Eldár!

«A poesia salva.»

Jacques de Coulon, pedagogo suíço, diz que a poesia salva. Os gestores Costa e Silva e Vítor Bento afiançam que liberta.

Escrevia Juan Gelman, o grande poeta argentino, Prémio Cervantes 2007: "Aí está a poesia. De pé contra a morte", porque a poesia salva. Já Carlos Drummond de Andrade, o brasileiro modernista que muito prosou sobre o amor, gostava de afirmar que o seu "divã" era a poesia. Porque a "poesia cura", e agora quem o diz é Jacques de Coulon, filósofo e pedagogo suíço, que lançou os livros "Soyez Poéte de Votre Vie" e "Exercices Pratiques de Poésie-Thérapie" e a quem a revista francesa "Psychologies" dedica um extenso artigo.

Coulon, que recentemente passou por Lisboa para falar sobre a importância da poesia no nosso quotidiano, revela que a magia das palavras pode ter um efeito terapêutico e servir-nos como um veículo prodigioso para entrarmos em contacto com o centro do nosso ser.

António Costa e Silva, professor no Instituto Superior Técnico (IST) e presidente da Partex, uma empresa petrolífera da Fundação Gulbenkian, conta-nos como a poesia o salvou, literalmente, da loucura e da tortura, nos anos em que esteve preso em Luanda. Foi entre 1977 e 1980. Diz Costa e Silva: "No início, quando nem sequer uma cama tinha para me deitar, quanto mais uma caneta ou papel, compunha poemas na minha cabeça que ia memorizando, para mais tarde transcrevê-los para o papel. Depois, quando já podia escrever, o desafio era pôr em papel os poemas que viviam na minha cabeça." Passava horas nisto.

Mais do que um exercício de memória nos anos em que esteve na prisão, António Costa e Silva servia-se da relação com as rimas e o ritmo das frases para revisitar a sua vida. Neste sentido, a poesia e o prazer das palavras foi a aliança que estabeleceu para se orientar no caminho da sobrevivência. Como uma bússola. Essencial e reformadora da sua integridade. "Quem escreve não morre", conclui. A escrita de poemas era uma prática antiga, vinha do tempo da adolescência - nos anos em que descobriu Homero - interrompida mais tarde e retomada nos anos da prisão. Até hoje. "Ensinou-me, sobretudo, a profundidade do silêncio e a não prescindir desse tempo interior", diz o gestor. "São momentos importantíssimos na vida frenética que levo. Escrevo sempre que posso, sobretudo quando viajo."

Para Vítor Bento, presidente da SIBS - empresa que gere o Multibanco - e um dos nomes apontados para suceder a Vítor Constâncio no Banco de Portugal, o que o leva a escrever poesia é, sobretudo, o prazer de brincar com as palavras: "Por ser uma forma de expressão que está para além do significado literal. A prosa poética é uma comoção que nos transcende e que no diz sempre mais do que aquilo do que é escrito", justifica. O líder da SIBS, que também começou a escrever poemas na sua adolescência, apesar de considerar quase embaraçoso falar desta prática por não se considerar um poeta, diz: "Escrever pode ser libertador. As melhores palavras surgem de forma espontânea, mas depois vem o trabalho modelar. Como numa escultura." Esculpir um texto até ganhar a forma e o corpo de um poema. "É um exercício libertador", confessa, mostrando um maço de folhas redigidas com poemas seus. "Escrevo por fases. A minha vida não me permite fazê-lo em contínuo. Neste momento, por exemplo, tenho a cabeça mais ocupada com a economia. Naturalmente, por causa da crise." O gosto pela poesia levou-o a traduzir poemas de Yeats, apenas pelo prazer de desfrutar da poesia do poeta irlandês. De resto, gosta de Sophia, Eugénio de Andrade... e de Pessoa, "claro". Sobretudo de Ricardo Reis. "O mais racional e o mais clássico entre os heterónimos", indica Vítor Bento.

"É inerente à condição artística esse desejo de proximidade com aquilo que é mais profundo no nosso ser", esclarece Maria Antónia Carreira, psicanalista e professora no ISPA, que dedicou a sua tese de doutoramento à poesia de Paul Célan, sobrevivente do Holocausto, e um dos grandes poetas do século XX. "É impossível descrever o ser humano. A nossa vivência e a expressão daquilo que somos é de um outro nível. Neste sentido, a escrita poética é a procura da palavra mais justa para descrever essa vivência emocional." E a poesia salva? Responde-nos a psicanalista: "Para escrever é preciso entrar em contacto, fazê-lo com verdade. Escrever tem um lado restabilizador e organizador do pensamento. Pode ser catártico."

Jacques de Coulon, o filósofo que acredita que a poesia cura, avança com ideias muito simples para quem não escreve: "Escolha um poema que represente, para si, a liberdade, o convite à mudança, ou à viagem. Recite-o em voz alta, enquanto caminha. A cada sílaba faça corresponder um passo. Durante este exercício relaxe as costas, inspire e expire de maneira confortável. Vá repetindo o texto até se sentir embalado e ficar quase hipnotizado pelas palavras."

E já que falamos de poesia, todas as quartas-feiras, ao fim da tarde, Fernando Pinto do Amaral, poeta e comissário do Plano Nacional de Leitura, orienta na livraria Leya um curso de Poesia Contemporânea. Escrever, ler, aprender... Qualquer um pode experimentar. Todos os pretextos são bons para nos pôr em contacto com as palavras dos poetas.

Cortesia de Revista Única do Expresso

8ª edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura Portuguesa

A oitava edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura Portuguesa será disputada por 408 livros de quatro países lusófonos. “Caim”, de José Saramago, “Avenida Paulista”, de João Pereira Coutinho, “Boa noite, Sr. Soares”, de Mário Cláudio, “O meu nome é legião”, “ Que Cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?” de António Lobo Antunes e “Poemas do Brasil” de Maria Teresa Horta são algumas das obras portuguesas inscritas.

Entre os inscritos há 12 livros portugueses (sete romances, três de poesia, um de contos e um de crónicas), dois romances angolanos, um romance moçambicano e 393 obras brasileiras. Entre os portugueses contam-se ainda “Das estações entre portas”, de Joana Ruas e “O Sétimo Selo” de José Rodrigues dos Santos.

Nos brasileiros destacam-se “A Cidade Ilhada” de Milton Hatoum, “As Vozes do Sótão” de Paulo Rodrigues, “Coração Andarilho” de Nélida Piñon, “Estive em Lisboa e lembrei de você”, de Luiz Ruffato, “Leite Derramado” de Chico Buarque, “Miguel e os Demónios” de Lourenço Mutarelli, “O Albatroz Azul” de João Ubaldo Ribeiro, “O Seminarista” de Rubem Fonseca, “Os Espiões” de Fernando Veríssimo e “O Filho da Mãe” de Bernardo Carvalho.

Entre as obras africanas inscritas estão “Barroco Tropical”, de José Eduardo Agualusa, “Avô 19 e o segredo do soviético”, de Ondjaki e “Antes de nascer o mundo”, de Mia Couto (“Jesusalém” é o título do livro em Portugal).

Formado por professores, críticos literários, escritores e pelos comissários do galardão, o júri escolherá os 50 primeiros finalistas, que serão conhecidos no final de Abril.

Em Agosto, os jurados anunciarão os dez finalistas, que disputarão os três principais prémios a 8 de Novembro em São Paulo. O prémio, que no ano passado teve mais de 500 obras inscritas, distinguirá romances, contos, poesias, crónicas, dramaturgias e autobiografias, escritos originalmente em língua portuguesa, com primeira edição no Brasil, entre 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2009. Participam igualmente obras com primeira edição no estrangeiro, entre 1 de janeiro de 2006 e 31 de dezembro de 2009, desde que tenham tido a primeira edição no Brasil em 2009.

Os vencedores receberão prémios de 100 mil reais (41.322 euros), 35 mil reais (14.463 euros) e 15 mil reais (6198 euros), respectivamente para o primeiro, segundo e terceiro classificados.

No ano passado, o escritor brasileiro Nuno Ramos, autor do livro “Ó”, venceu o Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa. Os também autores brasileiros João Gilberto Noll, com “Acenos e Afagos”, e Lourenço Mutarelli, com “A Arte de Produzir Efeito sem Causa”, ficaram em segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Cortesia de O Público

Resposta

Alma: não tiveste um lugar. Assim,
te foste ao reino prometido, e dobras-te
agora em quanta solidão venceste,
impelida num mundo de retorno.

Nem a razão expectante permitiu
o maior pensamento de certezas!
Alma: da terra ao céu o traço fino
da tua directriz — mais não ficou...

Eis a vida — pó cruel, ansiedade
que deu a forma à tua acção perfeita
em sombras de tristeza e dia a dia.

Desvendado segredo! A dor que seja
o fogo, tua lembrança encontrou
nesse vazio a única palavra...

António Salvado

Poema «Manucure» de Mário de Sá-Carneiro em publicação bilingue na Rússia

O poema «Manucure» de Mário de Sá-Carneiro acaba de chegar às livrarias russas numa edição bilingue, tendo a tradução sido realizada por Maria Mazniak, professora de português na Universidade Estatal de São Petersburgo.

O poema é ilustrado por 44 reproduções de quadros de Amadeo de Souza-Cardoso, selecionados pela tradutora para representar visualmente as ideias e sensações dos vários "fragmentos" que constituem o poema, de tal forma que quase temos a sensação de que poeta e pintor trabalharam em conjunto, quando, na verdade, os uniu o olhar perspicaz e sensível de Maria Mazniak.

Esta não é a primeira vez que poemas de Mário de Sá-Carneiro são publicados em língua russa, mas as edições anteriores não se comparam, pela sua envergadura, ao novo livro "O poema Manucure de Mário de Sá-Carneiro no contexto das artes comparadas".

Cortesia de Lusa

IV edição do Prémio Literário José Luís Peixoto

A Câmara Municipal de Ponte de Sôr promove a IV edição deste prémio destinado a jovens até aos 25 anos de idade, de nacionalidade portuguesa ou residentes ou naturais de países de língua oficial portuguesa. Os trabalhos poéticos devem ser entregues até ao próximo dia 30 de Abril.

Regulamento

Encontrada fotografia inédita de Rimbaud


A fotografia inédita (em cima) de Arthur Rimbaud, que mostra o poeta sentado numa varanda do Hotel de l’Univers, em Aden, na Abissínia, foi encontrada por acaso por dois livreiros numa feira de rua de antiguidades. A imagem, a única que existe de boa qualidade mostrando Rimbaud adulto, não está datada, mas os dois livreiros, Jacques Desse e Alban Caussé, acreditam que pode ter sido captada no início de 1880.

A descoberta, que aconteceu há cerca de dois anos, foi um puro acaso. A fotografia, que mostra um grupo de seis homens e uma mulher, fazia parte de um conjunto de imagens de Aden e chamou a atenção de Desse e Caussé por ter escrito na parte de trás Hotel de l’Univers – um dos dois estabelecimentos hoteleiros administrados por franceses na colónia, e precisamente aquele em que Rimbaud estivera instalado em Aden, onde viveu os últimos anos da sua vida, antes de morrer em França, aos 37 anos.

São muito raras as imagens de Rimbaud durante o período em que viveu em África, e em nenhuma é possível distinguir claramente os traços do seu rosto. Na que agora os dois livreiros divulgaram o rosto vê-se nitidamente, os olhos tristes, um pequeno bigode.

Para confirmarem as suspeitas de que poderia tratar-se do poeta, os dois homens pediram a ajuda de Jean-Jacques Lefrère, biógrafo de Rimbaud, que, ao fim de uma investigação, e de comparações com as imagens de adolescência do poeta, confirmou que se trata efectivamente dele.

Cortesia de O Público

Podia dar-se início à pequena odisseia

[...]
Podia dar-se início à pequena odisseia
Do Esteves e ouvir ele ao despertar
Uma suave canção cantada por aquela
Cuja máscara havíeis posto e em que
Ele reconhecia, não a vós, mas a Ophélia,
Um dia sua Musa e hoje tortura. Ergueu
O Esteves de súbito os olhos por sobre
O rebordo dos óculos de ler. Ergueu-os de
O Povo, o jornal e as últimas notícias em cima
De que tinha adormecido, e viu, na
Fronteira entre armação e vidro, aí onde num
Lampejo se celebrara o casamento
Entre o céu e inferno, o mundo desviar-se
Um milímetro, rachar-se uma frincha.
Como se, por mais nítida, a imagem se
Fizesse demasiada para a moldura e dela
Houvesse parcialmente tombado.
Fosse essa greta um precipício, igual
Àquele a cuja beira o anjo caído usurpara
Um céu, e Swedenborg teria embalado
O túmulo a uma nova crença.
Diante dele, os seus escritos jaziam
Como camisas de linho engomado.
[...]

René Huigen

Poeta argentino Juan Gelman em Portugal

O poeta e jornalista argentino, prémio Cervantes 2007, estará esta semana em Portugal, nos dias 14 e 15, para um conjunto de iniciativas agendadas pela Fundação José Saramago.

Juan Gelman dá uma aula aberta na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, esta quarta-feira. A iniciativa faz parte de um conjunto de actividades previstas para a estadia de dois dias do poeta e jornalista argentino em Portugal.

Durante a visita à capital haverá tempo para um encontro com a comunicação social aberto ao público (no Instituto Cervantes, às 12h00 de quarta-feira, dia 14), a aula aberta na FCSH ─ UNL (16h00 do mesmo dia) e ainda um encontro com o embaixador da Argentina e José Saramago na Casa do Alentejo, durante o qual Nuno Júdice lerá poemas de Gelman e Gonçalo Pescada interpretará temas de Astor Piazzolla (dia 15, 18h00).

A vinda de Juan Gelman, prémio Cervantes 2007 e considerado por Jorge Enrique Adoum como «o maior poeta vivo de língua espanhola», foi organizada pela Fundação José Saramago, tendo contado com inúmeras parcerias, entre as quais as instituições já mencionadas, além da Casa da América Latina e a Libros del Zorro Rojo.

Cortesia de Rascunho

País de poetas que não lê poesia

Fernando Pessoa, Herberto Hélder e Manuel Alegre são os poetas que mais livros vendem em Portugal. No país dos poetas, há cada vez menos editoras a apostar na edição de poesia. Aquelas que o fazem dizem que as vendas estão a crescer. Já os livreiros apontam na direcção contrária e afirmam que a poesia se vende pouco. Apesar disto, as caixas de correio das editoras não cessam de se encher com manuscritos de aspirantes a poetas.

Para Vasco David, da Assírio & Alvim, "as vendas de poesia têm aumentado, em parte devido ao tipo de obras que estão a editar-se, nomeadamente as obras completas de autores clássicos".

Já o dono da livraria Poesia Incompleta, um espaço exclusivamente dedicado a este género literário, declara que "passa muitos dias sem vender livro nenhum" e considera que muitas vezes "se lê, se fala ou se compra poesia de forma superficial, porque as pessoas não têm coragem de assumir que não lhes interessa".

Símbolo máximo da elevação da linguagem humana, criadora de experiências intelectuais e estéticas profundas, difícil, aborrecida, bela ou sublime, a poesia é, desde há muito, um género amado ou odiado.

"As coisas só nos interessam como entretenimento; tudo o que foge disso é rejeitado, como é o caso da poesia , we are all now entertainers, como cantavam os Nirvana ", diz Changuito, que também é responsável, há 11 anos, pela dinamização de sessões de leitura de poesia no teatro A Barraca. "É só isso que somos hoje."

Se o volume de obras editadas e vendidas do género ficção tende a aumentar, "a poesia será sempre para franjas da população", diz Vasco David. "Há um boom editorial que não é acompanhado pela poesia, porque a aposta é sempre na vertente mais comercial."

O facto de sermos um país com níveis de literacia muito baixos e com uma educação que "cria pessoas com medo da leitura" não ajuda a que sejamos verdadeiros leitores de poesia", defende Changuito.

Opinião diferente tem o poeta Nuno Júdice, para quem "há uma nova geração muito aberta para a poesia", algo que não se traduz em vendas, "pois a leitura e a troca de poesia faz-se, cada vez mais, na Internet".

Já Jorge Silva Melo, que vai ler poesia de Mário Cesariny na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva (ver caixa), ressalva o facto de em Portugal "ainda haver várias editoras de grande dimensão a apostarem na edição de poesia, algo que noutros países está a deixar de acontecer".

As tiragens de poesia em Portugal "são muito superiores às de Espanha, por exemplo", diz Júdice, que sublinha ainda que "a leitura de poesia não pode ser medida pelas vendas e, em Portugal, a poesia nunca perdeu a sua capacidade de comunicar com os leitores".

O percurso feito pela poesia nos seus movimentos modernista, surrealista, futurista, formalista, entre outros, está ele próprio ligado à forma como o público se aproximou ou afastou deste género literário.

"A poesia formalista assustou as pessoas e é responsável pelo afastamento de muitos leitores", defende Nuno Júdice.

Na opinião do editor da Assírio & Alvim, o crescimento que esta editora tem verificado na venda de poesia prende-se "com um maior esforço de promoção das obras", embora reconheça, tal como o faz o proprietário da livraria Poesia Incompleta, que os autores mais vendidos são os poetas portugueses que pertencem ao cânone, ao passo que os poetas mais jovens têm mais dificuldade em chegar ao público.

Jorge Silva Melo e Nuno Júdice defendem que, neste momento, a música é a forma por excelência da divulgação e da conquista de públicos para a poesia.

"Para que serve, afinal, este Dia Mundial da Poesia?", interroga-se Changuito. "Para debitar mais uns quantos lugares-comuns, porque amanhã tudo continuará igual."

Com lugares-comuns ou "capelinhas onde tantas vezes ancora", a poesia "está inscrita de alguma maneira na vida das pessoas, e as pessoas estão cada vez mais à procura de coisas vivas, à procura de alternativas", conclui Silva Melo.

Cortesia de DN Artes

Faleceu o poeta e dramaturgo Jaime Salazar Sampaio

O poeta e dramaturgo Jaime Salazar Sampaio morreu esta terça-feira, em Lisboa, aos 84 anos, informou a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).

O corpo do escritor está hoje em câmara ardente no edifício 2 da SPA, de onde seguirá o funeral na quinta-feira de manhã para o cemitério do alto de São João, em Lisboa.

Jaime Salazar Sampaio nasceu em Lisboa a 5 de Maio de 1925. Formado em Engenharia, foi nas artes de palco que se distinguiu, tanto na criação como na tradução de dramaturgias estrangeiras, de autores como Samuel Beckett e Harold Pinter.

De acordo com o Centro de Estudos de Teatro, Jaime Salazar Sampaio estreou-se no Teatro Nacional em 1961 com a peça “Pescador à linha”. Em 1969 viu encenada a peça “Os Visigodos”, também pelo Teatro Nacional, e em 1970 “A batalha naval”, pela Casa da Comédia. Só com a mudança de regime, em 1974, é que as suas peças regressam aos palcos.

No total, mais de 60 espectáculos foram produzidos a partir de textos seus, como “Fernando talvez Pessoa” (1983), pelo Teatro Nacional D. Maria II, “O pescador à linha (sem deus nem chefe)” (1998), pelos Artistas Unidos, e “Árvores, verdes árvores” (2008), pelo Teatro Independente de Loures.

Num estudo publicado em 2003, a investigadora Maria João Brilhante refere que Jaime Salazar Sampaio foi influenciado pelo teatro do absurdo e que a sua dramaturgia “constituiu um ato de resistência contra a censura, o que justifica em parte a ambiguidade e o hermetismo dos seus textos de antes da revolução”.

“O seu projecto não era menos político ao denunciar o desconcerto dos valores humanos no seio de uma sociedade burguesa que pactuava com o fascismo, por temer a desordem e a diferença”, defendeu a investigadora do Centro de Estudos de Teatro.

Em 1999 Jaime Salazar Sampaio recebeu o Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores pela obra “Um homem dividido”, em 2005 foi distinguido com a medalha de honra da Sociedade Portuguesa de Autores.

Colaborou durante duas décadas com a SPA, organizando dezenas de sessões do ciclo “Dramaturgia e Prática Teatral”.

Além de teatro, publicou poesia como “Poemas Propostos” (1954) e “Silêncio de um Homem” (1960).

Cortesia de O Público

Alagamares promove 2º Encontro Literário de Sintra

A Associação Cultural Alagamares realiza, dia 14 de Abril pelas 21:00 horas, o 2º Encontro Literário de Sintra com a presença dos escritores Sérgio Luís de Carvalho, Marta Amado, Augusto Carlos e Gonçalo Nuno Neves no Espaço Reflexo, em Sintra (R. Heliodoro Salgado,pedonal). O moderador é o poeta Jorge Telles de Menezes. Os autores falarão das suas obras e autografarão algumas delas.

INFO

Cortesia de Associação Cultural Alagamares

Ankara recebe exposição de Fotografia e Poesia “Dos Tempos de Lisboa”

É inaugurada hoje, dia 12 de Abril, a Exposição de Fotografia e Poesia “Dos Tempos de Lisboa”, da autoria de João Tibério, artista e investigador universitário.

No decorrer da sua visita, João Tibério conhecerá os alunos de língua portuguesa da Universidade de Ancara com os quais terá oportunidade de partilhar a sua experiência.

A Exposição terá lugar na Entrada de Honra da Faculdade de Língua, História e Geografia da Universidade de Ancara entre os dias 12 e 26 de Abril do corrente.

A acompanhar as fotografias do autor estarão em exibição poemas de Alexandre O’Neill, Ruy Belo, Ana Hatherly, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, Luiza Neto Jorge, Al Berto, Casimiro de Brito, António Ramos Rosa, Manuel Alegre, M. Tiago Paixão, entre outros.

Cortesia de IC


Sòzinha no bosque

Sòzinha no bosque
Com meus pensamentos,
Calei as saudades,
Fiz trégua aos tormentos.

Olhei para a lua,
Que as sombras rasgava,
Nas trémulas águas
Seus raios soltava.

Naquela torrente
Que vai despedida
Encontro assustada
A imagem da vida.

Do peito, em que as dores
Já iam cessar,
Revoa a tristeza,
E torno a penar.

Marquesa de Alorna

Jornadas de Poesia em Espanhol

O poeta boliviano Eduardo Mitre será o autor de encerramento em Espanha, na próxima sexta-feira 16 de Abril, na décima segunda edição das Jornadas de Poesia em Espanhol.

O poeta de maior projecção editorial da Bolívia é professor na Universidade de Saint John em Nova York e membro de Número da Academia Boliviana correspondente da Real Academia Espanhola.

Os seus poemas, traduzidos em inglês, francês, italiano e português, distinguem-se por um forte impulso narrativo e desmarcam-se da predominante corrente romântica da poesia para acercar-se à oralidade como fonte de contágio artístico.

Segundo os organizadores, as Jornadas de Poesia em Espanhol celebram-se com caráter anual na comunidade autónoma espanhola da Rioja e constituem um das aproximações mais sólidas à cultura ibero-americana.

As leituras inauguram-se na segunda-feira 12 de abril com a visita do poeta murciano Eloy Sánchez Rosillo, Prémio Nacional da Crítica em 2005 com o livro "La certeza".

Outros autores espanhóis farão parte das Jornadas deste ano, previstas na Casa dos Jornalistas da localidade de Logroño.

Cortesia de Prensa Latina

UNICEPE promove «Noites de Poesia e Música»

A UNICEPE organiza mensalmente as suas noites de poesia e música. Todas as quartas Quartas-feiras de cada mês, das 21h30 às 23h, a proposta é recordar «um dos nossos sempre tão esquecidos poetas, com apresentação do José Alves Silva e acompanhamento musical de amigos da Cooperativa».

No primeiro trimestre, o destaque foi para a poesia de Gomes Leal, Manuel Laranjeira e Augusto Gil. Além da poesia, há sempre momentos musicais. Para 2010, o programa é diversificado e ambicioso.

Abril, dia 28
- José Gomes Ferreira - José Ramalho
Maio, dia 26
- Camilo Pessanha - João Teixeira
Julho, dia 28
- Mário de Sá-Carneiro - Jorge Gomes da Silva
Setembro, dia 22
- Cesário Verde - Ana Ribeiro
Outubro, dia 27
- Jaime Cortesão - Francisco Carvalho
Novembro, dia 24
- José Régio - Fernando Ribeiro

O Quê? Noites de Poesia e Música
Quando? Quarta-Feira, 24 de Fevereiro - 21,30h
Onde? UNICEPE (Praça de Carlos Alberto, 128-A, Porto). Telefone: 222 056 660
Web www.unicepe.com

Cortesia de novoslivros.online

CITAÇÃO - Maharshi Valmiki

Eu curvo-me de novo e de novo ao Sri Rama, aquele que remove (todos) os obstáculos, garante a todos riqueza e agrada a todos.

Poetícia > Marcadores

Notícias (737) Poeta (655) Poesia (414) Eventos (369) Cultura (276) Poema (267) Literatura (200) Livros (158) Prémio (96) Citação (76) Pessoa (57) Brasil (54) BIO (53) CFP (51) Portugal (50) Falecimento (39) Internet (39) Lisboa (39) Arte (34) Português (34) Festival (31) Lançamento (31) Poetícia (29) Teatro (28) Exposição (26) Leitura (26) Concursos (24) IC (24) Pintura (24) Livro Raro (23) Internacional (21) Memória (21) Música (21) Revistas (21) Crónica (20) Europa (20) Feira do Livro (20) Blog (19) Camões (19) Lusofonia (19) Poesia Erótica (19) Ciclo Poetas do Mundo (18) Encontro (18) Autor (16) BN (15) Conferência (15) Cinema (14) Novos Autores (14) Entrevista (13) Livraria (13) Recital (13) Biblioteca (12) Dia Mundial da Poesia (12) Línguas (12) Sintra (12) Antologia (11) Colóquio (11) História (11) Mundo (11) Museu (11) SPA (11) PNET (10) Porto (10) Festa (9) Homenagem (9) Irene Lisboa (9) Itália (9) Andrade (8) Crianças (8) Crítica (8) DN (8) EUA (8) Política (8) Tradução (8) Triplov (8) CCB (7) Ciclo (7) Espanha (7) Espanhol (7) Espólio (7) Alegre (6) Algarve (6) Aniversário (6) António Pina (6) Artigo (6) Belo (6) CNC (6) Educação (6) Escritor (6) Espanca (6) Inédito (6) Liberdade (6) Natal (6) Poe (6) Promoção (6) Russia (6) Shakespeare (6) APEL (5) Angola (5) Botto (5) Breyner Andresen (5) Checa (5) Chile (5) Digital (5) Escrita (5) Estudos (5) Fotografia (5) Helder (5) Infantil (5) JN (5) Leilão (5) Lusiadas (5) Moçambique (5) Novalis (5) Pessanha (5) Plath (5) Quental (5) RTP (5) Torga (5) Um Poema por Semana (5) Vida (5) Whitman (5) África (5) APE (4) Alice Branco (4) Almada (4) Argentina (4) Açores (4) Baudelaire (4) Cabo Verde (4) Cervantes (4) Ciência (4) Coimbra (4) Drummond de Andrade (4) Editora (4) Ernane C. (4) Espectáculo (4) Filipe de Fiuza (4) Filme (4) Filo-café (4) Fonseca (4) Gama (4) Gulbenkian (4) Ibérica (4) Informação (4) Literacia (4) Lourenço (4) Madeira (4) Neruda (4) O'Neill (4) Pais Brandão (4) Pascoaes (4) Ramos Rosa (4) Rimbaud (4) Régio (4) Surrealismo (4) Tavira (4) Teresa Horta (4) Tolentino Mendonça (4) Universidade (4) Actualidade (3) Al Berto (3) Ameríndios (3) América (3) Arruda dos Vinhos (3) Barreiro (3) Barros (3) Borges (3) Byron (3) Carlos de Oliveira (3) Celan (3) Cesariny (3) Coreia (3) Correntes d'Escritas (3) Cursos (3) Dança (3) Debate (3) Dia Mundial do Livro (3) Economia (3) Eliot (3) Escola (3) Especial Poetícia (3) FBP (3) Fado (3) Famalicão (3) Filósofo (3) França (3) Funchal (3) Garcia Lorca (3) Gedeão (3) Goethe (3) Gomes Ferreira (3) Governo (3) Gusmão (3) Hölderlin (3) Japão (3) Jornal (3) Junqueiro (3) Júdice (3) Keats (3) Latinidade (3) Luisa Amaral (3) Mirandês (3) Mourão-Ferreira (3) Natureza (3) Nava (3) Neo-realismo (3) Nerval (3) Nietzsche (3) Nobel (3) Nova Águia (3) Ondina Braga (3) Opinião (3) Palestra (3) Paris (3) Popular (3) Pushkin (3) RAP (3) Rapper (3) Salvado (3) Saramago (3) Silves (3) Silêncio (3) Sociedade (3) Sá-Carneiro (3) Tagore (3) Tamen (3) Tasso (3) Tertúlia (3) Turquia (3) Viagens (3) Vieira (3) Walcott (3) Yeats (3) 2º Aniversário (2) Akhmadulina (2) Alagamares (2) Alentejo (2) Alighieri (2) Almeida (2) Almira Medina (2) Ar livre (2) Ariosto (2) Arquitectura (2) Artaud (2) Avis (2) Azenha (2) Bachmann (2) Bai (2) Baptista (2) Barco (2) Bashô (2) Berardinelli (2) Bienal (2) Blake (2) Bocage (2) Bolsas (2) Brecht (2) Bugalho (2) CPLP (2) Cacela Velha (2) Café (2) Caldas da Rainha (2) Campos (2) Cancioneiro (2) Cannes (2) Capital (2) Carlos Cortez (2) Carnaval (2) Carvalho (2) Casa (2) Cascais (2) Castelo Branco (2) China (2) Cidadania (2) Cidade (2) Concreto (2) Congresso (2) Conto (2) Correia (2) Costa (2) Crise (2) Cruz (2) Cruz e Silva (2) Cuba (2) Culturest (2) Cummings (2) Daniel (2) Darwich (2) Deus (2) Divulgação (2) Diónisos (2) Echevarría (2) Falero (2) Freitas (2) Fu (2) Futurismo (2) Gancho (2) Garcias (2) Gomes (2) Google (2) Gotemburgo (2) Guarda (2) Gullar (2) Hatherly (2) Herculano (2) Hikmet (2) Hip-Hop (2) Homero (2) Hughes (2) Humor (2) Ideias (2) Imagem (2) Inauguração (2) Inglaterra (2) Inovação (2) Jacinto (2) Jazz (2) John-Perse (2) José Forte (2) Jovem (2) Juyi (2) Kipling (2) Klimt (2) Lacerda (2) Lautreamont (2) Leal (2) Letras (2) Leya (2) Lima (2) Maiakovski (2) Manifesto (2) Mar (2) Margarit (2) Mediterranea (2) Momento (2) Montale (2) Moraes (2) Mostra (2) Mulher (2) Musset (2) Negreiros (2) Nemésio (2) Nobre (2) Oriente (2) Osório (2) Ovar (2) Ovídio (2) PEN (2) Petrarca (2) Piaget (2) Picasso (2) Pindaro (2) Pitta (2) Pobreza (2) Pound (2) Póvoa do Varzim (2) Qatrân (2) Quintana (2) Revolução (2) Rilke (2) Robô (2) Rock (2) Russo (2) Safo (2) Santos (2) Sarau (2) Seferis (2) Seminário (2) Sena (2) Setúbal (2) Shan (2) Shelley (2) Silva Carvalho (2) Szymborska (2) São Tomé e Principe (2) Tennyson (2) Thomas (2) Turismo (2) USA (2) Ubarana (2) Verde (2) Video (2) Wordsworth (2) Workshop (2) Zhi (2) Zimbabue (2) África do Sul (2) 1870 (1) 2012 (1) A Trama (1) ABL (1) ACAPO (1) ACAT (1) Abril (1) Academia (1) Acordo Ortográfico (1) Adoum (1) Agamben (1) Agricultura (1) Aguiar e Silva (1) Aigner (1) Akhmátova (1) Al-Mu'tamid (1) Alain Bosquet (1) Alba (1) Aleixo (1) Alemanha (1) Almedina (1) Almeida e Sousa (1) Alorna (1) Alquímia (1) Alves (1) Alves Redol (1) Alzheimer (1) Ambiente (1) Amesterdão (1) Amichai (1) Amnistia Internacional (1) Amor (1) Amália (1) América Latina (1) Anjos (1) Ankara (1) Ano Novo (1) Anónimo (1) Ap Gwilym (1) Apollinaire (1) Apostas (1) Argumento (1) Ariadna (1) Arquíloco (1) Artista (1) Associação Âncora (1) Ateliê (1) Auden (1) Avelar (1) Aventura (1) Award (1) Azevedo (1) BB (1) BD (1) Baba (1) Bacelar (1) Baena (1) Balear (1) Banco de Livros (1) Bandeira (1) Barcelona (1) Barnes and Noble (1) Bebés (1) Behbahani (1) Beira (1) Belgrado (1) Bellman (1) Bem-vindo (1) Benavente (1) Benedeit (1) Benedetti (1) Benfeita (1) Bengala Branca (1) Benn (1) Berlin (1) Bertrand (1) Bessa (1) Bicentenário (1) Bilac (1) Bioarte (1) Birds of America (1) Bishop (1) Blaga (1) Botelho (1) Braille (1) Brasilia (1) Breton (1) Brines (1) Britiande (1) Brito (1) Brito e Abreu (1) Brochado (1) Browning (1) Bueno (1) Burns (1) Buson (1) Buñuel (1) Bíblia (1) CCPE (1) CVC (1) Cabrita (1) Caeiro (1) Calderón (1) Caminhada (1) Campanha (1) Campino (1) Campion (1) Campo (1) Canada (1) Candidatura (1) Caneta (1) Canto (1) Cardenal (1) Cardiff (1) Carlos Williams (1) Carneiro (1) Carson (1) Cartas (1) Casa Mateus (1) Casais Monteiro (1) Castro (1) Catalão (1) Catroli do Carmo (1) Causas (1) Cavafy (1) Cavalcanti (1) Cegueira (1) Celebração (1) Cendrars (1) Chagas (1) Chandong (1) Char (1) Chaucer (1) Chen-Ch'ing (1) Cheng (1) Christensen (1) Chá (1) Claraval (1) Clifton (1) Cochofel (1) Coleridge (1) Comboio (1) Competição (1) Comunidade (1) Condenação (1) Convenção (1) Conversa (1) Cordelismo (1) Corona (1) Correia d'Oliveira (1) Correspondência (1) Cortesão (1) Couto Viana (1) Coyolchiuhqui (1) Crane (1) Criatividade (1) Cristina César (1) Cros (1) Cruzeiro (1) Crítico (1) Cuetzpaltzin (1) Cullen Bryant (1) Cupertino de Miranda (1) Cátedra (1) Césaire (1) César (1) Da Vinci (1) Danças com História (1) Dao (1) Data (1) De Castro (1) Delvaux (1) Denka (1) Descoberta (1) Desconhecido (1) Design (1) Desporto (1) Dia Mundial da Árvore (1) Dia de Camões (1) Dicionário (1) Dickinson (1) Direito de Autor (1) Direitos Humanos (1) Discriminação (1) Documentário (1) Dona Maria (1) Donne (1) Dramaturgo (1) Duarte de Carvalho (1) Dublin (1) Ducasse (1) Durban (1) Duro (1) Díli (1) E-learning (1) Edimburgo (1) Eduardo Lourenço (1) Efrém (1) Egipto (1) Ehoua (1) Eldár (1) Eluard (1) Eléctrico (1) Elísio (1) Emerson (1) Emigrante (1) Emilio Pacheco (1) Emílio Pacheco (1) Encontro Internacional de Poetas (1) Ensaio (1) Ensino (1) Equador (1) Erba (1) Escultor (1) Escultura (1) Eslováquia (1) Eslovénia (1) Esoterismo (1) Espaço (1) Espírito Santo (1) Esquilo (1) Estatística (1) Europeana (1) Exclusão Social (1) Experiências (1) Exportação (1) Facebook (1) Fantástico (1) Faraz (1) Faria (1) Farrokhzad (1) Feijó (1) Feira (1) Felipe (1) Felício (1) Feminino (1) Figueiredo Sobral (1) Fim (1) Fim de Poetícia (1) Fliporto (1) Florença (1) Floriano Martins (1) Formação (1) Francês (1) Frei (1) Freire (1) Freixo de Espada à Cinta (1) Friol (1) Frost (1) Frágil (1) Fundação (1) Fundação Calouste Gulbenkian (1) Fundação Inês de Castro (1) Futebol (1) Fábrica (1) Férin (1) Fórum (1) Galeria (1) Galêgo (1) Garrett (1) Gelman (1) Gil (1) Godward (1) González (1) Grade (1) Granada (1) Gratuito (1) Graves (1) Graça Moura (1) Graça de Abreu (1) Grimshaw (1) Grã-Bretanha (1) Grécia (1) Guerra Colonial (1) Guimarães (1) Guiness (1) Guiné-Bissau (1) H.D. (1) Hadfield (1) Haiku (1) Heaney (1) Henriques (1) Heraclito (1) Hino de Portugal (1) Holanda (1) Holub (1) Homem de Mello (1) Hugo (1) Huigen (1) Humanidade (1) IPLB (1) ISPA (1) Importação (1) Inscrições (1) Inés de la Cruz (1) Inútil (1) Iraque (1) Islão (1) Istambul (1) Jacob (1) Jamís (1) Jay-Z (1) Jordânia (1) Jorge (1) Jornal de Letras (1) Jornalismo (1) José Borges (1) Joyce (1) Kahlo (1) Khayyam (1) Khonds (1) Klopstcock (1) Knopfli (1) Kobayashi (1) Komrij (1) Kontrastes (1) Kundera (1) Kung (1) Kwesi Johnson (1) La Féria (1) Lagos (1) Lamartine (1) Lamego (1) Lasker-Schuler (1) Laučik (1) Laâbi (1) Lei (1) Leitor (1) Lello (1) Lempicka (1) Leopardi (1) Lermontov (1) Letras Eternas (1) Lima Freire (1) Limaverde (1) Lituânia (1) Livreiros (1) Livro de Bolso (1) Llansol (1) Lobato Faria (1) Logau (1) Londres (1) Longfellow (1) Lopes (1) Lopes Mota (1) Louis Stevenson (1) Loulé (1) Luanda (1) Lucas (1) Lun (1) Lusa (1) Luxenburgo (1) Luz (1) Luís Mendonça (1) Luís Tavares (1) Lêdo Ivo (1) MRR (1) MacMhuirich (1) Macedo (1) Machico (1) Madrid (1) Mafra (1) Magaia (1) Magritte (1) Mallarmé (1) Mandelstam (1) Manguel (1) Manjas (1) Manuscrito (1) Maputo (1) Maratona (1) Margarido (1) Marginal (1) Maria Lisboa (1) Martins (1) Martí (1) Mascarenhas (1) Matisse (1) Matos e Sá (1) Matosinhos (1) Mavila (1) Mecenato (1) Mensagem (1) Menéres (1) Mercado Livreiro (1) Merini (1) Millares Sall (1) Milosz (1) Milton (1) Ministério da Cultura (1) Mirabai (1) Mistral (1) Mondrian (1) Monroe (1) Montecinos (1) Montejo (1) Moore (1) Morrison (1) Mota (1) Multimédia (1) Máquinas de Escrever (1) Narek (1) Nascimento (1) Nave (1) Nazaré (1) Nejar (1) Neto (1) Neto Jorge (1) Neves (1) Nexe (1) Noite (1) Nova Era (1) Nova Yorque (1) Nova Zelândia (1) Novidade (1) Novo (1) Nuove Voci (1) Náutica (1) O'Hara (1) ONU (1) Obama (1) Oeiras (1) Olhão (1) Onestes (1) Opera (1) Outono (1) Oxford (1) PLAV (1) Pacheco (1) Palavra (1) Palavra Ibérica (1) Palmela (1) Pampano (1) Paraná (1) Paraty (1) Pardal (1) Parfums de Lisbonne (1) Parménides (1) Parque (1) Pashtun (1) Pasolini (1) Passeio (1) Passos (1) Pasternak (1) Patraquim (1) Património (1) Pavese (1) Paz (1) Pecora (1) Pedro Guisado (1) Pedrosa (1) Peniche (1) Penna (1) Pereira Dias (1) Personalidades (1) Petição (1) Pigmeus (1) Pignatari (1) Pinter (1) Pinto do Amaral (1) Pires Cabral (1) Pitágoras (1) Piva (1) Pizarnik (1) Pluresia (1) Poema Visual (1) Poesia Experimental (1) Poesia Visual (1) Poetria (1) Poetry Slam (1) Poiesis (1) Polegatto (1) Popa (1) Pope (1) Portal (1) Portalegre (1) Portugal Telecom (1) Portuguesia (1) Postal (1) Powell (1) Praga (1) Presidência (1) Primavera (1) Projecto (1) Prosa (1) Prévert (1) Psicanálise (1) Psicologia (1) Pucheu (1) Pulquério (1) Quadros (1) Quasimodo (1) Queiroz (1) Qunanbayuli (1) Rasteiro (1) Realismo (1) Rebordão Navarro (1) Recorde (1) Rede Social (1) Reflexão (1) Rei (1) Reid (1) Reis (1) Reis Pereira (1) Relatório (1) Religião (1) Renoir (1) Reportagem (1) República (1) Resende (1) Residência (1) Reunião (1) Reznikoff (1) Ribatejo (1) Ribeiro (1) Rio Maior (1) Rio de Janeiro (1) Rios (1) Riqueza (1) Rita Lopes (1) Robbe-Grillet (1) Rocha (1) Rodrigues (1) Rojas (1) Rossetti (1) Rua (1) Rui de Sousa (1) Rumi (1) Russa (1) Rússia (1) Sa Du La (1) Saba (1) Sabrosa (1) Salazar Sampaio (1) Samba (1) Sameiro Barroso (1) Sanguineti (1) Sant'Anna (1) Santo Tirso (1) Saraiva (1) Sarajlic (1) Sartes (1) Scott-Heron (1) Seixal (1) Selene (1) Sepé Tiaraju (1) Serralves (1) Sertã (1) Sesc (1) Sexo (1) Sfinx (1) Shang-Yin (1) Shibata (1) Shiki (1) Shiking (1) Simões Dias (1) Soares de Passos (1) Soei (1) Solidariedade (1) Sousa Santos (1) Spoken Word (1) Stein (1) Stevens (1) Suicídio (1) Swenson (1) Swinburne (1) São Brás de Alportel (1) São João da Madeira (1) São Luis (1) São Paulo (1) Século XXI (1) Sénior (1) Sófocles (1) Tafdrup (1) Talento (1) Tao Yuanming (1) Tarkovskii (1) Teatro Negro (1) Tecnologia (1) Tejo (1) Teleutas (1) Televisão (1) Telles de Menezes (1) Terapia (1) Terra (1) Terras do Bouro (1) Textualino (1) Thiruvalluvar (1) Tibério (1) Timor (1) Tizatlan (1) Tokyo (1) Tordesilhas (1) Torneio (1) Torres Filho (1) Tovar (1) Trakl (1) Tranströmer (1) Tsvetayeva (1) Turco (1) Tzara (1) (1) UEP (1) UNESCO (1) UNICEPE (1) Ungaretti (1) União (1) Urbana (1) Valentino (1) Valmiki (1) Valéry (1) Veneza (1) Venezuela (1) Verlaine (1) Vigo (1) Vila Franca de Xira (1) Vila Nova de Cerveira (1) Vila Nova de Foz Côa (1) Vila Real de Santo António (1) Vilaret (1) Villon (1) Virgílio (1) Virgínio (1) Volte-Face (1) Voznessenski (1) Walser (1) Web-Jornal (1) Well (1) Whittier (1) XL (1) Xi (1) Yesenin (1) Yevtushenko (1) Yoka (1) You (1) Yuan (1) Zambrano (1) Zaratustra (1) Zuhyar (1) Zunhis (1) de la Vega (1) von Bingen (1) we are more (1) Árabe (1) Épico (1) Índia (1)