Prémio de Poesia e Ficção de Almada 2009

O Prémio de Poesia e Ficção de Almada 2009, este ano dedicado ao género Poesia, recebe obras originais até 30 de Setembro. No Fórum Municipal Romeu Correia.

Na sua 15ª edição, o Prémio de Poesia e Ficção de Almada é este ano dedicado ao género Poesia e visa promover a produção literária em língua portuguesa, bem como consolidar os hábitos de leitura e escrita criativa.

No período de 1 a 30 de Setembro, inicia-se a fase para entrega dos trabalhos a concurso realizados por autores de língua portuguesa, naturais do concelho, residentes ou que exerçam a sua actividade profissional em Almada.

Ao vencedor do Prémio de Poesia e Ficção de Almada será atribuído um prémio no valor de 2500 euros.

Consulte o regulamento

Galeria Fernando Pessoa

A Galeria Fernando Pessoa está aberta ao público. Este novo espaço da Casa Fernando Pessoa (CFP) situa-se no mercado de Santa Clara (Campo de Santa Clara, freguesia de São Vicente de Fora, Lisboa) e estará aberto de terça-feira a sábado, entre as 11h e as 17h. Na galeria está patente uma nova versão da exposição de fotografias de Jorge Colombo, Lisboa Revisitada.

Poesia na celebração do Dia Nacional dos Castelos em Loulé

Em Outubro, o Museu Municipal de Loulé vai apostar numa grande variedade de iniciativas, do teatro à música, passando pela poesia.

Assim, logo no dia 7, os Serviços Educativos da Divisão de Cultura e História Local assinalam o Dia Nacional dos Castelos no Pátio da Alcaidaria do Castelo, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30. Neste espaço, o Passado Vivo/Ordem da Cavalaria do Sagrado Portugal realiza várias actividades de recriação histórica, dirigidas aos alunos do 1º e 2º ciclo. As marcações podem ser feitas através do telefone 289400611.

Já no dia 10, das 9h30 às 12h30, as escavações arqueológicas regressam ao Largo Prof. Cabrita da Silva, junto à Igreja Matriz de Loulé, em mais uma sessão de “A ideia é… Pôr toda a gente a escavar!”, destinada à população em geral.

Em Alte, no Pólo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte, dia 16, às 21h00, Nélson Conceição apresenta um espectáculo de acordeão.

Nos dias 16 e 17, pelas 21h30, em Loulé, no Convento de Santo António, o Teatro da Terra apresenta a peça de teatro “A Casa de Bernarda Alba”. Este texto de Frederico Garcia Lorca é um clássico que ao mesmo tempo estabelece, pela sua temática, um vínculo com a população do interior norte alentejano. Com direcção artística de Maria João Luís, esta é uma história aparentemente simples que é, no entanto, um autêntico bilro de intenções e mensagens, onde se destaca a violência e a agressividade. Este texto fala-nos de opressão, medo, humilhação e consequente revolta e poesia. Os bilhetes para este espectáculo custam 5 euros.

O poeta algarvio Luís Monteiro Pereira vai apresentar o seu mais recente livro - “Fado dos meus silêncios” no dia 17, pelas 16h30, na Alcaidaria do Castelo. Esta iniciativa será acompanhada por uma actuação musical.

Dia 20, às 16h30, as histórias do passado vão estar em mais uma iniciativa do “Laboratório da Memória”, na Alcaidaria do Castelo.

E no dia 23, às 21h00, a poesia volta a estar em destaque na Alcaidaria do Castelo com o lançamento do livro “Sopro – Entre a Vida e a Morte”, da autoria de Sandrine Sousa.

No encerramento das actividades, dia 24, pelas 21h30, a Jangada - Cooperativa de Teatro Profissional apresenta a peça de teatro “A.V.C. – Argão Vai Cismar”, no Convento de Santo António.

Cortesia de Região Sul

Faleceu o poeta Cabo-Verdiano Mário Fonseca

O poeta e ensaísta cabo-verdiano Mário Fonseca faleceu sábado no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), apurou a PANA de fonte familiar.

Nascido a 12 de Novembro de 1939, na capital cabo-verdiana, Mário Alberto de Almeida Fonseca deixa uma vasta obra literária publicada em revistas, jornais, como o Boletim de Cabo Verde, a folha literária e "Seló" que fundou nos anos 60 com os poetas cabo-verdianos Arménio Vieira (Prémio Camões 2009) e Osvaldo Osório.

Entre as suas obras figura o livro de poesias "O Mar e as Rosas", que foi confiscado em Lisboa, em 1964, pela polícia política portuguesa, aquando do encerramento forçado da então Associação Portuguesa de Escritores.

Mário Fonseca publicou também várias obras em língua francesa, nomeadamente os livros de poesia "Près de la mer" e "Mon Pays est une Musique et Poissons".

Combatente pela causa da libertação de Cabo Verde do jugo colonial português, Mário Fonseca participou em actividades da Associação de Escritores Afro-Asiáticos (Beijing, 1966), no Simpósio Literário Internacional contra o Apartheid (Brazaville, 1987) e nos Estados Gerais do Livro Francófono (Paris 1989).

Ao longo dos muitos anos em que foi obrigado a viver longe do seu país devido à sua oposição ao regime colonial, Mário Fonseca trabalhou como professor de francês no Senegal e tradutor na Mauritânia e Turquia.

De regresso a Cabo Verde, o escritor colaborou activamente em quase todos os jornais e revistas que circularam no arquipélago após a sua independência, em 1975.

Mário Fonseca, que exerceu vários cargos de responsabilidade em instituições ligadas à cultura, chegou também a ser indicado para desempenhar as funções de presidente do Instituto de Língua Portuguesa, cargo que não pôde desempenhar por motivos de saúde.

Cortesia de Angola Press

Oeiras lança 2ª fase do Parque dos Poetas

A Câmara Municipal de Oeiras vai proceder, a 29 de Setembro, às 18:00, ao lançamento da primeira pedra da segunda fase do Parque dos Poetas.

A empreitada da segunda fase do Parque dos Poetas foi adjudicada no dia 23 de Setembro, por unanimidade do Executivo Municipal, à empresa EDIFER, S.A. / ARTEMISIA, S.A.

O prazo de execução da empreitada é de 36 meses, tendo implicado um investimento de 28.275 409,82 euros.

A Poesia e os Poetas estão representados nesta segunda fase por obras de arte que, «conjugadas com a composição dos jardins nos quais se integram, reforçam a leitura ambiental das diferentes épocas», segundo o divulgado em comunicado.

É criada, neste âmbito, uma mostra de arte pública, integrada num espaço dedicado às letras, mas especificamente à poesia, que assinala uma homenagem à Cultura Portuguesa.

Num total de 15 hectares de jardim, 41 poetas ficarão imortalizados em obras de escultura (30 portugueses e 11 representantes dos PALOPs).

D.Dinis, João Roiz de Castel-Branco, Gil Vicente, Garcia de Resende, Bernardim Ribeiro, Sá de Miranda, Cristóvão Falcão, Diogo Bernardes, Luís de Camões, António Ferreira, Francisco Rodrigues Lobo, Soror Violante do Céu, Frei Jerónimo Baía, Correia Garção, Filinto Elísio, Nicolau Tolentino, José Anastácio da Cunha, Marquesa de Alorna, Manuel Maria Barbosa Du Bocage, Almeida Garrett, António Feliciano de Castilho, Alexandre Herculano, Soares de Passos, João de Deus, Antero de Quental, Gomes Leal, Guerra Junqueiro, António Feijó, Cesário Verde e António Nobre serão os poetas representados nesta segunda fase.

Já os autores das esculturas serão Graça Costa Cabral, Rui Matos, José Aurélio, António Vidigal, Lagoa Henriques, José Rodrigues, José João Brito, Maria Irene Vilar, Gustavo Bastos, João Oom, Susana Piteira, Armindo Alípio Pinto, Cristina Ataíde, António Matos, Pedro Campos Rosado, Helder Batista, Clara Meneres, João Antero, João Cutileiro, Pedro Cabrita Reis, Zulmiro de Carvalho, Álvaro Carneiro, Moisés Preto Paulo, Álvaro Raposo da França, Luísa Piriénes, Fernando Conduto, Chartres de Almeida, João Jorge Duarte e Laranjeira Santos.

A autoria da representação de Luís de Camões será definida em concurso público, ainda por realizar.

Cortesia de Diário Digital

Ao outono

Estação das brumas e da fecundidade amadurecida,
secreta e íntima companheira do sol, tu, que conspiras
com ele para que se exaltem e encham de cachos
as vinhas, cujos ramos cingiram os tectos das casas humildes,
ou se inclinem com o peso das maçãs os troncos musgosos dos pomares,
e a maturação entre, completa, no interir de todas as sementes;
para que a forma dos frutos se arredonde, e fiquem
doces e mas pesadas as avelãs, ouse entreabram
inesgotavelmente as últimas flores para as abelhas,
até elas acreditarem que jamais ha-de terminar o calor das tardes
porque o verão fez com que se derramasse o mel dos seus favos cheios.

Quem não viu cercada pela tua própria abundância?
Aqueles que longamente te procuram vão por vezes encontrar-te
assentada sobre o chão um celeiro, sem cuidados,
os cabelos erguidos pela brisa suave das colheitas,
ou adormecida num sulco que não acabaste ainda de ceifar,
entorpecida pelo odor das papoulas, enquanto a tua foice
se suspende sobre as próximas searas, entrançadas de flores;
a cabeça, como as mulheres que transportam os fruts que recolheram,
ou, junto dum lagar, os teus olhos vigiam
sem se impacientar as últimas gotas que caem, lentamente.

Onde ficaram as canções da Primavera? Não penses
mais nelas, porque em ti ainda há a tua própria música:
quando, ao longo das nuvens, floresce um calmo ocaso
e sobre os campos já ceifados desce seu reflexo,
então, principia entre os salgueiros dum rio
o murmúrio triste dos insectos, que se erguem no ar
ou descem conforme o leve vento se anima ou morre;
e, já crescidos, os cordeiros balem sobre as colinas próximas;
as cigarras zunem junto das sebes; e, nesse instante,
ouve-se dum pitarroxo a voz tranquila no interior dum jardim
enquanto, reunidas pelo seu voo, cantam as andorinhas nos céus.

John Keats

Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010

Pelo terceiro ano consecutivo, a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António lança a edição portuguesa do “Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010”.

O referido prémio – que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e o Ayuntamiento de Punta Umbría – tem como objectivo contribuir para uma maior aproximação entre Portugal e Espanha, estabelecer laços que identifiquem Vila Real de Santo António e Punta Umbría como partes de um território comum no conjunto da península ibérica e promover a criação literária e o conhecimento da poesia nas duas línguas.

O concurso refere-se exclusivamente à participação com originais em língua portuguesa, embora as obras premiadas nas edições portuguesa e espanhola venham a ser editadas na colecção “Palavra Ibérica”, em edição bilingue (português e castelhano).

O valor do Prémio é de 2.500,00 € (dois mil e quinhentos euros), podendo concorrer todos os escritores, nacionais e estrangeiros, desde que as obras a concurso sejam apresentadas em português, sendo vedada a participação a autores premiados em edições anteriores do Prémio.

Os originais deverão ser encerrados em invólucro opaco, fechado e lacrado, devendo constar no rosto o título da obra e o pseudónimo do autor. Os elementos de identificação do autor deverão ser encerrados num segundo invólucro opaco, fechado e lacrado, em cujo rosto deve ser escrito o pseudónimo do seu autor. Por sua vez, os invólucros referidos nos números anteriores são guardados num outro invólucro opaco, fechado e lacrado, dirigido ao júri do concurso «Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010», e deverá ser entregue em mão na sede do Município de Vila Real de Santo António – Praça Marquês de Pombal – 8900-231 Vila Real de Santo António, ou remetido por correio registado, com aviso de recepção, para a mesma morada, até ao dia 30 de Outubro de 2009.

O Júri será constituído por três escritores de reconhecido prestígio, a indicar pela Câmara Municipal, e os resultados serão divulgados no decorrer do mês de Dezembro.

Nas edições anteriores, os vencedores foram Amadeu Baptista, com o original “Sobre as Imagens” e Maria do Sameiro Barroso, com o original “Uma Ânfora no Horizonte”.

Para mais informações poderão contactar o Centro Cultural António Aleixo pelo tel. 281 510 047.

Cortesia de Algarve Central

Poeta Drummond de Andrade online

A editora Record decidiu comemorar os 25 anos de Carlos Drummond de Andrade no seu catálogo com o lançamento do site do escritor, considerado por muitos um dos grande nomes da literatura portuguesa.

No site é possível conhecer a vida de Drummond, que o site do jornal O Globo refere como «o homem que libertou os versos das suas amarras, mas cujo maior talento era a humildade diante da palavra». Uma das novidades é a Rádio Drummond, onde é possível escutar poemas musicados.

www.carlosdrummonddeandrade.com.br

Cortesia de Diário Digital

Novos Caminhos da Poesia Portuguesa

O Dolce Vita Porto vai receber amanhã, dia 26 de Setembro, às 17h00, um debate denominado «Novos Caminhos da Poesia Portuguesa», evento que vai reunir poetas, críticos e livreiros.

O poetas Manuel António Pina e Emílio Remelhe, o declamador Jorge Vieira, o crítico literário Fernando Guimarães e a livreira Dina Ferreira «vão analisar o presente e debater o futuro de um género literário de tradição na língua portuguesa», refere a organização.

Cortesia de Diário Digital

Dia Europeu das Línguas 2009

No dia 26 de Setembro, o Dia Europeu das Línguas é celebrado pelos oito institutos culturais que fazem parte da EUNIC Portugal no Goethe-Institut em Lisboa. Durante esse dia, os institutos irão apresentar a sua oferta de cursos e realizar mini-aulas. Com um vasto programa cultural, o dia será também celebrado com o sorteio de um curso de língua (ver programa completo).

Na República Checa, CLP/IC Praga participará nas celebrações do Dia Europeu das Línguas, através da realização de diversos eventos, numa cooperação estabelecida entre os vários Centros Culturais Europeus acreditados em Praga, no âmbito da rede EUNIC.

Entre as actividades preparadas, está prevista a organização de um concurso online, com perguntas de cultura geral sobre as línguas da Europa e um "rally-paper"/caça ao tesouro que implicará, para as equipas participantes, visitas a cada um dos centros nacionais.

O CLP/IC prevê também organizar um "dia de portas abertas" para a comunidade de Praga; os visitantes poderão assistir, ao longo de todo o dia, a curtas-metragens nacionais, à divulgação de obras de autores lusófonos traduzidas para Checo, a degustações de produtos e vinhos nacionais, podendo ainda participar em sorteios de livros, CD e DVD, entre outras actividades de âmbito cultural.

A página oficial, em todas as línguas dos países participantes, encontra-se alojada em: www.evropsky-den-jazyku.cz

Cortesia de IC

Cobre a terra mãe

Cobre a terra mãe quatro vezes de flores numerosas.
Que se cubram os céus de flores acumuladas.
Que se cubra de névoa a terra: cobre de chuvas a terra.
Grandes águas,chuvas, cobri a terra. Cobr a terra, ó
relâmpago.
Que se ouça o trovão por sobre a terra inteira; que se ouça
o trovão na terra.
Que se ouç o trovão por sobre as seis regiões da terra.
Que se ouça cobrindo a terra.
A chuva, o trovão, o relâmpago.
Cobrindo a terra.

Zunhis - Poemas Ameríndios

CITAÇÃO - Elizabeth Bishop

A arte de perder não é difícil para os mestres; tantas coisas parecem satisfeitas com a intenção de estar perdidas que a sua perda não é trágica.

Danae

















by Gustave Klimt
Ciclo de Pintura Erótica-Poética - Quadro 8/19

Saco de pão com poema

Durante dois meses, quem comprar pão em Espinho arrisca-se a levá-lo para casa em sacos de papel com poemas e excertos de textos de autores lusos sobre comboios, ou não se chamasse a iniciativa "Comboio na literatura".

Os textos são de Fernando Pessoa, Francisco José Viegas, José Jorge Letria e Minês Castanheira.

A iniciativa, apresentada ontem, na cidade, tem como contexto o facto de a Linha do Vale do Vouga, que serve o município, ter -se tornado, neste ano, centenária, e Espinho, que agora comemora os 110 anos de elevação a concelho, ter tido no comboio, desde sempre, um importante motor de desenvolvimento.

E é por isso também que, aproveitando-se o ensejo, foram postas em exposição na padaria AIPAL da Rua 19 algumas fotografias do arquivo de Carlos Salvador, todas elas relacionadas com os comboios em Espinho. E também ali se pode assistir a um filme sobre as obras do enterramento da linha realizado por Jorge Cunha, funcionário da biblioteca.

E na própria estação de caminho de ferro vão estar em exposição, em vitrinas, os sacos de papel e os livros de onde foram retirados os textos impressos, bem como outras obras sobre comboios que podem ser lidos na biblioteca.

A ideia da iniciativa partiu da directora da Biblioteca Municipal, Isabel Sousa, projecto que a empresa AIPAL e a Câmara Municipal de Espinho tornaram realidade. Foram feitos 150 mil sacos para distribuição.

Umas vezes, serão, pura e simplesmente, amarrotados e deitados para o lixo, talvez, quem sabe, para o ecoponto, mas espera-se que muitos deles sejam realmente lidos e que deixem muitos augados por mais.

"O saco de pão com um poema ou um excerto de um texto pode ser um primeiro passo para muitas pessoas que não estão habituadas a ler. O objectivo é que leiam e, quem sabe, fiquem com vontade de ler mais e mais", explicou a vereadora da Cultura, Maria José Vieira.

Por outro lado, a ideia é, igualmente, fazer publicidade aos livros e à biblioteca.

Publicitar os livros como produtos como outros quaisquer e a biblioteca como se de uma empresa se tratasse. Foi outro dos objectivos da campanha, à qual aderiram as oito padarias AIPAL do concelho.

Cortesia de JN

BIO - Miguel Torga


Miguel Torga (pseudónimo de Adolfo Correia Rocha) nasceu em S. Martinho de Anta (12.08.907) e morreu em Coimbra (17.01.995). É autor de uma obra extensa e diversificada, compreendendo poesia, diário, ficção (contos e romances), teatro, ensaios e textos doutrinários.

Em 1934, ao publicar o ensaio intitulado A terceira voz, o médico Adolfo Rocha adopta expressamente o nome de Miguel Torga. Associando o fitónimo “torga” – evocativo de resistência e de pertinaz ligação à terra, propriedades de um pequeno arbusto do mesmo nome- a "Miguel"- nome de escritores ibéricos (Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno), de artista visionário e genial (Miguel Ângelo) e de Arcanjo com forte motivação semântica (“Quem como Deus”), o poeta (então, com apenas 27 anos) escolhe um programa ético e estético centrado no confessionalismo e na busca de autenticidade.
A dominante autobiográfica é, de resto, uma marca geracional. Não pode esquecer-se que Torga viria a participar, por pouco tempo, no movimento da Presença, vindo a demarcar-se dele, não tanto por força de divergências substantivas mas em virtude de um fortíssimo impulso individualista.

A essa luz de obstinada independência ganha também importância a forte relação que o autor mantem com a terra natal. É sabido, por exemplo, que a Agarez d' A Criação do Mundo (conjunto de seis livros autobiográficos, publicados entre 1937 e 1981) constitui o sucedâneo da sua S. Martinho de Anta, afirmando-se como contraponto apaziguante das muitas peregrinações empreendidas, por escolha livre ou por força das circunstâncias. A partir de certa altura, a dialéctica entre aproximação e distância fixa-se essencialmente em torno de Coimbra (a “Agarez alfabeta”) e das fragas maternais de Trás-os-Montes, onde o poeta volta ciclicamente, sobretudo por ocasião do Natal. Nessa medida, bem pode dizer-se que o regresso constitui, ao mesmo tempo, um prémio e uma revalidação do preito à terra.

Essa dialéctica vivencial aplica-se também ao próprio mundo ficcional criado pelo autor. Um exemplo disto mesmo encontra-se no conto intitulado “A Paga (Contos da Montanha) quando Matilde, “desgraçada” por um Don Juan rústico (o Arlindo), se vê vingada pelos irmãos (Cândido e Albino) regressados do Brasil para, em dia de romaria a S. Domingos, restabelecerem a justiça da terra. Punido na sua capacidade fecundante, o Arlindo constitui o exemplo do varão excessivo, que atraiçoa as leis morais necessárias ao bom funcionamento da comunidade. Por via disso mesmo, o castigo teria de lhe ser imposto por filhos da mesma terra, que a ela voltaram com esse fim, em sinal de pertença eterna.

Esta linha de fidelidade aos espaços maternos e de busca íntima alcança outro tipo de expressão na escrita lírica.

Iniciado em 1928 com o livro Ansiedade (entretanto renegado), o lirismo de Torga ganha corpo através de um conjunto de livros autónomos e ainda por força de um vasto conjunto de poemas espalhados ao longo dos 16 volumes do Diário, publicados entre 1941 e 1993.

Nele comparece a ideia de uma Natureza matricial contraposta às hipocrisias sociais (no que lembra muito o bucolismo de Sá de Miranda); Nele avulta, por outro lado, a noção de que a escrita literária (e a inspiração lírica, em particular) excede o plano da consciência e da programação racional para se inscreverem, de facto, no âmbito da transcendência órfica. De facto, mais do que imitar a realidade, a poesia de Torga reinventa-a sem cessar, tal como Orfeu conseguia modificar a paisagem envolvente através da melodia do seu canto. Para além de tudo, e ainda à semelhança do pastor da Trácia, o objectivo último do poeta é sempre o de resgatar a amada Eurídice (que tem, neste caso, o nome de Pátria), arrancando-a ao negrume do Hades e devolvendo-a à luz e à esperança do futuro.

Na constância do seu projecto cívico e artístico, Miguel Torga revela-se um caso raro de perseverança na ligação à terra em que nasceu: a Trás-os-Montes e a Portugal, por inteiro. Historicamente situado numa encruzilhada onde Tradição e Modernidade se afrontam, o escritor aparece sistematicamente do lado do progresso, tanto em termos estéticos como em termos cívicos. Nessa medida o encontramos claramente alinhado pelo Modernismo, no que a palavra pressupõe de representação livre e criativa de ideias e emoções. Do mesmo modo que o encontramos apostado no combate por uma democracia respeitadora da história e construtora de um futuro responsável.

Mas é justamente a esse nível que se pode assinalar a principal “contradição” do seu ideário. É que, contra as expectativas de alguns, Miguel Torga, que havia contestado vigorosa e repetidamente a “Ordem” do Estado Novo, viria a revelar-se um crítico do Portugal democrático: terciarizado, amnésico, consumista e europeu. Nesse registo de resistência (tantas vezes glosado ao longo do Diário) Torga acaba assim por se integrar definitivamente na linhagem dos poetas e pensadores portugueses de Melancolia, onde se contam nomes como Sá de Miranda, Camões, Oliveira Martins, Antero, Teixeira de Pascoais ou Fernando Pessoa.

O próprio facto de todos eles terem sido, de algum modo, derrotados pela história contribuiu para os converter em poderosa referência contrastiva. Não admira, por isso, que na maioria dos casos evocados, a influência estética tenda a confundir-se com os efeitos do magistério cívico. No que diz directamente respeito a Miguel Torga, é sintomático que, passada apenas uma década sobre a sua morte, ele se tenha já tornado num dos escritores portugueses de mais evidente consumo público, quer através de uma presença significativa no cânone escolar (onde entrou, pela primeira vez, em 1976) quer através de outro tipo de consagração, como seja o patronato de um numeroso conjunto de escolas (de diferentes níveis de ensino) e de bibliotecas. Do mesmo modo, a sua obra tem vindo a ser traduzida para a generalidade dos idiomas europeus e ainda para chinês e japonês. Assinale-se, por fim, o facto bem ilustrativo de Miguel Torga ser, talvez, o escritor mais citado por parte dos titulares de cargos públicos, parlamentares e políticos portugueses, em geral.

Cortesia de IC

Toda a poesia de Manuel Alegre

A totalidade da obra póetica de Manuel Alegre, com cerca de 450 poemas, foi colocada à venda pela Editora D. Quixote, em dois volumes arrumados numa caixa de cartão com um total de 900 páginas.

"Tudo o que é poesia de Manuel Alegre está nesta edição, não falta nada", disse à Agência Lusa um porta-voz da editora, a propósito da obra colocada à venda segunda-feira por um preço que ronda os 50 euros.

O primeiro dos dois livros, de capa flexível e num formato um pouco maior que os livros de bolso, reúne a poesia produzida por Alegre entre 1960 e e 1990 e o segundo entre 1992 e 2008.

Cortesia de JN

Quase

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tude se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo... e tudo errou...
- Ai a dor de ser-quase, dor sem fim... -
Eu falhei-me entr os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Mário de Sá-Carneiro

Espaço Miguel Torga em 2010

O Espaço Miguel Torga, em Sabrosa, fica pronto em Maio/Junho de 2010, depois de um investimento de 2,5 milhões de euros destinado a homenagear o escritor transmontano, anunciou José Marques, presidente da autarquia, que garante já estar a trabalhar na programação do espaço. Nesse sentido foi assinado um protocolo de colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, que visa a cooperação institucional ao nível da investigação da obra torguiana, formação de monitores dos serviços educativo e turístico e criação de oficinas pedagógicas.

Cortesia de DN

Faleceu o poeta Paulo Tovar

O cantor, poeta e compositor Paulo Tovar faleceu esta segunda-feira, dia 14, na cidade de Catalão, em Goiás, após lutar por três anos contra o cancro. O artista era conhecido por participar em importantes movimentos culturais de Brasília, nos anos 1970. Um deles era o “Panelão da arte”, que reuniu todos os segmentos culturais existentes na cidade, no final da década, na quadra 312 Norte. Foi também o inspirador do movimento “Concerto Cabeças”, em 1979, na quadra 311 sul. No ano passado, lançou o disco H2Olhos, com músicas como Marco Zero, Rola a Bola e H2OLHOS.

Cortesia de Correio Braziliense

«Sagrada Esperança» angolana

O escritor angolano José Luís Mendonça considerou ontem, em Luanda, que a obra poética “Sagrada Esperança”, de António Agostinho Neto, pode ser caracterizada ideologicamente por uma poesia de apelo à justiça social, sendo uma referência obrigatória para todas as gerações angolanas.

Ao dissertar na sessão da manhã do Colóquio Internacional sobre a Vida e Obra de Agostinho Neto, o escritor realçou que, para Neto, “a justiça social é aquela que se reflecte numa sinfonia identificada por um tom crescente de alegria”.

As poesias deste autor, disse José Mendonça, não só descreve situações de opressão e humilhação colonial, como também clamam por justiça para a mulher angolana.

Ao condenar o desequilíbrio social e político do período colonial, a poesia de ”Sagrada Esperança” avançou sem reivindicações, em nome do povo angolano e de África, concentrando as suas preocupações no humanismo à escala planetária.

“É uma referência válida e obrigatória para todas as gerações que actualmente se entrosam no tecido sócio-cultural de Angola, assim como para as gerações que estão para nascer”, afirmou.

Segundo o escritor, essa poesia devia ser incluída no cânone da literatura angolana, como obra de reconhecimento indispensável para os alunos do ensino médio, pré- universitário e nas cadeiras de literatura dos cursos superiores.

Cortesia de Angola Press

Filo-café «Viagens - de Lamego ao Titicaca»

«Um Filo-Café é, no essencial, um espaço público de trocas. Real. Com pessoas vivas, para lá do virtual. A partir de um tema, há uma pequena comunicação (não superior a 10 minutos) que serve para estimular a emissão do pensamento aberta a todos os presentes. No meio das trocas de pensamento surgem emissões artísticas: pequenas performances, música, poesia, etc. Isto é: a conversa é espontânea, a emissão artística é "preparada" antecipadamente. No espaço onde se realiza o filo-café há também lugar para a exposição de fotografia, pintura, escultura, instalação.É efémero. A participação na conversa é absolutamente livre. As inscrições, livres, destinam-se às pessoas que querem apresentar algum trabalho artístico

2 Outubro 2009, 21h
Teatro Ribeiro Conceição / Sala de Ensaios. Lamego


Blogue do Filo-café

Cortesia de Triplov

Homenagem ao poeta Mário Quintana

Considerado um dos maiores poetas brasileiros do século 20, o tradutor e jornalista gaúcho Mario Quintana foi homenageado ontem, dia 15, no stand do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Para contar um pouco da história do escritor, que morreu em 1994 aos 87 anos, o Encontro de Leitura teve a participação da curadora da programação cultural do stand, Suzana Vargas. Ela, que o conheceu pessoalmente, levou os estudantes e professores a um passeio pela poesia de Quintana.

“Para existir de verdade, a poesia depende de que alguém a leia e lhe dê um sentido particular”, afirma. Segundo Suzana, um poema não precisa, necessariamente, ter rima. “Quintana nos ensinou que o ritmo e a fantasia são fundamentais em uma poesia”. Entre vários textos do poeta, ela terminou a apresentação com um verso simples e profundo: “Sonhar é acordar-se para dentro”.

Cortesia de Jornal do Brasil

Não faças inúteis despesas

Não faças inúteis despesas
como os que ignoram em que
consiste o belo.
Avaro também não sejas:
a justa medida em tudo é excelente.

Não tomes jamais a peito
o que poderia te prejudicar
e reflecte antes de agir.

Pitágoras

Poesia em Palmela com Estação das Palavras

Quase a chegar ao fim, o Verão inspira a realização da terceira sessão livre de poesia na Biblioteca Municipal de Palmela, hoje, dia 11 de Setembro, às 21h00.

Denominada “Estação das Palavras”, esta iniciativa convida, a cada estação do ano, os poetas, aprendizes de poetas, leitores e ouvintes de poesia, de uma forma geral, a partilhar o seu talento e criatividade, num serão na Biblioteca de Palmela.

Cortesia de O Rio

Cordão de Leitura 2009



A Câmara Municipal de Lisboa e a Editora Objectiva promovem 24 horas a ler em Lisboa. A Praça Luís de Camões recebe um evento cultural inédito na Europa que está aberto a todas as pessoas que gostam de livros e de leitura e que apreciam a convivência com escritores e autores. O evento começa no dia 19 de Setembro às 15h e termina no dia 20 de Setembro pela mesma hora.

http://www.objectiva.pt/

Apoio de Poetícia

Pessoa e «Il Mondo Che Non Vedo»

A mais completa antologia em língua italiana de poesia ortónima de Fernando Pessoa foi editada em livro, este ano, em Itália, numa edição bilingue que vai ser apresentada por Fernando Martinho, hoje, dia 10 de Setembro, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa. Il Mondo Che Non Vedo contém 618 poemas apresentados por ordem cronológica entre 1913 e 1935. A obra, com mais de mil páginas, publicada pela Editora BUR/Rizzoli, concorreu ao Prémio Cittá di Monselice, um dos maiores galardões italianos para a tradução literária, tendo chegado até à fase final. Piero Ceccucci, que dirige o Centro de Língua Portuguesa na Universidade de Florença e é autor de numerosos ensaios sobre literatura da área lusófona, foi responsável pela selecção dos poemas presentes nesta edição. José Saramago escreveu um posfácio à antologia, que inclui ainda uma introdução de 72 páginas com notas críticas e explicativas.

Cortesia de CFP

Le Miroir















by Paul Delvaux
Ciclo de Pintura Erótica-Poética - Quadro 7/19

LIVRO RARO - Baga-baga (poemas de Guiné)

MOTA, Armor Pires. Baga-baga (poemas de Guiné). Braga: Editora Pax, 1967. Colecção Métropole e Ultramar, 38. 8°, 65 p.

Primeira e única edição. Poemas pelo autor Armor Pires Mota nativo de Oliveira do Bairro, Bairrada, Portugal, nascido em 1939, inspirados pela sua participação na guerra de Guiné-Bissau. Outras obras do autor são: sol e sangue, 1968; O tempo em que se mata o mesmo em que se morre, 1974; e Tarrafo, diário da guerra, 1965, presupostamente retiradas das livrarias pela PIDE. Pires Mota venceu o Prémio Camilo Pessanha com a presente obra em 1966. Tem escrito para o Diário de notícias, Diário do Norte, Diário da manhã, Notícias de Lourenço Marques, e O debate. In 2005 ele foi o editor chefe do Jornal da Bairrada e escreveu também para o Jornal de Notícias e para O Primeiro de Janeiro.

O meu relógio

As palavras crueis que o meu relogio falla,
'Num gélido stertor, 'num intimo cançaço,
Lembram-me o gargalhar d'um mórbido palhaço
Que roubasse a ironía ao ventre d'uma valla...

Encontro um não sei quê na sua voz estranha,
Quando, por essa noite, a apunhalar-me o somno,
Me diz pausadamente: - «E's filho do Abandono,
Has de soffrer a vida até que a morte venha».

Mas gosto de o ouvir, e, ás vezes, tenho pena
Que a sua predicção, que tanto me envenena,
Perturbe a minha alcova apenas um instante...

Porque julgo ver 'nelle uma alma a soluçar
- Mercê do mau Destina - , a magua extravagante
Que soffre do seu mal por não poder chorar!

José Duro

Inovador Portal de Cultura Online lançado hoje

Foi lançado um novo portal de cultura online, o www.culturaonline.pt. O site apresenta-se como “um conceito inovador no panorama nacional”, uma rede social participada pelo Ministério da Cultura.

Em comunicado, o ministério afirma que se trata de uma “lógica de revelação inovadora e interactiva que potencie, de forma efectiva, a adesão e a vivência da cultura por uma comunidade vasta e coesa”. Este novo portal de cultura, que representou um investimento de 700 mil euros, “pretende assumir-se como motor para a mudança de paradigma da divulgação cultural em Portugal”.

Entre os objectivos, destacam-se o da promoção de visita aos espaços e infra-estruturas culturais, através de conteúdos digitais tridimensionais com divulgação on-line gratuita. A criação de uma rede social cultural, “tornando os cidadãos participantes activos na dinamização da oferta cultural – através da divulgação de conteúdos, podcasts, personalização na plataforma, blogues, entre outros.

Há ainda funcionalidades tecnológicas que serão introduzidas no início de 2010, “orientadas para a captação de investimento e consolidação de um modelo de negócios auto-sustentável” – merchandising online, pagamentos electrónicos, catálogos 3D e uma loja museológica online.

O portal foi lançado esta terça-feira, 8 de Setembro, no Palácio Nacional da Ajuda, e já se encontra disponível para consulta.

Cortesia de O Público

Dia Internacional da Literacia



Cada ano, no Dia Internacional da Literacia, a UNESCO lembra à comunidade internacional o estado da literacia e do conhecimento dos adultos no planeta.

8 de Setembro foi proclamado o Dia Internacional da Literacia pela UNESCO a 17 de Novembro de 1965. Este dia foi pela primeira vez celebrado em 1966. O objectivo é chamar a atenção para a importância da literacia dos indivíduos, comunidades e sociedades.As celebrações acontecem um pouco por todo o mundo.

Cerca de 774 milhões de adultos carecem de literacia mínima; um em cinco adultos é ainda não literado e dois terços deles são mulheres; 72.1 milhões de crianças não vão à escola e muitas mais frequentam-na irregularmente ou acabam por sair.


Apoio de Poetícia.

A revelação João Negreiros

O director artístico do Teatro Universitário do Minho, de 32 anos, foi laureado com cinco prémios no Brasil e em Portugal em apenas seis meses. A sua poesia chega este mês a dez palcos lusos

O matosinhense João Negreiros, de 32 anos, faz teatro e poesia desde a adolescência. Aos 16 anos, escreveu o primeiro livro, "Horas Extraordinárias" e, em breve, sai a sétima obra, com os monólogos "Bendita a Bruxa Má" e "O Dia Primeiro". Formou-se no Porto e em Lisboa, correu vários grupos, fundou a companhia itinerante …re…petição dando cem actuações por ano e interpretou 30 personagens numa só peça.

Criou ainda os projectos Literatura nas Escolas e Sentido de Amor, um teatro diário para vinte rádios nacionais. Nas entrelinhas continua a dar formação e é há alguns anos encenador e argumentista do Teatro Universitário do Minho (TUM). Este ano ainda teve fôlego para receber cinco galardões literários, dois deles no Brasil - o Prémio Internacional OFF FLIP em poesia, o Prémio Professora Therezinha Dutra Megale, o Prémio Irene Lisboa (3º lugar), o Prémio Nuno Júdice (Câmara de Aveiro) e ainda num escalão do Concurso Literário do Lions Club. "Calhou bem surgirem juntos", sorri.

Sim, ainda há mais. O seu livro "O Cheiro da Sombra das Flores" está entre as melhores obras de poesia ibérica de 2007 e 2008 e entrou na corrida ao Correntes d'Escritas'09. Por outro lado, após ter integrado a Antologia de Poesia da ASES, João Negreiros volta em breve a ser publicado no Brasil, pela OFF FLIP, que lhe atribuiu até uma rara bolsa de criação literária.

Os seus poemas também podem ser lidos diariamente nas janelas dos autocarros dos Transportes Urbanos de Braga, numa parceria com o Centro de Pesquisa e Interacção Cultural.

Falta ainda dizer que os seus versos, desde o neo-surrealismo à lírica conceptual e sonora, vão ter direito este mês à digressão nacional "Inspirar é Respirar". O percurso antológico de Negreiros será trazido pelas dizedoras Ana Catarina Miranda, Andreia Dantas, Catarina Rocha, Dina Costa e Eduarda Freitas, todas do TUM. "Haver cinco mulheres é marcante, os poemas entranham, é o sexo pelo melhor motivo", define o autor de "Os Vendilhões do Templo".

A Fundação Calouste Gulbenkian, IPJ, Universidade do Minho e Papiro Editora apoiam a iniciativa, que passa por Vila Real (dia 19), Porto (16 e 22), Braga (88 e 10), Coimbra (12), Lisboa (20) e Guimarães (21).

Cortesia de JN

Rentrée editorial com antologia poética de 2000 páginas

Caim, que Saramago escreveu em quatro meses, é uma reflexão, num registo humorístico e irónico, sobre «Que diabo de Deus é este que, para enaltecer Abel, despreza Caim?» - segundo o autor - e estará nas livrarias no final do mês de Outubro, com chancela da editorial Caminho, um ano depois de A Viagem do Elefante.

Também um ano após a publicação da sua última obra,O Arquipélago da Insónia, António Lobo Antunes apresenta agora Que Cavalos são Aqueles que fazem Sombra no Mar?, cujo título foi buscar a uma frase que ouviu o seu amigo Vitorino cantar.

O novo livro de Lobo Antunes será lançado em Outubro pela Dom Quixote, que edita também uma nova obra de Luísa Costa Gomes, intitulada Ilusão ou O Que Quiserem.

O Mar em Casablanca - assim se chama o novo policial de Francisco José Viegas protagonizado por Jaime Ramos, o detective dos seus anteriores romances - será publicado pela Porto Editora a 08 de Outubro.

O jornalista e escritor Mário Zambujal está de volta à ficção pela mão da Planeta com Uma Noite não são Dias, cuja acção se passa em 2044.

A Assírio & Alvim vai apresentar em Outubro Blackpot, uma novela policial inédita de Dinis Machado (1930-2008) que, embora assinada com o seu pseudónimo, Dennis McShade, não é protagonizada por Peter Maynard, herói dos outros três policiais do autor reeditados pela mesma chancela.

A QuidNovi lança em Setembro Os Dias de Saturno, uma nova obra de Paulo Moreiras que, depois de A Demanda de D. Fuas Bragatela, regressa ao romance histórico com dois alquimistas, ambos notáveis homens do seu tempo: o cozinheiro de D. Pedro II, Domingos Rodrigues, autor do primeiro livro de cozinha português, e Curvo Semedo, o médico da Casa Real Portuguesa.

Afonso Cruz, que publicou no ano passado o thriller satírico A Carne de Deus, propõe agora Enciclopédia da Estória Universal, que será editado pela Quetzal.

Ainda em Setembro, a Tinta-da-China edita mais um livro da sua colecção de literatura de viagens: chama-se Caderno Afegão e a autora é a jornalista Alexandra Lucas Coelho.

Para os próximos meses, estão igualmente previstas novas obras de Gonçalo M. Tavares e valter hugo mãe, cujos títulos não são ainda conhecidos, e O Mundo Branco do Rapaz-Coelho, de Possidónio Cachapa.

Na poesia, a Nova Vega publica em Outubro Mitografias, um livro de poesia do cabo-verdiano Arménio Vieira, vencedor do Prémio Camões 2009, e a Relógio d’Água propõe Toldo Azul, de Joaquim Manuel Magalhães.

A principal aposta da Porto Editora para esta rentrée chama-se Poemas Portugueses - Uma Antologia de Poemas Portugueses do século XIII ao século XXI e será lançada em Novembro.

Com mais de 2.000 páginas, a antologia conta com organização de Jorge Reis-Sá e Rui Lage, dois poetas de hoje que analisam a poesia de ontem, razão que poderá ditar a ausência de poetas habituais neste tipo de colectânea e a presença de outros habitualmente ignorados ou esquecidos.

Cortesia de Lusa/SOL

Projecto «Talentos»: comunidade de prosa e poesia brasileira

Está no ar o novo Talentos (www.talentos.wiki.br), que pretende ser a maior comunidade de prosa e poesia da internet brasileira. Ali, qualquer pessoa pode apresentar suas qualidades de poeta, contista ou cronista. Basta se cadastrar e mostrar ao mundo os seus trabalhos. E, a partir daí, interagir com as pessoas por meio de comentários. É uma comunidade colaborativa.

O site surge no rastro do sucesso do I Prêmio Talentos de Poesia, realizado entre abril e agosto deste ano, que teve mais de 1.250 poesias inscritas. Os três vencedores foram anunciados há poucos dias. Eles receberam R$ 9 mil em prêmios em dinheiro, a maior premiação para um concurso de poesias na internet brasileira. Um livro está sendo editado – e entra em circulação até o final de novembro – com as 70 melhores poesias indicadas pela Comissão Julgadora.

Talentos é uma área exclusiva para a postagem de prosa (Contos, Crônicas e Microcontos) e poesia (Poemas e Prosa Poética). A maior novidade é a introdução da seção Microcontos, um estilo emergente de literatura, que nasceu com o sucesso do Twitter, a rede social que mais cresce na internet. Ali os autores têm que escrever uma história dentro do limite de 140 caracteres, o mesmo tamanho de texto aceito no Twitter. E o próprio Talento também está no Twitter, destacando fragmentos do melhor que é postado no site. Qualquer um pode acompanhar em https://twitter.com/talentoswiki

Nas próximas semanas, entra no ar a seção Folhetim, para a publicação de novelas em capítulos, com a administração do próprio autor.

Talentos é lançado com o propósito de continuar valorizando a produção de prosa e poesia. Por isso, continuará realizando, anualmente, concursos não só de poesias como também de contos e crônicas. O primeiro deles deve ser lançado nas próximas semanas. É o primeiro concurso de Twitteratura da internet brasileira. Para os autores, já é possível ir treinando na seção Microcontos, do próprioTalentos.

Cortesia de Redenotícia

Um lamento

Ó mundo! Ó vida! Ó tempo!
Em cujos últimos passos eu subo,
Tremendo onde tinha ficado antes;
Quando regressará a glória primeira?
Não mais -- ó, nunca mais!

Para além do dia e da noite
Uma alegria toma voo;
Primavera fresca, verão, e geada de inverno,
Movem o meu desfalecido coração em mágoa, mas com encanto
Não mais -- ó, nunca mais!

Percy Bysshe Shelley

Olhão: a poesia no Dia Mundial do Mar

O mar, cujo Dia Mundial se celebra a 24 de Setembro, será o tema central deste mês na Biblioteca Municipal de Olhão, sendo que por estes dias, quando o som das ondas e o cheiro a maresia ainda fazem lembrar o Verão, a Biblioteca oferece diversas actividades para os mais pequenos e também para os mais graúdos.

Para o público infanto-juvenil, todas as segundas e sextas-feiras, às 15h30, de 15 de Setembro a 15 de Outubro, a galeria da Biblioteca exibe a exposição “Histórias do senhor Valéry”, da ilustradora Rachel Caiano, baseada no livro “O Senhor Valéry” de Gonçalo M. Tavares. Esta visita é complementada com uma Hora do Conto e actividades inspiradas nesta obra e exposição.

Todas as terças e quintas-feiras, às 10h30, para o público pré-escolar e às 14h30 para o 1º, 2º e 3º ciclos, a Biblioteca promove a Hora do Conto sob o título “Poemas, Contos e Lendas com Sabor a Mar”.

No dia 19 regressa o ciclo de Música de Pais para Filhos, com Ricardo Carvalho a destacar o trompete, às 10h30 e 11h30, numa actividade destinada a crianças até aos 24 meses.

Nos dias 19 e 26, das 17h00 às 19h00, para a o público pré-escolar haverá uma hora do conto especial intitulada “Barbie e as 3 Mosqueteiras”, seguida da exibição do filme com o mesmo nome, no âmbito das Comemorações do 50º Aniversário da Barbie, com entrega de brindes a todas as crianças presentes na sessão.

Nos dias 24 e 25, será a vez da poesia estar em destaque, sendo transmitida às crianças pelo grupo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra – Oficina de Poesia. Dia 24, às 14h30, para o público pré-escolar, haverá leitura de poemas e dia 25, às 10h00, os alunos do 1º e 2º anos do 1º Ciclo terão oportunidade de frequentar um workshop de escrita poética, sendo que todas estas iniciativas carecem de inscrição prévia.

Para além de todas estas actividades e iniciativas destinadas aos mais pequenos, a Biblioteca de Olhão não esquece os adultos, dado que logo no dia 12, às 18h00, será realizada a apresentação da obra “Olhão da Restauração no Tempo e a 1ª Invasão Francesa em 1808”, altura em que o público terá oportunidade de conhecer pormenores sobre a época mais fascinante da história do concelho, numa sessão que contará com a presença do autor, Adérito Fernandes Vaz.

No dia 18, pelas 18h30, será apresentada a obra de poesia “O livro da Casa” de Fernando Cabrita, que contará com a presença do autor, da cantora Viviane e dos professores Pedro Ferré e Rosa Mendes.

No dia 25, às 21h30, o destaque vai para o Grupo Etnográfico de Quelfes, numa apresentação que incluirá a tragicómica Dança dos Velhos, onde também será possível apreciar o verdadeiro museu vivo do traje do concelho de Olhão que o grupo encarna nestas alturas.

No dia 29, a partir das 14h30, os visitantes podem assistir à performance «Louco Homem Gramático: esquisito espectáculo poético-alfabético», por Paulo Condessa, que levará à Biblioteca a reflexão e o riso inspirados na língua, ao mesmo tempo que evoca os grandes heróis da liberdade poética. Dirigida ao ensino secundário e público em geral, esta apresentação surge no âmbito das Carteiras de Itinerância da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB).

Cortesia de Região Sul

39º Seminário de Tradução Colectiva de Poesia Viva

A Fundação da Casa de Mateus promove, de 11 a 15 de Setembro, o 39º Seminário de Tradução Colectiva de Poesia Viva, em que serão traduzidos o poeta francês Alain Lance e o poeta alemão Richard Pietrass.

No dia 15, às 18.30h, terá lugar uma sessão pública de leitura dos poemas originais e da sua tradução, na Casa de Mateus, em Vila Real.

Cortesia de Notícias de Vila Real

Manuela de Azevedo: 98 anos de memórias

O Museu Nacional da Imprensa vai editar em Outubro o livro de memórias de Manuela de Azevedo, jornalista e escritora que completou segunda-feira 98 anos, segundo informações do Director do museu.

Luís Humberto Marcos referiu que o livro 'Memória de uma Mulher de Letras', com 200 páginas, está dividido em quatro capítulos: 'Nascimento e Infância', 'No país da Juventude', 'Ossos do Ofício' e 'Para um Mundo Melhor'.

No prefácio da obra, Luís Humberto Marcos refere que o projecto de edição das memórias 'começou em Março de 2005 quando a ideia irrompeu, a propósito da gravação de uma conversa sobre a vida e obra de Manuela de Azevedo, na sua casa em Lisboa'.

'São memórias que se desfiam sem parar. Falam de lugares, episódios históricos, andanças, figuras públicas, peripécias, ideias e sentimentos. Também de sonhos e paixões', salienta o director do museu portuense.

Luís Humberto Marcos salientou que 'foi obra' uma menina beirã chegar a jornalista nos anos 1930, um 'tempo em que as mulheres eram raras no jornalismo'.

'O apelo para o jornalismo surgiu-lhe da leitura de 'O Século', jornal do qual o pai era correspondente. As notícias atraíam-na. E, depois de editar um livro de poemas prefaciado pelo mestre Aquilino Ribeiro, entrou pela porta grande: no jornal República', explica.

'A seguir passou para o Diário de Lisboa, de Joaquim Manso e Norberto Lopes, e, mais tarde, para o Diário de Notícias', acrescenta Luís Humberto, lembrando que Manuela de Azevedo entrevistou personalidades como Calouste Gulbenkian, Ernest Hemingway, Evita Perón, Rudolf Nureyev e o ex-rei Humberto de Itália, que se exilara em Portugal.

'Para este feito, já que o ex-rei estava proibido de conceder entrevistas, entrou na Quinta da Piedade (Sintra) onde ele vivia, como criada', salienta.

Além do trabalho como jornalista, Manuela de Azevedo escreveu e publicou dezenas de livros de poesia, contos, novelas, romance, crónicas, ensaios, biografias e peças de teatro.

Cortesia de Correio do Minho

A polémica do fac-símile digital da primeira edição de «Os Lusíadas»

A Biblioteca Nacional de Portugal (BN) informou hoje que o fac-símile digital da primeira edição de "Os Lusíadas", de 1572, foi disponibilizado pela BN na Europeana desde o lançamento desta em 2008. Esta obra encontra-se disponível na Internet desde Fevereiro de 2002, quando a BN inaugurou a Biblioteca Nacional Digital (BND).

A informação da BN surge na sequência de notícias difundidas recentemente na comunicação social segundo as quais foi a Biblioteca Nacional de Espanha que em 2007 disponibilizou pela primeira vez aquela obra em formato digital. A mesma edição de "Os Lusíadas" também passou a estar disponível, desde 2005, no serviço The European Library (www.theeuropeanlibrary.org), o portal das bibliotecas nacionais da Europa que congrega os respectivos catálogos e permite aceder a obras já disponíveis em formato digital.

A Biblioteca Nacional de Portugal (www.bnportugal.pt) lembra ainda que é membro da Biblioteca Digital Europeia - Europeana (www.europeana.eu) - desde a sua fundação e que além de manter, desde a fase de projecto, uma participação efectiva no desenvolvimento técnico e organizacional da Europeana, disponibiliza, automaticamente para aquele portal todos os conteúdos da Biblioteca Nacional Digital.

Contudo, a recolha, publicação e indexação dos dados da BND é da responsabilidade da administração dos sistemas que suportam a Europeana, pelo que a BN não pode interferir na frequência da sua actualização. A Biblioteca Nacional Digital (htto:// bnd.bnportugal.pt) disponibiliza cerca de 11.000 obras digitalizadas, num total de mais de 620.000 imagens.

No primeiro semestre de 2009, este serviço teve um acréscimo de conteúdos de 24 por cento relativamente a Dezembro de 2008 e a média de acessos às obras digitalizadas foi superior a 600.000 por mês. Entre os projectos em curso na Biblioteca Nacional Digital, a BN destaca a digitalização sistemática de incunábulos (tipografia do século XV) e dos impressos portugueses dos séculos XVI e XVII, que estão numa fase adiantada de execução. Sublinha ainda a digitalização de todo o espólio documental de Fernando Pessoa à guarda da BN, do qual já está disponível a totalidade dos Cadernos do Poeta (29 espécies), o original de "Mensagem", as obras de Alberto Caeiro (http://purl,pt/1000/1/), e o espólio de Camilo Pessanha, que estará acessível a partir do próximo mês.

À medida que são publicados na Biblioteca Nacional Digital, estes conteúdos passam também a estar disponíveis na Europeana.

Cortesia de O Público

Mostra bibliográfica de António Botto

Está patente a partir de hoje, dia 1 de Setembro de 2009, na Biblioteca da Casa Fernando Pessoa, uma mostra bibliográfica da obra de António Botto. Integram esta iniciativa primeiras edições do autor, e vários exemplares da Biblioteca Pessoal de Fernando Pessoa, com dedicatórias do autor. A mostra pode ser visitada até ao último dia de Outubro.

Cortesia de CFP

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