LIVRO RARO - Água de mel e manacá

ANDRADE, Irene Lucília. Água de mel e manacá. Porto: Campo das Letras, 2002. Colecção Autores da Madeira, Poesia, 3. 8°, orig. illus. wrps. 101, (1) pp. ISBN: 978-972-610-528-2.

Livro de poesia dividido em sete secções entituladas de:"A Cidade - 1.o dia"; "O Subúrbio - 2.o dia"; "O Retrato - 3.o dia"; "As Águas - 4.o dia"; "A Casa - 5.o dia"; "O Canto - 6.o dia"; "O Círculo - 7.o dia". A autora nasceu no Funchal, Madeira, em 1938.

Vision of Foust


















by Luis Ricardo Falero
Ciclo de Pintura Erótica-Poética - Quadro 18/19

A primeira aventura celeste do Senhor Antypirine (fragmento)

Nós declaramos que o automóvel é um sentimento
que já nos animou em demasia na lentidão das suas abstracções
e os transatlânticos e os ruídos e as ideias. Entretanto
exteriorizamos a felicidade, buscamos a essência central
e ficamos muito contentes por a esconder. Nós não queremos
contar as janelas das maravilhosas elites, pois que Dada
não existe para ninguém e queremos que todos percebam isso mesmo
uma vez que é da varanda de Dada, garanto-vos, que se podem ouvir
as marchas militares
e descer cortando o ar como um serafim nos balneários públicos
para urinar e compreender a parábola.
Dada não é loucura, nem sabedoria, nem ironia – olha para cá
a ver se me vês
gentil burguês.
A Arte era um jogo, uma noz, as criancinhas
juntavam as palavras com um guiso na ponta e depois choravam
gritavam a estrofe e calçavam-lhe botinhas de boneca e a estrofe
transformava-se em rainha para morrer um bocadinho
e a rainha transformava-se numa baleia e as crianças corriam
corriam até perder o fôlego.

Então chegaram os grandes embaixadores do sentimento
gritando historicamente em coro
psicologia psicologia ia ia
Ciência Ciência Ciência
viva a França!
Nós não somos ingénuos
nós somos sucessivos
nós não somos o contrário de exclusivos
de certeza que não somos simples
e sabemos perfeitamente discutir a inteligência.

Mas nós, Dada, nós não somos da sua opinião
visto a Arte ser uma coisa pouco séria
asseguro-vos
e se vos apontamos o Sul e o crime
para dizer empanturradamente ventilador
arte negra e sem humanidade
é para que o prazer vos sufoque
queridos ouvintes
amo-vos tanto tanto
asseguro-vos
e adoro-vos.

Tristan Tzara
(Tradução de Nicolau Saião)

Tavira recebe Teresa Rita Lopes na apresentação da sua nova obra poética «O Sul dos Meus Sonhos»

Teresa Rita Lopes apresentará o seu novo livro de poesia “O Sul do Meus Sonhos”, dia 30 de Janeiro, às 17 horas, no auditório da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira.

Algarvia de Faro, matriculou-se, no início dos anos 60, na Faculdade de Letras de Lisboa. Perseguida pela ditadura salazarista, exilou-se em Paris, onde estudou e foi professora na Sorbonne. Regressou a Portugal em 1976 e hoje é catedrática da Universidade Nova de Lisboa.

Considerada um dos maiores especialistas contemporâneos em Fernando Pessoa, centrou o seu trabalho académico na obra deste poeta e dedicou-se especialmente à divulgação da parte inédita da sua obra.

Das obras produzidas individualmente em português, destaca-se “Pessoa por conhecer” e uma edição crítica “Álvaro de Campos – Livro de Versos”. Organizou ainda várias exposições sobre Fernando Pessoa em Espanha, no Brasil e em França.

Tem-se dedicado igualmente à obra de Miguel Torga, sobre a qual tem vários ensaios, e, para além disso, tem colaborado regularmente em várias publicações literárias portuguesas e estrangeiras, quer no domínio do ensaio, quer da poesia.

No campo da poesia, tem três livros publicados e, no teatro tem peças publicadas e representadas em Portugal e no estrangeiro: França, Bélgica, Itália, Roménia, Alemanha.

Cortesia de Jornal Barlavento

Saráu «Samba e Poesia»

O Sarau "Samba e Poesia" ocorre neste sábado (30), a partir das 20h, no Teatro Municipal Maria Tereza Alves Viana, em Penápolis. O evento integra a programação do Carnaval 2010 da cidade e tem entrada franca para a população.

Uma das novidades é que além das apresentações artísticas serão eleitos durante o sarau o Rei Momo, a Rainha e Princesa do Carnaval Popular da cidade.

Segundo o organizador do evento, Luís Colevatti, já estão confirmadas três esquetes com os atores do Núcleo Municipal de Teatro, cujo tema é "Arlequim, Colombina e Pierrot" e uma performance musical da Escola de Samba Explosão da Folia. Muita música com Cleiton Christian e alunos do projeto "Confete, Serpentina, Samba e Alegria", sob a supervisão do instrutor Bigiga, completam as atividades do sarau.

"A programação ainda não está fechada. Portanto, aqueles que quiserem participar com dança, música, poesia ou qualquer outra performance carnavalesca, podem se inscrever no Teatro Municipal", destaca Colevatti. O Teatro Municipal fica na rua Manoel Foz, 235, Vila Aparecida. O telefone para contato é o 3652-5570.

TRIO DE MAJESTADES
Pela primeira vez, o Sarau "Samba e Poesia" também será palco para a eleição do Trio de Majestade do Carnaval 2010. Primeiramente, os 10 candidatos inscritos para Rei Momo e Rainha do Carnaval farão um desfile e mostrarão nas evoluções todo o ritmo carnavalesco que possuem.

Os critérios de avaliação são a simpatia, comunicação, postura, elegância, beleza e samba no pé. O resultado final será divulgado pelo júri técnico ao término das apresentações do sarau.

Os candidatos inscritos para Rei Momo são: Roger Francelino dos Santos, Nelito Silva de Oliveira, Marcelo de Oliveira, Luís Antônio de Sena Monteiro e Weslley dos Santos Borges. As candidatas para Rainha são Regiane Luzia de Souza Bento, Cristiane Bento da Silva, Kedna Aparecida Cassimiro, Talita Lorena Magalhães de Lima e Dayana Lisboa Rodrigues.

Cortesia de Folha da Região

Lisboa candidata-se a Capital Mundial do Livro 2013

No passado dia 18 de Janeiro, Manuel Maria Carrilho, embaixador português junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em declarações à imprensa, revelou que a cidade de Lisboa é candidata a Capital Mundial do Livro da UNESCO para 2013.

De acordo com Manuel Maria Carrilho, “o desafio da candidatura de Lisboa foi assumido após a ideia ter sido bem acolhida pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) e pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL)”.

Caso a candidatura tenha sucesso, está prevista a elaboração de um programa extenso de actividades, para o ano de 2013, associadas à promoção do livro e da leitura.

O embaixador português junto da UNESCO adiantou que a candidatura de Lisboa ficou definida após encontros recentes entre António Costa, Presidente da CML, e Paulo Teixeira Pinto, Presidente da APEL.

A iniciativa Capital Mundial do Livro foi lançada pela UNESCO em 2001, com Madrid. Desde então, a organização nomeou as cidades de Alexandria (Egipto), Nova Deli (Índia), Antuérpia (Bélgica), Montreal (Canadá), Turim (Itália), Bogotá (Colômbia), Amesterdão (Holanda), Beirute (Líbano), Ljubljana (Eslovénia) e Buenos Aires (Argentina).

Famalicão recebe Ana Luísa Amaral no Recital dos Ciclos de Música e Poesia

A Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, promove hoje o primeiro recital dos Ciclos de Música e Poesia deste ano. O recital de música é protagonizado pelo Doppio Ensemble, constituído pela violinista Evandra de Brito Gonçalves e pela pianista Ana Queirós. Este espectáculo realiza-se pelas 21h30, no auditório grande da Fundação. À mesma hora, no auditório pequeno, tem lugar o recital de poesia, com apresentação de Isaque Ferreira, tendo Ana Luísa Amaral como convidada.

Cortesia de Diário do Minho

Maria Azenha lança edição limitada da nova obra poética «De amor ardem os bosques»


A nova obra poética de Maria Azenha «De amor ardem os bosques» tem lançamento previsto para o final de Janeiro de 2010. A tiragem é de 250 exemplares, dos quais 50 são numerados e assinados pela autora. As reservas da obra podem ser feitas através do email: maria.azenha@gmail.com. Edição de autor e limitada.

Feira do Livro MBooks

Até 15 de Fevereiro de 2010 pode-se encontrar nas estações de Comboios do Cais do Sodré e do Rossio e nas estações do Metro da Alameda e da Baixa-Chiado, em Lisboa, mais de 500 títulos novos de dezenas de editoras diferentes e dos melhores autores nacionais e estrangeiros a um preço que varia entre 3€ e 7€.

MBooks 

BIO - Irene Lisboa


Irene Lisboa (n. Casal da Murzinheira, Arruda dos Vinhos, 1892; m. Lisboa, 1958), formada pela Escola Normal Primária de Lisboa, fez estudos de especialização na Bélgica, em França e na Suíça; foi professora do Ensino Infantil e depois Inspectora Orientadora desse grau de ensino, até ser afastada, primeiro para funções burocráticas, e depois definitivamente, por recusar um lugar em Braga (na prática, uma forma de exílio para uma pedagoga incómoda pelas suas ideias avançadas). Usou, entre outros de menor importância, o pseudónimo João Falco, que abandonou no início da década de quarenta. Ao longo da sua vasta obra, escreveu literatura para crianças e jovens, textos de pedagogia, crónicas e novelas centradas na descrição de quadros e personagens da vida comum, mas sempre dando passagem para o núcleo intimista e autobiográfico que unifica toda a obra, a começar pelos dois livros de poemas, de 36 e 37. Com as variações que os diferentes géneros implicam, pode dizer-se que o seu estilo é marcado pela oralidade e pela naturalidade, construídas como efeito retórico que rasura um aturado trabalho de escrita. Isto é desde logo visível nos livros para crianças e jovens, em que a oralidade, muito trabalhada, não se compadece com facilidades nem infantilismos, abordando as mais variadas temáticas de modo a que subjaz profunda informação pedagógica.

O estilo da autora de Solidão caracteriza-se por frases em geral curtas, apresentadas como fragmentos de diálogo ou de monólogo interior, ou então os textos parecem ser o registo imediatista de cenas vistas, mas a que as subtis intervenções críticas ou explicativas da voz narradora dão contornos de anotações fazendo-se ao ritmo da consciência. O próprio sistema de títulos e subtítulos dá indicações nesse sentido, ao usar termos como "apontamentos" e "notas", ou ao remeter para a matéria banal e insignificante; é o que sucede com o oxímoro o pouco e o muito, usado como título em 1956, ou com o verso de uma quadra popular que titula em 55 o livro para crianças Uma mão cheia de nada outra de coisa nenhuma. Junte-se a isto o uso do ritmo sincopado de um discurso cantabile, oralizante e próximo da corrente de consciência, em que o acto de contar é charneira entre o mundo e o eu; não lhe interessa definir exactamente o que escreve nem apresentar obra acabada, e por isso optou, primeiro, por provocatoriamente não distinguir verso e prosa ("Ao que vos parecer verso chamai verso e ao resto chamai prosa" é a abertura programática do livro de 1937), e mais tarde por publicar apenas crónica, conto ou novela – ou seja, géneros de cariz inacabado.

Nos volumes Esta cidade!, O pouco e o muito - Crónica urbana, Título qualquer serve para novelas e noveletas, Crónicas da Serra está patente a opção pelo tom e pelos géneros menores, com destaque para a crónica e para a narrativa curta, correspondendo a uma concepção muito atenta e pormenorizada do mundo, captado sobretudo pela percepção visual, aquela que melhor permite o distanciamento e o recolhimento do sujeito, revertendo o que observa e anota sobre o íntimo que progride e se ajusta. O efeito de naturalidade assim obtido constitui-se pela recusa dos traços de "composição" próprios do romance, que para Irene implica "deformação e teatralização do pequeno nó da realidade" de que parte, ao que contrapõe a intenção de apenas contar "casos que conheci, que me pus a desfiar tranquilamente" (cf. «Introdução» a Esta cidade!); nestes textos, concordes com certo verismo seu contemporâneo, pratica afinal a composição, mas não a do romance canónico: narrar "casos" ou instantâneos pressupõe selectividade, que o "desfiar tranquilamente" transforma em texto por operações de memória e agenciamento dos episódios subordinados ao regresso à intimidade do sujeito; Irene, aliás, acrescentou "Conto, exercito-me a analisar os casos e as criaturas", mostrando como, ao contar o real exterior, a narradora se exercita (tal como em certas práticas da espiritualidade), procurando as raízes e expansões do seu próprio eu.

No núcleo mais intimista tudo isto ganha maior evidência, a começar pelo hibridismo já referenciado de Um dia e outro dia – Diário de uma mulher e de Outono havias de vir...; em ambos assistimos já a uma tematização do tempo (frequentes vezes metaforizado pela água correndo e escoando-se), a uma reflexão sobre a própria escrita decorrendo da autoreflexividade e correspondendo a pausas nas actividades quotidianas da sobrevivência, e à prática de um estilo fragmentário, estruturado sobre um ritmo predominantemente curto; os poemas ordenam-se pela suspensão dos dias iguais num efeito de acumulação que, partindo do diário, o concebe de forma heterodoxa, sendo afinal o lugar de interrogação sobre a própria consciência de quem escreve. A mesma temática intimista e reflexiva é central em Solidão – Notas do punho de uma mulher, em Apontamentos e em Solidão - II, livros autobiográficos em que um sujeito mulher fala de si no vaivém entre o mundo dos outros e o eu íntimo, numa ductilidade que vai do lirismo de matriz bucólica de «Pastoral» à carta nunca enviada, às notações ou esboços de paisagens e de personagens (algumas delas desenvolvidas nos volumes de crónicas). A solidão traz como corolários o tom elegíaco, sobretudo ao tematizar a queixa e a ausência do amor, mas não impede nunca o olhar desapiedado sobre o mundo e sobre o eu, que se critica quando ocasionalmente cai na autocomplacência.

As novelas autobiográficas Começa uma vida e Voltar atrás para quê? contam os episódios fundadores da infância e da adolescência, nos quais radica este universo. À distância do tempo e da memória, eles narram a história de uma rapariguinha crescendo entre mistérios que rodeiam a sua origem, envolvendo-a na matriz disfórica de afectos desajustados: separada da mãe cerca dos três anos, vive com o pai e uma madrinha na quinta desta, estigmatizada por uma bastardia que o crescimento vem agudizar, não só pelas suas sequelas no imaginário da protagonista, mas pelas consequências práticas sobre a sua vida, vendo-se desprovida de bens materiais e sobretudo simbólicos (nunca reconhecida pelo pai e espoliada dos seus direitos por acção de gente ambiciosa e sem escrúpulos). Sendo uma história pessoal, um "caso", ela é também exemplar de um certo tempo português do começo do século XX, caracterizado pela decadência dos terratenentes e da burguesia promovida pelo dinheiro à custa do sacrifício dos mais fracos. Estas narrativas, de técnica fragmentária como todos os livros intimistas da autora, são exemplares do modo de representar uma consciência dilacerada que, mesmo por ser absolutamente moderno, é um dos factores da estranheza e do fascínio que Irene Lisboa vem causando em quem a lê.

O nome da autora de Solidão, na variedade e versatilidade de questões que aqui se apresentam sumariamente, constitui uma referência inegável para a compreensão da obra de outros escritores que podem filiar-se no seu pendor intimista e na sua atenção ao real das coisas pequenas e banais, com destaque para algumas escritoras - embora para Irene não haja uma distinção clara entre escrita feminina ou masculina (em Solidão, sumariza a questão definindo-a em termos de sensibilidade e não de distinção entre os géneros); ao mesmo tempo, o que escreveu permite, na linhagem (de que Irene está consciente) de Cesário Verde, Camilo Pessanha ou Fernando Pessoa, pensar uma tradição da literatura portuguesa que problematiza as relações entre consciência e mundo. Solidão é, nesse domínio, um marco indispensável.

Cortesia de IC

CITAÇÃO - Ezra Pound

O conceito de génio como semelhante à loucura tem sido cuidadosamente alimentado pelo complexo de inferioridade do público.

14ª Edição do Concurso «Dar Voz à Poesia»

A 14ª edição do Concurso «Dar Voz à Poesia», que tem o objectivos de premiar e divulgar trabalhos de poesia inéditos em Língua Portuguesa, está aberto ao envio de poemas até ao dia 26 de Março de 2010. O tema dos trabalhos é livre. Esta iniciativa é promovida pelo Município de Ovar e a Escola Secundária Júlio Dinis em colaboração com a Escola Secundária de Estarreja.

Regulamento

Cruzei os campos maninhos

Cruzei os campos maninhos
Onde os ciganos assentam
Seus arraiais cinza e ouro.
Pasci rebanhos de sombras
Montei cavalos de agouro.

Maria Ondina Braga

(poema enviado ao blog Poetícia pelo poeta Ernane Catroli)

2010 Cardiff International Poetry Competition

A poeta multi-galardoada e contista Jackie Kay e a editora de poesia do País de Gales Zoë Skoulding foram anunciadas como parte do júri para a 2010 Cardiff International Competition.

A competição é uma das mais reconhecidas na Grã-Bretanha e a que oferece o maior prémio monetário entre as competições deste género. O primeiro prémio vale £5,000; o segundo £500; o terceiro £250 e os restantes cinco primeiros recebem cada £50.

São aceites poemas inéditos escritos em língua inglesa por autores vivos de qualquer nacionalidade. Entrega de trabalhos até 29 de Janeiro de 2010.

Teologia

Não, a serpente não
Seduziu Eva com a maçã.
Tudo isso é simplesmente
Corrupção dos factos.

Adão comeu a maçã.
Eva comeu Adão.
A serpente comeu Eva.
É este o escuro intestino.

A serpente, entretanto,
Digere a refeição no paraíso –
Sorrindo ao ouvir
Deus rezingão a chamar.

Ted Hughes

Poesia em Vynil

Diabéticos, celíacos, crudíveros, ovolactovegetarianos e vampiros. Ter um amigo com uma dieta rígida condiciona a escolha de um restaurante. Felizmente, ainda não são conhecidas reacções alérgicas à poesia. A partir de quinta-feira o restaurante Vinyl, em Lisboa, acrescenta os versos do poeta valter hugo mãe, lidos por Fernando Alves, aos ingredientes do jantar. "Poesia em Vinyl" é uma iniciativa de promoção da poesia nacional que sugere versos a ser servidos como digestivos - e um concerto em cima disso tudo.

"O objectivo é mostrar às pessoas que a poesia e os poetas não são coisas complicadas, que podem vir ouvir a aprender num ambiente descontraído, de calças de ganga", garante Raquel Marinho, uma das duas pessoas à frente do projecto. Luís Filipe Cristóvão, poeta e livreiro é a outra metade da equipa e o maior responsável pela selecção dos poetas. "As escolhas baseiam-se sobretudo no meu gosto pessoal e na influência que esse nome já tenha no mundo literário", esclareceu o autor.

Há três condições essenciais (e até existenciais) para se ir àquele restaurante ler poesia: ter nascido na década de 70, em primeiro lugar; estar vivo, em segundo, e ser um autor publicado, em terceiro. "Arranjámos uma data que pudesse validar o que é isso de jovem poesia portuguesa e a partir daí escolher nomes de autores que já tivessem mais público e outros que precisassem de mais espaço", conclui Cristóvão. As escolhas de poetas vão ser contrabalançadas com as dos músicos, nomes escolhidos pela organização em parceria com a rádio Radar. "Procura-se assim um equilíbrio entre nomes mais conhecidos com outros a descobrir", aponta Raquel Marinho.

"Poesia em Vinyl" vai receber valter hugo mãe, nos versos, e JP Simões, nas canções, no arranque do projecto, quinta-feira. A obra de Pedro Mexia (lida por Ricardo Araújo Pereira), é a proposta para o mês de Fevereiro, seguido de música de Samuel Úria. Nos meses seguintes há autores consagrados como José Luís Peixoto e nomes a descobrir: Catarina Nunes de Almeida e Filipa Leal são "vozes femininas à partida difíceis de encontrar e que merecem ser lidas", justifica Luís Cristóvão.

Poetas e músicos não recebem nada por subir ao palco do Vinyl, restaurante no edifício da Orquestra Metropolitana, junto à antiga FIL, onde às segundas-feiras à noite se podem ouvir as jam sessions dos alunos da escola de jazz do Hot Clube de Lisboa. A iniciativa tem lugar uma vez por mês durante 12 meses, às 21h30, quando já está suficientemente escuro para ovolactovegetarianos e vampiros saírem de casa.

Cortesia de i

Poetícia com número de visitas histórico

No passado dia 17 de Janeiro de 2010, o blogue Poetícia registou o número histórico de 90 visitas.





















Obrigado a todos.

«O Tempo de Perfil» de Luísa Freire lançado amanhã

«O Tempo de Perfil», de Luísa Freire, será apresentado por Perfecto E. Cuadrado no próximo dia 19 de Janeiro, pelas 18h30, na Livraria Assírio & Alvim, editora que assume a edição. No dia seguinte, e até ao dia 20 de Fevereiro, estará no local uma exposição pictórica da escritora.

«Dos dezasseis títulos presentes neste volume (e que representam o trabalho poético de um quarto de século), apenas cinco foram já publicados anteriormente: «Verde-Nunca», Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1985; «Searas de Tempo, Digo Tu e Memórias da Cal», reunidos em Ciclo da Cal, Porto, Campo das Letras, 2003; Imagens Acidentais (juntamente com Imagens Orientais), Lisboa, Assírio & Alvim, 2003. De referir ainda que, por opção própria, ficam fora deste conjunto quatro outros títulos, escritos na década de 70 e publicados em 1979, 1980 e 1981.

Daqui se conclui não ser esta publicação uma poesia completa e, menos ainda, uma poesia reunida, já que a grande maioria dos títulos se manteve inédita até à presente data`, escreve Luísa Freire.

Cortesia de Diário Digital

Hoje lê-se Pessoa no Mosteiro dos Jerónimos

Hoje, dia 18 de Janeiro de 2010, lê-se poesia de Fernando Pessoa no Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa. A Minha Pátria é a Língua Portuguesa. Poemas de Fernando Pessoa (ortónimo e heterónimos) ditos pelo actor e declamador Nuno Miguel Henriques. Sessões às 11, 14 e 15:00. Acção organizada pelo Museu da Poesia e pelo IGESPAR.

Cortesia de DGLB

Encontro Internacional: Realismos antigos e novos

O Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade, o Instituto S. Tomás de Aquino e o TRIPLOV promovem o Encontro Internacional sobre o tema «Realismos: antigos e novos» a realizar no dia 6 de Fevereiro de 2010 no Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral (Calçada Bento da Rocha Cabral, 14 - 1250-047) em Lisboa.

INFO

Marguerite Au Sabbat



















by Pascal-Adolphe-Jean Dagnan-Bouveret

Ciclo de Pintura Erótica-Poética - Quadro 17/19

Close reading

Com as mãos fechadas tropeçamos
nas palavras que nem chegam à boca inteiras
Serão elas verdades ilusórias
ou ainda as coisas verdadeiras:

Objectos presentes do passado
em que molhamos as mãos primordiais
Objectos tão abjectos quando somos
o único presente e nada mais

Vertiginosamente recordamos
como foi beber do amor a sua água
Mas por que é que cerramos as mãos
como quem fecha os olhos?

Porque nos fascina o vidro do Inverno
os livros as roupas os corpos já ardidos
assim que novamente respiramos
o tempo em que fomos iludidos

Como fechamos as mãos ao amor
quando ele vem de madrugada e reacende
o tempo que era o nosso e o tremor
do instante em que tudo se concede

António Carlos Cortez

«A claridade» lançada hoje na Casa Fernando Pessoa

«Nesta obra, A Claridade, publicada em 2008, procuro um espaço ideal, mas secretamente ameaçado. É um desafio semelhante ao de Prometeu: um paraíso sem a mediação da morte. Por isso, a sua claridade é tão ofuscante quanto vazia.»

António Carlos Cortez apresenta o livro A Claridade (Casa do Sul), de Joel Henriques, hoje, dia 15 de Janeiro, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa.

Colecção «Portuguese Culture» Acessível Online

Da responsabilidade da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), com o patrocínio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), o projecto “Portuguese Culture” foi lançado no passado dia 5 de Janeiro numa sessão de apresentação na BNP e marca “uma iniciativa através da qual ambas as instituições reconhecem a importância de promover a internacionalização da cultura portuguesa”.

Segundo um comunicado da BNP, a nova colecção “compreenderá uma variedade de materiais digitalizados pertencentes aos acervos da BNP, como manuscritos e impressos, iconografia, cartografia, entre outros”, abrangendo obras de interesse histórico que se encontram no domínio público e outros conteúdos mais recentes.

Entre os conteúdos disponíveis em “Portuguese Culture” encontram-se livros sobre os descobrimentos, as campanhas inglesas em Portugal no tempo das invasões francesas, a partida da corte para o Brasil, “Os Lusíadas” ou três livros de poemas em língua inglesa de Fernando Pessoa. Vistas de Lisboa e outros lugares de Portugal, bem como mapas maioritariamente dos séculos XVIII e XIX, são outros conteúdos que integram o projecto.

A BNP prevê para este ano um crescimento substancial desta nova colecção especial da BND, um importante repositório e serviço de acesso em linha aos conteúdos digitais disponibilizados pela Biblioteca Nacional e ainda o único recurso de Portugal integrado na Europeana - Biblioteca Digital Europeia.

Ciclo de Literatura e Música no Teatro São Luiz

A literatura e a música estão em destaque, de Janeiro a Março, no São Luiz. Através do Ciclo Leituras e Música a obra de José Cardoso Pires é a primeira a ser analisada, durante o mês de Janeiro. Entre Fevereiro e Março, a poesia e a música preenchem cinco tardes no São Luiz.

Programa:

CARDOSO PIRES NO SÃO LUIZ
16, 23, 30 Jan
Sáb: 17h30
JARDIM DE INVERNO
Entrada livre M/6

As Publicações Dom Quixote assinalam a importante figura do panorama literário português do século XX que foi José Cardoso Pires. Romancista, contista, ensaísta, dramaturgo, jornalista, crítico e copy-writer de publicidade, José Augusto Neves Cardoso Pires nasceu a 2 de Outubro de 1925, na aldeia de São João do Peso, e viria a falecer a 26 de Outubro de 1998, em Lisboa, cidade que inspirou inúmeras crónicas e que habitou toda a sua obra literária.

16 Jan
ENCONTRO DE AMIGOS
Com Clara Ferreira Alves, António Lobo Antunes, Júlio Pomar, entre outros.

23 Jan
50º ANIVERSÁRIO DA PUBLICAÇÃO DE O RENDER DOS HERÓIS
Leitura Cármen Dolores e Ruy de Carvalho, actores que representaram na sua estreia (1965).

30 Jan
30º ANIVERSÁRIO DA PUBLICAÇÃO DE CORPO DELITO NA SALA DE ESPELHOS
Leitura Lia Gama, Mário Jacques, Rui Mendes e António Montez

POESIA E MÚSICA
6, 13, 20, 27 FEV/ 13 Mar
Sáb: 17h30
JARDIM DE INVERNO M/6

As palavras e a música preenchem cinco tardes no Jardim de Inverno. Recordamos cinco poetas através da sua cumplicidade com os actores que os lêem.

6 Fev
ALBERTO DE LACERDA POR JORGE SILVA MELO
João Aboim piano
Música W.A. Mozart

13 Fev
LUIZA NETO JORGE POR LUIS MIGUEL CINTRA
João Paulo Santos piano
Música Jorge Peixinho

20 Fev
MARIO CESARINY POR GRAÇA LOBO
Olga Pratts piano
Música Fernando Lopes Graça

27 Fev
SOPHIA DE MELLO BREYNER POR BEATRIZ BATARDA
Bernardo Sassetti piano
Música Bernardo Sassetti

13 Mar
HERBERTO HELDER POR MARIA JOÃO LUIS
Irene Lima violoncelo
Música J.S.Bach

PREÇÁRIO €5

CARTAS DE MOZART
19, 20 Mar
Sex, Sáb: 17h30
JARDIM DE INVERNO M/3

Mozart chegou a Viena em Março de 1781 com vinte e cinco anos de idade. As suas cartas retratam o contexto da época em que foram escritas. Mostram sobretudo como pensava e como reagia no quotidiano e de que forma se dirigia aos seus contemporâneos. De notar que o genial e irreverente compositor viveu apenas 35 anos de vida, tornando-se ainda assim um imortal. A reprodução de suas cartas revela um Mozart de espírito irreverente e brincalhão, em diversas ocasiões, criticando os excessos da nobreza de sua época ou sentindo-se injustiçado por não ter seu talento reconhecido.

Selecção Marco d’Almeida e Julia Jones
Direcção Musical Julia Jones
Leitura Marco d’Almeida
Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida por Julia Jones

PREÇÁRIO €10

Informações Úteis: 16 Jan a 20 Mar


Cortesia de Agenda Cultural de Lisboa

Seixal recebe recital de canto, poesia e piano

O Auditório Municipal, no Fórum Cultural do Seixal recebe, na próxima sexta-feira, dia 15, às 21.30 horas, um Recital de Canto, Poesia e Piano com Leonor e Carla Seixas e Larissa G. Savchenko.

As artistas vão interpretar obras de Schumann, Verdi, Bizet, Pedro Sequeira, Chopin e Saint-Saens, com textos de Eugénio de Andrade, Jorge de Sena, Nuno Júdice, Roberto de Mesquita e outros.

O espectáculo é para maiores de 4 anos e o custo de cada ingresso é de 8 euros.

Cortesia de Rostos.pt

Inclina para Ti, ó Deus

Inclina para Ti, ó Deus
aquele pouco que quiseste eu fosse.

De minha pobre existência suplico
toma os anos
que me restam.

Quanto aos anos que se perderam
experimento humilhação e desgosto,
não desprezes meu pranto.

Em mim não há senão
o desejo da Tua sabedoria
meu coração é agora
minha única oferta.

Bernardo de Claraval

Natal Penicheiro

O Inverno chegou em força mas, como é sempre tempo de poesia, a Biblioteca Municipal de Peniche irá realizar a quarta e última sessão do Ciclo Estações de Poesia no próximo dia 15 de Janeiro de 2010, pelas 21:30 h.

Anteriormente prevista para dia 8, não terá lugar nesta data em virtude de coincidir com uma actividade do Natal Penicheiro.

Depois de “Poesia em flor!”, a 21 de Março, de “Verão que é a poesia!”, a 26 de Junho, e “Folhas de poesia”a 2 de Outubro de 2009, esta quarta sessão do Ciclo não será, naturalmente, a última noite de poesia na Biblioteca.

Efectivamente, recuperando o conceito “Poesia na Garagem (noites mensais de poesia na garagem da Biblioteca), estão já previstas outras noites em que a poesia será protagonista. A actividade terá lugar nas últimas 6ªs feiras de cada mês, estando já asseguradas as datas de 26 de Fevereiro e 26 de Março de 2010.

Cortesia de Jornal de Peniche

Klobucka lança «O Formato Mulher»


O livro «O Formato Mulher - A Emergência da Autoria Feminina na Poesia Portuguesa», de Anna M. Klobucka e editado pela Angelus Novus, será apresentado por Rosa Maria Martelo no Clube Literário do Porto no próximo dia 12 de Janeiro, pelas 18h30.

«Ao longo dos últimos cem anos, deixou de ser exclusivo no palco da literatura portuguesa o protagonismo do “sujeito masculino que nos escreve”, no dizer de Eduardo Lourenço. Com rigor teórico, informação histórica minuciosa e por meio de uma série de leituras de textos de referência, «O Formato Mulher» examina as circunstâncias e as consequências da emergência da autoria feminina no campo cultural da poesia portuguesa moderna, detendo-se nas grandes figuras que elege: Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner Andresen, Maria Teresa Horta, Luiza Neto Jorge, Ana Luísa Amaral e Adília Lopes»

Cortesia de Diário Digital

CITAÇÃO - Gerard de Nerval

Correctamente foi dito que nada é sem importância, nada é impotente no universo; um único átomo pode dissolver tudo, e salvar tudo! Que terror! Aí reside a eterna distinção entre o bem e o mal.

Tradução de contos extraídos de «Os Passos em Volta» vence 1ª edição do Prémio Hieronymitae Praguenses

A tradução para checo de alguns contos extraídos de ‘Os Passos em Volta’, de Herberto Hélder, efectuada por Juraj Štubner, venceu a 1ª edição do "Prémio Hieronymitae Praguenses" de tradução literária de obras em língua portuguesa.

O prémio, que visa galardoar anualmente os três melhores trabalhos de jovens tradutores lusitanistas checos até aos 30 anos de idade, é uma iniciativa do Instituto de Estudos Românicos da Faculdade de Letras da Universidade Carolina de Praga, em cooperação com o Instituto Camões (IC).
Os Vencedores


A cerimónia pública de entrega do prémio teve lugar quarta-feira na sede do Centro de Língua Portuguesa/IC e acolheu representantes de diversas instituições, designadamente das diversas faculdades checas onde se ensina o Português, da Câmara dos Tradutores Checos e da Rádio Nacional Checa, que entrevistou os vencedores.

Aberto a todas as literaturas de expressão portuguesa, a edição 2009 do Prémio viu seleccionadas para concurso oito traduções (sete em prosa e uma em poesia) de excertos de obras produzidas por Herberto Hélder, Sophia de Melo Breyner Andresen, Jorge de Sena, Miguel Torga, Branquinho da Fonseca, José Saramago, Hélia Correia e Inês Pedrosa.

Na opinião de Joaquim Coelho Ramos, responsável pelo Centro de Língua Portuguesa/IC de Praga, as traduções apresentadas a concurso mostraram «à partida, o grande interesse dos jovens lusitanistas checos pela literatura portuguesa contemporânea».

O júri – composto pelas professoras Marie Havlíková (Univ. de Pilsen), Silvie Špánková (Univ. Masaryk de Brno), Vlasta Dufková (Univ. Carolina de Praga), Zuzana Burianová (Univ. Palacký de Olomouc) e Šárka Grauová (Univ. Carolina de Praga, que presidiu), tradutoras e especialistas em diversas áreas das literaturas portuguesa, brasileira e africanas lusófonas – atribuiu o segundo lugar a Julia Drobna, pela tradução de excertos de Bichos, de Miguel Torga, e o terceiro lugar a Alena Dostálová, que trabalhou sobre O Físico Prodigioso, de Jorge de Sena.

Segundo a presidente do Júri, Šárka Grauová, «perante a qualidade da generalidade dos trabalhos e na impossibilidade de atribuir prémios a todos», foi ainda decidido atribuir uma menção honrosa a Barbora Kraftová, pela tradução de excertos de O Barão, de Branquinho da Fonseca, como forma de reconhecimento e motivação especial.

«A iniciativa contribui para a divulgação do talento e para a inserção destes jovens tradutores no mercado de trabalho especializado, sendo que alguns deles já receberam convites para apresentarem traduções em revistas literárias e chamaram a atenção de diversas casas editoras na República Checa e na Eslováquia», afirmou Joaquim Coelho Ramos.

Cortesia de IC

Jô Soares em Lisboa com show de poesia no Teatro Villaret

A poesia de Fernando Pessoa não poderia ser tão homenageada quanto será, de 29 de Janeiro a 7 de Fevereiro de 2010, no Teatro Villaret, em Lisboa.

A homenagem será prestada pelo humorista brasileiro Jô Soares, um grande apreciador da obra do poeta português. Já tendo trazido a Portugal vários espectáculos de humor ao vivo desta feita retorna à capital lusitana para apresentar um trabalho onde ‘diz’ doze textos do poeta modernista português.

O espectáculo baseia-se no CD ‘Remix em Pessoa’, que Jô Soares gravou em 2007 e com o qual se apresentou no Brasil com grande êxito.

Para além dos poemas propriamente ditos, o espetáculo conta também com uma componente musical, percorrendo géneros variados, do hip hop à música erudita, do jazz às valsas.

Depois do Rio de Janeiro e São Paulo, Remix em Lisboa’ estará em cena para deleite do público em geral.

Cortesia de Vooz

Ó virtude da Sapiência

Antífona

Ó virtude da Sapiência,
em anel circundaste
envolvendo o mundo,
na única via da vida,
tens três asas:
a primeira voa no alto,
a segunda da terra esvoaça,
a terceira por todos os lados voeja.
Louvor a Ti, ó Sapiência, como é justo.

Hildegard von Bingen

Nafta

Ah Jean Dubuffet
quando se pensa nele
cumprindo o serviço militar na Torre Eiffel
como meteorologista
em 1922
compreende-se como pode ser maravilhoso
o século 20
e os imponentes Iroqueses nos carris
altivos e a pé firme
nus como seria de esperar
ligeiramente etéreos
como um Sonia Delaunay
há uma parábola de velocidade
algures atrás dos olhos dos Índios
inventaram o século com os seus cavalos
e as suas costas frágeis
que são escuras
[...]

Frank O'Hara

Entrevista a Aurelino Costa

Aurelino Costa transmite-nos de uma forma admiravelmente impressiva a mensagem dos poetas. Nomeadamente a de Miguel Torga. A Junção da música improvisada à solidez dos textos escritos torna-se quase intuitiva, tão natural no calor de um palco como na teórica frieza de um estúdio de gravação. Por tudo isto é sempre para mim uma experiência fascinante trabalhar em conjunto com este extraordinário declamador. Assim escreveu o maestro António Victorino D’Almeida, que acompanha ao piano o poeta poveiro, no CD de poesia de Miguel Torga.


A Voz da Póvoa – Depois de José Régio porquê a poesia de Miguel Torga?


Aurelino Costa – Foi um convite da editora Numérica e da casa Miguel Torga, em Coimbra. Trata-se de uma viagem sobre a obra de Torga que está indissociável à sua própria vida, ao seu tempo e para lá dele. A selecção de textos é feita por mim com total liberdade. A intenção é celebrar a obra do poeta.


A.V.P. – Nesta relação com o maestro nunca há um trabalho de ensaio?


A.C. – Não. Como compositor o maestro é um criativo, do momento, da hora. Todos os recitais são diferentes, mesmo quando os poemas são os mesmos. Nesta sintonia, a árvore começa a frutificar os sons e as palavras. Neste mundo da arte, o mínimo que se exige é o acrescento, sem ele não existe arte no contemporâneo, pode existir imitações.


A.V.P. – No recital há que contar com o acto criativo do indivíduo que diz?


A.C. – Dizer não é só comunicar, temos que transmitir a cor, o cheiro, tem que haver propósitos de ternura ou explosivos. O texto entra-nos no corpo, é um dizer por dentro, um estar em substância. É isso que provoca o sonho e o espanto de quem nos ouve. Para se vingar do seu tempo, o criador tem que criar uma identidade própria.


A.V.P. – Porque é que o Aurelino poeta edita pouco?


A.C. – Na arte o tempo é o mais sensato. O poeta ou o escritor começa, numa determinada altura da sua vida, a tomar consciência dessa personagem que está dentro dele. O poeta é o estando, às vezes está-se poeta. Quando aparece a poesia é por factores estranhos à razão. Há que dizer o que não está dito, pelo menos dizer de outra maneira.


A.V.P. – Não receia que a sua escrita possa beber dos poetas que diz?


A.C. – Sei perfeitamente separar. Se há algum pingo que cheira a este ou aquele poeta é preciso retirá-lo. No estudo que faço da obra dos poetas, da sua meditação, dou-lhes tempo, espaço e respirações da minha própria vida. Não vou em modas nem modismos. Fundamentalmente a poesia reside no não fingimento, no promontório de dor que falava o Raul Brandão, no Humos.


A.V.P. – Depois do Filme de Tabajara Ruas, vai voltar a contracenar?


A.C. – Fiz uma personagem no filme “o General Neto e o Domador de Cavalos” e, irei participar no filme, os Senhores da Guerra, que começa a ser rodado em Março de 2010. Não me sinto actor. Ser actor exige muito mais trabalho. No dizer estou vestido de poesia, não há uma pauta que me guia, e o actor tem sempre que se despir de si, para vestir o personagem.


A.V.P. – O poema Lusitânia do Bairro Latino, de António Nobre, é como um filme?


A.C. – Esse poema ficou-me sempre inteiro na alma. Vivi sempre a sensação de um filme, de um peregrinar pelo mar. Desenhou-se a ideia de uma curta-metragem, com 20 a 30 minutos. Já temos algum trabalho feito, no fim do próximo ano poderá estar pronto a rodar. É uma homenagem aos pescadores do António Nobre. O poema é uma obra de arte e, a ideia é partir do poema para outra obra de arte, estilizar um outro.

Cortesia de A Voz da Póvoa

10º Festival Al-Mutamid celebra o rei poeta

A cidade de Loulé volta a estar na rota do Festival de Música Al-Mutamid e este ano o evento arranca mesmo no Convento de Santo António, dia 16 de Janeiro, pelas 21h30, com um espectáculo do grupo Beth Nahrin, que irá trazer músicas do Magrebe e Médio Oriente.

Mesopotâmia (do antigo aramaico Beth Nahrin “Entre rios”) é o nome pelo qual é conhecida a Zona do Próximo Oriente entre os rios Tigre e Eufrates e que coincide aproximadamente com as áreas não desérticas do actual Iraque.

Beth Nahrin é também o nome de um grupo de música que tem como referência o laudista e cantor iraquiano – Khalid Kaki.

Khalid e o grupo Beth Nahrin apresentam um programa baseado na música tradicional de Iraque que se inspira em poemas místicos da tradição árabe, persa e curda.

Khalid Kaki (oud árabe e voz) far-se-á acompanhar por Jawad Ibix (violino), Salagh Sabbagh (darbouka e deff), Luis Aalae (deff) e Sonia Alejandre (dança oriental).

O Festival de Música Al-Mutamid, que assinala dez anos de existência, pretende recordar o rei poeta Al-Mutamid, filho e sucessor do rei de Sevilha Al-Mutadid. Muhammad Ibn Abbad (Al-Mutamid) nasceu em Beja (1040) e foi nomeado governador de Silves com apenas 12 anos, tendo aí passado uma juventude refinada.

Em 1069 acedeu ao trono de Sevilha, o reino mais forte entre os que surgiram em Al-Andaluz após a queda do Califato de Córdoba.

Em 1088 foi destronado pelos almorávides e recluído em Agmat, a sul de Marrakech onde viria a falecer em 1095.

O seu túmulo, conservado até hoje, tornou-se símbolo dos mais belos tempos de Al-Andaluz.

Excelente poeta, “Al-Mutamid foi o mais lberal, magnânime e poderoso de todos os taifas de Al-Andaluz. O seu palácio foi a pousada dos peregrinos, o ponto de reunião de todos os engenhosos, o centro a donde se dirigiam todas as esperanças…” (Ibn Jaqan).

A música e a poesia acompanhavam em Al-Andaluz qualquer festejo. Os habitantes do sul de Al-Andaluz, em particular de Sevilha, eram elogiados pela sua habilidade na interpretação de vários instrumentos: o alaúde, a cítara, a harpa, a guitarra e as flautas.

Durante as festas nocturnas organizadas em Silves, Sevilha e outras cidades, oferecia-se aos convidados um espectáculo de canto e baile, ao som de uma orquestra formada por homens e mulheres.

Deste modo, o que se pretende com este Festival é dar a conhecer ao espectador o que foi a música andalusa, com actuações de grupos que se especializaram no resgate dos sons de Al-Andaluz: música árabe, em especial de Marrocos, e grupos que interpretam com esmero a rica tradição do oriente muçulmano, bem como peças do medievo e renascimento europeus.

Esta iniciativa visa resgatar e divulgar a música e a poesia que durante séculos inundou bazares, medinas e palácios, mas também responder a uma oferta turística dotada de peso cultural, complemento das ofertas tradicionais, dando a conhecer povoações e outros lugares de interesse que, por diversas razões, estão ligadas à civilização andalusa.

Cortesia de Barlavento

Brooklyn: refúgio e cenário

Artistas plásticos, músicos, poetas e escritores encontram no Brooklyn refúgio e cenário e dali partem para expedições ultramarinas na Califórnia, na Índia, na França, na América Latina, na África, a book tour perhaps. Discussões literárias, conversas boêmias, propostas, idéias para livros em ebulição: the Brooklyn follies estão aí para ficar. Os agentes literários se distinguem pelas pilhas de manuscritos e contratos que carregam soltos, arriscando-se no vento forte de inverno, tudo vale pelo próximo bestseller, as páginas podem voar como pombos ousados. Os americanos têm a capacidade de transformar a arte em business talk, mesmo que façam small talk, as they say. Escritores, alguns personas mascaradas pela mídia, e poetas, verdadeiros heróis na odisséia pela poesia sobrevivente são protagonistas na tal história.

Agentes literários estabanados, com os cabelos em desconcerto, trocam figurinhas pelas ruas do bairro. As editoras gigantescas verdadeiros king kongs a pular de um empire state visível à distância buscam nova identidade. Em contraponto, a insurgência de pequenas editoras e escritores emergentes, pequenas bolhas a ponto de estourar como os “brics”. Walt Whitman ali começou a sua carreira na prensa. As alterações climáticas são inegáveis, em todas as suas frentes.

A agente na mesa vizinha é uma mulher pachorrenta, daquelas cujo rosto não perde o suor engordurado, o cabelo vem preso em um elástico de borracha na pressa de cumprir o horário com o cliente, um senhor idoso de barba branca bem aparada (a semelhança com o bom velhinho natalino faz-se inegável), ele agita as mãos trêmulas, tem as unhas bem tratadas e compridas. Os dois decidem dividir a conta após um sanduíche de baguette e brie, metade para cada um. É possível ler-se Proust sem o conhecimento do idioma francês, indaga o escritor. É possível considerar-se conhecedor de queijos franceses havendo apenas experimentado versões pasteurisadas?, questiono. Os nomes de ambos restam anônimos, não há de se revelar segredos nos canais virtuais. A conversa se encerra: o mercado editorial encontra-se em queda espiral, há de se contactar a New York Review of Books e discutir-se este tema aflito.

A ponte que liga o Brooklyn a Manhattan desde 1883 simboliza a modernidade e foi homenageada por Jack Kerouac em Brooklyn Bridge Blues. Para os amantes da literatura, os livros não podem deixar de existir, não importa a forma, o barro se molda. Nas brownstones do Brooklyn, labutam escritores de origem anglo-saxã, com a sua prosa ultra-realista; europeus em busca de contemporaneidade vis-à-vis o “velho continente”; asiáticos na mélange milenar; africanos, inclusive muçulmanos, expondo os conflitos que os circundam; e latino-americanos, caribenhos inclusos, a tocar nas palavras com fantasia tropical. Em alguma casa durante o verão, estudantes se reúnem para debater Proust sob a tutela do escritor cuja identidade guardamos.

Dentre os encontros mais disputados no Brooklyn, salientam-se os almoços com Paul Auster, autor da Trilogia de Nova York e do recém lançado Invisível. Ricky Moody introduz Auster ao público elogiando-o pela generosidade como mentor. Auster leciona em cursos de escrita criativa, não faz segredos do ofício (embora a prosa de Auster não chegue a impressionar, críticos como James Wood acusam-no de pecar pela ausência de silêncio em suas palavras e uso abundante de clichês que pouco espaço deixam ao leitor, e muito embora, os livros de Ricky Moody restrinjam-se a um público determinado). Uma confraria, no entanto, pulsa nas margens do East River. O poeta Philippe Levine é um daqueles a transformar em versos as caminhadas por Brooklyn Heights, a misturar a universalidade desta ponta de mundo com o hoje e agora. Os seus poemas tratam da falência de Detroit, das cidades fantasma no countryside inglês, do impacto da segunda guerra mundial, de internações hospitalares, das formações montanhosas da Califórnia, dos vazios da Austrália. A prosa de Carmen Bullosa, outra brooklynite, busca uma comunhão entre os dois mundos da autora, imigrantes mexicanos/latinos experimentam Nova York, em seu livro de contos El Fantasma y el poeta, aparições tocam a Ruben Dario e à autora na Dean Street, Brooklyn. O livro verte sobre temas variados desde a presença de Santa Teresa em um hospital metropolitano a uma mulher solitária perseguida por um telefonema misterioso. Amitav Ghosh escreve do Brooklyn e da Índia sobre os mares de papoulas, aventureiros, navios, palácios de vidro, a trilogia do Íbis.

Nas primaveras, um grupo de afetos sai da Poets House em Manhattan para uma caminhada em que se atravessa a Brooklyn Bridge na sola do sapato enquanto são lidos poemas e prosa inspirados no monumento. Há de se esperar o passar da brisa cortante para se desfrutar em 2010 de uma nova aventura em que se transponha fronteiras físicas e metafísicas quais as experimentadas pela barca a ligar lado a lado de duas cidades, de dois mundos simbióticos, precedendo a construção magnificente.

Cortesia de PNETLiteratura

Pluresia

Pluresia é resultado da oficina poesia visual, ministrada em cinco encontros na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, no período de outubro/novembro de 2009.

Expor o grupo à poesia visual e suas várias hibridizações com outras linguagens e incentivar a criação conjunta são modos de trabalho que refletem pontos fundamentais das atividades desenvolvidas há dois anos e meio pelo Coletivo Dulcinéia Catadora. Trocas, interações, leituras, tudo contribuiu para o processo de criação e construção coletiva de significados.

Fotos da produção compõem Pluresia. Registro de um trabalho de criação diversificado, rico em sua pluralidade, que ganhou força a cada encontro. Mais ação que intenção. Mais encantamento e vibração coletiva que elaboração racional. Neste trabalho, momentos de puro prazer – viver pleno. Oxalá, nunca se cale.

Coletivo Dulcinéia Catadora


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Em vão o menino tentava

Em vão o menino tentava
Segurar uma gota de orvalho
Entre o polegar e o indicador

Issa Kobayashi

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