Poeta Fernando Guimarães vence Prémio Ruy Belo

O Poeta Fernando Guimarães é o vencedor do Prémio Literário Ruy Belo 2008, com o livro Na Voz de um Nome, anunciou a Câmara Municipal de Sintra, que atribui o galardão. O livro de Fernando Guimarães foi distinguido de entre 47 títulos concorrentes na categoria de obra poética publicada no biénio 2006/2007. Um júri constituído por um representante da Associação Portuguesa de Escritores, um da Associação Portuguesa dos Críticos Literários e outro da Câmara Municipal de Sintra escolheu o vencedor, que receberá um prémio no valor de cinco mil euros.

Cortesia de Diário Digital

CITAÇÃO - T. S. Eliot

A poesia não é um modo de libertar a emoção, mas uma fuga da emoção; não é uma expressão da própria personalidade, mas uma fuga da personalidade.

Nova tradução da Lírica de Camões lançada em Londres

A poesia lírica de Luís de Camões, numa edição completa em Inglês, é lançada a 28 de Outubro no Reino Unido, numa sessão no King's College de Londres com a presença do tradutor, Landeg White, poeta e professor na Universidade Aberta.

The Collected Lyric Poems of Luís de Camões foram editados, este ano, pela editora norte-americana Princeton University Press, na colecção Lockert Library of Poetry in Translation, cujo director, Richard Howard, considera que o livro torna acessível pela primeira vez em Inglês «um corpo único de poesia renascentista e um grande clássico da literatura ocidental».

Na apresentação da obra pela editora, escreve-se que a lírica do autor de Os Lusíadas é «quase completamente desconhecida» fora de Portugal. A colectânea reúne assim mais de 280 poemas líricos entre sonetos, elegias, hinos, odes e éclogas.

O livro foi organizado por White como uma viagem, seguindo os passos de Camões, que terá sido o primeiro «grande artista europeu» a viajar para o Hemisfério Sul, onde passou duas décadas na África do norte e oriental, no Golfo Pérsico, na Índia e em Macau. «De uma elegia feita em Marrocos a um hino escrito no Cabo Guardafui, na ponta norte da Somália, aos primeiros poemas de amor europeus modernos a uma mulher não-europeia, estas líricas reflectem os encontros de Camões com lugares e pessoas radicalmente não familiares».

«Trabalho de um dos primeiros cosmopolitas europeus, estes poemas demonstram que Camões mereceria o seu lugar entre os grandes poetas mesmo que não tivesse escrito o seu épico», conclui a nota da editora.

Doutorado em Estudos Ingleses e Americanos, Landeg White foi também responsável pela tradução para Inglês, em 1997, de Os Lusíadas, de Luís de Camões, que o poeta e jornalista Eric Ormsby, um especialista em assuntos islâmicos, classificou em Setembro no New York Sun como uma «versão brilhante» do poema épico e «facilmente a [sua] melhor tradução moderna». A obra valeu aliás a Landeg White, que ensina Estudos Ingleses e Americanos na Universidade Aberta, o Prémio de Tradução Teixeira-Gomes de 1998.

Sobre a tradução da lírica, Ormsby não foi tão entusiástico, considerando que «traduzir tal poesia bem é difícil, senão mesmo impossível». «White subiu a parada ao assumir todos os poemas líricos de Camões e ao tentar devolvê-los num verso credível em Inglês». Ormsby critica os resultados da decisão de White usar o que ele chamou um «esquema de rimas relativamente relaxado». «Na prática, isto significa que de alguma maneira vale tudo».

Muito diferente é a opinião de José Luiz Passos, da Universidade da Califórnia, Los Angeles (EUA), que considera a tradução da lírica de Camões «uma grande conquista».

Maravilhosamente clara e aparentemente sem esforço, a tradução de Landeg White revela um Camões inteiramente moderno e atractivo, que falará sem dúvida às novas gerações de leitores».

O professor brasileiro do Departamento de Espanhol e Português da UCLA aprecia em particular a organização que White deu à lírica camoniana, ordenada pelo périplo do poeta português, o que faz com que o livro seja lido como «uma jornada e dá uma visão provocatória do alcance de Camões como poeta»

Cortesia de IC

Ao Céu

O palácio violeta (quadrilátero da Grande Ursa) brilha.
Ali reside, invisível e misterioso, o Uno supremo,
que desce o seu olhar sobre a terra.

Ó nobre e alto Céu supremo,
eis alinhadas as pedras (lápis-lazúli) que te oferecemos,
eis as vítimas que por ti imolamos.

Eis aqui todos os ministros
a música e os estandartes.
Desce o teu olhar para as pedras da tua cor.

Que suba até ti o fumo do sacrifício.
Dá-nos a felicidade
por estes testemunhos de veneração.

Antiga religião nacional (Dinastia Soei - 581-619 d. C.)

First Folio de Shakespeare regressa ao Reino Unido

Uma valiosa edição das obras de William Shakespeare, considerada pelos eruditos um dos livros mais importantes em língua inglesa, voltou hoje ao Reino Unido, dez anos após ser roubada na Universidade de Durham, no norte da Inglaterra.

O livro em questão é um exemplar do chamado "First Folio" ("Primeiro Fólio"), um volume publicado em 1623, após a morte do escritor (1564-1616), que serviu de base para todas as edições posteriores de sua obra.

O livro foi roubado em dezembro 1998 da biblioteca da Universidade de Durham junto a outras obras.

A obra reapareceu em junho passado, quando um homem se apresentou na Folger Shakespeare Library de Washington assegurando que tinha descoberto o livro em Cuba e pedindo que um especialista verificasse sua autenticidade.

Os especialistas logo se deram conta de que o livro tinha sido roubado e alertaram a Embaixada Britânica nos Estados Unidos, a Polícia de Durham e o FBI (polícia federal americana).

As investigações policiais levaram à detenção de Raymond Scott, de 51 anos, um marchand de moda e que foi solto pagando fiança.

O tesouro literário voltou hoje ao Reino Unido em um avião procedente dos EUA que aterrissou no aeroporto londrino de Heathrow, escoltado por dois policiais que passaram a semana passada no país americano entrevistando várias testemunhas.

O livro, que foi transportado a um lugar secreto do norte da Inglaterra, "será guardado agora em condições de segurança e controle enquanto continuam as investigações", disse o inspector Mick Callan, um dos agentes.

LIVRO RARO - Pela mão de Mussorgski numa galeria com anjos

AVELAR, Mário. Pela mão de Mussorgski numa galeria com anjos. Lisboa: Filho Negro Editores, 2000. Colecção Papéis Impossíveis. 12°, orig. illus. wrps. 29 pp., (1 l.). One of 350 copies. ISBN: none. $25.00

Mário Avelar nasceu em Lisboa, 1956. Professor universitário especialista em estudos Anglo-americanos, tem publicado vários livros nesta área. Publicou também três livros de poesia e traduziu William Faulkner, Paul Selig, Sylvia Plath, Mary Renault, Virginia Woolf, Robert Lowell, Lewis Carroll, e Herman Melville. O seu primeiro romance, Pentâmetros jâmbicos, foi publicado pela Assírio & Alvim em 2008.

Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2009 para Maria do Sameiro Barroso

Maria do Sameiro Barroso, com o original Uma Ânfora no Horizonte, acaba de vencer a edição portuguesa do “Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2009″. O Prémio, instituído pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, numa parceria com o Ayuntamiento de Punta Umbria e a colaboração de Sulscrito – Círculo Literário do Algarve, tem o valor de 2500 euros, estando prevista a publicação, em edição bilingue, da obra vencedora. O júri, constituído por Casimiro de Brito, Fernando J. B. Martinho e Manuel Frias Martins, escolheu o original Uma Ânfora no Horizonte de entre os 86 originais a concurso. Realçando a elevada qualidade das obras concorrentes, o júri recomendou ainda para publicação o original Labirintos Cruciais, assinado com o pseudónimo Eva Maria. De acordo com o autor – Paulo Renato Cardoso – Eva Maria é mais que um pseudónimo, assumindo-se como entidade co-autoral num livro em que os poemas são atravessados por uma voz feminina. Em 2007, Paulo Renato Cardoso venceu o Prémio Daniel Faria com o livro Órbitas Primitivas: Fracções de um Tratado Heliocêntrico.

Maria do Sameiro Barroso nasceu em Braga em 1951. Médica, germanista, ensaísta e investigadora, licenciada em Filologia Germânica e em Medicina, fez a sua estreia literária em 1986. Publicou os seguintes livros de poesia: O Rubro das Papoilas, Rósea Litania; Mnemósine; Meandros Translúcidos; e Amantes da Neblina. Vindimas da Noite é o seu livro mais recente, editado por edições Labirinto. Maria do Sameiro Barroso é ainda a responsável pela organização das antologias Um Poema para Ramos Rosa (com prefácio de Paula Cristina Costa) e Um Poema para Agripina, com prefácio de Ana Paula Coutinho.

A edição anterior do Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica tinha sido vencida por Amadeu Baptista, com o livro Sobre as Imagens.

Cortesia de BB

À Natureza

Montanhas, pântanos, terras de aqui, terras do além,
concedei-nos os vossos favores;
Bisorubé, Gbozon, espíritos que os possuis,
sejam clementes connosco.
Libertai os animais, vossos filhos,
para que eles se entreguem aos fogos que iremos acender amanhã.
Nós vos ofereceremos o melhor das suas carnes
e, em sacrifício, vos daremos os seus fígados e corações.
Protegei os caçadores,
e livrai-os de todas as feridas e também da morte.


Manjas - Altos Planaltos da Etiópia

I Congresso Internacional Fernando Pessoa

A Casa Fernando Pessoa organiza, de 25 a 28 de Novembro, o I Congresso Internacional Fernando Pessoa, uma iniciativa que pretende pôr em diálogo vários especialistas na obra do escritor, bem como poetas, pintores e cineastas inspirados pelo autor de “Mensagem”.

A conferência inaugural do evento – que encerra as comemorações dos 120 anos sobre o nascimento do poeta português – vai estar a cargo do ensaísta Eduardo Lourenço, recentemente distinguido com a Medalha de Mérito Cultural.

“Os segredos revelados pelas anotações marginais de Pessoa à sua própria biblioteca, os pontos de contacto entre a obra de Pessoa e a de outros génios da literatura (como o Padre António Vieira, Shakespeare, Joyce ou Yeats), as relações entre Pessoa e a psicanálise ou as suas ligações à astrologia serão outros temas abordados neste Congresso”, refere uma nota da Casa Fernando Pessoa.

O Congresso, que vai decorrer no Auditório do Turismo de Lisboa, contará com as participações de Antonio Cicero, Arnaldo Saraiva, Fernando Cabral Martins, Fernando Pinto do Amaral, Jerónimo Pizarro, Ivo Castro, João Botelho, José Blanco e Júlio Pomar, entre outros. A iniciativa vai ainda contar com um espectáculo de Camané, que vai cantar fados com poemas de Pessoa.

Cortesia de O Público

BIO - Alexander Pope


Alexander Pope nasceu em Londres a 21 de Maio de 1688, filho de Alexander Pope, um comerciante católico de linho, e Edith Pope, que tinha quarenta e quatro anos quando Alexander, o seu único filho, nasceu. Edith Pope pertencia a uma grande família de Yorkshire, dividida entre o catolicismo e o protestantismo. Pope passou os seus primeiros anos de vida em Binfield muito próximo da Floresta de Windsor. Anedotas sobre a vida de Pope foram consideradas dignas de coleccionar durante a sua vida. Joseph Spence, um crítico, poeta menor, e biógrafo de Pope, revela que Pope era "uma criança com um temperamento particularmente doce e tinha uma grande quantidade de doçura no seu olhar quando era rapaz". Devido à sua voz melodiosa, ele era chamado de "Pequeno Rouxinol".


O pai de Pope, filho de um vigário de Anglicano, converteu-se para o catolicismo, facto que causou muitos problemas à família. Naqueles tempos os católicos estavam sobre uma legislação bastante repressiva - não lhes era permitido entrar em nenhuma universidade nem lhes era concedido oportunidade de emprego público. Assim Pope teve uma educação desigual, que frequentemente foi interrompida. Foi expulso da Escola de Twyford depois de escrever uma sátira para um dos professores. Em casa, a tia de Pope ensinou-o a ler. O Latim e o Grego aprendeu com um sacerdote local e mais tarde adquiriu conhecimento de francês e de poesia italiana. Pope também frequentou escolas católicas clandestinas.


O poeta passa a maior parte do seu tempo na biblioteca do pai - ele "nada fazia mas escrevia e lia," lembrou a sua meia-irmã. Enquanto ainda na escola, Pope escreveu uma peça baseada em falas da Ilíada. Samuel Johnson conta que esse primeiro poema épico de Pope, chamado Alcander, foi queimado com a sugestão de Francis Atterbury, que acabou por ser exilado posteriormente por traição apoiando a deposta monarquia de Stuart.


Em 1700, quando a sua família se mudou para Binfield na Floresta de Windsor, Pope contraiu tuberculose por leite infectado. Foi provavelmente a doença de Pott, um afectação tubercular dos ossos. Ele também sofreu de asma e dores de cabeça, e a sua corcunda era um alvo constante para seus críticos em batalhas literárias - Pope foi chamado de "sapo das costas curvas".


Depois de mudar para Londres, Pope publicou o seu primeiro importante trabalho, um Ensaio sobre Crítica. Esta discussão foi baseada em doutrinas neoclássicas e padrões derivados de gosto da ordem da natureza: "Natureza boa e sentido bom jamais devem unir-se; / errar é humano, perdoar divino".


Antes de se tornar um dos membros do Clube de Scriblerus, Pope associou-se a amigos anti-católicos de Whig, mas por volta de 1713 foi em direcção dos Conservadores. Os seus amigos entre os intelectuais Conservadores incluíram Jonathan Switft, Gay, Congreve, e Robert Harley, primeiro Conde de Oxford. Em 1712 Pope publicou uma primeira versão de The Rape of the Lock, uma sátira elegante sobre a batalha entre os sexos, e loucuras de uma mulher jovem e os seus "sopros, pós, remendos, Bíblias, alojamentos-a-dois". O trabalho foi aumentado em 1714. A sua primeira versão consistiu em dois cantos (1712) e a versão final cinco cantos (1714). The Rape of the Lock originou uma discussão entre duas famílias com quem Pope foi familiarizado.


Alexander Pope admirou Horácio e Vergílio e estimou-os como modelos para a sua poesia. As suas grandes realizações eram as traduções de Ilíada e Odisseia para a língua inglesa. O êxito das traduções capacitou-o mudar-se para Twickenham evitando a pressão anti-católica dos Jacobitas. No entanto, Pope permaneceu católico mesmo depois da morte do seu pai (d. 1717) e da sua mãe (d. 1733). Os trabalhos de Pope coleccionados foram publicados em 1717. Ele foi um dos primeiros poetas profissionais a ser auto-suficiente em consequência dos seus escritos não dramáticos.


Em Twickenham, Pope estudou horticultura e jardinagem. Durante os seus últimos anos, Pope projectou um "grot" romântico num túnel, que ligava uma fonte com seu jardim traseiro. Era murado com conchas e pedaços de espelho. A casa do poeta, aproximadamente a vinte quilómetros de Londres, atraíu um vasto número de escritores, incluindo Swift, a quem Pope ajudou com a publicação de As Viagens de Gulliver. Com a sua vizinha, Senhora Mary Wortley Montagu, Pope criou um relacionamento, mas quando a amizade terminou, começou uma longa vida amorosa com Martha Blount. Pope tinha encontrado Martha e a sua irmã Teresa já em 1711. Mais tarde em Imitations of Horace (1733), Pope referiu-se à sua amiga do passado como "Sappho" e escreveu: "Dou-me outra vez minha árvore oca, / Uma crosta de pão, e liberdade".


Em Essay On Man (1733-34), Pope examinou a condição humana contra Miltonic, de fundo cósmico. Embora a perspectiva do poeta está bem acima das nossas vidas quotidianas, ele não esconde o seu enorme conhecimento, o trabalho dramático sugere que a raça humana é uma parte de natureza e a diversidade de formas vivas. Em Moral Essays (1731), Pope separou comportamento de carácter: "Nem sempre acções mostram o homem: achamos / Quem pratica bondade não é portanto bondoso". Pope preparou uma edição da sua correspondência, tratando-a a seu próprio favor. Empregou também artifícios desonrosos para fazer parecer que a correspondência foi publicada contra seu desejo. Com a tradução da Odisseia, Pope estava ávido de tomar todo o crédito, tentando evitar mencionar a contribuição de outros escritores.


No seu tempo, Pope foi famoso pelas suas graciosas e agressivas sátiras, e típicas quarelas com outros escritores. Quando a sua edição de William Shakespeare foi criticada, respondeu com a paródia selvagem The Dunciad (1728), que foi aumentada em 1742. Zombou de maus escritores, cientistas, e críticos. Pope morreu a 30 de Maio de 1744 deixando a sua propriedade a Martha Blount. Antes da sua morte, Pope esteve delirante durante um período de tempo, e reivindicou ver um braço entrar pela parede. O seu último poema épico, Brutus, ficou inacabado.


Com o crescimento do Romantismo, a poesia de Pope começou a ser vista como antiga e a "Idade de Pope" acabou. A partir de 1930 foram realizadas sérias tentativas para redescobrir o trabalho do poeta.

CITAÇÃO - Johann Goethe

Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes.

Novo livro de Herberto Helder com edição limitada

O mais recente livro de Herberto Helder, lançado na passada quinta-feira, encontra-se esgotado no armazém da editora. O livro não será reeditado. Quando muito existirá, talvez mais tarde, um novo livro que acrescente algo a estes poemas, como este volume faz com poemas já anteriormente publicados. A Faca Não Corta o Fogo - súmula e inédita teve uma tiragem de 3000 exemplares e já só existem os que se encontram à venda nas livrarias.

Cortesia de Diário Digital

Vivei na casa - e a casa viverá.

VIVEI NA CASA - e a casa viverá.
Invocarei qualquer dos séculos
Para lá construir a minha casa.
Por isso tenho vossos filhos a meu lado
E também vossas mulheres, sentados à mesa
Mesa para o magnífico avô e para o neto.
Cumpre-se aqui e agora o futuro,
E se eu ao de leve vos dou a minha bênção
É porque só restam esses cinco raios de luz.
Omoplatas minhas como vigas mestras
Sustentam cada dia que engendra o passado,
Com a vara de agrimensura meço o tempo
E tanto atravesso como sobrevoo os montes Urais.

Arsenii Tarkovskii

Casimiro de Brito vence Grande Prémio do Festival Poeteka

O poeta Casimiro de Brito venceu o Grande Prémio do Festival Poeteka, um festival internacional de poesia realizado em Setembro, na Albânia, com a participação de cerca de 70 poetas de 16 países.

“Para já, fiquei grato por me convidarem para o festival, e depois, fiquei encantadíssimo quando pessoas pelas quais tenho um grande reconhecimento me deram aquele prémio”, disse hoje Casimiro de Brito, cuja obra está traduzida em 25 línguas, incluindo o albanês.

O prémio – um anel de platina e prata, do século XIX, entregue dentro de uma caixa de madeira lacada – foi atribuído ao português enquanto melhor autor estrangeiro, uma das três categorias do festival, a par das de melhor autor albanês e melhor tradução.

“Este prémio caiu-me no coração, tanto mais sabendo que a minha tradutora levou cinco anos a traduzir silenciosamente a minha poesia”, sublinhou.

O festival, que vai este ano na quarta edição, decorreu entre 22 e 28 de Setembro e homenageou o poeta mexicano Octavio Paz (1914-1998). Houve também tempo para leituras de poesia, mesas-redondas, debates, exibição de curtas-metragens, música e exposições, entre outras actividades.

Uma das iniciativas desta edição do Poeteka, subordinado ao tema “Liberdade sob Palavra”, consistiu no envio de poemas por mensagem escrita para telemóveis, durante os dias do festival, demonstrando como a tecnologia pode servir para divulgar poesia.

Cortesia de O Público

Margarit vence Prémio Nacional de Poesia Espanhola

O poeta catalão Joan Margarit venceu no passado dia 7 de Outubro o Prémio Nacional de Poesia, outorgado pelo Ministério da Cultura espanhol, pela sua obra Casa de Misericórdia que já tinha recebido outros galardões, entre eles o Prémio Nacional da Crítica.

O prémio, dotado com 20 mil euros, reconhece a melhor obra de poesia publicada em espanhol ou em qualquer das restantes línguas oficiais que se falam em Espanha. A primeira obra de Margarit foi publicada em 1963, tendo começado a publicar em catalão a partir de 1980.

Cortesia de O Público

Três poemas desenhados em exposição

Três poemas desenhados por Almada Negreiros (1893-1970) em 1920 vão estar expostos pela primeira vez em Caligrafias - Uma Realidade Inquieta, exposição com obras de trinta artistas portugueses e estrangeiros que abre ao público amanhã no Museu das Comunicações.

A série de caligramas - desenhada em pequenas folhas simples de um caderno de apontamentos - é mostrada pela primeira vez publicamente nesta exposição. Almada Negreiros desenhou cadeiras, árvores, uma mesa e outras figuras com frases poéticas. Paralelamente a esta exposição, a Fundação edita o livro Caligrafias - A Nascente dos Nomes, que irá dar continuidade ao caderno temático Caligrafias, editado em 2006 pela Revista Mealibra de Viana do Castelo.

Cortesia de O Público

Genética explica dificuldade na leitura

Uma variação genética comum pode ser responsável pela dificuldade que algumas pessoas enfrentam no acto de ler.

O estudo, realizado por investigadores do Wellcome Trust Center for Human Genetics, em Oxford, sugere que, além de ajudar a diagnosticar pessoas com problemas de aprendizagem, o gene (chamado KIAA0319) pode determinar quem é bom ou mau leitor.

É a primeira vez que a mesma variante genética se revelou importante para a dislexia e para a capacidade leitora em geral”, disse a investigadora do WTCHG Silvia Paracchini.

Para chegar a esta descoberta, os cientistas realizaram testes em 6.000 crianças com idades entre sete e nove anos. Os resultados vieram mostrar que a variação do gene que dificulta a leitura apareceu em 15% das crianças, inclusive nas que não foram diagnosticadas como disléxicas. A pesquisa, publicada no American Journal of Psychiatry (http://ajp.psychiatryonline.org/), pode ajudar os cientistas a compreender o motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem dislexia e outras não conseguem ler um livro.
Cortesia de DGLB

Pelas Colheitas

Que o nosso grão seja tão abundante que nos esqueçamos dele na terra e o deixemos cair ao longo dos caminhos. Pois tanto e tanto será ele que para o ano que vem quando formos a semear, os campos e caminhos estejam já cobertos de trigo que desponta!

Khonds - Índia

Sófocles inspira ópera de Heaney, Walcott e Le Gendre

Dois poetas, Seamus Heaney e Derek Walcott, ambos prémios Nobel de Literatura, colaboram com a jovem compositora caribenha Dominique Le Gendre numa nova ópera inspirada em Antígona, de Sófocles, cuja estreia mundial acontecerá em 11 de outubro em Londres.


É a primeira vez que o irlandês Heaney, autor do texto poético que serve de libreto, "Burial on Thebes" (Enterro em Tebas), autoriza uma versão para a ópera de um de seus livros, mas a compositora considera que o recurso a que chama de "teatro per música" se adequa muito à obra original do clássico grego.


"É uma experiência incrível. Sófocles ficaria encantado. É uma tragédia que exige uma grande profundidade emocional", diz Walcott, poeta e veterano do teatro e que, pela primeira vez, faz uma montagem de uma obra de seu colega irlandês.


"Tenho uma amizade pessoal com Heaney. É um grande poeta e um grande amigo. E eu quero fazer justiça ao poeta. É um dever que tenho para com ele e para com Dominique", destacou Walcott à Agência Efe durante uma pausa nos ensaios.


O prémio Nobel diz sentir saudades do elemento "trágico" no teatro actual e afirma que é algo que "requer poesia, e não psicologia".


"O teatro moderno é dos romancistas e não dos poetas, e eu gostaria que houvesse mais poesia", diz Walcott, para quem o poeta e dramaturgo T.S. Eliot era "elitista demais" e não "suficientemente vulgar", o que não acontece, no entanto, com William Butler Yeats nem com Seamus Heaney.


Walcott ambientou o drama de Sófocles em torno da razão de Estado e a consciência do indivíduo em uma ditadura da América Latina, embora seu alcance seja naturalmente universal.


Também desenhador e pintor, o poeta criou os cenários e o figurino da sua obra e mostrou à Agência Efe os minuciosos desenhos dos diferentes personagens e nos quais Creonte, por exemplo, aparece como uma espécie de Trujillo, ditador dominicano.


Embora "Burial on Thebes" seja a primeira ópera que dirige, Walcott trabalhou anteriormente com compositores em diversos musicais, que, segundo ele, são óperas do dia-a-dia.


"A música é, além disso, uma parte importante do teatro no Caribe. E eu mesmo escrevi canções para ritmos como o calipso ou o reggae", diz o poeta e fundador do Trinidad Theatre Workshop, seu grande orgulho.


Já a compositora Dominique Le Gendre, quando questionada sobre suas influências musicais, destaca, sem dúvida, o violão e os compassos do flamenco.


O produtor da ópera, Harry Ross, ex-colaborador de Giancarlo Menotti no festival de Spoleto (Itália), explica que a compositora utilizou, entre outros ritmos, o "rapso", mistura de reggae e calipso.


"Burial on Thebes" é produzida por Manning Camerata, conjunto fundado pelo violinista e diretor de orquestra Peter Manning, que dirigirá um grupo de 13 músicos - aos quais se somarão dez cantores, dois atores e um dançarino.

Ele elogia a compositora, a quem qualifica de "magnífica colorista".

Sobre a acústica do Globe Theatre, onde a obra vai estrear, um teatro que reproduz fielmente o original da época de Shakespeare, o músico britânico afirma que é "excelente", graças, entre outras coisas, ter sido construído com madeira.

1ª Edição Prémio Literário Irene Lisboa

Com o objectivo de divulgar o nome e a obra de Irene Lisboa, valorizar a Língua Portuguesa e promover a escrita criativa, valorizando a expressão literária, o Município de Arruda dos Vinhos promove pela primeira vez o Prémio Literário Irene Lisboa nas áreas de poesia e prosa-conto.

Os interessados poderão enviar os seus trabalhos de poesia ou prosa-conto para o Município de Arruda dos Vinhos até ao dia 31 de Outubro de 2008. O regulamento do Prémio Literário Irene Lisboa está disponível online, em http://www.cm-arruda.pt/custompages/showpage.aspx?pageid=7b323a07-6b19-4df3-ab99-fbf8544f55be&m=b115

A Batalha travada entre a Alma

A Batalha travada entre a Alma
E Nenhum Homem - é
De entre todas as Batalhas que permanecem -
De longe a Maior -

Dela ninguém tem Notícia -
A sua Campanha é Incorpórea
Começa e termina –
Invisível – desconhecida –

Nem a História – a regista –
Como Legiões de uma Noite
Que o Amanhecer dispensa – estas resistem –
Imperam – e exterminam -

Emily Dickinson

26ª Edição da LIBER

Entre os dias 8 e 10 de Outubro acontece a 26ª Edição da LIBER - Feira Internacional do Livro 2008, este ano em Barcelona, alternando com Madrid. O evento realiza-se na Feira de Barcelona, Palácio 1 do recinto da Feira de Gran Via. Com uma superfície de exposição de 6600 metros, está prevista a presença de 700 expositores de entre editores, autores, empresas e entidades culturais. De carácter profissional, a LIBER estará aberta das 10h00 às 19h00 esperando receber 11000 visitantes.

www.salonliber.com

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