BIO - William Blake


William Blake foi um artista, místico e poeta inglês autor de Canções de Inocência (1789): uma colecção de poesia escrita do ponto de vista da criança, de assombro inocente e espontaneidade em cenários naturais que inclui O Menino Perdido, O Menino Encontrado e O Cordeiro; Canções de Experiência (1794): contém muitos poemas em resposta a uns das Canções de Inocência, sugerindo contrastes irónicos como a criança amadurece e aprende de tais conceitos como o medo e a inveja, por exemplo, para o poema O Cordeiro está o poema O Tigre. Edições posteriores reuniram Inocência e Experiência apenas num volume.


Como amigo de Mary Wollstonecraft Shelley, Percy Bysshe Shelley e Thomas Paine, Blake esteve entre o círculo literário intelectual de Londres, embora tenha sido frequentemente considerado um excêntrico ou pior, um louco. Os seus trabalhos não ganharam muita aclamação nem êxito comercial até muito depois da sua morte. Embora tivesse tido vários patronos durante a sua vida e produzido trabalhos volumosos, quase sempre viveu em pobreza abjecta.


É bastante difícil classificar o conteúdo dos trabalhos de Blake num género, decisivamente influenciou os poetas românticos recorrendo a temas como o bem e mal, o céu e o inferno, o conhecimento e a inocência e a realidade externa contra a interior. Estando contra as convenções comuns do tempo, Blake acreditou na igualdade sexual e racial e na justiça para todos, rejeitando os ensinamentos do Testamento Velho em favor do Novo, e detestando quaisquer formas de opressão.


Como artista, Blake admirou e estudou os trabalhos de Raphael, Heemskerk, Dürer, e Michelangelo, que tornar-se-iam influências importantes às ilustrações que fantásticas e às vezes apocalípticas que criou para o próprios escritos e outros. Blake desenvolveu criaturas míticas inspiradas pelas mitologias grega e romana que incluem Los, que representa a imaginação poética, Albion, que representa Inglaterra, e Orc, que encarna a rebeldia juvenil. Enquanto Blake viveu a maior parte da sua vida em Londres, incitou um impacto profundo em futuros poetas artistas, escritores e músicos de todo o mundo.


William Blake nasceu no dia 28 de Novembro, 1757, em Londres, Inglaterra, sendo o terceiro filho de Catherine née Wright (1723–1792) e James Blake (c.1723–1784) um hosier e haberdasher na Rua Broad na Praça Dourada, Soho. O jovem William tinha inclinação para visões fantásticas, incluindo as visões de Deus e anjos numa árvore. Mais tarde, viria a reivindicar que teve conversas regulares com o seu falecido irmão Robert. Desde cedo que o mundo imaginativo de Blake seria uma motivação superior para toda a sua vida. Notando algo especial no seu filho, os pais Catherina e James ajudaram e encorajaram entusiasticamente a sua criatividade artística e assim começou a sua educação e desenvolvimento como um artista.


Blake desde o início havera mostrado interesse e aptidão para desenhar, até que, aos dez anos de idade entrou na Escola de Desenho Henry Pars'. Depois, aos catorze anos de idade, Blake começou um período de aprendizagem de sete anos com o gravador James Basire, o gravador oficial da Sociedade de Antiquários. Da sua tumultuosa loja na Rua Rainha, Blake aprendeu todas as ferramentas do comércio que tornar-se-iam a sua fonte principal de rendimento. Ele era frequentemente enviado para criar esboços e desenhos de estátuas, pinturas, e monumentos incluindo os que foram encontrados em igrejas como na da Westminster. O estudo intenso de arte Gótica e arquitetura apelou à sua sensibilidade estética fazendo desenvolver uma paixão pelo medieval. Ele também encontrou numerosas figuras do círculo intelectual de Londres durante este período. Pouco tempo depois de ter frequentado a Academia Real sob o Senhor Joshua Reynolds desistiu por achar a atmosfera intelectual demasiada restritiva ao florescer do seu lado artístico. Em 1780 obteve emprego como gravador com o editor Joseph Johnson.


Em 1782 Blake casou com Catherine Sophia Boucher (1762-1831). Apesar de não terem filhos, viveram um casamento feliz e Blake ensinou Catherine a ler e a escrever. Eram um casal dedicado e trabalharam juntos em muitas das publicações de Blake. A sua primeira colecção Esboços Poéticos surge em 1783. Enquanto Blake estava ocupado com as comissões, também empreendeu a tarefa de criar as gravuras que ilustrariam a sua própria poesia, gravuras que ele próprio tratou de imprimir. Experimentou um método inovador imprimir imagens e texto no mesmo prato. As suas ilustrações altamente detalhadas frequentemente exibiam partes da anatomia humana ou criaturas fantasticamente imaginativas limitadas por várias formas naturais. Muitas vezes focando temas difícies e metafóricos, as suas personagens incorporando inspiração e criatividade batalham contra as forças opressivas da lei e da religião. Empregou técnicas para margens decorativas e imagens pintadas à mão, ou imprimidas com a cor já na madeira ou em prato de cobre, a tinta de que ele próprio misturou. Esta dedicação artesanal e detalhada faz com que cada volume não seja igual e nenhum dos seus trabalhos seja semelhante. Blake também ilustrou trabalhos para outros escritores e poetas incluindo Histórias Originais da Vida Real de Mary Wollstonecraft Shelley (1788).


O Livro de Thel (1789), um dos primeiros poemas de narrativa longa de Blake, foi seguido pelo primeiro dos seus trabalhos proféticos, O Casamento entre o Céu e o Inferno (c.1793). Outros trabalhos terminaram por volta desta data foram América: Uma Profecia (1793), Europa: Uma Profecia (1794), Visões das Filhas de Albion (1793) e O Livro de Urizen (1794).


Em 1800, o casal Blake mudou-se para Felpham em Sussex onde William foi encarregado de ilustrar os trabalhos do então seu patrono, o poeta William Hayley. Em 1803 Blake foi acusado de sedição depois uma confrontação violenta com soldado John Scolfield em que Blake proferiu afirmações infames contra o Rei. Foi mais tarde foi absolvido. Em 1805 começou a sua série de ilustrações para o Livro de Revelações e várias outras publicações incluindo Contos de Canterbury do Século Catorze de Geoffrey Chaucer, Virgil de Robert John Thornton e Paraíso Perdido de John Milton. Jerusalém: A Emanação do Gigante Albion (c.1820) foi a iluminura mais longa de Blake.


Em 1821, o casal Blake mudou-se para um alojamento em Fountain Court, Strand. Aí Blake acaba os seus trabalhos no Livro de Job em 1825, patrocinados pelo seu último patrono John Linnell. No ano seguinte começou uma série de águarelas para a Comédia Divina de Dante Alighieri, sobre as quais trabalhou até ao dia da sua morte. William Blake morreu em casa no dia 12 de agosto, 1827. Incapaz de pagar o enterro, Linnell emprestou dinheiro a Catherine. Blake foi sepultado sem qualquer designação fúnebre nos Campos Não-conformistas de Bunhill em Londres onde Catherine foi sepultada quatro anos mais tarde entre outras figuras notáveis de discórdia como Daniel Defoe e John Bunyan. Actualmente, existe uma pedra sepulcral com desígnios que fica perto de onde o casal Blake jaz. Em 1957 um monumento a Blake e sua esposa foi erguido no Canto do Poeta na Abadia de Westminster em Londres.

Falo do Amor

Falo do Amor - a Loucura, regresso a um pré-tempo - talvez aonde menos se esperava (de real que não houve tempo para escolher a Idade - em que Idade estamos?), onde menos se esperava pois não lhes era dado preservarem-se tal como eram ou do que fosse sem que isso lhes não destruísse as possibilidades de uma certa preparação íntima que continuará e será enriquecida ou mutilada, mas sempre irremediavelmente ligada ao que se quiser ou não quiser ser. A Poesia: Realidade Liberta - que de novo se fica só, abandonado e de novo se é a noite! OURO VERMELHO AZUL, PRETO.

António Maria Lisboa

CITAÇÃO - Francesco Petrarca

Coisa bela e mortal passa e não dura.

33 Poesias


Vladimir Maiakovski (1893-1930) demonstrou um interesse precoce pela pintura, mas foram os seus talentos para a linguagem e para o drama que acabaram por prevalecer. Associou-se aos futuristas russos rejeitando os géneros e as formas literárias tradicionais como expressões ultrapassadas e irrelevantes face à vida moderna. Criou um novo estilo para expressar as características específicas do século XX: os conflitos sociais, a mecanização, o ritmo da vida nas cidades. A presente selecção reúne 33 dos seus textos poéticos mais curtos, dispersos entre 1912, ano que o autor balizou como de arranque da sua actividade literária, embora tenha escrito e publicado antes, em 1930, ano do seu suicídio, com um tiro de pistola. Formam, no seu conjunto, uma excelente introdução à obra do poeta vanguardista que escreveu: “Exibirei a série de cores da minha imaginação como a cauda de um pavão, / entregarei a minha alma a um enxame de rimas desconhecidas”.

1º Simpósio de Educação à Distância dos Países de Língua Oficial Portuguesa

O 1º Simpósio de Educação à Distância dos Países de Língua Oficial Portuguesa organizado com o apoio do Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) acolherá conferências, painéis, workshops e exposições nos dias 30 e 31 de Outubro de 2008 na Fundação Calouste Gulbenkian.

Informações Úteis:

Universidade Aberta - 213 916 332 ; 969 053 669 ; deniseh@univ-ab.pt

Tormento de Deus

Deus disse: "Se tal vos repugna,
não acrediteis em mim,
mas ficaria feliz
se encontrásseis algum encanto
num ou noutro ser da minha lavra:
o búzio, onde dorme a música,
o plátano, que cresce para lá das estrelas,
o mar, que diz cem vezes: "Eu sou o mar."

Sinto-me muito humilde:
"o meu universo não é mais belo
do que um poema perdido."

Alain Bosquet

Faleceu o poeta mais popular do Paquistão

O escritor paquistanês Ahmed Faraz, considerado um dos mais importantes poetas modernos em língua urdu e conhecido pelas suas críticas ao autoritarismo, faleceu segunda-feira à noite em Islamabad, aos 77 anos.

Faraz sofria de problemas renais e encontrava-se hospitalizado em estado crítico na capital paquistanesa desde que regressou dos Estados Unidos no mês passado.

Amigos, escritores, personalidades do mundo da cultura e da política estiveram ontem no enterro de Faraz em Islamabad, segundo informou o poeta Sarmad Sehbai.

"Era, sem dúvida, o poeta mais popular deste país. Com um grande sentido de humor e um imenso amor à vida", disse o seu amigo e escritor.

Faraz nasceu em 14 de Janeiro de 1931 em Nowshera, na Província da Fronteira do Noroeste (NWFP), então parte do Raj britânico da Índia.

Apesar de pertencer à etnia pastune, escreveu toda a sua obra em urdu, "a língua nacional do Paquistão a que dedicou toda a sua paixão", recordou ainda o seu amigo poeta.

As suas metáforas românticas tradicionais tinham uma excelente adaptação ao contexto moderno e contemporâneo", explicou Sehabai, segundo o qual Faraz foi uma das figuras mais destacadas no cenário lírico paquistanês desde a criação do país em 1947.

Faraz era também conhecido por ser uma voz favorável ao progresso e à mudança, atitude contestatária que o forçou ao exílio durante o regime do general Zia-ul-Haq (1977-1988).

Em 2004 recebeu o prestigioso galardão nacional Hilal-i-Imtiaz em reconhecimento da sua longa carreira poética, mas dois anos depois devolveu-o para marcar a sua condenação da política do ex-presidente Pervez Musharraf, então também comandante do exército.

"A minha consciência - disse na altura - não me perdoará se eu permanecer como um espectador silencioso ante os tristes acontecimentos à nossa volta. No mínimo, tenho de fazer saber à ditadura como a vêem os olhos dos cidadãos, cujos direitos fundamentais foram usurpados".

Faraz trabalhou na rádio estatal e foi presidente da Academia das Letras do Paquistão e da Fundação Nacional do Livro.

Cortesia de JN

O Poema em Hexâmetros de Parménides

As éguas, que me transportam, tão longe quanto o meu coração alguma vez podia almejar, rapidamente me conduziram, depois de me terem levado e colocado no afamado caminho do deus, que conduz o homem sabedor por todas as cidades. Por esta estrada fui eu levado, por este caminho os sensatos animais me transportaram, puxando o carro, e donzelas me guiavam. E o eixo, levado ao rubro, nos cubos soltava o silvo de uma siringe, pois de ambos os lados com força era impelido pelas duas bem torneadas rodas, enquanto as filhas do Sol se apressavam por levar-me para a luz, depois de abandonarem a morada da Noite e de com suas mãos terem retirado os véus da cabeça.

Aí se encontraram os portões dos caminhos da Noite e do Dia, encimados por um lintel e com pétrea soleira. Eles mesmos, bem altos no ar, são fechados por grandes batentes, e a Justiça vingadora empunha os ferrolhos alternados. A ela seduziram as donzelas com brandas palavras e habilmente a persuadiram a retirar rapidamente a tranca aferrolhada dos portões. E, ao escancararem-se, fazendo, cada um por sua vez, girar nas chumaceiras os gonzos de bronze, ajustados com pregos e cavilhas, mostraram um abismo hiante, na moldura da porta. Directamente, através deles, no amplo caminho, as donzelas guiaram os cavalos e o carro.

E a deusa acolheu-me afavelmente, tomou-me a dextra na sua e dirigiu-me com estas palavras: «Ó jovem, tu que vieste à minha morada na companhia das aurigas imortais, com corcéis que te transportam, salve. Não foi má sorte que te impeliu a percorrer este caminho – pois bem longe ele fica do trilho dos homens –, mas o Direito e a Justiça. Convém que tudo aprendas, tanto o ânimo inabalável da rotunda verdade, como as opiniões dos mortais em que não há verdadeira confiança. Todavia aprenderás isto também, como aquilo quem se acredita deve sê-lo sem qualquer dúvida, fazendo passar todas as coisas através de tudo».


Parménides

Ler Linguagens

"Toda a Arte é imoral", como disse Oscar Wilde? Ou será uma "amante ciumenta" como afirmou Ralph Waldo Emerson? Exigirá a "supressão do eu" como escreveu melancolicamente Henry James? Ou fará desaparecer tudo o que é desagradável, por estabelecer "a relação perfeita entre a verdade e a beleza", na opinião optimista do poeta John Keats?Uma vez que escrever é uma Arte e que outras artes são atravessadas pela Literatura, o que acontecerá com esta auspiciosa fusão? Ao longo da leitura destas obras tentaremos descobrir a forma como, tanto através da escrita como através da pintura ou do desenho, os artistas nos "contam histórias", oferecendo pistas, enigmas e ilusão, à medida que se desvendam a si próprios e nos facultam a chave para a compreensão da sua arte e do seu tempo.Com Wilde exploraremos o poder da representação narcísica (Dorian Gray passou a ser nome de síndrome) e com Joyce a mestria de um exercício de auto-‑conhecimento. Com Agustina, Frayan e Chevalier exploraremos a época de ouro da pintura flamenga dos séculos XVI e XVII. Breugel e o seu dramático tempo, quando os Países Baixos lutavam contra a coroa espanhola, é o centro do delirante livro de Frayan, enquanto Rembrandt é o de Agustina e Vermeer o de Tracy Chevalier. Quanto à obra de Byatt, embora trate essencialmente da articulação da poesia vitoriana, está indissoluvelmente ligada ao movimento pré-rafaelita de (entre outros) Dante Gabriel Rossetti. As "pontes" – mas também as cisões – entre a linguagem literária e a linguagem pictórica serão o pretexto para as nossas leituras. Helena Vasconcelos é a animadora do projecto.

24 Setembro - O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde, Ed. Dom Quixote
8 Outubro - A Ronda da Noite de Agustina Bessa-Luís, Guimarães Editores
29 Outubro - Retrato do Artista Quando Jovem de James Joyce, Ed. Difel
12 Novembro - Golpe de Mestre de Michael Frayan, Ed. Asa
26 Novembro - Possessão de Antonia S. Byatt, Sextante Editora
10 Dezembro - Rapariga com Brinco de Pérola de Tracy Chevalier, Ed. Quetzal

Inscrições até 19 de Setembro (limite de 40 pessoas) na bilheteira da Culturgest, pelo telefone 21 7905155 , pelo fax 21 7905154 ou pelo e-mail culturgest.bilheteira@cgd.pt.
Informações 21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt

Museu da Poesia

O Museu da Poesia inaugurou no dia 19 de Julho de 2008 o seu sítio na Internet, no endereço www.museudapoesia.com. Aí, pode encontrar diversas propostas, no âmbito da literatura poética, enviar e ler os poemas dos visitantes do sítio, conhecer eventos, espectáculos e recitais de poesia de autores de língua portuguesa, inscrever-se em Workshops de "Arte de Dizer" e "Escrita Poética", além de poder ouvir alguns poemas, na voz do diseur Nuno Miguel Henriques.

O Museu da Poesia, possui serviços educativos, com várias propostas pedagógicas inovadoras e criativas, para estudantes do ensino entre o 6º e o 12º ano e Universidades da Terceira Idade, descentralizadas geograficamente. O Museu da Poesia, pretende homenagear e prestigiar, todos aqueles que, de algum modo, contribuíram para a lírica e a poética na literatura escrita, oral e multimédia. O Museu da Poesia, é hoje uma realidade, fruto do somatório de vivências e experiências, que esperam materializar-se num curto espaço de tempo. Portugal é um País de Poetas. Todos os Portugueses são Poetas. O Museu da poesia é de todos nós./ Gabinete de Comunicação

geral@museudapoesia.com
www.museudapoesia.com
Linha Azul: 808 201 613

Apoio de Poetícia.

[O Engenheiro bêbado - às vezes metaforicamente]

Ai, Margarida,
Se eu te désse a minha vida,
Que farias tu com ella? _
Tirava os brincos do prego,
Casava c'um homem cego
E ia morar para a Estrella.

Mas, Margarida,
Se eu te désse a minha vida,
Que diria tua mãe? _
(Ella conhece-me a fundo.)
Que há muito parvo no mundo,
E que eras parvo tambem.

E, Margarida,
Se eu te désse a minha vida
No sentido de morrer? _
Eu iria ao teu enterro,
Mas achavava que era um erro
Querer amar sem viver.

Mas, Margarida,
Se este dar-te a minha vida
Não fôsse senão poesia? _
Então, filho, nada feito.
Fica tudo sem effeito.
Nesta casa não se fia.

(Comunicado pelo Engenheiro Naval
Sr. Álvaro de Campos em
estado de inconsciência alcoólica.}

Fernando Pessoa

Centenário do Nascimento de Adolfo Casais Monteiro

A Biblioteca Nacional de Portugal está a preparar uma exposição evocativa da personalidade e da obra de Adolfo Casais Monteiro, com o título Adolfo Casais Monteiro: uma outra presença, a inaugurar dia 30 de Setembro. Este ensaísta é uma das personalidades mais representativas do movimento literário, comummente designado por Segundo Modernismo, e sobressai, enquanto ensaísta, pela extrema lucidez e independência do seu pensamento. Foi colaborador na segunda série da revista Presença, ao lado de José Régio e de João Gaspar Simões, dando continuidade à divulgação de valores estéticos e de autores, como Fernando Pessoa e os seus companheiros da revista Orpheu (1914-1915).

O Mundo Lusófono - Mostra de Língua Portuguesa

De 21 de Agosto a 13 de Setembro no Centro Cultural Palace (Esplanada do Teatro Pedro II) em Ribeirão Preto (Brasil) realiza-se a Mostra de Língua Portuguesa com as exposições interativas "O Mundo Lusófono", "Camões", Monteiro Lobato, Clarice Lispector, Pedro Bandeira e Guimarães Rosa. Nesta Mostra haverão vários café-filosóficos, um concerto, uma noite de poesia e cultura e ainda uma sessão de leitura e criação de poemas. Para aceder ao programa vá até http://www.cursocriar.com/mostra_criar.php.

Revista de Cultura para o Século XXI

O despertar da consciência dos portugueses para um debate sobre a identidade nacional é o objectivo central do primeiro número da revista Nova Águia, à venda desde 19 de Maio.


«Queremos contribuir para despertar as consciências sobre a identidade nacional», afirmou Paulo Borges, um dos directores da revista, que pretende retomar o espírito da Águia, uma das mais importantes publicações portuguesas do início do século XX.


Segundo Paulo Borges, que falava na apresentação do primeiro número da Nova Águia, existe uma relação entre a situação em que o país se encontrava no início do século XX e aquela em que se encontra actualmente, no princípio do século XXI.


«Na altura, como agora, existia alguma indefinição quanto ao rumo da Nação, um certo sentimento de desalento. A Nova Águia pretende apontar algumas respostas nesse sentido, contribuindo para repensar a ideia de Pátria», afirmou.


A Ideia de Pátria é, aliás, o tema central do primeiro número, que conta com dezenas de textos e poemas sobre o assunto.

O próximo lançamento em Portugal será no dia 25 de Setembro na Hemeroteca Municipal de Lisboa pelas 18h00.

INFO: novaaguia.blogspot.com

Um poema solto

Às altas torres chegam os ventos tristes,
Na floresta do Norte brilha o Sol da manhã;
Ele vagueia lá em baixo, por distâncias infinitas.
Rios e lagos, tão profundos, tão longínquos.

Que barca nos levará a essas margens?
E como custa a suportar - a solidão!
Voando para Sul, eis que um ganso selvagem
Lança ao passar um longo grito desolado.

Segue a sua rota o meu desgosto, na direcção do ausente.
Que possa clamar-lhe a minha dor, em seu grito,
Aquela ave que no espaço já desaparece,
Asa que foge e me rasga o coração.

Cao Zhi

CITAÇÃO - Ésquilo

As palavras são um remédio para a alma que sofre.

Feira Internacional do Livro de Edimburgo


A maior celebração pública da palavra escrita do mundo. De 9 a 25 de Agosto de 2008 está aberta aos amantes dos livros a Feira Internacional do Livro de Edimburgo com a oferta de 750 eventos temáticos com 800 autores, do profundo para o coração de luz onde há verdadeiramente algo para todos os gostos e idades.

Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2009

O Município de Vila Real de Santo António, em colaboração com o Ayuntamiento de Punta Umbría, institui o «Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2009», que decorre simultaneamente em Portugal e em Espanha.

Pessoa Esotérico

A obra Pessoa Esotérico, tradução para castelhano do livro do Prof. José Manuel Anes, Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos, chegou a estar recentemente entre os títulos mais vendidos da Casa del Libro, em Madrid, assim como outro livro, este do próprio Pessoa, Diarios. Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos será apresentado na Casa Fernando Pessoa no próximo dia 23 de Setembro, pelas 18h30.

Cortesia de CFP

Pensamentos Nocturnos

Ervas rasteiras,
Brisa suave,
Sozinho na noite –
Sob um mastro, ao alto.

As estrelas suspensas
Sobre a vasta planície,
A lua ondula -
Corre o Grande Rio.

Vem das obras, a fama?
O letrado retira-se, velho
E doente - sempre errante - ,
Que sou eu senão uma gaivota
Entre céu e terra?

Du Fu

Maria Irene Ramalho recebe Mary C. Turpie Award

Maria Irene Ramalho, docente da Universidade de Coimbra, foi galardoada nos EUA com o prémio da mais importante associação de estudos americanos, que pela primeira vez é atribuído a alguém de fora do país. Maria Irene Ramalho recebeu da American Studies Association o Mary C. Turpie Award. Além de investigadora do CES, Maria Irene Ramallho é professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e International Affiliate do Departamento de Literatura Comparada da Universidade de Wisconsin-Madison, EUA.

Vários dos seus estudos têm sido publicados em revistas científicas nacionais e estrangeiras. Das suas publicações destacam-se a antologia Poesia do Mundo e Poetas do Atlântico: Fernando Pessoa e o Modernismo Anglo-Americano, editado em inglês nos Estados Unidos, em 2003, e em português no Brasil, em 2007, e em Portugal, em 2008.

Faleceu o poeta palestiniano Mahmud Darwich

O poeta palestiniano Mahmud Darwich faleceu ontem, aos 67 anos, num hospital norte-americano no Texas, depois de ter sido submetido a uma intervenção cirúrgica ao coração, anunciou uma porta-voz da unidade de saúde.

Segundo familiares de Darwich, o célebre poeta palestiniano foi submetido na última quarta-feira a uma operação de coração aberto num hospital de Houston. O escritor já tinha sido submetido a duas operações ao coração em 1984 e 1998, tendo escrito, depois da segunda, um poema intitulado "Morte, venci-te".

Considerado um dos principais poetas árabes da sua geração, Mahmud Darwich nasceu em 1941 em Al-Birweh, na Galileia, então na Palestina sob protectorado britânico e agora pertencente ao Estado de Israel.

O poeta escolheu o exílio em 1970 e, depois de anos passados no estrangeiro, nomeadamente em Paris, deslocou-se em 1995 para Faixa de Gaza, depois da criação da Autoridade Palestiniana, antes de se instalar em Ramallah, na Cisjordânia.

Em Portugal, apenas um livro do poeta se encontra editado "O Jardim Adormecido e Outros Poemas", pela editora Campo das Letras.

Cortesia de O Público

Nada consta

Falta-me a folha cinco
E entretanto a barba foi crescendo
a minha barba veio crescendo ferozmente
indiferente à morte de um ou outro amigo
às letras protestadas aos desgostos domésticos
às viagens lunares às convenções às lutas
Quando as coisas se erguem contra o homem
se eriçam agressivas contra ele
nem ao poeta basta o parapeito das palavras
Eu por exemplo homem de pouco tempo
trazido pelos dias aqui estou
Continuo a dizer: se alguma coisa há
que podias perder e ainda não perdeste
de que já a perdeste podes estar derto
Falta-me a folha cinco
Estou com a barba feita
Ainda este ano talvez em marienbad
eu vi mulheres curtidas pelos lutos
Mal de morte é o meu
em plena posição de pé às três da tarde
em meio do movimento do rossio
sentado à tarde no cinema em dias de semana
Já caem carnes já se perdem pêlos
já quase só me resta a devoção
lisboa certos dias um amigo às vezes
Poucas coisas importantes pensei durante a vida
uma mesa de sol em pleno inverno
um mar incontroverso alguns papéis
- continua a faltar-me a folha cinco -
pois apesar de tudo nada consta

Ruy Belo

Ruy Belo 30 anos depois

Ruy Belo, um dos nomes maiores da poesia portuguesa do século XX, morreu faz dia 08 de Agosto 30 anos. Tinha 45 anos e, no seu último livro, "Despeço-me da terra da alegria", deixara escrito este verso emblemático: "O receio da morte é a fonte da arte".

O poema a que o verso pertence tem por título "A fonte da arte" e Ruy Belo refere no livro o local e o dia em que o escreveu: Madrid, 24/IV/1977.


Na capital espanhola, na sua universidade, tinha sido até então, e desde 1971, Leitor de Português. Precisamente no ano da redacção daquele poema, 1977, deixaria o cargo para regressar a Portugal.


Poeta, e um dos maiores «inter pares» no século em que viveu, no currículo duas licenciaturas - em Direito e em Filologia Românica - e um doutoramento em Direito Canónico, chegou a Portugal e procurou emprego. Não lho deram na Faculdade de Letras de Lisboa. Não conseguiu mais do que um lugar de professor, no ensino nocturno, na Escola Técnica do Cacém.


Morreu, de um edema pulmonar, na sua casa em Queluz, a 8 de Agosto de 1978. A sua obra é hoje objecto de estudo e admiração. De imitação, também. A melhor homenagem será lê-la, mesmo se, como o próprio dizia - e o poeta José Tolentino Mendonça (JTM) recordou em declarações à Lusa - "a melhor homenagem que podemos fazer a um poeta anterior que admiramos é levantarmo-nos contra ele".

Cortesia de Jornal Expresso

LIVRO RARO - A insurreição dos corpos

COSTA, Paulo Navarro. A insurreição dos corpos. Lisboa: &etc., 2008. Sm. 4°, orig. illus. wrps. 39, (1) pp. ISBN: 978-989-8150-03-5. $25.00

O autor nasceu em Lisboa, em 1980. No momento do surgimento deste volume parece que o autor trabalhava para o Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa. Este aparenta ser o seu primeiro livro.

BIO - Du Fu


Du Fu nasceu próximo de Luoyang, China no ano de 700’s. Du Fu, como muitos outros poetas, veio de uma família nobre que caiu em pobreza relativa mesmo quando a renda da família era ainda onze vezes que a da família média. A mãe de Du Fu morreu quando ele era bastante jovem, pelo que foi em parte educado pela sua tia. O seu irmão mais velho morreu quando Du Fu era jovem, ele também teve três meio-irmãos e uma meia-irmã, que ele frequentemente menciona nos seus poemas.


Ninguém está realmente certo sobre as crenças religiosas de Du Fu, embora muitos acreditem que ele era seguidor do Cristianismo Nestorian. Um Nestorian era um aderente de Nestorius, patriarca de Constantinopla no século quinto, que foi condenado como um herético por manter a opinião de que as naturezas divinas e humanas não foram fundidas em uma natureza em Cristo (que era Deus em homem). Portanto, era impróprio chamar Maria a mãe de Deus embora ela talvez fosse chamada de mãe de Cristo.


Como filho de um funcionário académico menor, a juventude de Du Fu foi dada à educação normal de um futuro funcionário público: estudo e memorização dos Clássicos de Filosofia, história e poesia de Confúcio. Por volta de 735, Du Fu viajou para fazer um exame de serviço público, mas fracassou e regressou. Em 740 uma tragédia golpeou a família, o pai de Du Fu morre repentinamente. Depois da morte do seu pai, Du Fu pôde entrar no serviço público, uma vez que o seu pai estava no serviço público, mas em vez disso ele permitiu que um dos seus meio-irmãos tomasse o seu lugar.

Em 752 Du Fu casou e teve cinco crianças: três rapazes e duas raparigas. O casal Du Fu estava muito ocupado com as crianças. A terceira criança do casal morreu em 755 por causa desconhecida. No começo de 754 Du Fu começou com problemas respiratórios sendo que tiveram diagnóstico de asma.

Durante algum tempo, por volta do ano de 762, Du Fu e a sua família viajaram pela região baixa do Rio Yangtze em esperanças de voltar ao seu lugar de nascimento, Luoyang. Mas foram consideravelmente demorados pelo estado de saúde de Du Fu. Sofria de perda de visão, surdez, velhice, assim como asma e malária que contraira há muitos anos. Permaneceram em Kuizhou quase dois anos. Desta vez foi na sua vida a última grande expressão do seu talento poético, tempo durante o qual escreveu quase 400 poemas. No decorrer do outono de 766, Bo Maolin tornou-se governador da região e apoiou Du Fu financeiramente. Ele também empregou-o como seu secretário informal. Durante a primavera chinesa de 768, Du Fu começou a viajar outra vez. Desta vez atingiu a província de Hunan mas infelizmente o seu corpo fraco e frágil não podia aguentar mais. Eventualmente, Du Fu morreu em Dezembro de 770 com 59 anos.

Durante a sua vida e mesmo directamente depois, Du Fu não foi consagrado como um grande poeta nem eram apreciados os seus trabalhos. Como a maioria de poetas, o mundo apenas reconheceu-o como um grande poeta depois da sua morte. O legado de Du Fu ainda vive nos corações de muitos e nós nunca devemos esquece-nos tudo que Du Fu contribuiu para o mundo da poesia.

(tradução da língua inglesa por Poetícia)

Imagem do Sol

O Sol está mergulhado na atmosfera
como nas penas o bico
da ave aquática que dorme

Sobre a cordilheira chuva
louro-claro espessa como crinas de cavalo

E então ergue-se o indómito
animal encharcado na luz
transbordante como se o ar florisse


Christoph Willhelm Aigner

Citação

eles não compreendem como é que o que está em desacordo concorda consigo mesmo. há uma ligação entre tensões opostas como no caso do arco e da lira.

as coisas tomadas em conjunto são o todo e o não todo, algo que se reúne e se separa, que está em consonância e em dissonância. de todas as coisas provém uma unidade, e de uma unidade todas as coisas.

Heraclito

os fenómenos não são diferentes do vazio (vacuidade) e o vazio (vacuidade) não é diferente dos fenómenos.

O Sutra do Coração (Maka hannya haramita shingyo)

Ser e não ser eis a questão.

Canção do Entardecer

Ó pássaro traz-me o meu filho
Que o sol vai desaparecendo
Muáléba kuléba
Pássaro que vais esvoaçando
Com o sol que vai desaparecendo
Longe, tão longe
Kumbi diá kinjila!

Desce dos ares, desce à terra
Ave grande
Traz-me o meu filho
São horas, o sol vai desaparecendo
Muáléba kuléba

Já trabalhei ó pássaro
Já cansei
Varri a casa
Acendi o lume
Cozinhei
Já zunquei no meu pilão
Traz-me já o meu filho ó pássaro
Que o sol vai desaparecendo
Kumbi diá kinjila!

Ó pássaro
O sol vai morrendo
Muáléba kuléba
E hoje ganhei o meu dia
Já cansei
Já capinei, lavrei
Já fui acarretar água
Tenho a casa limpa
Recolhi a criação
Cumpri os meus deveres
O sol vai morrendo
São horas de ir descansar
Traz-me o meu filho ó pássaro
Ó kinjila di békéle mona!

Anda, dá-me já o meu filho
São horas
Kumbi diá kinjila!
Longe tão longe…

. . . . . . . . . . . . . .

- Minha negra, que pedes o filho ao pássaro
Olha o teu homem
Que vem cansado da tonga
Dá-me um seio
Tens dois – deixa ao teu filho o outro
Que o sol já vai morrendo
Muáléba kuléba
Longe, tão longe
Kumbi diá kinjila!

António Jacinto

13° Fórum Internacional para o Fomento do Livro e da Leitura

O 13° Fóum Internacional para o Fomento do Livro e da Leitura realiza-se de 13 a 16 de Agosto de 2008 na Domo del Centenario - Resistencia, Chaco, Argentina com o tema Educação e Leitura à porta do Bicentenário.


http://www.fundamgiardinelli.org.ar
Fundación Mempo Giardinelli
José M. Paz 355 – Resistencia – Chaco, Argentina
Tel. 03722 – 449270 - 447453

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