Prémio Camões 2010 distingue o poeta Ferreira Gullar

O prémio Camões 2010 foi hoje atribuído ao poeta brasileiro Ferreira Gullar. O júri não tinha ainda conseguido comunicar ao premiado que foi distinguido com o galardão. Gullar foi distinguido pela "nota pessoal de lirismo" e "valores universais" no seu trabalho.

A decisão foi anunciada numa conferência de imprensa ao final da tarde no Hotel Tivoli, em Lisboa, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas. O júri esteve reunido durante a tarde de ontem em Lisboa, por duas horas, e a decisão foi tomada por maioria.

O autor tem uma integral da sua obra editada pela Quasi - "Obra Poética" (2003).

Helena Buescu, (professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), José Carlos Seabra Pereira (professor associado da Universidade de Coimbra), Inocência Mata (escritora santomense e professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), Luís Carlos Patraquim (escritor e jornalista moçambicano), António Carlos Secchin (escritor e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e a escritora brasileira Edla van Steen foram os jurados deste prémio.

Esta é a 22ª edição do Prémio Camões, atribuído pelo Estado Português e Brasileiro desde 1989, que distingue anualmente um escritor de língua portuguesa que, pelo conjunto da sua obra, contribua para o enriquecimento do património literário em português. O valor do prémio é de cem mil euros (50 mil euros pagos por Portugal e quantia identica paga pelo Brasil) e será entregue numa data a anunciar em Lisboa

No ano passado, embora fosse razoavelmente previsível a escolha de um autor africano já que nas duas edições imediatamente anteriores o prémio tinha sido atribuído a um português (António Lobo Antunes) e a um brasileiro (João Ubaldo Ribeiro), o nome do poeta e ficcionista cabo-verdiano Arménio Vieira constituiu uma surpresa. Mas na verdade "há vários anos que um poeta não era distinguido", justificou na altura Helena Buescu, do júri. O último poeta tinha sido o português Eugénio de Andrade, já em 2001.

Cortesia de O Público

Parfums de Lisbonne IV


80ª Feira do Livro do Porto

A 80ª Feira do Livro do Porto abre ao público no próximo dia 1 de Junho na Avenida dos Aliados, com horário alargado, e prolongando-se até 20 de Junho, o domingo que antecede o S. João. Este ano a Feira contará com 126 pavilhões e mais de 200 participantes.

Na sequência de contactos telefónicos entre a APEL e a Câmara do Porto, as duas instituições ultrapassaram as dificuldades existentes e clarificaram a coordenação das diversas iniciativas planeadas para a Avenida dos Aliados, de forma a permitir uma gestão harmoniosa de eventos, sem pôr em causa o protocolo celebrado o ano passado entre o Município e a APEL para a realização da Feira do Livro na Baixa da Cidade.

Encerrada à meia noite de dia 23 de Maio, a edição de Lisboa, os trabalhos de montagem da Feira do Livro do Porto já começaram, e prosseguem ao longo da semana, de forma a que o evento seja inaugurado no primeiro dia do mês das Festas da Cidade, enriquecendo assim o intenso programa de animação da Baixa.

Assim, durante praticamente três semanas a Avenida dos Aliados poderá voltar a conjugar de uma forma particularmente feliz a cultura e a actividade económica, em torno da grande festa do livro que é a sua própria feira.

Recorde-se que, no ano passado, estreia do regresso da Feira do Livro à Baixa, o evento foi maciçamente reconhecido como um enorme sucesso, mobilizando muitas dezenas de milhares de visitantes e compradores.

Cortesia de APEL

Ervas sobre a planície antiga: uma canção de despedida

Aqui e ali, surgem ervas na planície,
Em cada ano morrem e renascem.
Fogos selvagens queimam-nas, não as matam,
Com o vento primaveril, ei-las outra vez!
A fragrância, longínqua, perfuma a via antiga:
Um feixe de esmeraldas nas velhas ruínas.
É tempo, outra vez, de dizermos adeus,
E do senhor que parte se despedem elas.

Bai Juyi

Faleceu o poeta italiano Edoardo Sanguineti

O poeta, escritor, crítico e intelectual italiano Edoardo Sanguineti, considerado um dos principais nomes da literatura vanguardista de Itália na década de 60, morreu aos 79 anos num hospital de Génova. Sanguineti morreu após uma cirurgia de urgência a um aneurisma abdominal a que foi submetido no Hospital Villa Scassi. Nascido em Génova, em 1930, o seu nome destaca-se entre os mais importantes poetas, autores de peças de teatro, críticos, romancistas, ensaístas e activistas italianos. Sanguineti passou também pela política, ao ser deputado independente pelo PCI entre 1978 e 1983. Indicado como um dos maiores especialistas em Dante foi professor de Literatura nas universidades de Turim, Génova e Salerno. Afirmando-se como “o poeta mais patético do século XX”, escreveu poemas até 2004 e após o fim da sua carreira académica, em 2000, passou a dedicar-se à militância da esquerda radical, prosseguindo, no entanto, com a escrita.

Cortesia de O Público

Poesia Inaugural de Carlos Drummond de Andrade

Com lançamento previsto para o próximo dia 30, num projeto capitaneado pelo Instituto Moreira Salles, a poesia inaugural de Carlos Drummond de Andrade é resgatada em edição especial.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) pensou em destruir os poemas que o revelariam para o País. Em carta a Mário de Andrade, em 1926, escreveu: ``Não me sinto capaz de grandes coisas, por isso também não sinto dificuldade em renunciar a executá-las. E não me queira mal, se um dia eu te escrever que rasguei o meu caderno de versos``.

Com a ternura habitual, o amigo passou-lhe um pito. ``Isso você não tem direito de fazer e seria covardia. Você pode ficar pratiquíssimo na vida se quiser, porém não tem direito de rasgar o que já não é mais só seu, que você mostrou pros amigos e eles gostaram. (...) Eu quero uma cópia de todos os seus versos pra mim. Quero e exijo, é claro``, disse Mário.

Quatro anos depois, em maio de 1930, saiu Alguma Poesia, o primeiro livro de Drummond, aberto com o Poema de Sete Faces (``Quando nasci, um anjo torto/ desses que vivem na sombra/ disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida``).
Trazia ainda No Meio do Caminho, Quadrilha (``João amava Teresa que amava Raimundo``) e outros 51 poemas.

Pelos 80 anos da assombrosa estreia, o Instituto Moreira Salles lança, no dia 30, Alguma Poesia: O Livro em Seu Tempo, edição especial organizada pelo poeta Eucanaã Ferraz.

O volume traz o fac-símile do exemplar de Alguma Poesia que pertenceu a Drummond, o que lhe empresta um luxo adicional: anotações à mão do poeta, alterando títulos e versos ou suprimindo palavras.

Descobrimos, por exemplo, que, na versão original de Quadrilha, J. Pinto Fernandes, aquele ``que não tinha entrado na história``, se chamava Brederodes -o nome foi riscado por Drummond, que escreveu ao lado o do substituto.

Quando o livro foi lançado, o poeta de Itabira tinha 27 anos. Era já um jornalista experimentado (começara com 16) e publicara poemas em periódicos literários, inclusive na Revista de Antropofagia, mas, por rigor excessivo ou falta de oportunidade e de grana, alentou por dez anos sua estreia.

A esclarecedora apresentação de Eucanaã disseca a construção de Alguma Poesia no período. Salta aos olhos o papel crucial do autor de Pauliceia Desvairada, espécie de baliza modernista de Drummond, que lhe dedicou a obra (``A Mário de Andrade, meu amigo``).

Ao comentar, em 1924, poemas que Drummond lhe enviara, Mário elogia o que achou ser transgressão gramatical no primeiro verso de Nota Social (``O poeta chega na estação``): O mineiro responde que na verdade fora um descuido [o correto seria ``chega à estação``] e que vai corrigi-lo: ``Ainda não posso compreender os seus curiosos excessos. Aceitar tudo que vem do povo é uma tolice que nos leva ao regionalismo``.

Mário dá-lhe uma bronca (``Quem como você mostrou a coragem de reconhecer a evolução das artes até a atualização delas põe-se com isso em manifesta contradição consigo mesmo``), Drummond então capitula. Pede, literalmente, perdão e mantém o ``na estação``.

O autor pagou do seu bolso, em várias prestações, a primeira edição, impressa na gráfica do Minas Gerais, órgão oficial do Estado do qual era redator. Alguma Poesia saiu pela Pindorama, uma pequena editora de autor (Eduardo Frieiro).

As resenhas na mídia pelo País foram em geral consagradoras. Bandeira apontou que ``ironia e ternura agem (...) como um jogo automático de alavancas de estabilização``. Mas houve quem desancasse, como Medeiros de Albuquerque (``Bonito, bem impresso. Mas oco. Não tem nada dentro``).

A história mostrou que oca era a crítica. ``É incrível o que ele conseguiu já no primeiro livro. Nem João Cabral nem Vinicius chegaram ao volume e à qualidade de Drummond desde a estreia``, afirma Eucanaã. (Fabio Victor, da Folhapress)

Cortesia de O Povo Online

A Palavra dos Poetas pelo Grupo de Amigos do Barreiro Velho

O Grupo de Amigos do Barreiro Velho promove uma SESSÃO DE POESIA, na Oficina de Teatro Mário Pereira - TEATRO DE ENSAIO DO BARREIRO- TEB – hoje, sexta feira, dia 28 de Maio, pelas 21,30 horas.

«Em tempos conturbados, um mergulho na poesia pode, por momentos, aliviar o espírito dos que sentem a força da palavra» - sublinha o Grupo dos Amigos do Barreiro Velho.

“É a segunda sessão que levamos a cabo num espaço que sempre nos tem franqueado as portas; por isso, estamos gratos e o Barreiro Velho vê valorizado mais uma instituição já com história feita.

Está convidado(a) a partilhar connosco este momento de bom convívio e de contacto com os nossos poetas, ditos por diferentes vozes.” – é o convite formulado por Rosário Vaz e Vitorino Coragem, do Grupo de Amigos do Barreiro Velho.

Cortesia de Rostos

Revista TRIPLOV N.º2

O número 2 da revista TRIPLOV conta com a participação de vários autores como Júlio Conrado, Casimiro de Brito, Juan Carlos García Hoyuelos, Décio Pignatari, Washington Luis Lincoln de Assis, Luís Costa nas áreas da ficção, poesia, arte e ensaio, e inclui ainda a entrevista «Jacques Derrida e o marxismo» realizada por Betty Milan.

REVISTA TRIPLOV n.º 2

Festival de Poesia de Vila Nova de Foz Côa

O Festival de Poesia de Vila Nova de Foz Côa inicia-se hoje, às 19 horas, com um programa vasto que inclui intervenções poéticas no meio do rio Douro.

A jornada poética vai decorrer a bordo do barco rabelo Senhora da Veiga, atracado no cais fluvial do Pocinho. Os poetas Amadeu Baptista, Maria Estela Guedes e Fernando Castro Branco vão protagonizar o Ciclo de Leituras Instáveis, partilhando com os presentes vários poemas de sua autoria.

Um dos momentos altos da sessão é a leitura de poemas de Fernando Pessoa, extraídos da "Mensagem", declamados pelo actor João d'Ávila.

A abertura ao público do evento está marcada para as 10.30 horas, com oito exposições plásticas que integram a 1ª Mostra de Arte Contemporânea do Côa e Douro Superior. As exposições têm lugar não só em Foz Côa, mas também nos muncípios vizinhos de Trancoso e Mêda. Director e fundador do festival, Jorge Maximino sublinha que a mostra de arte contemporânea "consolida uma iniciativa anual de criação e programação ancorada nos quatro concelhos (Foz Côa, Trancoso, Mêda e Miranda do Corvo) em parceria com os municípios, por forma a valorizar o seu património e a promover o seu desenvolvimento cultural".

Cortesia de JN

Poeta Nuno Guimarães representa Portugal no 46º Festival de Poesia da Lituânia

Denominado "A primavera da Poesia", este é o mais antigo festival de poesia da Lituânia e um dos mais antigos do mundo, tendo sido criado em 1965.

Hoje, em declarações à Lusa, Nuno Guimarães, que se encontra na Lituânia há quase seis anos, afirmou que recebeu com "surpresa" o convite para representar Portugal no festival.

"É um convite que muito me honra", disse o poeta/professor, acrescentando que o seu nome começou a surgir na comunicação social local depois de alguns dos seus poemas publicados nos dois livros que tem editados serem traduzidos para lituano.

Segundo referiu, esta informação chegou à organização do festival, que analisou, então, os seus trabalhos.

Nuno Guimarães participará, de quinta feira a domingo, no festival destacando-se a presença numa conferência onde abordará o tema "A presença do mar na nossa poesia".

Além de Portugal, o festival conta com presença de poetas da Letónia, Polónia, Rússia, Geórgia, República Checa e Síria.

A programação deste festival compreende leitura de poesia e encontros com escritores lituanos e poetas de outros países.

Nuno Guimarães é leitor do Instituto de Camões nas universidades de Vilnius e Vytautas Magnus, em Kaunas.

O português é ainda assessor cultural na embaixada portuguesa da Lituânia.

O seu percurso profissional deu, contudo, uma reviravolta grande, uma vez que é formado em engenharia civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

"Consegui fazer o que todos ambicionam na vida, que foi transformar o meu hobby na minha atividade principal", salientou Nuno Guimarães, em declarações à Lusa.

O poeta largou a engenharia em 2006 para exercer as funções de leitor de português naquela universidade lituana.

A propósito deste festival da primavera, foi já publicada uma antologia com poemas dos cerca de 100 autores participantes, sendo que Nuno Guimarães conta com três poemas traduzidos/interpretados por Irma Vitukynaite.

Nuno Guimarães disse ainda que descobriu que os lituanos "são muito ávidos" por Portugal, considerando que são algumas semelhanças entre os dois países que suscitam este interesse.

Apontou a dimensão dos dois países, o catolicismo vigente e um período histórico muito similar relacionado com os descobrimentos, sendo que Portugal fez conquistas por mar enquanto os lituanos as fizeram por terra.

Cortesia de DNArtes

Passeio-Homenagem «O Caminho dos Pisões» a M.S. Lourenço

O Centro Nacional de Cultura realiza no dia 30 de Maio, no âmbito do ciclo de Passeio de Domingo, o Passeio-Homenagem «O Caminho dos Pisões» a M.S. Lourenço guiado por Liberto Cruz e Guilherme d’Oliveira Martins.

Manuel António dos Santos Lourenço, que assinava com o nome literário M.S. Lourenço, nasceu em 13 de Maio de 1936, na Vila Velha de Sintra, onde residiu até à sua morte, em 1 de Agosto de 2009. Pertenceu à chamada geração de O Tempo e o Modo, com António Alçada Baptista, João Bénard da Costa, Alberto Vaz da Silva, Helena Vaz da Silva, Pedro Tamen, Nuno Bragança, entre outros. Em O Tempo e o Modo. Revista de pensamento e acção, publicou poemas, ensaios e traduções. A poética de M.S. Lourenço seguiu um caminho individual, solitário, perseverando na procura, a um tempo, de liberdade, contenção e abertura no pensamento e na palavra. A Autobiografia, ainda inédita, nunciada por Liberto Cruz, permitirá novas achegas para a compreensão da sua vida e obra. A sua Obra Completa poético-literária -O Caminho dos Pisões -faz convergir o caminho pessoal como escritor e a presença de Sintra. Caminho dos Pisões é o nome antigo de um caminho da Vila Velha de Sintra.

HORÁRIO: 10h
DURAÇÃO: manhã
LIMITE: 30 pessoas
LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos
(em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25)

+INFO

Cortesia de CNC

Cleonice Beradinelli na Casa Fernando Pessoa

Cleonice Beradinelli, 93 anos, considerada a maior especialista do Brasil em literatura portuguesa, eleita para a Academia Brasileira de Letras no final do ano passado, este ano galardoada com a Ordem do Desassossego, em cerimónia que teve lugar no passado dia 8 de Março, virá à Casa Fernando Pessoa falar de um autor que conhece como ninguém: Fernando Pessoa. Dia 27 de Maio às 18h30. Entrada livre.

Cortesia de CFP

Soledade

Deleita-me a solidão desta choupana...
Mas dói-me ao recordar vozes amigas.
Sim, geme o verdelhão, - mas em país de exílio.
Conturba-me a cor da relva o coração, que remoça.

Desce o sol, em um poente de cirros amarelos
Passam nuvens sobre o mar, - que é mais ferrete.
Segunda lua... E, na algaravia dos grasnidos,
Oiço os gansos darem o alarme p'ra o regresso.

Pien Kung

Howl reconta as origens de poema pornográfico que chocou os EUA



À certa altura do filme, o advogado de acusação pergunta à testemunha, um professor universitário especializado em literatura americana: "Lendo este poema, você diria que seu escritor entraria para a história?". Ao que o professor responde: "É certo que graças à toda a atenção atraída por esse julgamento ele já entrou".

O ano era 1957, "Howl" era o poema, e o autor, Allen Ginsberg, então um jovem conhecido apenas nos pequenos círculos literários de San Francisco e hoje considerado um dos principais expoentes do que ficou conhecido como a geração beatnik (Ginsberg chegou a recusar o rótulo, dizendo que "éramos só um bando de escritores que queríamos ser publicados").

Acusado de 'obsceno' e 'pornográfico'' por seu estilo inflamado, repleto de palavrões e referências explícitas a sexo - hétero ou homo - e uso de drogas, o poema mais famoso de Ginsberg é o eixo central de "Howl", filme de Rob Epstein e Jeffrey Friedman que estreou em Sundance no início deste.

Cortesia de G1

7º Festival Mundial de Poesia da Venezuela

A 7ª edição do Festival Mundial de Poesia da Venezuela, que inicia hoje, prestará homenagem ao venezuelano William Osuna e percorrerá todas as regiões do país.

Embora o festival tenha sido inaugurado no domingo (23), a cerimônia de abertura será realizada nesta segunda-feira (24), terminando no dia 29 de maio.

O evento contará com a presença do poeta brasileiro Floriano Martins, que será membro do júri do 1º Concurso Nacional de Poesia do festival.

O Ministério da Cultura venezuelano assinalou que se trata de uma "festa da palavra" e que "a poesia é uma aliada substancial e insubstituível em tempos de Revolução".

Entre os poetas convidados, destaca-se Derek Walcott, Prêmio Nobel de Literatura de 1992, considerado uma "grande voz do Caribe e do mundo".

Os organizadores também confirmaram a presença dos poetas Marcos Silber (Argentina), Austin Clarke (Barbados), Jorge Campero (Bolívia), Malú Urriola (Chile), Álvaro Miranda (Colômbia), Jeanette Amitt (Costa Rica) e Sigfredo Ariel (Cuba).

O Concurso Nacional de Poesia premiará o vencedor com 10 mil bolívares (US$ 2.326) e com a publicação do livro.

Além do brasileiro Floriano Martins, o júri desse prêmio é integrado pelos poetas Rei Berroa (República Dominicana) e William Osuna (Venezuela), o homenageado do evento.

Cortesia de Terra

I Gala da Poesia - Poejovem 2010

Cerca de meia centena de jovens vão participar na I Gala da Poesia - Poejovem 2010, que vai decorrer na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão hoje, dia 23 de Maio, pelas 17 horas. A iniciativa, que pretende promover e dar a conhecer novos talentos na área da poesia, é um dos pontos altos da programação do Jovem.com, um evento promovido pela Câmara Municipal de Famalicão nos dias entre 20 e 30 de Maio.

Com mais de três dezenas de acções previstas entre actividades desportivas, culturais e de lazer, o evento destaca-se "pelo incentivo à criatividade e valorização do talento dos jovens famalicenses", como afirmou o vereador da Juventude, Mário Passos, na conferência de imprensa de apresentação do Jovem.Com.

Cortesia de Notícias da Trofa

Solta o poeta que há em ti! - 2º Concurso Poetry Slam

Depois do sucesso do primeiro concurso em Junho de 2009, o FESTIVAL SILÊNCIO! volta a lançar o repto a todos os poetas urbanos: o conceito é simples, basta escolher um tema, tratá-lo de forma crítica e espirituosa, adicionar algumas rimas e declamá-lo de forma dramática no espaço de três minutos no palco do MUSICBOX.

Considerado uma das mais recentes e cosmopolitas tendências da noite das grandes capitais, o Poetry Slam tem alcançado enorme sucesso nos bares de Berlim, Nova Iorque, Paris ou Londres. O conceito é simples: basta escolher um tema, tratá-lo de forma crítica e espirituosa, adicionar algumas rimas e declamá-lo de forma dramática no espaço de três minutos no palco de um clube. Emblema da cultura urbana, este novo movimento dá primazia à palavra e aos poetas e convoca todos aqueles que queiram exprimir e transmitir a sua arte através da palavra dita.

Inscrição

«Poetry» faz sensação em Cannes

Uma original mistura de poesia e crime causou impacto na passada quarta-feira no Festival de Cannes, colocando seu diretor, o sul-coreano Lee Chang-Dong, entre os favoritos à Palma de Ouro.

Intitulado "Poetry", o filme é um dos 19 que concorrem ao cobiçado prêmio e foi recebido com uma ovação de pé de dez minutos.

O filme coreano, que é cheio de poesia, em palavras e imagens, parte de uma notícia que pode ser encontrada nas páginas de qualquer jornal: uma moça se suicida pulando de uma ponte. Depois se sabe que a jovem havia sido estuprada por seis de seus colegas de escola.

A avó de um deles, Mija - interpretada pela grande dama do cinema coreano, Yun Jung-Hee -, se inscreve num curso de poesia ao final do qual deve escrever um poema.

Mija, que foi diagnosticada com Alzheimer, descobre há poesia em tudo que a rodeia, ao mesmo tempo que o horror e a imoralidade da realidade.

O público recebeu com um comovido silêncio o filme do sul-coreano, ex-ministro da Cultura de seu país.

Outra atriz do filme, Jeon Do-yeon - que já levou o prêmio de interpretação em Cannes há três anos pelo filme "Secret Sunshine" -, também tem grandes chances este ano, junto à francesa Juliette Binoche, protagonista de "Copie Conforme", do diretor iraniano Abbas Kiarostami.

Cortesia de Correio Braziliense

MENINA GIRASSOL - Tertúlia com Poesia de Maria Almira Medina

Reserve o seu Jantar na Tasca do Monte da Lua e assista e/ou participe nesta Tertúlia Poética. Desta feita, dedicada a Maria Almira Medina (Escritora, caricaturista, professora e jornalista sintrense. Uma figura cultural de referência no Concelho de Sintra. Filha do fundador do Jornal de Sintra, Maria Almira Medina conta histórias do seu percurso pessoal, profissional e social.)

Reservas para Jantar : 219 107 814 ou 912 506 922

Esta pretende ser a primeira de muitas Tertúlias Poéticas a serem realizadas na Tasca do Monte da Lua. À imagem das que se faziam há cerca de dez anos neste mesmo bar, quando este se chamava Tasca à Latina; ou num outro bar no Cacém - Cunhas Bar.

Diseurs confirmados:
Carla Dias
Cláudia Faria

A tertúlia decorrerá hoje, dia 20 de Maio de 2010, pelas 20:00 na Tasca Monte da Lua, n.º 28 da Calçada de São Pedro, São Pedro de Sintra.

nota: qualquer pessoa poderá participar lendo uma das poesias disponíveis.

BIO - Bai Juyi

O mais popular poeta chinês, tanto na China como a Ocidente - aqui devido às esplêndidas traduções de Arthur Waley.

Foi prolífico e, capaz de ir da sátira (da aguda crítica social) ao lirismo, deu-nos uma poesia em que o humanitarismo se alia à simplicidade, fazendo dele um dos grandes poetas chineses. Conta-se que lia os poemas a uma sua criada, destruindo os que ela não entendia.

Cortesia de Uma Antologia de Poesia Chinesa, Assírio e Alvim

Feira do Livro do Funchal

Durante 11 dias, de 20 de Maio, quinta-feira, a 30 de Maio, domingo, o coração do Funchal volta a animar-se com a Festa do Livro - 36ª Feira do Livro, num evento de interacção plena entre a própria cidade, o público, os escritores e os expositores e onde a animação musical e teatral marcam também presença.

Com a abertura dos stands às 13 horas, nos dias de semana e às 9 horas aos sábados e domingos e encerramento às 21 horas, o livro e a leitura são o mote para a animação da placa central da Avenida Arriaga que se transforma verdadeiramente na sala de leitura da cidade.

Apesar do espaço limitado desta zona nobre da cidade a organização conseguiu, mesmo assim, uma área de exposição maior para receber o aumento do número de expositores (32 no total) num certame que em 2010 se apresenta diversificado e bastante atractivo.

Registando um envolvimento crescente das entidades institucionais e privadas ao nível dos apoios, a Festa do Livro 2010 será, sem dúvida, e uma vez mais, um grande evento social e cultural da cidade, promovendo o livro e a leitura e afirmando-se já como um grande cartaz cultural do Funchal.

A presença dos escritores constituirá o momento alto em cada dia da Festa do Livro e que estarão em contacto directo com o público. Diariamente, pelas 17H00, no Pavilhão dos Autores, na Praça da Restauração, no espaço 'Conversas com…' o público poderá conhecer um pouco melhor os escritores convidados.

Patrícia Reis, jornalista, editora da revista Egoísta e escritora da nova vaga das letras portuguesas, Hugo Teixeira, jovem autor de Banda Desenhada, Carlito Azevedo, editor, crítico e poeta brasileiro, José Afonso Furtado, Professor de Sociologia do Livro e da Leitura, Director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian e autor de livros sobre a temática do livro e da leitura, Rui Zink, professor universitário e autor de vários livros entre ensaio e ficção e vencedor do Prémio do PEN Clube Português, Luís Quintais, antropólogo social de profissão e poeta, Isabela Figueiredo, autora de 'Caderno de Memórias Coloniais', um dos livros do ano de 2009 segundo a crítica, Carlos Vale Ferraz, escritor de temática colonial, Luandino Vieira, consagrado autor angolano, vencedor do Prémio Camões em 2006, e valter hugo mãe, poeta e romancista, vencedor do Prémio José Saramago 2006, serão os escritores que, por esta ordem e a partir do dia 20 até ao dia 30 passarão, à sua vez, pelo Pavilhão dos Autores.

Estes escritores, e ainda outros autores madeirenses, marcarão presença na iniciativa 'Os Autores e o Público', estando à disposição do público para autografarem os seus livros nos stands das respectivas editoras.

Na noite de 27, quinta-feira, terá lugar no Café do Teatro a tradicional Noite dos Poetas e aos sábados e domingos, entre as 9 e as 14 horas na Praça da Restauração terá lugar a Feira do Alfarrábio 'Canto do Livro Velho' e no dia 29, sábado, será anunciado o vencedor do Prémio Literário Edmundo Bettencourt.

Transversal a todas as idades, e que é já uma marca da Festa do Livro, é a presença da Banda Desenhada e de autores da chamada 9ª arte, que este ano conta com a realização de um workshop de banda desenhada japonesa, estilo Manga, a ter lugar no Pavilhão dos Autores no dia 22, precisamente o dia em que Hugo Teixeira, autor de BD marcará presença no certame, e ainda a iniciativa 'Cosplay - Apreciadores de Banda Desenhada como personagens', no dia 23 na placa da Avenida Arriaga bem como as '12 Horas de Banda Desenhada', das 9 às 21 horas do dia 29 no stand da Sétima Dimensão.

A edição de 2010 apresenta também como novidades o Espaço de Leitura 'Vamos N’Eça', da responsabilidade do Gabinete Coordenador de Educação Artística, que ocorrerá no Pavilhão dos Autores aos sábados, e ainda a 1ª edição da 'PechaKucha Night Funchal', que terá lugar no dia 28 no Pavilhão dos Autores, iniciativa em que “11 pessoas apresentam as suas ideias utilizando 20 imagens X 20 segundos”.

Outra iniciativa a merecer destaque é o Concurso de Conto Popular 'O Funchal e o Livro', iniciativa conjunta da organização da Festa do Livro e do Diário de Notícias que procura promover o evento e estimular a criatividade literária dos madeirenses.

Porque se trata de uma verdadeira festa o programa da Festa do Livro - 36ª Edição da Feira do Livro do Funchal vai muito para além das iniciativas ligadas directamente ao livro e à leitura, estendendo-se da animação infanto-juvenil à música e ao teatro.

A nível musical destacam-se os três grades concertos que integram o programa, desde logo o concerto de abertura 'Convite à Música', um panorama da dança na música erudita com interpretação dos consagrados Robert Andres e Honor O'Hea, num concerto de piano a quatro mãos que comemora o 15º aniversário deste duo e que terá lugar no Teatro Municipal Baltazar Dias pelas 21h30 de quinta-feira, 20 de Maio.

No dia seguinte, sexta-feira, 21 de Maio, no mesmo local, um outro grande destaque musical será o concerto 'Asas de Gavião', do Projecto Rajame, que reúne Vitor Sardinha, László Szepesi, Sérgio Gomes e Lino Rodrigues, tendo como convidada especial Vânia Fernandes.

Presença já tradicional no programa da Festa do Livro, o concerto 'Velhos Hotéis' marcará, uma vez mais, presença no espaço exterior do Café do Teatro em plena Avenida Arriaga e que terá lugar no dia 28, sexta-feira, pelas 22 horas.

O Largo da Restauração será também palco de outros momentos de animação musical como seja a participação dos diversos grupos do Gabinete Coordenador de Educação Artística (Orquestra de Cordas, Orquestra de Sopros e Orquestra de Acordeões) e do Conservatório – Escola das Artes da Madeira (Combo de Jazz, Orquestra de Metais, Ensemble de Clarinetes, Ensemble de Saxofones e Orquestra Académica) que em cada dia, e à sua vez, actuarão ao fim da tarde.

Actuações do Grupo Madeirense de Fados Coimbra (placa da Avenida Arriaga, dia 22), da Banda Recreio Camponês (Praça da Restauração, dia 26) e dos Xarabanda (Praça da Restauração, dia 28), a Festa da Noite Africana (Jardim Municipal, dia 22) e o concerto dos 20 Anos do 'Núcleo de Música' da Escola Secundária Francisco Franco (Jardim Municipal, dia 24) completam o programa musical da Festa do Livro.

Também o teatro será parte importante do programa de animação da Festa do Livro com as peças 'A Birra do Morto', da Associação Sorriso do Atlântico, na Praça da Restauração nos dias 20, 21, 22, 23, 27, 29 e 30, 'Vou-te Bater@facebook', pela Com.Tema, no Teatro Municipal Baltazar Dias, diariamente de 25 a 30, a que se junta ainda o 'Speakers Corner', espectáculo diário de rua encenado pelo Teatro Experimental do Funchal.

Especial atenção merece também a programação infanto-juvenil que vai desde a presença de Contadores de Histórias, à Biblioteca Infantil e aos Jogos Didácticos, passando pelos workshops de construção e manipulação de fantoches e à peça de fantoches 'À Descoberta da Madeira', sem esquecer a Final Regional do Triatlo Literário do 3º Ciclo no âmbito do Projecto Baú de Leitura Outra das grandes novidades da Festa do Livro - 36ª Feira do Livro é a presença do certame nas redes sociais da Internet, nomeadamente no Twitter e no Facebook, através dos quais o público poderá acompanhar as novidades e interagir directamente com a organização, tal como através do site do próprio evento www.festalivrofunchal.com.

Cortesia de DNotícias.pt


6º Festival Poesia Encenada do Sesc

A sexta versão do Festival Poesia Encenada do Sesc acontecerá entre os dias 18 a 21 de maio. O evento além de contar com a encenação das poesias classificadas traz em sua programação exposições, oficinas, cinema e performances teatrais. Concentrando diversificadas atividades culturais, o Sesc, através do festival, proporcionará ao público durante os dias do evento, momentos singulares de contato com as artes. O Festival homenageará a escritora Clarice Lispector e todas as atrizes que já lhe reverenciaram, como a atriz Beth Goulart, que atualmente a interpreta nos palcos.

Na noite de abertura, terça-feira(18), ás 18h30, na área de Lazer do Sesc, a atriz Cely Farias, do Grupo de Teatro Graxa, apresentará a performance “O Eterno e o provisório”, baseada nas obra de Marcus Alves, que terá seus poemas expostos na Parede Poética. Na mesma noite a Trupe Arlequim homenageará o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda com a performance “Divina”, baseada em Beatriz, obra do compositor em parceria com Edu Lobo. Logo após as performances começarão as apresentações das poesias selecionadas para a 1º noite do Festival Poesia Encenada.

A segunda noite, quarta-feira(19) terá em sua abertura às 18h30, Zé Cazuza e outros poetas do Cariri. Na ocasião o poeta também estará lançando seu livro intitulado ”Poetas Encantadores do Cariri”, às 19h, na área de Lazer do Sesc. O lançamento acontecerá simultaneamente às apresentações das poesias selecionadas para o segundo dia do evento.

No dia 20/05 às 15h acontecerá um debate sobre as Poesias e encenações apresentadas, para esse debate estarão presentes poetas, atores e outros personagens do cenário cultural. Às 18h30 Tereza Laurêda Ventura apresentará a performance “Palavras e Emoções”.

Cinema, Exposição e Oficinas

As sessões de cinema do Poesia Encenada acontecerão sempre as 12h e as 18h, de 18 a 20 de maio. As sessões intituladas Cinema, Poesia & Encantamento exibirá filmes como Transubstancial, de Torquato Joel e Recife/Sevilha, de João Cabral de Melo Neto.

As esculturas de Silvio Feitosa e as telas de Carlos França, estarão abertas a visitação das 8h às 22h durante todos os dias do Festival. Sensualidade e irreverência são características que poderão ser apreciadas nas esculturas de Silvio Feitosa e Lúdicidadde e esperança marcam as obras de Carlos França.

A programação também inclui oficinas técnicas que objetivam a capacitação dos profissionais. A oficina de Voz, canto e Interpretação, minitrada por Kleiton D’Araújo acontecerá na quarta-feira (19) e a oficina “Descondicionamento do olhar: Desconstruindo o automatismo e o lugar-comum", ministrada por Virgínia Mélo acontecerá dos dias 18 a 21 de maio.


Programação:

PAREDE POÉTICA

19 a 21 de maio | Palco da área de Lazer

“O ETERNO E O PROVISÓRIO” - Mostra de poemas de Marcus Alves

Arte: Juliana Alves

Apresentação: Antônio Mariano

PERFORMANCES

18/05 | 18h30 | Arena

*

Cely Farias em “O Eterno e o Provisório”, baseado na obra de Marcus Alves *

Homenageando Chico Buarque com Lunáticos Acrobáticos / Trupe Arlequim

19/05 | 18h30 | Arena

*

Zé de Cazuza e outros poetas do Carirí

20/05 | 18h30 | Arena

*

Palavras e Emoções - Tereza Laurêda Ventura

EXPOSIÇÕES: “POETICIDADE - CORES E FORMAS“

19 a 21 de maio| visitação das 8h às 22h

Carlos França -

Um dos talentos surgidos no interior da Paraíba nos anos recentes expõe sua primeira individual no SESC/CENTRO, apresentando ao grande público obras representativas de várias fases de sua carreira.

Sílvio Feitosa

Um misto de sensualidade angelical embutida num voo irreversível do escultor rumo aos ateliês e demais espaços culturais. Estamos diante de visões contagiantes e ousadas. Trata-se de um artista que surgiu no cenário cultural da PB nos anos recentes para causar júbilo e respeito.

LANÇAMENTO

19/05 | 19h | Área de Lazer

Livro: Poetas Encantadores do Carirí, de Zé de Cazuza

CINEMA, POESIA & ENCANTAMENTO

18/05 | 12h e 18h| Miniauditório

*

Recife/Sevilha – Dir. João Cabral de Melo Neto *

Transubstancial – Dir. Torquato Joel de Lima

19/05 | 12h e 18h| Miniauditório

*

Meu Nome é Paulo Leminski – Dir. Cezar Migllorin *

A João Guimarães Rosa – Dir. Roberto Santos e Marcelo Tassara

20/05 | 12h e 18h| Miniauditório

*

A Moça que Dançou Depois de Morta – Dir. Itálo Cajueiro *

Poeta de Sete Faces – Dir. Paulo Thiago

OFICINAS

19/05 | 15h30 às 17h | Miniauditório

Voz, canto e Interpretação

Ministrante - Kleiton D’Araújo (Cantor Lírico / Preparador Vocal)

A voz instrumento essencial para a execução da narrativa auditiva e musical, é composta de elementos técnicos básicos para sua execução plena. Assim, esta oficina pretende trabalhar a técnica vocal (respiração, apoio, projeção, dicção e interpretação) especifica para a utilização da voz no seguimento teatro-musical.

18 a 21/05 | 8h às 12hs | Miniauditório

Descondicionamento do olhar: Desconstruindo o automatismo e o lugar-comum" Ministrante - Virgínia Mélo (Pesquisadora)

A oficina pretende oferecer novos olhares nos processos criativos da imagem, por meio de trabalhos práticos, que auxiliam a percepção aguçada de elementos visuais e liberta com mais propriedade a poética visual e seus usos nos diversos gêneros fotográficos.


POESIAS SELECIONADAS PARA ENCENAÇÃO

1ª Noite - 18/05 (Terça-Feira):


1- Brasil – Paulo de Ornilo (Condado)

2- À Mercê – Djane Barros

3- Sonho Principesco – Geovane Trajano

4- Brasil Brasil – Rita Dandara

5- Andor – Adeildo Vieira

6- Quiçá – Michel Costa

7- Casal – Francisca Vânia Nóbrega

8- Dédalo – Ana Amélia Apolinário

9- Fragmentos – Yordan Rodrigo

10 - Sertanidade – Carlos Cavalcanti

11- Vida – Gilson Nascimento

12- A Luz da Minha Cidade – Ranieri de Araújo

13- Veneno – Angélica Lemos

14 – Início – Fim – Fausto Costa

15 – R. Ciclo – Chico Viola

16 – Perguntas – Quelyno Souza




2ª Noite – 19/05 (Quarta-Feira):

1- Severina é a sua História - Elisa Cavalcanti

2- Algo a Pensar – Laudicéia Castro

3- O Perfume da Alma – Izaquew Nascimento

4- Amar e o Mar – Leandro Valentim

5- Umano – Daniel Porpino

6- Sobre o Silêncio – Pedro Osmar

7- Xícara de Chá, Colher de Açúcar – Valmir Neves

8- Quem Será – Fátima Peixoto

9- Carneiros – Michel Costa

10- Movimento – Larissa Santana

11- Discurso Distorcido – Priscila Six

12- Laura e o Tempo – Williams Muniz

13- Definitivo – Sílvia Letícia

14- Ator – Sandra Duarte

15- Em Paz – Jeovan Cordeiro

16- Abraço na Alma – Rodrigo Emanuel Apolinário

DEBATES POESIA E ENCENAÇÕES | 20/05 | 15H | SALA DE REUNIÕES

Com Ingrind Trigueiro, Palmira Palhano, Leo Viana, Antônio Mariano, Políbio Alves, Heriberto Coelho, Cristina Guedes, Elionaldo Varela e Socorro Xavier.

Cortesia de PB Agora

Olhem à vossa volta e

Olhem à vossa volta e
de entre o que mais importa
digam-me
o que deitavam fora?

Carlos Bessa

6ª edição do Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa

Mil crianças e jovens a partir dos dois anos candidataram-se este ano ao concurso poético da 6.ª edição do Cancioneiro Infanto-Juvenil, cujos prémios são entregues hoje no Instituto Piaget de Almada. 

O concurso, promovido por aquela instituição de ensino superior, usa a poesia como ferramenta para que as crianças não se desencantem da leitura.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do projeto, Rita Alves, fez um balanço do projeto, que se realiza desde 1989, de três em três anos, com o objetivo de reintroduzir, em Portugal e nos países falantes de português, a cultura literária e a dimensão poética na formação dos leitores mais jovens.

O concurso tem sido, defende a coordenadora, «uma ferramenta muito útil para provocar e manter o prazer da palavra pela palavra nos mais jovens».

Em arquivo, o projeto tem 22 mil textos de 14 mil participantes. Cerca de dois mil foram publicados em doze livros. Na 6.ª edição do cancioneiro participaram 1000 crianças, que levaram dois mil textos a concurso.

«Embora a participação tenha diminuído nesta edição, temos vindo a notar que a participação é feita com mais cuidado».

Para além disso, acrescentou, «percebemos que os temas de amor, que eram normalmente escritos por crianças com 13, 14 anos, passaram a ser escritos por crianças de oito, nove anos».

Para Rita Alves, outro aspeto positivo em 20 anos de trabalho é a possibilidade de acompanhar a carreira dos escritores: «Temos crianças que têm agora 18 anos e que nos acompanham desde os quatro», contou.

A coordenadora sublinhou ainda que hoje, como há 20 anos, a poesia na sala de aula serve também para fugir à rotina dos programas escolares e para garantir que o salto entre o pré-escolar e o ensino primário não acaba com os leitores.

«É preciso que a bolha da responsabilização pela cultura e aprendizagem que a sociedade tende a criar sobre as crianças que entram na escola primária seja acompanhada de uma vertente lúdica e criativa, para que o clique do gosto pela leitura aconteça e perdure», defendeu.

No encerramento do 6.º Concurso Poético será publicado o livro «Amo de ti», com os textos seleccionados pelo júri.

Para quem escreve, diz Rita Alves, o prémio máximo é ter os seus textos editados em livro: «O espírito do cancioneiro é o prazer da palavra, ter o trabalho impresso para estar ao alcance de todos», afirmou.

Os títulos dos livros a que o concurso dá origem, considera, «revelam a beleza e originalidade da imaginação das crianças»: «Do 1º Concurso Poético, por exemplo, foram publicados três livros: «Eu moro na minha mãe», «Trouxe-te um beijo no bolso» e «Se eu fosse lua, fazia uma noite», ilustrou.

O Instituto Jean Piajet de Almada conta reunir nesta iniciativa cerca de 400 participantes entre professores, educadores, pais e crianças.

Cortesia de Diário Digital / Lusa

Um relatório sobre o Livro de Bolso

O livro de bolso foi uma inovação comercial e editorial que no século passado ajudou a massificar a leitura e a difundir autores e livros.

Para além das experiências realizadas em Portugal por alguns editores e operadores no mercado e cujo verdadeiro alcance pouco se conhece, não existem estatísticas fiáveis sobre a sua real incidência no mercado tradicional da edição no nosso país. O que se sabe é que não terá tido o impacte que se esperaria, quer em termos de penetração entre o público leitor quer em termos económicos nas distintas fileiras envolvidas no sector.

O Ministério da Cultura francês publicou um relatório sobre as questões levantadas por este tipo de edição em França que festejou em 2003 os seus 50 anos de existência.

Relatório

Cortesia de APEL

CITAÇÃO - Gu Cheng

As noites escuras deram-me estes olhos escuros, mas eu usá-los-ei para procurar a luz.

Maravilhoso canto

És Tu o maravilhoso canto,
no qual se revigora o impulso,
música em cujo interior
as formas são construídas.

És Tu o segredo do pensamento,
graças a Ti tudo existe e se move.
O verdadeiro esplendor é estar contigo,
como no ânfora as varas quando se apertam.

És o braço culminante do cipreste.
As tuas sobrancelhas estão juntas
num só arco.

És Deus do meio-dia e Senhor dos astros nocturnos.

Gregório de Narek

Poetas do Mundo - Izet Sarajlic

POEMAS

Necrologia do Verbo Amar 


Amo -

lançando-se contra moinhos de vento gritava dom Quixote.

Amo –
envenenado de céus gritava Otelo.
Amo –
recostado em Ossian soluçava Werther.
Amo –
tremendo nas carruagens de Jasvin repetia Vronski.
Amo –
separando-se de Grusenka sonhava Dimitri Karamazov.
Amo –
brandindo a espada recitava Cyrano.
Amo –
regressando do comício sussurrava Jacques Thibault.
Amo –
gritaria também o herói de um romance contemporâneo,
mas o autor não lho permite.


Não está na moda.
O amor já não é contemporâneo.



Todas voltam de algum lugar


Todas voltam de algum lugar
Zelja de Regensburgo.
Sanja de Trieste.
Asja de Maiorca.
Daniela de Tuniz.
Nieves de Roma.
Mirka de Budapeste.
Sandra Lucic de Tucepi.
Nusa Kajetan do mercado.
Zaga do hospital.
Lucy das aulas.

Todas voltam de algum lugar.
Apenas tu não voltas.

Mains


Pendant cinq années entières,
elle a tenu la crosse du fusil :
main du soldat.

Elle a été obligée
de frapper le chien aimé :
main du chasseur.

Toute la vie,
elle a donné des coups :
mains du boxeur.

Toute la vie,
elle a porté le verre aux lèvres :
main de l'ivrogne.

Mais voici pourtant une main heureuse,
celle qui depuis vingt ans te caresse.
Mais voici pourtant une main heureuse !



Em Sarajevo
Na primavera de 1992
Tudo é possível:

Uma pessoa põe-se na bicha do pão
e vai parar ao serviço de urgência
com uma perna amputada.

E no fim ainda diz
que teve muita sorte.


PEQUENA BIOGRAFIA

Izet Sarajlic nasceu em Deboj (Bósnia-Herzégovinia) a 16 de Março de 1930. Cresceu em Treblinja e em Dubrovnik. Licenciou-se em Letras na Faculdade de Sarajevo. Trabalhou durante quase toda a sua vida na editora “ Veselin Maslesa”. Teve uma posição crítica quanto à intervenção internacional no conflicto armado na Bósnia, sendo conhecida a sua frase: Eu gostava de escrever 'liberdade' nos muros, mas vieram vocês os internacionalistas e destruiram os muros. A sua obra marcou a poesia europeia e em especial a dos Balcãs. Publicou 15 livros de poesia e numerosas memórias, textos políticos e traduções. Os seu poemas foram traduzidos para macedónio, eslovaco, russo (nomeadamente por Joseph Brodski, na altura um jovem poeta de Leninegrado), turco, inglês, albanês, lituano, castelhano, alemão, polaco e francês. Izet Sarajlic morreu em Sarajevo, no dia 2 de Maio de 2002, pouco depois de ser premiado com a maior distinção literária da Bósnia-Herzégovinia.

Cortesia de Um Buraco na Sombra

Peça «O Vento nas Palavras» para despertar os mais pequenos

A Companhia de Teatro de Portalegre estreou ontem, dia 9, o espectáculo "O Vento nas Palavras", uma peça que tem como objectivo dar a conhecer aos mais novos o "fascínio da poesia" e a importância dos autores portugueses.

Em declarações à agência Lusa, a encenadora da peça, Susana Teixeira, explicou que este género de trabalho "é sempre uma surpresa", uma vez que nunca se sabe como as crianças vão reagir.

"Nunca sabemos bem a sua reacção, mas por norma é um público muito exigente e que puxa pelos actores", sublinhou.

"A peça tem de ser bem conseguida, porque as crianças distraem-se facilmente. Por isso, é preciso saber sempre dar a volta para que eles mantenham sempre o interesse e construímos assim uma história em redor dos poemas que vão ser declamados", explicou.

O espectáculo, que vai estar em cena na Igreja do Convento de Santa Clara, em Portalegre, tem como ponto de partida a necessidade de dar a conhecer aos mais novos a poesia portuguesa de uma maneira "agradável e despretensiosa", num discurso teatral "dinâmico e aliciante".

Para cativar os mais novos para a importância da poesia, a Companhia de Teatro de Portalegre escolheu poemas de Alexandre O'Neill, Fernando Pessoa, António Feliciano Castilho, Manuel Bandeira, Ruy Belo, José Gomes Ferreira, entre outros.

De acordo com Susana Teixeira, os poemas escolhidos abordam a amizade, o amor, o vento, os nossos pensamentos e os sonhos mais profundos.

"Normalmente ouve-se poesia de uma maneira formal. Nas escolas os miúdos consideram sempre a poesia uma coisa muito chata e eu, através deste espectáculo, tento desmistificar isso porque a poesia tem palavras bonitas e que podem dizer tantas coisas", declarou.

Com a interpretação a cargo das actrizes Ana Rodrigues e Verónica Barata, o espectáculo que estreou no domingo, dia 9, vai ser visto pela maioria dos alunos do primeiro ciclo das escolas de Portalegre e dos concelhos limítrofes.

De acordo com a encenadora, numa fase posterior, o espectáculo "O Vento nas Palavras" vai também rumar em digressão por outros pontos do país.

Cortesia de DN Cartaz

VII Encontro Internacional de Poetas

O VII Encontro Internacional de Poetas decorrerá na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e noutros pontos aprazíveis da cidade de Coimbra e arredores de 27 a 29 de Maio de 2010.

Esta edição será subordinada ao tema "As Línguas da Poesia". Alguém disse já que a língua da poesia é sempre a mesma, e sempre estrangeira. Eis o que, com a vossa ajuda, queremos repensar, considerando a materialidade do corpo na língua-órgão e na corporalidade dos gestos, a língua como comunidade falante, a singularidade na diversidade das falas, a inter-traduzibilidade das expressões. O nosso objectivo é reflectir sobre as mais diversas manifestações da poesia e os modos como ela diz o mundo, do puro canto à celebração, da proclamação ao silêncio, da intervenção à resistência, das continuidades às rupturas.

Poetas convidados/as (confirmados/as):

Manuel Rui (Angola),
Camila do Valle (Brasil),
Maria Nice Machado Aires (Brasil),
Martinho da Vila (Brasil),
Régis Bonvicino (Brasil),
Wilmar Silva (Brasil),
Stephanos Stephanides (Chipre),
Charles Bernstein (EUA),
Ntozake Shange (EUA),
Próspero Saíz (EUA),
Liana Sakelliou (Grécia),
Delmar Gonçalves (Moçambique),
Miren Artetxe (País Basco),
Uxue Alberdi (País Basco),
Ch´aska Eugeni Anka (Perú),
Helga Moreira (Portugal),
João Maria André (Portugal),
Maria Teresa Horta (Portugal),
Pedro Sena-Lino (Portugal),
aNa b (Portugal),
ristina Néry (Portugal),
Ana Blandiana (Roménia),
Marlene Nourbese Philip (Trinidade e Tobago/Canadá),
Amina Said (Tunísia/França)

Inscrição

Poemas inéditos de Branquinho da Fonseca no primeiro volume da obra completa

Os poemas, que integrariam o livro Vento de Longe, surgem no primeiro volume das obras completas do escritor, que reúne também textos dispersos. "A presente edição da obra completa de Branquinho da Fonseca recupera alguns textos dispersos e um livro de poemas parcialmente inédito", escreve no prefácio António Manuel Ferreira que coordena a edição da Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

Com José Régio e João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca foi um dos fundadores da revista da Presença para a qual desenhou o logótipo. Natural de Mortágua, concelho de Aveiro, Branquinho da Fonseca licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo publicado 14 títulos, entre os quais O Barão.

Cortesia de O Público

Su'ad foi-se embora, e o meu coração, hoje,

Su'ad foi-se embora, e o meu coração, hoje,
está doente de amor, atado com cadeias;
Su'ad era tal qual, na manhã da partida,
gazela d'olhos negros pousados no chão:
se a contemplais, de frente, a andar muito direita,
vereis o seu umbigo, o abdómen de veludo;
vereis as suas ancas, se ela volta as costas;
mostra, se ri, fila de dentes laterais
banhada, eu sei lá quantas vezes!, por vinho,
vinho bem temperado com água, tão fresca,
de gruta cheia de pedrinhas, onde,
lá na curva do vale, o vento norte sopra:
o vento expulsa as manchas de poeira,
o vale transborda de cachões d'espuma
vindos de grande bátega, que cai a cântaros
da nuvem cor de breu na manhã cor de cinza.
Oh, que rara senhora ela seria,
se, firme, se tivesse conservado fiel
à promessa, prestando ouvidos ao bom conselho!
[...]

Ka'b Ibn Zuhyar

Manuel Gusmão apresenta o seu novo livro «Finisterra – o trabalho do fim: recitar a origem» no Museu do Neo-realismo

O livro “Finisterra – O Trabalho do Fim: reCitar a Origem”, de Manuel Gusmão, é apresentado amanhã dia 7 de Maio às 21h30h com a presença do autor no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira.

Este livro trata de “Finisterra. Paisagem e Povoamento” (1978), romance terminal e maior de Carlos de Oliveira. Está composto em três movimentos que se desenvolvem ao longo de sete sequências. O primeiro concentra-se em aspectos da composição de Finisterra e no trabalho de reescrita, que marca a singularidade da obra de Carlos de Oliveira. O segundo movimento prolonga a consideração da reescrita na obra de Carlos de Oliveira e reavalia-a. Finisterra esboça-se na reescrita de Pequenos Burgueses. “Por fim, lê-se Finisterra como um metatexto que expõe uma teoria crítica da representação aberta à noção de diferença, admite uma mimese generalizada e sugere a hipótese de uma superação da noção de representação, através da figura da inscrição fóssil”. Finalmente, a experiência do belo e de interrupção do tempo linear e contínuo são lidas como manifestações de uma interrupção do devir que é condição do messiânico nas Teses sobre a Filosofia da História, de Walter Benjamin.

Manuel Gusmão é professor (aposentado desde 2006), ensaísta e crítico, poeta e tradutor de poesia. Licenciou-se em Filologia Românica com uma dissertação sobre os poemas dramáticos de Fernando Pessoa e doutorou-se com uma tese sobre a poesia e a poética de Francis Ponge. Publicou ensaios sobre Fernando Pessoa, Gastão Cruz, Carlos de Oliveira, Herberto Helder, Sophia de Mello Breyner Andresen, Luiza Neto Jorge, Ruy Belo, Armando Silva Carvalho e Fernando Assis Pacheco, Almeida Faria, Maria Velho da Costa, Nuno Bragança, Maria Gabriela Llansol, Luís de Sousa Costa e José Saramago.

Cortesia de O Mirante Online

MSC Poesia atraca hoje nos Açores

O cruzeiro, que navega com uma taxa de ocupação de 100% já saiu da Flórida, passa por Nova Yorque e chega aos Açores na Quinta-Feira, dia 6 de Maio.

A ocasião será comemorada com uma cerimónia de boas-vindas, composta pela tradicional troca de placas entre o Comandante do navio e as autoridades do porto de Ponta Delgada.

Segundo Eduardo Cabrita, director-geral da MSC Cruzeiros em Portugal, "a escala inaugural do "MSC Poesia" nos Açores revela o interesse da companhia em novos destinos e a uma clara aposta em Portugal, tendo como objectivo tornar também os Açores um dos importantes portos de escala dos diversos cruzeiros realizados pela companhia".

O "MSC Poesia" atinge a velocidade máxima de 23 nós, pesa 92.627 toneladas, tem 247 metros de comprimento, 60 metros de altura e 32 metros de largura.

Cortesia de RTP

Manifesto Poetas del Mundo

Poetas do Mundo, é chegada a hora exata para unir nossas forças na defesa da continuação da vida: somos guerreiros da paz e mensageiros dessa nova história para da humanidade. Somos os poetas da luz – veículo que nos conduz para levar o chamado de alerta de que não podemos nos furtar. Atravessamos a morte de um período degenerado das eras, e assistiremos o nascimento de uma NOVA ERA – para a qual, nós, os poetas, recebemos nossos dons, nossas missões e obrigações. A humanidade vive momentos decisivos de luta pela sobrevivência, mas ainda não acordou para o fato de estar caminhando rumo a um precipício, direto para a extinção. Urge que tomemos o leme e mudemos o caminho para a elevação coletiva, para que recuperemos o patrimônio da vida como dom universal e direito de todos.

[Continuar a ler o Manifesto]

Projecto Algarvio «A Poesia está nas Escolas..»

Há públicos que são fáceis, outros nem tanto, mas depressa a magia das palavras e dos sons envolve os alunos que participam nas sessões de poesia protagonizadas por Afonso Dias nas escolas algarvias, no âmbito do projeto «A Poesia está nas Escolas…».

Em 2010, o tema geral das sessões que já chegaram e vão ainda chegar a mais de 60 escolas da região, dos diferentes níveis de ensino, é «Poesia e Cidadania».

O artista radicado há muito no Algarve, que reúne diversos talentos, continua a levar poesia, e não só, a alunos das mais diversas idades, desde os mais novinhos, do pré-escolar, aos mais graúdos, do secundário, num projeto que envolve, por ano, milhares de estudantes da região e dura há quase uma década.

O gosto pela poesia é denunciado pela forma como Afonso Dias fala do projeto O seu trabalho, além de assentar numa paixão pessoal, a poesia, é igualmente, na sua visão, um privilégio.

«Esta tem sido uma experiência muito enriquecedora para mim e, julgo eu, de alguma serventia para esta gente. Muitas vezes os alunos vêm falar comigo no final das sessões e sou muitas vezes interpelado na rua por miúdos que me viram nesta ou naquela escola», contou.

«Estas sessões são encontros de sedução para a poesia, para a leitura, para uma estética do belo e para o sensível. Costumo dizer que sou a cereja no topo do bolo, porque não venho propriamente dar uma aula, porque o formato é diferente e os alunos não sentem a mesma responsabilidade», explicou Afonso Dias.

Apesar disso, tudo é articulado com os professores, para ir ao encontro dos programas escolares e a componente educativa estar presente.

Com a sua voz grave e colocada, o ator, que também é músico e compositor, depressa domina a assistência e ganha controlo da sala. Algo que quem está de fora percebe que se deve, em grande medida, à já vasta experiência de Afonso Dias nestas lides, já que, muitas vezes, o público não é homogéneo.

Numa sessão a que o «barlavento» assistiu, em Faro, juntaram-se na mesma sala alunos do 3º ano com outros do 8º ano.

Algo que obriga o declamador a enveredar por dois registos diferentes, para agradar a todos e não perder nenhuns. Porque o objetivo das sessões do projeto «A poesia está nas escolas…» é, precisamente, fazer com que o gosto pela leitura, nomeadamente de poesia, entre no maior número de corações possível.

O objetivo tem vindo a ser conseguido e o promotor das sessões sente muitas vezes o retorno do seu trabalho.

«Não é raro encontrar jovens adultos, que já estão na universidade ou a trabalhar, que me conheceram em sessões e me falam de certo poema, ou dizem, por exemplo: lembra-se do poema de Miguel Torga que disse na escola tal? Comprei os Contos da Montanha por causa disso! Isto é muito gratificante. É esta utilidade, quase de sementeira de poesia, que eu procuro ter», resumiu.

A escolha do tema «Poesia e Cidadania» foi uma forma de juntar esta arte a outros valores, no ano em que se celebram 100 anos da implantação da República em Portugal.

Esta efeméride dá o mote para que, em verso ou em prosa, se fale de temas como a vida em sociedade, os valores da democracia, os direitos humanos e das crianças e até a proteção do ambiente, entre muitos outros.

«Este projeto já dura há uns anos, já tenho um protocolo com a Direção Regional de Educação do Algarve há pelo menos oito ou nove anos», revelou.

Em cada escola ou agrupamento visitado, Afonso Dias promove sempre duas sessões. «São mais de 120 sessões que envolvem cerca de 10 mil alunos», resumiu.

Cortesia de Barlavento Online

Francisco Brines vence Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana 2010

O poeta espanhol Francisco Brines venceu recentemente o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, que reconhece o conjunto da obra de um autor vivo.

O prémio, entregue no Palácio Real de Madrid e no valor de 42,1 mil euros (US$ 55,5 mil), distingue uma contribuição literária relevante ao patrimônio cultural comum de região ibero-americana e Espanha.

Entre os que concorriam na 19ª edição do Prêmio estava o nicaraguense Ernesto Cardeal, a uruguaia Cristina Peri Rossi e o português Antonio Ramos Rosa, assim como os espanhóis Maria Victoria Atencia, Julia Uceda e Carlos Edmundo de Ory.

Acadêmico da Língua desde 2001, Brines (Oliva, Espanha, 1932) defendeu sempre a poesia "como exercício de tolerância". Sua trajetória mereceu também prêmios como o Adonais, o da Crítica, o Internacional García Lorca e o Nacional das Letras da Espanha ao conjunto de sua obra.

O poeta Jaime Siles definiu o vencedor como "um grande poeta metafísico", dono de obras, como "El otoño de las rosas", o que constitui "o ápice" da poesia espanhola.

"Em sua poesia não há excessos verbais, mas contenção. Nos ensina a viver, porque é uma reflexão sobre a vida", destacou Siles.

Outro dos membros do júri, o escritor Luis Antonio de Villena, destacou que o agraciado "é também um poeta dos sentidos e um poeta da vida".

Brines publicou em 1959 seu primeiro livro de poesia, "Las brasas" - com o qual obteve o Adonis -, ao que seguiram títulos como "El santo inocente" (1965), "Aún no" (1971), "Insistencias en Luzbel" (1977), "Musa joven" (1982), "El otoño de las rosas" (1986) e "Catorce poemas" (1987).

Sua obra foi publicada em diversas antologias, entre as que figuram "Espejo ciego" (1993), "La última costa" (1995), "Selección de poemas" (1997) e "Todos los rostros del pasado" (2007).

Em 19 de abril de 2001 foi eleito acadêmico da Língua para cobrir a vaga do dramaturgo Antonio Buero Vallejo e ingressou na instituição em 21 de maio de 2006, com o discurso "Unidade e proximidade pessoal na poesia de Luis Cernuda", um dos poetas que mais influíram em seus versos.

Cortesia de EPA

Poema à Mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...

Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade

O mês de Maio

Deus bem sabia que o tempo certo
Para o mundo crescer é o suave mês de Maio.
Os juncos despontam, é certo e sabido, viçosos e esbeltos
No dia primeiro do mês de Maio.
Eu olho e vejo a copa das árvores vestidas do verde
Que Deus lhes deu no tempo de luz do mês de Maio.
Jóia sem preço e doce alegria de poetas e bardos
É o tempo que vem nos dias formosos do mês de Maio.
(...)

Dafydd Ap Gwilym

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