80ª Feira do Livro do Porto

Abriram as inscrições para a próxima Feira do Livro do Porto, que terá lugar, uma vez mais, na Avenida dos Aliados, entre os próximos dias 27 de Maio e 13 de Junho.

No seguimento do projecto do ano anterior, a APEL propõe-se novamente a organizar, sob a sua responsabilidade, esta que será mais uma marcante iniciativa no fomento dos hábitos de leitura dos portugueses e no estímulo constante ao aumento da literacia.

INFO

À venda primeiro fac-símile de «Os Lusíadas»

A edição fac-similada do primeiro exemplar de Os Lusíadas foi lançada no Museu de Artes Decorativas, em Lisboa. Um fac-símile é uma edição nova (geralmente de um livro antigo) que reproduz fielmente o original, incluindo fontes de letras, escala, ilustrações e paginação. O original utilizado, raro e avaliado em cerca de um milhão de euros, pertence ao Ateneu Comercial do Porto. O Ateneu não revela o valor do restauro, mas Conceição Amaral, directora do Museu de Artes Decorativas, diz que, “tendo em conta a dimensão da obra, até nem foi exorbitante”. A directora explicou ainda que foram produzidos apenas 500 exemplares, que estão à venda no Ateneu, por 720 euros.

Cortesia de O Público

A uma jovem escrava

Fosses tu ainda inocente talvez reconsiderasses antes de te falar
Há tempos no entanto que recebes lições do teu amo
que adormece a teu lado mal o deixas satisfeito. Eu ofereço-te o
amor a terna intimidade o riso e essa suave conversa que
prolonga o acto da carne. A doce liberdade (se assim o
entenderes) de não aceitares nenhuma destas coisas.

Estratão de Sartes

Filo-Café: Crise/Crítica em Vigo













Abertas as inscrições (gratuitas) nas seguintes áreas: performance, fotografia, multimedia, dança, poesia, música, escultura, pequena-comunicação

Para inscrição, enviar mail (com nome e área de actuação) para:
arditura@gmail.com
aportaverde@gmail.com

Inscritos: Cruz Martinez, Rosanegra, Carlos Silva, Carlos Vinagre, Elisabete Pires Monteiro, Alexandre Teixeira Mendes, Alberte Moman, e mais.

Jovem emigrante russa lança livro de poesia em português aos 18 anos

Em 2001, chegou a Portugal. Tinha oito anos e não pronunciava uma única palavra em português. Dez anos depois, Ekaterina Malginova domina a língua do país de acolhimento. Ao ponto de aceitar o desafio de editar o seu primeiro livro na língua de Pessoa, uma das suas referências literárias.

"Espelhos de alma", lançado no início deste ano pela editora Porca Danada, é uma compilação de poemas reveladores do universo "intimista e sentimentalista" em que se movem todas as certezas e incertezas de uma adolescente. "Sou figura nos teus braços/Fita de cetim que voa/entre todos os outros./Sou a água que bebes quando tens sede de amor (...). A poética de Malginova presta também homenagem a Lisboa. "Passo.../vejo rua nova/caminho novo/estátua bonita no meio/de quatro pontas (...)". E não esquece as terras frias dos czares que lhe serviram de berço: "...Minha terra/Minhas lágrimas e minha alegria/Que saudades".

Sem grande preocupação formal relativamente à rima e à métrica, como a própria autora reconhece, o conjunto de poemas escritos por Ekaterina Malginova foi publicado num jornal regional e mais tarde editado pela "Porca Danada".

"Andavam à procura de novos talentos e eu aceitei o desafio, pois quem não arrisca não petisca", explica em bom português. Lembrando, ainda, a influência positiva, entre outros, da professora Susana Girão.

Aluna de "boas notas" na Secundária de S. Pedro do Sul, concelho onde reside com os pais, numa quinta de Serrazes, a jovem diz ter herdado da avó, com quem foi criada e educada nos primeiros anos, o gosto pela literatura. Pequena ainda, já lia e decorava poesia de Pushkin e Yessenin, entre outros.

A concluir o 12.º ano, Malginova quer apurar a escrita e lançar novos livros, embora o seu sonho seja um trabalho na ONU ou noutra organização, tirando partido do domínio que tem das línguas russa, inglesa, portuguesa, francesa e também ucraniana.

Cortesia de Jornal de Notícias

Faleceu o poeta moçambicano Albino Magaia

O jornalista, poeta e escritor moçambicano Albino Magaia, que se destacou na luta de libertação de Moçambique, morreu aos 63 anos na noite de sexta feira em sua casa em Maputo, vítima de doença, anunciou hoje fonte familiar.


Citado pela Rádio Moçambique, Eduardo Magaia, filho de Albino Magaia, disse que o pai «perdeu a vida em casa, quando tentava descansar», apontando como eventual causa de morte «edema pulmonar, na sequência de uma doença que o apoquentava há um ano».

«Ele teve um ataque de falta de ar. Provavelmente, a morte foi causada por um edema pulmonar (cúmulo de fluido nos pulmões que, normalmente, leva a dificuldades na troca gasosa e pode causar insuficiência respiratória)», disse Eduardo Magaia.

Cortesia de Diário Digital

CITAÇÃO - Ludovico Ariosto

Aquilo que o homem vê, o Amor torna invisível, e o invisível faz ver o Amor.

BIO - Torcato Tasso


Torquato Tasso pode ser considerado um dos grandes poetas italianos do Barroco – ou Renascimento tardio, sempre lembrado pela obra-prima Jerusalém libertada, de 1575.

Tasso nasceu em Sorrento, próximo de Nápoles, no dia onze de março de 1544. A sua família, de posses, tinha ramos por toda a Europa, notadamente os Táxis, da Alemanha. Ele iniciou os seus estudos numa escola jesuíta, em Nápoles, além de haver sido educado em casa, por seu pai, Bernardo Tasso, um famoso poeta da época, descendente de família nobre – os Porzia de Rossi – e que se precisou exilar de Nápoles, vindo a exercer postos em diversos lugares. Assim, Torquato Tasso continuou a sua educação em várias cidades italianas; mas foi especialmente em Urbino, onde teve a oportunidade de estudar na corte do Duque Guidobaldo II delle Rovere, que se deu o verdadeiro teatro da sua formação literária, científica e cavalheiresca.

Com a morte da sua mãe, (em 1556), a família mudou-se para Veneza (em 1559), onde estudou Direito, por vontade de seu pai, mas com o tempo foi se dedicando ao seu gosto pela Filosofia, na Universidade de Pádua. Um dos seus amigos em Pádua era Vicenzo Gonzaga, mais tarde um famoso cardeal, que muito o ajudou. Nesse período, escreveu três ensaios. Com 18 anos, em 1561, começou a escrever o poema narrativo "Rinaldo", sobre o cavaleiro Godfrey de Bouillon: compôs o primeiro canto em 1562 seguiu para Bologna, onde continuou os estudos e aprimorou a técnica lírica. Foi no mesmo ano que esteve a serviço do cardeal Luigi d'Este, ao concluir o trabalho, dedicou-o ao Cardeal. A mesma obra propiciou-lhe a oportunidade de escrever a sua "teoria romanesca", segundo a qual a unidade do género dependeria da presença de um único protagonista – o que ensejou uma grande polémica com o autor de Orlando furioso, Ariosto.

Mais tarde, ainda em Ferrara, entrando a serviço do cardeal Luigi d'Este e, mais tarde, de seu irmão, o duque Alfonso II, como um poeta da corte. Foi durante esse período que escreveu o drama pastoril Aminta (1573), dando continuidade a um género apreciadíssimo desde mais ou menos um século; e sua mais célebre obra, Jerusalém libertada (Gerusalemme Liberata), composta entre 1559 e 1575 – cuja motivação foi a vitória de Lepanto, em 1570.

Embora Torquato Tasso tenha deixado uma paixão em Pádua, nesse momento veio novamente a apaixonar-se por Lucrezia Bendidio, uma cantora, filha de um nobre de Ferrara. A ela Tasso dedicou os 42 poemas da sua Rime de gli Academici Eterei (1567), nos moldes de Petrarca. Mais tarde, no entanto, Lucrezia viria a casar-se com o conde Paolo Macchiavelli. Segundo a tradição posterior (o que pode ser inclusive lido na obra Torquato Tasso, de Goethe, de 1790; ou mesmo em Byron, em Os lamentos de Tasso), Tasso teria sido preso por sua paixão a Leonora d'Este, irmã do Duque. No entanto, a biografia de Ângelo Solerti, escrita em 1895, corrige o mito, demonstrando não ter sido verdadeiro tal facto.

A profunda fé religiosa, associada a uma resistência face à Reforma desenvolvida em Roma, na segunda metade do século XVI, foi marcando sua têmpera. Além disso, somando-se às suas ansiedades literárias e à sensibilidade de que era portador, começou a demonstrar um temperamento apaixonado, muitas vezes fruto de um remorso de consciência: o seu tormento advinha do que ele próprio considerava como "liberdades exageradas em seus poemas", o que o levou a consultar inúmeras vezes a Inquisição.

Após concluir a sua obra-prima, iniciou-se o período sombrio de sua vida, fruto da revisão minuciosa, moralista e enervante da obra: foi quando começou a sofrer de problemas mentais, fruto das críticas sofridas em grande parte por conta das dúvidas e suspeitas trazidas pelos "ortodoxos", que vieram a gerar grandes hostilidades a seu nome e trabalho. Nesse momento – e para piorar a sua situação, Tasso viajou com o cardeal d'Este para a França, vindo a ter maiores problemas quando respondeu ao rei Carlos IX (que elogiara o seu trabalho), em termos não-diplomáticos acerca da tolerância de protestantes na Corte.

A viagem desastrosa intensificou os problemas de Tasso. A partir daí, passou a não mais tolerar a crítica, temia ser assassinado e, inclusive, iniciou um círculo de negociações com os Medicis, que eram inimigos da casa d'Este, além de atacar um serviçal a facadas. Para culminar, quando o duque Alfonso II casou-se, ele proferir maldições em público. Tais factos vieram a provocar a declaração de sua insanidade mental e, a partir de 1579, condenado pelo Tribunal da Inquisição, ele permaneceu sete anos em tratamento, no hospital de Santa Anna, por ordem do Duque. Durante esse período escreveu vários diálogos morais e filosóficos, tendo sido visitado, em meio a esse quadro desolador, por Montaigne.

Tasso nunca mais adquiriu a sua sanidade mental. Foi libertado em 1586, por Vicenzo Gonzaga – seu colega na Universidade de Pádua, sob a condição de abandonar Ferrara. Simultaneamente, foi laureado pela sua obra, Jerusalém libertada, que havia ganho ampla popularidade. A partir daí iniciou-se um período migratório, de cidade em cidade pela Itália, infeliz e pobre, que provavelmente o moveu a escrever a tragédia Torrismondo, além de um poema sobre a criação do mundo, "Il mondo creato". Ele completou, durante esse período (em 1586), uma versão revista de Jerusalém, a que nomeou de Jerusalém conquistada – um trabalho de qualidade inferior em relação à consagrada obra-prima, embora tenha sido considerada mais satisfatória pelos críticos.

Em 1594, Tasso foi convidado pelo cardeal Aldobrandini para comparecer a Roma, a fim de ser coroado, pelo Papa Clemente VIII, "Poeta Laureado da Itália", no Campidoglio. No entanto, devido ao seu estado de saúde, grave, Tasso morreu em Roma no Convento de Sant' Onofrio, no dia 5 de abril de 1595, antes que pudesse aceitar a honra: mais precisamente na véspera.

Entre os seus trabalhos, estão cerca de dois mil poemas, incluindo sonetos e madrigais. Ele escreveu cartas, diálogos, tragédia, tratado sobre poética, além do épico que o consagrou.

Cortesia de Profª Gilda Korff Dieguez

Prémio Literário Internacional «Nuove Voci»

«A editora italiana Gruppo Albatros, especializada na publicação de novos escritores contemporâneos, lança o Prémio Literário Internacional Nuove Voci, dedicado às obras de poesia e prosa compostas nas línguas inglesa, francesa, espanhola e portuguesa. A participação é gratuita e as obras vencedoras serão traduzidas e publicadas em Itália, pelo Gruppo Albatros.» Prazo de entrega de trabalhos: 31 de Março de 2010.

www.gruppoalbatros.com

Jerusalém Libertada (excerto)

Canto II

Por entre o vulgo a jovem entrou só
sem cobrir nem mostrar suas belezas,
os olhos abaixou, um véu se pôs,
com maneiras esquivas e gentis.
Impossível dizer se com ou sem
atavios compôs o belo rosto.
E de Amor, Natureza e céus amigos
negligências são seus sacrifícios.

Olhada, mas sem ver, passa e não olha
a dama altiva e ante o rei se mostra.
Vê-o irado, mas nem por isso foge,
e intrépida enfrenta o fero olhar.
«Venho, Senhor - disse ela -, e eis te peço
que refreies a ira, e a do povo.
Venho dizer-te e oferecer-te preso
o réu que te ofendeu e que procuras.»
(...)
Excerto do Poema «Jerusalém Libertada»

Torcato Tasso

Material inédito de Mário Cesariny a leilão

São cerca de 300 a 400 documentos, em lotes que contêm manuscritos, desenhos inéditos, fotos e correspondência internacional de Mário Cesariny que irão a leilão entre hoje e quinta-feira. Mário Cesariny - falecido em 2006 - foi pintor e poeta, sendo considerado o principal representante do surrealismo português. Os lotes estão avaliados em 15 a 20 mil euros. Entre os amigos que durante décadas trocaram cartas (cerca de 200 irão a leilão, estando avaliadas em dois mil euros) com o artista português contam-se, entre outros, o escritor mexicano Octavio Paz, o historiador norte-americano Franklin Rosemont, o pintor surrealista espanhol Eugénio Grannel, o poeta e professor brasileiro Sérgio Lima, além do pintor inglês Philip West. O leilão dos documentos e obras de Mário Cesariny acontece no Hotel Fénix, em Lisboa.

Cortesia de O Público

«O mecenato cultural está um bocado cartelizado»

Engenheiro de profissão, com uma passagem curta pela governação - foi ministro da Economia do 2º Governo socialista de António Guterres (1999-2002) -, e outra mais longa pela administração regional (presidiu à Comissão de Coordenação da Região Norte durante 15 anos), Luís Braga da Cruz (n. Coimbra, 1942) é o novo presidente do Conselho de Administração de Serralves. Foi uma escolha esperada - recaiu sobre alguém que já integrava a administração cessante e que tinha até feito parte do elenco que geriu Serralves logo após a constituição da fundação, em 1989.

ENTREVISTA

Está praticamente ligado a Serralves desde o início. O que o fez aceitar presidir agora à administração?

Fui apontado nesse sentido pelos meus colegas de conselho. Disseram-me: "Tem que ser você". Houve uma votação e assim aconteceu. Não fiz nenhuma campanha nem manifestei nenhuma vontade. Foi uma coisa que veio ter comigo. Aliás, na minha vida, as coisas normalmente acontecem assim.

Sucede a três presidentes que tiveram em Serralves, cada um deles, um protagonismo muito particular: Teresa Gouveia, João Marques Pinto e António Gomes de Pinho...

São pessoas que respeito muito, figuras eminentes da cultura portuguesa. Todos diferentes. Marques Pinto é um homem cheio de uma energia muito voluntarista, que acredita profundamente na contemporaneidade como factor de modernização da sociedade portuguesa. Teresa Gouveia é uma grande diplomata, habilidosa, que soube reunir consensos e cativar pessoas para o projecto de Serralves, que muito lhe deve. E Gomes de Pinho foi um presidente notável, um optimista também cheio de energia; para ele, não há limites.

É uma herança pesada?

É verdade. Se me perguntar o que é que pretendo fazer de novo para deixar a minha marca, tenho alguma dificuldade em responder. Nestas circunstâncias, a prudência mandaria dizer duas coisas: em primeiro lugar, garantir a continuidade. Também é a minha forma de estar nas instituições. Não gosto de promover grandes alterações. Seria uma tontice, da minha parte, se fizesse algo sem antes compreender, sentir, falar com muita gente... E depois, sim, promover as alterações que me pareçam certas. Serralves também não é uma organização unipessoal. Tem um conselho de administração que funciona como um think tank de reflexão, que não interfere na orientação artística do director do museu, do parque, nada disso. Há autonomia absoluta em tudo o que for função criativa.

E vai manter essa marca?

Sim. Por outro lado, sinto que estamos num momento charneira, que vai certamente reclamar muita reflexão, porque os tempos estão difíceis. O mecenato cultural não é fácil em Portugal, e está um bocado cartelizado. Serralves tem beneficiado dele, mas tem a concorrência de grandes organizações, como a Casa de Música, aqui no Porto, por exemplo...

E tem a concorrência, até, do próprio Estado.

Isso é inequívoco. Como é que a gente sai dessa situação? Haverá, porventura, capacidade de apelo a outras formas de mecenato? Temos discutido isso, mas sem nunca reunirmos grande consenso. O português não tem muito esse hábito.

Reagimos melhor às tragédias e aos apelos de solidariedade...

Sim. A sociedade civil é muito solidária, em Portugal. Tudo o que seja preocupação com necessidades sociais básicas, como a luta contra a pobreza, mitigar problemas de sanidade, de doença, da infância... Agora, novas soluções para novas preocupações, nomeadamente em relação com questões ligadas à juventude, à inovação, à investigação científica ou à cultura, isso é difícil.

Que justificação encontra para essa dificuldade em angariar mecenato para a cultura?

A sociedade portuguesa está muito dependente de um Estado forte, centralizado, omnipresente, a quem se reclama tudo. Isso é uma constante. Temos de nos libertar disso, porque não é bom. O Estado tem uma função supletiva, reguladora, mas não deve estar permanentemente a tratar de tudo.

Mantém as suas convicções regionalistas?

Se se entende por regionalista alguém que entende que a coesão nacional é um valor, sou profundamente regionalista. Sou contra o centralismo esclarecido, iluminado. Sou profundamente contra a concepção do desenvolvimento do país, no âmbito social e cultural, em que há alguém que no centro é iluminado e promove o desenvolvimento do todo do território nacional por arrastamento, numa via assistencialista.

Mas, no caso de Serralves, o Estado é um pilar fundamental para o orçamento de gestão da fundação.

É, sem dúvida. Deve contribuir com cerca de 43 por cento do orçamento de funcionamento. Sabemos que temos alguma responsabilidade pública por isso, e temos cumprido.

Não teme que a crise leve o Estado a diminuir a sua contribuição?

Essa contribuição está regulada por lei. A menos que haja um cataclismo... O Estado tem cumprido com a sua obrigação, nós temos cumprido com a nossa.

Mas ainda não disse qual vai ser a marca pessoal que quer deixar no seu mandato?

Daqui a meio ano, sou capaz de lhe dizer com mais rigor. Mas Serralves é uma instituição que, hoje, e pelo seu passado, adquiriu um estatuto de referência no panorama nacional e internacional. Os resultados são bons, já tem 400 mil visitantes por ano.

Essa preocupação com os números não começa a ser obsessiva? A ideia de querer, todos os anos, ultrapassar os visitantes do ano anterior...

Devo confessar que não sou muito sensível a isso. Mas este é um dado que não podemos descurar. Se, realmente, as instituições vivem numa sociedade competitiva, esses indicadores são os elementos de comparação, mais ainda se não houver uma valorização da nossa actividade. Por exemplo, o Serralves em Festa: abrir 40 horas non stop Serralves ao exterior é muito importante, porque, através da festa, captam-se novos públicos, que nunca tinham vindo a Serralves.

E há alguma garantia de que esses públicos da Festa regressem a Serralves?

Um dos nossos propósitos para este ano é fazer um estudo para caracterizar a procura de Serralves, para saber quem nos visita, porquê, e identificar onde há áreas de potencial. Mas o Serralves em Festa tem claramente uma capacidade-limite. Começámos nos 40 mil, chegámos já aos 80 mil. Será que isto aguenta 100 mil? Estamos num espaço que é património e que não aguenta cargas superiores àquelas que já atingiu. Isso põe-nos um problema. E já fizemos esse desafio, nomeadamente à Câmara do Porto. É saber em que medida essa exteriorização do Serralves em Festa não pode ser desdobrada em mais acções, e ser transformado num Festival de Verão. Uma ideia muito interessante, mas que depende da reacção da câmara. Seria uma excelente alternativa aos aviões.

A certa altura, ouviram-se críticas à gestão de Gomes de Pinho, segundo as quais Serralves estaria a querer ir longe de mais no alargamento da sua acção...

Nós estamos num momento em que, porventura, temos que rever a nossa missão, orientada para o museu, a colecção e o parque. Garantidamente, tem de haver alguma continuidade. A segunda palavra que eu elegeria [para definir o meu mandato] seria consolidação. Serralves cresceu muito. Exige ter sustentabilidade económica, rigor nos números e obediência ao orçamento. Mas devemos fixar-nos naquilo que são os eixos estratégicos de Serralves. O primeiro é ter uma colecção. Não pode haver museu, nem actividade expositiva, nem investigação sobre os valores contemporâneos sem haver uma boa colecção.

Está satisfeito com o dinheiro actualmente disponível para aquisições?

O fundo de compras estrutura-se segundo o protocolo de Serralves com o Ministério da Cultura e a Câmara do Porto, que ascende a 1,2 milhões de euros/ano (uma relação 20-50-30). Gostaríamos que a Câmara do Porto não só mantivesse e reforçasse mesmo essa relação. A câmara tem cumprido religiosamente, mas era preciso reforçar. Precisamos de ter um valor mais elevado, mas haverá outras formas de o reforçar. Ter uma colecção é muito importante, e é uma das nossas obrigações estatutárias. Queremos promover a extensão cultural, levar manifestações de arte contemporânea a outras cidades.

Isso significa que os protocolos que a Fundação tem vindo a estabelecer com câmaras municipais do país vão continuar?

Entendemos que os valores contemporâneos são muito úteis para a sociedade portuguesa: desenvolver a criatividade e a inovação, a tolerância, o desenvolvimento do talento, explorar as relações da arte contemporânea com a economia...

Em que ponto está o projecto Serralves 21 para Matosinhos? Há garantias de que vá avançar de modo a ficar pronto em 2012?

Depois do concurso internacional em que foi escolhido o projecto do atelier SANAA, foi feita uma candidatura ao POVT [Programa Operacional de Valorização do Território], inserido no QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional], com um valor de investimento total de 42,8 milhões de euros. O POVT considerou elegível um valor de 38,9 milhões, a que corresponderia uma contribuição do Feder [Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional] de 27,2 milhões. Apesar de esta verba representar uma contribuição muito interessante e encorajadora, ainda estão a ser feitas diligências para conseguir reunir a importância da contrapartida nacional, no valor de 11,7 milhões, de que depende o arranque do projecto. Se tudo correr bem, a entrada em serviço apontaria para 2012-2013.


Cortesia de O Público

14ª Edição do Concurso « Dar Voz à Poesia»

A 14ª edição do Concurso «Dar Voz à Poesia», que tem o objectivos de premiar e divulgar trabalhos de poesia inéditos em Língua Portuguesa, está aberto ao envio de poemas até ao dia 26 de Março de 2010. O tema dos trabalhos é livre. Esta iniciativa é promovida pelo Município de Ovar e a Escola Secundária Júlio Dinis em colaboração com a Escola Secundária de Estarreja.

Regulamento

Convite Bloggers United

A árvore

Nesse árvore que o fruto mal sustém,
Avergada ao seu peso abençoado,
Nessa árvore sorri um ar sagrado,
Todo o perdão e piedoso bem...

Ouve-se nela a Natureza... "Vem", -
Fala esta ao faminto, ao desgraçado. -
"vem comer o meu fruto! Filho amado,
Vem beber o meu leite alvo de Mãe..."

E a árvore, a Natureza, neste anseio,
(Mãe terna dando ao filho o farto seio...)
À fera e ao verme faz igual pregão.

E como o verme a rastejar na lama
Lhe não alcance o seio, estende a rama,
Baixando o fruto, o seio, até ao chão...

Bernardo de Passos

Poema em celebração do Dia Mundial da Poesia e Dia Mundial da Árvore

Grande Prémio Poesia APE/CCT

O Grande Prémio de Poesia APE/CTT, instituído em 1989 pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e patrocinado pelos Correios de Portugal (CTT), destina-se a galardoar anualmente um livro em português e de autor português, publicado integralmente e em 1ª edição no ano 2009.

De cada livro concorrente serão enviados pelo correio, ou em mão, cinco exemplares para a Sede da APE (Rua de S. Domingos à Lapa, 17 — 1200-832 Lisboa), destinados aos membros do júri e da biblioteca, devendo ser entregues, até 23 de Março de 2010.

Regulamento

Original «merchandising poético» em São João da Madeira pelo Dia Mundial da Poesia

O Dia Mundial da Poesia, que se comemora domingo, vai ser assinalado em S. João da Madeira com a distribuição de poemas em milhares de sacos de pão, toalhetes de mesa e outros suportes utilizados nos estabelecimentos comerciais da cidade.

A iniciativa enquadra-se no programa “Poesia à Mesa” e, ao nível da sua materialização em suportes promocionais, envolverá, até domingo, a distribuição de 50.000 toalhetes de mesa em papel, 20.000 bases de copos no mesmo material, 15.000 bases de chávenas, 550 aventais em tecido, 100 mil sacos de pão e 1.500 lápis com o retrato dos seis autores em destaque na edição deste ano.

Rui Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira e responsável pela ação cultural da autarquia, afirma que esta aposta no 'merchandising gratuito' já é considerada “uma característica distintiva do evento”, que, este ano, abrange cerca de 60 estabelecimentos de restauração da cidade.

Os clientes desses cafés, bares, padarias, pastelarias e restaurantes irão assim apreciar - nos materiais dispostos pelas mesas ou no avental dos funcionários da casa, por exemplo - vários poemas de Ruy Belo, António Gedeão, Luísa Ducla Soares, Teresa Rita Lopes, Arménio Vieira e Inês Lourenço.

“A ideia inicial foi incentivar uma maior aproximação entre o público e a Poesia, mas sempre o procurámos fazer em circunstâncias normais, do dia-a-dia das pessoas”, revela o autarca.

“Agora, o que notamos é que, além de haver mais gente a ler e a escrever poesia, há uma maior tendência para as pessoas preservarem estes artigos promocionais, quase como se fossem objetos de coleção”, acrescentou.

Rui Costa não adianta qual o investimento em causa, mas realça: “A produção e a distribuição destes materiais só é possível devido às parcerias e aos apoios obtidos junto de diversas entidades que, de alguma forma, se reveem no projeto”.

Além da leitura de poemas nos referidos suportes, os clientes de seis estabelecimentos de restauração da cidade terão ainda direito, este fim de semana, a acompanhar as suas refeições com recitais de poesia, sempre a cargo do poeta e declamador José Fanha.

Assim, na quinta-feira o "diseur" estará de serviço no snack-bar Neptúlia às 12:30 e no restaurante Bacana às 20:00. Sexta passará o almoço no restaurante Almeida e o jantar no Trattoria Fiorentina, enquanto sábado atua ao fim da manhã no restaurante Bonzão e, à noite, na Fábrica dos Sentidos, no Museu da Chapelaria.

Tanto esses como os outros estabelecimentos que aderiram à iniciativa disponibilizam até domingo “ementas poéticas” especificamente concebidas para assinalar o Dia Mundial da Poesia.

Cortesia de i

Festival Indo-Português integra a 13ª edição do «East West Encounter»

O Festival Indo-Português, integrado na 13ª edição do «East West Encounter» de Bangalore, prossegue no dia 20 de Março com a inauguração da exposição «A Arte do Azulejo em Portugal» e com a realização de conferências sobre a Literatura Portuguesa Contemporânea asseguradas pelos escritores portugueses José Luís Peixoto e Luís Filipe Castro Mendes. Ambos os eventos terão lugar na Chitra Kala Parishat em Bangalore.

Durante as palestras haverá lugar para alguns momentos de recitação de poemas, antecipando-se a celebração do Dia Mundial da Poesia e na sequência da Maratona de Leitura realizada na Universidade de Goa no dia 19 de Março, uma iniciativa do Departamento de Português em articulação como Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões de Goa.

Cortesia de IC

Poetas do Mundo: Rabindranath Tagore

Poemas

Do Olhar (outro)


O meu coração, pássaro do deserto, revoa no céu dos
teus olhos. Teus olhos são o berço da manhã, o reino
das estrelas e a profundeza onde as minhas canções
se perdem.

Deixa que eu mergulhe neste céu imenso e solitário.
Deixa que eu penetre as tuas nuvens e abra minhas asas
em teu sol.


Se é assim que desejas

Se é assim que desejas,
se for assim do teu gosto,
cessarei de cantar!
Se com isso agitar
teu coração,
do meu olhar o triste brilho
desviarei do teu rosto...
e se eu, de súbito te assustar
no teu passeio despreocupado,
afastar-me-ei do teu lado
e tomarei outro brilho...

Se eu te embaraçar – ai de mim –
quando teceres as tuas flores,
flor encantada,
esquivar-me-ei do teu
solitário jardim
e da tua doce imagem...
E se eu tornar a água turva
e agitada,
jamais remarei a minha barca
para a tua margem...


Julgamento

Não julgues...
Habitas num recanto mínimo desta terra.
Os teus olhos chegam
Até onde alcançam muito pouco...
Ao pouco que ouves
Acrescentas a tua própria voz.
Mantém o bem e o mal, o branco e o negro,
Cuidadosamente separados.
Em vão traças uma linha
Para estabelecer um limite.

Se houver uma melodia escondida no teu interior,
Desperta-a quando percorreres o caminho.
Na canção não há argumento,
Nem o apelo do trabalho...
A quem lhe agradar responderá,
A quem lhe agradar não ficará impassível.
Que importa que uns homens sejam bons
E outros não o sejam?
São viajantes do mesmo caminho.
Não julgues,
Ah, o tempo voa
E toda a discussão é inútil.

Olha, as flores florescem à beira do bosque,
Trazendo uma mensagem do céu,
Porque é um amigo da terra;
Com as chuvas de Julho
A erva inunda a terra de verde,
e enche a sua taça até à borda.
Esquecendo a identidade,
Enche o teu coração de simples alegria.
Viajante,
Disperso ao longo do caminho,
O tesouro amontoa-se à medida que caminhas.


Quero Ser o Poeta da Noite

Noite, velada Noite,
faz-me teu poeta!
Deixa-me entoar as canções
de todos aqueles
que, pelos séculos dos séculos,
se sentaram em silêncio
À tua sombra!
Deixa-me subir ao teu carro sem rodas
que corre silencioso de mundo a mundo,
tu que és rainha do palácio do tempo,
escura e formosa!

Quantos entendimentos ansiosos
penetraram mudos no teu pátio,
vaguearam sem lâmpada pela tua casa,
À tua procura!
Quantos corações, que a mão do Desconhecido
atravessou com a flecha da alegria, romperam em cânticos
que sacudiam a tua sombra
até aos alicerces!

Faz-me, ó Noite,
o poeta destas almas despertas
que contemplam maravilhadas,
À luz das estrelas,
o tesouro que encontraram
de repente;
o poeta do teu insondável silêncio,
ó Noite!

Pequena Biografia

Rabindranath Tagore (Ravìndranatha Thakura), nasceu em Calcutá em 1861. Publicou o seu primeiro livro de poesia aos 17 anos. Viveu em Inglaterra entre 1878 e 1880, onde estudou Direito e conheceu a literatura e a música europeias. Escreveu poesia, contos, novelas, teatro e compôs centenas de canções populares. Mais tarde também pintou. Internacionalista convicto, deu aulas ao ar livre, em clima de liberdade. Fundou a escola Santiniketan que logo se converteu num centro de difusão do panteísmo espiritualista, relacionado com as doutrinas védicas, e dos ideais de solidariedade humana e que em 1921 se tranformou na Universidade Internacional Visya-Bharati.. A dor pela morte da esposa e de dois de seus filhos, entre 1902 e 1907, inspirou a Tagore alguns dos mais profundos poemas místicos, entre os quais os incluídos em Gitañjali (1910; A oferenda lírica).

As preocupações sociais do escritor, levaram-no a defender a independência da Índia em diversos ensaios, embora sempre tenha considerado que a mudança individual deve preceder a social. Viajou muito e deu conferências por todo o mundo. Escreveu sempre na sua língua natal, o bengali. Em 1923, foi agraciado com o prémio Nobel de Literatura. Em 1915, o rei Jorge V nomeou-o cavaleiro, mas Tagore renunciou ao título como protesto contra o massacre de Amristar, em 1919, quando as tropas britânicas mataram 400 manifestantes indianos. Rabindranath Tagore, é o autor indiano mais famoso e importante da época colonial. Foi aclamado por Gandhi como "o grande mestre" e reconhecido por todos os indianos como "o sol da Índia".Muitas das suas obras estão traduzidas no Ocidente. Em portugal foi traduzido por Manuel Simões (O Coração da Primavera, Editorial A.O. - Braga) e por Agostinho Batista (Poesia, Assírio & Alvim, 2004). R. Tagore faleceu em Santiniketan, Bengala em 7 de agosto de 1941.

Cortesia de Um Buraco na Sombra

Loulé celebra o Dia Mundial da Poesia com «Projecto Néctar»

No próximo dia 20 de Março, sábado, a partir das 15h00, a Biblioteca Municipal de Loulé irá comemorar o Dia Mundial da Poesia, que se assinala no domingo, com a realização do “Projecto Néctar”.

Consistindo num espectáculo de poesia dita e cantada, acompanhado com diversos instrumentos musicais desde o piano às percussões mais simples, permitindo transportar o público e o seu ouvido interior, o seu coração, a sua mente, para o reino da leveza da Primavera e da simplicidade do Amor.

No palco improvisado, dois actores irão deambular pelas palavras de alguns poetas de língua portuguesa, tendo como inspiração a beleza e simplicidade do Mestre Caeiro mas nem sempre limitados à sua poesia.

Este espectáculo tem a criação e interpretação de João Jonas e Ana Sofia Severino, e contou com o apoio à criação de Afonso Dias, sendo de entrada livre.

Cortesia de Região Sul

CITAÇÃO - Fiama Hasse Pais Brandão

O amanho da Terra liga-nos.

Rosa Alice Branco homenageada na Sétima Edição de «A Poesia está na rua»

"Vamos ter muitos dias preenchidos e muita animação", destacou o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Castro Fernandes, na apresentação pública do programa integral de "A Poesia está na Rua" que decorreu na passada sexta-feira, dia 5 de Março. A sétima edição do certame acontece um pouco por todo o concelho entre os dias 20 de Março e 23 de Abril. Entre o vasto e preenchido programa, destacam-se acções como o "humor ao domicílio", uma cerimónia de homenagem a Rosa Alice Branco, a oficina do humor, um concurso de poesia sob o tema "correr contra o tempo para dizer...rindo" e uma "conversa" a propósito de Raul Solnado com a presença de Leonor Xavier, biógrafa e ex-mulher.

Paralelamente a estas acções, muitas outras vão trazer a Santo Tirso a poesia, este ano aliada ao humor sob o tema "Humor com humor se paga", em perfeita sintonia. Espectáculos de rua, feiras, exposições, saraus, sessões de poesia e um "peddy paper" poético prometem preencher o programa cultural do concelho ao longo de mais de um mês.

Como referiu o autarca tirsense, "a poesia é algo que está intrinsecamente ligado a todos nós, na nossa história e na nossa cultura". É neste sentido que a Câmara Municipal de Santo Tirso tem vindo a organizar, anualmente, esta iniciativa que valoriza a importante vertente histórica e cultural da poesia e da literatura.

Na apresentação do programa integral de "A Poesia está na Rua" também a Vereadora da Cultura, Júlia Moinhos, explicou que o "humor nos faz ver as coisas de forma mais colorida", principalmente "em época em que tanto se fala de crise". "O programa promete animar o concelho e enganar a crise", assegura.

Alberto Serra, o comissário da iniciativa, também marcou a apresentação do programa desta sétima edição de "a poesia está na rua" lendo um poema de Alberto Gil ("Noite de Núpcias"). Quem também animou a cerimónia foi a Banda Plástica de Barcelos que, com a sua indumentária original e um reportório muito popular, encheu o átrio da Câmara Municipal de sons e muito humor.

Em 2004, a Câmara Municipal de Santo Tirso arrancou com a iniciativa procurando colocar o Concelho de Santo Tirso no roteiro dos grandes eventos ligados à poesia e à literatura portuguesas. O evento, com características algo inéditas, tinha por objectivo dar uma expressão festiva à palavra poesia, fazendo-a comungar - durante cerca de um mês - da vida comunitária do concelho, homenageando, em cada edição, um poeta português

Depois de "A Poesia Está na Rua" (2004, com homenagem ao poeta António Ramos Rosa), de "A Poesia e o Surrealismo" (2005, com homenagem ao poeta Artur do Cruzeiro Seixas), de "A Poesia faz bem à Saúde" (2006, com homenagem ao poeta Manuel António Pina), de "A Fé na Poesia" (2007, com homenagem ao poeta José Tolentino de Mendonça), de "Ofício de Poeta" (2008, com homenagem ao poeta António Osório), de "Pano Pramangas" (2009, com a homenagem ao poeta A. M. Pires Cabral), segue-se este ano (2010) a edição "Humor com Humor se Paga", com a homenagem à poeta Rosa Alice Branco.

A sorrir ou a ranger os dentes, o humor destrói as visões convencionais do mundo. É ele que confere ao ser humano a sua dignidade autêntica. Sob o lema "humor com humor se paga", o programa deste ano de "A Poesia está na rua" alia as diversas formas de expressão poética a um conjunto de iniciativas que pretende fazer do humor "uma revolta superior do espírito" contra os tempos de crise em que vivemos.

Leonor Xavier (biógrafa e ex-mulher de Raul Solnado), Nuno Artur Silva (produções fictícias) e os poetas Rosa Alice Branco (a homenageada deste ano) e Daniel Maia-Pinto Rodrigues são alguns dos nomes que integram o programa desta sétima edição de "A Poesia está na Rua", iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Santo Tirso.

Cortesia de Notícias da Trofa

Associação Âncora organiza ateliê poético

No próximo dia 17 de Março, a Âncora – Associação Centro Comunitário de Santa Luzia organiza uma tarde cultural para comemorar o Dia da Poesia.

Nesta tarde será realizado o atelier “Eu Espero pela Poesia”, que se realizará a partir das 14h30 na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos e que contará com a presença de diversos poetas.

Esta actividade insere-se no projecto “Do Outro Lado: a Saúde Mental dos Mais Velhos”, um projecto da Âncora que conta com o apoio do Alto Comissariado da Saúde, o qual visa o desenvolvimento de um conjunto de acções no âmbito da prevenção e intervenção da saúde mental da população sénior de concelho de Tavira.

Para obter mais esclarecimentos os interessados devem contactar a Associação Âncora através dos telefones 281381978, 917626608 ou do email dooutrolado.projecto@gmail.com.

Cortesia de Região Sul

O circo

Na cidadezinha, a chegada de um circo causava alegria. Adultos e jovens aguardavam a estréia, com ansiedade.Mandavam as cadeiras pelos empregados.Pois é, o circo era tão pobre que não tinha arquibancada ou bancos. A noite chega a esperada abertura da cortina. Mariana se lembra que o diretor cumprimentou o público e apresentou o “cast”. Riu um pouco com os palhaços, viu o galã interpretar a dor de um amor perdido e, apareceu a estrela: vestida de lamê vermelho ou verde bandeira, muito jovem, fez acrobacias e se dirigiu ao trapézio. Aí Mariana vibrou, pensou em repetir o que estava vendo na mangueira do seu quintal. Nem reparou nos aplausos e comentários, na volta para casa. Só importava a manhã seguinte. Quase não dormiu. Após o café da manhã, pediu ao pai para verificar se as cordas do balanço estavam seguras. Subiu na árvore, agilmente. Era perita em escalar as fruteiras. Tentou repetir o que vira. Sentiu-se a estrela! O tempo passou e hoje Mariana se pergunta: o que fiz da vida? E se tivesse acompanhado o circo?

Anna Maria Ubarana

Dia Mundial da Poesia no Centro Cultural de Belém

Pelo terceiro ano consecutivo e numa iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura (Ministério da Educação, Ministério da Cultura e Ministério dos Assuntos Parlamentares) e do Centro Cultural de Belém, comemoramos, no dia 21 de Março, o Dia Mundial da Poesia. Um programa intenso, ao longo do dia, que se inicia, a partir das 11 horas, com a Feira do Livro de Poesia; o indispensável espaço para os espontâneos Diga lá um Poema; e um conjunto de oficinas e actividades que a Fábrica das Artes organiza para todas as idades.

Programa

Dia Mundial da Poesia na Casa Fernando Pessoa






















Cortesia de CFP

Feira do Livro de Poesia pela CFP

A antecipar o Dia Mundial da Poesia, a Casa Fernando Pessoa regressa ao Jardim Teófilo Braga para promover mais uma Feira do Livro de Poesia. Para além do destaque ao livro nacional e do mundo, foi pensado um conjunto de iniciativas a decorrer em paralelo com esta iniciativa. Assim, o serviço educativo da Casa Fernando Pessoa realiza todos os dias a acção No Jardim com Ritmos, leitura rítmica de poemas de Pessoa, e No Jardim à descoberta… que consiste num percurso no Jardim da Parada onde os mais pequenos podem descobrir os heterónimos pessoanos e outras curiosidades. Nos dias 16 e 17 de Março, em parceria com a Divisão de Sensibilização Ambiental, a actividade Conhecer as Árvores convida os pequenos à descoberta das diferentes espécies arbóreas do jardim e da fauna a elas associada. Nos dias 18 e 19 é a vez da Divisão de Gestão de Arquivos dar a conhecer brinquedos e jogos do princípio do século XX. No dia 20, pelas 16h, tem lugar o concerto de jazz pelo Hot Clube de Portugal a par do espectáculo Cenas com Pessoa pelos Palhaços do Mundo. Um novo espectáculo musical pelo Coro Paradoxal acontece no dia 21, Dia Mundial da Poesia.

Cortesia de Agenda Cultural Lisboa

Vila do Conde recebe 'workshop' de tradução de poesia

A Literature Across Frontiers (LAF) vai organizar um workshop de tradução de poesia em Portugal, concretamente em Vila do Conde, entre 15 e 20 de Março. Arvis Viguls, da Letónia, Ivan Strpka, da Eslováquia, Petr Borkovec, da República Checa, e Sonata Paliulyte, da Lituânia, além dos portugueses Daniel Jonas, Jorge Melícias, Luís Filipe Cristóvão, Maria Sousa, Nuno Brito e Alexandra Büchler, que encabeça a LAF, são apenas alguns dos nomes que vão estar presentes nesta iniciativa, «que procura reunir num mesmo espaço poetas ainda jovens de línguas menos óbvias que, com a plataforma comum do inglês, se traduzam mutuamente, numa partilha de experiências que resulta em parcerias e edições que alteram, lentamente, o modo como se divulga a poesia hoje».

Cortesia de Diário Digital

«100 Anos d'A Águia e a Situação Cultural de Hoje»

Terá lugar hoje, 12 de Março, o lançamento do 5º número da Revista Nova Águia, dedicado aos "100 Anos d'A Águia e a Situação Cultural de Hoje", às 17h30 no Palácio da Independência em Lisboa. Estarão presentes no lançamento António Braz Teixeira, Manuel Ferreira Patrício e Pinharanda Gomes.

Como é sabido, A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A Nova Águia pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado aos nossos tempos, ao século XXI, como se pode ler no nosso Manifesto. Inspirando-se na visão de Portugal e do Mundo de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, a Nova Águia assume-se como um órgão plural.

Cortesia de Zéfiro

Clandestino

                       Surgiu do fundo do palco e o ocupou por inteiro. A sua fala, o seu gingado. A sua ousadia. O destemor em movimento. A desafiar a platéia. Como só quem? E aqui, o que nele se me assemelha. Ou me apaixona. Ou tenta por me ser interdito. A cismar. Um mar revolto a fantasia. O que nasce e renasce.  
A minha imagem no espelho. A minha voz. Desusada a minha voz. Hoje rezei por ele.

Ernane Catroli do Carmo


Espectáculo de declamação de poesia na 15ena da Juventude do Barreiro


A 15ena da Juventude do Barreiro começa amanhã. De 12 a 28 de Março os dias serão cheios de espectáculos das mais diversas expressões artísticas, desde música, dança, teatro, fotografia, vídeo e, ainda, workshops e debates. Repletos de Juventude.

O programa da 15ena, promovida pela Câmara Municipal do Barreiro, conta com 25 projectos de seis associações de carácter juvenil e cultural e de 12 grupos informais compostos por jovens do Concelho. Centram-se nas áreas da música (21 concertos), formação (seis ateliês/workshops), cinema (2 ciclos de cinema com o total de oito filmes, teatro (uma leitura encenada e um espectáculo de rua bem como a interacção com o Mês do Teatro proporcionando aos jovens a oferta dois bilhetes duplos), poesia (um espectáculo de declamação de poesia de poetas da lusofonia), desporto (iniciativas como Regata da Juventude, circuito de Skate, corrida de orientação), exposições (fotografia “O Tempo Que Nos Pariu”, do jovem artista Daniel Barros, literatura (lançamento do livro “Cantata Pranto e Louvor”, de Filipe Chinita e Manuel Gusmão, acompanhado por declamação de poesia, também integrado no Mês do Teatro), moda (passagem de modelos com materiais reciclados) e arte urbana (Barreiro Stilo com inspiração no graffiti).

A 15Ena da Juventude irá comemorar, mais um ano, o Dia do Estudante – assinalado a 24 de Março, e o Dia da Juventude – 28 de Março. Assim, a CMB convida todos os jovens a participar no Fórum da Juventude no dia 28 de Março, às 15h00, no Café do Luso Futebol Clube, que debaterá temáticas ligadas Juventude.

A diversidade e descentralização de projectos apresentados na programação deste ano expressa a vontade dos jovens em dinamizar todo o Concelho e (re)aproveitar os vários espaços que existem.

Concursos de Fotografia e Vídeo

O VII de Fotografia Augusto Cabrita recepcionou 128 trabalhos de 48 participantes. O IX Concurso de Vídeo do Barreiro contou com 21 vídeos oriundos de múltiplos locais.
A inauguração/Entrega de Prémios do VII Concurso de Fotografia Augusto Cabrita está agendada para as 17h30 de 21 de Março no Auditório Municipal Augusto Cabrita. A Apresentação dos Vídeos do IX Concurso de Vídeo realiza-se no dia 26, pelas 21h30, no Cine Clube do Barreiro (no Largo Casal, junto aos Penicheiros).

Cortesia de Jornal do Barreiro

A primeira Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea em língua eslovena

A primeira antologia de poesia portuguesa contemporânea em língua eslovena é apresentada publicamente hoje, 11 de Março, em Liubliana, num evento organizado pelo Departamento das Línguas Românicas e pelo leitorado da Língua Portuguesada Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Liubliana.

Publicada há 15 dias pela editora Aleph e intitulada Trinajst Portugalskih Glasov (Treze Vozes Portuguesas), a antologia inclui poetas portugueses nascidos entre os anos de 1924 e 1969 e que começaram o seu percurso poético após a II Guerra Mundial.

Entre outros, nela figuram António Ramos Rosa, Fernando Guimarães, Fernando Echevarria, António Osório e Fiama Hasse Pais Brandão. Cada um dos poetas é apresentado com entre cinco e dez poemas.

A selecção dos poetas e dos poemas foi feita por uma das leitoras do Instituto Camões (IC) na Eslovénia Mojca Medvedšek, em colaboração com o poeta português Casimiro de Brito.

As traduções estiveram a cargo de Mojca Medvedšek, da leitora do IC Blažka Müller Pograjc e da leitora do esloveno na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Mateja Rozman.

A apresentação do livro na Livraria da Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Liubliana.é destinada ao público em geral, mas, sobretudo, aos alunos do Departamento e do Leitorado do Português.

Cortesia de IC

Conselho Nacional da Cultura reúne-se hoje pela primeira vez

O Conselho Nacional de Cultura (CNC), reactivado pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, reúne-se hoje pela primeira vez.

A reunião, na sala D. Carlos do Palácio da Ajuda, em Lisboa, decorrerá à porta fechada a partir do final da manhã.

Na reunião participam, entre outras personalidades, Eduardo Lourenço, Siza Vieira, Rui Vieira Nery, Jorge Salavisa, Ricardo Pais, Inês Pedrosa, Paula Moura Pinheiro, António Pinto Ribeiro, João Lopes e Augusto Mateus.

Participam também na reunião os presidentes das secções especializadas e representantes do Centro Português de Fundações, da Associação Nacional de Municípios Portugueses, da Associação Nacional de Freguesias, do Conselho Nacional de Reitores das Universidades Portuguesas, do Conselho Nacional de Consumo e da Conferência Episcopal Portuguesa.

O CNC é um órgão consultivo do Ministério da Cultura que emite pareceres e recomendações, sempre quando solicitado pela ministra, “sobre questões relativas à realização dos objectivos de política cultural” e pode “propor medidas necessárias ao seu desenvolvimento”.

O CNC foi instituído como órgão consultivo do Ministério da Cultura pelo Decreto-Lei n.º 215/2006.

Cortesia de O Público

O que acende os candeeiros

O meu chá está quase pronto e o sol abandonou o céu;
É hora de ir à janela para ver Leerie passar;
Todas as noites à hora do chá e antes de nos sentarmos,
Com a sua lanterna e a sua escada ele vem e acende a rua.

Tom será condutor e Maria irá para o mar,
O papá é banqueiro e muito rico;
Mas eu, quando for grande e puder decidir,
Oh, Leerie, irei contigo todas as noites e farei a ronda dos candeeiros!

Nós temos muita sorte, temos um candeeiro à nossa porta,
E Leerie pára para o acender e acende muitos mais;
Oh, Leerie, antes de te ires embora com a tua escada e a tua lanterna,
Oh, Leerie, cumprimenta a criança que te está a olhar!

Robert Louis Stevenson

Faleceu a poeta São Tomense Alda Espírito Santo

A política e poeta Alda Espírito Santo, que lutou pela independência de São Tomé e Príncipe, faleceu hoje numa clínica de Luanda.

Alda Espírito Santo era presidente da União Nacional dos Escritores e Artistas São-Tomenses e já fora presidente da Assembleia Nacional, bem como ministra da Educação, da Cultura e da Informação.

Dado o agravamento do seu estado de saúde, fora há dias transferida para Angola, onde lhe amputaram uma perna para conter a gangrena provocada por má circulação sanguínea; mas entretanto entrara em coma.

Nascida em 1926, frequentou a Universidade de Lisboa e na Casa dos Estudantes do Império, foco do nacionalismo das antigas colónias africanas, conviveu com Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade e Marcelino dos Santos.

Deixou os livros de poemas “O Jogral das Ilhas”, de 1976, e “É nosso o solo sagrado da terra”, de 1978.

Cortesia de O Público

Leitura da peça Gioconda e Si-Ya-U de Nazim Hikmet no Festival Pontes para Istambul

O jovem actor e encenador André e. Teodósio apresenta uma leitura encenada de Gioconda e Si-Ya-U, da autoria do grande poeta turco Nazim Hikmet no dia 12 Março pelas 21 horas no pequeno auditório - Sala Eduardo Prado Coelho do Centro Cultural de Belém. Preço 5€

No mesmo ano (1924) em que o jovem revolucionário Emi Siao é deportado de Paris, desaparece do Museu do Louvre a famosa Gioconda. Segundo o poema-manifesto de Nazim Hikmet, ela terá partido para a China ao encontro do seu amor de “olhos amendoados”. É verdade: Gioconda liberta-se da passividade da cultura museológica e revela-se uma agitadora apaixonada.
Para estragar o suspense deste poema, que em cerca de trinta páginas nos confronta com as dialécticas poesia vs. política, fantasia surrealizante vs. fervor revolucionário, ficção vs. autobiografia, no fundo um poema onde permanentemente é questionada a real capacidade da arte na transformação social, vou revelar o final:
RELAXEM: O sorriso de Gioconda mantém-se. Não é o sorriso de quem contenta, mas de quem parte contente.
TREMAM: As mãos de Gioconda transformam-se. Já não são mãos manchadas de tinta, mas mãos manchadas de sangue.”
ANDRÉ E.TEODÓSIO

Tradução e leitura de ANDRÉ E. TEODÓSIO

INFO

Cortesia de CCB

Ricardo Corona lança Amphibia em Portugal

Se no início era o verbo, no que diz respeito à poesia, nos primórdios tudo era oral. Passam séculos, e o poema, de certa forma, acabou ficando por muito tempo trancafiado dentro de páginas de livros.

Mas a poesia, assim como o ser humano, segue, pede passagem.

Ricardo Corona é um poeta, mas não tem a postura do que muitos supõem que seja um sujeito que vive para a poesia.

Corona nasceu em Pato Branco, já morou em São Paulo, e vive em Curitiba desde 1989. São mais de duas décadas “sendo” curitibano e poeta. A sua trajetória acaba de ser reconhecida por meio de uma bolsa, de R$ 56 mil, que ele recebeu da Petrobras. Com o incentivo, vai produzir o livro Curare, que trará um único, longo e fluente poema.

O poeta atravessa uma temporada de serenidade e alegria. No apartamento em que vive com a sua esposa, Eliana Borges e com o filho Cauê, ele abre uma garrafa de vinho tinto, e propõe um brinde.

A editora Cosmorama, de Portugal, acaba de publicar Amphibia, obra que reúne os livros Cinemaginário (1999) e Corpo Sutil (2005). Daqui a 40 dias, o poeta e a sua esposa atravessam o Oceano Atalântico para divulgar Amphibia em território lusitano.

Mas Corona não parece muito ansioso pela temporada europeia. Ele gosta de viver o agora, o cotidiano, um dia de cada vez. Se um vizinho liga o aparelho de som com o volume no máximo, não será surpresa Corona pedir: “Ei, aumenta que isso aí é rock-and-roll.”

O poeta pode ser tudo, menos aquela caricatura que sugere que quem faz poesia está trancado dentro de um gabinete. Ele quer as janelas e as portas abertas. No livro-disco Sonorizador, de 2007, em uma das faixas, Corona já gritou: “livre-se do silêncio do livro.”

Sonorizador traduz, e muito, como esse artista entende e faz poesia: ele declama poemas, alguns com palavras, mas também enuncia sons guturais, em busca de melodias e possibilidades sonoras inusitadas. Afinal, como dizem alguns, as palavras, às vezes, podem atrapalhar. Outras vozes confirmam: o tom (de voz) já pode ser o recado.

Corona não quer repetir fórmulas, nem seguir caminhos já desbravados. Ousa o mergulho no escuro, seja para onde for. “Um livro feito de água/ é perfeito/ porque não se pode/ guardar”, escreveu, no poema “No Lugar Que Não Se Respira”.

O nome e o sobrenome Ricardo Corona, além de textos, livros e vocalizações, também estão associados a duas das mais instigantes revistas que circularam em tempos recentes. De 1998 a 2000, ele editou a Medusa. A Oroboro existiu de 2004 a 2006.

Corona não lamenta o final das publicações. Ao contrário, pega o cálice de vinho e brinda. Ele analisa que Medusa e Oroboro fizeram sentido em seus contextos, radiografando o que havia de mais original no período: ambas publicavam textos inventivos inéditos. O poeta não gostaria de dirigir veículos culturais para meramente demarcar território e ostentar alguma forma de poder.

Corona sai pouco do apartamento. Acompanha a programação dos cinemas e confere exposições. Costuma circular pelo ateliê de sua esposa, a poucos passos de onde eles vivem.

Juntos, Corona e Eliana tocam a editora Medusa, que já publicou 25 livros. Eles já dividiram a autoria de obras, como Tortografia, em que poesia dialoga com artes plásticas, entre outras fusões.

Depois de cinco horas de conversa, talvez tenha faltado perguntar: qual a função da poesia? Na última página de Amphibia, um verso sugere a resposta: “a posição da poesia é oposição.”

Cortesia de A Gazeta do Povo

Universidade Sénior Rainha D. Leonor realiza sessão de poesia

A 2ª Sessão de Poesia do Ano Lectivo 2009/2010 da Universidade Sénior Rainha D. Leonor (USRDL), nas Caldas da Rainha, vai realizar-se no dia 18 de Março, pelas 15 horas, no auditório da escola.

Com o tema “Liberdade”, a 1ª parte será uma homenagem a Natália Correia, Sophia de Mello Breyner e Manuel Alegre, e a 2ª parte a outros poetas.

Serão intervenientes a professora Isabel Sá Lopes, os Jograis Frei Cristóvão do Colégio de A-dos-Francos, os Jograis da Universidade e os Jograis Canto Sénior.

A comunidade escolar, seus familiares e amigos são convidados a participar nesta Sessão de Poesia.

Cortesia de Jornal das Caldas

BIO - Safo



Safo de Lesbos, foi uma poetisa grega nascida por volta do ano de 620 a.C em Eresso, pequena vila próxima de Mitilene, capital da ilha grega de Lesbos, nordeste do mar Egeu, situada diante da costa da Anatólia. A maior poetisa lírica da Antiguidade e conhecida como a Vénus de Lesbos, famosa pelas declamações de seus poemas, em reuniões sociais de mulheres de boa família, costume comum nessa ilha grega. Filha de família rica, ainda jovem deixou a sua pequena cidade natal para morar em Mitilene, onde estudou dança, retórica e poética, estudos então, permitidos para as mulheres da aristocracia.

Segundo afirmam várias crónicas, preferiu perder as benesses a que tinha direito para, então, desenvolver a sua vida com liberdade e envolveu-se com o jovem Alceu, poeta e desafecto político do ditador. Por isso acabou por ser exilada na cidade de Pirra, embora acusada de envolvimento contra o governo do ditador Pítaco, o mesmo que seria depois incluído na lista de Os Sete Sábios da Grécia, coisa improvável pois Safo nunca demonstrou envolvimento político nos seus poemas.

Depois de voltar para Mitilene, não demorou a ser exilada de novo, desta vez na Sicília, onde se casou com milionário Kercolas, próspero habitante da ilha de Andros. Com este rico esposo teve uma filha e, pouco depois, ficou viúva. Rica deixou a Sicília e voltou para Mitilene, Lesbos, onde viveu a maior parte de sua vida. Na capital da ilha fundou um colégio para meninas da alta sociedade, onde ensinava música, poesia e dança. Tornou-se líder de uma das sociedades informais que reunia as chamadas de hetairas, que em grego significa companheiras. Elas entretinham-se sobretudo com a composição e a declamação de poemas, e formaram um grande número de admiradoras da mestra. Com as notícias na cidade sobre actos e costumes adoptados na sua escola, os pais começaram a retirar as suas filhas da escola e rapidamente e a escola fechou. A sua hetaira favorita, Átis, por quem sentia paixão maior, foi uma das primeiras a sair, retirada pelos pais. Deste episódio compôs o Adeus a Átis, considerada até hoje como um dos mais perfeitos versos líricos de todos os tempos, tornando-se imortal através dos séculos. Ela teria dito que irremediavelmente, como à noite estrelada segue a rosada aurora, a morte segue todo o ser vivo até que finalmente o alcança... e morreu em Mitilene, em 570 a. C., onde viveu a maior parte de sua vida.

Não se sabe exactamente como os seus poemas circularam entre os seus contemporâneos e nos três ou quatro séculos que se seguiram. Sabe-se, entretanto, que no século III a. C. os eruditos alexandrinos reuniram a sua obra em aproximadamente dez livros escritos em papiros, mas essa edição não sobreviveu aos desmandos pseudo-moralísticos da Idade Média, por causa das suas históricas atitudes pessoais. Esta brilhante poetisa foi condenada pelo famigerado fanatismo moralístico-religioso através dos séculos, e por volta do século XI, toda a sua obra conhecida, inclusive a contida nos volumes publicados em pergaminhos, Alexandria, foi queimada por ordem da Igreja.

Acidentalmente, no final do século XIX, arqueólogos britânicos descobriram, por acaso, em Oxorinco, sarcófagos envoltos em tiras de pergaminho, onde estavam ainda legíveis cerca de seiscentos de seus versos, o bastante para reconhecê-la como a maior poetisa lírica da Antiguidade. Comparada ao seu contemporâneo Alceu, para alguns o seu amante na juventude, e Arquíloco, a sua obra praticamente não continha referências políticas, característica frequentemente encontrada nos versos de Alceu, por exemplo. Escrevia em linguagem simples, de forma concisa e directa, sobre assuntos pessoais: amores, ciúmes e rivalidades que surgiam entre as mulheres com quem se reunia, e as relações com o seu irmão Charaxo. Reflexiva, discorria com tranquilidade sobre os próprios êxtases e sofrimentos, sem que isso reduzisse o impacto emocional dos seus poemas.

Como poetisa defendeu o amor nos seus trabalhos e deu origem ao termo safismo, depois conhecido como lesbianismo. A primeira mulher a fazer poesia de alta qualidade na história da cultura ocidental, a sua importância foi tanta que Platão a denominou de A décima musa. Lembrar que, pela mitologia grega, eram nove as musas, filhas de Júpiter e Mnemosine, e cada uma delas possuía um atributo especial em artes, habilidades ou conhecimentos.

Adaptado de SóBiografias

Sarau de Poesia sobre a Mulher

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, 8 de Março de 2010, realiza-se pelas 18h30 no Centro Cultural Português - Pólo na Beira um Saráu de Poesia sobre a Mulher com a participação de membros da Casa do Artista da Beira e Leitorado do IC na Beira. O evento é organizado pelo Centro Cultural Português - Pólo na Beira e a Casa do Artista (Associação de Artistas Moçambicanos da Beira).

Junto aos rios da Babilónia

Junto aos rios da Babilónia
Estamos sentados e choramos
Ao lembrar-nos de Sião.
ao olhar o arranha-céus de Babilónia
e as luzes reflectidas no rio
as luzes dos night-clubs e dos bares da Babilónia
e ao ouvir suas músicas
E choramos
Nos salgueiros da margem
Penduramos nossas cítaras
Dos salgueiros chorosos
E choramos.

Ernesto Cardenal

Quintas de Poesia no Frágil

A iniciativa de dedicar as noites de quinta feira à poesia começou em 2007 quando aquele espaço noturno lisboeta festejou 25 anos.

"A ideia - explicou a fonte - é criar uma noite de contraste às trepidantes noites da discoteca, tendo-se, aliás, criado já o hábito de as quintas feiras serem diferentes. Tivemos concertos e optámos agora pela poesia".

"Lançámos um desafio a músicos, compositores e 'diseurs' para interpretarem em formato de peça musical alguns dos principais poemas de cada autor", disse a mesma fonte.

O ciclo abre dia 04 de março com poesia de José Luís Peixoto dita por Margarida Cardeal, acompanhada pela música de Miguel Nicolau e imagens de Adriana Freire.

Na quinta feira seguinte - dia 11 - Lucília Raimundo lerá Mário de Sá-Carneiro com música de Adriano Filipe.

Dia 18, o ator José Wallenstein escolherá vários autores de "Poesia Concreta" com música de Paulo Abelho & João Eleutério, e vídeo de Paulo Américo.

A "Poesia Concreta" integra autores como os brasileiros autores como Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos.

"O ciclo encerra com um poeta de Braga que vive da sua própria poesia, e que descobrimos, um jovem que promete", explicou a mesma fonte.

Trata-se do poeta João Negreiros que lerá os seus versos acompanhado pelo músico Sérgio de Castro.

O poeta foi já distinguido no Brasil com o Prémio Internacional OFF FLIP de Literatura/2009, mantém na Internet o blog - http://joaonegreiros.blogspot.com/.

Cortesia de Destak

Março é mês de Teatro e Poesia em Lagos

Em Março, Lagos volta a apresentar uma viagem pelo mundo dos espectáculos de qualidade e o trabalho de companhias de teatro locais, regionais e nacionais.

Desta forma, no mês do teatro, o Centro Cultural de Lagos irá receber quatro peças, tanto para a comunidade escolar, como para o público em geral.

Também para comemorar o Dia Mundial da Poesia, o Teatro Experimental de Lagos (TEL) associa-se à Biblioteca Municipal de Lagos Dr. Júlio Dantas para apresentar um espectáculo, no próximo dia 21 de Março, pelas 21h30.

Assim, nos dias 1 e 2 de Março serão apresentadas peças de teatro infantil em língua inglesa. “Sherlock Holmes and the Case of the Desapearing Doctor” e “A Midsummer Night’s Dream”, produções do Avalon Theatre Company serão os espectáculos dirigidos às escolas do concelho, a primeira a decorrer durante a manhã e a segunda durante a tarde.

Nos dias 11 e 12, às 10h30 e 14h30 será apresentada a peça "D. Quixote (de Coimbra)", pelo Teatrão – Teatro para a Infância e Juventude). Destinada também aos mais pequenos, os bilhetes para as escolas custam 1,5 euros, enquanto para o público em geral são 6 euros.

"A Estação", da autoria do Projecto NAIA, será apresentada no dia 20 às 21h30 ao público em geral, enquanto nos dias 22 e 23 será representada em sessões exclusivas para os alunos do concelho de Lagos, sendo a entrada gratuita em ambos os casos.

No dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, as comemorações ficam marcadas em Lagos pela apresentação da paródia voyeurista meta-crítica “Benny Hall”, a partir das 21h30.

Com a entrada a custar 5 euros, esta é uma paródia à excessiva intelectualização do teatro, interpretada por uma pianista e dois actores, que partem dos diálogos do filme "Annie Hall" de Woody Allen para uma divertida desconstrução daquilo a que se tem por hábito chamar "o processo criativo" da arte teatral, num espectáculo de ESTICALIMÓGAMA.

Finalmente, a encerrar a iniciativa "Março Mês da Poesia", a Biblioteca Municipal de Lagos recebe este ano o "BOUT DORÉ – CAFÉ", muita música, jogos poéticos embebidos em vaidade, sentimentos fúteis e crítica social.

Cortesia de Região Sul

ONU celebra o Dia Internacional da Mulher com Poetry in Motion


O dia internacional da Mulher começa a ser celebrado no prédio das Nações Unidas em Nova York. Muita musica e poesia irão marcar as celebrações deste importante dia.
A ONU reivindicou hoje da comunidade internacional ações concretas para derrubar as barreiras e erradicar as condutas que obstaculizam o progresso rumo à igualdade de gêneros e impedem o pleno desenvolvimento dos direitos da mulher.

Com essa mensagem, a organização abriu a 54ª sessão da comissão sobre o status jurídico e social das mulheres, que durante toda a semana do Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo dia 8, analisará o cumprimento dos compromissos em matéria de igualdade de gêneros adotados na Declaração de Pequim de 1995.

O documento adotado há 15 anos estabelece diretrizes para o pleno respeito aos direitos da mulher e sua integração.

"É uma questão de justiça social, mas também é totalmente necessária levando em conta o contexto de crise econômica no qual estamos. Não é apenas uma questão de justiça, é uma questão de eficiência e rentabilidade econômica", disse em um encontro com a imprensa a ministra de Igualdade da Espanha, Bibiana Aído.

Responsável por apresentar o relatório da União Europeia (UE), presidida pela Espanha neste semestre, Aído apontou avanços no campo da educação, na luta contra a violência de gênero e no tráfico de mulheres e meninas para exploração sexual.

As mulheres representam 60% das pessoas que terminam seus estudos na UE e o fazem com melhores notas que os homens, embora "infelizmente a nossa incorporação ao mercado de trabalho não tenha mudado", disse Aído.

Mais de 30 artistas estarão mostrando seu trabalho entitulado "Poetry in Motion - Women: Solution - Mindev Visionaries"

A cerimonia sera realizada por Ms. Aurora Flores. O endereço das Nações Unidas é:

45th Street and 1st Avenue
Dia: Friday, 5 de março de 2010
Hora: De 6:00 pm as 11:00 pm

Cortesia de Jornal.us

Centésima edição das Quintas de Leitura

Em oito anos, tornaram-se uma referência incontornável do roteiro cultural portuense, com um público fiel e numeroso, sempre a crescer.

As "Quintas de Leitura", no Teatro do Campo Alegre, chegaram na passada quinta-feira, dia 25 de Fevereiro, à centésima edição.

Surgiram em plena ressaca da Porto 2001, quando ainda subsistia a esperança de que a elevada quantidade de eventos da Capital Europeia da Cultura poderia ter continuidade. O desânimo que não tardou a instalar-se entre as hostes culturais da cidade em nada perturbou João Gesta, programador das "Quintas de Leitura" desde a primeira hora, que traçou logo nessa altura os objectivos: criar um ciclo de poesia com entrada paga em que os espectadores teriam acesso ao trabalho de criadores consagrados e emergentes não apenas na poesia, mas também noutras linguagens artísticas, da música, à dança, passando pelo vídeo e fotografia.

"O sucesso surpreendeu-me, quanto mais não fosse porque estamos a falar de regras ambiciosas. Pagar para assistir a espectáculos de poesia não era um hábito enraízado em Portugal", reconhece Gesta, que afirma dever tudo sobre a sua função a Joaquim Castro Caldas, o poeta responsável durante anos pelas célebres noites do Café Pinguim.

"Ciclo de boa saúde"

Primeiro no café-teatro e mais tarde no auditório do Teatro do Campo Alegre, o ciclo não tardou a sedimentar o seu prestígio, graças ao que João Gesta considera ser "uma mescla equilibrada" entre autores já renomados e outros a caminho disso.

"O ciclo continua de boa saúde ao fim deste tempo todo. As bases estão consolidadas, mas é preciso também oferecer às pessoas propostas inusitadas e surpreendentes. A poesia é sobretudo um risco", sintetiza João Gesta.

A frequência da participação de autores como Valter Hugo Mãe, José Luís Peixoto e Gonçalo M. Tavares não tem isentado os organizadores de críticas quanto à repetição de fórmulas. João Gesta discorda do reparo, frisando que cada participação de um dos referidos autores equivale a um novo espectáculo, com outros intervenientes e protagonistas.

"Além disso, é o público que exige a sua presença. No dia seguinte à presença do José Luís Peixoto, por exemplo, há pessoas que ligam para o teatro a perguntar quando será a sua próxima vinda", confessa.

Eleger momentos marcantes em 99 edições é tarefa árdua, à qual Gesta, porém, não se furta, destacando o momento em que Rui Reininho simulou atirar para a assistência um recipiente cheio de urina que, afinal, era chá... "Aquilo poderia ter acabado mal", sorri o mentor do evento, patrocinado pela Fundação Ciência e Desenvolvimento, que confessa jamais ter sentido pressões para convidar determinados autores. "No momento em que isso acontecesse, cessava funções", diz.

Cortesia de JN

CITAÇÃO - Mário Quintana

Ser poeta não é apenas dizer grandes coisas, mas ter uma voz reconhecível dentre todas as outras.

Princesa louca

Vejo passar na curva da alameda
Uma princesa há muitos anos louca,
Princesa cujo corpo é uma roca
Em principados de faisões de seda.

A sua sombra, uma lagoa azul.
As suas mãos tecendo pinheirais,
Lembram-me naus sempre chegando ao cais,
Águias sem asas num palácio, em Tule.

Seus dedos, pregos que pregaram Cristo.
Olha-me longe. Em seu olhar existo...
Passo nas rezas duma antiga boca...

Arqueio-me a sonhar sobre marfim.
Sou arco com que brinca no jardim
Essa princesa há tantos anos louca.

Alfredo Pedro Guisado

Iraque sente o regresso de salões de poesia

Passado duas semanas que decorreram dois espectaculares ataques à bomba, Ali al-Nijar deixou a sua casa para falar de poesia. Al-Nijar, professor aposentado de agricultura, apertado entre 60 outras pessoas num salão literário semanal na Rua Mutanabi, em Bagdá – um dos cerca de 12 salões que germinaram em toda a cidade nos últimos dois anos, à medida que a violência baixou.

“Este é um produto da liberdade”, afirmou al-Nijar, esperando a chegada dos palestrantes principais. O tópico da semana era um poeta chamado Abdul Wahab al-Bayati, um dos fundadores da poesia moderna iraquiana. “É claro, existe medo na cidade actualmente”, disse al-Nijar. “Mas o povo não dá atenção aos ataques bombistas. Eu sei do risco que corremos, mas não me importo”.

Por séculos, salões literários foram uma parte vital da vida intelectual iraquiana, locais onde pessoas de diferentes classes ou seitas se reuniam para discutir cultura, literatura e ideias. Bagdá já teve mais de 200 salões, um quarto deles organizados por judeus, segundo Tariq Harb, advogado que frequenta diversos salões e realiza um próprio.

Entretanto, durante a presidência de Saddam Hussein, os salões desapareceram ou tornaram-se subversivos, à medida que o povo se opunha ao controle do governo ou temia a presença de espiões. Na violência sectária que acompanhou a invasão de 2003, as pessoas muitas vezes tinham medo de se encontrar publicamente.

Safia al-Souhail começou o seu salão em abril, depois de atingido um nível de paz na cidade. O encontro acontece uma tarde por mês na sua casa e termina depois de escurecer, algo que seria impensável durante o auge da violência extremista.

Cortesia de NYT

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