Canção
da avareza da noite
e a esperança venha arder
venha arder em nosso peito
E saiam também os rios
da paciência da terra
É no mar que a aventura
tem as margens que merece
E saiam todos os sóis
que apodreceram no céu
dos que não quiseram ver
- mas que saiam de joelhos
E das mãos que saiam gestos
de pura transformação
entre o real e o sonho
seremos nós a vertigem
Alexandre O'Neill
Concurso Literário DAR VOZ À POESIA
Concurso Literário “DAR VOZ à POESIA” objectiva o surgimento, o premiar e o divulgar de trabalhos de poesia inéditos em Língua Portuguesa.É uma iniciativa cultural organizada em parceria com a Escola Secundária Júlio Dinis e a Câmara Municipal de Ovar e conta ainda com a colaboração da Escola secundária de Estarreja. Este Concurso nasceu, no ano lectivo de 1996-97, a partir de uma sugestão da Profª Ilda Regalado e desde então, passo a passo, edição após edição, não mais deixou de prosseguir na “senda do poeta por achar”. Aberto primeiramente à Comunidade Escolar Portuguesa, em breve, e com o apoio dos Ministérios da Educação e da Cultura, ultrapassou fronteiras embalado na força encantatória da Palavra.
OBJECTIVOS
- Envolver as comunidades escolares numa actividade artística e lúdica
- Motivar para a prática da escrita expressiva e criativa
- Incentivar o gosto pela leitura e pelos livros
- Dar a conhecer a produção poética das comunidades escolares
- Promover a auto-estima dos alunos
- Incentivar o aparecimento de novos valores no campo da poesia
- Perspectivar a produção do texto em poesia como actividade acessível a todos, passível de ser reconhecida e valorizada
REGULAMENTO
1. A 12.ª edição do Concurso Literário Dar Voz À Poesia objectiva o surgimento, o premiar e o divulgar de trabalhos de poesia inéditos e em Língua Portuguesa.
2. O Concurso destina-se a:
2.1. nível nacional:Grupo A – alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico;Grupo B – alunos do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico;Grupo C – alunos do Ensino Secundário;Grupo D – estudantes do Ensino Universitário;Grupo E – docentes;Grupo F – pessoal auxiliar e administrativo e elementos das Associações de Pais;
2.2. nível internacional:Grupo G – cidadãos emigrantes de nacionalidade portuguesa;Grupo H – cidadãos de países de Língua Oficial Portuguesa;Grupo I – estudantes de Língua Portuguesa na União Europeia.
3. A temática dos textos ficará ao critério dos participantes.
4. A autoria dos textos, obrigatoriamente inéditos, terá que ser individual. Os trabalhos não originais serão excluídos automaticamente e sem pré-aviso.
5. Cada participante poderá enviar três poemas, no máximo.
6. O envio dos trabalhos a concurso deverá obedecer aos seguintes pressupostos:
6.1. Num primeiro envelope, constará apenas o endereço:Concurso “Dar Voz À Poesia”A/C Dr.ª Ilda RegaladoEscola Secundária Júlio DinisRua Irmãos Oliveira Lopes3880-096 Ovar
6.2. Dentro desse primeiro envelope deverão seguir: a) os poemas em folha A4 em triplicado, caracteres Times New Roman, corpo 12, com a indicação do grupo ao qual concorre (ver ponto 2.); b) um segundo envelope fechado, contendo a identificação completa do(a) participante: escola e ano de escolaridade, nome, idade, títulos dos poemas que envia, residência, contacto telefónico (obrigatório) e e-mail; NOTA: nos Grupos G e H, os concorrentes poderão, ou não, estar ligados ao Ensino.
7. O envio dos poemas deverá ser feito até ao dia 14 de Março de 2008.
8. O não cumprimento integral dos pontos 5., 6. e 7. pressupõe a exclusão automática dos trabalhos enviados.
9. O júri para selecção do melhor poema de cada um dos grupos será composto por:
-Docentes representantes do 1.º Ciclo do Ensino Básico;
-Docentes representantes dos 2.º e 3.º Ciclos e do Ensino Secundário;
-Chefe de Divisão da Cultura, Biblioteca e Património Histórico da Câmara Municipal de Ovar;e conta com a colaboração dos Professores Doutores Isabel Pires de Lima, Maria João Reynaud, Pedro Eiras (Faculdade de Letras da Universidade do Porto), Rui Magalhães, Paulo Pereira e António Manuel Ferreira (Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro).
10. Os prémios em livros serão atribuídos:
10.1. ao participante vencedor de cada um dos grupos, no valor de cento e cinquenta euros;
10.2. à biblioteca da escola a que pertence o participante vencedor do Grupo A (1.º Ciclo do Ensino Básico), no valor de cem euros.
11. O prémio atribuído aos Grupos G, H e I será definido pela organização.
12. Todos os poemas concorrentes seleccionados (ver ponto 9.) serão objecto de futura publicação na colectânea “Dar Voz à Poesia".
13. Os concorrentes seleccionados e premiados serão notificados da decisão do júri.
14. Todos os textos admitidos a concurso passarão a ser pertença das entidades organizadoras, que sobre os mesmos deterão todos os direitos até à sua publicação na IV Colectânea “Dar Voz à Poesia”
15. Em todas as ocorrências não previstas neste regulamento a organização é soberana.
Outra informações:
Concurso “Dar Voz À Poesia”
A/C Dr.ª Ilda Regalado
Escola Secundária Júlio Dinis
Rua Irmãos Oliveira Lopes
3880-096 Ovar
ildaregalado@iol.pt
Faz-se luz pelo processo
Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas no próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem
Por outro lado a sombra dita luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpéctua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como os amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boa
Mário de Cesariny
Odivelas discute o fantástico
No próximo dia 28 de Fevereiro, a Biblioteca Municipal D. Dinis (Rua Guilherme Gomes Fernandes) vai ser o espaço destinado para a realização de uma sessão para todos aqueles que gostam de literatura fantástica, no âmbito do Funtasia 2008. "Os Túmulos de Atuan", de Ursula K. Le Guin (Editorial Presença), é o título escolhido para esta sessão e sobre o qual se trocarão ideias, opiniões e pontos de vista. Comunidade moderada por Cátia Palha, escritora Revelação Portuguesa 2008, autora do livro de literatura fantástica "A Era das Brumas". A organização está a cargo da Biblioteca Municipal D. Dinis.
28/02 > 20h30 > Biblioteca Municipal D. Dinis (Odivelas)
BIO - Sylvia Plath

Foram os últimos poemas escritos por Sylvia Plath. A 11 de Fevereiro de 1963, com 31 anos de idade, no seu apartamento de Londres, a poetisa punha termo á vida. Deixava dois filhos de tenra idade, um marido de quem estava a separar-se, um romance, A Campânula de Vidro, publicado apenas três semanas antes sob pseudónimo, um primeiro livro de poesia, The Colossus, de 1960, e vários textos inéditos. A recolha Ariel, organizada pelo viúvo, o poeta Ted Hughes, foi editada dois anos após a morte se Sylvia Plath, mostrando-a na maturidade do seu génio poético. Posteriormente vieram à luz duas outras colectâneas de poemas, Crossing the Water e Winter Tress (este inclui também a peça Three Women), além de um volume de correspondência organizada pela mãe, Letters Home, e de uma selecção de histórias, artigos e excertos de diário, Johnny Panic and the Bible of Dreams, também da responsabilidade de Ted Hughes. As circunstâncias da vida e da morte de Sylvia Plath criaram uma mitologia à sua volta que, mais do que esclarecer, tem contribuído para confundir as interpretações da sua obra. Uma coisa é certa: é uma obra forte, alheia a convenções, arrebatada e arrebatadora. Provavelmente de fundo autobiográfico, reflectindo uma ânsia de perfeição e verdade que a existência lhe negou. Na introdução à edição americana de Ariel, diz Robert Lowel: “tudo nestes poemas é pessoal, confessional, sentido, mas a maneira de sentir é alucinação controlada, a autobiografia de uma paixão. Esta poesia e esta vida não são uma carreira; dizem que a vida, mesmo quando disciplinada, simplesmente não vale a pena ser vivida”. Sylvia Plath nasceu em Boston, Massachusetts, de ascendência alemã e austríaca. Era uma menina dotada e ambiciosa, apoiada por um pai simultaneamente amado e odiado que morreu quando ela tinha oito anos. Na mãe, detestava o sentido da domesticidade. Adolescente, tem o privilégio de frequentar um estágio na Mademoiselle de Nova Iorque, que lhe inspira a matéria de A Campânula de Vidro (incluindo a tentativa de suicídio de heroína e o tratamento à base de choques eléctricos a que é submetida). Morre inacabada.
in Mulheres nas Letras, Mulheres dos Livros
O Homem que outrora fui...
O homem que outrora fui, o mesmo ainda o serei:
leviano, ardente. Em vão, amigos meus, eu sei,
de mim se espere que eu possa contemplar o belo
sem um tremor secreto, um ansioso anelo.
O amor não me traiu ou torturou bastante?
Nas citereias redes qual falcão aflante
não me debati já, tantas vezes cativo?
Relapso, porém, a tudo eu sobrevivo
e à nova estátua trago a mesma antiga oferenda...
Aleksandr Pushkin
Festa do Livro
Mais do que um simples espaço de venda, a Festa do Livro, que irá decorrer no Rossio de Aveiro, será um espaço dedicado ao prazer da leitura. Entre o próximo dia 27 e 16 de Março, das 11h00 às 21h00, celebra-se o livro, nas suas mais variadas cambiantes.
A Festa do Livro, organizada pela Câmara Municipal de Aveiro e a distribuidora Calendário das Letras, ficará instalada numa grande tenda, onde serão expostos e vendidos milhares de livros, com mais de 18 meses de publicação, a um custo muito convidativo. A partir de um e até dez euros poderão ser encontrados os mais diversos tipos de livros de centenas de editoras: infantis, juvenis, romance, técnicos, entre outros.As Festas do Livro são, em paralelo com as Feiras do Livro tradicionais – estas mais dedicadas ao lançamento das novidades editoriais –, grandes momentos onde se promovem os livros e a leitura.
Cortesia de Correio da Manhã
Prémio de poesia e nova "Relâmpago"
No próximo dia 11 de Março, pelas 18:30, na Casa Fernando Pessoa, terá lugar a sessão de entrega do Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2007 a Pedro Tamen, pelo livro Analogia e Dedos, e o lançamento do número 21 da revista Relâmpago. Sobre o livro de Pedro Tamen falará, em nome do júri, Pedro Mexia. Jorge Fazenda Lourenço apresentará este novo número de Relâmpago, que homenageia o poeta Jorge de Sena, de quem serão lidos poemas pelos actores Eurico Lopes e Luís Lucas. A revista Relâmpago é semestral e tem obedecido rigorosamente a esta periodicidade, desde que, em Outubro de 1997, saiu o primeiro número, focando a figura literária e humana do patrono da Fundação, o poeta Luís Miguel Nava.
Cortesia de CFP
Mostra Documental - António Osório
Assinalando a assinatura do termo de doação do Espólio de António Osório, que terá lugar no dia 13 de Fevereiro, está patente na Biblioteca Nacional de Portugal uma mostra documental evocativa do autor e da sua obra literária com inclusão de manuscritos do respectivo acervo.
Nascido em 1933 na cidade de Setúbal, António Gabriel Maranca Osório de Castro, de seu nome completo, surge na cena literária em 1954 como colaborador da revista Anteu, embora só em 1972 («trapezista incapaz de voar sem alguma segurança») tenha publicado o seu primeiro título poético, A Raiz Afectuosa, de onde dimana a linha discreta e sóbria de uma linguagem do amor e dos afectos com que os seus poemas («após muitos anos de lançá-los, leves acrobatas») marcaram os últimos trinta anos. E desse fio constante soltam-se mil subtis formas da vida – toda a existência! entes humanos e animais e a própria terra e o mais que a povoa – se revelar.
Exercendo advocacia (foi Bastonário da Ordem dos Advogados entre 1984 e 1986), são no entanto os testemunhos da actividade literária de António Osório que vão integrar os fundos do Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da BNP. E esta generosa doação engloba ainda documentos de outros ilustres membros da família: cartas de Cecília Meireles a Maria Valupi, nome literário de Maria Dulce Lupi Cohen Osório de Castro; de Camilo Pessanha a Ana de Castro Osório.
6 de Fevereiro a 1 de Março de 2008 Sala de Referência Entrada livre
CITAÇÃO - Alfred de Musset
Exposição Virtual: Espelhamentos
Herança Literária de José Régio
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/espelhamentos/index.html
BIO - Homero

Poeta grego (século IX a.C.?). Um dos maiores escritores da Antiguidade, a quem são atribuídas a Ilíada e a Odisseia, obras-primas da literatura mundial. A sua origem e mesmo a sua existência são incertas. Com base em informações do historiador Heródoto, os estudiosos de Homero situam por volta do século IX a.C. a época de seu nascimento e consideram provável que a sua cidade natal seja Esmirna ou a Ilha de Quio, na Grécia. Em 1795, o alemão Friedrich August Wolff afirma, baseado em estudos estilísticos, que a Ilíada e a Odisseia são de poetas diferentes. Outros historiadores acreditam que elas possam ser obras colectivas, ou ainda que Homero teria compilado poemas populares. As duas obras reconstituem a civilização grega antiga, com riqueza de detalhes. Na Ilíada, a narrativa da Guerra de Tróia é associada a reflexões sobre a vida do homem e sua relação com os deuses. A Odisseia conta as aventuras do herói Ulisses, em sua volta para a ilha de Ítaca.
Semântica Electrónica
Ordeno ao ordenador que me ordene o ordenado
Ordeno ao ordenador que me ordenhe o ordenhado
Ordinalmente
Ordenadamente
Ordeiramente.
Mas o desordeiro
Quebrou o ordenador
E eu já não dou ordens
coordenadas
Seja a quem for.
Então resolvo tomar ordens
Menores, maiores,
E sou ordenado,
Enfim --- o ordenado
Que tentei ordenhar ao ordenador quebrado.
--- Mas --- diz-me a ordenança ---
Você não pode ordenhar uma máquina:
Uma máquina é que pode ordenhar uma vaca.
De mais a mais, você agora é padre,
E fica mal a um padre ordenhar, mesmo uma ovelha
Velhaca, mesmo uma ovelha velha,
Quanto mais uma vaca!
Pois uma máquina é vicária (você é vigário?):
Vaca (em vacância) à vaca.
São ordens...
Eu então, ordinalmente ordeiro, ordenado, ordenhado,
Às ordens da ordenança em ordem unida e dispersa
(Para acabar a conversa
Como aprendi na Infantaria),
Ordenhado chorei meu triste fado.
Mas tristeza ordenhada é nata de alegria:
E chorei leite condensado,
Leite em pó, leite céptico asséptico,
Oh, milagre ordinal de um mundo cibernético!
Vitorino Nemésio
Lançamento do Livro «Que Força é essa»
A Sala Nietzsche da Fábrica de Braço de Prata vai ser o palco do lançamento do livro 'Que força é essa' de Madalena Barbosa, com poemas de Maria Teresa Horta e desenhos de Fátima Mendonça, Graça Morais e Paula Rego. O livro, que está publicado pela editora Sextante, será apresentado por Isabel Barreno e por Helena Roseta.
22/02 - 18h. Sala Nietzsche Fábrica Braço de Prata
Morreu o Escritor Alain Robbe-Grillet
O escritor francês Alain Robbe-Grillet, figura central do «nouveau roman», faleceu ontem, aos 85 anos. Um dos principais teorizadores e representantes daquele movimento literário dos anos 50 e 60, que teve seguidores em muitos países, nomeadamente em Portugal, fora eleito membro da Academia francesa em 2004, não tendo chegado, todavia, a pronunciar o discurso de aceitação. Nascido a 18 de Agosto de 1922 em Brest, é autor de várias dezenas de romances. Escreveu também para o cinema, com destaque para O Ano Passado em Marienbad, realizado por Alain Resnais. Robbe-Grillet tinha sido hospitalizado no passado fim-de-semana com um problema cardíaco.
Cortesia de Diário Digital
Oceano Nox
Junto do mar, que erguia gravemente
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o voo dum pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,
Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas, vagamente...
Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que ideia gravitais?
Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais...
Antero de Quental
Anatomia das Invenções de Yeats
No seu prefácio à "Our Secret Discipline", Helen Vendler diz-nos que há 50 anos atrás, como estudante graduação em Harvard, planeou escrever a sua dissertação sobre a poesia de Yeats; depois de reflexão decidiu que, aos 22 anos, não sabia o suficiente para escrever sobre um poeta que se manteve até aos 73 anos. Por isso, foi natural que depois de produzir obras significativas sobre alguns dos seus poetas favoritos - Stevens, Herbert, Keats, Shakespeare - assim como colecções de ensaios (três deles durante os últimos 10 anos), ela deveria regressar ao seu primeiro amor em Livro cujo valor pode ser superior a qualquer coisa que até agora se produziu. É a primeira exaustiva conta de estilos líricos de Yeats como eles próprios revelaram nos 50 anos de formas em verso como "a necessária e qualificada encarnação da urgência moral do poeta".
Vendler é a ideal e mais próxima leitora e ouvinte para empreender a grande tarefa de compreender os termos da poesia de Yeats. Ao longo dos anos que a poesia vem sendo escrita, um bom número de grupos de leitores como William Empson e Yvor Winters, Hugh Kenner e Donald Davie pouco consideram as questões técnicas dos versos. O grande mérito da abordagem de Vendler é que ela nunca deixa o contéudo apenas com identificações e descrições das escolhas formais de Yeats, mas considera como tais as formas que são utilizadas ao serviço do conteúdo moral e humano.
Em vez de se mover através do trabalho em ordem cronológica, partindo do início das obras de Yeats para "Cuchulain Comforted" e "The Black Tower", ela prossegue um caminho mais indirecto, separando os vários poemas entre categorias rítmicas e estanzáicas. Na sua abertura de capítulo selecciona três poemas de diferentes fases da carreira de Yeats, em cada um dos quais é relativamente clara no discurso e não depende da sua compreensão sobre qualquer conhecimento esotérico, tal como muitos dos visionários. "An Irish Airman Foresees His Death", "Easter 1916", e "After Long Silence" são poemas que qualquer leitor concordaria nos quais Yeats mostra o seu melhor e não necessitam de especial articulado ou "chaves" para desbloquear a sua beleza. Com "After Long Silence" Vendler recorre, como ela faz noutras partes do livro, aos manuscritos de Yeats, para ajudar-nos a seguir "o pensamento criativo do poeta, como que motiva a evolução do poema". No que diz respeito à "Easter 1916", uma vez que Harold Bloom encontrou, na sua clareza, a incaracterística de Yeats, Vendler finalmente traz a sua clareza complicada.
Our Secret Discipline: Yeats and Lyric Form, por Helen Vendler, Belknap, 428 pp., illustrated.
CITAÇÃO - Fernando Pessoa
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