LIVRO RARO - Vão cães acesos pela noite

NAVE, Alexandre. Vão cães acesos pela noite. Vila Nova da Famalicão: Quasi, 2006. Biblioteca “Uma Existência de Papel”. Sm. 4°, orig. illus. wrps. 109 pp., (4 ll.). Uma de 500 cópias. ISBN: 989–552-227-4. $25.00

Este é o segundo livro de poesia do autor. O seu primeir livro, Columbários e Sangradouros (2003), foi galardoado com o Prémio Internacional de Poesia "León Felipe” e com o Prémio Primeira Obra 2003 do PEN Clube Português. Alexandre Nave nasceu em Lisboa em 1969, e participou também em duas antologias poéticas.

2009 Cardiff International Poetry Competition

O júri para o Competição Internacional de Poesia Cardiff 2009 foi anunciado sendo constituído pelos poetas Ian McMillan e Kurt Heinzelman. A competição está aberta a todos os interessados, por isso se acredita que a sua poesia tem valor, não perca esta oportunidade. O prémio máximo é no valor de 5230EUR. Inscrições até 30 de Janeiro de 2009.

INFO: www.academi.org/cipc

O silêncio

Regressamos a uma terra misteriosa
trazemos um ferida
e o corpo ferido
imprevistamente nos volta
para margens mais remotas

Giorgio Armani tinha declarado
àquele jornal inglês: «o luxo desagrada-me,
é anti-democrático.
Quero agora homenagear os operários de todo o mundo»
Eu só pensava em São João da Cruz
enquanto ouvia pela enésima vez:
«a moda substituiu o luxo
pela elegância»

João da Cruz fala de coroas,
resplendores, casulas
véus de seda, relicários de ouro e
diamantes

para lá do jogo das nossas defesas
qualquer coisa interior
a intensa solidão das tempestades
os campos alagados,
os sítios sem resposta

o teu silêncio, ó Deus, altera por completo os espaços

José Tolentino Mendonça

Júdice nomeado director da Colóquio/Letras

O poeta Nuno Júdice é o novo director da revista Colóquio/Letras, cujo conselho editorial será presidido por Eduardo Lourenço, anunciou hoje a Fundação Calouste Gulbenkian, que edita a publicação.

Depois do afastamento do cargo de Joana Morais Varela, em Novembro, o Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian decidiu «nomear uma nova direcção e um conselho editorial para a revista, de modo a garantir a sua publicação regular e os compromissos assumidos perante o público e os assinantes», indicou a Gulbenkian em comunicado enviado à Lusa.

Nuno Júdice, de 59 anos, ensaísta, poeta, ficcionista e professor universitário, que ocupou em Paris cargos como conselheiro cultural da Embaixada Portuguesa e delegado do Instituto Camões, foi a pessoa escolhida pela administração da Gulbenkian para cumprir o objectivo de revitalizar a revista.

«A Administração da Fundação Calouste Gulbenkian pretende que a revista continue a ser uma referência no campo literário, o que sucede desde 1971, seguindo os princípios e valores que a nortearam desde a sua criação e orientação por Hernâni Cidade, Jacinto Prado Coelho, David Mourão-Ferreira e Joana Varela», lê-se no comunicado.

«Tendo em conta que o último número da revista, referente a 2004, foi apresentado em meados de 2007, pretende-se, a partir do início de 2009, retomar a publicação regular da revista (que é trimestral), garantindo a sua continuidade», conclui-se.

Cortesia de IC

«Afectos» lançado aos 93 anos

Foi com a chegada da reforma que descobriu um talento escondido: a escrita. E aos 93 anos viu alguns dos seus versos compilados num livro e apresentado publicamente pela Câmara de Valpaços.

Adriana Reis faz bainhas abertas "como poucas pessoas". E borda com a mesma perfeição. Agradece-o à mãe. Há muitos anos, quando Adriana era ainda uma adolescente, a mãe pô-la a aprender a arte numa costureira. Pagava, então, 30 escudos por mês. Era, por assim dizer, uma menina de bem, numa altura em que havia muita pobreza no concelho de Valpaços. Ou, como gosta de lembrar, "uma menina criada com muitos mimos". Mas, quando casou, aos 17 anos, a vida mudou. Havia que "governar" a casa e criar os filhos, que foram chegando. Quatro.

Trabalhou quanto pôde. Teve uma venda de frangos vivos, durante quase 30 anos, e fartou-se de fazer alheiras para vender. Mas foi com a chegada da reforma que acabou por descobrir um talento escondido: a escrita.

"Aborrecia-me e deu-me para começar a escrever...", recorda. No passado sábado, dia 15, e aos 93 anos, Adriana Reis viu alguns dos seus versos compilados num livro. A obra foi publicada pela Câmara Municipal de Valpaços, no âmbito de um projecto da autarquia destinado a ocupar os tempos livres de idosos: o "Afectos". O livro, explicou Sousa Maia, o pintor valpacense que o apresentou, é "simples" , "sem ambições eruditas" e deixa para "segundo plano" questões de rima e ou de métrica. Mas, realçou, é "genuíno" e um "retrato da mulher transmontana: simples, natural, sem sofisticação, forte, destemida...".

Adriana Reis não cabia em si de contente. De emoção. "Eu nunca pensei que me faziam uma coisa assim! Nunca me passou pela cabeça! Pensei que me entregavam o livro e pronto", dizia, antes de tomar lugar na mesa, colocada no palco do auditório do parque de exposições de Valpaços, onde decorreu a cerimónia.

A plateia estava repleta. Utentes do projecto da Câmara Municipal em que Adriana Reis também está envolvida e que completou um ano de existência. Mas, apesar da emoção, Adriana dizia-se calma. "Foge-me o que hei-de dizer, mas alguma coisa há-de sair", dizia, arrematando, logo de seguida, com o verso: "Eu tenho muito que contar/ Tenho muito que dizer/Tenho 93 anos/E 94 espero fazer".

Já na mesa, e quando chegou a sua vez da falar, saiu-lhe a "Balada da neve", de Augusto Gil. De fio a pavio. "Ó dona Adrianinha, então há bocado não nos disse um dos seus poemas? Aquele era do Augusto Gil!", brincava, abraçado à idosa, o presidente da Câmara de Valpaços, Francisco Tavares.

"É, é. Aprendi-o na escola", justificava Adriana Reis, ao descer do palco. Os colegas dava-lhe os parabéns. "Eu nunca pensei, nunca pensei...", repetia, com as lágrimas nos olhos.

Cortesia de JN

Pela paz e pela concórdia

Que a paz reine no mundo.
Que a cabaça concorde com o pote.
Que os animais saibam conviver.
Que toda a palavra má seja expulsa da mata e da floresta virgem.

Ehoua - Guiné

BIO - Novalis


Poeta alemão que influenciou o pensamento pós-romântico, às vezes chamado 'o profeta do Romantismo'. Novalis tomou o seu pseudónimo de "de Novali", um nome que a sua família anteriormente tinha usado. A imagem central das visões dos Novalis, uma flor azul, tornou-se mais tarde num símbolo de desejo entre os romanticos.


Georg Friedrich Philipp von Hardenburg (Novalis) nasceu em Oberwiederstedt, Saxónia Prussiana, numa família saxónica protestante da nobreza baixa. O seu pai era o director de uma mina de sal. Aos dez anos de idade, Novalis foi enviado para uma escola religiosa mas não se adaptou à sua disciplina rigorosa. Por algum tempo Novalis viveu com seu tio, grandseigneur, que abriu para ele as portas do racionalismo e cultura francesa. Ele então foi a Weissenfels, para onde o seu pai se tinha mudado, e entrou no ginásio de Eisleben. Em 1790-91 estudou lei na Universidade de Jena, onde encontrou Friedrich von Schiller e Friedrich Schlegel. Novalis completou os seus estudos em Wittenberg em 1793. As ideias da Revolução Francesa espalharam-se pela Alemanha e Novalis sonhou com um tempo quando as "paredes de Jericó" cairiam. O livro do Goethe Aprendizagem do Meister de Wilhelm, que lê em 1795, influenciou-o profundamente; considerou-o a Bíblia da "nova era". Em 1795-96 estudou os trabalhos de Johann Gottlieb Fichte. Aos 21 anos de idade muda-se para Tennstädt e emprega-se num Serviço Público.


Em 1798 Novalis publicou uma série de fragmentos filosóficos, FRAGMENTEN. A única colecção de poemas de Novalis, HYMNEN UM DIE NACHT (1800), foi dedicado ao seu primeiro grande amor Sophie von Kühn, que morreu em 1797. Novalis conheceu-a em Weissenfels quando tinha 13 anos. A sua morte aos quinze anos de idade, foi um choque profundo para Novalis. Na sua tristeza começou a manter um diário, suicídio contemplado. "Religião de Söphichen de zu de habe de Ich, nich Liebe," escreveu. Novalis começou a ver tudo na sua vida em relação a seu amor perdido.


Oito meses depois de sua morte, Novalis começou estudar tecnologia de minas na Academia de Feiberg. Aí tornou-se amigo de Ludwig Tieck e outro primeiro romântico. Foi assistente nos trabalhos de sal em Weissenfels (1796-97 e 1799-1801) e também foi associado com Bergakademie. Em 1798 relaciona-se com Julie von Charpentier; pensava fazer a presença de Sophie. Durante a sua viagem a Weimar que encontra Goethe, Herder, e Jean Paul, e em Jena os irmãos de Schlegel. Naquela época ele estava já seriamente doente, mas trabalhou nos seus escritos com um novo entusiasmo. Antes de poder casar com Julie, Novalis morreu de tuberculose em 2 de maio, 1801 em Weissenfels. Os seus dois romances filosóficos, HEINRICH VON OFTERDINGEN (1802, Henry Von Ofterdingen) e DIE LEHRLINGE ZU SAIS, foram deixados incompletos. Em Henry Von Ofterdingen, um poeta medieval jovem, Henry, procura a Flor Azul misteriosa. "Não é os tesouros que acordaram o desejo tão inexprimível em mim," Henry pensa. "Não há nenhuma avareza no meu coração; mas anseio receber uma visão da flor azul". Entre setembro 1798 e 1799 de março escreve fragmentos chamado 'Das Algemeine Brouillon'. Eram partes das suas enciclopédias planeadas, em que examinou a polaridade na natureza.


"O poeta genuíno," Novalis reivindicou, "é sempre sacerdote". Novalis definiu a poesia romântica como "a arte de aparecer estranho numa maneira atraente, a arte de fazer um assunto remoto mas familiar e agradável". Tudo torna-se romântico e poético, tudo pode ser idealizado, se "dá uma aparência misteriosa ao ordinário, a dignidade do desconhecido ao familiar e uma importância infinitude ao finito". Na terceira parte de Heinrich von Ofterdingen Novalis revelou o seu desejo profundo para o reconhecimento público. A história conta que um jovem humilde do bosque casa secretamente com uma princesa. Depois uma criança nasce deles e entram na presença do rei, que os recebe com alegria.


No seu ensaios Novalis desenvolve mais ainda as suas teorias de história, referindo filósofos como Platão, Plotinos, e Fichte. Em Die Christenheit oder Europa (cervejaria. 1826) Novalis prediz, que a apoteose da raça humana histórica e espiritual será alcançada quando a época de ciência for deixada para traz. O poder sem limites da Imaginação, "conhecimento mágico," combina todos os elementos de sentidos e princípios científicos inventados pela razão - Novalis chamou à sua filosofia "idealismo mágico". O mundo espiritual está aberto para todo o mundo todo o tempo. A capital da sociedade universal, onde espiritualidade e paz prevalecem, serão Jerusalém. Em Glaube und Liebe (1798) Novalis expressa a crença que essa espiritualidade universal é destinada a tomar o lugar de todas formas de governo humano. Schlegel e Novalis foram os primeiro a reconhecer que os relacionamentos históricos não são de natureza lógica. Novalis definiu a filosofia como saudade, como o desejo estar em casa em todos lugares, e o conto de fadas como um sonho de "essa pátria que está em toda parte e em nenhuma parte". As ideias de Novalis profundamente influenciaram as gerações de escritores alemães, entre eles Joseph von Eichendorff, Rainer Maria Rilke, Herman Hesse, e Thomas Mann. Os seus pensamentos prenunciaram visões modernas do renascimento cultural e espiritual da Europa. "Estamos perto acordando quando sonhamos que sonhamos," Novalis uma vez escreveu.

Biblioteca digital infantil lançada amanhã

Muito se tem dito sobre os hábitos de leitura dos portugueses não serem os ideais, principalmente os dos mais novos que, cada vez mais, se deixam enfeitiçar pela televisão e, acima de tudo, pela Internet. Como ultrapassar estas dificuldades? Juntam-se os livros à Internet. Desta associação nasceu a Biblioteca de Livros Digitais, que disponibiliza livros dirigidos a crianças e jovens para leitura online.

“Está a surgir uma nova forma de leitura”, afirmou Carlos Correia, director do Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas, responsável pelo projecto. “Queremos privilegiar as crianças mais novas, de sete, oito anos, mas sem deixar de lado as outras faixas etárias”.

Apesar da maioria dos livros serem infantis, alguns já são dirigidos para adolescentes. “Eu e a Isabel [Alçada] tivemos um desafio: ajudar as crianças mais novas a usar a informática, nomeadamente o Magalhães, de uma forma que as interesse.”

Na abertura, o site contará com nove livros digitais, alguns deles originais, outros já publicados, e durante o próximo semestre serão colocados mais 35. Os que estarão lá inicialmente serão muito mais do que um texto num computador. Permitirão folheá-los, contam com ilustrações, algumas delas animadas, e terão ainda a opção de serem lidos por actores. “É altamente criativo. Para os mais pequenos, o uso da voz por actores ajuda-as a ler melhor.”

A Biblioteca de Livros Digitais pretende também criar uma rede social. Aos registarem-se, os utilizadores poderão juntar-se como amigos e participar na secção Os Livros da Malta, onde cada um pode acrescentar algo no final de qualquer livro. “O livro passa a pertencer a alguém”, sugere Carlos Correia.

Esta biblioteca digital, criada em parceria com o Plano Nacional de Leitura, será apresentada amanhã de manhã na Escola EB1 de Telheiras e enquadra-se no Clube de Leituras, uma iniciativa lançada em Junho do ano passado.

Cortesia de O Público

Caracol de Estrelas

Saíste devagar depois da chuva
depois de uma chuva de estrelas

as estrelas com os teus ossos
fizeram-te uma pequena casa
para onde a levas aí nessa toalha

o tempo corre a coxear atrás de ti
para te apanhar para te esmagar
põe os cornichos no ar caracol

deslizas ao longo da vasta calma
que nunca serás capaz de ver
na direcção de inúteis mandíbulas

desvia-te para a linha da vida
na sonhada palma da minha mão
antes que seja tarde

e deixa-me como herança
a milagrosa toalha de prata

Vasko Popa

CITAÇÃO - John Milton

Ninguém pode amar a liberdade sinceramente, senão pessoas boas; as demais amam não a liberdade, mas a licenciosidade.

Palavra de Trapos

Nos dias 15 e 16 de Dezembro de 2008 das 9h00 às 18h00 realiza-se a Conferência sobre Literatura Infantil - Palavras de Trapos As Línguas que os livros falam no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian. A entrada é livre.

Programa

15 de Dezembro, Segunda-feira
09h30 Sessão de Abertura
Ministro da Cultura
Fundação Calouste Gulbenkian
09h45 Conferência de Abertura

Manuel António Pina
11h00 Palavras Rimadas
José António Gomes (Comunicação de Enquadramento)
José Jorge Letria
Ana Luísa Amaral
Anabela Mota Ribeiro (moderadora)
14h30 Palavras de Outrora, Agora
Ana Paula Guimarães (Comunicação de Enquadramento)
Manuela Júdice
Alice Vieira
Rui Lagartinho (moderador)
16h00 Palavras Trocadas

Sara Reis da Silva (Comunicação de Enquadramento)
Luísa Ducla Soares
Bernardo Carvalho
Ana Margarida Carvalho (moderadora)

Dia 16 de Dezembro, Terça-feira
09h00 Palavras Pintadas
João Paulo Cotrim (Comunicação de Enquadramento)
Vicente Ferrer
António Torrado
Luís Henriques
João Miguel Tavares (moderador)
11h00 Palavra de Bicho

Ana Margarida Ramos (Comunicação de Enquadramento)
Mesa Redonda:
Maria Teresa Maia Gonzalez
Manuel António Pina
Álvaro Magalhães
Luísa Dacosta
12h30 Sessão de Encerramento

Eduardo Filipe – Relator
Rita Taborda Duarte – Comissária
Fundação Calouste Gulbenkian

Prémio Literário Casino da Póvoa 2009

Noventa livros de poesia concorrem ao Prémio Literário Casino da Póvoa, cujo vencedor será anunciado no 10.º Correntes d'Escritas, o encontro de escritores que decorre entre 11 e 14 de Fevereiro próximo, na Póvoa de Varzim.

Obras de Gastão Cruz, Armando Silva Carvalho, Manuel Gusmão, Mia Couto, A.M. Pires Cabral, Fernando Pinto do Amaral, Nuno Júdice, Manuel Alegre, Pedro Tamen, António Cícero, António Gregório, Sofia Pinto Correia Melo, José Luís Peixoto, Rui Lage, António Gamoneda, Vasco Gato, Eucanãa Ferraz e Francisco José Viegas são algumas das apresentadas a concurso.

Ao Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, concorrem livros em Português, editados em Portugal entre Julho de 2006 e Junho de 2008, de autores de língua portuguesa e castelhana, bem como Galego, Catalão e Basco.

Das 90 obras, o júri, este ano composto pelos escritores Ana Luísa Amaral, Casimiro de Brito, Jorge Sousa Braga, Fernando Guimarães e Patrícia Reis vai seleccionar uma lista de finalistas, que será anunciada em Janeiro próximo.

Ao outro galardão atribuído no âmbito deste evento cultural, o Prémio Literário Correntes d'Escritas/Papelaria Locus, destinado a jovens entre 15 e 18 anos, de língua portuguesa ou castelhana, concorreram este ano 183 trabalhos de poesia, de 133 jovens, e o prémio é de mil euros, prevendo-se igualmente a publicação do poema vencedor na edição de 2010 da revista "Correntes d'Escritas".

O júri do prémio juvenil é composto pelo vereador da Cultura da Câmara da Póvoa de Varzim, Luís Diamantino, e Manuela Ribeiro e Francisco Guedes, membros da organização do Correntes d'Escritas.

Os vencedores de ambos os prémios vão ser anunciados na sessão de abertura da 10.ª edição do encontro de escritores, o maior do género realizado na Península Ibérica, e entregues no último dia, na cerimónia de encerramento.

Em edições anteriores, foram distinguidos os escritores Lídia Jorge (2004), António Franco Alexandre (2005), Carlos Ruiz Zafón (2006), Ana Luísa Amaral (2007) e Ruy Duarte Carvalho (2008).

Cortesia de Jornal de Notícias

Do sentimento trágico da vida

Não há revolta no homem
que se revolta calçado.
O que nele se revolta
é apenas um bocado
que dentro fica agarrado
à tábua da teoria.

Aquilo que nele mente
e parte em filosofia
é porventura a semente
do fruto que nele nasce
e a sede não lhe alivia.

Revolta é ter-se nascido
sem descobrir o sentido
do que nos há-de matar.

Rebeldia é o que põe
na nossa mão um punhal
para vibrar naquela morte
que nos mata devagar.

E só depois de informado
só depois de esclarecido
rebelde nu e deitado
ironia de saber
o que só então se sabe
e não se pode contar.

Natália Correia

Prémio de Poesia Daniel Faria

Regulamento do “Prémio de Poesia Daniel Faria”
1. A Câmara Municipal de Penafiel, a Quasi Edições e os herdeiros de Daniel Faria instituem anualmente o “Prémio de Poesia Daniel Faria”.
2. O Prémio é atribuído na modalidade de Poesia, visando estimular a criação poética e, em especial, o aparecimento de novos autores.
3. Podem concorrer ao Prémio trabalhos inéditos de autores com idade inferior a 35 (trinta e cinco anos) no mês de apresentação dos resultados (Março 2009).
4. São admitidas a concurso, exclusivamente, obras inéditas em língua portuguesa, com o mínimo de 30 (trinta páginas).
5. O Prémio consiste na edição da obra premiada pela Quasi Edições e no pagamento integral dos direitos de autor dos exemplares vendidos pela editora, no valor de 10% sobre o preço de capa.
6. As obras concorrentes deverão ser enviadas até 31 de Dezembro de 2008, para “Prémio de Poesia Daniel Faria”, Quasi Edições, Apartado 562, 4764-901, Vila Nova de Famalicão.
7. Para efeito de atribuição do Prémio, será constituído um Júri composto por um representante da Câmara Municipal de Penafiel, um representante da Quasi Edições, um representante da Comissão de Edição da Obra de Daniel Faria e uma personalidade de reconhecida competência nesta área.
8. O representante da Câmara Municipal de Penafiel presidirá ao Júri; em caso de empate, um elemento do Júri, rotativamente nomeado, terá voto de qualidade.
9. O Júri pode propôr a não atribuição do Prémio por falta de qualidade das obras concorrentes; não pode, em caso algum, atribuí-lo a mais do que uma obra.
10. O Júri pode atribuir Menções Honrosas no número que lhe aprouver.
11. O autor a quem tenha sido atribuído o Prémio não pode concorrer na edição seguinte.
12. Os trabalhos concorrentes, de que deverão ser enviados 5 (cinco) exemplares para a morada mencionada no ponto 6, serão assinados com pseudónimo não conhecido, usado pela primeira vez, e acompanhados de um envelope lacrado contendo a identificação do autor e os dados para contacto.
13. Os exemplares dos trabalhos não premiados não serão devolvidos, sendo destruídos 30 (trinta) dias após o anúncio dos resultados.
14. Os resultados serão publicitados na Comunicação Social e disponibilizados no site da Editora, no site da Câmara Municipal de Penafiel e em outros sites relacionados com as entidades promotoras do Prémio.
15. Todos os casos omissos serão deliberados pelos promotores do Prémio.

«A poesia é a busca da palavra exacta»

Há muito aclamado como um dos maiores poetas italianos de hoje, Elio Pecora só agora viu os seus poemas publicados em Portugal. Uma pátria que não dissocia do universo de Pessoa, que admira profundamente.

No discurso pausado e sereno do autor, que acaba de lançar pela Quasi uma recolha dos seus poemas, há uma palavra usada com mais insistência do que todas as outras: "trabalho". As alusões às musas e à inspiração divina são trocadas de bom grado por aquilo que considera ser o verdadeiro ofício de um poeta - «a busca da palavra exacta».

O recente vencedor do Prémio Internazionale Mondello lamenta que essa paciência detenha cada vez menos cultores, preterida por um frenesim na publicação que está longe de produzir resultados satisfatórios. "Escreve-se muito, lendo pouco e com pouca vontade de trabalhar. Noto muita inquietude nos jovens poetas. Com os anos, vamos aprimorando as nossas qualidades. A maior parte do que escrevo não publico, pois faz parte do processo constante de aperfeiçoamento".

O remoque à ânsia de reconhecimento que caracteriza os jovens autores de hoje não invalida que se mostre "optimista" com o número crescente de poetas, "apesar de este continuar a ser um género minoritário".

Publicado em 1970, "La chiave di vetro", o primeiro livro de poesia de Elio Pecora foi o momento em que se sentiu finalmente preparado. Por isso, não tem pejo em reconhecer que destruiu grande parte dos poemas anteriores a essa data, porquanto "foram uma simples aprendizagem".
Apesar de o seu caso particular o desmentir, defende que "um poeta não depende da idade" e cita como exemplo obrigatório Rimbaud, que "aos 18 anos já era um grande escritor". Tudo somado, Pecora diz reger-se por um regra simples: "Apenas acredito na qualidade da obra e não na idade".

É por advogar tal tese que afirma não se sentir distanciado face aos primeiros textos publicados. Já em 1997, quando recolheu num volume 20 anos da sua poesia, dizia duvidar da "cronologia de uma obra". E socorre-se de Dante, Goethe ou Pessoa como prova suprema de autores que, ao longo da obra, dissecaram um punhado restrito de temas. "Desde que comecei a publicar elegi a exactidão e a clareza da palavra como linhas fulcrais da minha poesia. Continuo a escrever porque entendo que hoje posso enunciar melhor o que penso e sinto".

A brevidade dos escritos de Pecora não é uma simples questão estética, mas antes um esforço deliberado para sintetizar em poucas palavras a complexidade do Mundo. Nos escritos mais recentes - o livro agora lançado reúne nove inéditos - perpassa uma atracção pelos mistérios existenciais que pode ser confundida, numa leitura apressada, com uma aproximação ao divino. Elio Pecora não concorda que possa ser considerado hoje um homem mais religioso, a menos que "entendamos por religião uma tentativa de compreensão dos mistérios do Mundo e da vida".

Em "Quadros citadinos", de 2007, há dois poemas intitulados "Despedida" e, na escrita descarnada do autor, não faltam alusões pontuais a "vazio", "angústia", "medo" ou "morte". Mesmo assim, o poeta descarta o tom sombrio da obra escrita nos últimos anos, atribuído por alguns críticos. "Há uma maior tranquilidade, não desencanto. Continuo um apaixonado da vida, mas estou mais consciente da sua finitude. Acredito, tal como Lucrécio ou Horácio, que nascer implica morrer, da mesma maneira que a glória pressupõe o fracasso. É a simetria perfeita da existência", proclama.

No prefácio da edição de "Poemas escolhidos", a professora universitária Maria Bochicchio alude à genealogia literária do autor, tão vasta que abarca poetas nacionais como Attilio Bertolucci e Dario Bellezza ou autores estrangeiros (Wittgenstein, Hölderlin, Eliot, Brodski ou Szymborska). O vencedor dos prémios Dessi ou Calliope admite que "não se pode escrever poesia se não estivermos a par do que se publica" e garante que, ainda hoje, continua "um leitor voraz".
Pese embora o prestígio acumulado em quatro décadas de publicação, é como divulgador de poesia que prefere ser citado. Além de organizador póstumo da obra de Sandro Penna, dirige a revista "Poeti e poesia", na qual divulga autores de todo o Mundo. "Três quartos do que escrevo é divulgação de poesia. Prefiro dedicar mais tempo ao estudo da poesia dos outros", confessa.

De Moravia a Pasolini, passando por Penna, o poeta privou com as mais insignes figuras da literatura italiana das últimas décadas. Com a maior parte estabeleceu relações de amizade duradouras que actualmente considera improváveis entre colegas do mesmo ofício, dado o clima de rivalidade que diz existir. "Naqueles anos, nas décadas de 60 e 70, Roma era uma cidade onde se discutia tudo abertamente e existia camaradagem. Tudo isso mudou. Se hoje disser a um jovem poeta que o livro que publicou não é nada por aí além, ganho um inimigo", desabafa, desgostoso.

Sobre a pujança da literatura italiana, Pecora prefere não alongar--se, mas considera preocupante que os autores procurem os filões comerciais mais atractivos, como acontece agora com os livros-denúncia, de que o exemplo recente mais notório é "Gomorra", do jornalista Roberto Saviano.

Cortesia de Jornal de Notícias

Há dentro de mim uma lembrança

Há dentro de mim uma lembrança,
pedra branca no fundo de um poço,
já não posso, já não quero lutar:
ela é sofrimento, alegre alvoroço.

Acredito: quem olhe bem de perto
nos meus olhos possa vislumbrar.
E cisme mais triste do que ouvindo
uma história de saudade e pesar.

Diz-se que os deuses mudavam os homens
em coisas, sem matar-lhes a consciência,
para que vivesse a maravilhosa
tristeza. E ficaste-me na lembrança.

Anna Akhmátova

DIGA 33 lançado em festa poética


Com o lançamento do livro “DIGA 33 – os poetas das Quintas de Leitura”, obra integrada na Colecção Cadernos do Campo Alegre, editados pela Fundação Ciência e Desenvolvimento, procura-se perpetuar a passagem de importantes poetas da poesia portuguesa contemporânea pelo ciclo “Quintas de Leitura”, tendo-se decido publicar uma antologia com 33 textos, muitos deles inéditos, e 33 retratos captados propositadamente para a antologia. 33 corresponde ao número de Poetas, outros tantos Amigos, que, entre 2002 e 2008, alimentaram com o seu talento e a sua presença as sessões do ciclo “Quintas de Leitura”.


O lançamento deste 12º livro dos Cadernos do Campo Alegre realizar-se-á no decorrer de um espectáculo de Quintas de Leitura, no dia 18 de Dezembro, às 22h00, no TCA. Adivinha-se uma verdadeira festa da Poesia que contará com a presença de muitos dos autores participantes e outros artistas convidados.


A antologia é organizada pelo programador do ciclo, João Gesta, os retratos, captados entre Abril e Outubro deste ano, são da autoria da Pat. Susana Fernando assina o design gráfico da obra.Os 33 retratos da fotógrafa Pat estarão em exposição no Foyer do teatro a partir de 16 de Dezembro, podendo a exposição ser visitada das 14h00 às 22h00.


Como mestre-de-cerimónias, participa no espectáculo a actriz Adriana Faria. Mariana Reis e Rita Reis lerão alguns dos textos publicados. Ana Deus e Tó Trips juntam-se para nos dar alguns momentos de música. O jovem talento Raúl Peixoto da Costa interpretará ao piano temas de Bach, Chopin e Prokofiev. O poeta valter hugo mãe promete surpreender-nos com uma performance inesperada e Daniel Maia-Pinto Rodrigues fechará a primeira parte lendo um poema alusivo às “Quintas de Leitura”.


Depois de dois anos de interregno, a segunda parte da sessão trará de volta ao TCA o grupo O’questrada, recém-chegado de uma digressão a Paris. A banda é composta por Marta Miranda (voz), João Lima (guitarra portuguesa), Zeto (guitarra e voz), Pablo (contra-bacia) e Donatello (acordeão) e actuarão durante 45 minutos, percorrendo o seu vasto repertório.


Refira-se por fim a presença de muitos dos Poetas antologiados que não deixarão de ler os seus textos. Aqui fica a lista dos 33 Magníficos: Adília Lopes, Daniel Jonas, Regina Guimarães, Ana Deus, Yolanda Castaño, Aldina Duarte, Paulo Condessa, Nuno Moura, João Rios, José Luís Peixoto, Jorge Sousa Braga, valter hugo mãe, Gonçalo M. Tavares, Filipa Leal, Adolfo Luxúria Canibal, Nuno Júdice, Maria do Rosário Pedreira, Paulo Campos dos Reis, Pedro Mexia, Rui Reininho, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Ana Luísa Amaral, António Mega Ferreira, Pedro Abrunhosa, Manuel António Pina, João Habitualmente, Jorge Reis-Sá, Fernando Pinto do Amaral, Vasco Gato, Maria Andresen, Marta Bernardes, Catarina Nunes de Almeida e José Tolentino Mendonça.


Cortesia de Quintas de Leitura

Espólio de Pessanha: inventário


O espólio de Camilo Pessanha dispersou-se, em 1926, na sequência do seu falecimento. O presente núcleo documental pertenceu à família Castro Osório, que se relacionou amplamente com o poeta. É constituído por 189 documentos e foi adquirido, em 1979, pela BNP. Mais tarde, integraram-se duas colecções de fotocópias que se prendem com o Caderno Poético de Camilo Pessanha, surpreendentemente revelado, corria o ano de 1966, pelas vicissitudes e pelas ondas de choque da «Revolução Cultural» em Macau.


Os seus manuscritos autógrafos são raros por motivos que se prendem com a sua abulia, as suas fracturas, a incapacidade de se adaptar aos valores prevalecentes. Deste modo, os que fazem parte deste acervo – dezoito do punho de Camilo Pessanha e um que aparenta ter sido por ele revisto – adquirem uma importância não despicienda para os exegetas do poeta.


Fazem ainda parte do presente núcleo poemas manuscritos copiados por terceiros, nomeadamente por João de Castro Osório, José Benedito de Almeida Pessanha, Alberto de Serpa e, eventualmente, por Ana de Castro Osório, os quais foram utilizados para a fixação do texto das edições de 1945 e de 1969 da Clepsidra; correspondência, de carácter intimista, de Camilo Pessanha dirigida a Ana de Castro Osório, João Baptista de Castro e a Alberto Osório de Castro; iconografia avulsa importante, porquanto o poeta raramente se deixava fotografar; toda a correspondência que a publicação, em 1920, da Clepsidra gerou, a qual revela uma fraca empatia por parte dos intelectuais e da imprensa da época; dedicatórias de Camilo Pessanha a várias personalidades; etc.


Este núcleo é relevante para acompanhar a evolução poética do escritor, para o estabelecimento da edição crítica da Clepsidra e para o conhecimento de uma personalidade peculiar, plural e humanista.


O lançamento do inventário do espólio de Camilo Pessanha realiza-se amanhã, dia 10 de Dezembro de 2008, pelas 18h00 na Biblioteca Nacional.

LIVRO RARO - O cão dos dedos

RIOS, João. O cão dos dedos. Vila Nova da Famalicão: Quasi, 2006. Biblioteca “Uma Existência de Papel”.Sm. 4°, orig. illus. wrps. 60 pp., (2 ll.). One of 500 copies. ISBN: 989–552-210-X. $20.00

O autor tem publicado pelo menos seis livros de poemas.

Os muros de esmeralda

1.
Doze voltas da grade nos muros de esmeralda.
O corno do animal marinho afasta o pó, o jade afasta o frio.
As cartas do Monte Luang-Yuan têm cegonhas por mensageiras.
Na alcova da Senhora uma fénix pousa em cada árvore.
As estrelas que mergulharam no fundo do mar assomam à janela.
Ao longe, sentado, vendo findar a chuva que caía no rio.
Se a pérola da madrugada, imóvel, brilhar sempre,
Contemplaremos o prato de cristal pela vida fora.

Li Shang-Yin

Nizete Mavila recebe Prémio Revelação de Poesia de 2008

A jovem escritora moçambicana Nizete Monteiro Gerónimo Mavila venceu a 11 de Novembro o Prémio Revelação de Poesia de 2008, promovido pela Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), em parceria com o Centro Cultural Português/Instituto Camões, com o apoio do Banco BCI-Fomento, do Grupo Caixa Geral de Depósitos.

Elegia e Esperança é o título da obra premiada, que correspondeu aos critérios com que foram apreciados pelo júri de três elementos os oito trabalhos a concurso: correcção linguística, originalidade e criatividade temática, coerência textual e estilo.

O júri da edição de 2008 foi constituído por Sara Jona Laísse (Presidente), co-autora do dicionário Português-Gitonga-Português, Nataniel Ngomane, professor auxiliar e chefe da secção de Literatura do Departamento de Linguística e Literatura da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), e pelo poeta Manecas Cândido.

O prémio tem como objectivo estimular e apoiar a criação literária nos géneros de Poesia e Ficção, sendo atribuído anualmente a um dos géneros em concurso.

Excepcionalmente, este ano, o Centro Cultural Português, em parceria com a AEMO, instituiu igualmente um Prémio de Teatro - Expressão Dramática 2008, destinado a comemorar ‘2008 - Ano Europeu do Diálogo Intercultural'.

Mas o júri, constituído pelo dramaturgo moçambicano Lindo Nhlongo, por Sara Jona Laísse e pelo escritor e actor Rogério Manjate, decidiu não atribuir o prémio a qualquer dos concorrentes, pelo facto de as obras apresentadas não terem qualidade, bem como por algumas delas não terem cumprido rigorosamente o Regulamento.

Situação em parte semelhante à que ocorreu em 2007, em que o Prémio Revelação, nesse ano dedicado à Ficção, não foi atribuído pelo júri constituído por Gilberto Matusse, director de curso no Departamento de Linguística e Literatura da UEM, pela escritora moçambicana Lília Momplé e pelo jornalista e escritor Daniel da Costa.

O júri deliberou, por unanimidade, não atribuir o prémio aos concorrentes, por considerar que as obras a concurso não apresentavam a qualidade necessária.

Foi concedida apenas uma Menção Honrosa ao conjunto de contos intitulado 2.ª Morte, da autoria de Leonardo Jossai Unguana, que havia já sido vencedor do Prémio Instituto Camões para o Conto e Banda Desenhada 2006, na modalidade Conto.

Cortesia de IC

Bolsas Criar Lusofonia – Literatura

Está aberto o concurso Criar Lusofonia – Literatura, que tem por objectivo a atribuição de bolsas no domínio da escrita, para estadas em países da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa.

Pretende-se com este programa criar oportunidades de contacto aprofundado com outros países lusófonos aos escritores/investigadores de língua portuguesa, a fim de produzirem uma obra destinada à divulgação no espaço da lusofonia.

São instituídas duas bolsas de criação/investigação literária, para candidatos de nacionalidade angolana, brasileira, cabo-verdiana, guineense, moçambicana, portuguesa, são-tomense e timorense.

O prazo de recepção de candidaturas termina no dia 15 de Janeiro de 2009.

Consulte aqui o regulamento

Cortesia de CNC

Festa dos Livros da Gulbenkian


A Festa dos Livros da Gulbenkian só termina a 23 de Dezembro. Todos os dias, das 10h às 20h, livros editados pela Fundação a preços reduzidos. Veja aqui o livro do dia.

Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca

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