Sentava-se num caixote de munições
a ver
parte da batalha de Crecy,
os gritos,
os suspiros,
os gemidos,
o ruído dos passos caindo no chão.
Durante a décima quarta carga
da cavalaria francesa
acasalou
com uma mosca-macho de olhos castanhos
de Vadincourt.
Friccionava as patas uma na outra
enquanto, sentada em cima de uma cavalo estropiado,
meditava
acerca da imortalidade das moscas.
Mais descansada foi aterrar
na língua já roxa
do Duque de Clervaux.
Quando o silêncio caiu
e só o murmúrio da decadência
ficava a pairar levemente sobre os corpos
e apenas se viam
uns quantos braços e pernas
contorcendo-se ainda sob as árvores
[...]
Miroslav Holub
Lábio Cortado
Decorre hoje, 30 de Outubro, a sessão de lançamento do livro de poesia «Lábio Cortado» do poeta Rui Almeida, no auditório IC-CCP pelas 18h30. O autor foi galardoado com o Prémio Manuel Alegre 2008. A apresentação é de Nuno Rebocho.
Lançamento da 24ª Relâmpago
A Casa Fernando Pessoa e a Fundação Luís Miguel Nava reúnem-se de novo para a sessão de lançamento do número 24 da revista Relâmpago, que terá lugar no próximo dia 12 de Novembro, pelas 18:30. A revista será apresentada por Fernando Pinto do Amaral e Gastão Cruz. António Carlos Cortez e Teresa Martins Marques falarão sobre a obra de David Mourão-Ferreira, a quem este número da Relâmpago é dedicado. O actor Luís Lucas lerá alguns poemas de David Mourão-Ferreira.
Cortesia de CFP
Cortesia de CFP
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Poesia,
Revistas
XaTa - Projecto de Poesia Teatral
Este projecto de poesia teatral parte de um repertório que inclui grandes nomes da poesia portuguesa. O XaTa é um projecto de poesia teatral para um público adulto. Recentemente, sentiu a necessidade de alargar este projecto a um público mais novo, criando assim o XaTa (para a infância).
XaTa pretende mostrar que a poesia não é chata, através de uma mostra poética intensa e com sentido de humor, levada a cabo em espaços de café-concerto e outros espaços não convencionais.
O projecto é um work in progress, vai estar sempre em alteração. Apresentando textos que vão desde a poesia clássica à poesia popular, prosa – poética, poesia infantil, trava línguas, almanaque do Porto entre outros poemas e textos. No caso do XaTa (para a infância) usa, também, livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.
Associação Cultural – TENDA DE SAIAS
XaTa pretende mostrar que a poesia não é chata, através de uma mostra poética intensa e com sentido de humor, levada a cabo em espaços de café-concerto e outros espaços não convencionais.
O projecto é um work in progress, vai estar sempre em alteração. Apresentando textos que vão desde a poesia clássica à poesia popular, prosa – poética, poesia infantil, trava línguas, almanaque do Porto entre outros poemas e textos. No caso do XaTa (para a infância) usa, também, livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.
Associação Cultural – TENDA DE SAIAS
Cortesia de Rede Cultural
Poesia, teatro e música no 22º Sarau dos Amigos
Muito teatro e poesia têm destaque na programação do vigésimo segundo Sarau dos Amigos, nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, das 19h às 22h, no bairro Universitário, em Campo Grande. O ator Guilherme Junqueira vai falar sobre o cotidiano e o comportamento das crianças, é a sua estréia no estilo da comédia “Stand up”. O Grupo Teatro Fulano Di Tal mostra cenas do espetáculo “Faz-me rir”. Jair Damasceno apresenta uma leitura do poema “Minha Pátria Campo Grande” de Maria da Glória Sá Rosa. O Núcleo Teatral Sarau dos Amigos traz o ator Juninho Patrício e sua comédia Stand up “O julgamento do Capeta”.
Na área de artesanatos estão confirmados os cachecóis da artesã Magda, além de esculturas de chocolate. As mandalas de Rosie de Oliveira ganham espaço na varanda do encontro, juntamente com a obra de Hugo Salum que encontrou na literatura e na arte da fotografar uma grande e nova paixão.
O jornalista Rodrigo Teixeira lança na comunidade do Bairro Universitário a Matula TV, disponível para acesso no site http://www.youtube.com/matulateve .
Outro destaque são os trechos do Espetáculo: “M.P.B - Muitas Paixões Brasileiras”, com coreografia e direção de Chico Neller e atuação dos bailarinos: Anayara Martins, Ariadne Veron, Fanny Cacilie, Laiane, Tanara maciel, Anderson, Everton, Hallison, Paulo Henrique e Paulo Paim.
O palco recebe a MPB e Black Music de Marcelo Dias, que faz um pré-lançamento do CD “Herdeiro”, produzido com apoio do FIC-MS. O pagode e samba do grupo “Moleque Sensação”, o Punk Rock da banda Puro Osso e a MPB da dupla Alfacelga, com Bira na percussão e Vítor na voz e violão. O encontro abre espaço para canjas musicais e outras manifestações artísticas sem agenda prévia.
Serviço: O Sarau dos Amigos acontece toda última quinta-feira do mês na casa do ator e jornalista Eduardo Romero. Rua Elvira Matos de Oliveira, 927, bairro Universitário, zona sul de Campo Grande. A entrada é um quilo de alimento não perecível, destinados às obras sociais dos Vicentinos. Informações pelos telefones (67) 9936-3909 (67) 9936-3909 ou 9239-4014.
Poesia em imagens e palavras
Hugo Salum é nascido na cidade de Amambai, Mato Grosso do Sul. Formado em Marketing, com MBA em Gestão Empresarial, lançou dia 25.09 em Campo Grande, sua primeira obra como escritor, “Grandes Ilusões Pequenas Verdades”. No livro, Salum resolveu expressar sentimentos, vontades, experiências, ansiedades, esperanças, sonhos e decepções.
A curiosidade pela fotografia sempre foi aguçada na vida de Hugo Salum e os primeiros poemas vieram a tona em 2006. De lá pra cá, as palavras foram fluindo, a cada dia com mais intensidade, e do acervo de fotos e poemas guardados a sete chaves, saiu esta belíssima obra composta por 150 poemas. Um livro diversificado que retrata segredos do pensamento de um ser humano.
Matula TV
A “Matula TV!” é uma produtora de conteúdo para a Internet e aparelhos móveis. A idéia é mapear, registrar e debater a cultura de Mato Grosso do Sul, além de ficar de olho no que rola pelos quatro cantos do Brasil e com os vizinhos sul-americanos. O endereço na internet é http://www.youtube.com/matulateve.
Cortesia de MS Notícias
Na área de artesanatos estão confirmados os cachecóis da artesã Magda, além de esculturas de chocolate. As mandalas de Rosie de Oliveira ganham espaço na varanda do encontro, juntamente com a obra de Hugo Salum que encontrou na literatura e na arte da fotografar uma grande e nova paixão.
O jornalista Rodrigo Teixeira lança na comunidade do Bairro Universitário a Matula TV, disponível para acesso no site http://www.youtube.com/matulateve .
Outro destaque são os trechos do Espetáculo: “M.P.B - Muitas Paixões Brasileiras”, com coreografia e direção de Chico Neller e atuação dos bailarinos: Anayara Martins, Ariadne Veron, Fanny Cacilie, Laiane, Tanara maciel, Anderson, Everton, Hallison, Paulo Henrique e Paulo Paim.
O palco recebe a MPB e Black Music de Marcelo Dias, que faz um pré-lançamento do CD “Herdeiro”, produzido com apoio do FIC-MS. O pagode e samba do grupo “Moleque Sensação”, o Punk Rock da banda Puro Osso e a MPB da dupla Alfacelga, com Bira na percussão e Vítor na voz e violão. O encontro abre espaço para canjas musicais e outras manifestações artísticas sem agenda prévia.
Serviço: O Sarau dos Amigos acontece toda última quinta-feira do mês na casa do ator e jornalista Eduardo Romero. Rua Elvira Matos de Oliveira, 927, bairro Universitário, zona sul de Campo Grande. A entrada é um quilo de alimento não perecível, destinados às obras sociais dos Vicentinos. Informações pelos telefones (67) 9936-3909 (67) 9936-3909 ou 9239-4014.
Poesia em imagens e palavras
Hugo Salum é nascido na cidade de Amambai, Mato Grosso do Sul. Formado em Marketing, com MBA em Gestão Empresarial, lançou dia 25.09 em Campo Grande, sua primeira obra como escritor, “Grandes Ilusões Pequenas Verdades”. No livro, Salum resolveu expressar sentimentos, vontades, experiências, ansiedades, esperanças, sonhos e decepções.
A curiosidade pela fotografia sempre foi aguçada na vida de Hugo Salum e os primeiros poemas vieram a tona em 2006. De lá pra cá, as palavras foram fluindo, a cada dia com mais intensidade, e do acervo de fotos e poemas guardados a sete chaves, saiu esta belíssima obra composta por 150 poemas. Um livro diversificado que retrata segredos do pensamento de um ser humano.
Matula TV
A “Matula TV!” é uma produtora de conteúdo para a Internet e aparelhos móveis. A idéia é mapear, registrar e debater a cultura de Mato Grosso do Sul, além de ficar de olho no que rola pelos quatro cantos do Brasil e com os vizinhos sul-americanos. O endereço na internet é http://www.youtube.com/matulateve.
Cortesia de MS Notícias
Emprego e desemprego do poeta
Deixai que em suas mãos cresça o poema
como o som do avião no céu sem nuvens
ou no surdo verão as manhãs de domingo
Não lhe digais que é mão-de-obra a mais
que o tempo não está para a poesia
Publicar versos em jornais que tiram milhares
talvez até alguns milhões de exemplares
haverá coisa que se lhe compare?
Grandes mulheres como semiramis
públia hortênsia de castro ou vitória colonna
todas aquelas que mais íntimo morreram
não fizeram tanto por se imortalizar
Oh que agradável não é ver um poeta em exercício
chegar mesmo a fazer versos a pedido
versos que ao lê-los o mais arguto crítico em vão procuraria
quem evitasse a guerra maiúsculas-minúsculas melhor
Bem mais do que a harmonia entre os irmãos
o poeta em exercício é como azeite precioso derramado
na cabeça e na barba de aarão
Chorai profissionais da caridade
pelo pobre poeta aposentado
que já nem sabe onde ir buscar os versos
Abandonado pela poesia
oh como são compridos para ele os dias
nem mesmo sabe aonde pôr as mãos
Ruy Belo
como o som do avião no céu sem nuvens
ou no surdo verão as manhãs de domingo
Não lhe digais que é mão-de-obra a mais
que o tempo não está para a poesia
Publicar versos em jornais que tiram milhares
talvez até alguns milhões de exemplares
haverá coisa que se lhe compare?
Grandes mulheres como semiramis
públia hortênsia de castro ou vitória colonna
todas aquelas que mais íntimo morreram
não fizeram tanto por se imortalizar
Oh que agradável não é ver um poeta em exercício
chegar mesmo a fazer versos a pedido
versos que ao lê-los o mais arguto crítico em vão procuraria
quem evitasse a guerra maiúsculas-minúsculas melhor
Bem mais do que a harmonia entre os irmãos
o poeta em exercício é como azeite precioso derramado
na cabeça e na barba de aarão
Chorai profissionais da caridade
pelo pobre poeta aposentado
que já nem sabe onde ir buscar os versos
Abandonado pela poesia
oh como são compridos para ele os dias
nem mesmo sabe aonde pôr as mãos
Ruy Belo
Filo-Café: Silêncio ou Morte

7 Novembro 2009, 21h O Catro Petin, Galiza
Inscrições Abertas: Para a sua inscrição indique nome, lugar de proveniência e área de emissão, através de incomunidade@gmail.com. As inscrições estarão abertas até final do mês de Outubro (podendo ser fechadas antes, caso o nº de inscritos o justifique) Áreas de Emissão: Pensamento, Multimédia, Fotografia, Música, Performance, Poesia, Pequenas-Comunicações, Artesanato, Filosofia, Semiótica, Pintura, Escultura
Inscrições Abertas: Para a sua inscrição indique nome, lugar de proveniência e área de emissão, através de incomunidade@gmail.com. As inscrições estarão abertas até final do mês de Outubro (podendo ser fechadas antes, caso o nº de inscritos o justifique) Áreas de Emissão: Pensamento, Multimédia, Fotografia, Música, Performance, Poesia, Pequenas-Comunicações, Artesanato, Filosofia, Semiótica, Pintura, Escultura
+INFO
Nova Antologia de Poesia Portuguesa: recital e debate
O lançamento público da nova antologia de poesia portuguesa publicada em Espanha, no início do Verão, pela editora ‘Eneida’ com o apoio do Instituto Camões e da Embaixada de Portugal, de que é autor Carlos Clementson, vai ser oportunidade para um recital e um debate a 3 de Novembro em Madrid, na Biblioteca Nacional, com a presença dos poetas Manuel Alegre, Ana Luísa Amaral e Vasco Graça Moura.
Cortesia de IC
Cortesia de IC
La vida es la vida
A Fundação Pedro Ruivo apresenta no próximo dia 6 de Novembro um espectáculo de Teatro Negro, em sessão dupla, às 16h00 e às 21h30.
A representação não verbal é uma das características do teatro negro, sendo que este é a combinação de três dimensões básicas, o teatro negro cómico, a dança e a pantomímica.
Assim, esta companhia apresenta-se pela primeira vez em Portugal, com o espectáculo “La Vida es la Vida”, no original “Life is Life”, o único espectáculo que ostenta o privilégio de ser recomendado pelo CzechTourism.
Criado por Kratochvíl František, neste espectáculo o público pode assistir a cenas humorísticas e grotescas com uma poesia elaborada. As peças de dança contemporânea alternam com o ballet clássico, vinculando-se entre si graças aos personagens principias. No fundo, um espectáculo interactivo onde os espectadores são convidados a participar.
Cortesia de Região Sul
A representação não verbal é uma das características do teatro negro, sendo que este é a combinação de três dimensões básicas, o teatro negro cómico, a dança e a pantomímica.
Assim, esta companhia apresenta-se pela primeira vez em Portugal, com o espectáculo “La Vida es la Vida”, no original “Life is Life”, o único espectáculo que ostenta o privilégio de ser recomendado pelo CzechTourism.
Criado por Kratochvíl František, neste espectáculo o público pode assistir a cenas humorísticas e grotescas com uma poesia elaborada. As peças de dança contemporânea alternam com o ballet clássico, vinculando-se entre si graças aos personagens principias. No fundo, um espectáculo interactivo onde os espectadores são convidados a participar.
Cortesia de Região Sul
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Comboios de Livros
No ano em que se completam 40 anos de vida da Biblioteca Nacional no actual edifício do Campo Grande, Duarte Belo mostra imagens da casa e dos livros, dos seus movimentos, formas e cores...
A exposição apresenta uma selecção do extenso trabalho fotográfico de Duarte Belo sobre as instalações, as colecções e as actividades da Biblioteca Nacional de Portugal, realizado ao longo dos dois últimos anos.
Parte desse trabalho é igualmente apresentado num livro com o mesmo título, de edição conjunta da Assírio & Alvim e da BNP, que será lançado no dia da inauguração da Exposição.
“Não é por acaso que a gíria da Biblioteca coloca os livros em 'comboios': a metáfora traduz como nenhuma outra o conceito físico da arrumação sistemática em grandes unidades colectivas ligadas em linha. Mas também simboliza, no melhor que a imaginação pode produzir, um mundo de ideias de movimento, viagem, partida, chegada, descoberta de novas paisagens, despedidas e reencontros... Cada 'comboio de livros' é, em si, uma promessa de múltiplos itinerários - em cada livro e para cada leitor – em diferentes eras, contextos, ocasiões. Mas o comboio é, também, representante de uma época de modernidade que, ainda presente, já é passado. Hoje, numa lógica de viajar completamente diferente, a Internet perturba o conceito secular de Biblioteca como organização alinhada, e em terra firme. Ultrapassando a fisicalidade do papel, transporta-nos para um universo de informação digital transmitida à velocidade da luz, onde – também não por acaso – viajamos, mas navegando. Saímos da dimensão contida de cada povoado, de cada cidade, de cada país, de cada continente, para mares onde se misturam as nações e as línguas, a uma escala planetária em que todos nos encontramos precariamente ligados. Também eles presentes nesse universo fluido, sem tempo nem espaço, os livros continuam, no entanto, a ser idealizados, impressos, distribuídos, disseminados e a ter um lugar à sua espera em qualquer carruagem de um 'comboio de livros' da Biblioteca.”
In : Comboios de Livros /Duarte Belo, Maria Inês Cordeiro. Lisboa: Assírio & Alvim; BNP, 2009, pág. 13.
Esta iniciativa – compreendendo a exposição e a edição - contou com o generoso apoio mecenático da empresa Hagen, adjudicatária da Obra de Ampliação e Remodelação da Torre de Depósitos da Biblioteca Nacional de Portugal, e da Fundação EDP.
Cortesia de BN
A exposição apresenta uma selecção do extenso trabalho fotográfico de Duarte Belo sobre as instalações, as colecções e as actividades da Biblioteca Nacional de Portugal, realizado ao longo dos dois últimos anos.
Parte desse trabalho é igualmente apresentado num livro com o mesmo título, de edição conjunta da Assírio & Alvim e da BNP, que será lançado no dia da inauguração da Exposição.
“Não é por acaso que a gíria da Biblioteca coloca os livros em 'comboios': a metáfora traduz como nenhuma outra o conceito físico da arrumação sistemática em grandes unidades colectivas ligadas em linha. Mas também simboliza, no melhor que a imaginação pode produzir, um mundo de ideias de movimento, viagem, partida, chegada, descoberta de novas paisagens, despedidas e reencontros... Cada 'comboio de livros' é, em si, uma promessa de múltiplos itinerários - em cada livro e para cada leitor – em diferentes eras, contextos, ocasiões. Mas o comboio é, também, representante de uma época de modernidade que, ainda presente, já é passado. Hoje, numa lógica de viajar completamente diferente, a Internet perturba o conceito secular de Biblioteca como organização alinhada, e em terra firme. Ultrapassando a fisicalidade do papel, transporta-nos para um universo de informação digital transmitida à velocidade da luz, onde – também não por acaso – viajamos, mas navegando. Saímos da dimensão contida de cada povoado, de cada cidade, de cada país, de cada continente, para mares onde se misturam as nações e as línguas, a uma escala planetária em que todos nos encontramos precariamente ligados. Também eles presentes nesse universo fluido, sem tempo nem espaço, os livros continuam, no entanto, a ser idealizados, impressos, distribuídos, disseminados e a ter um lugar à sua espera em qualquer carruagem de um 'comboio de livros' da Biblioteca.”
In : Comboios de Livros /Duarte Belo, Maria Inês Cordeiro. Lisboa: Assírio & Alvim; BNP, 2009, pág. 13.
Esta iniciativa – compreendendo a exposição e a edição - contou com o generoso apoio mecenático da empresa Hagen, adjudicatária da Obra de Ampliação e Remodelação da Torre de Depósitos da Biblioteca Nacional de Portugal, e da Fundação EDP.
Cortesia de BN
Sísifo
Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga
Sexo é poesia
“Sexo é imaginação // Fantasia// Amor é prosa// Sexo é poesia...”
(“Amor e sexo”, Rita Lee e Roberto de Carvalho)
A afirmação não é nossa. É de um livro de Arnaldo Jabor e da música de Rita Lee e Roberto de Carvalho. Mas é um bom início para pensarmos a poesia. O quê? Pensou que a gente ia falar sobre sexo? Tá aí a função do título: fisgar o leitor. Calma. Canalize toda essa raiva para nos escrever um comentário, ok?
Bem, como dizia, o que é a poesia, então? Antonio Candido disse uma vez que a poesia não é verso, escrita em verso é poema. Poesia é tudo, a prosa poderia ser poética, o pensamento poderia ser poético. Ele disse que poesia era a vida.
Então tá. Poesia é a vida. Assim, eu posso escrever tudo o que eu quiser que é poesia? Não necessariamente. Escrever o que quiser é ótimo para compor um diário, não um romance, nem um poema. É um bom exercício para estimular o hábito da escrita e também ótimo para depurar seu texto de todo o fluxo de besteirol que possa influenciar em sua verdadeira arte: transmitir ideias nos vazios que ficam entre as palavras.
A poesia pode, sim, ser sentimental. Pode ser fria, dura e cruel. Pode até conjugar ambos, sendo doce a amarga. A poesia é a vida, assim, pode sê-la em sua plenitude e maior, pois conta com a interpretação de cada um de nós. Mas o sentido provocado pela poesia nunca é gratuito. Os versos em poema devem ser habilmente construídos. Podemos fazer um paralelo com a engenharia civil. Quando vemos uma obra arquitetônica, como uma criação de Niemeyer, vemos somente a impossibilidade suspensa no ar, nos maravilhamos com a grandeza e beleza, mas não temos ideia do cálculo estrutural, de onde ficam as vigas, de quanto concreto foi usado. É assim a poesia, é o efeito. Mas o verdadeiro poeta é o construtor. Ele sabe de toda a complexidade e ele sabe que para se produzir efeito e efeitos é crucial ser exato. O poeta não é puro sentimento, ele é razão.
A quem quiser escrever poesia, dois conselhos: estude muito e viva plenamente. A poesia deve ser exata. Cada palavra usada deve ter um propósito. Não deve ser casual ou fraca. Se ela não provocar nenhum efeito no leitor, então não é poesia. A poesia é vida, que nasce no poeta para estremecer o leitor.
Cortesia de Portal Barão Geraldo
(“Amor e sexo”, Rita Lee e Roberto de Carvalho)
A afirmação não é nossa. É de um livro de Arnaldo Jabor e da música de Rita Lee e Roberto de Carvalho. Mas é um bom início para pensarmos a poesia. O quê? Pensou que a gente ia falar sobre sexo? Tá aí a função do título: fisgar o leitor. Calma. Canalize toda essa raiva para nos escrever um comentário, ok?
Bem, como dizia, o que é a poesia, então? Antonio Candido disse uma vez que a poesia não é verso, escrita em verso é poema. Poesia é tudo, a prosa poderia ser poética, o pensamento poderia ser poético. Ele disse que poesia era a vida.
Então tá. Poesia é a vida. Assim, eu posso escrever tudo o que eu quiser que é poesia? Não necessariamente. Escrever o que quiser é ótimo para compor um diário, não um romance, nem um poema. É um bom exercício para estimular o hábito da escrita e também ótimo para depurar seu texto de todo o fluxo de besteirol que possa influenciar em sua verdadeira arte: transmitir ideias nos vazios que ficam entre as palavras.
A poesia pode, sim, ser sentimental. Pode ser fria, dura e cruel. Pode até conjugar ambos, sendo doce a amarga. A poesia é a vida, assim, pode sê-la em sua plenitude e maior, pois conta com a interpretação de cada um de nós. Mas o sentido provocado pela poesia nunca é gratuito. Os versos em poema devem ser habilmente construídos. Podemos fazer um paralelo com a engenharia civil. Quando vemos uma obra arquitetônica, como uma criação de Niemeyer, vemos somente a impossibilidade suspensa no ar, nos maravilhamos com a grandeza e beleza, mas não temos ideia do cálculo estrutural, de onde ficam as vigas, de quanto concreto foi usado. É assim a poesia, é o efeito. Mas o verdadeiro poeta é o construtor. Ele sabe de toda a complexidade e ele sabe que para se produzir efeito e efeitos é crucial ser exato. O poeta não é puro sentimento, ele é razão.
A quem quiser escrever poesia, dois conselhos: estude muito e viva plenamente. A poesia deve ser exata. Cada palavra usada deve ter um propósito. Não deve ser casual ou fraca. Se ela não provocar nenhum efeito no leitor, então não é poesia. A poesia é vida, que nasce no poeta para estremecer o leitor.
Cortesia de Portal Barão Geraldo
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Manuel Gusmão vence prémio P.E.N. Club 2008 em poesia
Manuel Gusmão na poesia, Frederico Lourenço e Isabel Cristina Pires Mateus no ensaio, e Maria Velho da Costa na ficção são os vencedores por unanimidade dos prémios Pen Clube 2008, anunciados ontem. Todos os prémios têm o valor pecuniário de cinco mil euros, com excepção do Prémio para a Primeira obra (2500 euros), que não foi atribuído nesta edição.
A Terceira Mão, de Manuel Gusmão (Ed. Caminho), foi a obra poética escolhido pelo júri presidido por João David Pinto Correia e constituído ainda por Fernando Pinto do Amaral e João Barrento.
O Prémio de Ensaio foi atribuído ex-aequo a Frederico Lourenço pelo livro Novos Ensaios Helénicos e Alemães (Cotovia), e a Isabel Cristina Pinto Mateus, por Kodakização e despolarização do real - para uma poética do grotesco na obra de Fialho de Almeida (Caminho). O júri deste prémio foi presidido por Francisco Belard e constituído ainda por Ernesto Rodrigues e Eunice Cabral.
O romance Myra,de Maria Velho da Costa (ed. Assírio & Alvim), foi distinguido com o Prémio de Ficção. Presidiu a este júri Maria João Reynaud, que liderou o grupo integrado por Artur Anselmo e Isabel Pires de Lima.
A entrega dos Prémios será feita pelo Presidente da República em data a anunciar, disse uma fonte do Pen Clube português.
Cortesia de DNArtes
A Terceira Mão, de Manuel Gusmão (Ed. Caminho), foi a obra poética escolhido pelo júri presidido por João David Pinto Correia e constituído ainda por Fernando Pinto do Amaral e João Barrento.
O Prémio de Ensaio foi atribuído ex-aequo a Frederico Lourenço pelo livro Novos Ensaios Helénicos e Alemães (Cotovia), e a Isabel Cristina Pinto Mateus, por Kodakização e despolarização do real - para uma poética do grotesco na obra de Fialho de Almeida (Caminho). O júri deste prémio foi presidido por Francisco Belard e constituído ainda por Ernesto Rodrigues e Eunice Cabral.
O romance Myra,de Maria Velho da Costa (ed. Assírio & Alvim), foi distinguido com o Prémio de Ficção. Presidiu a este júri Maria João Reynaud, que liderou o grupo integrado por Artur Anselmo e Isabel Pires de Lima.
A entrega dos Prémios será feita pelo Presidente da República em data a anunciar, disse uma fonte do Pen Clube português.
Cortesia de DNArtes
Dia Mundial da Bengala Branca
Assinalado pela primeira vez na região do Algarve no passado dia 15 de Outubro, o Dia Mundial da Bengala Branca juntou vários organismos em prol da visibilidade e da inclusão social da pessoa invisual, numa iniciativa organizada pela Delegação do Algarve da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), que teve lugar no Museu Municipal de Faro.
O evento, realizado com o apoio da ARS Algarve IP, do Governo Civil, da Lions, da Câmara Municipal de Faro e do Museu Municipal de Faro, teve como objectivo a sensibilização do público para os problemas de acessibilidade dos deficientes visuais e para os seus direitos e deveres enquanto cidadãos, chamando a atenção para a nova campanha de angariação de fundos a nível regional desta associação, «Um olhar para quem não vê».
Durante o Dia Mundial da Bengala Branca, a Delegação do Algarve da ACAPO colocou ao dispor do público em geral um conjunto de ajudas técnicas para a deficiência visual, tendo convidado Joana Afonso, técnica de mobilidade e de orientação da ACAPO Algarve, para proferir uma sessão de esclarecimento sobre as dificuldades das pessoas com deficiência visual no seu dia-a-dia em termos de mobilidade, na maioria das vezes causada por barreiras arquitectónicas, com a mensagem de que cada um tem o direito e o dever de «reclamar para criar uma sociedade mais segura para todos».
Segundo o presidente da ACAPO, Ricardo Martins, «o Algarve é uma região muito grande» para as pessoas invisuais no que respeita aos transportes públicos, considerados «insuficientes», dificultando assim o apoio que a Delegação do Algarve da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal pretende dar aos seus cerca de 150 utentes espalhados pela região, obrigando muitas vezes os dirigentes da ACAPO a irem ao encontro dos associados nas suas casas. Com o lançamento da primeira campanha de angariação de fundos a nível regional desta associação, «Um olhar para quem não vê», a ACAPO Algarve espera conseguir recolher apoios suficientes para justamente custear estas deslocações, através da venda de porta-chaves com o símbolo da campanha.
Outra novidade divulgada foi a parceria com a Administração Regional de Saúde do Algarve IP, consiste na impressão em Braille dos materiais informativos produzidos pela ARS Algarve IP sobre a saúde uma iniciativa «pioneira a nível nacional».
O Dia Mundial da Bengala Branca fechou com um espectáculo de poesia com música no Auditório Pedro Ruivo, patrocinado pela Lions.
Cortesia de Região Sul
O evento, realizado com o apoio da ARS Algarve IP, do Governo Civil, da Lions, da Câmara Municipal de Faro e do Museu Municipal de Faro, teve como objectivo a sensibilização do público para os problemas de acessibilidade dos deficientes visuais e para os seus direitos e deveres enquanto cidadãos, chamando a atenção para a nova campanha de angariação de fundos a nível regional desta associação, «Um olhar para quem não vê».
Durante o Dia Mundial da Bengala Branca, a Delegação do Algarve da ACAPO colocou ao dispor do público em geral um conjunto de ajudas técnicas para a deficiência visual, tendo convidado Joana Afonso, técnica de mobilidade e de orientação da ACAPO Algarve, para proferir uma sessão de esclarecimento sobre as dificuldades das pessoas com deficiência visual no seu dia-a-dia em termos de mobilidade, na maioria das vezes causada por barreiras arquitectónicas, com a mensagem de que cada um tem o direito e o dever de «reclamar para criar uma sociedade mais segura para todos».
Segundo o presidente da ACAPO, Ricardo Martins, «o Algarve é uma região muito grande» para as pessoas invisuais no que respeita aos transportes públicos, considerados «insuficientes», dificultando assim o apoio que a Delegação do Algarve da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal pretende dar aos seus cerca de 150 utentes espalhados pela região, obrigando muitas vezes os dirigentes da ACAPO a irem ao encontro dos associados nas suas casas. Com o lançamento da primeira campanha de angariação de fundos a nível regional desta associação, «Um olhar para quem não vê», a ACAPO Algarve espera conseguir recolher apoios suficientes para justamente custear estas deslocações, através da venda de porta-chaves com o símbolo da campanha.
Outra novidade divulgada foi a parceria com a Administração Regional de Saúde do Algarve IP, consiste na impressão em Braille dos materiais informativos produzidos pela ARS Algarve IP sobre a saúde uma iniciativa «pioneira a nível nacional».
O Dia Mundial da Bengala Branca fechou com um espectáculo de poesia com música no Auditório Pedro Ruivo, patrocinado pela Lions.
Cortesia de Região Sul
III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura
A III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura realiza-se nos dias 22 e 23 de Outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A entrada é livre.
Programa
Programa
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Portugal
100 anos do Liceu Camões
Primeiro liceu moderno da capital comemora centenário com promessa de obras.
No dia em que o Liceu Camões, em Lisboa, iniciou as comemorações dos seus 100 anos, o director, João Jaime Pires, anunciou a remodelação das suas instalações. O concurso estará concluído até Junho de 2010.
A escola, que nasceu a 8 de Novembro de 1909, pelas mão de António Ribeiro e foi projectada por Ventura Terra na Praça José Fontana, verá as suas instalações renovadas. "Espero que este seja um ponto de partida para a escola se mobilizar, tanto a partir dos seus professores, como dos seus alunos e pais", referiu o director daquele estabelecimento de referência.
Na cerimónia festejou-se, ainda, o lançamento do livro comemorativo do centenário "100 Anos, 100 Testemunhos", obra que reúne alguns dos ilustres ex e actuais alunos. João Lourenço, membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Autores, homenageou a escola com a medalha de honra desta sociedade, no âmbito da criação de um protocolo que tem em vista o desenvolvimento de eventos culturais entre as duas entidades.
O médico João Lobo Antunes pôde recordar os seus tempos de escola, há 55 anos, quando tinha de apanhar o eléctrico desde Benfica e considerou os sete anos de liceu "decisivos" na sua vida .
Já para Júlio Isidro, o encontro de ontem marca "a diferença da escola da ditadura para a escola da democracia". Na cerimónia onde antigos alunos reencontraram colegas e professores, reviveram-se memórias de um passado mais austero e exigente ao nível da educação.
A sessão solene foi presidida pelo presidente da República que sublinhou a diferença da escola antiga para a dos dias de hoje. "Um espaço de desenvolvimento das capacidades dos jovens, um campo de convívio e de competição, mas também um centro de cultura e de formação que deixe nos jovens uma marca indelével de carácter", foi assim que Cavaco Silva caracterizou a actual Escola Secundária de Camões. Nas palavras da Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, "o Liceu Camões de hoje distingue-se pela missão de acolher e integrar todos os jovens sem excepções".
À cerimónia seguiram-se, ainda, outras actividades, nomeadamente dos grupos de música e de dança da escola, além de momentos de literatura e poesia. A vida deste estabelecimento de ensino fica marcada por alunos e professores que se tronaram exemplos de sucesso na sociedade portuguesa.
Cortesia de JN
No dia em que o Liceu Camões, em Lisboa, iniciou as comemorações dos seus 100 anos, o director, João Jaime Pires, anunciou a remodelação das suas instalações. O concurso estará concluído até Junho de 2010.
A escola, que nasceu a 8 de Novembro de 1909, pelas mão de António Ribeiro e foi projectada por Ventura Terra na Praça José Fontana, verá as suas instalações renovadas. "Espero que este seja um ponto de partida para a escola se mobilizar, tanto a partir dos seus professores, como dos seus alunos e pais", referiu o director daquele estabelecimento de referência.
Na cerimónia festejou-se, ainda, o lançamento do livro comemorativo do centenário "100 Anos, 100 Testemunhos", obra que reúne alguns dos ilustres ex e actuais alunos. João Lourenço, membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Autores, homenageou a escola com a medalha de honra desta sociedade, no âmbito da criação de um protocolo que tem em vista o desenvolvimento de eventos culturais entre as duas entidades.
O médico João Lobo Antunes pôde recordar os seus tempos de escola, há 55 anos, quando tinha de apanhar o eléctrico desde Benfica e considerou os sete anos de liceu "decisivos" na sua vida .
Já para Júlio Isidro, o encontro de ontem marca "a diferença da escola da ditadura para a escola da democracia". Na cerimónia onde antigos alunos reencontraram colegas e professores, reviveram-se memórias de um passado mais austero e exigente ao nível da educação.
A sessão solene foi presidida pelo presidente da República que sublinhou a diferença da escola antiga para a dos dias de hoje. "Um espaço de desenvolvimento das capacidades dos jovens, um campo de convívio e de competição, mas também um centro de cultura e de formação que deixe nos jovens uma marca indelével de carácter", foi assim que Cavaco Silva caracterizou a actual Escola Secundária de Camões. Nas palavras da Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, "o Liceu Camões de hoje distingue-se pela missão de acolher e integrar todos os jovens sem excepções".
À cerimónia seguiram-se, ainda, outras actividades, nomeadamente dos grupos de música e de dança da escola, além de momentos de literatura e poesia. A vida deste estabelecimento de ensino fica marcada por alunos e professores que se tronaram exemplos de sucesso na sociedade portuguesa.
Cortesia de JN
Lembrança da escrava encantada
Vagueia o meu olhar
Sobre a cidade murada.
Dos reinos de Wu e de Chu nada ficou que se veja.
- Diz lugares conhecidos durante as seis dinastias:
Verdes colinas, e um muro, é tudo quanto resta.
Estandartes que uma vez taparam o sol,
Mastros que tocavam as nuvens:
Ossos brancos, agora como neve espalhados.
A Norte, a Sul do Rio Grande,
Quanto heróis assim morreram?
Vieram para o palácio retirado de Verão, escapando ao calor:
O vento leste varre agora a estrada real,
E a erva cresce, luxuriante, ano após ano.
Ao pôr-se o sol fica frio
Sob os pinheiros; ninguém por aqui:
Fogos-fátuos - ao alto, em baixo - brilham, e desaparecem.
Que noites: de canções, danças e festejos!
O cabelo no espelho dá
A mudança, furtiva, de escuro para cinzento.
No coraçã dos homens corre infinita dor,
Brilhante sob a lua estende-se o Rio.
Sa Du La
Sobre a cidade murada.
Dos reinos de Wu e de Chu nada ficou que se veja.
- Diz lugares conhecidos durante as seis dinastias:
Verdes colinas, e um muro, é tudo quanto resta.
Estandartes que uma vez taparam o sol,
Mastros que tocavam as nuvens:
Ossos brancos, agora como neve espalhados.
A Norte, a Sul do Rio Grande,
Quanto heróis assim morreram?
Vieram para o palácio retirado de Verão, escapando ao calor:
O vento leste varre agora a estrada real,
E a erva cresce, luxuriante, ano após ano.
Ao pôr-se o sol fica frio
Sob os pinheiros; ninguém por aqui:
Fogos-fátuos - ao alto, em baixo - brilham, e desaparecem.
Que noites: de canções, danças e festejos!
O cabelo no espelho dá
A mudança, furtiva, de escuro para cinzento.
No coraçã dos homens corre infinita dor,
Brilhante sob a lua estende-se o Rio.
Sa Du La
Sebo Cultural organiza I Festa da Poesia
O Sebo Cultural reserva um dia especial para enaltecer a produção poética da Paraíba: a I FESTA DA POESIA será realizada dia 23 de outubro de 2009, a partir das 18:30 na Av. Tabajaras, 848, Centro da Capital, no próprio sebo.
Diversas atrações estão programadas, entre elas: o crítico literário Hidelberto Barbosa Filho proferirá uma breve exposição sobre a produção poética na Paraíba; sarau com performances teatrais dos atores Suzy Lopes, Thardelly Lima, Vilma Cazé e Zé Guilherme; lançamento da Antologia Sonora – uma coletânea que reúne 29 poetas e suas melhores produções declamadas em um Cd-livro; exibição inédita do documentário “Carne da Palavra”, de Pedro Osmar, sobre a Antologia Sonora e seus poetas; show musical com Milton Dornellas; Consultório Poético – um set de gravação, onde vários poetas paraibanos irão divulgar suas produções poéticas em áudio e vídeo, para posteriormente serem veiculadas na TV. A UBE (União Brasileira de Escritores-PB), a APP (Academia Paraibana de Poesia) e a UBT (União Brasileira de Trovadores-PB) e a APL (Academia Paraibana de Letras) apóiam o evento.
Além destas atividades paralelas, também ocorrerão: feira de livros; feira de cordéis; lançamento de livros com noite de autógrafos; exposições poéticas ilustradas; mural “deixe sua mensagem poética”; Varal Poético – leve uma poesia para casa; inauguração de mural grafitado por Giga Brow; inclusão de foto de Luiz Augusto Crispim na galeria dos que fizeram a História do Livro na Paraíba.
Já está confirmada a presença de alguns dos poetas da Antologia Sonora: Águia Mendes, André Ricardo Aguiar, Angélica Lúcio, Antônio Mariano, Astier Basílio, Chico Lino Filho, Edônio Alves do Nascimento, Fidélia Cassandra, Hildeberto Barbosa Filho, Jomar Morais Souto, José Antônio Assunção, Linaldo Guedes, Marcos Tavares, Paulo Sérgio Vieira, Pedro Osmar, Políbio Alves, Ronaldo Monte, Saulo Mendonça, Sérgio de Castro Pinto, Terezinha Fialho, Valquíria Lins e Vitória Lima.
Além destes diversos poetas inscreveram-se no Consultório Poético, entre eles: Aga Nunes, Alexandre de Oliveira, Alice Toledo, Ana Luiza Machado.
Também confirmaram presença Angela de Oliveira, Anselmo Gomes, Antonio de Almeida Cavalcante, Archidy Picado Filho, Bob Motta, Carlos Alberto, Carlos Alberto Jales, Carlos Gildemar Pontes, Cassandra Figueiredo, Cida Melo, Cipriano F. da Silva, Clemente Rosas, Clotilde Tavares, Cristina Dantas, Damião Cavalcanti, Diana Martins, Dina Fernandes, Dornélio Barbosa Meira, Ed Porto, Edinaldo Correia, Elaine Castro, Elizete Rodrigues, Emmanuel Fernandes Falcão, Escrivão Joaquim Furtado, Fernando Cunha Lima, Francisco Dantas, Francisco Diniz, Helliton Santana, Irismar Di Lyra, J. R. Targiino, Jairo A. de Lima, João Bosco Dias, João Neto, João Nunes de Castro, Jorge Raymundo, José Almeida Cavalcanti, José Cabral, José Danilo Alves, José Di Lorenzo Serpa, José Veríssimo, Josinalda Lira, Lauro P. Xavier Neto, Leo Barbosa, Lucinha Wanderley, Luiz Correia Alves, Luiz Gonzaga, Luiz Lorhans, Luzia Limeira, Manoel Brasileiro, Manoel Luiz Silva, Manoel Silveira, Marcelo Cesar, Marco di Aurélio, Marcos Barros, Marcos Vida Lima, Maria Aparecida,Maria Eduarda Novaes, Maria Helena Beltrão, Maria Pires, Maria Suêldes de Araújo, Martinho Ramalho, Medeiros Braga, Miriam Leal, Nélio Torres, Nelson Barbosa de Araújo, Paulo Werther, Quelyno Souza, Ricardo Anísio, Ricardo Bezerra, Rita de Cássia, Roselis Batista Ralle, Sérgio Casimiro, Socorro Ribeiro, Socorro Xavier, Tarcisio Formiga, Tereza Laurêda, Valberto Spinelli Jr, Vicente Campos Filho, Victória Chianca, Walter Galvão, Wellington Costa, Yolanda Queiroga, Zanoni Yberville, Zélia Bora, Zilma Ferreira.
Cortesia de ClickPB
Diversas atrações estão programadas, entre elas: o crítico literário Hidelberto Barbosa Filho proferirá uma breve exposição sobre a produção poética na Paraíba; sarau com performances teatrais dos atores Suzy Lopes, Thardelly Lima, Vilma Cazé e Zé Guilherme; lançamento da Antologia Sonora – uma coletânea que reúne 29 poetas e suas melhores produções declamadas em um Cd-livro; exibição inédita do documentário “Carne da Palavra”, de Pedro Osmar, sobre a Antologia Sonora e seus poetas; show musical com Milton Dornellas; Consultório Poético – um set de gravação, onde vários poetas paraibanos irão divulgar suas produções poéticas em áudio e vídeo, para posteriormente serem veiculadas na TV. A UBE (União Brasileira de Escritores-PB), a APP (Academia Paraibana de Poesia) e a UBT (União Brasileira de Trovadores-PB) e a APL (Academia Paraibana de Letras) apóiam o evento.
Além destas atividades paralelas, também ocorrerão: feira de livros; feira de cordéis; lançamento de livros com noite de autógrafos; exposições poéticas ilustradas; mural “deixe sua mensagem poética”; Varal Poético – leve uma poesia para casa; inauguração de mural grafitado por Giga Brow; inclusão de foto de Luiz Augusto Crispim na galeria dos que fizeram a História do Livro na Paraíba.
Já está confirmada a presença de alguns dos poetas da Antologia Sonora: Águia Mendes, André Ricardo Aguiar, Angélica Lúcio, Antônio Mariano, Astier Basílio, Chico Lino Filho, Edônio Alves do Nascimento, Fidélia Cassandra, Hildeberto Barbosa Filho, Jomar Morais Souto, José Antônio Assunção, Linaldo Guedes, Marcos Tavares, Paulo Sérgio Vieira, Pedro Osmar, Políbio Alves, Ronaldo Monte, Saulo Mendonça, Sérgio de Castro Pinto, Terezinha Fialho, Valquíria Lins e Vitória Lima.
Além destes diversos poetas inscreveram-se no Consultório Poético, entre eles: Aga Nunes, Alexandre de Oliveira, Alice Toledo, Ana Luiza Machado.
Também confirmaram presença Angela de Oliveira, Anselmo Gomes, Antonio de Almeida Cavalcante, Archidy Picado Filho, Bob Motta, Carlos Alberto, Carlos Alberto Jales, Carlos Gildemar Pontes, Cassandra Figueiredo, Cida Melo, Cipriano F. da Silva, Clemente Rosas, Clotilde Tavares, Cristina Dantas, Damião Cavalcanti, Diana Martins, Dina Fernandes, Dornélio Barbosa Meira, Ed Porto, Edinaldo Correia, Elaine Castro, Elizete Rodrigues, Emmanuel Fernandes Falcão, Escrivão Joaquim Furtado, Fernando Cunha Lima, Francisco Dantas, Francisco Diniz, Helliton Santana, Irismar Di Lyra, J. R. Targiino, Jairo A. de Lima, João Bosco Dias, João Neto, João Nunes de Castro, Jorge Raymundo, José Almeida Cavalcanti, José Cabral, José Danilo Alves, José Di Lorenzo Serpa, José Veríssimo, Josinalda Lira, Lauro P. Xavier Neto, Leo Barbosa, Lucinha Wanderley, Luiz Correia Alves, Luiz Gonzaga, Luiz Lorhans, Luzia Limeira, Manoel Brasileiro, Manoel Luiz Silva, Manoel Silveira, Marcelo Cesar, Marco di Aurélio, Marcos Barros, Marcos Vida Lima, Maria Aparecida,Maria Eduarda Novaes, Maria Helena Beltrão, Maria Pires, Maria Suêldes de Araújo, Martinho Ramalho, Medeiros Braga, Miriam Leal, Nélio Torres, Nelson Barbosa de Araújo, Paulo Werther, Quelyno Souza, Ricardo Anísio, Ricardo Bezerra, Rita de Cássia, Roselis Batista Ralle, Sérgio Casimiro, Socorro Ribeiro, Socorro Xavier, Tarcisio Formiga, Tereza Laurêda, Valberto Spinelli Jr, Vicente Campos Filho, Victória Chianca, Walter Galvão, Wellington Costa, Yolanda Queiroga, Zanoni Yberville, Zélia Bora, Zilma Ferreira.
Cortesia de ClickPB
Lançamento do livro «A Luz Fraterna - Poesia reunida» de António Osório
«A poesia de António Osório – e nela incluo, por assim dizer, todos os seus livros, mesmo os que, aparentemente, são de prosa — é sempre em verso livre (quando leio obras como a «Libertação da Peste» — livro notável — ou «Crónica da Fortuna», o meu ouvido «diz-me» que estou a ler versículos, como quando leio «A Raiz Afectuosa» ou «A Ignorância da Morte»)
Do já citado livro de C.S. Lewis, recolho uma observação pertinente e que me parece ser digna de ser tomada em conta pelos leitores da obra de António Osório, que agora se publica «completa». Diz Lewis ser «possível que aos jovens de hoje se tenha deparado demasiado cedo o verso livre. Quando este é veículo de verdadeira poesia, os seus efeitos auditivos são de extrema subtileza e, para uma verdadeira apreciação, exigem um ouvido longamente familiarizado com a poesia metrificada. Aqueles que acreditam poder apreciar verso livre sem experiência de métrica estão, creio eu, a enganar-se a si próprios, tentando correr antes de saberem andar. Mas na corrida literal as quedas magoam e o aspirante a corredor logo descobre o seu erro.» Um dos grandes prazeres que podemos deduzir da leitura dos livros do autor de «Décima Aurora» vem de podermos ir ajustando, com cuidado e alguma teimosia, o nosso ouvido à música subtilíssima que se esconde na só aparente «liberdade» que os versos sugerem», escreve Eugénio Lisboa, um dos apresentadores de «A Luz Fraterna - Poesia reunida» no próximo dia 16 de Outubro, juntamente com Guilherme de Oliveira Martins, Fernando J.B. Martinho e José Manuel de Vasconcelos.
Cortesia de Diário Digital
Do já citado livro de C.S. Lewis, recolho uma observação pertinente e que me parece ser digna de ser tomada em conta pelos leitores da obra de António Osório, que agora se publica «completa». Diz Lewis ser «possível que aos jovens de hoje se tenha deparado demasiado cedo o verso livre. Quando este é veículo de verdadeira poesia, os seus efeitos auditivos são de extrema subtileza e, para uma verdadeira apreciação, exigem um ouvido longamente familiarizado com a poesia metrificada. Aqueles que acreditam poder apreciar verso livre sem experiência de métrica estão, creio eu, a enganar-se a si próprios, tentando correr antes de saberem andar. Mas na corrida literal as quedas magoam e o aspirante a corredor logo descobre o seu erro.» Um dos grandes prazeres que podemos deduzir da leitura dos livros do autor de «Décima Aurora» vem de podermos ir ajustando, com cuidado e alguma teimosia, o nosso ouvido à música subtilíssima que se esconde na só aparente «liberdade» que os versos sugerem», escreve Eugénio Lisboa, um dos apresentadores de «A Luz Fraterna - Poesia reunida» no próximo dia 16 de Outubro, juntamente com Guilherme de Oliveira Martins, Fernando J.B. Martinho e José Manuel de Vasconcelos.
Cortesia de Diário Digital
LIVRO RARO - O Oriente, poema
MACEDO, José Agostinho de. O Oriente, poema. Lisboa: Na Impressão Regia, 1814. 8°. Primeira edição (ou segunda se se contar com a obra O Gama, 1811). Este é um trabalho com base substancial na obra O Gama. O poema foi significativamente revisto novamente quando apareceu num volume individual em 1827. O primeir volume contém a "Dedicatória à Nação Portugueza" (pp. 3–35), e o "Discurso preliminar" (pp. 37–100). O restante do volume contém os primeiros cinco cantos do poema. O segundo volume contém os cantos do sexto ao décimo segundo. Existem 8760 versos em 1095 oitavas.
Macedo (1761-1831) foi um prolífico escritor de prosa e versos, conhecido pelos seus panfletos: "Ponderoso e irritado como o pequeno Samuel Johnson, ele pinponeia e esbate os seus opositores no mais racista vernacular… a sua idiomática e vigorosa prosa será sempre lida com prazer" (Bell, Literatura Portuguesa p. 282). Macedo foi também bem conhecido pela sua arrogância em questões literárias: condenou a poesia de Homero como a pior, a qual jamais havera lido no original, e acreditava que "O Oriente, poema" poderia ter ensinado Luis de Camões como os Lusiadas deveriam ser escritos.
Macedo (1761-1831) foi um prolífico escritor de prosa e versos, conhecido pelos seus panfletos: "Ponderoso e irritado como o pequeno Samuel Johnson, ele pinponeia e esbate os seus opositores no mais racista vernacular… a sua idiomática e vigorosa prosa será sempre lida com prazer" (Bell, Literatura Portuguesa p. 282). Macedo foi também bem conhecido pela sua arrogância em questões literárias: condenou a poesia de Homero como a pior, a qual jamais havera lido no original, e acreditava que "O Oriente, poema" poderia ter ensinado Luis de Camões como os Lusiadas deveriam ser escritos.
BIO - Qatrân
Abū-Mansūr Qatrān-i Tabrīzī, real poeta iraniano, viveu entre 1009 e 1072.
Natural de Shadi-abad , próximo de Tabriz, no Azerbeijão, antigo território persa, ele foi o mais famoso panegirista do seu tempo no Irão. O seu nome completo, segundo um velho manuscrito escrito pela famoso poeta Anvari Abivardi (529 Hijra cerca de 60 anos depois da morte de Qatrân) é Abu Mansur Qatran al-Jili al-Azerbaijani. Al-Jili identificaria as suas raízes ancestrais de Gilan embora tivesse nascido em Shadiabad. Qatrân identifica-se também como parte da classe dos Dehqan.
Segundo Jan Rypka “Ele canta elogios a trinta patrões. O seu trabalho tem interessado os historiadores, pois em muitos casos Qatrân tem perpetuado os nomes de membros de dinastias regionais no Azerbeijão e na região do Cáucaso que de outra forma teriam ficado esquecidos no tempo. As suas melhores qasidas foram escritas no seu último período de vida, onde expressou gratidão ao Príncipe de Ganja, Shaddadid Fadlun, pelos numerosos presentes que sobraram ainda para o famoso Jami (f. 1492). A poesia de Qatrân segue o despertar dos poetas de Khurasan fazendo o uso subtil da «rectórica floral». Ele foi inclusivamente um dos primeiros, depois de Farrukhi, a tentar pela sua mão a Qasida-i Masnu’i, ‘qasida particular artificial’".
Segundo ainda Jan Rypka quando Nasir Khusraw visitou o Azerbeijão em 1046, Qatrân solicitou-lhe a explicação de uma das mais difíceis passagens pelo divan de Munjik e Daqiqi que foram escritos em Farsi.
Desde o terramoto de Tabriz em 1042 que as qasidas de Qatrân têm sido muito elogiadas e são consideradas uma verdadeira obra-prima.
Natural de Shadi-abad , próximo de Tabriz, no Azerbeijão, antigo território persa, ele foi o mais famoso panegirista do seu tempo no Irão. O seu nome completo, segundo um velho manuscrito escrito pela famoso poeta Anvari Abivardi (529 Hijra cerca de 60 anos depois da morte de Qatrân) é Abu Mansur Qatran al-Jili al-Azerbaijani. Al-Jili identificaria as suas raízes ancestrais de Gilan embora tivesse nascido em Shadiabad. Qatrân identifica-se também como parte da classe dos Dehqan.
Segundo Jan Rypka “Ele canta elogios a trinta patrões. O seu trabalho tem interessado os historiadores, pois em muitos casos Qatrân tem perpetuado os nomes de membros de dinastias regionais no Azerbeijão e na região do Cáucaso que de outra forma teriam ficado esquecidos no tempo. As suas melhores qasidas foram escritas no seu último período de vida, onde expressou gratidão ao Príncipe de Ganja, Shaddadid Fadlun, pelos numerosos presentes que sobraram ainda para o famoso Jami (f. 1492). A poesia de Qatrân segue o despertar dos poetas de Khurasan fazendo o uso subtil da «rectórica floral». Ele foi inclusivamente um dos primeiros, depois de Farrukhi, a tentar pela sua mão a Qasida-i Masnu’i, ‘qasida particular artificial’".
Segundo ainda Jan Rypka quando Nasir Khusraw visitou o Azerbeijão em 1046, Qatrân solicitou-lhe a explicação de uma das mais difíceis passagens pelo divan de Munjik e Daqiqi que foram escritos em Farsi.
Desde o terramoto de Tabriz em 1042 que as qasidas de Qatrân têm sido muito elogiadas e são consideradas uma verdadeira obra-prima.
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Se é autor literário ou de qualquer forma é titular de direitos autorais sobre uma obra publicada em livro, os seus direitos podem ser afectados por um acordo que, em Outubro de 2008, pôs fim a uma acção intentada no Tribunal do Distrito de Nova York pela AUTHORS GUILD (autores) e pela ASSOCIATION OF AMERICAN PUBLISHERS (editores).
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Cortesia de SPA
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Céu de poemas no lançamento do Fliporto 2009
Para anunciar a quinta edição da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto), que acontece entre os dias 5 e 8 de novembro, a produção do evento realiza, nesta segunda-feira (12), uma iniciativa batizada de Chuva de Poesia.
Às 12h, um ultra-leve sobrevoa as praias e lança cinco mil textos de poetas do Estado. Já nas ruas da vila, poetas recitam e fazem performances.
A produção afirma que a ação é ecológica, visto que haverá uma operação de recolhimento dos papeis na sequência.
Cortesia de JC Online
Às 12h, um ultra-leve sobrevoa as praias e lança cinco mil textos de poetas do Estado. Já nas ruas da vila, poetas recitam e fazem performances.
A produção afirma que a ação é ecológica, visto que haverá uma operação de recolhimento dos papeis na sequência.
Cortesia de JC Online
O Gato e a Lua
O gato passeava aqui, ali,
E a lua girava qual pião,
E, parente próximo da lua,
Furtivamente, o gato olhava o céu.
O negro Minnaloushe olhava, fixo, a lua
Pois, embora miasse vagueando,
O seu sangue animal ea agitado
Pela luz pura e fria lá no céu.
Minnaloushe corre pela erva,
Erguendo as patas muito delicadas.
Danças, acaso, Minnaloushe, danças?
Quando parentes próximos se encontram
Há lá coisa melhor do que dançar.
Talvez a lua consiga aprender,
Enfastiada desse tom cortês,
Novo passo de dança.
Minnaloushe desliza pela erva
De um outro lugar enluarado,
E a lua sagrada e elevada
Entrou agora numa nova fase.
Saberá ele que as suas pupilas
Passarão de mudança em mudança,
E que de fases cheias a crescentes,
De crescentes a cheias mudarão?
Minnaloushe desliza pela erva,
Importante, sábio e solitário,
E levanta para lua mutante
Os olhos em mundança.
W. B. Yeats
E a lua girava qual pião,
E, parente próximo da lua,
Furtivamente, o gato olhava o céu.
O negro Minnaloushe olhava, fixo, a lua
Pois, embora miasse vagueando,
O seu sangue animal ea agitado
Pela luz pura e fria lá no céu.
Minnaloushe corre pela erva,
Erguendo as patas muito delicadas.
Danças, acaso, Minnaloushe, danças?
Quando parentes próximos se encontram
Há lá coisa melhor do que dançar.
Talvez a lua consiga aprender,
Enfastiada desse tom cortês,
Novo passo de dança.
Minnaloushe desliza pela erva
De um outro lugar enluarado,
E a lua sagrada e elevada
Entrou agora numa nova fase.
Saberá ele que as suas pupilas
Passarão de mudança em mudança,
E que de fases cheias a crescentes,
De crescentes a cheias mudarão?
Minnaloushe desliza pela erva,
Importante, sábio e solitário,
E levanta para lua mutante
Os olhos em mundança.
W. B. Yeats
Poetas algarvios inspiram Natur’Arte
Os alunos de Albufeira colocaram mãos ao trabalho e criaram trabalhos de expressão plástica inspirados em poetas algarvios e pintores estrangeiros. As obras podem ser vistas na Biblioteca Lídia Jorge.
A Biblioteca Lídia Jorge, em Albufeira, acolhe a exposição “Natur’Arte”, com trabalhos realizados por alunos do 9º ano, de várias escolhas do município.
A mostra, que tem como tema os problemas ambientais, inspirou-se na poesia de poetas algarvios, assim como em pintores de países de línguas estrangeiras leccionadas nas escolas.
Cada aluno auto-retratou-se a partir de um movimento artístico estudado do séc. XX. As pesquisas históricas e biográficas que serviram de suporte ao projecto irão estar patentes na exposição.
A exposição será inaugurada no dia 12 de Outubro, às 18h00, e estará patente na Biblioteca Lídia Jorge, até 19 de Outubro. Pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 09h30 às 19h15, e às segundas-feiras e sábados, das 13h45 às 19h15. A Biblioteca Municipal encerra aos domingos e feriados.
Cortesia de Observatório do Algarve
A Biblioteca Lídia Jorge, em Albufeira, acolhe a exposição “Natur’Arte”, com trabalhos realizados por alunos do 9º ano, de várias escolhas do município.
A mostra, que tem como tema os problemas ambientais, inspirou-se na poesia de poetas algarvios, assim como em pintores de países de línguas estrangeiras leccionadas nas escolas.
Cada aluno auto-retratou-se a partir de um movimento artístico estudado do séc. XX. As pesquisas históricas e biográficas que serviram de suporte ao projecto irão estar patentes na exposição.
A exposição será inaugurada no dia 12 de Outubro, às 18h00, e estará patente na Biblioteca Lídia Jorge, até 19 de Outubro. Pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 09h30 às 19h15, e às segundas-feiras e sábados, das 13h45 às 19h15. A Biblioteca Municipal encerra aos domingos e feriados.
Cortesia de Observatório do Algarve
Epístola N.º 36
Uma manhã, a nossa Ulla deitou-se e dormiu,
Com uma mão debaixo do seu ouvido;
A sua chave sozinha o taberneiro guardou
Ou pelo seu buraco talvez perscrutou.
Da taverna o exterior, senhor,
Tudo era noturnamente tranquilidade;
Cerveja não havia, nem, declararei,
Água necessária para fazer.
Na ponta dos pés
Ele vem e vai
Ao lado da sua cama, irmãos;
Recompondo um pouco
o cobertor,
E sussurra com os outros.
Ulla treme,
Ronca e tremelica,
Sobre a sua cabeça pilhas de cobertor;
Aconchega-se sob,
Com um trovão;
Volta-se e sorri.
Carl Michael Bellman
Com uma mão debaixo do seu ouvido;
A sua chave sozinha o taberneiro guardou
Ou pelo seu buraco talvez perscrutou.
Da taverna o exterior, senhor,
Tudo era noturnamente tranquilidade;
Cerveja não havia, nem, declararei,
Água necessária para fazer.
Na ponta dos pés
Ele vem e vai
Ao lado da sua cama, irmãos;
Recompondo um pouco
o cobertor,
E sussurra com os outros.
Ulla treme,
Ronca e tremelica,
Sobre a sua cabeça pilhas de cobertor;
Aconchega-se sob,
Com um trovão;
Volta-se e sorri.
Carl Michael Bellman
E a cultura?
«Um só tema esteve ausente de todos os debates televisivos das recentes eleições legislativas: a política cultural. José Sócrates assumiu, no fim da passada legislatura, que tinha descurado a cultura. Disse também que essa falha seria colmatada no próximo ciclo - e, na realidade, a cultura é descrita como prioridade no programa deste Governo.
Não se aponta um valor orçamental mínimo para essa prioridade - aliás, só o programa do Bloco de Esquerda define um mínimo de 1% do Orçamento do Estado - mas estabelece-se uma série de medidas bem definidas, e em cruzamento com a acção de outros Ministérios, como o da Educação e o dos Negócios Estrangeiros (no que se refere à promoção exterior da língua e da literatura, acentuada neste programa).
No capítulo da cultura os programas eleitorais são, aliás, bastante coincidentes; a principal diferença está na importância relativa que lhe é atribuída - quase residual, no caso do PSD, que releva a preservação do património em detrimento da criação contemporânea, ao contrário, curiosamente, do CDS, que coincide com o Bloco de Esquerda na referência à necessidade de criar um estatuto do artista, no que se refere à segurança social e reforma.
Embora dedique um espaço reduzido às questões culturais, que considera subordinadas à educação e ao desenvolvimento económico, o programa do PCP recorda um estudo da Comissão Europeia que demonstra que a Cultura contribui com 2,6% para o PIB (produto interno bruto), valor esse que em Portugal se encontra reduzido a 1,4%, mas que, ainda assim, prova que as actividades culturais geram um valor muito superior ao que recebem do Estado.
O problema desta área específica do desenvolvimento nacional está na transformação das boas intenções em boas práticas - sobretudo, em práticas eficientes. A cultura é mais do que puro conhecimento ou concreta criação; é a atmosfera espiritual de um país, aquilo que dá forma ao seu carácter e consistência às suas capacidades. Isso que a torna natural como o ar é também o que faz a dificuldade das suas políticas específicas: a tentação do dirigismo é tão forte como a do abandono, e ambas são funestas. A 'ideia' de que o artista cria em qualquer condição tem impedido o desenvolvimento das artes, com efeitos catastróficos em áreas que não subsistem sem investimentos regulares, como o cinema, o bailado ou a música dita erudita.
Houve um investimento estruturado, e com resultados visíveis, na promoção da literatura portuguesa no estrangeiro, no fim da década de 90 e nos primeiros anos deste século - esforço que foi abandonado, com consequências desastrosas, nos últimos anos. Portugal tem tendência a iniciar estrondosamente projectos que depois deixa cair - o Pavilhão de Portugal, em abandono e degradação acelerada, é um símbolo desse investimento a fundo perdido, infelizmente tão típico.
Agora, promete-se apoio à digitalização de obras importantes do património cultural. Lamento que esse apoio chegue tão tarde: a digitalização integral da Biblioteca de Fernando Pessoa (que é, em si mesma, um infinito manuscrito do Poeta, já que profusamente escrita e anotada) foi realizada, a título gratuito e sem qualquer apoio estatal, por uma equipa coordenada pelos investigadores Jerónimo Pizarro e Patricio Ferrari. Vai ser disponibilizada online no fim deste mês.
Agora, promete-se que a RTP acentuará a sua dimensão de serviço público: no ano passado, aquando das comemorações dos 120 anos de Fernando Pessoa, a RTP apenas acedeu a passar uma série de trinta filmes de dois minutos ("Pessoa, Pessoas") com personalidades diversas dizendo poemas de Pessoa, integralmente produzidos e pagos pela Casa Fernando Pessoa - que só o pôde fazer pelo amor a Pessoa da equipa de cinema coordenada por Elvis Veiguinha e dos trinta participantes que acederam a oferecer o seu tempo e o seu trabalho, a bem da divulgação de Pessoa.
O investimento da RTP neste trabalho foi, exactamente, zero. Entretanto, a TV Globo, um canal de televisão privado do Brasil, realizou, em Lisboa, uma série documental sobre a vida e obra de Fernando Pessoa - série que talvez a RTP possa comprar e exibir, já que não entendeu ser sua obrigação fazer, pelo menos, outro tanto.
São apenas dois exemplos, que conheço bem, do muito que Portugal devia fazer, podia fazer e não faz. Espero que seja desta que isto mude.»
Texto publicado na edição do Expresso de 3 de Outubro de 2009, texto de Inês Pedrosa
Cortesia de Expresso
Não se aponta um valor orçamental mínimo para essa prioridade - aliás, só o programa do Bloco de Esquerda define um mínimo de 1% do Orçamento do Estado - mas estabelece-se uma série de medidas bem definidas, e em cruzamento com a acção de outros Ministérios, como o da Educação e o dos Negócios Estrangeiros (no que se refere à promoção exterior da língua e da literatura, acentuada neste programa).
No capítulo da cultura os programas eleitorais são, aliás, bastante coincidentes; a principal diferença está na importância relativa que lhe é atribuída - quase residual, no caso do PSD, que releva a preservação do património em detrimento da criação contemporânea, ao contrário, curiosamente, do CDS, que coincide com o Bloco de Esquerda na referência à necessidade de criar um estatuto do artista, no que se refere à segurança social e reforma.
Embora dedique um espaço reduzido às questões culturais, que considera subordinadas à educação e ao desenvolvimento económico, o programa do PCP recorda um estudo da Comissão Europeia que demonstra que a Cultura contribui com 2,6% para o PIB (produto interno bruto), valor esse que em Portugal se encontra reduzido a 1,4%, mas que, ainda assim, prova que as actividades culturais geram um valor muito superior ao que recebem do Estado.
O problema desta área específica do desenvolvimento nacional está na transformação das boas intenções em boas práticas - sobretudo, em práticas eficientes. A cultura é mais do que puro conhecimento ou concreta criação; é a atmosfera espiritual de um país, aquilo que dá forma ao seu carácter e consistência às suas capacidades. Isso que a torna natural como o ar é também o que faz a dificuldade das suas políticas específicas: a tentação do dirigismo é tão forte como a do abandono, e ambas são funestas. A 'ideia' de que o artista cria em qualquer condição tem impedido o desenvolvimento das artes, com efeitos catastróficos em áreas que não subsistem sem investimentos regulares, como o cinema, o bailado ou a música dita erudita.
Houve um investimento estruturado, e com resultados visíveis, na promoção da literatura portuguesa no estrangeiro, no fim da década de 90 e nos primeiros anos deste século - esforço que foi abandonado, com consequências desastrosas, nos últimos anos. Portugal tem tendência a iniciar estrondosamente projectos que depois deixa cair - o Pavilhão de Portugal, em abandono e degradação acelerada, é um símbolo desse investimento a fundo perdido, infelizmente tão típico.
Agora, promete-se apoio à digitalização de obras importantes do património cultural. Lamento que esse apoio chegue tão tarde: a digitalização integral da Biblioteca de Fernando Pessoa (que é, em si mesma, um infinito manuscrito do Poeta, já que profusamente escrita e anotada) foi realizada, a título gratuito e sem qualquer apoio estatal, por uma equipa coordenada pelos investigadores Jerónimo Pizarro e Patricio Ferrari. Vai ser disponibilizada online no fim deste mês.
Agora, promete-se que a RTP acentuará a sua dimensão de serviço público: no ano passado, aquando das comemorações dos 120 anos de Fernando Pessoa, a RTP apenas acedeu a passar uma série de trinta filmes de dois minutos ("Pessoa, Pessoas") com personalidades diversas dizendo poemas de Pessoa, integralmente produzidos e pagos pela Casa Fernando Pessoa - que só o pôde fazer pelo amor a Pessoa da equipa de cinema coordenada por Elvis Veiguinha e dos trinta participantes que acederam a oferecer o seu tempo e o seu trabalho, a bem da divulgação de Pessoa.
O investimento da RTP neste trabalho foi, exactamente, zero. Entretanto, a TV Globo, um canal de televisão privado do Brasil, realizou, em Lisboa, uma série documental sobre a vida e obra de Fernando Pessoa - série que talvez a RTP possa comprar e exibir, já que não entendeu ser sua obrigação fazer, pelo menos, outro tanto.
São apenas dois exemplos, que conheço bem, do muito que Portugal devia fazer, podia fazer e não faz. Espero que seja desta que isto mude.»
Texto publicado na edição do Expresso de 3 de Outubro de 2009, texto de Inês Pedrosa
Cortesia de Expresso
SPA organiza ciclo «Com Todas As Letras»
Os Meus Livros e a Sociedade Portuguesa de Autores organiza o ciclo Com Todas As Letras - Livros, Autores e Editores em Debate. As sessões terão lugar nos dias 13 e 27 de Outubro, 10 e 24 de Novembro e 9 de Dezembro, sempre pelas 18h30 no Auditório Maestro Frederico de Freitas, Avenida Duque de Loulé, nº 31, Lisboa.
Consulte o programa
Consulte o programa
Portugal na Expolingua 2009
O Instituto Camões (IC) irá representar Portugal na 22.ª Expolingua de Berlim, feira que irá decorrer entre 20 e 22 de Novembro, no Centro Russo da Ciência e da Cultura, com mais de 200 expositores de 30 países.
Da programação portuguesa, destacam-se actividades de dinamização do stand, nomeadamente, um curso de sensibilização à aprendizagem do Português, da responsabilidade de Catarina Castro, leitora do IC em Berlim, e de Madalena Simões, leitora do IC em Hamburgo.
Os visitantes do stand poderão ainda ter acesso a informação actual sobre bolsas de estudo, cursos de Português e Exames de Certificação da Língua Portuguesa, ou assistir a documentários sobre autores lusófonos e vídeos promocionais.
Vários materiais e ferramentas multimédia para aprendizagem da língua portuguesa serão também divulgadas pelo Instituto Camões neste evento, bem como informações sobre o Centro Virtual Camões (CVC) – plataforma do IC na Internet para apoio ao ensino-aprendizagem do Português Língua não Materna e para divulgação das culturas lusófonas.
A exposição, visitada anualmente por mais de 15 mil pessoas, conta com o apoio da Embaixada de Portugal em Berlim e da Delegação do AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) em Berlim.
Cortesia de IC
Da programação portuguesa, destacam-se actividades de dinamização do stand, nomeadamente, um curso de sensibilização à aprendizagem do Português, da responsabilidade de Catarina Castro, leitora do IC em Berlim, e de Madalena Simões, leitora do IC em Hamburgo.
Os visitantes do stand poderão ainda ter acesso a informação actual sobre bolsas de estudo, cursos de Português e Exames de Certificação da Língua Portuguesa, ou assistir a documentários sobre autores lusófonos e vídeos promocionais.
Vários materiais e ferramentas multimédia para aprendizagem da língua portuguesa serão também divulgadas pelo Instituto Camões neste evento, bem como informações sobre o Centro Virtual Camões (CVC) – plataforma do IC na Internet para apoio ao ensino-aprendizagem do Português Língua não Materna e para divulgação das culturas lusófonas.
A exposição, visitada anualmente por mais de 15 mil pessoas, conta com o apoio da Embaixada de Portugal em Berlim e da Delegação do AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) em Berlim.
Cortesia de IC
Le Futurisme et les Avant-gardes au Portugal et au Brésil
Nos dias 29 e 30 de Outubro 2009 realiza-se em Paris o Colóquio International «Le Futurisme et les Avant-gardes au Portugal et au Brésil». A organização é de Adelaide Cristóvão, José Manuel Esteves e José Salgado.A direcção científica está a cargo de Maria Graciete Besse.
O evento acontece nas Universidades Paris-Sorbonne (Paris IV) (28, rue Serpente, 75005, salle D035) e Paris Ouest Nanterre La Défense (Bâtiment K, salle des colloques).
O evento acontece nas Universidades Paris-Sorbonne (Paris IV) (28, rue Serpente, 75005, salle D035) e Paris Ouest Nanterre La Défense (Bâtiment K, salle des colloques).
Gaivota
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Alexandre O'Neill
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Alexandre O'Neill
Livraria Poesia Incompleta
Mário Guerra, Changuito, está desde Novembro de 2008 à frente da Poesia Incompleta, uma livraria "alternativa" visitável "ao vivo" na Rua Cecílio de Sousa, em Lisboa, e digitalmente em www.poesia-incompleta@blogspot.com.
Nas três salas da livraria, com prateleiras a toda a volta das paredes, há entre oito e 10 mil volumes, de poesia ou sobre poesia, com chancela de mais de 260 editoras, em mais de 30 línguas.
O acervo inclui algumas singularidades, edições antigas, livros de editoras que Changuito esperou ter e já tem - como a El Gaviero -, "livros que se vêem poucas vezes, livros brasileiros em quem ninguém pega e que estão aqui, livros da Argentina que não há fora da Argentina".
Cortesia de Lusa
Nas três salas da livraria, com prateleiras a toda a volta das paredes, há entre oito e 10 mil volumes, de poesia ou sobre poesia, com chancela de mais de 260 editoras, em mais de 30 línguas.
O acervo inclui algumas singularidades, edições antigas, livros de editoras que Changuito esperou ter e já tem - como a El Gaviero -, "livros que se vêem poucas vezes, livros brasileiros em quem ninguém pega e que estão aqui, livros da Argentina que não há fora da Argentina".
Cortesia de Lusa
Masturbação
Eis o centro do corpo
o nosso centro
onde os dedos escorregam devagar
e logo tornam onde nesse
centro
õs dedos esfregam - correm
e voltam sem cessar
e então são os meus
já os teus dedos
e são meus dedos
já a tua boca
que vai sorvendo os lábios
dessa boca
que manipulo - conduzo
pensando em tua boca
Ardencia funda
planta em movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
em torno
em volta
no centro desses lábios
que a febre toma
engrossa
e vai cedendo a pouco e pouco
nos dedos e na palma
Maria Teresa Horta
o nosso centro
onde os dedos escorregam devagar
e logo tornam onde nesse
centro
õs dedos esfregam - correm
e voltam sem cessar
e então são os meus
já os teus dedos
e são meus dedos
já a tua boca
que vai sorvendo os lábios
dessa boca
que manipulo - conduzo
pensando em tua boca
Ardencia funda
planta em movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
em torno
em volta
no centro desses lábios
que a febre toma
engrossa
e vai cedendo a pouco e pouco
nos dedos e na palma
Maria Teresa Horta
Manoel de Barros vence Grande Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen 2009
O Grande Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen foi esta semana atribuído à colectânea "Compêndio para Uso dos Pássaros -- Poesia Reunida 1937-2004", do brasileiro Manoel de Barros, conhecido como "o poeta do Pantanal".
Com um valor pecuniário de 10 000 euros, o Prémio Sophia foi instituído em 2005 pela Câmara Municipal de S. João da Madeira, que, em parceria com a Associação Portuguesa de Escritores (APE), distingue bienalmente uma colectânea poética de autor português ou de país de língua oficial portuguesa.
Este ano, o júri constituído para o efeito seleccionou a obra de Manoel de Barros em "reconhecimento do lugar raro deste autor brasileiro no contexto das literaturas em português".
Cortesia de JN
Com um valor pecuniário de 10 000 euros, o Prémio Sophia foi instituído em 2005 pela Câmara Municipal de S. João da Madeira, que, em parceria com a Associação Portuguesa de Escritores (APE), distingue bienalmente uma colectânea poética de autor português ou de país de língua oficial portuguesa.
Este ano, o júri constituído para o efeito seleccionou a obra de Manoel de Barros em "reconhecimento do lugar raro deste autor brasileiro no contexto das literaturas em português".
Cortesia de JN
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