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Bem-vindo a Poetícia - Blog em Língua Portuguesa Especializado em Poesia.

Ouvir literatura portuguesa em qualquer lugar

É mais fácil aceder à substância de um livro através da audição do que da leitura. Esta ideia pode resumir o projecto O Livro. Teresa Henriques, Joana Mendonça e Diogo Henriques querem assim combater a exclusão a que a literatura está sujeita na sociedade.

"As pessoas têm cada vez menos tempo para ler, mas não queremos atingir só esse público, pretendemos também chegar aos idosos, às crianças e aos... preguiçosos!", aponta a equipa que concorreu e faz parte dos dez candidatos da iniciativa Faz - Ideias de Origem Portuguesa, da Fundação Gulbenkian, em conjunto com a Fundação Talento.

Cada equipa de concorrentes deve ser constituída por portugueses na diáspora e residentes no país. A ideia de O Livro vem do outro lado do Atlântico, dos EUA, pela mão de Teresa Henriques, de 32 anos, escultora. "A oportunidade de ser escultora nos EUA é muito maior do que alguma vez será em Portugal", justifica.

Quanto ao projecto, este surgiu de uma vivência ainda em território nacional: "Vi os meus avós na última fase da vida deles, quando começaram a perder as capacidades físicas, a ficaram reféns da televisão".

A escultora a viver em Nova Iorque há três anos recorda que os avós eram duas pessoas que gostavam imenso da cultura portuguesa, "literatura, música, teatro", e perderam esses interesses. "Então, lembrei-me de fazer uma biblioteca falada, através da rádio".

Com a ajuda de Joana Mendonça e de Duarte Henriques, decidiu tornar o projecto mais abrangente. "Queremos criar um programa em que os idosos vão contar histórias às crianças", por exemplo. Mas não só. "Seria uma mais-valia para os doentes que estão nos hospitais ou para os cegos", embora salvaguardem a importância do braille, ou ainda para as pessoas analfabetas, que teriam assim uma "abismal melhoria na sua qualidade de vida".

A equipa acredita que o projecto vai valorizar a cultura de um "país que é conhecido mundialmente pelos seus escritores". Tudo isso através da rádio que "chega a todos, mesmo as famílias portuguesas mais pobres têm uma aparelhagem pequena". Teresa lembra o hábito que muitas pessoas têm de "rezar o terço" acompanhando a rádio. "Podia acontecer a mesma coisa com a nossa biblioteca falada!"

O objectivo é criar um programa de rádio, onde os livros podem ser lidos, capítulo a capítulo, a uma hora específica, como as antigas radionovelas. Autores como Eça de Queirós, Saramago ou Fernando Pessoa, entre outros, podem ser divulgadas. E é aqui que reside uma das principais dificuldades do grupo: convencer as rádios nacionais a introduzirem este tipo de emissão na programação diária ou semanal. É um programa que não se adequa a qualquer rádio. "Uma rádio juvenil nunca irá aceitar a nossa proposta", a aposta direcciona-se mais para uma rádio com um público-alvo "mais maduro, que saiba dar valor a um bom livro", avalia Teresa.

Para este programa funcionar, a família Henriques quer contar com o apoio das universidades. Estudantes formados em áreas de dicção e línguas podem "dar voz" à literatura portuguesa. Estudantes de multimédia e audiovisuais poderiam ocupar-se da edição do programa radiofónico.

Outro ponto do projecto, explica Joana Mendonça, de 31 anos, economista que trabalha na área da inclusão social, é o livre acesso desta biblioteca na Internet. "Existirá uma plataforma online onde os livros estarão disponíveis, as pessoas fazem download e vão ouvindo". Aqui entra a experiência de Diogo Henriques, de 27 anos, engenheiro informático. "Queremos uma coisa simples, que permita o acesso a qualquer pessoa, jovem ou menos jovem, português ou estrangeiro".

E deste projecto pode nascer outro, o do aluguer dos "livros em áudio", em cafés, nas praias, jardins ou praças públicas. Deste modo, nem os turistas ficam de fora. Para eles, estão pensadas gravações em inglês e francês.

Cortesia de O Público

«Poems from the portuguese»

Está online desde o início do ano o site www.poemsfromtheportuguese.org que publica tradução inglesa de poesia escrita neste século por poetas portugueses vivos.

Cada poeta é sugerida/o por outra/o poeta participante que a/o apresenta num pequeno texto. Esta cadeia significa que outros poetas continuam progressivamente a ser adicionados. Será destacado um poeta em cada mês: ou porque participa pela primeira vez, ou porque manda novos poemas para a sua página.

Deste modo, são os próprios poetas que mantêm a dinâmica do site.

Esta iniciativa surgiu a partir de uma ideia de Guilherme d'Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura e é da responsabilidade de Ana Hudson.

Cortesia de CNC

Sintra: Lançamento do #1 do web-jornal «Selene - Culturas de Sintra»

Vai nascer um novo web-jornal em Sintra: «Selene - Culturas de Sintra». A Associação Cultural Caminho Sentido, proprietária do novo orgão de comunicação sintrense, convida todos os interessados a participar no lançamento do número 1 que acontece no dia 23 de Março de 2011 em Sintra.


O QUE É SELENE – CULTURAS DE SINTRA?

Desenhar o corpo da Montanha da Lua com poesia, filosofia, artes visuais, música, pensamentos imbuídos de beleza, eis o desiderato de «Selene – Culturas de Sintra». Sintra merece a atenção, dedicação e amor de todos os artistas do universo. «Selene – Culturas de Sintra» (www.selene-culturasdesintra.com) é um jornal trimestral online, que irradia de dentro da Vila de Sintra para todo o universo cibernético.

Somos uma nave cósmica em viagem utópica, queremos contar com todos os sonhadores, todos aqueles que querem um presente melhor para toda a humanidade, porque do futuro já vimos nós, iluminados pela beleza eterna que vagueia pelos trilhos da floresta sintrense. Queremos que toda a humanidade seja sintrense para desfrutar da paz profunda dos seus bosques, do recolhimento necessário à germinação interior da criatividade no interior das suas paisagens quiméricas, porque só no amor à natureza o homem encontrará o balanço fundamental para o devir do seu próprio Ser.

A partir do dia 23 de Março estará disponível online para todos os cibernautas o número 1 de «Selene – Culturas de Sintra». Começamos com a Primavera, que em Sintra se revela sempre como uma fonte inesgotável de energia para todos os sonhadores e utopistas. Mas como não somos apenas virtuais, como temos também uma realidade física, como existimos na nossa sociedade, convidamos todos os Amigos/as da bela liberdade criativa a comparecerem fisicamente no lançamento do número 1 de «Selene – Culturas de Sintra» no:

Dia 23 de Março, no café-bar 2 ao Quadrado, Rua João de Deus, n.º 70, Sintra (por trás da estação da CP), em dois momentos distintos, das 18h às 20h, e das 22h às 00h.

Cortesia de Associação Cultural Caminho Sentido

Art Project: o mundo da arte à distância de um clique

As obras de arte ao alcance de todos. O Art Project, do Google, um site que usa a tecnologia do serviço Street View, para mostrar o acervo dos mais importantes museus do mundo, foi lançado numa cerimónia na Tate Britain, em Londres.

Através do Art Project (www.googleartproject.com) podemos percorrer as salas e as obras de arte do Museu Rainha Sofia, em Madrid; do MoMA-The Museum of Modern Art, em Nova Iorque; do Museu Van Gogh, em Amesterdão; da Tate Britain e da National Gallery, em Londres; do Hermitage, em São Petersburgo; da galeria dos Uffizi, em Florença; do Palácio de Versailles, em França; do Museum Kampa, em Praga, entre outros.

São 17 os museus e galerias que aderiram ao projecto, estão espalhados por 11 cidades de nove países. Mas faltam museus importantes, como o Louvre ou o Prado. Não foram dadas explicações para a sua ausência mas foi dito que o projecto que terá mais participantes no futuro.

Um pequeno veículo com uma câmara que regista imagens de 360º, andou nas galerias e salas de museus e por isso podem visualizar-se, virtualmente, mais de mil obras de arte em alta resolução. Dezassete delas foram digitalizadas com super resolução (gigapixel) e têm um nível de detalhe extremo (caso de "Noite Estrelada de Van Gogh" e "Regresso do Filho Pródigo", de Rembrandt). Especialistas falam dos quadros, e podemos procurar outras obras do mesmo artista, organizar as nossas próprias colecções, comentar e enviar para amigos e redes sociais.

“O projecto começou quando um grupo de funcionários do Google apaixonados por arte se juntou para pensar como poderiam usar a tecnologia para ajudar os museus a tornarem as obras de arte mais acessíveis”, contou Amit Sood na sessão de apresentação do projecto.

Para Nelson Mattos, vice-presidente de engenharia do grupo Google, o Art Project permitirá às crianças que vivem longe destes museus — na América Latina, Índia e em África —, uma experiência próxima do real, através da Internet. “Isto realmente representa um grande passo na maneira como as pessoas vão passar a interagir com os tesouros de arte espalhados pelo mundo”, cita a agência Reuters. Acreditam que o projecto levará mais pessoas aos museus.

Cortesia de O Público

VIP Art é a primeira feira de arte contemporânea online

E se pudesse frequentar uma feira de arte, comprar obras, ter uma visita guiada com direito aos comentários da curadora da Tate e contactar artistas e galerias, tudo isto sem sair de casa? Isso seria a VIP Fair (Viewing in Private), o evento online que vai reunir 140 galerias, incluindo algumas das mais prestigiadas internacionalmente - como a Gagosian, a White Cube e a Hauser & Wirth -, que irão apresentar 1928 obras de arte. A primeira feira de arte contemporânea online estará disponível em www.vipartfair.com, entre os dias 22 e 30 de Janeiro.

Uma vez registados, os frequentadores da feira poderão clicar nas imagens e ver as obras de arte contrastadas com o tamanho de uma pessoa, poderão fazer zoom para ver os detalhes de uma pintura e as esculturas e as instalações poderão ser vistas de diferentes pontos de vista. A acompanhar as obras serão fornecidos dados biográficos dos autores, documentários em vídeo, informação de background e campos de pesquisa por artista e cidades onde estão instaladas as diferentes galerias.

Os interessados em receber informações detalhadas terão de pedir um passe VIP que custará 100 dólares durante os primeiros dois dias e 20 dólares durante o resto da semana. Com este passe, o visitante pode ter acesso a colecções privadas e, entre outras vantagens, a uma visita virtual comentada pela curadora da Tate Gallery, Jessica Morgan.

Os potenciais compradores poderão igualmente ter acesso ao ranking dos preços - que variam entre os 5 mil dólares e o milhão de dólares - e os contactos para a compra de obras começam com um sistema de mensagens instantâneas e poderão continuar via Skype. Para manter a segurança do negócio, porém, o processo final de venda terá de ser completado offline. Este sistema estará disponível e operacional 18 horas por dia.

O “The Telegraph” questiona-se se este sistema funcionará, se as feiras virtuais poderão vir a substituir as feiras reais, e chega à conclusão que há algumas coisas que se perdem neste processo, nomeadamente a “electricidade do contacto social” que sempre acontece em eventos desta categoria.

Porém, uma coisa é certa: esta feira de arte tem o potencial de vir a acolher pessoas que provavelmente não estariam presentes numa feira real. Alison Jacques, uma negociante de arte com base em Londres, diz ao jornal: “[Esta feira] tem o potencial de nos fazer chegar a clientes na Ásia e noutros locais onde nós normalmente não chegaríamos”.

Se isto acontecer, mais feiras VIP poderão vir a acontecer ainda este ano, indica. E, mesmo que isso não aconteça, esta feira poderá mudar a forma como as feiras de arte operam em todo o mundo.

A ideia desta feira online nasceu há três anos, da cabeça do negociador de arte nova-iorquino James Cohan. A mulher de Cohan, Jane, - directora da galeria de ambos -, explica que a ideia demorou muito até ser posta em prática porque a situação económica era favorável. Mas agora, com a grave crise financeira internacional, chegou a altura de rever esta ideia e de a pôr em prática. “Durante a crise começámos a olhar para a Internet como forma de expandirmos o negócio. Estivemos igualmente a ver como as feiras usam a Internet para fazer negócio. É interessante vermos que 16 por cento das vendas da [leiloeira] Christie’s durante o ano passado tenham sido arrematadas por compradores online e que metade dessas eram de novos clientes”.

Finalmente, na Primavera passada, a galeria Cohan recrutou o prestigiado negociante David Zwirner, seguido de um grupo coeso de dealers de primeira linha - de Los Angeles a Xangai - que se decidiram a integrar o grupo de galerias presentes nesta primeira feira de arte contemporânea online.

Cortesia de O Público


N.º 10 Revista Triplov de Artes, Religiões e Ciências

Já está online o novo número da Revista Triplov de Artes, Religiões e Ciências. O n.º 10, primeiro da série de 2011, é inteiramente dedicado ao Brasil. Conta com a participação de Annabela Rita, Nicolau Saião, Floriano Martins, Madu Dumont, Maria Estela Guedes, Adílio Jorge Marques, Carlos A. I. Filgueiras, entre outros. 

N.º 10 Triplov

Poetícia no Facebook

Os autores do blog Poetícia decidiram criar uma página da comunidade de leitores, visitantes e fãs do blog com o objectivo de divulgar na comunidade do Facebook todos os conteúdos existentes e futuros de Poetícia.

Poetícia

Poetas querem mais poesia na Internet

A internet atrai cada vez mais escritores e leitores de poesia, mas a poesia vista na rede ainda mantém os moldes tradicionais de verso e estrofe. Esse foi o tom do segundo Simpósio de Crítica de Poesia, organizado pelo Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Universidade de Brasília, que atraiu jornalistas, professores, pesquisadores e poetas. Eles discutiram as inúmeras possibilidades de fazer poesia diante das tecnologias de mídia do século XXI. O simpósio fez parte da Semana Universitária e contou com a presença dos poetas Nicolas Behr e Luís Turiba.

O gaúcho Fabrício Carpinejar também despejou sua poesia sobre a plateia e explicou de onde vem a inspiração que alimenta livros impressos e textos quase diários na rede mundial de computadores. “O objetivo é pensar o contemporâneo pela via da representação poética”, afirma a coordenadora do simpósio e professora do TEL Sylvia Cyntrão.

Para o professor da Faculdade Comunicação da UnB, Sérgio de Sá, a modernidade traz liberdade no estilo e na forma de se fazer poesia. “O hibridismo é uma marca da contemporaneidade”, diz. “Mas a poesia ainda vem sendo feita nos moldes tradicionais: verso e estrofe”, explica.

O professor defende a internet como o instrumento que mais favorece a poesia na atualidade. “A poesia contemporânea está vivíssima”, afirma, “Resta ao público descobri-la”. Para ele, é preciso que os autores da atualidade criem mecanismos criativos para se inserirem nos meios de comunicação que atraem maior público, como a televisão e a internet. “Não entrar em contato com a mídia parece-me uma forma saudável de suicídio”, completa.

Já Nicolas Behr, integrante da geração mimeógrafo, que nos anos 1970 lutou contra a censura da ditadura militar, acredita que a poesia subversiva acabou incorporada à tradição. “Somos clássicos, e agora?”, perguntou à plateia. “Nós fomos contestadores, e quem vai nos contestar? Se não vier a contestação, vai ser grave”, disse. Para o poeta, uma solução para esse estado atual da poesia marginal é reinventar a própria produção literária. “A saída é romper consigo”, diz.

Um dos poetas mais esperados no simpósio, o gaúcho Fabrício Carpinejar, falou com a plateia vestindo um enorme par de óculos de lentes vermelhas. E garantiu que a feiúra foi o trampolim do sucesso de sua poesia. Cronista, jornalista e professor da Universidade do Rio dos Sinos (Unisinos), aos 37 anos já conquistou reconhecimento nacional e tem mais de 15 livros publicados. Em 2009, ganhou o prêmio Jabuti com o livro de crônicas Canalha!.

Além das publicações, ele alimenta um blog de crônicas e uma página no Twitter. No microblog, em que tem mais de 70 mil seguidores, escreve aforismos com até 140 caracteres. As frases curtas renderam um livro em 2009. Ao falar sobre a interação entre poesia e Academia, ele disse que “a poesia consegue fazer a paz na Faixa de Gaza”. Leia aqui entrevista do poeta à UnB Agência.

No primeiro dia do simpósio, o músico e produtor teatral Oswaldo Montenegro recebeu uma homenagem em reconhecimento à contribuição de seu trabalho para a cultura brasiliense. O prêmio foi entregue pelo vice-reitor da UnB, João Batista de Sousa, em cerimônia realizada no Auditório do Museu da República. “Ele tem um papel muito importante na cidade”, disse o vice-reitor. “É uma referência porque produziu muita cultura e, para muitas obras, a inspiração saiu de Brasília”.

O Grupo de Estudos de Poesia Contemporânea Vivoverso, montou o espetáculo Brasílias de Luz, a partir de poemas sobre a capital do país para presentear o artista. “Escolhemos o Oswaldo Montenegro porque ele é uma síntese da poesia de Brasília”, explicou Sylvia.

UnB Agência

Biblioteca particular de Fernando Pessoa online

Apresentação da biblioteca particular de Fernando Pessoa alojada no site da Casa Fernando Pessoa decorrerá quinta-feira, 21 de Outubro, pelas 18h00 na Casa Fernando Pessoa. 

A sessão conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, e do Presidente da Fundação Vodafone Portugal, António Carrapatoso, além de Jerónimo Pizarro e a sua equipa, responsáveis pela digitalização.

A Fundação Vodafone Portugal patrocina a colocação online da biblioteca.


«Sê plural como o universo!»

Fernando Pessoa

A Casa Fernando Pessoa possui um tesouro único no mundo: a biblioteca particular desta figura maior da literatura. É muito raro conseguir-se encontrar a biblioteca inteira de um escritor com a dimensão universal de Pessoa. Os livros tendem a mover-se muito depressa: emprestam-se, perdem-se, vendem-se. Pessoa também vendeu alguns – mas deixou-nos 1140 volumes, de todos os géneros e em vários idiomas, densamente anotados e manuscritos.

Entendemos que uma biblioteca desta importância devia tornar-se património da humanidade – e não apenas dos que podem deslocar-se a esta Casa onde Fernando Pessoa viveu os últimos quinze anos da sua vida.

Graças à dedicação de uma equipa internacional de investigadores coordenada por Jerónimo Pizarro e Patricio Ferrari foi possível digitalizar, na íntegra, toda a biblioteca. Graças ao apoio da Fundação Vodafone Portugal foi possível colocar online cada uma das páginas digitalizadas. Deste encontro de entusiasmos generosos resultou a disponibilização gratuita da preciosa biblioteca do autor de Livro do Desassossego, que agora pertence aos leitores em qualquer parte do globo. Procurámos tornar acessível e simples a compreensão da biblioteca no seu todo – que está classificada por categorias temáticas – e a consulta de cada livro. Destacámos as páginas que incluem manuscritos do próprio Pessoa – ensaios e poemas escritos nas páginas de guarda dos livros.

Trata-se de uma biblioteca aberta ao infinito da interpretação – bela, surpreendente e instigante, como tudo o que Fernando Pessoa criou. Usufruam-na.


Inês Pedrosa

Cortesia de CFP

Biblioteca «Alma Mater» da Universidade de Coimbra disponível Online

Desde o dia 14 de Julho que qualquer cidadão com ligação à Internet pode pesquisar globalmente os documentos digitais existentes nas bibliotecas da UC através da "Alma Mater", podendo consultar em pormenor cada um dos cerca de quatro mil documentos, publicados na sua maioria antes de 1940 e correspondentes a perto de 500 mil imagens.

Segundo o comunicado da UC, a "Alma Mater" integra-se numa estratégia de desenvolvimento e modernização da UC, constituída em torno da digitalização, conservação e difusão de documentação e informação disponível na rede de bibliotecas da Universidade, incluindo livros antigos, manuscritos, cartas, fotografias e desenhos, mas também parte dos espólios de autores formados pela UC, como Almeida Garrett, Félix Avelar Brotero ou Júlio Henriques, bem como de outros que passaram por Coimbra ou lá deixaram a sua produção intelectual.

A biblioteca virtual reúne ainda diversos documentos representativos das transformações políticas, sociais, científicas e artísticas provocadas pela implementação da República em Portugal num repositório designado como "República Digital".

O projecto, desenvolvido pelo Serviço Integrado das Bibliotecas da Universidade de Coimbra (SIBUC) em colaboração com a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) e com a Biblioteca Municipal de Coimbra, no âmbito do programa comemorativo da UC para o Centenário da República, foi financiado pelos Ministérios da Cultura e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e por fundos próprios da Universidade.

Cortesia de UC

Dia de Informação Europeana.cultura.pt

No próximo dia 1 de Julho – Dia de Informação Europeana.cultura.pt – vários organismos do Ministério da Cultura irão divulgar alguns dos seus projectos de disponibilização e agregação de conteúdos para o Portal Europeana.

A sessão decorrerá na Sala Félix Ribeiro da Cinemateca Portuguesa.

Este Dia de Informação insere-se na iniciativa cultura.pt, que pretende impulsionar a participação portuguesa na construção do Portal Europeana e aumentar a quantidade de conteúdos digitais portugueses nesse Portal através da agregação nacional/sectorial de conteúdos de outras entidades, públicas ou privadas, que desejem participar.

Informações e inscrições em www.culturadigital.pt e no sítio da Biblioteca Nacional de Portugal.

Cortesia de DGLB

Manifesto Poetas del Mundo

Poetas do Mundo, é chegada a hora exata para unir nossas forças na defesa da continuação da vida: somos guerreiros da paz e mensageiros dessa nova história para da humanidade. Somos os poetas da luz – veículo que nos conduz para levar o chamado de alerta de que não podemos nos furtar. Atravessamos a morte de um período degenerado das eras, e assistiremos o nascimento de uma NOVA ERA – para a qual, nós, os poetas, recebemos nossos dons, nossas missões e obrigações. A humanidade vive momentos decisivos de luta pela sobrevivência, mas ainda não acordou para o fato de estar caminhando rumo a um precipício, direto para a extinção. Urge que tomemos o leme e mudemos o caminho para a elevação coletiva, para que recuperemos o patrimônio da vida como dom universal e direito de todos.

[Continuar a ler o Manifesto]

Abril 2010 faz crescer Poetícia


Abril 2010 foi o mês melhor na história do blogue Poetícia registando 1272 visitantes e 2542 cliques sendo que a média de visitantes por dia foi de 42 com origem nos quatro cantos do mundo.

 


Mais uma vez os autores do blogue agradecem a presença e a participação de todos os menos e mais habituais leitores de Poetícia.

Continuaremos a publicar e a divulgar o máximo e o melhor possível sobre a actualidade da Poesia sem esquecer a promoção de poetas novos e de poetas consagrados.

2º Aniversário de Poetícia

No próximo dia 20 de Feveveiro Poetícia celebra dois anos de blogosfera.

Para celebrar o 2º aniversário, os autores do blogue têm o prazer de anunciar a abertura do Ciclo de Divulgação da Obra de Autores Vivos (CDOAV), escritores e poetas, de todas as idades e nacionalidades que tenham escrito ou escrevam em língua portuguesa.

O CDOAV decorrerá durante o mês de Março sendo que todos os escritores e poetas interessados em participar podem fazê-lo enviando até ao máximo de cinco (5) textos (prosa e/ou poesia) para o e-mail poeticia.jornalista@gmail.com, indicando o nome do autor, nacionalidade e cidade/país de residência. O envio de uma pequena biografia é opcional. Os textos podem ser enviados até ao dia 20 de Fevereiro.

Esta iniciativa insere-se no conjunto de acções que o blogue Poetícia está a realizar para promover potenciais valores da literatura de língua portuguesa.

Poetícia com número de visitas histórico

No passado dia 17 de Janeiro de 2010, o blogue Poetícia registou o número histórico de 90 visitas.





















Obrigado a todos.

Colecção «Portuguese Culture» Acessível Online

Da responsabilidade da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), com o patrocínio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), o projecto “Portuguese Culture” foi lançado no passado dia 5 de Janeiro numa sessão de apresentação na BNP e marca “uma iniciativa através da qual ambas as instituições reconhecem a importância de promover a internacionalização da cultura portuguesa”.

Segundo um comunicado da BNP, a nova colecção “compreenderá uma variedade de materiais digitalizados pertencentes aos acervos da BNP, como manuscritos e impressos, iconografia, cartografia, entre outros”, abrangendo obras de interesse histórico que se encontram no domínio público e outros conteúdos mais recentes.

Entre os conteúdos disponíveis em “Portuguese Culture” encontram-se livros sobre os descobrimentos, as campanhas inglesas em Portugal no tempo das invasões francesas, a partida da corte para o Brasil, “Os Lusíadas” ou três livros de poemas em língua inglesa de Fernando Pessoa. Vistas de Lisboa e outros lugares de Portugal, bem como mapas maioritariamente dos séculos XVIII e XIX, são outros conteúdos que integram o projecto.

A BNP prevê para este ano um crescimento substancial desta nova colecção especial da BND, um importante repositório e serviço de acesso em linha aos conteúdos digitais disponibilizados pela Biblioteca Nacional e ainda o único recurso de Portugal integrado na Europeana - Biblioteca Digital Europeia.

Barreiro lança www.poesia.cooperativacultural.com

No dia 19 de Dezembro, sábado, pelas 16 horas a Cooperativa Cultural Popular Barreirense, vai apresentar o sítio www.poesia.cooperativacultural.com - espaço de partilha e divulgação dos trabalhos em poesia e prosa poética de todos os barreirenses que pretendam colaborar e usufruir desta possibilidade posta à sua disposição.

“O Barreiro tem tradição nesta área da cultura, é terra de poetas, e fazia todo o sentido a criação de um sítio onde cada um pudesse dar a conhecer a sua poesia, aprendendo e motivando outros barreirenses a mostrar os seus poemas.” – refere a Cooperativa Cultural Popular Barreirense

Refira-se que a apresentação esclarecerá qual a forma de utilização do sitio e será complementada com uma sessão de poesia e uma exposição de poesia ilustrada "A noite e o despertar" de Carlos Domingos.

Cortesia de Rostos Online

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