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Bem-vindo a Poetícia - Blog em Língua Portuguesa Especializado em Poesia.

A Poesia Vai Acabar

A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? —

Manuel António Pina

São épicos de loucura

São épicos de loucura
Ilustrados com a mão suprema
Dum dedicado servo da noite
Que fugiu amarrado de nascimento
Do sono delicioso e florescente
De pedras inexauríveis que residem
Infames na chuva brilhante do crepúsculo.

Filipe de Fiúza

Na cólica do silêncio

Como gaivotas na margem entre sussurros roubados do mar e à distância de todos os pedaços de ti, a escalada do silêncio, o calado que ainda me faz sentir, porque dizias sonhos deliciosos. Procurando um mar que me chegue fico aqui…

Quando o dia for o seguinte, ah… quando os espasmos das gaivotas souberem… quando o mar perguntar por mim, diz-lhe que amanhã, quando as horas rasgarem o bastante de calor, e eu souber a cor mais colorida do desejo, há-de soprar um vento lento nos teus cabelos… diz-lhe pois que gravarei poemas nas tuas costas, às costas e às custas de uma cólica de silêncio, diz-lhe sobretudo que nunca digo o que quero dizer, que se chegares a areia circulará numa espiral lisa e sem rugas, num arabesco lento de vento, diz-lhe…

Conta-lhe que as nuvens imitam o sobrevoar das malucas gaivotas… e que eu talvez lhe fale qualquer coisa ainda por descobrir, que nem eu mesma sequer sei. Ele há-de gostar de saber…

Diz-lhe também como as ondas são impunes e como desaguam nas margens muitas vezes, quase sempre, sempre… numa cólica de silêncio.

Diz-lhe sobretudo que fico aqui…

Isabel Valentino

Outra história

Tudo aconteceu. Alheio a qualquer batalha, a paisagem é este pátio retangular, muros de pedra e hera, nesgas de céu entre árvores copadas. Daqui a pouco, o ondear de vozes, restos de frases.

Alguém tosse dando aviso de mão. Quer falar e já não mais. Eu sou o repositório de gestos, olhares fixos, solidões. Rostos e nomes que se diluem e fogem antes de resgatados: um exercício de cansaço.

Às vezes, a sensação de vagar em dois mundos. A hora da partida. A hora da chegada. E agora, ainda agora. Como nunca antes nada.

Ernane Catroli

Onde vou

Se inda saudades tivesses
(diz-me como e onde vou)
e com beijos te prendesses
(amour - bel oiseau),

se em rapto de asas te esquivas
e sobre os Andes pairares,
sem ideia de quem vivas,
permutando-te em dois mares,

se ainda tormentos doem,
lágrimas por bel oiseau
te despenham e destroem -
diz-me como e onde vou?

Gottfried Benn

O espelho

O espelho espreita-me
É confuso o que vejo.
Não me desvendo,
Permaneço recluso.

Em mim coabitam
Cidades desertas
Praças e jardins
Solitários.

Diante do espelho esta
O reflexo. É incómodo.
Estou nu, sim! Nu. E esta
Nudez não é silenciosa.

Passos inquietos meu mundo
Esta em guerra. Cada vez que
Deparo com espelho, a cidade
Fecha, agita e quer viver, mas
Não há forças.

O espelho e o reflexo
O reflexo e o meu mundo
E eu? Nu! diante das cidades
Desabitadas.

Debruço-me sobre os fragmentos
Na esperança de junta-los e
Devolver-me. Mas o reflexo do
Espelho se desfaz. Despido das
Mascaras encaro-me. Já não há nudez.

A serenidade que se avizinha fez as minhas
Lágrimas desaguar no mar, já não há medo
Nem insegurança, reencontro meu olhar,
Sem mascaras, perdi o reflexo.

Gleidston César

Humildade

As águas beijei,
As nuvens olhei,
As árvores cantei,
Na sua beleza.

Os bichos amei,
Na sua bruteza,
Na sua pureza,
De forças sem lei.

E porque os amei
E os acompanhei,
Não me senti Rei
Na Mãe-Natureza.

Francisco Bugalho

O anjo da humanidade

Era na estância cristalina e pura,
Que além do firmamento rutilante
Se ergue longe de nós, e está segura
Em milhões de colunas de diamante;
Jerusalém celeste, onde fulgura
Do eterno dia o resplendor constante,
E onde reside a glória e majestade
D’Aquele que povoa a imensidade.

Na mansão mais recôndita e profunda
A soberana Essência o trono encerra,
Donde a fonte de amor brota fecunda,
Os astros animando, os céus e a terra;
Um mar de luz seus penetrais circunda,
Que o próprio arcanjo deslumbrado aterra,
Luz que em triângulo ardente se condensa
Quando o Eterno os oráculos dispensa.

Por toda a parte o azul e as pedrarias
Na cidade divina resplandecem;
Mil arcadas de sóis, mil galerias
De brilhantes estrelas a guarnecem;
Os anjos em lustrosas jerarquias
Nas harpas d’ouro melodias tecem,
Outros em coros adejando voam
E d’aromas e canto o céu povoam.

Eis de repente nos umbrais divinos,
Sobre as asas pairando, um anjo entrava,
Parecendo de sítios peregrinos
Que às regiões celestes assomava;
Cruzando o empíreo, as legiões, e os hinos,
Qual rápido luzeiro perpassava,
Té que chegando ao trono do Increado,
Nos últimos degraus ficou pousado.

Pelos ebúrneos ombros o cabelo
Em aneladas ondas lhe caía;
A safira das asas sobre o gelo
Das roupagens reluzentes refulgia.
Mais brilhante não é, não é mais belo,
Comparado com ele, o astro do dia,
Ou a estrela que brilha quando a aurora
De purpurina luz o céu cobra.

Ao trono augusto levantou a frente,
Mas com as asas a toldou ansioso,
Não podendo suster o brilho ardente
Que despedia o foco luminoso.

A milícia dos anjos resplendente
Fixou atenta seu irmão formoso;
Os concertos pararam, e ele entanto
Assim falou entre o geral espanto:

«Eterno Ser, que as divinais moradas
«Enches de glória em majestoso assento,
«Fonte de vida e criações variadas,
«Que dás ao mundo poderoso alento;
«A cujo aceno tremem abaladas
«As colunas do etéreo firmamento,
«E cujo nome, que o universo entoa
«No céu, na terra, e nos abismos soa!

«Por teu mando supremo destinado,
«A conduzir a humana descendência,
«Desde que a mancha do cruel pecado
«A fez cair da primitiva essência:
«Venho afinal, Senhor, de teu mandado
«Dar-te conta fiel, após a ausência;
«Fazer-te ouvir da humanidade os prantos,
«E aguardar teus preceitos sacrossantos.

«Ordenaste-me, ó Deus, que sempre atento
«Prosseguisse na terra a lei sob’rana
«Que rege, na amplidão do firmamento
«A criação que de teu seio emana:
«Essa lei do progresso e movimento
«Tenho cumprido na família humana,
«Desde que ao mundo, a combater seu fado,
«O desterrado do éden foi lançado.

«Primeiro, sobre a terra esclarecendo
«Seus duvidosos passos vacilantes;
«Depois, o justo e seu baixel sustento
«Nas águas do dilúvio sussurrantes:
«De novo à terra de pavor tremendo,
«Conduzindo mais puros habitantes:
«Mais tarde junto ao berço do Messias,
«Anunciando ao mundo novos dias.
«Agora, sobre as ruínas dum império
«Outro império de novo edificando;

«Agora, as povoações dum hemisfério
«Sobre as doutro hemisfério derramando:
«Já do teu Verbo o divinal mistério,
«Com as santas doutrinas propagando;
«Já mostrando por fim à humanidade
«Nova luz de justiça e de verdade.

«Quantos velhos sofismas desterrados!
«Quantos ídolos falsos em ruínas!
«Quantos sábios triunfos alcançados!
«Quantas conquistas imortais, divinas!
«Calcando o pó dos séculos passados,
«O homem corre ao fim que lhe destinas;
«Mas ah! Senhor, no meio da tormenta
«Seu amor esmorece e desatenta.

«Seu valor esmorece! tantas lidas,
«Tanto lutar contínuo das idades,
«Tanto sangue e martírios, tantas vidas,
«Tantas ruínas d’impérios e cidades:
«E o homem sofre, e as gerações perdidas
«Se revolvem num mar de tempestades,
«Sem ver luzir esse fanal jucundo
«Que por teu filho prometeste ao mundo.

«Quantos males ainda! a lei sublime,
«A lei d’amor que derramou teu Verbo,
«Sobre a face da terra, à voz do crime,
«Sucumbe e morre por destino acerbo.
«O férreo jugo que as nações oprime,
«Os humildes abate, ergue o soberbo,
«E o rei da terra, sobre a terra escravo,
«Sofre mesquinho seu eterno agravo.

«Por toda a parte, em lastimoso acento,
«Se ouve gemer a humanidade aflita.
«A terra, a mãe comum, nega alimento
«Dos filhos seus a à multidão proscrita:
«Enquanto folga em vícios o opulento,
«A indigência cruel na choça habita,
«E a mãe, a mãe ao peito, em desalinho,
«Aperta morto à fome o seu filhinho.

«Entanto a guerra, que a ambição ateia,
«Ensanguenta as campinas e as cidades;
«A crua peste, que ninguém refreia,
«Converte as povoações em soledades;
«Destes males cruéis a terra cheia,
«Cobre-se inda de mil iniquidades;
«O vício, o crime, a corrupção devora
«A pobre humanidade, como outrora.

«Ao ver tanta miséria, o bom padece,
«O mau blasfema de teu nome santo,
«A voz dos inspirados esmorece,
«O futuro se envolve em negro manto...
«Eu mesmo, eu mesmo, recolhendo a prece
«Que a humanidade te dirige em pranto,
«Subi confuso ao eternal assento,
«A depor a teus pés meu desalento.»

Disse, e um gemido d’aflição pungente,
Semelhante a dulcíssona harmonia,
Soltou do peito, reclinando a frente
Com celeste e ideal melancolia:
Assim pendendo ao longe no ocidente,
Se reclina saudoso o astro do dia;
Assim reclina a pálida açucena,
Açoutada do vento, a fronte amena.

Depois, continuando: «O Deus, quem há-de
«Sondar mistérios que teu seio esconde?
«Tuas leis divinais, tua vontade
«Cumprirei sobre a terra. Eia, responde:
«Os passos da mesquinha humanidade
«Aonde os levarei, Senhor, aonde?»
Uma voz retumbou do céu radiante.
Que ao anjo respondeu, dizendo: — AVANTE!

Soares dos Passos

Novo Hino de Portugal (não oficial)

I


Heróis do nada, pobre povo
Nação decadente, imoral,
Trabalhai hoje de novo,
Para a pensão bestial!
Entre os traumas da memória,
Compatriotas abafem as vozes
Destes políticos atrozes
Que hão-de-nos comer a escória!


Às armas, às armas!
Vamos po-los a andar
Às armas, às armas!
Já chega de chupar!
Contra os borrões
Votar, votar!


II


Descobre a verdade financeira,
À luz viva do FMI e do Banco Central Europeu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal empobreceu!
Seja o teu presente furibundo
Neste cantinho pequenino
Já é hora meu menino
de abrires os olhos ao mundo!


Às armas, às armas!
Vamos po-los a andar
Às armas, às armas!
Já chega de chupar!
Contra os borrões
Votar, votar!


III


Senti a dor que desponta
Quando a economia não cresce;
É o povo que paga a conta
Só assim Portugal floresce!
É povo sempre o povo
A esperança do ressurgir
Há que levantar de novo
E produzir, produzir!


Às armas, às armas!
Vamos po-los a andar
Às armas, às armas!
Já chega de chupar!
Contra os borrões
Votar, votar!


Anónimo

Se nada há de novo e tudo

Se nada há de novo e tudo o que há
já dantes era como agora é,
só ilusão a criação será:
criar o já criado para quê?
Que alguém me mostre, sobre um livro antigo
como quinhentas translações astrais,
a tua imagem, na inscrição, no abrigo
do espírito em seus signos iniciais.
Que eu saiba o que diria o velho mundo
deste milagre que é a tua forma;
se te viram melhor, se me confundo,
se as translações seguem a mesma norma.
Mas disto estou seguro: antigos textos
louvaram mais com bem menores pretextos.

William Shakespeare

Nunquam flebilis

Ferida chora a vida sobre o ulmeiro,
A noite chora orvalho na devesa,
No tegúrio misérrimo, a pobreza,
E sobre o rio, o pálido salgueiro.

Do mimo e prazer chora o amor primeiro,
0 orfãozinho, de medo c de tristeza,
D'ambições mal logradas, a grandeza.
De saudades, o amante e o aventureiro.

Só tu, qual se o vulcão d'íntimas fráguas,
Que mata à superfície a flor e o fruto.
Dos teus olhos secam as puras águas,

Andas serena, envolta no teu luto,
E seja imenso o horror das tuas mágoas,
Sempre o teu rosto há-de ficar enxuto!

Tomás Ribeiro

Maternidade

Escuta, sorrindo,
a morte que bate
de leve em seu corpo
com ávidos, doces
punhos da infância;
com beijos que vão
enchendo seu rosto
de tempo e ternura;
e alimenta, secreta,
a chama tranquila
que em seu ser ilumina
o mistério da vida.

Vítor Matos e Sá

Evolução

Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.

Antero de Quental

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