"Os Lusíadas" traduzido para Mirandês

Está concluída a tradução de "Os Lusíadas" para língua mirandesa. A tradução do épico de Luís de Camões demorou cerca de cinco anos, sendo da autoria de Amadeu Ferreira, sob o pseudónimo de Francisco Niebro. A tradução foi publicada de forma regular no semanário regional " Nordeste".


Amadeu Ferreira tem já outros trabalhos publicados em língua mirandesa, como é caso da tradução do clássico da banda desenhada "Astérix", vários livros de poesia, foi co-autor da Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa e de um dicionário em Mirandês.


A procura das melhores soluções gramaticais, rima, métrica e acentuação foram desafios linguísticos superados pelo autor. "Houve alturas durante a tradução que não sabia para que lado me havia de virar, dada a complexidade da obra traduzida e as soluções a encontrar", desabafou Amadeu Ferreira.


Em fase adiantada de preparação, está uma versão em banda desenhada de "Os Lusíadas", com desenhos de José Ruy e tradução de Amadeu Ferreira, a qual deverá estar nas bancas este ano com a chancela da Editora Âncora. O original foi editado pela Comissão dos Descobrimentos.


"Isto quer dizer que esta tradução é o começo de uma nova vida, já que o mirandês faz parte da bibliografia de tão importante obra como são "Os Lusíadas". Traduzir um poema do épico para a "lhégua" também dá para demonstrar que o mirandês está à altura de tão importante obra," assegura.


No entanto, Amadeu Ferreira já garantiu que a tradução integral de "Os Lusíadas" é um trabalho que será colocado nas livrarias já no próximo ano.

Cortesia de JN

Amor

Amor significa aprenderes a olhar para ti próprio,
Da mesma maneira que olhamos para coisas distantes,
Para ti és apenas uma coisa entre muitas.
E aquele que assim vê, cura o seu coração,
Sem o saber, de vários males -
Um pássaro e uma árvore dizem-lhe: Amigo.

Depois ele quer usar-se e às coisas,
De modo que permaneçam no brilho da maturidade.
Não importa se ele sabe o que serve:
Aquele que serve melhor nem sempre compreende.

Czeslaw Milosz

Recital Poético com Fernando Pinto do Amaral

No dia 30 de Setembro de 2008 pelas 20h00 na Casa da Galiza, em Madrid, realiza-se um recital de poesia com a participação do poeta português Fernando Pinto do Amaral.

LIVRO RARO - Quaresma Abreviada

PORTUGAL, José Blanc de (1914–2001). Quaresma Abreviada. Lisboa: Black Son Editores, 1997. Colecção Os Papéis Impossíveis. 12°, orig. illus. wrps. 29 pp. Uma de 300 cópias. ISBN: nada. $25.00

Previsivelmente poemas não publicados. Do poeta, crítico de música e geólogo José [Bernardino] Blanc de Portugal, ver Fernando Guimarães em Machado, ed., Dicionário de literatura portuguesa, p. 390; Vera Borges in Biblos, IV, 361-3; Dicionário cronológico de autores portugueses, IV, 555–7.

Feira do Livro Manuseado

Inaugurou na passada quinta-feira, dia 25 de Setembro, a VIII edição da Feira do Livro Manuseado na Praça da Figueira, em Lisboa. Diariamente, das 9 às 20 Horas, e até ao dia 18 de Outubro, estarão disponíveis milhares de títulos de diferentes géneros a preços muito reduzidos. Restos de stocks, fins de edição, promoções, saldos, livros com deficiente apresentação mas com conteúdo intocável e edições já raras. Em destaque, estarão diversos livros sobre Lisboa, uma homenagem cultural à cidade. A Feira conta com a presença de dezenas de editoras.

Cortesia de CFP

Laços

Cordas feitas de gritos

Sons de sinos através da Europa
Séculos enforcados
Carris que amarrais nações
Não somos mais que dois ou três homens
Livres de todas as peias
Vamos dar-nos as mãos

Violenta chuva que penteia os fumos
Cordas
Cordas tecidas
Cabos submarinos
Torres de Babel transformadas em pontes

Aranhas-Pontífices
Todos os apaixonados que um só laço enlaçou

Outros laços mais firmes
Brancas estrias de luz
Cordas e Concórdia

Escrevo apenas para vos celebrar
Ó sentido ó sentidos caros
Inimigos do recordar
Inimigos do desejar

Inimigos da saudade
Inimigos das lágrimas
Inimigos de tudo o que eu amo ainda

Guillaume Apollinaire

Recital Poético com Corsino Fontes

No dia 24 de Outubro de 2008 realiza-se uma sessão de poesia e um encontro com o poeta cabo-verdiano Corsino Fontes. Este encontro integra a tournée no Reino Unido organizada pelo The Poetry Translation Centre/Londres, e é substancialmente financiada pelo Arts Council England.

Em Oxford, esta actividade é organizada pelo CLP/IC, com o apoio do St John's. Está associada à sub-Faculty of Portuguese.

Cortesia de IC

Dia Europeu das Línguas 2008

Será proposto um percurso, através dos institutos culturais de Lisboa, com oferta de cursos de língua. No dia 26 de Setembro de 2008, actividades lúdicas, mini-aulas e testes de língua, completamente gratuitos, serão organizados em inglês, francês, italiano, romeno, alemão e finlandês. Um mini-passaporte, indicando o percurso, será posto à disposição do público para ser carimbado no final da sua participação nas actividades de um dos institutos. Os participantes que tiverem visitado pelo menos 4 institutos deverão deixar o seu passaporte preenchido no último instituto visitado, para se habilitar ao sorteio que lhe permite ganhar cursos gratuitos de língua.

No auditório do IFP serão transmitidos, em grande ecrã e em tempo real, os debates e as participações nas mesas redondas dos Estados Gerais do Multilinguismo que decorrem em Paris, das 10h às 13h e das 14h às 18h.











Cortesia de IC

Workshop - Diáspora, Império e a Formação de um Mundo Lusófono

Este encontro pretende analisar as consequências das migrações na construção de um Mundo Lusófono. São contempladas duas questões em particular - qual o papel da diáspora na colonização e descolonização do Império Lusófono Africano; qual o papel da diaspora no imaginário e na construção de um Mundo Lusófono. Do Império à CPLP, pretendemos avançar, e testar, as noções (a) se a diáspora teve um papel importante na construção da cultura do Terceiro Império Português, e (b) se a(s) diáspora(s) têm hoje um papel na construção de um mundo Lusófono supra-nacional através da dispersão, redes de contacto (networks) e cultura, e (c) se poderá haver uma ligação entre a diáspora do anterior mundo colonial, a cultura imperial Portuguesa e a tentativa actual em criar uma identidade de língua Portuguesa supra-nacional .

Trata-se do primeiro encontro internacional de académicos sobre este tema. A organização está a negociar com a Oxford University Press a publicação do resultado deste encontro. O evento é organizado por Eric Morier-Genoud e Luisa Pinto Teixeira; CLP/IC e OReNGA (Oxford Research Netwrok on Government in Africa), sendo financiado pelos dois centros.

Participantes: Edward ALPERS (UCLA, EUA), Michel CAHEN (Bordeaux, França), Patrick HARRIES (Bern, Suiça), Rosa WILLIAMS (UChicago, EUA), Alexander KEESE (UBern, Suiça), Patrícia FERRAZ DE MATOS (ICS, Lisboa), Sheila PEREIRA KHAN (CES, Coimbra), Jacinto GODINHO (UNova, Lisboa), AbdulKarim VAKIL (King's College, London), Margaret FRENZ (ULeicester, UK), Sérgio CHICHAVA (Oxford), e Luísa PINTO TEIXEIRA (Oxford/ CLP/IC). Arguentes: John DARWIN (Oxford), Francisco BETHENCOURT (King's College, Londres), Oliver BLACKWELL (Oxford), Gavin WILLIAMS (Oxford), Jan-Georg DEUTSCH (Oxford).

O workshop realiza-se na University of Oxford, Inglaterra, nos dias 25 e 26 de Setembro de 2008.

Três poemas

I

O Poeta é um animal longo
desde a infância

II

Começaria o animal por ser
um movimento lento sob a treva

III

Povoadas estão as salas
por crias não humanas
roedoras criaturas
causticando

Luiza Neto Jorge

CITAÇÃO - Eugenio Montale

O poeta não sabe - quase nunca saberá - para quem realmente escreve.

BIO - Camilo Pessanha


O «único verdadeiro simbolista da literatura portuguesa e, em absoluto, um dos maiores intérpretes do Simbolismo europeu», nas palavras de Barbara Spaggiari, teve como pai Francisco António de Almeida Pessanha, um estudante de Direito (mais tarde juiz), e como mãe uma criada, Maria do Espírito Santo Duarte Nunes Pereira. Será significativo referir que C. Pessanha nasce no ano da morte de Baudelaire, que, dez anos antes, com a sua «teoria das correspondências», havia lançado as bases do simbolismo francês na obra Les Fleurs du Mal.


Em 1883 iniciou os seus estudos em Direito, na Universidade do Coimbra, onde veio a tomar contacto com as novas ideias literárias, originárias de França, com expressão nas revistas Boémia Nova e Os Insubmissos. Datam dessa época os seus primeiros trabalhos literários, de pouca repercussão. Em 1890 António Nobre, Alberto de Oliveira, Júlio e Raul Brandão formam no Porto o grupo dos «Nefelibatas», ao qual Eugénio de Castro (que publica nesse ano Oaristos, introduzindo o Simbolismo, como escola, em Portugal) e Pessanha aderem momentaneamente. As adesões deste último aos movimentos culturais da época são, aliás, sempre pouco evidentes, atribuindo-se-lhe várias razões para tal procedimento: insegurança, orgulho, apatia e tendência para o isolamento. Já então Pessanha (de constituição física débil, por natureza) se ressentia dos anos de boémia vividos em Coimbra, onde o absinto era a sua bebida favorita e onde várias crises nervosas o haviam abatido. Em 1890, também, a Grã-Bretanha impõe o Ultimatum a Portugal.


Em 1891 termina o seu curso. No ano seguinte é publicado em Paris o Só de António Nobre. Pessanha encontra-se então em Trás-os-Montes, exercendo advocacia, donde partirá, no ano seguinte, acompanhado de seu primo Alberto Osório de Castro, para Óbidos. Decidiu-se então, devido à desilusão que a vida na província lhe havia provocado e às humilhações sofridas por Portugal no campo político, a procurar uma nova vida no Oriente, para onde concorreu a uma vaga de professor no Liceu de Macau o onde foi colocado em 1894. Aí foi, durante três anos, companheiro de Wenceslau de Moraes e exerceu as actividades de conservador do Registo Predial (1900) e juiz. Também aí ganhou o gosto pelo coleccionismo de objectos raros e pelo estudo de literatura e língua chinesa. Teve uma vida íntima atribulada, dividida entre o consumo demasiado de ópio e a relação com uma companheira chinesa que lhe deu um filho – João Manuel – nascido em 1896 e falecido alguns anos depois, devido ao ópio e à tuberculose. 1896 é, por coincidência, o ano em que morre Verlaine (tido como autor de cabeceira de P.), que em 1874 havia publicado Romances sans paroles, dando à luz a máxima «de la musique avant toute chose».


O Simbolismo surge como uma corrente literária que estabelece a ligação entre a época romântica e a contemporânea, privilegiando o significante em relação ao significado, a melodia assim como a sugestão, a sensação difusa, a imaginação e o fascínio pelo hermetismo e pela magia verbal. E é esta tendência da poesia para a música que P. irá cultivar na sua própria poética. Em 1899 alguns poemas seus são publicados na revista Ave Azul e em jornais de província, na sequência da sua segunda estada na metrópole entre 1899-1900. A primeira teria sido entre 1896-1897, numa possível tentativa de recuperação da degradação física para a qual caminhava a passos largos. Regressou a Portugal entre 1905-1909 e assistiu ao regicídio de D. Carlos e do príncipe herdeiro. Voltará por uma última vez em Setembro de 1915 (permanecendo até Março de 1916), ano da publicação dos dois números únicos da revista Orpheu.


Neste período, possivelmente, terá sido elaborada a carta que Fernando Pessoa escreveu ao poeta e em que a dado passo se pode ler: «Se estivessem inteiramente escondidos da publicidade, [...] seria, da parte de V. Exª., lamentável mas explicável. O que se dá, porém não se explica; visto que, sendo de todos mais ou menos conhecidos [...], eles não se encontram acessíveis a um público maior e mais permanente na forma normal da letra redonda. [...] sei-os de cor, aqueles cujas cópias tenho, e eles são para mim fonte contínua de exaltação estética. [...] é porque muito admiro esses poemas, e porque muito lamento o seu actual carácter de inéditos (quando, aliás, correm, estropiados, de boca em boca nos cafés), que ouso endereçar a V. Exª. esta carta, com o pedido que contém.» O pedido era de que alguns poemas fossem publicados na edição de Orpheu 3. E também Mário de Sá-Carneiro se havia já manifestado, em entrevista ao jornal República, em 1914, sobre a inexplicável ausência de edição da obra de P.: «A minha vibração emocional, a melhor obra de arte escrita dos últimos trinta anos [...] é um livro que não está publicado – seria com efeito aquele, imperial, que reunisse os poemas inéditos de Camilo P. o grande ritmista.» António Josó Saraiva afirmará mesmo: «[...] A sua presença indirecta na literatura portuguesa é anterior ao seu aparecimento perante o público, visto que já Pessoa e Sá-Carneiro lhe devem tanto, pelo menos, como a Cesário ou a Nobre.» No ano do suicídio de Sá-Carneiro, Luís de Montalvor publica quinze poemas de P. no nº.1 da revista Centauro.


Mas só em 1920 Ana de Castro Osório edita um conjunto significativo da produção de P., sob o título de Clepsydra, reunindo poemas ditados de memória pelo próprio autor, sob a insistência de seu filho João de Castro Osório (grande admirador de P.), que, em 1969, publicará uma edição mais completa e fiel. Ao título Clepsydra atribuem-se muitas e variadas origens, sendo, porém, a mais considerada a que remete para Baudelaire, no seu poema «L'horloge» e no verso «Le gouffre a toujours soif; la clepsydre se vide». A clepsidra é tomada como um objecto que participa das noções concreta abstracta de tempo. Como afirma Jacinto do Prado Coelho: «[...] inculca o sentimento melancólico de que a vida corre no tempo, de que o próprio Homem é constante passagem e se esvai no tempo». E é assim que P., numa poética de exercício da palavra, procurando um entendimento entre os signos e os sinais do universo, sugerindo e subentendendo, constata a relação existente entre a passagem da vida e a inevitável aproximação da morte. O tempo das clepsidras é um tempo linear, angustiante, que marca a hemorragia constante dos segundos. Existe em Clepsydra um plano teórico que faz reconhecer desde «Inscrição» (o poema que abre a obra, remetendo para as inscrições tumulares) até «Poema final» (em que o eu esgotou a sua vida, entrando na morte) uma unidade. O plano da contemplação subjaz à obra, o que levou, por exemplo, Esther de Lemos a afirmar: «[...] falta um verdadeiro sensualismo, uma paixão ardente que permita participar fisicamente na realidade».


Pessanha abandonou a vida a 1 de Março de 1926, vítima de tuberculose pulmonar.

Uma Meia-noite clara

Esta é a tua hora, ó alma, a do teu livre voo para lá das palavras,
Dos livros, da arte, apagado o dia, concluída a lição,
Quando tu emerges plenamente, silenciosa, absorta, meditando sobre os
temas que mais amas,
A noite, o sono, a morte e as estrelas.

Walt Whitman

6ª Edição Prémio de Poesia Teixeira de Pascoães

Com o objectivo de homenagear o grande vulto das letras portuguesas que foi Teixeira de Pascoaes, a Câmara Municipal de Amarante no âmbito do 120º aniversário do seu nascimento, retomou em 1997 o Prémio de Poesia Teixeirade Pascoaes. Em 2008 realizar-se a 6ª edição deste prémio. A sua atribuição será feita em sessão solene, até ao fim do ano, em data a determinar.

Serão considerados os livros de Poesia, de autores portugueses, em primeira edição, publicados de 1 de Novembro de 2006 até 31 de Julho de 2008.

As obras candidatas à 6ª edição do Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes deverão dar entrada,em número de sete exemplares, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira (Largo de Sta. Clara – 4600-034 Amarante) até 30 de Setembro de 2008, mencionando expressamente que sedestinam ao concurso deste prémio. As obras não estão sujeitas a posterior devolução. Dois dos exemplares passarão a integrar o fundo da Biblioteca Municipal de Amarante e sua extensão de Vila Meã.

O prémio terá o valor de 5000 euros podendo não ser atribuído se o júri assim o entender.

O júri será constituído por cinco poetas ou críticos literários, sendo que um dos seus elementos representará a Marânus – Associação Divulgadora da Vida e Obra de Teixeira de Pascoaes.

6º Colóquio sobre Educação em Língua Portuguesa - Universidade de Massachusetts-Dartmouth

A Universidade do Massachusetts-Dartmouth (EUA) realiza a 19 e 20 de Setembro o seu 6º Colóquio anual sobre Educação em Língua Portuguesa. O evento é organizado pelo Centro de Cultura e Estudos Portugueses e pelo Departamento de Português da Universidade, com o patrocínio do Instituto Camões.

A abertura do colóquio está a cargo de Dário Borim, professor catedrático do Departamento de Português, Frank Sousa, director do Centro de Cultura e Estudos Portugueses, e Fernanda Coelho, cônsul português em New Bedford.

‘A Lusofonia e os Negócios: O Momento é Agora', a cargo de Maria Antónia Cowles, da Universidade da Pensilvânia, será o tema dominante do primeiro dia do colóquio. Outras comunicações do primeiro dia apresentam os seguintes títulos: ‘Professora, What Are We Doing Again? Using Rubrics in the Portuguese-Language Classroom', ‘E-pals: Um Projeto Colaborativo', ‘A Poesia de Machado de Assis', ‘Lights, Camera, Action: Bringing Films to the Foreign Language Classroom', ‘Sharing Our Culture and Writing in the Foreign Language Classroom' e ‘Bridge to Learning a Foreign Language'. No segundo dia terá lugar uma oficina de trabalho com o tema: ‘Using Textbooks Critically and Creatively'. Seguir-se-ão comunicações que versarão os seguintes tópicos: ‘Portuguese for Heritage Learners' ‘Instructional Strategies/Activities for the Middle and Secondary Portuguese Language Classroom' e ‘Que Português Ensinar? Variação e Políticas Linguísticas e Culturais', sendo este último o tema dominante da sessão final.

Cortesia de IC

Alberto de Lacerda homenageado

Por ocasião do 80º aniversário do seu nascimento, o poeta português Alberto de Lacerda (1928-2007) será homenageado na próxima quinta-feira, 18 de Setembro, pelas 18h30, no auditório da Fundação Luso-Americana. A iniciativa conta com as participações de Luís Amorim de Sousa - poeta, amigo e testamenteiro de Alberto de Lacerda -, do crítico literário Eugénio Lisboa e do actor João Grosso.

Que permaneça a terra!

Que permaneça a terra!
Que fiquem de pé os montes!
Assim falava Ayocuan Cuetzpaltzin.
Em Tlaxcala, em Huexotzinco.
Que se repartam
flores de milho queimado, flores de cacau.
Que permaneça a terra!

Ayocuan Cuetzpaltzin

Recital Poético Trilingue

Amanhã dia 15 de Setembro pelas 20h00 realiza-se um Recital Poético Trilingue com a participação dos poetas Ana Luísa Amaral (Português), Julia Piera (Castelhano) e Daniel Salgado (Galego) na Casa de Galicia, Madrid.

INFO: http://casadegalicia.xunta.es

Feira do Livro de Gotemburgo 2008

25–28 Setembro 2008 são as datas da Feira do Livro de Gotemburgo 2008, no Centro de Exposições Sueco em Gotemburgo. Com cerca de 100,000 visitantes, este é o maior evento cultural da região nórdica. A Feira do Livro de Gotemburgo é o melhor lugar para tomar conhecimento sobre a literatura escandinava. Pode também conhecer muitos dos intelectuais mais proeminentes do mundo que participarão em discussões, debates e sessões temáticas durante todo o evento. Nesta edição da Feira do Livro de Gotemburgo, a Letónia é o país em destaque, pelo que poderá conhecer de perto não só mais sobre literatura Letã mas também assistir ao programa especial organizado pelo stand deste país, que inclui espectáculos musicais, exposições fotográficas e muito mais...

INFO: http://nemonet.swefair.se/templates/LibraryPage____105235.aspx

Canto Eterno

O vento dispersou todas as vozes
do brado rasgando a noite sem fim.

Mas o canto dos mártires,
esse ficou perpetuado na dureza das rochas
no piar triste das aves nocturnas
e no reencontro dos ecos
condensando-se numa lua imponente
a brilhar tranquila
no firmamento lúcido dos nosso olhos.

Jofre Rocha

Lisboa com Edições Torino Poesia

Na sequência da apresentação das Edições Torino Poesia em Paris (La Libreria), Amesterdão (Libreria Bonardi), Lugano (Postate), é agora a vez de Lisboa, no dia 18 de Setembro, quinta-feira, às 18h30. Com a colaboração da livraria italiana em Lisboa, Libritalia, a DiVersos - Poesia e Tradução convida a assistir à apresentação da nova poesia de Turim e do Piemonte. A introdução será feita pelo escritor Gonçalo M. Tavares. Estarão presentes os poetas Tiziano Fratus e Francesca Tini Brunozzi, e alguns dos tradutores.

De manhã

Abouk, Deng, erguei-vos na vossa glória.
O dia nasceu.
Deng Maiwal, bendizei-me, concedei-me vida.

Denka - Baixo Vale do Nilo

Lançamentos Amadeu Baptista

O poeta Amadeu Baptista estará em Lisboa para duas sessões de apresentação dos seus últimos livros de poesia, editados pela Cosmorama: O Bosque Cintilante (Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, 2007), Sobre as Imagens (Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica, 2008) e Poemas de Caravaggio (Prémio Nacional de Poesia de Poesia Natércia Freire, 2007). As sessões terão lugar na Fábrica Braço de Prata (24 Setembro, 20h) e na Fnac do Chiado (25 Setembro, 18h30).

A nossa terra plana

Esta é que é a nossa terra larga
onde nada pára, onde tudo passa,
e o vento não dorme e o horizonte anda.

Esta é que é a nossa terra que dança.
Vivíamos em tendas. Se o tempo mudava,
mudávamos as tendas. A vida é que manda.

Esta é que é a nossa terra plana.
Não é terra estreita, é uma terra larga.
Quanto queiram dela, dá-se em abundância.

Poemas Ameríndios - índios da pampa argentina

Lírica Europeia do Século XVIII

O Centro de Língua Portuguesa da Universidade de Hamburgo organiza o Colóquio – Lírica Europeia do Século XVIII de 11 a 14 de Setembro de 2008 em Potsdam, Alemanha.

CITAÇÃO - Salvatore Quasimodo

O poeta não teme a morte, não porque acredita na fantasia dos heróis, mas porque a morte constantemente visita os seus pensamentos e assim é uma imagem de um diálogo sereno.

PNET Literatura lançado hoje on-line

O site PNET Literatura é um espaço plural de diálogo com a realidade literária em língua portuguesa. Três aspectos sobressaem na actualização diária do novo site: a dimensão crítica, a publicação de inéditos e um acompanhamento permanente da vida literária. Três cronistas dão voz ao diagnóstico crítico, nomeadamente Jorge Reis-Sá (observatório da poesia), Pedro Teixeira Neves (observatório do romance) e Maria do Carmo Figueira (observatório da tradução). Dois escritores singulares nas respectivas gerações, Almeida Faria e Gonçalo Tavares, darão a conhecer neste espaço inéditos de sua autoria. Por fim, no que diz respeito à radiografia contínua da vida literária portuguesa, de salientar a existência de três dezenas de editoras que possibilitarão ao site PNET Literatura a pré-publicação de obras de natureza literária.

www.pnetliteratura.pt

Cortesia de CFP

Canção para Hedli Anderson

I

Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Evitem o latido do cão com seu osso suculento,
Silenciem os pianos e com tambores lentos
Tragam o caixão, deixem que o luto chore.

Deixem que os aviões voem em círculos altos
Riscando no céu a mensagem Ele Está Morto,
Ponham gravatas beges ao pescoço branco dos pombos de rua,
Deixem que os polícias de trânsito usem luvas pretas de algodão.

Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste,
Minha semana de trabalho e meu domingo de repouso,
Meu meio-dia, minha meia-noite, minha conversa, minha canção,
Pensei que o amor fosse para sempre: estava errado.

As estrelas não são precisas agora: retirem-nas todas;
Empacotem a lua e desmanchem o sol;
Esvaziem o oceano e varram as florestas;
Para que nada agora possa causar bem algum.

W. H. Auden

Ruy Belo e o Cinema

Associando-se às comemorações do 30º aniversário da morte de Ruy Belo, e por proposta da Casa Fernando Pessoa, a Cinemateca apresenta este mês um conjunto de filmes que, mais do que se relacionarem directa ou indirectamente com a poesia de Ruy Belo, foram importantes para ela, ou foram temas dela. Splendor In The Grass (dia 12, 19h) e Muriel (dia 10, 22h) foram filmes a que Ruy Belo dedicou extraordinários poemas. In a Lonely Place (na foto, dia 8, 21h30) e Niagara (dia 9, 15h30) tiveram como protagonistas actores especialmente queridos do poeta: o "meu irmão Humphrey Bogart" e Marilyn "a mais bela mulher do mundo", escreveu Ruy Belo. Antes do início de cada sessão será lido o poema de Ruy Belo que está associado ao filme a apresentar.

www.cinemateca.pt

Cortesia de CFP

O Canto do Arco-Íris

Khwa,yé,oh! Arco-íris, oh, Arco-íris,
que brilhas lá no alto, tão alto
sobre a floresta tão grande;
por entre as nuvens negras
rasgando o céu sombrio,
soltaste do teu seio,
ó grande vencedor,
o trovão que bramiu,
que bramiu com toda a força, zangado.
Está zangado connosco?
Por entre as nuvens negras,
rasgando o céu sombrio,
como a faca que corta o fruto já maduro,
Arco-íris, Arco-íris,
E depois pôs-se em fuga,
o trovão assassino dos homens.
como a corça à frente da pantera,
e depois pôs-se em fuga,
Arco-íris, Arco-íris.
Poderoso arco do caçador das alturas,
do caçador que persegue o rebanho das nuvens,
como uma manada de elefantes medrosos,
Arco-íris, vai dizer-lhe por nós.
Vai dizer-lhe! Não estejas zangado.
Vai dizer-lhe! Não estejas irritado.
Diz-lhe! E não nos mates.
Estamos com tanto medo.
Arco-íris! Vai dizer-lhe por nós.

Pigmeus - África Equatorial

A Voz dos Espelhos - Surrealismo Actual

Inaugura amanhã, dia 6 de Setembro, pelas 18h00 na Galeria Municipal Artur Bual, Amadora, a exposição A Voz dos Espelhos - Surrealismo Actual com a participação de diversos autores. Na sessão de abertura, Miguel de Carvalho e Rik Lina falarão sobre o Movimento Surrealista, serão declamados poemas de João Rasteiro e haverá ainda a música do Duo The Lights por Katherine Ann Fiero e José Oliveira. A Exposição estará patente até ao dia 19 de Outubro.

Relâmpago n.º 22

O nº 22 da revista de poesia Relâmpago, editada pela Fundação Luís Miguel Nava, será apresentado no próximo dia 29 de Setembro, pelas 18.30, na Casa Fernando Pessoa. Tendo como tema central a obra de Eduardo Lourenço como leitor de poesia, este número de Relâmpago homenageia o autor de Pessoa Revisitado, no ano em que o ensaísta completa 85 anos. A apresentação da revista será feita por Gastão Cruz, director deste número, e por Almeida Faria, que nele colabora. A sessão contará ainda com uma leitura de poemas de vários autores, entre os quais alguns dos que mais têm interessado Eduardo Lourenço, pelos actores Luís Lucas e Luísa Cruz.

Cortesia de CFP

LIVRO RARO - O Hissope: poema herói-cómico

SILVA, António Dinis da Cruz e. O Hissope: poema herói-cómico. Edição crítica de Ana María Garcia Martín e Pedro Serra. Coimbra: Angelus Novus, 2006. Obras Clássicas da Literatura Portuguesa, Século XVIII. 4°, orig. prtd. wrps. 307 pp., illus., ISBN: 972-8827-35-0. $50.00

A primeira edição rara deste famoso poema burlesco que prima pelo uso de galicismos apareceu em 1802. A permissão de impressão em Portugal foi recusada pelo que a obra foi impressa em Paris, com uma falsa impressão londrina (então descrita no prefácio de Paris na edição de 1817). A edição de 1802 foi proibida de ser distribuida em Portugal por um edital mandado publicar a 17 de Abril de 1803 por Pina Manique, Chefe da Polícia de Lisboa, com a autorização do Ministro D. Rodrigo de Sousa Coutinho; todos aqueles que tentaram copiar a obra foram enviados para um exílio de 10 anos em África. A segunda edição, Lisboa, 1808, foi proibida de ser vendida e distribuida em Setembro de 1808, depois da expulsão francesa, e também é rara. A terceira e quarta edições foram impressas em Paris, 1817 e 1821; Martins de Carvalho lista 24 edições no início do século vinte. Cruz e Silva baseou o seu poema na querela entre o bispo de Elvas, D. Lourenço de Lancastre, e o superior, D. José Carlos de Lara, a qual ele testemunhou na primeira pessoa enquanto residia em Elvas entre 1764 e 1774. Bell reconta a história de que Cruz e Silva "foi chamado a ler a sua sátira ao todo poderoso Marquês de Pombal na presença do enfurecido bispo, e que o poema provou demasiado a gravidade do ministro, pois que enviou Cruz e Silva a julgamento no Rio de Janeiro (1776)" (Literatura Portuguesa pp. 273-4). O Hissope foi mais tarde fonte de inspiração para Francisco de Mello Franco no bem conhecido poema burlesco Reino da estupidez. Nascido em Lisboa em 1731, Cruz e Silva estudou direito em Coimbra. Ele co-fundou a Arcadia Ulyssiponense em 1756 e, enquanto servia como juiz militar, desenvolveu uma formidável reputação como poeta lírico e satírico. A maior parte dos poemas de Cruz e Silva permaneceram sem publicação até depois da sua morte em 1799.

Num qualquer sítio

Num qualquer sítio decerto deve haver
A face nunca vista, a voz nunca ouvida
O coração que ainda nunca, nunca ainda, pobre de mim!
Respondeu à minha chamada.

Num qualquer sítio, talvez perto ou longe,
Para além da terra e do mar, bem longe da vista
Para além da lua errante, para lá da estrela
Que a segue noite após noite.

Num qualquer sítio, talvez longe ou perto,
Com apenas um muro, uma sebe a escondê-lo,
Ou apenas as últimas folhas do ano a morrer
Caídas sobre um relvado enverdecido.

Christina Rossetti

Novos Poemas de Júdice

O novo livro de poesia de Nuno Júdice, O Breve Sentimento do Eterno chega às livrarias a 25 de Setembro. Inclui os manuscritos de todos os poemas.

Cortesia de LER

Weltliteratur. Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!

A Fundação Calouste Gulbenkian inaugura a 30 de Setembro uma exposição sobre literatura que mostra textos literários e documentos em conjunto com quadros, esculturas e fotografias, procurando estabelecer ligações entre uns e outros. Weltliteratur - Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o Mundo! é a designação dada a esta mostra, associando uma expressão de Goethe a um verso de Cesário Verde. O professor universitário António M. Feijó é o comissário da mostra, que ficará durante três meses na galeria de exposições temporárias da Fundação Gulbenkian.

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