1)
Denka
(1)
Descoberta
(1)
Desconhecido
(1)
Design
(1)
Desporto
(1)
Dia Mundial da Árvore
(1)
Dia de Camões
(1)
Dicionário
(1)
Dickinson
(1)
Direito de Autor
(1)
Direitos Humanos
(1)
Discriminação
(1)
Documentário
(1)
Dona Maria
(1)
Donne
(1)
Dramaturgo
(1)
Duarte de Carvalho
(1)
Dublin
(1)
Ducasse
(1)
Durban
(1)
Duro
(1)
Díli
(1)
E-learning
(1)
Edimburgo
(1)
Eduardo Lourenço
(1)
Efrém
(1)
Egipto
(1)
Ehoua
(1)
Eldár
(1)
Eluard
(1)
Eléctrico
(1)
Elísio
(1)
Emerson
(1)
Emigrante
(1)
Emilio Pacheco
(1)
Emílio Pacheco
(1)
Encontro Internacional de Poetas
(1)
Ensaio
(1)
Ensino
(1)
Equador
(1)
Erba
(1)
Escultor
(1)
Escultura
(1)
Eslováquia
(1)
Eslovénia
(1)
Esoterismo
(1)
Espaço
(1)
Espírito Santo
(1)
Esquilo
(1)
Estatística
(1)
Europeana
(1)
Exclusão Social
(1)
Experiências
(1)
Exportação
(1)
Facebook
(1)
Fantástico
(1)
Faraz
(1)
Faria
(1)
Farrokhzad
(1)
Feijó
(1)
Feira
(1)
Felipe
(1)
Felício
(1)
Feminino
(1)
Figueiredo Sobral
(1)
Fim
(1)
Fim de Poetícia
(1)
Fliporto
(1)
Florença
(1)
Floriano Martins
(1)
Formação
(1)
Francês
(1)
Frei
(1)
Freire
(1)
Freixo de Espada à Cinta
(1)
Friol
(1)
Frost
(1)
Frágil
(1)
Fundação
(1)
Fundação Calouste Gulbenkian
(1)
Fundação Inês de Castro
(1)
Futebol
(1)
Fábrica
(1)
Férin
(1)
Fórum
(1)
Galeria
(1)
Galêgo
(1)
Garrett
(1)
Gelman
(1)
Gil
(1)
Godward
(1)
González
(1)
Grade
(1)
Granada
(1)
Gratuito
(1)
Graves
(1)
Graça Moura
(1)
Graça de Abreu
(1)
Grimshaw
(1)
Grã-Bretanha
(1)
Grécia
(1)
Guerra Colonial
(1)
Guimarães
(1)
Guiness
(1)
Guiné-Bissau
(1)
H.D.
(1)
Hadfield
(1)
Haiku
(1)
Heaney
(1)
Henriques
(1)
Heraclito
(1)
Hino de Portugal
(1)
Holanda
(1)
Holub
(1)
Homem de Mello
(1)
Hugo
(1)
Huigen
(1)
Humanidade
(1)
IPLB
(1)
ISPA
(1)
Importação
(1)
Inscrições
(1)
Inés de la Cruz
(1)
Inútil
(1)
Iraque
(1)
Islão
(1)
Istambul
(1)
Jacob
(1)
Jamís
(1)
Jay-Z
(1)
Jordânia
(1)
Jorge
(1)
Jornal de Letras
(1)
Jornalismo
(1)
José Borges
(1)
Joyce
(1)
Kahlo
(1)
Khayyam
(1)
Khonds
(1)
Klopstcock
(1)
Knopfli
(1)
Kobayashi
(1)
Komrij
(1)
Kontrastes
(1)
Kundera
(1)
Kung
(1)
Kwesi Johnson
(1)
La Féria
(1)
Lagos
(1)
Lamartine
(1)
Lamego
(1)
Lasker-Schuler
(1)
Laučik
(1)
Laâbi
(1)
Lei
(1)
Leitor
(1)
Lello
(1)
Lempicka
(1)
Leopardi
(1)
Lermontov
(1)
Letras Eternas
(1)
Lima Freire
(1)
Limaverde
(1)
Lituânia
(1)
Livreiros
(1)
Livro de Bolso
(1)
Llansol
(1)
Lobato Faria
(1)
Logau
(1)
Londres
(1)
Longfellow
(1)
Lopes
(1)
Lopes Mota
(1)
Louis Stevenson
(1)
Loulé
(1)
Luanda
(1)
Lucas
(1)
Lun
(1)
Lusa
(1)
Luxenburgo
(1)
Luz
(1)
Luís Mendonça
(1)
Luís Tavares
(1)
Lêdo Ivo
(1)
MRR
(1)
MacMhuirich
(1)
Macedo
(1)
Machico
(1)
Madrid
(1)
Mafra
(1)
Magaia
(1)
Magritte
(1)
Mallarmé
(1)
Mandelstam
(1)
Manguel
(1)
Manjas
(1)
Manuscrito
(1)
Maputo
(1)
Maratona
(1)
Margarido
(1)
Marginal
(1)
Maria Lisboa
(1)
Martins
(1)
Martí
(1)
Mascarenhas
(1)
Matisse
(1)
Matos e Sá
(1)
Matosinhos
(1)
Mavila
(1)
Mecenato
(1)
Mensagem
(1)
Menéres
(1)
Mercado Livreiro
(1)
Merini
(1)
Millares Sall
(1)
Milosz
(1)
Milton
(1)
Ministério da Cultura
(1)
Mirabai
(1)
Mistral
(1)
Mondrian
(1)
Monroe
(1)
Montecinos
(1)
Montejo
(1)
Moore
(1)
Morrison
(1)
Mota
(1)
Multimédia
(1)
Máquinas de Escrever
(1)
Narek
(1)
Nascimento
(1)
Nave
(1)
Nazaré
(1)
Nejar
(1)
Neto
(1)
Neto Jorge
(1)
Neves
(1)
Nexe
(1)
Noite
(1)
Nova Era
(1)
Nova Yorque
(1)
Nova Zelândia
(1)
Novidade
(1)
Novo
(1)
Nuove Voci
(1)
Náutica
(1)
O'Hara
(1)
ONU
(1)
Obama
(1)
Oeiras
(1)
Olhão
(1)
Onestes
(1)
Opera
(1)
Outono
(1)
Oxford
(1)
PLAV
(1)
Pacheco
(1)
Palavra
(1)
Palavra Ibérica
(1)
Palmela
(1)
Pampano
(1)
Paraná
(1)
Paraty
(1)
Pardal
(1)
Parfums de Lisbonne
(1)
Parménides
(1)
Parque
(1)
Pashtun
(1)
Pasolini
(1)
Passeio
(1)
Passos
(1)
Pasternak
(1)
Patraquim
(1)
Património
(1)
Pavese
(1)
Paz
(1)
Pecora
(1)
Pedro Guisado
(1)
Pedrosa
(1)
Peniche
(1)
Penna
(1)
Pereira Dias
(1)
Personalidades
(1)
Petição
(1)
Pigmeus
(1)
Pignatari
(1)
Pinter
(1)
Pinto do Amaral
(1)
Pires Cabral
(1)
Pitágoras
(1)
Piva
(1)
Pizarnik
(1)
Pluresia
(1)
Poema Visual
(1)
Poesia Experimental
(1)
Poesia Visual
(1)
Poetria
(1)
Poetry Slam
(1)
Poiesis
(1)
Polegatto
(1)
Popa
(1)
Pope
(1)
Portal
(1)
Portalegre
(1)
Portugal Telecom
(1)
Portuguesia
(1)
Postal
(1)
Powell
(1)
Praga
(1)
Presidência
(1)
Primavera
(1)
Projecto
(1)
Prosa
(1)
Prévert
(1)
Psicanálise
(1)
Psicologia
(1)
Pucheu
(1)
Pulquério
(1)
Quadros
(1)
Quasimodo
(1)
Queiroz
(1)
Qunanbayuli
(1)
Rasteiro
(1)
Realismo
(1)
Rebordão Navarro
(1)
Recorde
(1)
Rede Social
(1)
Reflexão
(1)
Rei
(1)
Reid
(1)
Reis
(1)
Reis Pereira
(1)
Relatório
(1)
Religião
(1)
Renoir
(1)
Reportagem
(1)
República
(1)
Resende
(1)
Residência
(1)
Reunião
(1)
Reznikoff
(1)
Ribatejo
(1)
Ribeiro
(1)
Rio Maior
(1)
Rio de Janeiro
(1)
Rios
(1)
Riqueza
(1)
Rita Lopes
(1)
Robbe-Grillet
(1)
Rocha
(1)
Rodrigues
(1)
Rojas
(1)
Rossetti
(1)
Rua
(1)
Rui de Sousa
(1)
Rumi
(1)
Russa
(1)
Rússia
(1)
Sa Du La
(1)
Saba
(1)
Sabrosa
(1)
Salazar Sampaio
(1)
Samba
(1)
Sameiro Barroso
(1)
Sanguineti
(1)
Sant'Anna
(1)
Santo Tirso
(1)
Saraiva
(1)
Sarajlic
(1)
Sartes
(1)
Scott-Heron
(1)
Seixal
(1)
Selene
(1)
Sepé Tiaraju
(1)
Serralves
(1)
Sertã
(1)
Sesc
(1)
Sexo
(1)
Sfinx
(1)
Shang-Yin
(1)
Shibata
(1)
Shiki
(1)
Shiking
(1)
Simões Dias
(1)
Soares de Passos
(1)
Soei
(1)
Solidariedade
(1)
Sousa Santos
(1)
Spoken Word
(1)
Stein
(1)
Stevens
(1)
Suicídio
(1)
Swenson
(1)
Swinburne
(1)
São Brás de Alportel
(1)
São João da Madeira
(1)
São Luis
(1)
São Paulo
(1)
Século XXI
(1)
Sénior
(1)
Sófocles
(1)
Tafdrup
(1)
Talento
(1)
Tao Yuanming
(1)
Tarkovskii
(1)
Teatro Negro
(1)
Tecnologia
(1)
Tejo
(1)
Teleutas
(1)
Televisão
(1)
Telles de Menezes
(1)
Terapia
(1)
Terra
(1)
Terras do Bouro
(1)
Textualino
(1)
Thiruvalluvar
(1)
Tibério
(1)
Timor
(1)
Tizatlan
(1)
Tokyo
(1)
Tordesilhas
(1)
Torneio
(1)
Torres Filho
(1)
Tovar
(1)
Trakl
(1)
Tranströmer
(1)
Tsvetayeva
(1)
Turco
(1)
Tzara
(1)
Tê
(1)
UEP
(1)
UNESCO
(1)
UNICEPE
(1)
Ungaretti
(1)
União
(1)
Urbana
(1)
Valentino
(1)
Valmiki
(1)
Valéry
(1)
Veneza
(1)
Venezuela
(1)
Verlaine
(1)
Vigo
(1)
Vila Franca de Xira
(1)
Vila Nova de Cerveira
(1)
Vila Nova de Foz Côa
(1)
Vila Real de Santo António
(1)
Vilaret
(1)
Villon
(1)
Virgílio
(1)
Virgínio
(1)
Volte-Face
(1)
Voznessenski
(1)
Walser
(1)
Web-Jornal
(1)
Well
(1)
Whittier
(1)
XL
(1)
Xi
(1)
Yesenin
(1)
Yevtushenko
(1)
Yoka
(1)
You
(1)
Yuan
(1)
Zambrano
(1)
Zaratustra
(1)
Zuhyar
(1)
Zunhis
(1)
de la Vega
(1)
von Bingen
(1)
we are more
(1)
Árabe
(1)
Épico
(1)
Índia
(1)

