1ª Edição do Letras em Lisboa

Portugal, Brasil, África: o princípio da aliança
9 e 10 de Abril na Casa Fernando Pessoa
De 11 a 13 de Abril no Teatro de S. Luiz

Inserido no ciclo Outras Lisboas, organizado pelo Teatro São Luiz, o Letras em Lisboa é um encontro de quatro dias que tem por objectivo debater a literatura em todos os seus aspectos. O evento é uma versão portuguesa do Fórum das Letras, que tem lugar em Ouro Preto, todos os anos, no mês de Novembro, realizado pela Universidade Federal de Ouro Preto. Alguns dos mais importantes escritores lusófonos encontrar-se-ão em Lisboa, de 10 a 13 de Abril, para discutir a identidade e a diversidade da literatura dos países de língua portuguesa.

Cortesia de CFP

BIO - António Botto


Poeta português, natural de Concavada, Abrantes, e que mais tarde se estabeleceu no bairro de Alfama, em Lisboa. Fernando Pessoa, de quem foi amigo, Gaspar Simões e José Régio escreveram, ao longo dos anos 20 e 30, vários artigos sobre a sua poesia. Estreou-se, no mundo da literatura, com as colectâneas poéticas Trovas (1917), Cantigas de Saudade (1918) e Cantares (1919), celebrizando-se com a publicação de Canções (1921), que Fernando Pessoa traduziria para inglês em 1930. A segunda edição desta obra, datada de 1922, foi apreendida, tornando-o num poeta maldito. Em 1930 surgiu uma terceira edição que englobava os livros de poemas Motivos de Beleza (1923), Curiosidades Estéticas (1924), Pequenas Esculturas (1925), Olímpiadas (1927) e Dandismo (1928) aos quais, dez anos depois, numa quinta edição, seriam acrescentados Ciúme (1934), Baionetas da Morte (1936), A Vida Que Te Dei (1938) e Os Sonetos (1938), livros entretanto publicados. As obras poéticas O Livro do Povo (1944) e Fátima — Poema do Mundo (1955) permaneceram excluídas de todas estas edições. A sua poesia caracteriza-se por algum decadentismo, associado à tendência modernista de vivência do quotidiano, pelo sentido do ritmo e a limpidez do estilo. Alguns dos seus melhores momentos poéticos estão nas descrições do quotidiano cinzento do bairro de Alfama ou na celebração da beleza masculina. Para além da poesia, Botto dedicou-se também à ficção, género que dominava com bastante à vontade e do qual se destacam as obras António (1933), Isto Sucedeu Assim (1940), Os Contos de António Botto (histórias para crianças, de 1942) e Ele Que Diga se Eu Minto (1945). Escreveu ainda a peça de teatro, em três actos, Alfama (1933), e colaborou com Fernando Pessoa numa Antologia de Poemas Portugueses Modernos.

Exposição de Poesia Visual Ana Hatherly

O Centro Cultural de Belém realiza a Exposição de poesia visual de Ana Hatherly na Galeria Mário Césariny com abertura ao público de 22 de Março a 20 de Abril 2008 nos seguintes horários:


Dia 22 de Março > das 12:00 - 19:00
De 2ª a 6ª > das 14:00 às 18:00
Sábado, Domingo e Feriados > das 14:00 às 20:00

CITAÇÃO - Novalis

Existimos em relação com todos os pontos do universo, tal como com o futuro e com o passado. É só da direcção e da duração da nossa atenção observadora que depende a questão de sabermos que relação preferimos cultivar, que relação será para nós a mais importante e a mais activa.

III Bienal de Poesia de Silves

SILVES. 25-27 de Abril de 2008

Programa


Dia 25 - Sexta Feira

9h30 - Visita ao Concelho de Silves
13h00 - Almoço
15h00 - Inauguração da Exposição de Pintura De Marta Jacinto
16h00 - Início dos Trabalhos

Mesa Redonda
Poesia, Poeta, Poema
“Não adianta aprender as regras, se é que as há, rigorosamente, como querem os fundamentalistas. O ritmo está mesmo é no sopro do poeta”.- Dora Ferreira da Silva
Intervenientes:
Aida Monteiro, António Simões, João Rasteiro, Marco Alexandre Rebelo, Maria Azenha, Maria Gomes
Moderador: Luis Carlos de Abreu

Deambulações poéticas pelo grupo Experiment’arte

17h30 - Pausa para Café
18h00 - Conclusões
20h00 - Jantar
22h00 - Lançamento da Antologia
Leituras por Marta Vargas

Dia 26 - Sábado

9h30 - Visita guiada à Cidade de Silves
13h00 - Almoço
16h00 - Início dos trabalhos

Mesa Redonda
Por que motivo continuam os homens a escrever Poesia?
“A poesia está em toda a manifestação artístíca, transmite o sentimento de plenitude, e o poema pode ser apenas, produto de um versejar”.- Octávio Paz
Intervenientes:
Bruno béu, Eduardo Pitta, José Ribeiro Marto, Maria Toscano, Rui Mendes, Teresa Tudela
Moderador: Paulo Penisga

Deambulações poéticas pelo grupo Experiment’Arte

17h00 - Pausa para café
18h00 - Conclusões
20H00 - Jantar
22h00 - “Os Tons da Palavra” - con vivências & con ivências culturais

Dia 27 - Domingo

16h00- Início dos trabalhos

Mesa Redonda
Democratização da poesia ou banalização da palavra.
“ Nos tempos dourados aprendi duas palavras, que acabaram tendo tanta importância no meu ofício, a palavra liberdade e a palavra justiça.-Lygia Fagundes Telles
Intervenientes:
Luís Serrano, Maria Estela Guedes, Manuela Domingos, Manuel Madeira, Maria do Sameiro Barroso, Porfírio Al Brandão
Moderador:
Silvestre Raposo

Deambulações poéticas pelo grupo Experiment’arte

17h30 - Pausa para café
18h00 - O Poeta da Palavra Vida
Homenagem a Urbano Tavares Rodrigues
Lição de Sapiência por Domingos Lobo
20h00 - Jantar de Encerramento
22h00 - "Palavras Interditas" - recital poético-musical pelo Grupo Experiment'arte

"A casa da minha infância foi um «monte» alentejano, próximo do rio Ardila, a cerca de quatro quilómetros da branca cidade de Moura.A frontaria dava para um pátio empedrado, de onde ainda se vêem, num alto, a eira, e mais perto, outras construções: a habitação do feitor, a cavalariça, a vacaria, o galinheiro, o curral dos porcos, o alpendre onde guardavam o trem, o churrião e vários carros de lavoura e alfaias agrícolas, a Charrua, a debulhadora, o trilho...A toda a volta da casa mansas oliveiras, quase cinzentas por tempo fosco, mas de prata quando o sol se mostra. E, quase encostada à casa, as olaias, muito visitadas pelos pardais sobretudo à noitinha, e a suave glicínia, trepando por uma parede caiada, junto a janelas de grega do quarto dos meus pais.Foi nesse cenário rústico, que de Inverno acordava muitas vezes branco de geada e onde a Primavera vinha cedo, de ouro e azul, sobre a verde germinação das searas, que decorreram os anos mágicos da minha infância, escutando os cantos e os dizeres dos camponeses, brincando com os pastorinhos das ovelhas e das vacas, galopando pelos montados do outro lado do rio, escalando cabeços cobertos de estevas e mistério(...)" - Urbano Tavares Rodrigues

A Exposição, as Mesas Redondas, o Lançamento da Antologia e a Homenagem a Urbano Tavares Rodrigues decorrerão na Bibilioteca Municipal de Silves.

Nascimento

Montanhas: negror, neblina e neve.
Vermelha, a caça desce a floresta;
Oh, os olhares de musgo da presa.

Silêncio da mãe; sob pinheiros negros
Abrem-se as mãos dormentes
Quando, vencida, aparece a fria lua.

Oh, o nascimento do Homem. Nocturna murmura
A água azul no fundo da rocha;
O anjo decaído olha em suspiros sua imagem,

E pálido corpo desperta em câmara húmida.
Duas luas

Iluminam os olhos da anciã pétrea.

Dor, grito que dá à luz. Com asa negra
A noite toca a têmpora do menino,
Neve que desce de nuvem purpúrea.

Georg Trakl

Nova Iorque: “Lusophone Cultures And Literatures"

Entre 25 e 29 de Março, a professora Ana Maria Martinho, da Universidade da Califórnia em Berkley, dinamiza um seminário de doutoramento no Graduate Center, The City University Of New York, intitulado "Lusophone cultures and literatures: from colonial history to nationalism". A matrícula deste seminário está aberta aos alunos que seguem o doutoramento nas universidades de Columbia e New York University. Esta actividade surge associada ao convénio de colaboração entre o Instituto Camões e o Graduate Center da CUNY.

INFO: http://www.gc.cuny.edu/

A Noite Abre os Meus Olhos

A propósito do Dia Mundial da Poesia (21 de Março), a Livraria Arquivo realiza dia 5 de Abril (sábado), pelas 18 horas, um Encontro de Poesia intitulado A Noite Abre os Meus Olhos. A sessão contará com a presença dos poetas Ana Marques Gastão, Francisco José Viegas, Gastão Cruz (Grande Prémio de Poesia APE 2007), Jorge Reis-Sá, Luís Falcão, Orlando Cardoso, Paulo Tavares, Pedro Sena-Lino e Amélia Pais, que fará a apresentação. Os poetas irão partilhar alguns dos seus poemas preferidos, outros que já publicaram e quem sabe até alguns inéditos.

Cortesia de CFP

Empédocles

Procuras a vida, procuras, e um fogo divino,
Vindo do fundo da terra, jorra e brilha em ti;
E tu, numa ânsia arrepiante, atiras-te para o
Fundo do Etna em flamas.

Assim, fundi no vinho as pérolas do excesso
Da rainha; pois ela o desejou!
Ó poeta, não tivesses tu imolado a tua
Riqueza na fermentação do cálix!

Para mim, porém, és santo como o poder
Da terra que te tomou, ó morto temerário!
E, se o amor não me impedisse, desejava
Seguir o herói até às profundezas.

Friedrich Hölderlin

Candidaturas aos Programas de Bolsas do Instituto Camões

Estão abertas as candidaturas aos Programas de Bolsas do Instituto Camões, para o ano lectivo de 2008/2009, que irão decorrer entre os dias 5 e 31 de Março, nos termos definidos no respectivo regulamento. As candidaturas deverão ser realizadas online, através do preenchimento de um formulário electrónico.

Cursos Anuais de Língua e Cultura Portuguesas
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/bolsas2008/bolsas_anuais/index.html
Programa de Bolsas Instituto Camões / Fundação Eça de Queiroz
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/bolsas2008/bolsas_ecaqueiroz/index.html
Programa de Bolsas de Investigação
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/bolsas2008/bolsas_investig/index.html
Programa de Bolsas Língua Portuguesa
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/bolsas2008/bolsas_lingua/index.html
Programa Pessoa
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/bolsas2008/bolsas_pessoa/index.html
Programa Vieira
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/bolsas2008/bolsas_vieira/index.html

Feliz Dia Mundial da Poesia!


por Mladen Borisow

Manhã de Sexta-feira Santa

Na carne adormecido...
Deus morto, Deus imortal.
Magistral discurso
o altar vazio e despojado
no centro de uma Sarça Ardente
de flores em botão e ramos e
inclinados rostos em chamas.
O tremendo documento
do cordeiro branco
emoldurado de trágicas jóias
- Deus imortal, Deus morto –
onde, graça ou condenação,
apenas por intuição na cruenta púrpura
era concedido assinar ao cálamo do Autocrata.

Cristina Campo

Poetícia: um mês de existência!

O autor do blogue Poetícia congratula todos os leitores assíduos e não assíduos pela vontade manifestada em participar lendo, comentando ou criticando. Obrigado a todos. Poetícia continuará a ser onde a Poesia é notícia...

Poeta Jornalista

CITAÇÃO - Percy Bysshe Shelley

Os camaleões alimentam-se de luz e de água:
O alimento dos poetas é o amor e a fama .

BIO - Ludovico Ariosto


Poeta e filósofo italiano nascido em Reggio nell'Emilia, autor do poema Orlando furioso (1516), obra literária capital na história renascentista italiana. Filho de um membro do tribunal de Ferrara, iniciou-se no estudo de direito, mas mudou para o curso de humanidades, em Ferrara e, finalmente, abandonou a carreira para dedicar-se à poesia. Estudou os poetas latinos e a composição de seus versos. Com a morte do pai (1500), assumiu a sua numerosa família, trabalhou para o cardeal Ippolito d'Este e depois para o irmão deste, o duque Alfonso I. Dono de uma vasta obra, as suas composições menores como odes, elegias, epigramas, epitáfios, foram inicialmente latinizantes como em Poesias líricas latinas (1493-1503). Mais tarde passa a escrever em latim vulgar, destacando-se dessa produção Le satire (1517-1525), sete sátiras rimadas de modelo horaciano. As suas comédias, Suppositi (1509) e Il negromante (1520), calcadas em Plauto e Terêncio, iniciam a assimilação dos modelos clássicos ao ambiente da Renascença, constituindo a primeira manifestação relevante do género na Itália. Morreu em Ferrara em 6 de julho (1533). A sua obra mais famosa foi o poema Orlando furioso, que seria a continuação de uma obra anterior de Matteo Maria Boiardo chamada de Orlando enamorado (1483). O poema, composto de 46 versos, era uma ridicularização à nobreza feudal em decadência, ao mesmo tempo que prenunciava o novo homem da Renascença, de grande sucesso popular em sua época de divulgação. Outras obras de importância foram seu Morgante (1481) e Le satire (1517-1525).

Eu e ela

Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;

Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados.
Na sombra dos arbustos, que abraçados,
Beijarão meigamente a tua trança.

Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más ideias,
Esquecendo para sempre as nossas ceias,
E a loucura dos vinhos atrevidos.

Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão para além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.

Outras vezes buscando distracção,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiros,
Formando unicamente um coração.

Beatos ou pagãos, vida à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavalheiro de Flaublas...

Cesário Verde

António Ramos Rosa candidato português a Prémio Rainha Sofia

O poeta António Ramos Rosa é o candidato português à XVII edição do Prémio de Poesia Iberoamericano Rainha Sofia, por proposta da Sociedade Portuguesa de Autores, SPA. O galardão, de cujo júri a SPA faz parte, tem por objectivo distinguir o conjunto da obra poética de um autor vivo que, pelo seu valor literário, constitua uma contribuição relevante para o património cultural partilhado pela comunidade iberoamericana. Entre os autores já distinguidos com este prémio figuram João Cabral de Melo Neto, Álvaro Mutis, José Ángel Valente, Mario Benedetti, Pere Gimferrer, Nicanor Parra, Sophia de Mello Breyner, José Manuel Caballero e Antonio Gamoneda.


Cortesia de CFP

O homem é um animal apaixonado

O homem é um animal apaixonado.

Amar é dar à luz amor, personagem transcendente.

Teixeira de Pascoaes

Poemas Sem Limite

DIA MUNDIAL DA POESIA

Com o objectivo primeiro de defesa da diversidade linguística, a UNESCO decidiu, em 1999, proclamar o dia 21 de Março Dia Mundial da Poesia. O Centro Cultural de Belém convida-o a Comemorar este dia, entre as 14:00 e as 19:30. O Plano Nacional de Leitura (Ministérios da Educação e Assuntos Parlamentares) e o Centro Cultural de Belém (Ministério da Cultura) associaram-se para assinalar a data, no ano de 2008. Excepcionalmente, e porque este ano o dia 21 de Março é Sexta-Feira Santa, comemora-se o Dia Mundial da Poesia no sábado, dia 22 de Março. A entrada é livre!

O programa, que se estenderá das 12:00 às 20:30, ocupando todo o piso térreo do Centro de Reuniões, inclui uma feira do livro de poesia, conferências, audição de DVDs de poetas, uma exposição de poesia visual e culminará com um espectáculo no Grande Auditório.

Programa

Espaço de Troca FOYER GRANDE AUDITÓRIO
12:00 - 18:00
Neste espaço não é permitido dinheiro. Faça-se acompanhar por um livro (ou mais) que já tenha lido e dirija-se ao Espaço de Troca – aí pode trocar o seu livro por outro, tão simples como isso.

Feira do Livro de Poesia RECEPÇÃO MÓD.1
12:00 - 20:30
Pode comprar o livro do seu poeta preferido no espaço reservado para o efeito, gerido pela Sodilivros, no foyer da recepção do Módulo 1, junto ao envidraçado da rampa e, eventualmente, no espaço exterior.

Exposição de Ana Hatherly GALERIA MÁRIO CÉSARINY
12:00 - 19:00
Exposição de poesia visual (desenho e pintura) de Ana Hatherly. A exposição vai estar aberta ao público de 22 de Março a 20 de Abril, nos seguintes horários: De 2ª a 6ª > das 14:00 às 18:00 Sábado, Domingo e Feriados > das 14:00 às 20:00

Espaço de Fazer Poesia SALA EUGÉNIO DE ANDRADE
12:00 - 18:00
Espaço especialmente vocacionado para um público interessado em compor, desenhar ou pintar poesia, onde não irão faltar poetas e artistas plásticos que o vão ajudar a encontrar inspiração. Dos 2 aos 99 anos

Diga lá um Poema PASSAGEM 1/2
12:00 -18:00
Poesia dita por pessoas conhecidas ou pelo público. O Espaço é montado como um estúdio de gravação, com um estrado e um microfone.O público é convidado a dizer poesia frente a uma câmara. As gravações são passadas em simultâneo no foyer dos Auditórios, e em diferido junto à Sala de Leitura, em televisores montados para o efeito.Convidados: José Jorge Letria, José Fanha e Luisa Ducla Soares

As Faces do Poeta FOYER NORTE RECEPÇÃO MÓD.1
12:00– 19:00
Projecção de vídeos de poesia dita por poetas e actores.

O Canto dos Poetas PASSAGEM SUL 1/2
12:00 – 19:00
Doze televisores formam um videowall onde vão passando imagens de poetas ao mesmo tempo que se ouve poesia dita por poetas ou actores, gravadas em CD.

De viva voz SALA LUÍS DE FREITAS BRANCO
14:00 - 18:00
Poetas, actores e outros convidados dizem poesia sua e dos outros.
Quatro actores: Suzana Menezes diz Natália Correia, Pedro Lamares diz Al Berto, Beatriz Batarda diz Sophia de Mello Breyner Andersen, Diogo Dória diz Herberto Hélder.Oito poetas: Vasco Graça Moura, Nuno Júdice, Gastão Cruz, Ana Luisa Amaral, Pedro Tamen, Valter hugo mãe, Manuel Alegre, Ana Hatherly, M. A. Pina e outros convidados.

Conferências Conversas SALA DE LEITURA 15:00 - 18:0015:00 – 16:00 > Fernando Pinto do Amaral fala sobre a poesia de Cesário Verde
16:30 – 17:30 > Osvaldo Silvestre fala sobre a poesia de Luis Quintais

Espectáculo Uma canção para ouvir-te chegar GRANDE AUDITÓRIO
18:30 - 20:30 Pedro Moutinho e Mafalda Arnauth cantam poetas portugueses, Luis Lucas e Luisa Cruz dizem poetas portugueses

Cortesia de CCB

O túmulo de Charles Baudelaire

Que o tempo amortalhado divulgue pela boca
De esgoto sepulcral bab em lama e rubis
Abominavelmente um qualquer Anubis
Deus de focinho em chama como um uivo feroz

Ou que o gás tão recente a mecha turva torça
A apagar é sabido os opróbrios sofridos
Ele acende brutal um púbis sempre vivo
Cujo voo ao revérbero do seu leito se evola

Que folhagem tão seca nas cidades sem noite
Ausente irá benzer como ela a sentar-se
Contra o mármore em vão de Charles Baudelaire

Ausente e a tremer sob o véu que a recobre
A sua própria Sombra veneno tutelar
A respirar sem fim se dela formos mortos.

Stéphane Mallarmé

Comemoração do Dia Mundial da Poesia

De 19 a 23 de Março a Casa Fernando Pessoa organiza um programa especial para a comemoração do Dia Mundial da Poesia 2008, dia 21 de Março, com leitura de poesia, fado e feira do livro da poesia.

Visite a Casa Fernando Pessoa no dia 19
18h30 - POETAS LÊEM POETAS
com Eduarda Chiotte, Gastão Cruz, Maria do Rosário Pedreira e Nuno Júdice
21h30 - ALDINA DUARTE, FADO

Animação no Jardim da Parada (Campo de Ourique) de 20 a 23
REALIZAÇÃO DA FEIRA DO LIVRO DA POESIA, das 10h00 às 20h00
Inauguração dia 20 às 16h00

Casa Fernando Pessoa
Rua Coelho da Rocha, 16
Campo de Ourique
1250-088 Lisboa
Tel. 21 391 32 70/7

Não sei o que ter possa de verdade

Não sei o que ter possa de verdade
Do visto mundo a não-verdade triste
Ou que fruto, na planta em flor, resiste
Desconhecido até à realidade.

Como arco-íris que da chuva atravessa
Terra e céu frescos, após a bonança,
Real ou não, já cruza a esperança
O momento da nossa dor que cessa.

Mas se a dor real como mal é tida,
Na esp’rança temos um melhor penhor;
Já que não devia a dor ser sentida,

P’ra procurar o homem tem motivo,
Se o Tempo se mede por idade e dor,
Que os prazeres do Tempo um melhor abrigo.

Fernando Pessoa

Comunidade de Leitores Almedina

Todas as primeiras e últimas quartas-feiras de cada mês pelas 19h, a Comunidade de Leitores Almedina reúne para Ler porque Ler é preciso.

Próximas leituras:

Aprender a Rezar na Era da Técnica
Gonçalo M. Tavares
Leitura paralela: O Senhor Valéry, Gonçalo M. Tavares
5, 26 Mar: 19h

Hotel Memória
João Tordo
Leitura paralela: Histórias Extraordinárias, Edgar Allan Poe
2, 30 Abr: 19h

Internet: www.almedina.net
Informações Úteis: Entrada livre
Inscrições: Livraria Almedina - Atrium Saldanha
Pç. Duque de Saldanha, 1 - loja 71 (2º piso) 213 570 428

Penicos de Prata

POESIA ERÓTICA E SATÍRICA MUSICADA
Grandes poetas escreveram, os Penicos de Prata composeram!

OS POETAS: José Anselmo Correia Henriques, João Vicente Pimentel Maldonado, António Maria Eusébio (O Calafate), António Botto, Carlos Queirós, Francisco Eugénio dos Santos Tavares, Liberto Cruz, E. M. de Melo e Castro, Adília Lopes.

OS MÚSICOS: André Louro: composição, guitarra e voz; João Lima: guitarra portuguesa e voz; Catarina Santana: ukulélé e voz; João Paes: violoncelo e voz

13/3 > 23h > Sala Nietzsche > Fábrica Braço de Prata

CITAÇÃO - Friedrich Holderlin

Está certo pensar por si mesmo ou procurar orientação num livro, mas as palavras de um verdadeiro amigo que conheça os homens e as suas circunstâncias são mais úteis e confundem menos.

Todos vieram

Todos de além vieram,
de onde estão de pé as flores.
As flores que transtornam as gentes,
as flores que fazem girar os corações.
Vieram espargir,
vieram fazer chover
grinaldas de flores,
flores que embriagam.

Quem está
sobre a esteira de flores?
Certamente aqui é a tua casa,
no meio das pinturas,
fala Xayacámach.
Embriaga-se com o coração da flor do cacau.

Ressoa um belo canto,
eleva seu canto Tlapalteuccitzin.
Fragrantes são as suas flores,
estremecem as flores,
as flores do cacau.

Xayacámach de Tizatlan, in Quinze Poetas Aztecas

Ana Hatherly - 50 anos de vida literária

Abertura ao público de uma mostra documental evocativa da carreira literária de Ana Hatherly, poeta, ensaísta, investigadora, tradutora, iniciada em 1958 com a publicação do livro de poemas Um ritmo perdido. A mostra inclui as obras literárias mais significativas da autora e manuscritos, correspondência e documentos biográficos que fazem parte do espólio doado à Biblioteca Nacional de Portugal, em várias fases, entre 1996 e 2007. No dia 12 de Março, às 18h, realiza-se na Livraria BNP uma sessão que contará com a presença da escritora e do Prof. Doutor Artur Anselmo.

De 3 a 31 de Março de 2008 > Sala de Referência > Entrada livre

BIO - Edgar Allan Poe


Poeta e contista nascido em Boston, Massachusetts, conhecido sobretudo pelas suas histórias de mistério e horror. Filho de um casal de actores, ficou órfão aos dois anos e foi adoptado por John Allan, rico comerciante de Richmond, Virgínia. Enviado à Europa, recebeu esmerada educação clássica (1815-1820) na Escócia e Inglaterra. Em seguida frequentou a Universidade da Virgínia, porém envolveu-se em jogo e álcool, até que rompeu relações com seu tutor (1827). No mesmo ano publicou, em Boston, seu primeiro livro de poesia, Tamerlane and Other Poems (1827). Tentou a carreira militar mas foi expulso da Academia Militar de West Point e, então, decidiu dedicar-se por completo à literatura e começou a publicar contos em revistas (1830) e foi morar em Baltimore com uma tia. Recebeu um prémio em dinheiro pelo seu Manuscript Found in a Bottle (1833). Tornou-se editor literário do Southern Literary Messenger, de Richmond (1835), e no mesmo ano casou-se com a prima Virginia Clemm, de apenas 13 anos de idade. Os seus problemas alcoólicos levaram-no à demissão e mudou-se para Nova York, onde passou a escrever freneticamente livros e contos para revistas, especialmente com temas que abordavam a morte, o horror sobrenatural e os desvarios da mente humana, possivelmente inspirados nos próprios tormentos do autor. Por outro lado, possuía grande capacidade analítica, e escreveu contos que assentaram as bases do género policial e de mistério que se difundiu no século XX. Também deixou textos nos campos da estética, da crítica e teoria literária. Apesar da popularidade, os seus vícios e escândalos tornaram-o incompreendido pelos seus compatriotas. Foram os simbolistas franceses e, em particular, Charles Baudelaire, que lhe reconheceram o génio, cuja obra constituiu uma fonte de inspiração directa para a renovação literária europeia no final do século XIX. Com a morte da esposa (1847), a sua dependência alcoólica agravou-se e após vários dias de excessos alcoólicos, morreu em Baltimore, Maryland. Outros grandes sucessos do autor foram Al Aaraaf, Tamerlane and Minor Poems (1829), Poems (1831), The Narrative of Arthur Gordon Pym (1838), Tales of the Grotesque and Arabesque (1839), The Prose Romances of Edgar A. Poe (1843), The Raven and Other Poems (1845), Tales (1845), Philosophy of Composition (1845) e o póstomo The Poetic Principle (1850).

Livraria Lello entre as mais belas do mundo

A Livraria Lello, foi considerada por Sean Dodson, crítico do diário britânico The Guardian, a terceira mais bela livraria do mundo, tendo sido descrita como “divina”.

A lista, onde está incluída, abrange livrarias dos quatro cantos do mundo, figurando em primeiro e segundo lugar as livrarias “Boekhandel Selexys Dominicanen”, em Mastricht, na Holanda e “El Ateneo”, em Buenos Aires, na Argentina, respectivamente.

Inaugurada em Janeiro de 1906, a Livraria Lello é um edifício de grande beleza arquitectónica, tendo a sua construção sido projectada pelo arquitecto Xavier Esteves e edificada segundo o estilo neogótico. Possui uma magnífica fachada, destacando-se, no interior, o tecto e a escada circular de madeira. A Livraria adaptou-se aos tempos modernos, mas manteve a sua traça original, tanto no interior, como no exterior, permitindo que se respire cultura naquele espaço.

A Livraria, situada no Porto, na Rua das Carmelitas, 144, contém cerca de 120 mil títulos de autores nacionais e internacionais à disposição dos leitores, editados em várias línguas, não sendo por mero acaso que a grande maioria dos clientes são estrangeiros. Possui um serviço actualizado nacional e internacional e informatizado, uma secção de revistas, uma de música e uma de livros antigos. Dispõe, ainda, de um espaço de galeria de arte e de tertúlia entre intelectuais.

Cortesia de APEL

Rute

E tu vens procurar-me junto às sebes
Oiço o soluçar dos teus passos
E os meus olhos são pesadas gotas escuras.

Na minha alma nascem flores doces
Do teu olhar e ele enche-se
Quando os meus olhos se exilam para o sono.

Na minha terra,
Junto ao poço, está um anjo:
Canta a canção do meu amor,
Canta a canção de Rute.

Else Lasker-Schuler

«O Binóculo» estreia dia 7 de Março

Alguém procura a sua liberdade, mas já não é tarde demais?

Alguém procura uma clarabóia, uma luz, mas não há nenhum salva-vidas disponível e por mais códigos de morse, ou pessoas por perto de mão estendida, só se en-contra a impotência, então temos que nos adaptar. O ser humano adapta-se a tudo! Estranha esta forma de viver. Ao que demais baixo pode chegar a condição humana. “In-solidaria” ( frase do espectáculo) vida esta! Como se só houvesse solidão. A que grassa neste mundo, a que se instalou com a globalização, Internetes e polícias secretas. Mesmo que gritemos: “Somos livres”, poucos são os que acreditam. Esses são os imprescindíveis. Duas mulheres ou uma só? Nelas está a dor do quem viveu a vida inteira num cárcere, na prisão de um corpo obrigado a vender-se pelo prazer dos clientes e a ignorância dos chulos. Agarre o Binóculo e aproveite para espreitar pela fechadura. Ainda vamos todos a tempo de não acabar assim.


José Boavida

A duplicidade de um binóculo, com duas prespectivas, com duas visões paralelas, contudo distintas, dão corpo às angustias das duas personagens desta peça. Cleo (Carla Dias) e Leo (Vera Fontes) duas mulheres encarceradas entre quatro paredes. Presas e desesperadas, lutam pela sua liberdade, que nunca irão conseguir atingir.

Serão as quatro paredes seu cárcere, ou serão os seus medos e os seus fantasmas que limitam as suas existências? Podemos mesmo acreditar que estas mulheres são realmente livres?

Pela segunda vez José Boavida tem a ousadia de encenar “O Binóculo”, de Manuel Lourenzo, um texto que retrata as duas faces de uma mesma moeda.

Um texto mordaz, crítico e acutilante, que nos deixa a pensar o que é a liberdade e quais são os nossos limites.

Citando o encenador
“Agarre o Binóculo e aproveite para espreitar pela fechadura.”

Com estreia 7 de Março ás 22 horas na Sociedade de Instrução Guilherme Coussul, “O Binóculo”, com encenação de José Boavida e interpretação de Carla Dias e Vera Fontes.

Poema de Manuel Alegre representa Portugal em Lyon

O Poema com h Pequeno, de Manuel Alegre, representa Portugal no X Printemps des Poètes, que se realiza na cidade francesa de Lyon hoje e quarta-feira e é este ano subordinado ao tema O Elogio do Outro. Retirado do livro O Canto e as Armas (1967), de Alegre, o poema foi descrito pela organização do festival como «uma bela homenagem ao homem na sua diversidade». Na sua estrofe final, de quatro versos, lê-se: «Cantarei o homem vezes homem até à massa./ Cantarei a massa vezes massa até ao homem./ Porque não sei doutra guerra. Não sei doutra paz./ Não sei doutro poema que não seja o homem». O poema será traduzido nas diversas línguas participantes no evento. Nas duas anteriores edições do Festival representaram Portugal poemas de Fernando Pessoa (2007) e Eugénio de Andrade (2006).


Cortesia de CFP

Um Mar de Palavras

2008 foi declarado pela União Europeia o Ano Europeu de Diálogo Intercultural.

"Um Mar de Palavras” é o tema de um concurso internacional literário que pretende promover uma troca cultural entre cidadãos e alertar para a realidade sociopolítica.

Iniciativa do Instituto Europeu do Mediterrâneo, tem como objectivos encorajar a produção literária dos jovens e promover o debate, sensibilizando a opinião pública sobre os países mediterrâneos.

Os trabalhos a apresentar, contos ou récitas, deverão ter um máximo de 2.500 palavras e podem ser escritos na língua oficial dos países participantes por jovens até aos 30 anos dos 37 países do espaço euromediterrânico.

Um júri internacional seleccionará os trinta melhores trabalhos cujos autores serão convidados para a entrega de prémios em Barcelona, no final de Junho de 2008.

As produções literárias deverão ser entregues até dia 15 de Março, para o seguinte endereço: concurso@iemed.org

Mais informações em www.iemed.org

Amor é o olhar total, que nunca pode

Amor é o olhar total, que nunca pode
ser cantado nos poemas ou na música,
porque é tão-só próprio e bastante,
em si mesmo absoluto táctil,
que me cega, como a chuva cai
na minha cara, de faces nuas,
oferecidas sempre apenas à água.

Fiama Hasse Pais Brandão

Morreu a escritora Maria Gabriela Llansol

A escritora Maria Gabriela Llansol faleceu hoje, aos 76 anos, na sua casa em Sintra, cerca das 7h30. De ascendência espanhola, nasceu em Lisboa e a sua carreira literária iniciou-se com "Os Pregos na Erva" (1962), obra que para alguns inaugurou uma nova forma de escrever.

Maria Gabriela Llansol ganhou por duas vezes o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE). Da segunda vez, foi a obra “Amigo e Amiga” que lhe valeu o prémio relativo a 2006, atribuído por um júri composto por Ana Mafalda Leite, Cristina Robalo Cordeiro, Fernando Pinto do Amaral, Luís Mourão e Silvina Rodrigues Lopes.

A autora é considerada uma das mais inovadoras escritoras da ficção portuguesa contemporânea e tem títulos como “A restante vida” (1978), "Um beijo dado mais tarde" (1990) e “Lisboaleipzig” (1994), entre outros.

A sua escrita é também por vezes considerada hermética e de difícil leitura, sendo difícil aplicar designações tradicionais como conto, romance ou mesmo diário.

Cortesia de Público

CITAÇÃO - Boris Pasternak

A arte serve a beleza, e a beleza é a felicidade de possuir uma forma, e a forma é a chave orgânica da existência; tudo o que vive deve possuir uma forma para poder existir, e, portanto, a arte, mesmo a trágica, conta a felicidade da existência.

Feira de Livros Manuseados

3 editoras uma mão cheia de livros

A Rua Garrett, em Lisboa, enche-se de livros a partir de 1 euro. A organização é das editoras Assírio & Alvim, Cotovia e Relógio D'Água.

de 8 a 16 de Março

Incêndio

se conseguires entrar em casa e
alguém estiver em fogo na tua cama
e a sombra duma cidade surgir na cera do soalho
e do tecto cair uma chuva brilhante
contínua e miudinha - não te assustes

são os teus antepassados que por um momento
se levantaram da inércia dos séculos e vêm
visitar-te

diz-lhes que vives junto ao mar onde
zarpam navios carregados com medos
do fim do mundo - diz-lhes que se consumiu
a morada de uma vida inteira e pede-lhes
para murmurarem uma última canção para os olhos
e adormece sem lágrimas - com eles no chão

Al Berto

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