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Lonely Planet classifica a Lello como a terceira melhor livraria do mundo

A livraria centenária portuense Lello foi classificada pela Lonely Planet como a terceira melhor do mundo, no guia que esta editora fundada na Austrália acaba de lançar para o próximo ano. Numa listagem em que faz o “top ten” dos países, regiões e cidades a visitar em 2011, a Lonely Planet coloca a livraria situada na Rua das Carmelitas, no Porto, na terceira posição, depois da City Lights Books, em São Francisco, nos Estados Unidos, e da El Ateneo Grand Splendid, em Buenos Aires.

No guia "Lonely Planet's Best in Travel 2011", a editora classifica a Lello, fundada em 1906, como “uma pérola de arte nova”, que se mantém como uma das livrarias – e talvez mesmo uma das lojas – “mais espantosas do mundo”.

Na descrição que faz do seu interior, destaca “as prateleiras neogóticas” que fazem mesmo concorrência aos livros na atenção dos visitantes, mas também a decoração nas paredes com os bustos esculpidos de escritores portugueses, além, claro, da “escadaria vermelha em espiral” que leva os clientes até ao primeiro andar e que parece “uma flor exótica”. O trilho e o carrinho para o transporte dos livros e a pequena cafetaria no primeiro andar, de onde se vê a luz do dia filtrada por coloridos vitrais, são outras notas deixadas aos leitores deste que se tornou já num dos mais populares guias de viagem em todo o mundo.

Esta classificação da Lello repete aquela que a loja portuense já tinha conquistado em Janeiro de 2008, quando o diário britânico “The Guardian” também a considerou como a terceira mais bela livraria do mundo, igualmente a seguir à Ateneu da capital argentina, que ocupa o lugar de um antigo teatro – dessa vez, em primeiro lugar, surgia a livraria holandesa em Maastricht, Boekhandel Selexyz Dominicanen, instalada numa antiga igreja.

O actual edifício da Livraria Lello, que foi desenhado de raiz para ser uma livraria pelo engenheiro Francisco Xavier Esteves, já tinha também sido considerado pelo escritor catalão Enrique Vila-Matas como “a mais bonita livraria do mundo”.

No “top ten” agora divulgado pela Lonely Planet, logo após a Lello surge a Shakespeare & Company, em Paris, seguindo-se a Daunt Books, em Londres, a Another Country, em Berlim, a The Bookworm, em Beijing, a já citada Selexyz Dominicanen, em Maastricht, a Bookàbar, em Roma, e, na décima posição, a Atlantis Books, em Santorini, na Grécia.

Cortesia de O Público

A tertúlia de poesia ininterrupta mais antiga do país

Às 0h15, toca a sineta. «Fechou a cloaca», grita Carlos Pinto, proprietário do Púcaros, situado nas arcadas de Miragaia, em frente à Alfândega do Porto. É sempre assim que começam as noites de poesia, todas as quartas-feiras (muitas vezes, só têm início na madrugada de quinta).

O que se segue, pela noite dentro, é um desfilar de versos mais ou menos conhecidos, ditos por gente mais ou menos inspirada. A única regra é a liberdade total, a raiar a anarquia: não há tema, não há ordem definida, não há hora para acabar.

Os conflitos entre vários participantes desta tertúlia são recorrentes, mas as querelas dificilmente causam mossa. Quando é preciso, Carlos Pinto põe ordem na casa, mas sempre de forma bem humorada. «Digo tudo porque ouço tudo», explica. Há dois ou três palavrões lançados para o ar e a poesia continua.

Um dos habitués é Anthero Monteiro, que já tem várias obras de poesia publicadas. Numa mala, traz uns «cinco quilos de livros» e mais uma pasta cheia de poemas impressos. «O que faz rir é geralmente o que funciona melhor. No entanto, o poema mais dito aqui - e, provavelmente, em qualquer tertúlia poética portuguesa - deve ser o Cântico Negro, de José Régio», observa.


Quem também tem obra publicada é António Pedro Ribeiro, que apresentou no próprio Púcaros, em Maio, uma candidatura independente à presidência da República. «Quero fazer passar uma mensagem anti-mercado, contra o utilitarismo e a transformação de tudo e de todos em mercadorias», afirma. Esta incursão política não é inesperada: em 2006, o poeta escreveu Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro, uma provocação a desafiar o líder do Governo.

As noites de poesia do Púcaros cumprem 14 anos em Novembro e Carlos Pinto orgulha-se de ser o responsável pela «tertúlia poética ininterrupta mais antiga do país». A ideia inicial era «fazer uma noite dedicada aos dizeres populares, mas essa malta não é acessível», relembra.

Por isso, alargou-se o conceito à poesia e, desde então, todas as quartas-feiras, o ritual é sagrado: «Mesmo quando isto fica alagado, cumpre-se a tradição. Vamos ali para o cimo da rampa, recitamos dois ou três poemas e dizemos que nem as cheias nos hão-de calar». Numa sessão comum, a leitura é feita no meio das arcadas que dividem o bar - imaginamos que o espaço tenha sido em tempos idos um armazém de pipas de vinho do Porto. A bebida oficial é a sangria, servida nos púcaros que dão o nome à casa. Quem pedir uma bebida não alcoólica arrisca-se a ouvir uma boca do proprietário.

Muitos participantes lêem poemas de sua autoria e destas noites já resultou a colectânea Um Púcaro de Poesia, da editora Corpos. Mas esta é uma tertúlia de amadores e apaixonados pelas palavras: quem vem apenas ouvir poesia é bem-vindo, quem vem ler pela primeira vez é bem recebido.

As picardias estão reservadas aos veteranos: na noite a que assistimos criticou-se o mau gosto de deixar um poema a meio e a incapacidade dos presentes para «ir até Saturno» através da poesia. As palavras foram azedas , mas na semana seguinte estavam lá todos, amigos como dantes.

PÚCAROS BAR

Rua de Miragaia, 55, Porto
Tel. 936 326 281


Cortesia de Jornal Sol

Poesia e arte são apostas da nova Livraria Latina

Mudou de designação – “Leya na CE Latina” é agora o nome oficial – e renovou ambições, mas quer manter o prestígio que a tornou em tempos num dos espaços culturais mais emblemáticos do Porto. Hoje, dia 27 de Outubro, é o primeiro dia da nova Livraria Latina.

Nem Camões quis faltar à chamada. Trajado a rigor como o imortal poeta e patrono da livraria – cujo busto está em lugar de destaque na fachada do edifício, na rua de Santa Catarina –, um actor passeava-se ao final da tarde entre as dezenas de convidados que quiseram testemunhar o novo fôlego da Livraria Latina, apostada em recuperar a aura que a notabilizou em tempos como uma das principais livrarias do Porto.

Ser “uma alternativa às grandes redes comerciais e livrarias” é, segundo o administrador da Coimbra Editora Livrarias, José da Ponte, o grande propósito da Latina, que promete aliar a oferta das principais novidades aos livros de longo curso, obras que, não figurando nos tops de venda, acabam por ter sempre compradores fiéis.

A intenção é reiterada pela gerente do espaço, Margarida Gaspar, que dá como exemplo dessa estratégia “a promoção de montras com livros de poesia, em vez de apenas ‘best-sellers, como todas as livrarias fazem“. Por isso, a nova responsável não acredita que exista uma saturação do mercado livreiro. “Há sempre espaço para livrarias de qualidade e centradas nas necessidades dos leitores”, enfatiza.

A dinamização cultural é uma das apostas fortes da nova gerência. Só entre hoje e sábado, às 18 horas, vão passar pela livraria Mário Cláudio, Richard Zimler e Ana Luísa Amaral. Outros escritores vão ser convidados durante os próximos tempos, mas a Latina promete não se quedar pelas iniciativas em redor da literatura. A música e o cinema irão também ser contemplados.

Cortesia de JN

Livraria Poetria prepara Cidade Poética

A Livraria Poetria organiza quinta feira a primeira sessão de preparação para o Cidade Poética, um projecto que visa a realização de um encontro de poetas nacionais na cidade do Porto.

Subordinado ao tema 'Poesia Ecfrástica', escolhido por ser pouco conhecido, o primeiro encontro pretende preparar o público para o Cidade Poética, um ciclo que deverá acontecer em Março de 2011, na cidade.

'Pensámos que por ser uma tema pouco vulgar na poesia podíamos começar por aí', disse hoje à Lusa Dina Silva, responsável pela Poetria.

A responsável refere ainda que 'tema ousado e infinitamente moderno, como tudo o que é clássico', a poesia ecfrástica serve de pretexto ao diálogo entre a poesia e as artes plásticas e visuais e remete para o termo grego ekphrasis (palavra que literalmente significa descrição), que resulta da reflexão poética sobre um objecto pictórico.

'Há uma frase da Antiguidade que diz «a poesia é pintura que fala, a pintura é poesia silenciosa»', salientou Dina Silva, referindo-se ao tema escolhido por "imensos poetas" na sua obra.

A sessão tem como objectivo demonstrar que poetas, como Jorge de Sena ou Al Berto, e artistas como Paula Rego, Van Gogh, Velásquez, Kandinsky ou Júlio Resende concretizam, através das suas obras, a interacção entre a poesia e as artes visuais.

O primeiro encontro do ciclo preparatório terá lugar na galeria de arte e design DIXIT, na rua Miguel Bombarda.

O bilhete de entrada custa dois euros.

A Livraria Poetria integra um grupo de trabalho que vai realizar um ciclo de sessões de poesia no âmbito do projecto Cidade Poética, a acontecer no Porto, mas com 'expressão nacional' em 2011.

Cortesia de DNArtes

80ª Feira do Livro do Porto

A 80ª Feira do Livro do Porto abre ao público no próximo dia 1 de Junho na Avenida dos Aliados, com horário alargado, e prolongando-se até 20 de Junho, o domingo que antecede o S. João. Este ano a Feira contará com 126 pavilhões e mais de 200 participantes.

Na sequência de contactos telefónicos entre a APEL e a Câmara do Porto, as duas instituições ultrapassaram as dificuldades existentes e clarificaram a coordenação das diversas iniciativas planeadas para a Avenida dos Aliados, de forma a permitir uma gestão harmoniosa de eventos, sem pôr em causa o protocolo celebrado o ano passado entre o Município e a APEL para a realização da Feira do Livro na Baixa da Cidade.

Encerrada à meia noite de dia 23 de Maio, a edição de Lisboa, os trabalhos de montagem da Feira do Livro do Porto já começaram, e prosseguem ao longo da semana, de forma a que o evento seja inaugurado no primeiro dia do mês das Festas da Cidade, enriquecendo assim o intenso programa de animação da Baixa.

Assim, durante praticamente três semanas a Avenida dos Aliados poderá voltar a conjugar de uma forma particularmente feliz a cultura e a actividade económica, em torno da grande festa do livro que é a sua própria feira.

Recorde-se que, no ano passado, estreia do regresso da Feira do Livro à Baixa, o evento foi maciçamente reconhecido como um enorme sucesso, mobilizando muitas dezenas de milhares de visitantes e compradores.

Cortesia de APEL

UNICEPE promove «Noites de Poesia e Música»

A UNICEPE organiza mensalmente as suas noites de poesia e música. Todas as quartas Quartas-feiras de cada mês, das 21h30 às 23h, a proposta é recordar «um dos nossos sempre tão esquecidos poetas, com apresentação do José Alves Silva e acompanhamento musical de amigos da Cooperativa».

No primeiro trimestre, o destaque foi para a poesia de Gomes Leal, Manuel Laranjeira e Augusto Gil. Além da poesia, há sempre momentos musicais. Para 2010, o programa é diversificado e ambicioso.

Abril, dia 28
- José Gomes Ferreira - José Ramalho
Maio, dia 26
- Camilo Pessanha - João Teixeira
Julho, dia 28
- Mário de Sá-Carneiro - Jorge Gomes da Silva
Setembro, dia 22
- Cesário Verde - Ana Ribeiro
Outubro, dia 27
- Jaime Cortesão - Francisco Carvalho
Novembro, dia 24
- José Régio - Fernando Ribeiro

O Quê? Noites de Poesia e Música
Quando? Quarta-Feira, 24 de Fevereiro - 21,30h
Onde? UNICEPE (Praça de Carlos Alberto, 128-A, Porto). Telefone: 222 056 660
Web www.unicepe.com

Cortesia de novoslivros.online

80ª Feira do Livro do Porto

Abriram as inscrições para a próxima Feira do Livro do Porto, que terá lugar, uma vez mais, na Avenida dos Aliados, entre os próximos dias 27 de Maio e 13 de Junho.

No seguimento do projecto do ano anterior, a APEL propõe-se novamente a organizar, sob a sua responsabilidade, esta que será mais uma marcante iniciativa no fomento dos hábitos de leitura dos portugueses e no estímulo constante ao aumento da literacia.

INFO

Centésima edição das Quintas de Leitura

Em oito anos, tornaram-se uma referência incontornável do roteiro cultural portuense, com um público fiel e numeroso, sempre a crescer.

As "Quintas de Leitura", no Teatro do Campo Alegre, chegaram na passada quinta-feira, dia 25 de Fevereiro, à centésima edição.

Surgiram em plena ressaca da Porto 2001, quando ainda subsistia a esperança de que a elevada quantidade de eventos da Capital Europeia da Cultura poderia ter continuidade. O desânimo que não tardou a instalar-se entre as hostes culturais da cidade em nada perturbou João Gesta, programador das "Quintas de Leitura" desde a primeira hora, que traçou logo nessa altura os objectivos: criar um ciclo de poesia com entrada paga em que os espectadores teriam acesso ao trabalho de criadores consagrados e emergentes não apenas na poesia, mas também noutras linguagens artísticas, da música, à dança, passando pelo vídeo e fotografia.

"O sucesso surpreendeu-me, quanto mais não fosse porque estamos a falar de regras ambiciosas. Pagar para assistir a espectáculos de poesia não era um hábito enraízado em Portugal", reconhece Gesta, que afirma dever tudo sobre a sua função a Joaquim Castro Caldas, o poeta responsável durante anos pelas célebres noites do Café Pinguim.

"Ciclo de boa saúde"

Primeiro no café-teatro e mais tarde no auditório do Teatro do Campo Alegre, o ciclo não tardou a sedimentar o seu prestígio, graças ao que João Gesta considera ser "uma mescla equilibrada" entre autores já renomados e outros a caminho disso.

"O ciclo continua de boa saúde ao fim deste tempo todo. As bases estão consolidadas, mas é preciso também oferecer às pessoas propostas inusitadas e surpreendentes. A poesia é sobretudo um risco", sintetiza João Gesta.

A frequência da participação de autores como Valter Hugo Mãe, José Luís Peixoto e Gonçalo M. Tavares não tem isentado os organizadores de críticas quanto à repetição de fórmulas. João Gesta discorda do reparo, frisando que cada participação de um dos referidos autores equivale a um novo espectáculo, com outros intervenientes e protagonistas.

"Além disso, é o público que exige a sua presença. No dia seguinte à presença do José Luís Peixoto, por exemplo, há pessoas que ligam para o teatro a perguntar quando será a sua próxima vinda", confessa.

Eleger momentos marcantes em 99 edições é tarefa árdua, à qual Gesta, porém, não se furta, destacando o momento em que Rui Reininho simulou atirar para a assistência um recipiente cheio de urina que, afinal, era chá... "Aquilo poderia ter acabado mal", sorri o mentor do evento, patrocinado pela Fundação Ciência e Desenvolvimento, que confessa jamais ter sentido pressões para convidar determinados autores. "No momento em que isso acontecesse, cessava funções", diz.

Cortesia de JN

Novos Caminhos da Poesia Portuguesa

O Dolce Vita Porto vai receber amanhã, dia 26 de Setembro, às 17h00, um debate denominado «Novos Caminhos da Poesia Portuguesa», evento que vai reunir poetas, críticos e livreiros.

O poetas Manuel António Pina e Emílio Remelhe, o declamador Jorge Vieira, o crítico literário Fernando Guimarães e a livreira Dina Ferreira «vão analisar o presente e debater o futuro de um género literário de tradição na língua portuguesa», refere a organização.

Cortesia de Diário Digital

Feira do Livro do Porto 2009

A Feira do Livro do Porto é hoje inaugurada, às 17h00, regressando ao coração da cidade: Avenida dos Aliados. A feira vai prolongar-se até meados de Junho e estará aberta entre as 12h30 e as 20h30 aos dias de semana e entre as 11h00 e as 23h00 aos fins-de-semana.

Para além dos novos horários, a grande novidade está no facto de a feira ter saído do Pavilhão Rosa Mota - onde estava limitada em termos de espaço - e ter regressado à Avenida dos Aliados, mas também à Praça da Liberdade e à Praça Humberto Delgado.

Entre as figuras presentes na cerimónia de inauguração vão estar o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, a secretária de Estado da Cultura, Maria Paula Fernandes dos Santos e o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Rui Beja.

O tema desta 79ª edição da Feira do Livro do Porto é "Viver a Leitura" e conta com 128 pavilhões, incluindo os do Grupo Leya, que serão diferenciados dos restantes. Este número representa um aumento de inscrições na ordem dos 25 por cento, em relação ao ano anterior.

Cortesia de O Público

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