Diário de William Beckford


A sociedade portuguesa nos finais do Antigo Regime, os costumes e os ambientes como se apresentavam aos olhos de um viajante estrangeiro, encontram no Diário do jovem aristocrata inglês William Beckford um repositório de informação que, para além do seu valor literário, constitui a mais extensa das inúmeras referências que deixou sobre Portugal.

Numa época em que a literatura de viagem é bem o testemunho de uma consciência europeia que rompe fronteiras, ao mesmo tempo que reflecte para a esfera pública a intimidade da esfera privada, o Diário de William Beckford em Portugal e Espanha, fixado a partir de manuscritos adormecidos durante mais de um século, reproduz as impressões originárias e integrais do viajante (parte das quais chegou a publicar, ainda assim em forma epistolar) durante uma imprevista, porém prolongada, passagem pela Península Ibérica, entre 1787 e 1788. Reconstruído, fixado e anotado com rigor, o texto deste duplo «Diário Português» e «Diário Espanhol», constitui uma fonte clássica para o estudo da época que sucessivas reedições confirmam nesta tradução de João Gaspar Simões.

Cortesia de BN

CITAÇÃO - Samuel Taylor Coleridge

Prosa: palavras na sua melhor ordem; poesia: as melhores palavras na melhor ordem.

Passeio Literário Português anima Festival Internacional de Literatura de Montreál 2009

Um ‘passeio’ por autores portugueses vai literalmente animar o Festival Internacional de Literatura de Montreál, que decorrerá de 18 a 27 de Setembro, aproveitando o percurso criado na principal avenida desta cidade do Quebeque (Canadá) pela existência de um conjunto de bancos de rua dedicados a escritores de Portugal.

A paragem em cada um dos doze bancos – decorados com azulejos criados por artistas plásticos de Montreál de origem portuguesa – será o pretexto para falar dos autores portugueses aí evocados, que vão do século XIV ao presente, ou seja, de Dom Dinis a Gil Vicente, Luís de Camões, António Vieira, Bocage, Antero de Quental, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, José Saramago e António Lobo Antunes.

A realização de três passeios literários pelos 12 bancos em granito – peças de mobiliário urbano ao longo de quase um quilómetro do Boulevard de Saint Laurent, inauguradas a 25 de Abril passado, numa iniciativa da Câmara de Montreál – constitui a contribuição do Instituto Camões (IC) para a participação no Festival Internacional de Literatura (FIL) do European Book Club, uma organização que congrega institutos nacionais de cultura de países da União Europeia, segundo Luís Aguilar, leitor do IC na Universidade de Montreál.

«É a actividade que está a gerar mais expectativas», diz o docente, referindo que os institutos de outros países optaram por fazer participar no festival um autor nacional.

Em cada banco, a paragem será de cerca de dez minutos e a apresentação dos autores portugueses será feita por Vitália Rodrigues, assistente de Luís Aguilar no programa mineur de Língua Portuguesa e Literaturas Lusófonas, estando a logística assegurada pela empresa ‘Amarrages Sans Frontières’, que se dedica a dar a conhecer a quem visita a cidade a multiplicidade de comunidades que aí habitam.

Montreál é por excelência «a capital do multiculturalismo», na expressão de Luís Aguilar. E o Boulevard de Saint Laurent, com os seus 11,25 quilómetros que correm de norte para sul, outrora símbolo da divisão entre as populações de língua inglesa (a oeste) e de língua francesa (a leste), foi o ponto de referência escolhido por muitas comunidades para se fixarem. Ao longo da via aí se instalaram em bairros próprios judeus, chineses e italianos e, desde há 50 anos, portugueses, gregos, árabes e outros.

Foi nesta avenida, no troço do ‘bairro português’, que a edilidade de Montreal quis assinalar com uma «assinatura» – os bancos de rua – a presença da comunidade lusa, numa iniciativa da vereadora de origem portuguesa Isabel dos Santos, autarca pelo bairro do Plateau-Montreál, onde se inclui a zona mais portuguesa na cidade, e que foi responsável pela coordenação do projecto.

A opção pelos bancos dedicados aos escritores portugueses para assinalar a imigração lusa na cidade «não foi pacífica», diz Luís Aguilar, que participou enquanto representante do IC na comissão que fez a escolha e que depois foi «grandemente responsável» pela selecção das frases dos escritores inscritas nos bancos em traduções feitas por autores do Quebeque.

Havia quem preferisse um galo de Barcelos ou um Arco, mas no fim prevaleceu a ideia de uma «intervenção discreta», a terceira na cidade depois da chinesa e da italiana, diz o docente português.

Na escolha dos textos houve a preocupação de evitar frases de afirmação nacional, antes seguindo um «critério de abertura e humanismo que caracteriza a literatura portuguesa», refere Luís Aguilar. O acolhimento dos autores e dos textos foi ‘testado’ previamente, através, nomeadamente, da sua inclusão em provas de exame na Universidade de Montreal.

A frase que «mais impacto teve», inclusive entre os jovens, segundo Luís Aguilar, pertenceu a José Saramago, quando este escreveu que «uma língua que não se defende, morre», incluída num texto do Nobel da Literatura publicado em 2000 no Jornal de Letras.

No Quebeque francófono no meio de um mar inglês, é uma frase portuguesa que ganha um sentido muito próprio.

Cortesia de IC

IV Jornadas de Língua Portuguesa

Nos dias 21 e 22 de Setembro de 2009 realizam-se as IV Jornadas de Língua Portuguesa sob o tema «O Ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa em Contextos Multilingues e Multiculturais» na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo - Moçambique.

Info

Rosa Alice Branco vence XVII Prémio de Poesia Espiral Maior

O Prémio de Poesia Espiral Maior, no valor de 15 mil euros, pretende promover esta forma de expressão na área de influência das línguas galega e portuguesa.

Ao todo estavam a concurso 198 obras, precedentes de Portugal, Galiza, Angola e Brasil tornando esta numa das mais importantes edições deste prémio, apoiado pelo Âmbito Cultural do El Corte Inglés.

O júri foi formado pelos poetas Xosé Maria Alvarez Cáccamo, Xavier Rodriguez Baixeras e Miguel Anxo Fernan Vello, tendo como secretária com voz e sem voto Amparo Manteiga Vázquez.

Nas palavras do colectivo de jurados, a obra premiada "contém uma proposta poética que leva a cabo um discurso crítico e uma interpretação irónica sobre a Bíblia, centrada na consideração da injustiça que representa a morte consentida pela Providência".

"A obra vencedora denota igualmente um grande domínio técnico, tanto na composição do poema como no ritmo sintáctico e une uma grande intensidade dramática em equilíbrio com um olhar sereno sobre a realidade imediata", refere a decisão do júri.

Rosa Alice Branco, nascida em Aveiro, em 1950, tem publicada mais de uma dezena de livros de poesia, à qual se junta uma importante obra ensaística.

Doutorada em Filosofia Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa é actualmente professora de Teoria da Percepção na Escola Superior de Arte e Design, em Matosinhos.

A sua obra está traduzida e publicada em idiomas, nomeadamente alemão, árabe, castelhano, francês e inglês.

Cortesia de DN

Ah pequeninas estrelas

Ah pequeninas estrelas!
Nascente - Escorpião, e a Hidra.
Furtivas na sombra passamos
Manhã e noite o Palácio
Não somos todas iguais.

Ah, bruxuleiam estrelas!
Orion e mais as Plêiades.
Modestas passamos sombra
Levamos pano e camisas
Visto a condição diferente.

Shijing

(1200-700 antes da Era Actual)

Benefits Supervisor Sleeping














by Lucian Freud
Ciclo de Pintura Erótica-Poética - Quadro 3/19

Instituído Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP

O Conselho de Ministros da CPLP reuniu-se na Cidade da Praia, na XIV Reunião Ordinária, no dia 20 de Julho, sob os temas “A Solidariedade na CPLP no Contexto da Crise Económica e Financeira Internacional: Perspectivas Regionais” e “Promoção e Difusão da Língua Portuguesa”, procedendo à aprovação da Resolução sobre a instituição do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

Compreendendo a Língua Portuguesa como um património cultural comum e a diversidade linguística e cultural dos Estados-Membros como um dos pilares da CPLP, foi instituído o dia 5 de Maio como Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, recomendando-se aos seus Estados-Membros e instituições a comemoração deste dia, tendo em vista a sua afirmação no espaço lusófono e na comunidade internacional.

O objectivo é reforçar os papéis do Português e da Cultura Lusófona no mundo, contando com o apoio do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), através da planificação e execução de programas de promoção, defesa, enriquecimento e difusão do idioma oficial da comunidade.

Durante a reunião foi ainda aprovada uma Declaração sobre a língua portuguesa no mundo, na perspectiva da sua utilização progressiva como língua de trabalho em organizações internacionais. O encontro lançou também a “Estratégia da CPLP para os Oceanos”, reafirmando a importância de uma estratégia comum dos países da CPLP para o Mar.

Palavras-jazz na relva

No Jazz na Relva apresentam-se vários projectos, o primeiro dos quais é protagonizado pelo baterista e percussionista Jorge Qaije e pelo tubista Sergio Carolino.

Esta formação com bateria, percussão, electrónica e tuba, centra o seu trabalho na exploração sonora de ritmos e melodias na zona graves do registo sonoro.

No próximo dia 31, o Space Ensemble, formado por Gustavo Costa, João Tiago Fernandes, Henrique Fernandes, João Martins e Rodrigo Amado apresenta o seu trabalho "Spy Quintet", inspirado no álbum "Spy Vs Spy" (Elektra, 1989) no qual John Zorn, Tim Berne, Mark Dresser, Michael Vatcher e Joey Baron interpretam temas de Ornette Coleman.

No último dia do festival, 01 de Agosto, o Jazz na Relva pertence a Manuel d'Oliveira, acompanhado por Paulo Barros ao piano e Zé Maria nos saxofones, num concerto em que serão revisitados temas de "Ibéria" e "Amarte", os seus dois trabalhos discográficos.

No Palavras na Relva, o primeiro dia abre com o escritor valter hugo mãe (vencedor do Prémio José Saramago), que é também vocalista do grupo Governo, que integra Miguel Pedro e António Rafael (ambos dos Mão Morta) e Henrique Fernandes (dos Mécanosphère).

Valter hugo mãe apresenta-se com o performer e poeta Tiago Gomes, letrista dos grupos A Naifa e Linha da Frente, vocalista e letrista do grupo Os Inspectores e editor da revista Bíblia.

Completa o elenco deste espectáculo Isaac Ferreira, membro fundador do colectivo poético Caixa Geral de Despojos, colaborador regular das Quintas de Leitura (do Teatro Campo Alegre, Porto) e coordenador da poesia nos "Ciclos de poesia e música" e nos "Encontros de Mário Cesariny", na Fundação Cupertino de Miranda.

A 31 de Julho, actua o Colectivo Silêncio da Gaveta, descrito como "uma trupe de saltimbancos das palavras, intérpretes sem trono dos afectos" que há dez anos realiza sessões de poesia em bibliotecas públicas, auditórios municipais, feiras do livro, encontros literários, galerias de arte, bares e emissões de rádio.

Este grupo tem desenvolvido uma linguagem poético-musical própria em que os ritmos e harmonias, a expressividade da palavra, o recurso de elementos cénicos e plásticos se fundem, quebrando o espartilho classicista do dizer poético.

A sua actual formação é constituída por: João Rios - (leituras), José Peixoto (guitarra), Tiago Pereira (violino) e Fátima Fonte (piano).

A 01 de Agosto é a vez do projecto poético-musical Mana Calórica, nascido em 2006, que alia a performance ao rock, ao punk e ao experimentalismo.

O grupo é constituído por António Pedro Ribeiro (voz), Rui Costa (guitarra) e André Guerra (guitarra).

Cortesia de DN

Barnes & Noble lança a maior e-livraria do mundo

A maior cadeia de livrarias do mundo, a Barnes & Noble, anunciou o lançamento da maior loja online de livros electrónicos nos Estados Unidos, que irá integrar as obras digitalizadas pela Google.

O presidente do portal de Internet da Barnes & Noble, William Lynch, afirmou que “hoje começa a primeira fase da estratégia digital [da empresa]” porque a livraria acredita que “os leitores devem ter acesso aos livros a partir de qualquer dispositivo, a partir de qualquer lugar e a qualquer momento”.

A nova loja virtual converte-se assim na maior livraria online de livros electrónicos, oferecendo mais de 700 mil títulos, dos quais meio milhão corresponde a obras livres de direitos de autor que a Google oferece através do serviço Google Books. Obras cujos direitos de autor já expiraram ou que nunca chegaram a estar sujeitas a “copyright” – incluindo as peças de William Shakespeare e o “Inferno”, de Dante Alighieri – são consideradas obras de domínio público.

Segundo o presidente do portal digital da Barnes & Noble os livros são compatíveis com vários sistemas operativos e leitores electrónicos, bem como com os chamados telefones “inteligentes”, como o iPhone (da Apple) e o Blackberry.

Estes títulos digitais não estão, porém, disponíveis em formato compatível como Sony Reader nem com o leitor da Amazon, o popular Kindle (que tem à disposição 300 mil obras), que permanecem neste momento os principais protagonistas nesta “guerra” pela literatura digital.

Precisamente para poder oferecer os livros e, simultaneamente, um suporte onde os ler convenientemente, foi igualmente anunciada uma parceria entre a Barnes & Noble e a empresa britânica Plastic Logic, que está a desenvolver um leitor que possa vir a competir com o Kindle e o Sony Reader.

Cortesia de O Público

Piano Vertical

No âmbito do Festival dos Oceanos 2009 acontece nos dias 11 e 12 de Agosto na Praça do Teatro de S. Carlos, em Lisboa, num cenário nunca antes visto um espectáculo no mínimo original e surpreendente com música, teatro, cinema, efeitos especiais, humor e poesia.
Apoio de Poetícia

Arménio Vieira homenageado pela CFP

A Casa Fernando Pessoa realiza a Homenagem a Arménio Vieira, Prémio Camões 2009, no próximo dia 24 de Julho, sexta-feira, pelas 18h30. A abertura será feita pelo poeta Manuel Alegre e a evocação da Obra por Filipa Leal. Serão lidos textos e poemas do poeta pelos amigos Celina Pereira, José Cunha, Mito Elias, Vera Cruz e Xan.

Mesmo quando as aves levantam voo

Mesmo quando as aves levantam voo
Em ondas e ondas de grande debandada
Eu nada vejo, fico cega
Apanhada como estou e ausente
Dois corações obedientes no seu bater
A minha vida ligada à tua
A tua beleza o elo.

Poemas do Antigo Egipto

I Festival Internacional das Artes

Música, poesia, teatro, cinema, gastronomia, tudo misturado na Fundação Inês de Castro, que promete despertar os sentidos.

O Festival das Artes - que mistura teatro, música, poesia, gastronomia - estreia amanhã, em Coimbra, com a ambição de pôr a cidade no mapa cultural. José Miguel Júdice está por detrás e diz que a urbe "não se sabe promover".

Esse é um "enorme defeito" de Coimbra, aponta Júdice, da Fundação Inês de Castro, que promove o I Festival Internacional das Artes. Por outras palavras: "Há muita coisa de qualidade que se faz e não se sabe. Mais do que se pensa. Mas Coimbra faz para dentro".

Contribuir para o desenvolvimento cultural da cidade é, precisamente, um dos objectivos do evento, em fuga assumida ao convencional. A música, por exemplo, constitui "o prato forte", na expressão de Júdice, mas não é pop nem rock. Luís Alves, da Comissão Executiva do festival, esclarece: "Portugal deve ser o único sítio onde se pode ver quase tudo [dentro da música pop e rock] num ano. Fazer mais um festival de música pareceu-nos um bocado supérfluo".

O evento congrega múltiplas formas de expressão artística, conferências e passeios, desdobrando-se por espaços diversos (da Quinta das Lágrimas, com o seu anfiteatro ao ar livre - a Colina de Camões -, ao Teatro Académico Gil Vicente, passando pela Biblioteca Geral da Universidade). O tema é a Noite.

Durante quatro fins-de-semana, de 18 de Julho a 8 de Agosto, vai ser possível, por exemplo, assistir a um concerto e observar, literalmente, as estrelas. Música, literatura e teatro são artes que prometem entrelaçar-se. E o paladar é desafiado por alguns dos mais destacados chefes.

Aliás, para Luís Alves, este festival é "uma aventura dos sentidos", que promete atrair "diletantes" e "intelectuais" - no bom sentido dos termos, clarifica.

O certame - que terá edição anual, com as artes ancoradas num tema específico - resulta de escassos meses de preparação, com um orçamento inferior a 200 mil euros. "Este é o exemplo acabado de como se podem fazer coisas de qualidade com um orçamento muito baixo", conclui Júdice, assinalando a presença de intérpretes internacionais.

Monique Zanetti, Alexandre Tharaud, Sylvie Moquet ou Kris Davis estão entre os cabeças-de-cartaz, lado a lado com nomes fortes da cena nacional, como a Orquestra Jazz de Matosinhos, os Remix Ensemble, ou a actriz Beatriz Batarda.

O programa integral pode ser consultado na Internet (www.festivaldasartes.com). Uma assinatura no valor de 50 euros permite usufruir de toda a programação, excepto das sessões de gastronomia. Por 190 euros, o acesso é total.

Cortesia de JN

20º Concurso de Poesia do Barreiro

A Câmara Municipal do Barreiro informa que os trabalhos concorrentes ao 20º Concurso de Poesia podem ser entregues, até 4 de Setembro de 2009, na Junta de Freguesia de Santo António da Charneca. Refira-se que, este ano, o tema dos trabalhos a concurso é livre.

De acordo com o Regulamento deste Concurso de Poesia (em anexo), os trabalhos terão que ser, obrigatoriamente, redigidos em português e só serão admitidos trabalhos originais.
Cada concorrente poderá apresentar a concurso um máximo de dois trabalhos, e os prémios a atribuir serão os seguintes:
1º Prémio – 250 euros
2º Prémio – 150 euros.

Refira-se que o 20º Concurso de Poesia da Freguesia de Santo António da Charneca é uma iniciativa desta Junta de Freguesia que visa a promoção e divulgação de Santo António da Charneca no domínio da cultura, artes literárias e investigação histórico-cultural da própria freguesia.

Cortesia de Jornal de Alcochete

CITAÇÃO - Gertrude Stein

É muito fácil amar sozinho.

Dulce Cardoso embaixadora de Literatura Portuguesa na União Europeia

Dulce Maria Cardoso foi a contemplada portuguesa com o Prémio da União Europeia para a Literatura.

Foram 12 os autores europeus que receberam, pela primeira vez, o Prémio da União Europeia para a Literatura. Os resultados foram divulgados pela Comissão Europeia, em conjunto com a Federação dos Livreiros Europeus (European Booksellers Federation, EBF), o Conselho dos Escritores Europeus (European Writers Council, EWC) e a Federação dos Editores Europeus (Federation of European Publishers, FEP).

O prémio da UE para a literatura consistiu na nomeação de um Embaixador para a literatura e na eleição de um jovem talento de cada um dos países participantes.

Cada ano, entre 2009 e 2011, 11 ou 12 dos 34 países que participam no Programa Cultura deverão seleccionar um jovem romancista que será laureado com o Prémio Europeu de Literatura.

No ano de 2009 os países participantes foram: Áustria, Croácia, França, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Noruega, Polónia, Portugal, Eslováquia e Suécia.

Daisy


Pouco mais de dez anos decorridos sobre a primeira apresentação da exposição de desenhos Daisy, Um Filme Para Fernando Pessoa, da autoria de Jorge Martins, que integra o acervo da Casa Fernando Pessoa, voltamos a reunir ao trabalho do artista plástico, o livro que o inspirou, da autoria de José Sasportes, e o filme que veio emprestar-lhe cor e movimento, realizado em 1991 por Margarida Gil. A exposição, que de novo se encontra patente na Casa Fernando Pessoa, será apresentada na próxima quinta-feira, 16 de Julho pelas 18h30, e gostaríamos de contar com a sua presença.
Cortesia de CFP

O amor ou a loucura

Uma coisa bela de si para si, a esperança indomável do infinito, brumas brancas, iluminações fatídicas, um sem número de reflexos da coisa bela, bela em si. Amanhece no coração das árvores, a ternura acorda do ventre do Sol, os céus arredondam estrelas que se esvão progressivamente. É assim, a história alegre dos deuses, livres para a descoberta voraz do nada, imenso nada, querido perplexo férvido rio. O amor ou a loucura: o amor porque é em si louco, a loucura porque ama qualquer coisa bela.

Filipe de Fiuza

Nude and Still Life



by Pablo Picasso
Ciclo de Pintura Erótica-Poética - Quadro 2/19

Corpo minha casa

Corpo minha casa
Meu cavalo meu cão de caça
O que irei eu fazer
Quando estiveres a cair

Onde irei eu dormir
Como irei eu montar
O que irei eu caçar

Onde posso eu ir
Sem o meu monte
todo ávido e rápido
Como irei eu saber
Pelo bosque cerrado
Que é perigo ou tesouro
Quando Corpo o meu bom
Brilhante cão estiver morto

Como é que será
Deitar-me no céu
Sem telhado ou porta
E vento por um olho

Com nuvens em mudança
Como irei eu esconder-me?

May Swenson

Jovem poeta português vence prémio internacional

Mais uma vez a poesia de João Negreiros é reconhecida no estrangeiro e o poeta português será, inclusivamente, editado no Brasil.

João Negreiros já havia sido publicado na Antologia de Poesia da ASES, mas desta vez será publicado numa colectânea do Selo OFF FLIP em 2010.

O escritor nacional foi o primeiro classificado na categoria Poesia – Nacional-Exterior do Prémio Internacional OFF FLIP de Literatura 2009.

Na sua quarta edição, o Prémio OFF FLIP teve a participação de 393 poetas.
Os textos foram avaliados por escritores de expressão no cenário literário brasileiro.

No género Poesia, a comissão foi presidida por Antonio Carlos Secchin e contou com a participação de Adriano Espínola e Sérgio Martagão Gesteira.

De acordo com o regulamento do concurso, o vencedor recebe, para além do prémio em dinheiro, uma bolsa de criação literária da FLIPORTO (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas).

A entrega do Prémio aconteceu no dia 4 de Julho, em Paraty (Brasil).
A OFF FLIP realizou-se entre os dias 1 e 5 de Julho paralelamente à FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty).

Poeta e dramaturgo, João Negreiros nasceu em Matosinhos a 23 de Novembro de 1976.
Muito novo, escrevia já teatro, poesia e prosa poética. Em 2007, as Edições TUM publicam pela primeira vez duas peças de teatro, "Os Vendilhões do Templo" e "Silêncio" e em 2008 "O segundo do fim" e "Os de sempre".

Também em 2007 é publicado o livro de poesia "o cheiro da sombra das flores” e em 2008 “luto lento”, pela Papiro Editora.

A poesia de João Negreiros foi recentemente premiada, em São Paulo, com o Prémio Professora Therezinha Dutra Megale e publicada numa Antologia de Poesia, sendo o único poeta português presente na mesma.

Em Portugal, no presente ano, a literatura de João Negreiros foi laureada no Prémio Irene Lisboa e no Concurso Literário do Lions Club.

Actualmente, a poesia de João Negreiros pode ser lida diariamente nos autocarros dos Transportes Urbanos de Braga, que respiram poesia por fora e por dentro com cartazes exibindo pequenos poemas afixados nas suas janelas. Este projecto ambicioso e absolutamente inovador, da iniciativa do CPIC, é denominado por “Grandes Poemas para Viagens Pequenas”.

A sua obra poética é fortemente marcada por uma influência surrealista, apresentando-se eclética, inovadora e surpreendentemente actual.

Cortesia de Hardmusica

XV Bienal Internacional de Arte de Cerveira

A XV Bienal Internacional de Arte de Cerveira decorrerá de 25 deste mês a 27 de Setembro, mas a edição deste ano alargar-se-á a outros cinco municípios do Minho e a Tui, Espanha. A iniciativa foi apresentada ontem, no Porto.

A Bienal de Cerveira contará, nesta edição (que assinala os 31 anos), com a participação de 264 artistas, entre os quais 164 estrangeiros. Além dos criadores nacionais, estão já garantidos trabalhos de diversas expressões da autoria de artistas da Alemanha, Angola, Argentina, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos, França, Israel, Itália, Japão, Lituânia, Moçambique, Nepal, Polónia, Reino Unido, República Checa, Roménia, Sérvia, Suíça, Tailândia e Turquia.

Candidataram-se nesta edição 439 artistas de todo o Mundo, tendo sido seleccionados 83. Os restantes participantes foram convidados ou indicados pelos respectivos curadores.

Entretanto, será anunciado brevemente o vencedor do Grande Prémio Câmara Municipal de Cerveira, no valor de 15 mil euros, e dois prémios aquisição, no valor de cinco mil euros cada um.

Em Cerveira, as inúmeras iniciativas integradas na bienal, que é organizada pela Associação Projecto, decorrerão, entre outros espaços, no Fórum Cultural, Solar dos Castros, Convento de San Payo, Galeria Projecto e Casa do Artista.

De salientar também a homenagem que será prestada ao escultor Jorge Vieira (recentemente falecido) e que constará de uma exposição com as mais significativas obras deste autor. Esta mostra decorrerá no pavilhão 1 do Fórum Cultural.

Entretanto, a programação da bienal alargar-se-á aos municípios de Caminha, Valença, Monção, Melgaço, Paredes de Coura e Tui. Estes eventos decorrerão particularmente entre 18 deste mês e 31 de Agosto. Assim, em Caminha, no museu municipal, haverá uma mostra de obra gráfica de múltiplos artistas internacionais.

Em Valença, na loja do Turismo, estará patente uma exposição de pintura, instalação e performance da artista brasileira Vera Goulart, enquanto em Monção será inaugurada "Triângulo da Gravura: Japão, Holanda e Portugal".

Na Casa da Cultura de Melgaço, serão mostradas inúmeras esculturas que pertencem à colecção do Museu da Bienal de Cerveira. Do lado de lá, em Tui, na sala municipal de exposições do edifício Área Panorâmica, decorrerá a mostra de artes plásticas de artistas ligados à Associação Projecto.

Cortesia de JN

BIO - George Gordon Byron


A obra e a personalidade romântica de Byron tiveram, no início do século XIX, grande projecção no panorama literário europeu e exerceram enorme influência nos seus contemporâneos, por representarem o melhor da sensibilidade da época, conferindo-lhe muito de sedução e elegância mundana.

George Gordon Noel Byron nasceu em Londres em 22 de janeiro de 1788. Em 1798 herdou o título nobiliárquico do tio-avô William, tornando-se o sexto Lord Byron. Ainda estudante em Cambridge, publicou o seu primeiro livro de poesia, Hours of Idleness (1807; Horas de ócio), mal recebido pela crítica da prestigiosa Edinburgh Review. Byron respondeu com o poema satírico English Bards and Scotch Reviewers (1809; Bardos ingleses e críticos escoceses). Aos 21 anos ingressou à Câmara dos Lords, partindo pouco depois em viagem pela Europa e o Oriente Médio.

Ao voltar à Inglaterra, em 1811, publicou os dois primeiros cantos de Childe Harold's Pilgrimage (1812; Peregrinação de Childe Harold), longo poema em que narra as andanças e amores de um herói desencantado, ao mesmo tempo em que descreve a natureza da península ibérica, Grécia e Albânia. A obra alcançou sucesso imediato (entre 1812 e 1819 saíram 11 edições em inglês, além de várias traduções), e sua fama consolidou-se com outros trabalhos, principalmente The Corsair (1814; O corsário), Lara (1914) e The Siege of Corinth (1916; O cerco de Corinto). Nesses poemas, de enredos exóticos e apesar das irregularidades, Byron confirmou o seu talento para descrever ambientes.

Em 1816, o pedido de divórcio de Lady Byron (Anne Milbanke), após um ano de casamento, escandalizou a sociedade inglesa, que o associou aos rumores de incesto do poeta com sua meia-irmã Augusta Leigh, e Byron resolveu deixar Inglaterra.

Na Suíça escreveu o canto III de Childe Harold's Pilgrimage (1816), The Prisoner of Chillon (1816; O prisioneiro de Chillon) e o poema dramático Manfred (1817), enigmático e demoníaco. Em Genebra viveu com Claire Clairmont e fez-se amigo de Shelley. Radicou-se depois em Veneza, onde levou existência agitada e licenciosa, documentada em cartas cheias de verve.

Compôs então o canto IV de Childe Harold's Pilgrimage (1818) e Beppo, a Venetian Story (1818; Beppo, uma história veneziana), poema em oitava-rima, de tom ligeiro e cáustico, em que ridiculariza a alta sociedade de Veneza. Em 1819 começou o poema herói-cómico Don Juan (1819-1824), sátira brilhante e atrevida, à maneira do século XVIII, que deixaria inacabada. No mesmo ano ligou-se à condessa Teresa Guiccioli, seguindo-a a Ravena onde, juntamente com o irmão dela, participou das conspirações dos carbonários.

Byron usou com igual mestria o verso curto de Walter Scott, o verso branco, a oitava-rima e a estrofe spenseriana. O seu aristocratismo reflete-se na escolha de um estilo classicista pelo qual tratou uma temática fundamentalmente romântica. Toda a obra de Byron, que exprime o pessimismo romântico, com a tendência a voltar-se contra os outros e contra a sociedade, pode ser vista como um grande painel autobiográfico. Foram novos, em sua postura, o tom declarado de rebeldia ante as convenções morais e religiosas e o charme cínico de que o seu herói demoníaco sempre se revestiu.

Como moda literária, o byronismo espalhou-se pela Europa até as últimas décadas do século XIX, com projecções crescentes e importantes nos países jovens da América. Foram sensíveis à influência de Byron, entre muitos outros, o espanhol Espronceda, os franceses Lamartine, Vigny e Musset, os russos Puchkin e Lermontov, o argentino Esteban Echeverría e o brasileiro Álvares de Azevedo.

Em novembro de 1821, tendo fracassado o movimento revolucionário dos carbonários, Byron partiu para Pisa, onde escreveu o drama The Deformed Transformed (1824; O deformado transformado). Em 1822 fundou, com Leigh Hunt, o periódico The Liberal. Foi a seguir para Montenegro e daí para Génova. Nomeado membro do comité londrino pela independência da Grécia, embarcou para aquele país em 15 de julho de 1823, a fim de combater ao lado dos gregos contra os turcos. Passou quatro meses em Cefalónia e viajou para Missolonghi, onde morreu em 19 de abril de 1824, após contrair uma misteriosa febre.

Grande Prémio Poesia da APE/CTT para Armando Silva Carvalho

Nascido em 1938 em Olho Marinho, Óbidos, Armando da Silva Carvalho é um dos nomes mais destacados da poesia portuguesa de hoje, mas a sua obra estende-se também ao domínio da ficção.

Como poeta, escreveu, entre outros títulos, «Lírica consumível», «Os ovos de oiro», «Armas Brancas», «Técnicas de engate», «Sentimento de um ocidental», «O livro de Alexandre Bissexto», «Canis Dei» e «Sol a sol».

Na ficção, é autor de «O alicate», «O uso e o abuso», «Portuguex», «Donamorta», «A vingança de Maria de Noronha», «Em nome da mãe», «O homem que sabia a mar» e, em parceria com Maria Velho da Costa, o «romance epistolar» intitulado «O Livro do Meio».

No agora premiado «O amante japonês», publicado pela Assírio e Alvim, o autor recorre ao que o ensaísta e crítico Fernando J.B. Martinho descreve como «um elemento fundamental na definição da sua poética», a ironia.

Licenciado em Direito, Armando Silva Carvalho desenvolveu diversas actividades profissionais - tendo sido, por exemplo, professor do ensino secundário e técnico de publicidade - colaborou em jornais e revistas e assinou diversas traduções.

Cortesia de Diário Digital

Sob o Sol

Sob o sol em meu leito após a água -
Sob o sol e sob o reflexo enorme do sol sobre o mar,
Sob a janela,
Sob os reflexos e os reflexos dos reflexos
Do sol e dos sóis sobre o mar
Nos vidros,
Após o banho, o café, as ideias,
Nu sob o sol em meu leito todo iluminado
Nu - só - louco -
Eu!

Paul Valéry

Ícone da literatura equatoriana falece aos 83 anos

Jorge Enrique Adoum, o escritor que descreveu o seu país, o Equador, "como um país irreal limitado por si mesmo, cortado por uma linha imaginária", morreu na passada sexta-feira, aos 83 anos.

Autor de vários romances e vencedor de prémios latino-americanos, Adoum foi durante dois anos secretário privado do Nobel de literatura Pablo Neruda, no Chile, onde se formou em Direito e Filosofia.

Neruda afirmou certa vez que em Adoum o Equador tinha o melhor poeta da América Latina.

O seu romance "Entre Marx y una mujer desnuda" (Entre Marx e uma mulher nua), de 1976, deu-lhe no México o Prémio Xavier Villaurrutia.

Lisboa a Nu

Lisboa a Nu é um evento que consiste num happening artístico multidisciplinar que tem como principal objectivo mostrar a cidade de Lisboa através do trabalho de novos artistas. A ideia é revelar aquilo que habitualmente não vemos, porque está escondido ou porque simplesmente passamos depressa demais para prestar atenção. A programação é variada. O público é convidado a participar, pode trazer consigo para o evento fotografias tiradas com telemóveis ou poemas em SMS que são depois integrados num slideshow continuo que se vai construindo ao longo da noite. Telas e tintas estão também à disposição da criatividade colectiva. A música pontua todo o evento. Um colectivo de DJ’s faz as honras da casa e pequenos grupos de música acústica actuam onde menos se espera.

Lisboa a Nu tem lugar no Op Art Café no dia 4 de Julho, pelas 21h.

www.myspace.com/lisboaanu

Poema

Na gota de orvalho o sol brilha:
a gota de orvalho seca.
Nos teus olhos, o teu brilho:
e eu tão vivo.

Poemas Ameríndios

Byron volta a Monserrate

A Parques de Sintra - Monte da Lua vai assinalar o bicentenário da passagem de Byron por Monserrate com a apresentação de uma peça de teatro, nos Jardins de Monserrate, inspirada na vida e obra do poeta inglês, uma das figuras mais influentes do Romantismo.

“The Live Literature Company” apresenta duas peças em inglês “Byron in Love” & “Byron the Poet”, nos dias 17, 18 e 19 de Julho, às 18h30. Estas duas peças distintas são da autoria de Anne Fleming, escritora inglesa que publicou já três livros sobre Byron.

O magnífico Jardim de Monserrate e uma das fachadas do seu Palácio vão ser o cenário natural deste espectáculo, encenado por Valerie Doulton, que foi apresentado pela primeira vez em 2002, e desde então tem corrido mundo, registando uma excelente aceitação por parte do público e da crítica (Durante o intervalo será servido um Colares de Honra).

“Byron in Love” & “Byron the Poet” pela The Live Literature Company
Dias 17, 18 e 19 de Julho, às 18h30, no Parque de Monserrate
Encenação: Valerie Doulton
Interpretação: Rufus Wright e Madeleine Worrall
Bilhete único: 15 euros, à venda no local do espectáculo e em www.parquesdesintra.pt

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BYPASS: Poesia e Arquitectura

A BYPASS é uma publicação hiperdisciplinar anual, editada por Álvaro Seiça Neves e Gaëlle Silva Marques, que convida vários autores, de diversas áreas e nacionalidades, a apresentarem um trabalho escrito/visual sobre o tema proposto para cada número. O tema do número inaugural é ARQUITECTURA, e será dado a conhecer na Casa Fernando Pessoa, dia 9 de Julho às 18h30, pelos editores e por Ozias Filho, de quem serão lidos alguns poemas. Haverá também lugar à apresentação do vídeo Stalk, de Pedro dos Reis.

Cortesia de CFP

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